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Departamento de Serviço Social

Movimentos Sociais Contemporâneos


Estudo dirigido - Marcelo Braz
Alunas: Bruna Pires, Emanuele Camila, Girlaynne Melissa, Julia Correia, Luisa Lins, Maria
Alice, Maria Luíza e Valesca Samara.

1) Não se existe um consenso sobre o que de fato caracteriza o “novo” quanto aos
movimentos sociais. O autor então coloca alguns pontos de convergência quanto a isso que
são as manifestações de contracultura; a crítica às consequências do desenvolvimento do
capitalismo nos países avançados (principalmente ao consumismo e individualismo); e a
crítica aos métodos da chamada “esquerda tradicional”. Existe uma rejeição tanto ao projeto
do capitalismo quanto do comunismo, apontando para uma terceira via - entretanto sem um
caminho a seguir para se alcançar. Um ponto chave é a valorização do cotidiano em relação
a ideia de um projeto pro futuro, a mudança é no aqui e agora. Nesse sentido a subjetividade
passa a ser valorada, ou seja, se amplia as vozes dos diversos grupos que compõem a classe
trabalhadora, apontando para formas de opressão - e portanto de poder - reproduzidas
intraclasse. Se caracteriza ainda pela externalidade ao Estado, não apenas as lutas sociais
se organizam fora do Estado, mas também pretendem e lutam pela sua destruição

2) O deslocamento da esfera de produção para a reprodução é sustentado pelo argumento,


característico de teorias pós-modernas, de que a complexificação do capitalismo na
atualidade levaria à obsolência da centralidade política da classe operária na análise da luta
de classes. Ao mesmo tempo, ocorre a valorização de outras instâncias da vida cotidiana,
referentes à esfera da reprodução social, como locus privilegiado de debate e luta política.

3) A primeira fase, caracterizada nos derradeiros anos da Ditadura Militar; parece ter dio
marcada pela incorporação, muitas vezes mecânicas, das teorias europeias. Eram atribuídos
valores heróicos aos Novos Movimentos Sociais, destacando-se o caráter de protesto,
politização dos problemas urbanos e o caráter espontâneo de tais movimentos.
A segunda fase, marcada pelo avanço do processo de redemocratização, em que se
buscou posturas teóricas que permitissem análises com maior entendimento das
particularidades de formação histórica nacional, buscando também uma postura crítica diante
da visão romantizada acerca dos movimentos sociais percebida na primeira fase.
A terceira fase, localizada no início da década de 1990, caracteriza-se como um
período de continuidade do processo de redemocratização da sociedade brasileira. O autor
destaca uma crescente institucionalização das lutas sociais e uma nova abertura da
participação democrática junto às instâncias estatais, o que levou os teóricos da época a
buscarem uma compreensão diferente na relação Estado-sociedade.
4) O ponto central do argumento crítico do autor é questionar se as novas práticas necessitam
de categorias teóricas completamente inéditas. Para Braz, os "modismos epistemológicos" se
detém à aparência, não a raiz do problema, deixando de revelar a totalidade da realidade para
criar dualidades teóricas artificiais e não dialéticas. Essas novas teorizações partem de uma
abordagem fragmentada, com fenômenos desconexos, e criam o que o autor chama de
ecletismo teórico que acaba por mistificar ao invés de revelar o real.

5) A crise do movimento reforça as abordagens teóricas dando base para a reafirmação delas:
a) o declínio do novo movimento operário; b) por causa disso, uma ineficiência desse tipo de
método e modelo até então; c) destacamento das lutas sociais para a esfera da reprodução;
d) vários interesses, “novos sujeitos” diminuindo a unificação.

6) Há um perda da luta ideológica para a aversão às formas coletivas de organização e


alienação. Então o proletário se encontra demasiadamente fragmentado, favorecendo todo
tipo de saídas individuais e corporativistas. A luta política maior dissipa-se em lutas
fragmentadas que até mesmo no campo econômico têm sido defensivas e nesse contexto os
há cada vez mais sindicatos compactuantes com o capital.