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NP EN 1992-1-2

Eurocódigo 2: Projecto de estruturas de betão


Parte 1-2: Regras gerais
Verificação da resistência ao fogo

Paulo Vila Real


Prof. Catedrático da Universidade de Aveiro

Seminário Eurocódigos Estruturais - LNEC, 17 a 19 de Maio de 2010


NP EN 1992-1-2
Eurocódigo 2: projecto de estruturas de betão
Parte 1-2: Regras gerais
Verificação da resistência ao fogo

Preâmbulo
1. Generalidades
2. Bases para o projecto
3. Propriedades dos materiais
4. Métodos de cálculo
5. Valores tabelados
6. Betão de alta resistência

.../... 2
NP EN 1992-1-2
Eurocódigo 2: projecto de estruturas de betão
Parte 1-2: Regras gerais
Verificação da resistência ao fogo

Anexo A – Perfis de temperaturas


Anexo B – Métodos simplificados de cálculo
Anexo C – Encurvadura de pilares em situação de incêndio
Anexo D – Métodos de cálculo para o esforço transverso,
a torção e a amarração das armaduras
Anexo E – Métodos simplificados de cálculo para vigas e
lajes
Anexo Nacional NA

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NP EN 1992-1-2
Eurocódigo 2: projecto de estruturas de betão
Parte 1-2: Regras gerais
Verificação da resistência ao fogo

Preâmbulo
1. Generalidades
2. Bases para o projecto
3. Propriedades dos materiais
4. Métodos de cálculo
5. Valores tabelados
6. Betão de alta resistência

4
Preâmbulo

Métodos alternativos de verificação da resistência ao fogo

θ
 Acções térmicas:
curvas de incêndios nominais t

Tipos de Métodos Métodos


análise Tabelas simplificados de Avançados de
cálculo cálculo
Análise por sim
elementos Incêndio padrão sim sim
isolados ISO-834
Análise de
partes da Não se aplica sim sim
estrutura (caso existam)
Análise global
da estrutura Não se aplica não se aplica sim

5
Preâmbulo

Métodos alternativos de verificação da resistência ao fogo

 Acções térmicas: θ
curvas de incêndios naturais
t

Tipos de Métodos Métodos


análise Tabelas simplificados de avançados de
cálculo cálculo
Análise por
elementos Não se aplica sim sim
isolados (caso existam)
Análise de
partes da Não se aplica Não se aplica sim
estrutura
Análise global
da estrutura Não se aplica não se aplica sim

6
NP EN 1992-1-2
Eurocódigo 2: Projecto de estruturas de betão
Parte 1-2: Regras gerais
Verificação da resistência ao fogo

Preâmbulo
1. Generalidades
2. Bases para o projecto
3. Propriedades dos materiais
4. Métodos de cálculo
5. Valores tabelados
6. Betão de alta resistência

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1- Generalidades
Objectivo e campo de aplicação - 1

(1)P A presente Norma trata do projecto de estruturas de betão


em situação acidental de exposição ao fogo e destina-se a ser
utilizada em conjunto com a EN 1992-1-1 e a EN 1991-1-2. Esta
Norma identifica apenas as diferenças, ou os requisitos
suplementares, em relação ao cálculo à temperatura normal.

(2)P A presente Norma trata apenas dos métodos passivos de


protecção contra incêndio. Os métodos activos não são tratados.

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1- Generalidades
Objectivo e campo de aplicação - 2

(5)P A EN 1992-1-2 aplica-se às estruturas ou às partes das


estruturas abrangidas pela EN 1992-1-1 e que são projectadas
em conformidade. No entanto, não abrange:
- as estruturas com pré-esforço exterior;
- as estruturas tipo casca.

(6)P Os métodos indicados na EN 1992-1-2 aplicam-se a betão de


massa volúmica normal até à classe de resistência C90/105 e a
betão leve até à classe de resistência LC55/60. Na secção 6
são apresentadas regras complementares e alternativas para
classes de resistência superiores a C50/60.

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2. Bases para o projecto
Exposição ao fogo nominal - 1

(1)P Para a exposição ao fogo padrão, os elementos devem satisfazer os


critérios R, E e I da seguinte forma:

− elementos unicamente de compartimentação: estanquidade (critério E)


e, quando especificado, isolamento (critério I).

− elementos unicamente com resistência estrutural: resistência mecânica


(critério R).

− elementos de compartimentação e com resistência estrutural: critérios


R, E e, quando especificado, I.

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2. Bases para o projecto
Exposição ao fogo nominal - 2

(2) Considera-se que o critério “R” é satisfeito quando a função de


resistência estrutural se mantém durante o tempo especificado de
resistência ao fogo.

(3) Pode admitir-se que o critério “I” é satisfeito quando o aumento da


temperatura média na totalidade da superfície não exposta não
exceder 140K (ou 140 ºC) e o aumento máximo de temperatura em
qualquer ponto dessa superfície não exceder 180K (ou 180 ºC).

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2. Bases para o projecto
Exposição ao fogo nominal - 3

(4) Com a curva de incêndio para elementos exteriores aplicam-se os


mesmos critérios (R, E, I), mas a referência a esta curva específica deve
ser identificada por meio das letras "ef" (ver EN 1991-1-2).

(5) Com a curva de incêndio de hidrocarbonetos aplicam-se os mesmos


critérios (R, E, I), mas a referência a esta curva específica deve ser
identificada por meio das letras "HC" (ver EN 1991-1-2).

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2. Bases para o projecto
Curvas de incêndio paramétricas

(1) A função de resistência estrutural deve ser mantida durante todo o


incêndio, incluindo a fase de declínio do fogo, ou durante um período
de tempo especificado.

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2. Bases para o projecto
Acções

(1)P As acções térmicas e mecânicas devem ser obtidas da


EN 1991-1-2.

(2) Para além da EN 1991-1-2, a emissividade da superfície de


betão deverá ser considerada com o valor de 0,7.

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2. Bases para o projecto
Valores de cálculo das propriedades dos materiais

(1)P Os valores de cálculo das propriedades mecânicas (resistência e


deformação) dos materiais, Xd,fi, são definidos como se segue:

Xd,fi = kθ Xk / γM,fi
em que:
Xk valor característico de uma propriedade de resistência ou
de deformação (geralmente fk ou Ek) para o cálculo à temperatura
normal, de acordo com a EN 1992-1-1;
kθ coeficiente de redução para uma propriedade de
resistência ou de deformação (Xk,θθ / Xk), dependente da temperatura
do material;
γM,fi coeficiente parcial de segurança para a propriedade
considerada do material, em situação de incêndio.
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2. Bases para o projecto
Métodos de verificação da resistência ao fogo - 1

(2)P Para a duração especificada de exposição ao fogo, t, deve ser:


R, E

Ed,fi ≤ Rd,t,fi 12
Rfi,d
Efi,d
1

t fi,requ t fi,d t
em que:
Ed,fi valor de cálculo dos efeitos das acções para a situação de
incêndio, determinado de acordo com a EN 1991-1-2, incluindo os
efeitos das dilatações e das deformações térmicas;
Rd,t,fi correspondente valor de cálculo da resistência em situação de
incêndio.
NOTA: Para verificar os requisitos de resistência ao fogo padrão é
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suficiente uma análise por elementos.
2. Bases para o projecto
Grau de discretização da estrutura
Três tipos de discretização da estrutura
1. Estrutura Global.
As acções indirecta
são tidas em conta.

2. Sub-estrutura (SE).
Consideram-se as acções
indirectas na SE, mas nenhuma
interacção com o resto da estrutura.

3. Elementos. Viga Pilar

Sem acções indirectas com excepção


do efeito dos gradientes térmicos.

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NP EN 1992-1-2
Eurocódigo 2: Projecto de estruturas de betão
Parte 1-2: Regras gerais
Verificação da resistência ao fogo

Preâmbulo
1. Generalidades
2. Bases para o projecto
3. Propriedades dos materiais
4. Métodos de cálculo
5. Valores tabelados
6. Betão de alta resistência

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Propriedades Mecânicas do Betão - 1
Resistência à compressão

σ
Quadro 3.1

3ε f c,θ fc,θθ
 3

 2 +  ε  
ε c1, θ  ε  
  c1, θ  

ε
εc1,θθ εcu1,θθ
Quadro 3.1

Para fins numéricos deverá adoptar-se um ramo descendente.


Admitem-se modelos lineares ou não lineares.

19
Propriedades Mecânicas do Betão - 2
Resistência à compressão

Quadro 3.1
Temperatura
do Agregados siliciosos Agregados calcários
betão θ fc,θ / fck εc1,θ εcu1,θ fc,θ / fck εc1,θ εcu1,θ
[°C] [-] [-] [-] [-] [-] [-]
1 2 3 4 5 6 7
20 1,00 0,0025 0,0200 1,00 0,0025 0,0200
100 1,00 0,0040 0,0225 1,00 0,0040 0,0225
200 0,95 0,0055 0,0250 0,97 0,0055 0,0250
300 0,85 0,0070 0,0275 0,91 0,0070 0,0275
400 0,75 0,0100 0,0300 0,85 0,0100 0,0300
500 0,60 0,0150 0,0325 0,74 0,0150 0,0325
600 0,45 0,0250 0,0350 0,60 0,0250 0,0350
700 0,30 0,0250 0,0375 0,43 0,0250 0,0375
800 0,15 0,0250 0,0400 0,27 0,0250 0,0400
900 0,08 0,0250 0,0425 0,15 0,0250 0,0425
1000 0,04 0,0250 0,0450 0,06 0,0250 0,0450
1100 0,01 0,0250 0,0475 0,02 0,0250 0,0475
1200 0,00 – – 0,00 – –

20
Propriedades Mecânicas do Betão - 3
Resistência à compressão

Tensão normalizada
 O betão perde 1.0
resistência e rigidez a 20°C
partir de 100 ºC. 0.9
200°C
0.8
 Não deve ser
0.7
considerado o
posssível ganho de 0.6
400°C
resistência do betão na 0.5
fase de arrefecimento. 0.4
0.3 600°C
 As propriedades
mecânicas dependem 0.2 800°C
fundamentalmente do 0.1 1000°C
tipo de agregados 0
usado. 1 2 3 4
21
Extenção (%)
Propriedades Mecânicas do Betão
a utilizar com incêndio natural - 4

O EC2 na cláusula 3.2.2.1 (7), apenas diz que não deve ser
considerado o possível ganho de resistência do betão na fase de
arrefecimentro. Não são dadas propriedades residuais do betão após
arrefecimento, pelo que, para utilização em modelos de cálculo
avançado e com incêndio natural que apresenta fase de
arrefecimento, podem utilizar-se, por exemplo as relações
tensão-extensão dadas no Anexo C da NP EN 1994-1-2.

22
Propriedades Mecânicas do Betão
Aquecimento seguido de arrefecimento - 5
Resistência à compressão
Anexo C da EN 1994-1-2
25 MPa
Relação tensão-
extensão à
temperatura Relação tensão-extensão
ambiente na fase de aquecimento
15
(700°°C)
Relação tensão- Relação tensão-extensão, após
extensão na arrefecimento de 700°C a 400 °C
fase de
aquecimeno (400°°C)5 Rectas paralelas

ε
0,01 0,02 0,03
Relação tensão-extensão, εc1,700 ºC = εc1,400 ºC=
após arrefecimento de εc1,20 ºC 23
700 ºC a 20 ºC
Propriedades Mecânicas do Betão
Aquecimento seguido de arrefecimento - 5
Resistência à compressão
Anexo C da EN 1994-1-2

temperatura do betão resistência


θmax Se o betão recuperasse
1.0

300 fc,θ max


0.9 fc,θ max
20 0
tmax tempo tmax tempo

Por exemplo, se θmax ≥ 300 °C


fc,θ,20°C = 0.9 fc,θ max
A interpolação linear aplica-se a fc,θ para θ entre θmax e 20°C

24
Propriedades Mecânicas do Betão - 6
Resistência à tracção

A resistência do betão à tracção deverá, normalmente, ser ignorada


(conservativo). No caso de ser necessário a redução do valor
característico da tensão de rotura do betão à tracção é obtida pelo
coeficiente kc,t(θ), como indicado na expressão (3.1):
fck,t(θ) = kc,t(θ) fck,t
kc,t(θ)

1,0 1

0,8 1

0,6 1

0,4 0

0,2 0

0,0 0
00 100
100 200
200 300
300 400
400 500
500 600
600
25
θ [°C]
Propriedades Mecânicas do Aço - 1
Diagrama Tensão-Extensão do Aço a temperaturas
elevadas

σ
fsy,ΘΘ

fsp,ΘΘ

Es,θ

ε sp,ΘΘ ε sy,ΘΘ ε st,ΘΘ ε su,ΘΘ ε


= 2% = 15% = 20%
26
Propriedades Mecânicas do Aço - 2
Factores de redução da tensão de cedência com a
temperatura

Quadro 3.2a – Valores da Classe N para os parâmetros da relação tensões-extensões para aço
para betão armado laminado a quente e endurecido a frio a temperaturas elevadas
Temperatura do fsy,θ / fyk fsp,θ / fyk Es,θ / Es
aço
θ [°C] laminado endurecido laminado endurecido laminado endurecido
a quente a frio a quente a frio a quente a frio
1 2 3 4 5 6 7

20 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00


100 1,00 1,00 1,00 0,96 1,00 1,00
200 1,00 1,00 0,81 0,92 0,90 0,87
300 1,00 1,00 0,61 0,81 0,80 0,72
400 1,00 0,94 0,42 0,63 0,70 0,56
500 0,78 0,67 0,36 0,44 0,60 0,40
600 0,47 0,40 0,18 0,26 0,31 0,24
700 0,23 0,12 0,07 0,08 0,13 0,08
800 0,11 0,11 0,05 0,06 0,09 0,06
900 0,06 0,08 0,04 0,05 0,07 0,05
1000 0,04 0,05 0,02 0,03 0,04 0,03
1100 0,02 0,03 0,01 0,02 0,02 0,02
1200 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
27
O Anexo Nacional da NP EN 1992-1-2 não recomenda os aços da classe X
Propriedades térmicas do Betão - 1

Calor Específico

cp (θ ) [kJ/kg°K]
2,2
2 u = 3%
1,8
1,6
u = 1,5%
1,4
1,2
1
0,8
u = 0%
0,6
0,4
0,2
0
0 200 400 600 800 1000 1200
θ [°C]

u – teor de água
28
Propriedades térmicas do Betão - 2
Condutibilidade Térmica

λ [W/m⋅K]
c

2,0 O Anexo Nacional da


1,8
NP EN 1992-1-2 estipula:
1,6
1,4
- Para betões de massa
1,2 1
volúmica normal e para
1,0
2 betões de alta resistência
0,8
pode adoptar-se o limite
0,6
Superior.
0,4
0,2 - Para betões leves pode
0 adoptar-se o limite
0 20 40 60 80 100 120
θ [°C] inferior

1 Limite superior Permitido


2 Limite inferior Anexo A (perfis de temperaturas) 29
Extensão térmica do Betão

16

∆l/l)c(10 -3)
(∆
1414
Curva 1 : Agregado silicioso
1212

1 Curva 2 : Agregado calcário


10
10
2
88

66

44

22

00
20
0 200
200 400
400 600
600 800
800 1000
1,000 1200
1,200

θ [°C]

30
Extensão térmica do Aço

-3
(∆l
(∆ /l )s(10 )
18
16
14
1
12
10
8
2
6
4
2
0
20 200 400 600 800 1000 1200
θ [°C]

Curva 1 : Aço para betão armado

Curva 2 : Aço de pré - esforço 31


NP EN 1992-1-2
Eurocódigo 2: Projecto de estruturas de betão
Parte 1-2: Regras gerais
Verificação da resistência ao fogo

Preâmbulo
1. Generalidades
2. Bases para o projecto
3. Propriedades dos materiais
4. Métodos de cálculo
5. Valores tabelados
6. Betão de alta resistência

32
4. Métodos de cálculo

1. Valores tabelados. (Secção 5 do EC2-1-2)

2. Métodos simplificados de cálculo. (Secção 4.2 do EC2-1-2)

3. Métodos avançados de cálculo. (Secção 4.3 do EC2-1-2)

33
4.2 Método simplificado de cálculo

- Métodos simplificados de cálculo. (Secção 4.2 do EC2-1-2)


- Anexo B.1 « Método da isotérmica de 500 ºC » (Resistência aos momentos
flectores e esforços normais – efeitos de segunda ordem podem ser
incluídos)
Aplica-se com o fogo padrão e fogo paramétrico
- Anexo B.2 « Método das zonas » (Resistência aos momentos flectores e
esforços normais – efeitos de segunda ordem podem ser incluídos)
Aplica-se apenas com o fogo padrão
- Anexo C é apresentado um método por zonas para a análise de secções de
pilares sujeitos a efeitos de segunda ordem significativos.
- Anexo D são apresentados métodos de cálculo simplificados para o esforço
transverso, a torção e a amarração das armaduras.
- Anexo E é apresentado um método simplificado para o cálculo de vigas e
lajes.
34
4.2 Método simplificado de cálculo
4.2.2 Perfis de temperatura

Podem ser obtidos a partir de ensaios, por cálculo ou no Anexo A

140 140

R30 120 120


R60
100 100
100

80 80
200
100
60 60 300
200 400
400ºC 250ºC 600ºC 400ºC
40 300 40 500
400 600
700
500 20
20 600 800
700
800 900
0 0
0 20 40 60 80 100 120 140 0 20 40 60 80 100 120 140

•Figura A.11 – Perfis de temperatura (°°C) •Figura A.12 – Perfis de temperatura (°°C)
•para um pilar, h x b = 300 x 300 – R 30 •para um pilar, h x b = 300 x 300 – R 60

35
4.2 Método simplificado de cálcculo
4.2.3 Secção transversal reduzida - 1

Para uma viga ou pilar exposto ao fogo em três ou quatro lados,


a secção transversal efectiva em situação de incêndio será
Método da isotérmica dos 500ºC

C
T
500 °C 500 °C °C
50500
500 °C hfi
dfi = d h
dffii d
d

T C bfi
b
bfi bbfifi

b bb

Exposição em 3 lados Exposição em 3 lados Exposição em 4 lados


Viga Viga Viga ou pilar 36
4.2 Método simplificado de cálcculo
4.2.3 Secção transversal reduzida - 1

300

280
Método da isotérmica
260
dos 500ºC
500ºC 240

220

200

180

160
Secção efectiva
140

120 200

100
300
80 400
500
60
600 Viga
40 700

20 900
800 hxb = 300 x 600
1000
0
0 20 40 60 80 100 120 140
R120 37
4.2 Método simplificado de cálcculo
4.2.3 Secção transversal reduzida - 2

A secção transversal danificada pelo fogo é representada por uma secção


transversal reduzida não se considerando uma zona danificada de espessura
az nas faces expostas ao fogo calculada pelo Método das Zonas.
M1
kc(θ M2)
kc(θ M1) kc(θ M1)

w2
az1
az2
az1 az1 az1 az1
w1 w1 w1 w1

a) (parede) b) (extremidade de parede) c) (laje)


kc(ΘM2)

w2
M2
az2

kc(θ M2)
M2 kc(θ M1) kc(θ M1)

az1 az1
az2 az2 az1
az1 az1
w2 w2 w1
w1 w1

38
d) (parede espessa) e) (pilar) f) (viga)
4.2 Método simplificado de cálcculo
4.2.4 Redução da resistência (Betão) - 1

Resistência à compressão do betão


kc(θ )
Quadro 3.1 1
Temp. do Agregados siliciosos Agregados calcários
Betão θ fc,θ / fck εc1,θ εcu1,θ fc,θ / fck εc1,θ εcu1,θ
[°C] [-] [-] [-] [-] [-] [-] 0,8
1 2 3 4 5 6 7 2
20 1,00 0,0025 0,0200 1,00 0,0025 0,0200
0,6
100 1,00 0,0040 0,0225 1,00 0,0040 0,0225 1
200 0,95 0,0055 0,0250 0,97 0,0055 0,0250

300 0,85 0,0070 0,0275 0,91 0,0070 0,0275 0,4

400 0,75 0,0100 0,0300 0,85 0,0100 0,0300

500 0,60 0,0150 0,0325 0,74 0,0150 0,0325


0,2
600 0,45 0,0250 0,0350 0,60 0,0250 0,0350

700 0,30 0,0250 0,0375 0,43 0,0250 0,0375


0
800 0,15 0,0250 0,0400 0,27 0,0250 0,0400 0 200 400 600 800 1000 1200
900 0,08 0,0250 0,0425 0,15 0,0250 0,0425 θ [°C]
1000 0,04 0,0250 0,0450 0,06 0,0250 0,0450
Curva 1 : Betão de densidade normal com
1100 0,01 0,0250 0,0475 0,02 0,0250 0,0475

1200 0,00 - - 0,00 - -


agregados siliciosos
Curva 2 : Betão de densidade normal com
39
1 2
agregados calcários
4.2 Método simplificado de cálcculo
4.2.4 Redução da resistência (Aço) - 2

Factor de redução da tensão de cedência com a temperatura para


armaduras da Classe N
ks(θ )
1 Curva 1 : Armaduras traccionadas
1
(aço laminado a quente) para
0,8
extensões εs,fi ≥ 2%
2
0,6 Curva 2 : Armaduras traccionadas
3 (aço endurecido a frio) para
0,4
extensões εs,fi ≥ 2%
0,2
Curva 3 : Armaduras comprimidas e
0
armaduras traccionadas para
0 200 400 600 800 1000 1200
θ [°C]
extensões
εs,fi < 2%

40
4.2 Método simplificado de cálcculo
4.2.4 Redução da resistência (Aço) - 3

Armaduras traccionadas para extensões εs,fi ≥ 2%

σ
fsy,Θ
fs0.2%, θ

Armaduras fsp,Θ
comprimidas e
armaduras
traccionadas para
extensões
εs,fi < 2%
Es,θ

0,2%ε sp,Θ ε sy,Θ ε st,Θ ε su,Θ ε


= 2% 41
4.2 Método simplificado de cálcculo
4.2.4 Redução da resistência (Aço de pré-esforço) - 3

Factor de redução da tensão de cedência com a temperatura para


o aço de pré-esforço
kp(θ )
1 Curva 1a : Aço de pré-esforço
endurecido a frio (fios e cordões),
0,8 Classe A
0,6
2 Curva 1b : Aço de pré-esforço
endurecido a frio (fios e cordões),
0,4
1a
Classe B

0,2
Curva 2 : Aço de pré-esforço
temperado e revenido (varões
1b
0
0 200 400 600 800 1000 1200
θ [°C]

42
Método da Isotérmica de 500 ºC - 1
Procedimento de cálculo - vigas
(a) Determinação da isotérmica de 500°C para a exposição ao
fogo especificada, ao fogo padrão ou ao fogo paramétrico;
(b) Determinação de uma nova largura, bfi, e de uma nova altura
efectiva, dfi, da secção transversal excluindo o betão exterior à
isotérmica de 500°C.
C
500 °C
dfi = d

bfi
b
... / ... 43
Método da Isotérmica de 500 ºC - 2
Procedimento de cálculo - vigas
(c) Determinação da temperatura dos varões das armaduras nas
zonas traccionadas e comprimidas. A temperatura de um varão pode
ser avaliada a partir dos perfis de temperatura dados no Anexo A ou
em manuais;

(d) Determinação da resistência reduzida da armadura devida à


temperatura, fsd,fi ;

(e) Utilização dos métodos de cálculo convencionais para a


secção transversal reduzida para a determinação da capacidade
resistente última, adoptando a resistência dos varões da armadura
obtida em (d), e

(f) Comparação da capacidade resistente última com o valor de


cálculo da acção ou, em alternativa, a resistência ao fogo calculada
44

com a resistência exigida.


Método da Isotérmica de 500 ºC - 3
Cálculo de MRd,fi
O cálculo efectua-se aos Estados Limites Últimos

• Extensão última à compressão do betão εcu3 = 3.5 ‰


• Mobilizada toda a resistência das armaduras
η fcd,fi(20)
Fs = As'fscd,fi(θm)
λxbfifcd,fi(20)
x λx
As'
Mu1 z' Mu2
z' dfi z +
As As1fsd,fi(θm) Fs = As2fsd,fi(θm)

bfi

fcd,fi (20) = fck/γc,fi = fck/1.0


45
Método das zonas
Procedimento de cálculo - vigas
Método das zonas procedimento semelhante ao exposto
para o Método da isotérmica dos 500ºC

kc(ΘM2)
M kc(θ M)

w2
kc(θ 3)
az2
kc(θ) kc(θ 2)
kc(θ M1)
kc(θ 1)
az1
w w
az1
w1

46
Métodos simplificados
Exemplo de Cálculo

• Método da Isotérmica de 500 ºC

47
Método da Isotérmica de 500 ºC
Exemplo de Cálculo: Viga
• Viga simplesmente apoiada
• Aquecida em três lados pela curva ISO 834
• fck = 30 MPa, fyk = 500 MPa
Dois arranjos de armaduras:

φ16
5φ φ16

48
Cálculo de MRd

O cálculo efectua-se aos Estados Limites Últimos


• Extensão de encurtamento do betão εcu3 = 3.5 ‰
• Mobilizada toda a resistência das armaduras

εcu3
0.8x

49
Cálculo de MRd,0

MRd,0 - momento resistente a 20 ºC, com factores de


segurança em situação de incêndio, γc,fi = 1.0 e γs,fi = 1.0
fcd = 30 MPa fyd = 500 MPa

• Equilíbrio de forças horizontais:

T=C ⇨ x = fyd(As1 + As2)/(0.8fcdb) =


= 500(5x201)/(0.8x30x300) = 70 mm
• Momento resistente:
MRd = fydAs1(d1 – 0.4x) + fydAs2(d2 – 0.4x) =
= 500x2x201(400 – 0.4x70) +
+ 500x3x201(450-0.4x70) = 202 kNm 50
Perfil de temperaturas do Anexo A
para uma viga hxb = 300 x 600
300

280

500ºC 260

240

220

200

θ = 100 ºC
180

160

θ = 300 ºC 140

120
100 θ = 200 ºC
100

80 200

60 300
400
40 500
700 600
20 800

0
900 R60 51
0 20 40 60 80 100 120 140
Secção reduzida
ao fim de 60 minutos
Utilizando o perfil de temperaturas do Anexo A para uma
viga h x b = 300 x 600

εs,fi > 2% εs,fi < 2%


500ºC

fsd,fi = 500 MPa (fsd,fi = 500 MPa)

fsd,fi = 500 MPa (fsd,fi = 400 MPa)

fsd,fi = 500 MPa (fsd,fi = 450 MPa)


52
Cálculo de MRd,fi ao fim de 60 min. de
exposição ao incêndio padrão
• Resultante dos esforços de compressão e de tracção:
C = 0.8fcd,fibx e T = T1+T2 = fsd,fi (As1 + As2)
fcd,fi = fck/γc,fi = 30/1.0 = 30 MPa
• Equilíbrio de forças horizontais:
T = C ⇨ x = fsd,fi (As1 + As2)/(0.8fcd,fibfi) = 81 mm

• Momento resistente:
MRd,fi = fsd,fi As1(d1 – 0.4x) + fsd,fi As2(d2 – 0.4x) = 200 kNm
3.5 ‰


53

1.6% εs,fi < 2%


Cálculo de MRd,fi ao fim de 60 min. de

{
exposição ao incêndio padrão
3.5 ‰ EN 1992-1-2 T = 100 ºC, fsd,fi = 500 MPa


4.2.4.3
T = 200 ºC, fsd,fi = 450 MPa

1.6% ⇨ εs,fi < 2% T = 300 ºC, fsd,fi = 400 MPa


• Equilíbrio de forças horizontais:
T=C ⇨ x = fsd,fi (As1 + As2)/(0.8fcd,fibfi) =
= (500x2x201+400x2x201+450x201)/
/(0.8x30x260) = 72 mm
• Momento resistente:
MRd,fi = fsd,fi As1(d1 – 0.4x) + fsd,fi As2(d2 – 0.4x)
= 500x2x201(400-.4x72) + 400x2x201x(450-0.4x72) +
54

+ 450x201(450-0.4x72) = 180 kNm


Perfil de temperaturas do Anexo A
para uma viga hxb = 300 x 600
300

280

260
500ºC 240

220

200

180 θ = 200 ºC
160
θ =400 ºC 140

120 200 θ = 300 ºC


100
300
80 400

60 500
600
40 700
800
20 900
1000
0
0 20 40 60 80 100 120 140
R120 55
Secção reduzida
ao fim de 120 minutos e MRd,fi
Utilizando o perfil de temperaturas do Anexo A para uma
viga h x b = 300 x 600
bfi = 250 mm

εs,fi > 2%
εs,fi < 2%

fsd,fi = 500 MPa (fsd,fi = 450 MPa)

fsd,fi = 500 MPa (fsd,fi = 350 MPa)

fsd,fi = 500 MPa (fsd,fi = 400 MPa)

Obtém-se ⇨ MRd,fi = 161 kNm (ao fim de 120 min.) 56


Alteração da posição da armadura

Reduzindo o recobrimento das armaduras da extremidades,


cálculos análogos fornecem:

MRd,fi = 153 kNm (ao fim de 60 min.)

MRd,fi = 122 kNm (ao fim de 120 min.)

φ16

57
Comparação entre os dois arranjos
das armaduras

1,1
100%
1
89%
Mfi,Rd/MRd,0

0,9
80%
0,8

0,7 75%

0,6
60%
0,5
0 60 120
tempo [min]

MRd,0 = 202 kNm 58


4.3 Método de cálculo avançados

O Anexo nacional estipula:


A utilização de modelos de cálculo avançados é permitida,
desde que devidamente validados e justificados, nomeadamente
no que se refere aos parâmetros adoptados, ao método de
cálculo utilizado e a eventuais comparações com outros
modelos.

59
4.3 Método de cálculo avançados
4.3.2 Resposta térmica

Equação de Condução de calor

∂  ∂θ  ∂  ∂θ  ∂θ
λ  +  λ  = ρc p
∂x  ∂x  ∂y  ∂y  ∂t

Condições de fronteira
qc = hc (θ − θ∞ ) convectiva

qr = βε (θ4 − θ4a ) = βε (θ 2 + θ2a )(θ + θa )(θ − θa ) = hr (θ − θa ) radiativa


 
hr 60
4.3 Método de cálculo avançados
4.3.3 Resposta mecânica

O processo de cálculo deve ter em consideração a variação da


resistência e da rigidez da estrutura em função da temperatura

t0 = 0 θ0 = 20°C t1 = 20 min θ1 = 710°C t2 = 27 min θ2 = 760°C

Carregamento

Pfi t0 = 0 t1 t2

θ1 θ2

θ0

Deslocamento U

61
Processo
Processo de
de resolução
resolução iterativo
iterativo ee incremental
incremental
4.3 Método de cálculo avançados
4.3.3 Resposta mecânica

Estrutura não contraventada

Métodos avançados:

Y
Y

Z X
1.0 E+00 m
Z X
5.0 E+05 Nm

Deformada e diagrama de momentos imediatamente antes do colapso


62
4.4 Esforço transverso, torção e amarração
das armaduras

(1) Quando se adoptam as dimensões mínimas indicadas nos


valores tabelados, não são necessárias outras verificações
em relação ao esforço transverso, à torção e à amarração
das armaduras.

(2) Poderão utilizar-se métodos de cálculo para o esforço


transverso, a torção e a amarração das armaduras, se se
basearem em informações resultantes de ensaios.

NOTA: No Anexo D informativo são apresentados métodos de


cálculo simplificados para o esforço transverso, a torção e a
amarração.
63
Anexo D - 1
Esforço transverso
Nota: As roturas por esforço transverso devidas ao fogo são raras
D.2 Armaduras de esforço transverso e de torção
(1) Para a avaliação da resistência a acções normais (axiais e de flexão), o
perfil de temperatura pode ser determinado sem ter em conta o aço e
atribuindo à armadura a temperatura do betão no mesmo ponto.

(2) Esta aproximação é aceitável para as armaduras longitudinais, mas não é


rigorosamente verdadeira para os estribos. Os estribos atravessam zonas
com diferentes temperaturas. É necessário definir uma temperatura de
referência.

Fendas de esforço transverso


cruzam os estribos em vários níveis
acima da armadura de flexão 64
Anexo D - 2
Secção efectiva de tracção (EN 1992-1-1)

x
P
εz = 0
h a d
a a B

hc,ef
ε1
A
A

hc,ef = min [2.5(h - d), (h - x)/3, h/2)]


A – Área de tracção efectiva, Ac,ef (ver EN 1992-1-1, controlo
da fendilhação (7.3) e armaduras mínimas (7.3.2 )
Estado limite de utilização (7.)
B – Nível do centróide das armaduras
P – Ponto onde avaliar atemperatura de referência, θ P 65
Anexo D - 3
Torção

(4) Determinar a temperatura de referência, θ P, nos estribos


como a temperatura no ponto P, como representado na Figura. A
temperatura do aço pode ser calculada por meio de um programa
de computador ou utilizando perfis de temperatura (como
indicado no Anexo A).

a a

P a a
a
a P
a

66
4.5 Destacamento do Betão (Spalling)
4.5.1 Destacamento explosivo (Explosive Spalling)

Procedimentos Valores tabelados

Definir a classe de exposição


(EN 1992-1-1) O destacamento explosivo
X0 ou XC1 (Seco) Outra está coberto pelo
recobrimento mínimo.
Não são necessárias
Sim O teor de água
Teor de água ≤ 3% outras verificações.
≤ 3% é conhecido?
Não ou sim mas > 3%

Sim Evitar destacamento


Ok do betão
Protecção adicinal
Não

O destacamento
Sim Não Admitir perda do
explosivo foi
Ok verificado
recobrimento e
calcular R 67
experimentalmente
4.5 Destacamento do Betão (Spalling)
4.5.2 Queda do Betão

Deve evitar-se a queda do betão na fase final da exposição ao fogo ou


deve ser tida em consideração a sua incidência nos requisitos de
desempenho (R e/ou EI).
Não
a ≥ 70 mm Ok
Sim
Testes experimentais Sim
comprovam que Ok
a queda não ocorre?

Não

Adoptar armadura
de pele

68
NP EN 1992-1-2
Eurocódigo 2: Projecto de estruturas de betão
Parte 1-2: Regras gerais
Verificação da resistência ao fogo

Preâmbulo
1. Generalidades
2. Bases para o projecto
3. Propriedades dos materiais
4. Métodos de cálculo
5. Valores tabelados
6. Betão de alta resistência

69
Valores Tabelados

• Para a função resistente (critério R), os


requisitos indicados nas tabelas , correspondem a :

Ed,fi ≤ Rd,fi

• Quando nada se diz, os valores tabelados baseiam-se


num nível de carregamento de referência de:

ηfi = Ed,fi / Ed = 0.7


Em que
Ed,fi - é o valor de cálculo do efeito das acções em situação
de incêndio
Ed - é o valor de cálculo do efeito das acções à
70
temperatura normal
Valores Tabelados

Quadro 5.6 – Dimensões e distâncias mínimas ao eixo de vigas contínuas


de betão armado ou pré-esforçado (ver também o Quadro 5.7)
Dimensões mínimas (mm)
Resistência
ao Combinações possíveis de a e bmin Espessura da alma bw
fogo padrão em que a é a distância média ao eixo
e bmin é a largura da viga Classe WA Classe WB Classe WC h>b
1 2 3 4 5 6 7 8

R 30 bmin = 80 160 80 80 80 a
a = 15* 12* asd
200 100 80
R 60 bmin = 120
a = 25 12*
100
b
R 90 bmin = 150 250 110 100 100
a = 35 25

R 120 bmin = 200 300 450 500 130 120 120


a = 45 35 35 30
bw
R 180 bmin = 240 400 550 600 150 150 140 x
d2
a = 60 50 50 40 d1 deff
R 240 bmin = 280 500 650 700 170 170 160 b
a = 75 60 60 50

Anexo Nacional 71
Redução do valor característico da
resistência do aços para utilização
com as tabelas da Secção 5
ks(θcr), kp(θcr)
1

1 Curva 1 : aço para


0,8
betão armado
2 Curva 2 : aço de pré-
0,6
esforço (varões:
EN 10138 - 4)
3
0,4
Curva 3 : aço de pré-
esforço (fios e cordões:
0,2 EN 10138 -2 e -3)

0
0 200 400 600 800 1000 1200
θcr [°C] 72
Vigas e lajes simplesmente apoiadas

Para assegurar a necessária distância ao eixo das


armaduras ao paramento nas zonas traccionadas de
vigas e de lajes simplesmente apoiadas, os
Quadros 5.5, 5.6 e 5.8, coluna 3 (lajes armadas numa
direcção), baseiam-se numa temperatura crítica do
aço θcr = 500°C. Esta hipótese corresponde
aproximadamente a Ed,fi = 0,7Ed e γs = 1,15 (nível de
tensões σs,fi/fyk = 0,60, ver expressão do slide
seguinte), em que Ed representa o efeito das acções
de acordo com a EN 1992-1-1.
73
Alteração da a distância do eixo das armaduras ao
paramento para temperaturas críticas
diferentes de 500°C - 1
a) avaliar a tensão no aço, σs,fi, para as acções devidas à
situação de incêndio (Ed,fi) utilizando a expressão (5.2).
E d,fi f yk(20°C) A s,req
σ s,fi = x x
Ed γs A s,prov
em que:

γs coeficiente parcial de segurança do aço para betão armado

As,req área de armadura necessária no estado limite último de


acordo com a EN 1992-1-1

As,prov área da armadura efectivamente adoptada

Ed,fi/Ed pode ser diferente de 0.7, fornecendo outra temperatura74

crítica
Alteração da a distância do eixo das armaduras ao
paramento para temperaturas críticas é
diferentes de 500°C - 2
b) avaliar a temperatura crítica da armadura, θcr, correspondente
ao coeficiente de redução ks(θcr) = σs,fi/fyk(20oC) utilizando a
Figura 5.1 da EN 1992-1-2
k (θ ), k (θ )
s cr p cr

1
Exemplo para
Ed,fi = 0,4Ed e γs = 1,15
1
0,8
Resulta um nível de tensões
0,6
2
σs,fi/fyk = 0,35
3
0,4
0,35

0,2

0
θcr = 600°C 75
0 200 400 600 800 1000 1200
θcr [°C]
Alteração da a distância do eixo das armaduras ao
paramento para temperaturas críticas é
diferentes de 500°C - 3
c) ajustar a distância mínima ao eixo indicada nos quadros, à
nova temperatura crítica, θcr, utilizando a expressão seguinte,
válida para 350oC<θcr<700oC , em que ∆a é a alteração
daquela distância em milímetros:

∆a = 0,1 (500 - θcr) (mm)

Por exemplo para θcr = 600oC ∆a = -10 (mm)

Pode reduzir-se a a distância do eixo das armaduras ao


paramento em 10 mm
76
Pilares

Dois métodos para utilização com valores tabelados:

• Método A (para pilares sujeitos


principalmente a compressão)

• Método B (Para pilares sujeitos a flexão


composta com compressão)

O Eurocódigo 2 apenas indica valores tabelados


para estruturas contraventadas

77
Comprimento efectivo de pilares

Validade dos valores Apenas para estruturas


tabelados contraventadas
Contraven-
tamento

0,5L<l0,fi<0,7L
Se R > 30

Para todos os outros


L0,fi=0,5L casos:
l0,fi = l0

78
Exemplo de aplicação
Vigas - 1
Qual a resistência ao fogo de uma viga simplesmente apoiada em
que o arranjo de armaduras adoptado é o representado na figura:

φ16
5φ φ16

a) b) 79
Valores Tabelados Vigas - 2
Quadro 5.5: para vigas simplesmente apoiadas
Resistência ao
fogo padrão Dimensões mínimas (mm)
Combinações possíveis de a e bmin em Espessura da alma bw
que a é a distância média ao eixo e bmin é
a largura da viga Classe Classe WB Classe WC
WA
1 2 3 4 5 6 7 8

R 30 bmin= 80 120 160 200 80 80 80


a) a = 25 20 15* 15*

R 60 bmin= 120 160 200 300 100 80 100


a = 40 35 30 25

R 90 bmin= 150 200 300 400 110 100 100 a) R 60


a = 55 45 40 35

b)R 120 bmin= 200


a = 65
240
60
300
55
500
50
130 120 120

R 180 bmin= 240 300 400 600 150 150 140


a = 80 70 65 60

R 240 bmin= 280 350 500 700 170 170 160


a = 90 80 75 70

asd = a + 10mm (ver nota seguinte)

Para vigas pré-esforçadas, deve aumentar-se a distância ao eixo de acordo com 5.2(5).
asd é a distância entre a face da viga e o eixo dos varões (cabos ou fios) colocados nos cantos inferiores de vigas com
apenas uma camada de armaduras. Para valores de bmin superiores aos dados na coluna 4 não é necessário qualquer 80
aumento de asd.
* O recobrimento especificado na EN 1992-1-1 é, em geral, condicionante.
b) R 180
NP EN 1992-1-2
Eurocódigo 2: Projecto de estruturas de betão
Parte 1-2: Regras gerais
Verificação da resistência ao fogo

Preâmbulo
1. Generalidades
2. Bases para o projecto
3. Propriedades dos materiais
4. Métodos de cálculo
5. Valores tabelados
6. Betão de alta resistência

81
6. Betão de alta resitência (HSC)
6.1 Generalidades
fc,θ / fck

Temperatura do betão
θ °C
Classe 1 Classe 2 Classe 3
C55/67 e C60/75 C70/85 e C80/95 C90/105
20 1,00 1,0 1,0

Quadro 6.1N – 50 1,00 1,0 1,0

100 0,90 0,75 0,75


Redução da 200 0,70
resistência a
250 0,90
temperaturas
300 0,85 0,65
elevadas
400 0,75 0,75 0,45

500 0,30

600 0,25

700

800 0,15 0,15 0,15

900 0,08 0,08

1000 0,04 0,04

1100 0,01 0,01


82
1200 0,00 0,00 0,00
6. Betão de alta resitência (HSC)
6.2 Destacamento do Betão

(1) Para as classes de betão C55/67 a C80/95, aplicam-se as regras


indicadas em 4.5 desde que o teor máximo de sílica de fumo seja
inferior a 6 % em massa de cimento. Para teores mais elevados de
sílica de fumo aplicam-se as regras indicadas em (2).

83
6. Betão de alta resitência (HSC)
6.2 Destacamento do Betão

(2) Para as classes de betão 80/95 < C ≤ 90/105, deverá aplicar-se,


pelo menos, um dos métodos seguintes:
Método A: Uma rede de armaduras com um recobrimento nominal de
15 mm. Esta rede deverá ser constituída por fios de diâmetro ≥ 2 mm
e com um afastamento ≤ 50 x 50 mm. O recobrimento nominal da
armadura principal deverá ser ≥ 40 mm.
Método B: Um tipo de betão para o qual tenha sido demonstrado (por
experiência local ou por meio de ensaios) que não ocorre
destacamento do betão exposto ao fogo.
Método C: Camadas de protecção para as quais tenha sido
demonstrado que não ocorre destacamento do betão exposto ao
fogo.
Método D: Incluir na composição do betão mais de 2 kg/m3 de fibras
de monofilamentos de propileno.
Nota:o Anexo Nacional permite os quatro métodos. 84
6. Betão de alta resitência (HSC)
6.3 Propriedades térmicas Generalidades

A Condutibilidade térmica do betão de alta resistência pode


ser mais elevada do que a do betão de resistência normal.

O Anexo Nacional sugere utilizar o limite superior da


concutibilidade térmica.

85
6. Betão de alta resitência (HSC)
6.4 Cálculo estrutural

Para o betão de alta resistência os procedimentos de cálculo


são idênticos aos do betão de resistência normal, quer
quando se usam valores tabelados quer quando se usam
métodos simplificados, introduzindo-se um factor de
majoração k ou um factor de minoração km.

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Bibliografia

•NP EN 1992-1-1: Projecto de estruturas de betão. Regras gerais e regras


para edifícios
•NP EN 1992-1-2: Projecto de estruturas de betão. Regras gerais.
Verificação da resistência ao fogo.
•NP EN 1994-1-2: Projecto de estruturas mistas de aço e betão. Regras
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•DIFISEK +, Dissemination of Fire Safety Engineering Knowledge +,
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•Paulo M. M. Vila Real – Incêndio em Estruturas Metálicas – Cálculo
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•SSEDTA - Structural Steelwork Eurocodes Development of a Trans-
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•Patrick Bamonte – Il Calcolo Sezionale e Strutturale secondo la norma
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•Jean-Marc Franssen and Paulo Vila Real – Fire Design of steel
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•Tauno Hietanen, Eurocodes – Background and applications, 2008
Obrigado pela Vossa atenção

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