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APOSTILA

DE

MATEMÁTICA
FINANCEIRA

PARTE I

FADAP/FAP

CURSO: ADMINISTRAÇÃO
2º ANO

PROFª : FLÔRES JUNQUEIRA


SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 1
1.1. FLUXO DE CAIXA - CONCEITOS E CONVENÇÕES .............................................. 1
1.2. O VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO ....................................................................... 1
2. JUROS SIMPLES ................................................................................................................... 3
2.1. INTRODUÇÃO .............................................................................................................. 3
2.2. JURO, CAPITAL E TAXA ............................................................................................ 3
2.3. REGIMES DE CAPITALIZAÇÃO ................................................................................ 4
2.4. REGIME DE CAPITALIZAÇÃO A JUROS SIMPLES ................................................ 4
2.5. TAXAS PROPORCIONAIS ........................................................................................... 6
2.6. TAXAS EQUIVALENTES ............................................................................................ 7
2.7. JURO COMERCIAL E JURO EXATO ......................................................................... 7
2.8. DETERMINAÇÃO DO NÚMERO EXATO DE DIAS ENTRE DUAS DATAS ........ 8
2.9. CALCULO DO MONTANTE OU VALOR FUTURO ................................................. 8
3. DESCONTO SIMPLES ........................................................................................................ 11
3.1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 11
3.2. TÍTULOS DE CRÉDITO.............................................................................................. 11
3.3. DESCONTO.................................................................................................................. 11
3.4. DESCONTO COMERCIAL SIMPLES........................................................................ 12
3.4.1. TAXA DE JUROS EFETIVA............................................................................... 13
3.5. DESCONTO RACIONAL SIMPLES .......................................................................... 14
4. JUROS COMPOSTOS.......................................................................................................... 18
4.1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 18
4.2. REGIME DE CAPITALIZAÇÃO A JUROS COMPOSTOS ...................................... 18
4.3. CALCULO DO MONTANTE ...................................................................................... 18
4.4. TAXA EQUIVALENTE ............................................................................................... 19
5. DESCONTO COMPOSTO ................................................................................................... 23
5.1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 23
5.2. DESCONTO RACIONAL COMPOSTOS ................................................................... 23
6. APÊNDICE A - TABELAS .................................................................................................. 26
7. APÊNDICE B - CALCULADORA HP-12C ........................................................................ 29
7.1. MEMÓRIA TRANSITÓRIA (X, Y, Z E T) ................................................................. 29
7.2. A TECLA ENTER ........................................................................................................ 29
7.3. A TECLA X Y ............................................................................................................. 30

ii
7.4. AS TECLAS CHS E CLX ............................................................................................ 30
7.5. A TECLA R ................................................................................................................ 30
7.6. AS TECLAS +, ,  e  ................................................................................................ 30
7.7. AS TECLAS DOURADA (F) E AZUL (G) ................................................................. 31
7.8. FIXANDO O NÚMERO DE CASAS DECIMAIS ...................................................... 31
7.9. A FUNÇÃO RND ......................................................................................................... 31
7.10. TROCANDO O PONTO DECIMAL PELA VÍRGULA ............................................. 31
7.11. AS FUNÇÕES DYS E DATE .................................................................................... 32
7.12. AS TECLAS STO E RCL ............................................................................................. 32
7.13. LIMPEZA DAS MEMÓRIAS DA CALCULADORA ................................................ 33
8. APÊNDICE C - PLANÍLHA ELETRÔNICA EXCEL ........................................................ 34
8.1. OPERAÇÕES BÁSICAS .............................................................................................. 34
8.2. CÁLCULOS FINANCEIROS BÁSICOS .................................................................... 34
8.2.1. FUNÇÕES FINANCEIRAS BÁSICAS ............................................................... 35
BIBLIOGRAFIA ........................................................................................................................... 37

iii
1. INTRODUÇÃO

O cálculo financeiro e a análise de investimento são atualmente ferramentas essenciais na


tomada de decisões e na gestão financeira das empresas e das pessoas. Do ponto de vista do
empresário, do profissional, ou do estudante, o desconhecimento deste ferramental pode resultar
em um custo muito alto, pois decisões erradas geralmente se traduzem em perdas financeiras.

1.1. FLUXO DE CAIXA - CONCEITOS E CONVENÇÕES

Denomina-se fluxo de caixa o conjunto de entradas e saídas de dinheiro (caixa) ao longo


do tempo. Podemos ter fluxos de caixas de empresas, de investimentos, de projetos, de operações
financeiras, etc.
A elaboração do fluxo de caixa é indispensável na análise de rentabilidade e custos de
operações financeiras, e no estudo de viabilidade econômica de projetos e investimentos.
A representação do fluxo de caixa é feita por meio de tabelas e quadros, ou
esquematicamente, como na figura a seguir:

(+) $ (+) $

1 3 6

2 4 5 7

(-) $ (-) $ (-) $

onde são respeitadas as seguintes convenções

a) a escala horizontal representa o tempo, dividido em períodos descontínuos, expresso em dias,


semanas, meses, trimestres, semestres ou anos. Os pontos 0, 1, 2, ...., n substituem as datas
no calendário, e são estipuladas em função das necessidades de indicarem as posições
relativas entre as diversas datas;
b) os intervalos de tempo de todos os períodos são iguais;
c) os valores monetários podem ser colocados no início ou no final de cada período,
dependendo da convenção adotada. Nenhum valor pode ser colocado ao longo dos períodos,
uma vez que eles não são contínuos;
d) saídas de caixa correspondem aos pagamentos, têm sinais negativos e são representadas por
setas apontadas para baixo;
e) entradas de caixa correspondem aos recebimentos, têm sinais positivos e são representadas
por setas apontadas para cima.

1.2. O VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Do ponto de vista da Matemática Financeira, R$ 1.000,00 hoje não são iguais a R$


1.000,00 em qualquer outra data, pois o dinheiro cresce no tempo ao longo dos períodos, devido
à taxa de juros por período.
Assim, um capital de R$ 1.000,00 aplicado hoje, com uma taxa de juros de 8 % a.a. (ao
ano), implicará um rendimento anual de R$ 80,00, proporcionando um montante de R$ 1.080,00
no final de um ano.

1
Para uma taxa de juros de 8 % a.a., é indiferente possuirmos R$ 1.000,00 hoje ou R$
1.080,00 no final de um ano.
Um capital de R$ 1.000,00 hoje somente será igual a R$ 1.000,00 daqui a um ano na
hipótese absurda de que a taxa de juros seja considerada igual a zero.
A Matemática Financeira está diretamente ligada ao valor do dinheiro no tempo, que, por
sua vez, está interligado à existência da taxa de juros.
Eis os mandamentos fundamentais da Matemática Financeira que nunca podem deixar de
ser observados:

a) valores de uma mesma data são grandezas que podem ser comparadas e somadas
algebricamente;
b) valores de datas diferentes são grandezas que só podem ser comparadas e somadas
algebricamente após serem movimentadas para uma mesma data, com a correta aplicação de
uma taxa de juros;

2
2. JUROS SIMPLES

2.1. INTRODUÇÃO

Ouvimos comumente, frases como estas:


“Vou depositar meu dinheiro em uma caderneta de poupança, pois ele renderá juros.”
“vou emprestar meu dinheiro, pois ele renderá juros.”

Dizemos então que os juros: “e o dinheiro pago pelo uso do dinheiro emprestado ou
como remuneração do capital empregado em atividades produtivas”

Fatores que determinam a existência dos juros:

• Inflação (desgaste da moeda) - diminuição do poder aquisitivo da moeda exige que o


investimento produza retorno maior que o capital investido.
• Utilidade - investir significa deixar de consumir hoje para consumir amanhã, o que só
é atraente quando o capital recebe remuneração adequada, isto é, havendo preferência
temporal para consumir, as pessoas querem uma recompensa pela abstinência do
consumo. O prêmio para que não haja consumo é o Juro
• Risco - existe sempre a possibilidade do investimento não corresponder às
expectativas. Isso se deve ao fato de o devedor não poder pagar o débito, o tempo de
empréstimo (as operações de curto prazo são menos arriscadas) e o volume do capital
emprestado. Pode-se associar ao acréscimo na taxa pelo maior risco, como sendo um
seguro que o ofertante de fundos cobra para assumí-los
• Oportunidade - os recursos disponíveis para investir são limitados, motivo pelo qual
ao se aceitar determinado projeto perde-se oportunidades de ganhos em outros; e é
preciso que o primeiro ofereça retorno satisfatório.

2.2. JURO, CAPITAL E TAXA

Se A empresta a B a importância de R$ 1.000,00 pelo prazo de um ano, é justo que, ao


fim deste prazo, B devolva a A a importância de R$ 1.000,00 acrescida, digamos de R$ 200,00
como compensação financeira denominada de juro.
Designado por capital a quantia emprestada, temos:

R$ 1.000,00 é o capital (também denominado de principal)


R$ 200,00 é o juros

Daí a definição:

Juro é a remuneração, a qualquer título, atribuída ao capital.

Como determinar na prática o valor dos juros a ser cobrado ou recebido? A resposta é
simples: por meio de uma taxa percentual, referida a um intervalo de tempo, denominada taxa
de juros.
No nosso exemplo, podemos dizer que a taxa de juros considerada foi de:

3
Lembrando que:

36% = 0,36

podemos dizer que a taxa de juro também pode ser representada por duas formas equivalentes:

36% ao ano e 0,36 ao ano

A primeira é denominada de forma percentual e a segunda é a forma unitária.


Sempre que falamos em juro relativo a um capital, estamos nos referindo à remuneração
desse capital durante um intervalo de tempo que denominamos período financeiro ou período
de capitalização.

2.3. REGIMES DE CAPITALIZAÇÃO

Entendemos por regime de capitalização o processo de formação do juro.


Há dois regimes de capitalização: a juro simples e juro composto.
No regime de capitalização a juro composto, os juros formados no fim de cada período
são incorporados ao capital que tínhamos no início desse período, passando esse montante a
render juros no período seguinte; dizemos, então, que os juros são capitalizados.
Já no regime de capitalização a juros simples, por convenção, apenas o capital inicial
rende juros, isto é, os juros formados no fim de cada período a que se refere a taxa não são
incorporados ao capital para, também, renderem juros no período seguinte; dizemos, neste caso,
que os juros não são capitalizados.

2.4. REGIME DE CAPITALIZAÇÃO A JUROS SIMPLES

Juro simples é o valor calculado unicamente sobre o capital inicial.

Consideremos o problema:

Apliquei R$ 2.000,00 por 2 anos. Quanto receberei de juros se a taxa foi de 36% ao ano?

Solução:
Se me pagam 36% ao ano, isto significa que recebo R$ 36,00 em um ano em cada R$
100,00 aplicados ou, então, que em 100 recebo 36 em 1 ano.

Temos então:

Capital Tempo Juros


100 1 36
2.000,00 2 x

Como as grandezas são diretamente proporcionais, temos:

4
isto é, receberei de juros:
R$ 1.440,00

Assim, designado por:

PV o capital inicial ou principal;


j o juro simples;
n o tempo de aplicação;
r a taxa percentual;
i a taxa unitária.

temos:
PV = 2.000
j = 1.444
n =2
r = 36

Logo,

ou:

Lembrando que:

podemos escrever:

Então podemos calcular os juros simples pela fórmula:

É importante observar que essa fórmula só pode ser aplicada se o prazo de aplicação n
for expresso na mesma unidade de tempo a que a taxa i for considerada.

Exemplo

1. Tomou-se emprestado a importância de R$ 12.000,00, pelo prazo de 2 anos à taxa de 30% ao


ano. Quanto será o valor do juro a ser pago?

Solução:
PV = 12.000
n = 2 anos
r = 30% a.a. ou i = 0,30 a.a.

e, como:

5
temos:

isto é, o juro a ser pago é de:


R$ 7.200,00

2.5. TAXAS PROPORCIONAIS

Duas taxas são proporcionais quando seus valores formam uma proporção com os
tempos a elas referidos, reduzindo à mesma unidade.

Assim, as taxas de 18% ao ano e 1,5% ao mês são proporcionais, pois:

18  360
1,5  30

Generalizando:

onde n e n’ são referidos na mesma unidade.

Sendo assim podemos dizer que:

Exemplo

1. Calcule a taxa mensal proporcional a 48% ao ano.

Solução:
i = 0,48 ao ano
oe = 360 dias
ov = 30 dias

e, como:

temos:

isto é, a taxa equivalente é de:


4 % ao mês

6
2.6. TAXAS EQUIVALENTES

Podemos dizer que duas taxas são equivalentes quando, aplicadas ao mesmo capital,
durante um mesmo período de tempo, produzem o mesmo juro.

Utilizando o exemplo anterior para calcular os juros produzidos pelo capital de R$ 200,00
durante um ano, temos:

a) à taxa de 48 % ao ano

Solução:
PV = 200
n = 1 anos
i = 0,48 a.a.

e, como:

temos:

isto é, o juro a ser pago é de:


R$ 96,00

b) à taxa de 4 % ao mês

Solução:
PV = 200
n = 12 meses
i = 0,4 a.m.

e, como:

temos:

isto é, o juro a ser pago é de:


R$ 96,00

Como os juros produzidos são iguais, podemos dizer que 48% ao ano e 4 % ao mês são
taxas equivalentes.

2.7. JURO COMERCIAL E JURO EXATO

A técnica que estamos empregando no cálculo dos juros simples (1 ano = 360 dias) nos
da o que denominamos juro simples comercial. Entretanto, podemos obter o juro fazendo uso
do número exato de dias do ano (365 dias ou 366 dias, se o ano for bissexto). Neste caso, o
resultado é denominado juro simples exato.

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Além disso, temos que levar em consideração o modo de obtenção do número de dias.
Admitindo que cada mês tenha 30 dias, obtemos o tempo aproximado; fazendo a contagem,
obtemos o tempo exato (no Brasil contamos apenas uma das datas extremas).

Assim temos:
• juro simples exato
• tempo exato
• tempo aproximado
• juro simples comercial
• tempo exato
• tempo aproximado

A técnica mais comumente usada é a do cálculo do juro simples comercial para o


número exato de dias, que proporciona o juro máximo em qualquer transação.

2.8. DETERMINAÇÃO DO NÚMERO EXATO DE DIAS ENTRE DUAS DATAS

Podemos obter o número exato de dias entre duas datas de três maneiras diferentes:

a) Pela contagem direta dos dias em um calendário, lembrando que o primeiro dia não
deve ser contado.
b) Considerando o número exato de dias de cada mês, lembrando que:
janeiro, março, maio, julho, agosto, outubro e dezembro têm 31 dias;
abril, junho, setembro, e novembro têm 30 dias;
fevereiro tem 28 dias (ou 29 dias no caso de anos bissextos)

Por exemplo: determinar o número exato de dias de 11 de março a 18 de maio.


Temos:
11 de março a 11 de abril: 31 dias
11 de abril a 11 de maio: 30 dias
11 de maio a 18 de maio: 07 dias (18 – 11)

Logo:
11 de março a 18 de maio: 31 + 30 + 07 = 68 dias

c) Pelo uso da Tabela para Contagem de Dias (pag. 26)


Considerando o exemplo anterior. Procuramos na coluna relativa a dias o dia 18 e na
linha relativa a meses o mês de maio. Tomamos o número que se acha na intersecção
da linha 18 com a coluna do mês de maio: 138
Fazemos o mesmo para a data 11 de março e encontramos o número 70.
O número de dias será:
138 - 70 = 68 dias

2.9. CALCULO DO MONTANTE OU VALOR FUTURO

O montante ou valor futuro é igual á soma do capital inicial mais os juros relativos ao
período de aplicação, isto é:

8
Montante = Capital inicial + Juros

ou
Valor Futuro = Valor Presente + Juros

Assim temos:
FV = PV + j

substituindo o j por:

temos:

Exemplo

1. Que montante receberá um aplicador que tenha investido R$ 2.800,00 durante 15 meses, à
taxa de 3% ao mês?

Solução:
PV = 2800
n = 15 meses
i = 0,03 a.m.

e, como:

temos:

isto é, o montante a receber é de:


R$ 4060,00

Exercícios

1. Qual o capital inicial para se ter um montante de R$ 148.000,00 daqui a 18 meses, a uma taxa
de 48% ao ano, no regime de juro simples? Resp: R$ 86.046,51

2. Uma pessoa consegue um empréstimo de R$ 86.400,00 e promete pagar ao credor, após 10


meses, a quantia de R$ 116.640,00. Determine a taxa de juro anual cobrada? Resp: i = 42% a.a.

3. Por quanto tempo deve ser aplicado o capital de R$ 800.000,00, à taxa de juro de 16% ao ano,
para obtermos um montante de R$ 832.000,00? Resp: n = 3 meses

4. Calcule o montante de uma aplicação de R$ 50.000,00, à taxa de 2,5% ao mês, durante 2 anos.
Resp: R$ 80.000,00

5. Uma pessoa aplicou R$ 90.000,00 no mercado financeiro e, após 5 anos, recebeu o montante
de R$ 180.000,00. Qual foi a taxa anual? Resp: 20% a.a.

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6. Um investidor aplicou R$ 200.000,00 no dia 06/01/11, à taxa de 27% ao ano. Em que data
esse capital elevar-se-á a R$ 219.500,0? Resp: 16/05/11 (130 dias)

7. A que taxa devemos investir para que, em 10 anos, o montante seja o dobro da aplicação
inicial? Resp: 10% a.a.

8. Um banco cobra juros de 168 % ao ano com capitalização mensal para um empréstimo de
R$10.000 pelo prazo de 1 ano e 3 meses. Qual o valor final a pagar? Resp: R$ 31.000,00

9. Uma pessoa quer aplicar o seu dinheiro em uma instituição que paga juros de 5% ao bimestre.
Durante quanto tempo deverá aplicar o seu dinheiro para que o valor dobre? Resp: 20 bimestres

10. Para uma aplicação que tem a duração de 1 ano e 10 meses, qual a taxa de juros simples
necessária para que os juros produzidos sejam equivalentes a 80% da quantia aplicada? Resp:
3,64% a.m.

11. Uma pessoa necessitará de R$40.000 daqui a 9 meses. Quanto deverá aplicar hoje, se os
juros são de 156% a.a. com cap. mensal? Resp: R$ 18.433,18

12. Um sujeito aplicou R$80.000 a juros de 14% ao bimestre com cap. mensal e R$89.000 a 60%
a.a. com cap. mensal. Quanto tempo será necessário para que os montantes se igualam? Resp:
235 dias

13. Uma loja vende um aparelho de CD por R$ 400,00 à vista. A prazo vende por R$450,00,
sendo R$ 150,00 de entrada e o restante após 30 dias. Qual é a taxa de juro mensal cobrada?
Resp: 20 % a.m.

14. Um capital foi aplicado à taxa de 2% ao mês em 12 de fevereiro. Em 03 de maio do mesmo


ano foi efetuado o resgate no valor de R$ 107,80. Qual o valor do capital inicial? Dica: utilize o
ano comercial. Resp: R$ 102,28

15. Um investidor aplicou R$ 200.000,00 no dia 06 de janeiro, à taxa de 23% ao ano. Em que
data esse capital elevar-se-á a R$ 234.116,67? Resp: 30 de setembro

16. Uma empresa aplicou R$ 200.000,00 no dia 15 de julho e resgatou essa aplicação no dia 21
de julho do mesmo ano por 201.800,00. Qual foi a taxa mensal proporcionada por essa
operação? Resp: 4,5% a.m.

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3. DESCONTO SIMPLES

3.1. INTRODUÇÃO

Se uma pessoa deve uma quantia em dinheiro numa data futura, é normal que entregue ao
credor um título de crédito, que é o comprovante dessa dívida.
Todo título de credito tem uma data de vencimento; porém, pode ser antecipadamente
resgatado, obtendo-se com isso um abatimento denominado desconto.
O desconto é uma das mais comuns aplicações da regra de juros.

3.2. TÍTULOS DE CRÉDITO

Pelo que foi dito acima, é usual, em operações financeiras, a utilização de títulos de
crédito, tais como: nota promissória, duplicata e a letra de câmbio.
• A nota promissória é um comprovante de aplicação de capital com vencimento
predeterminado. É um título muito usado entre pessoas físicas ou entre pessoa física
e uma instituição financeira.
• A duplicata é um título emitido por uma pessoa jurídica contra seu cliente (pessoa
física ou jurídica) para a qual ele vendeu mercadorias a prazo ou prestou serviços a
serem pagos no futuro, segundo um contrato.
• A letra de câmbio é, também, como a nota promissória, um comprovante de uma
aplicação de capital com vencimento predeterminado; porém é um título a portador,
emitido exclusivamente por uma instituição financeira.
• O cheque pré-datado: embora não especificados pela legislação, têm sido cada vez
mais empregados em operações comerciais em função da facilidade operacional em
uso. De forma similar à Letra de Câmbio, o cheque pré-datado deve ter especificado:
o valor nominal, a data programada para o depósito e o emitente (quem deve pagar).

3.3. DESCONTO

Com relação aos títulos de crédito pode ocorrer:

• que o devedor efetue o pagamento antes do dias predeterminado, beneficiando-se


com um abatimento correspondente ao juro que gerado esse dinheiro durante o
intervalo de tempo que falta para o vencimento;
• que o credor necessite do seu dinheiro antes da data predeterminada. Neste caso, ele
pode vender o título de credito a terceiro. É justo que este último obtenha um lucro,
correspondente ao juro do capital que adianta, no intervalo de tempo que falta para o
credor liquidar o título de crédito.

Em ambos os casos há um benefício, definido pela diferença entre quantidades. A esse


benefício, obtido de comum acordo, chamamos desconto.
Às operações citadas acima denominamos operações de desconto e o ato de efetuá-las,
descontar um título.

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Denominamos:
• ao dia fixado no título para o pagamento: dia de vencimento;
• ao valor indicado no título: valor nominal (ou valor de face ou resgate);
• ao valor líquido pago antes do vencimento: valor atual (ou valor descontado);
• ao número de dias compreendido entre o dia em que se negocia o título e o seu
vencimento: tempo ou prazo.

Assim:

Desconto é a quantia a ser abatida do valor nominal, isto é, a diferença entre o valor
nominal (N) e o valor atual (A).

O desconto pode ser feito considerando-se como capital o valor nominal ou o valor atual.
No primeiro caso é denominado de desconto comercial e no segundo, desconto racional.

3.4. DESCONTO COMERCIAL SIMPLES

Chamamos de desconto comercial, bancário, ou por fora o equivalente ao juro simples


produzido pelo valor nominal do título no período de tempo correspondente à taxa fixada.

Nesta modalidade, o valor do desconto é obtido multiplicando-se o valor nominal (N) do


título pela taxa de desconto (i) fornecida pelo banco e pelo prazo (n) a decorrer até o vencimento
do título, então:

O valor atual comercial ou valor descontado comercial é dado por:

substituindo a expressão na equação obtida anteriormente, temos que:

Exemplo

1. Um título de R$ 60.000,00 vai ser descontado à taxa de 2,1% ao mês. Faltando 45 dias para o
vencimento do título, determine: a) o valor do desconto comercial, b) o valor atual comercial.

Solução:
N = 60000
i = 0,021 a.m.
n = 45 dias

a) como:

temos:

12
isto é, o valor do desconto comercial é de:
R$ 1.890,00

b) sendo:

é o valor nominal de R$ 60.000,00 e o valor do desconto obtido no item anterior de R$ 1890,00,


temos:

Portando, o valor atual é de:


R$ 58110,00.

2. Uma duplicata de R$ 6.900,00 foi resgatada antes de seu vencimento por R$ 6.072,00. Calcule
o tempo de antecipação, sabendo que a taxa de desconto comercial foi de 4% ao mês.

Solução:
N = 6900
A = 6072
i = 0,04 a.m.

como:

temos:

portanto, o prazo antecipado é de:


3 meses

3.4.1. TAXA DE JUROS EFETIVA

A taxa de juros, que no período n torna o capital A igual ao montante N é a taã que
realmente está sendo cobrada na operação de desconto. A essa taxa denominamos taxa de juros
efetiva.
Assim, simbolizando a taxa efetiva por if, temos:

porem, PV = A e FV = N

Logo:

e, lembrando que:

13
Obtemos a seguinte expressão:

Exemplo

1. Um título de R$ 60.000,00 foi descontado à taxa de 2,1% ao mês, faltando 45 dias para seu
vencimento. Sabendo-se que o desconto comercial foi de R$ 1890,00, calcule a taxa de juros
efetiva.

Solução:
N = 60000
D = 1890
n = 45 dias ou 1,5 meses

como:

temos:

logo,

portanto, o valor da taxa de juros efetiva é de:


2,1683% ao mês

Assim, para que haja igualdade entre o capital empregado e o valor atual do título, é
necessário que a taxa de juros seja maior que a taxa de desconto, cuja relação nos é dada pela
fórmula do if.

3.5. DESCONTO RACIONAL SIMPLES

Na prática chamamos de desconto racional ou por dentro o equivalente ao juro


produzido pelo valor atual do título numa taxa fixada e durante o tempo correspondente.

Desta forma utilizando a equação de juros simples:

e, substituindo FV por N (valor nominal) e PV por A (valor atual) temos:

portanto:

14
substituindo a expressão na equação:

temos:

Na prática, somente o desconto comercial é utilizado.

Exemplo

1. Determinar o valor do desconto simples de um título de R$ 1.000,00, com vencimento para 60


dias, sabendo-se que a taxa de desconto “por dentro” é de 1,2% a.m..

Solução:
N = 1000
n = 60 dias ou 2 meses
i = 1,2 a.m.

como:

temos:

isto é, o valor do desconto racional é de:


R$ 23,44

2. Determinar o valor da taxa mensal de desconto “por dentro” usada numa operação de desconto
de 60 dias de um valor de resgate de R$ 10.000,00 e cujo valor principal é de R$ 9.750,00.

Solução:
N = 10000
A = 9750
n = 60 dias ou 2 meses

como:

temos:

15
isto é, o valor da taxa de desconto racional é de:

1,28205% ao mês

Exercícios

1. Uma duplicata com vencimento em 15 de dezembro é descontada por R$ 2.000,00 em 1º de


setembro do mesmo ano a uma taxa simples de 6% a.m.. Nas modalidades de desconto comercial
e racional simples, calcular o valor de resgate (valor nominal) do título. Resp: R$ 2.531,65 e R$
2.420,00

2. Uma empresa descontou em um banco um borderô de duplicatas à taxa de desconto 15% a.m..
Calcular o valor liberado do borderô segundo as regras do desconto bancário. Resp: R$
16.785,00

Borderô de Duplicatas
Sacado Valor de Resgate (N) Prazo (n)
A R$ 5.000,00 10 dias
B R$ 7.000,00 15 dias
C R$ 4.000,00 12 dias
D R$ 2.000,00 20 dias

3. Um título de R$ 90.000,00 é descontado 7 meses antes do vencimento por R$ 63.000,00 pelas


regras do desconto comercial. Determinar a taxa de desconto. Resp: 4,2857% a.m.

4. Uma duplicata de R$ 6.000,00 foi descontada comercialmente resultando em um crédito de R$


5.100,00 na conta do cliente. Considerando uma taxa de desconto de 5% a.m., calcular o prazo o
vencimento do título. Resp: 3 meses

5. Uma duplicata de R$ 180.000,00 é descontada quatro meses antes de seu vencimento.


Considerando uma taxa simples de 60% ao semestre, calcular o valor de desconto e o valor
liberado nas modalidades de desconto racional e de desconto comercial. Resp: Dc = R$
72.000,00 e Ar = R$ 108.000,00, Dr = R$ 51.428,57 e Ar = R$ 128.571,43

6. Considerando que um banco aplica uma taxa simples de desconto de 15% a.m. e libera R$
18.900,00 no desconto comercial de um título de vencimento para três meses, calcular o valor de
resgate. Resp: R$ 34.363,64

7. Calcular o valor liberado de um título com valor nominal de R$ 120.000,00 e com vencimento
para 180 dias descontado comercialmente a uma taxa simples de desconto de 40% a.a.. Resp: R$
96.000,00
16
8. Calcular a taxa de desconto para uma operação de desconto comercial de um título de R$
135.000,00, descontado por R$ 120.000,00 quatro meses antes de seu vencimento. Resp: 2,78 %
a.m.

9. Uma duplicata de R$ 230.000,00 foi resgatada antes do seu vencimento por R$ 191.360,00.
Calcular o tempo de antecipação, sabendo que a taxa de desconto comercial foi de 4,5% ao mês.
Resp: 3 meses e 22 dias

10. Calcular o valor nominal de um título com vencimento para 3 meses, sabendo que a
diferença entre os seus descontos comercial e racional, à taxa de 4% ao mês, é de R$ 3.034,29.
Resp: R$ 236.000,33

11. Calcular o tempo de antecipação do resgate de uma nota promissória, sabendo que o seu
valor nominal é seis vezes o do desconto comercial, a 5% ao mês. Resp: 3 meses e 10 dias.

12. Duas promissórias, uma de R$ 50.000,00, vencível em 90 dias e outra de R$ 90.000,00,


vencível em 150 dias, deverão ser resgatadas por um só pagamento, a ser efetuado dentro de 60
dias. Qual é o valor desse resgate à taxa de desconto comercial de 3,5% ao mês? Resp: R$
128.800,00

13. Uma empresa descontou dois títulos num banco. Um de R$ 240.000,00 para 90 dias e outro
de R$ 160.000,00 para 180 dias. Desejando substituí-los por um título único, com vencimento
para 60 dias, calcular o valor nominal deste último, supondo que permaneça inalterada a taxa de
desconto comercial de 3,5% ao mês. Resp: R$ 369.200,00.

14. Uma promissória de R$ 450,00 foi descontada comercialmente tendo um desconto de R$


54,00. Considerando uma taxa simples de desconto de 6% a.m., calcular o prazo da operação.
Resp: 2 meses

15. Um título de R$ 13.000,00 que vence a 120 dias foi descontado comercialmente por R$
11.400,00. Calcular a taxa simples de desconto (a.a.). Resp: 36,92% a.a.

16. Um título de R$ 50.000,00 teve um desconto comercial de R$ 4.000,00. Considerando uma


taxa de desconto 1,4815% a.m., determinar o prazo da operação. Resp: 5 meses e 12 dias

17
4. JUROS COMPOSTOS

4.1. INTRODUÇÃO

Estudamos no capítulo 2 o regime de capitalização simples, no qual o juro produzido por


um capital é sempre o mesmo, qualquer que seja o período financeiro, pois ele é sempre
calculado sobre o capital inicial, não importando o montante correspondente ao período anterior.

Assim um capital de R$ 100,00 aplicado a 2% ao mês tem a seguinte evolução no regime


de juros simples:

Ano Juro Montante


0 - 100,00
1 100,00 x 0,02 x 1 = 2,00 102,00
2 100,00 x 0,02 x 1 = 2,00 104,00
3 100,00 x 0,02 x 1 = 2,00 106,00

No regime de capitalização composta, que é o mais comumente utilizado, o juro a partir


do segundo período, é calculado sobre o montante do período anterior. Daí afirmamos que neste
regime “o juro rende juros” ou “juros sobre juros”.

4.2. REGIME DE CAPITALIZAÇÃO A JUROS COMPOSTOS

Juro composto é aquele que em cada período financeiro, a partir do segundo, é calculado
sobre o montante relativo ao período anterior.

Assim, no regime de juros compostos o juro produzido no fim de cada período é somado
ao capital que o produziu, passando os dois, capital e juro, a render juros no período seguinte.

4.3. CALCULO DO MONTANTE

Tomando o exemplo anterior, de acordo com a definição, temos:

Ano Juro Montante


0 - 100,00
1 100,00 x 0,02 x 1 = 2,00 102,00
2 102,00 x 0,02 x 1 = 2,04 104,04
3 104,04 x 0,02 x 1 = 2,08 106,12

o que nos permite concluir ser o montante no regime de juros compostos maior que no regime de
juros simples (a partir do segundo período).
Considerando, agora, um capital inicial PV aplicado em regime de juros compostos à taxa
i. Temos:

• ao final do primeiro período:


• ao final do segundo período:
• ......
• e, assim sucessivamente, teremos:

18
Exemplo

1. Aplico R$ 1.000,00, por 10 anos a juros de 5% a.a..Quanto terei no final?

Solução:
PV = 1000
n = 10 anos
i = 0,05 ao ano

como:

temos:

portanto, ao final do período temos o montante de:


R$ 1.629,00

2. Quanto teremos daqui a 12 meses se aplicarmos R$ 1.000,00 a 2,5% ao mês, capitalizável


mensalmente?

Solução:
PV = 1000
n = 12 anos
i = 0,025 ao mês

como:

temos:

portanto:
R$ 1.344,89

4.4. TAXA EQUIVALENTE

Pelo conceito de taxas equivalentes podemos afirmar que o montante produzido pelo
capital PV à taxa anual ia, durante um ano, tem de ser igual ao montante produzido pelo mesmo
capital PV durante 12 meses, à taxa mensal im, equivalente à taxa anual ia. Temos então:

19
portanto,

Aplicando a fórmula observamos que os valores obtidos não são exatos, vejamos o
exemplo abaixo:

Exemplo

1. Qual é a taxa mensal equivalente a 30 % ao ano?

Solução:
i = 0,30
n = 1 ano
ne = 12 meses

como:

temos:

portanto, a taxa equivalente é de:


2,21045 % ao mês

2. Qual é a taxa ao dia equivalente a 3 % ao mês?

Solução:
i = 0,03
n = 1 mês
ne = 1 dia

20
como:

temos:

portanto, a taxa equivalente é de:


3 % ao dia

Observe que no exemplo 2 teríamos um resultado mais coerente se utilizarmos o período


de mês equivalente ao dia, no caso 30 dias. Sendo assim, aplicando os conhecimentos obtidos no
item 2.5, e trabalhando com os períodos em número equivalente a dias obtemos a seguinte
expressão abaixo:

Utilizando essa nova fórmula resolvemos novamente o exemplo 2.

Solução:
i = 0,03
oe = 30 dias
ov = 1 dias

como:

temos:

sendo assim, a taxa equivalente é de:


0,09858 % ao dia

Portanto para fins de cálculo de transformação de taxa devemos utilizar períodos


equivalentes para que as taxas sejam sempre equivalentes.

Exercícios

1. Uma pessoa toma R$ 30.000,00 emprestados, a juros de 3% ao mês, pelo prazo de 10 meses,
com capitalização composta. Qual o montante a ser devolvido? Resp: R$ 40.317,49

2. Calcule o montante de R$ 20.000,00 a juros compostos de 3,5% ao mês, durante 35 meses.


Resp: 66.671,81

3. Calcule o montante de R$ 50.000,00, a juros compostos de 2,25% ao mês, no fim de 4 meses.


Resp: R$ 54.654,17

4. Calcule o montante de uma aplicação de R$ 8.200,00, por um prazo de 8 meses, no regime de


juro composto, à taxa de 1,5% ao mês. Resp: R$ 9.237,24
21
5. Calcule o valor futuro de um capital de R$ 75.000,00, colocado a juros compostos à taxa de
3
2 % ao mês, no fim de 6 meses. Resp: R$ 88.257,63
4

6. Qual o FV produzido por R$ 12.000,00, em regime de juro composto, à taxa de 2% ao mês


durante 40 meses? Resp: R$ 26.496,48

7. Um banco paga juros de 24% a.a. com cap. mensal que quantia é possível receber após 11
meses se aplicarmos R$ 35.000,00? Resp: R$ 42.628,95

8. Um sujeito precisa de R$ 1.300,00 daqui a 10 meses e lhe ofereceram uma aplicação que
rende 11% ao semestre com cap. bimestral. Que quantia é necessária aplicar hoje para obter o
valor desejado? Resp: R$ 1.092,46

9. Considere a seguinte oferta: aplique R$ 25.000,00 e receba R$ 30.460,07 daqui a 8 meses.


Qual a rentabilidade mensal dessa oferta? Resp: 2,5% a.m.

10. Pesquisando a praça descobri um banco que paga juros de 8% ao quadrimestre com cap.
mensal, então apliquei R$ 18.500,00 e vou receber R$ 65.519,00. Em quantos dias vou receber
este valor? Resp: 1972 dias

11. Se aplicarmos R$ 1.000,00 hoje e R$ 1.500,00 daqui a 3 meses. Quanto teremos daqui a 7
meses se considerarmos uma taxa de juros de 24% a.a. com cap. mensal? Resp: R$ 2.745,20

12. Uma pessoa toma R$ 50.000,00 emprestados, a juros de 2,5 % ao mês, pelo prazo de 6
meses, com capitalização composta. Qual o montante a ser devolvido? Resp: R$ 57984,67

13. Calcule o montante de uma aplicação de R$ 10.000,00, por um prazo de 9 meses, no regime
de juro composto, à taxa de 2,75 % ao mês. Resp: R$ 12.765,46

14. Calcule o valor futuro de um capital de R$ 60.000,00, colocado a juros compostos à taxa de
3,25 % ao mês, no fim de 6 meses. Resp: R$ 72.692,84

15. Qual o montante produzido por R$ 24.000,00, em regime de juro composto, à taxa de 2,25 %
ao mês durante 60 meses? Resp: R$ 91.203,23

16. Uma agência autorizada de veículos da marca São Paulo S.A., pretendendo dinamizar suas
vendas, anuncia o seguinte: “Compre um carro usado com 6 meses de garantia, e só pague daqui
a 3 meses. Quem optar pelo pagamento à vista terá um desconto de 20%”. Qual é a taxa anual de
juros cobrada por essa agência? Resp: 144,14 % a.a.

22
5. DESCONTO COMPOSTO

5.1. INTRODUÇÃO

O conceito de desconto no regime de capitalização composta é o mesmo do desconto


simples: é o abatimento que obtemos ao saldar um compromisso antes do seu vencimento.
Empregamos o desconto composto para operações a longo prazo, já que, para estes
casos, a aplicação do desconto simples comercial pode levar-nos a resultados sem nexo.
Analogamente ao caso do desconto simples, temos dois tipos de desconto composto: o
racional e o comercial.
O desconto comercial não é praticamente empregado entre nós; assim ficaremos restritos
ao desconto composto racional.

5.2. DESCONTO RACIONAL COMPOSTOS

Valor Atual, em regime de juros compostos, de um capital N disponível no fim de n


períodos, à taxa i relativa a esse período, é o capital A que, colocados a juros compostos à taxa i,
produz no fim dos n períodos o montante N.
Temos pois em virtude desta definição:

Nesta modalidade de desconto também chamado de desconto composto por dentro ou


desconto financeiro, o valor do desconto é a diferença entre o valor futuro (valor nominal ou de
resgate) e o valor atual (valor líquido liberado na data do desconto) calculado a juros simples.
Desta forma utilizando a equação de juros simples: FV = PV (1 + i)n, e substituindo FV
por N (valor nominal) e PV por A (valor atual) temos:

portanto:

Exemplo

1. Determine o valor atual, de um título de R$ 800,00 saldado 4 meses antes de seu vencimento,
à taxa de desconto (composto) de 2 % ao mês.

Solução:
N = 800
n = 4 meses
i = 0,02 ao mês

como:

23
temos:

portanto, o valor atual é de:


R$ 739,08

Exercícios

1. A companhia das Águas Prateadas possui uma nota promissória em seu contas a receber com
vencimento programado para 180 dias e seu valor nominal igual de R$ 34.000,00. Se a empresa
descontasse esse título a uma taxa de 2,5% ao mês a juros compostos, qual seria o valor líquido
recebido? Resp: R$ 29.318,09

2. Uma nota promissória no valor de R$ 60.000,00 foi resgatada 68 dias antes do seu vencimento
com uma taxa de desconto “por dentro” de 15% ao ano. Determine o valor do principal dessa
operação, assumindo regime de juros compostos e ano de 360 dias. Resp: R$ 58.436,76

3. Um cliente de Banco Ouro Velho verificou que em uma operação de desconto com prazo de
sete meses, o valor presente de um título é igual a 82% de seu valor de resgate. Determine a taxa
mensal de desconto “por dentro” dessa operação, no regime de juros compostos. Resp: 2,8756%
a.m.

4. Um título com valor de resgate de R$ 10.000,00 sofreu um desconto financeiro de R$ 440,52.


Determinar o prazo da operação de desconto de modo que a taxa de juros efetiva embutida na
operação seja de 50%a.a.. Resp: 40 dias

5. Uma nota promissória com valor de resgate de R$ 2.000,00 está a 45 dias de seu vencimento e
pode se descontada financeiramente em um banco por R$ 1.950,00. Calcular a taxa mensal de
desconto financeira fornecida pelo banco. Resp: 1,70218 % a.m.

6. Um título de R$ 10.000,00 teve um desconto financeiro de R$ 148,43. Considerando uma taxa


de juros efetiva utilizada pelo banco de 40% a.a., determine o prazo da operação. Resp: 16 dias

7. Por quanto Antônio comprará um título, vencível daqui cinco meses, com o valor nominal de
R$ 18.000,00, se a taxa de desconto financeiro for de 15% a.a.? Resp: 16.981,72

8. A Corporação da Praça Ltda possui um título com valor nominal de R$ 55.000,00, com
vencimento daqui a três anos. Se a taxa de desconto por dentro é igual a 18% a.a., qual o valor
atual deste título hoje? Resp: 33.474,70

9. Uma nota promissória com valor nominal igual à R$ 8.200,00 foi resgatada 37 dias antes de
seu vencimento com uma taxa de desconto por dentro de 7% a.m.. Determine o valor do
principal dessa operação, assumindo regime de juros compostos a ano de 360 dias. Resp: R$
7543,52

10. Uma empresa descontou 100 dias antes do vencimento uma duplicata de R$ 20.000,00.
Considerando que o valor liquido liberado foi de R$ 19.000,00, calcular a taxa mensal de
desconto. Resp: 1,5507 % a.m.
24
11. Determinar o prazo de uma operação de desconto financeiro em que um título de R$
1.500,00 teve um desconto de R$ 83,32. A taxa de juros utilizada foi de 3% a.m.. Resp: 58 dias

12. Um título com valor nominal de R$ 2.000,00 foi descontado financeiramente. Considerando
que a taxa de desconto de 2,9127% a.m. e que a antecipação foi de 2 meses, calcular o valor
líquido e o valor do desconto. Resp: R$ 1888,39 e R$ 111,61

13. Calcular a que taxa mensal um título de R$ 100.000,00, com 75 dias a vencer, gera um
desconto racional no valor de R$ 11.106,31. Resp: 4,82180 % a.m.

14. Calcular o valor de resgate de um título de valor igual a R$ 90.000,00, com 4 meses a vencer,
sabendo-se que a taxa de desconto racional é de 3,25 % a.m.. Resp: R$ 79.192,17

15. Sabendo-se que o valor líquido do creditado na conta de um cliente foi de R$ 57.170,24,
correspondente ao desconto financeiro de um título de R$ 66.000,00, à taxa de 0,16277% a.d.,
determinar o prazo a decorrer até o vencimento desse título. Resp: 89 dias

16. Um título, com 90 dias a vencer, foi descontado à taxa de 3 % a.m., produzindo um desconto
racional no valor de R$ 1.379,77. Calcular o valor nominal do título. Resp: R$ 16259,69

25
6. APÊNDICE A - TABELAS

Tabela 1: Tabela para Contagem de Dias

Meses
Dias Jan. Fev. Mar. Abr. Mai. Jun. Jul. Ago. Set. Out. Nov. Dez.
1 1 32 60 91 121 152 182 213 244 274 305 335
2 2 33 61 92 122 153 183 214 245 275 306 336
3 3 34 62 93 123 154 184 215 246 276 307 337
4 4 35 63 94 124 155 185 216 247 277 308 338
5 5 36 64 95 125 156 186 217 248 278 309 339
6 6 37 65 96 126 157 187 218 249 279 310 340
7 7 38 66 97 127 158 188 219 250 280 311 341
8 8 39 67 98 128 159 189 220 251 281 312 342
9 9 40 68 99 129 160 190 221 252 282 313 343
10 10 41 69 100 130 161 191 222 253 283 314 344
11 11 42 70 101 131 162 192 223 254 284 315 345
12 12 43 71 102 132 163 193 224 255 285 316 346
13 13 44 72 103 133 164 194 225 256 286 317 347
14 14 45 73 104 134 165 195 226 257 287 318 348
15 15 46 74 105 135 166 196 227 258 288 319 349
16 16 47 75 106 136 167 197 228 259 289 320 350
17 17 48 76 107 137 168 198 229 260 290 321 351
18 18 49 77 108 138 169 199 230 261 291 322 352
19 19 50 78 109 139 170 200 231 262 292 323 353
20 20 51 79 110 140 171 201 232 263 293 324 354
21 21 52 80 111 141 172 202 233 264 294 325 355
22 22 53 81 112 142 173 203 234 265 295 326 356
23 23 54 82 113 143 174 204 235 266 296 327 357
24 24 55 83 114 144 175 205 236 267 297 328 358
25 25 56 84 115 145 176 206 237 268 298 329 359
26 26 57 85 116 146 177 207 238 269 299 330 360
27 27 58 86 117 147 178 208 239 270 300 331 361
28 28 59 87 118 148 179 209 240 271 301 332 362
29 29 88 119 149 180 210 241 272 302 333 363
30 30 89 120 150 181 211 242 273 303 334 364
31 31 90 151 212 243 304 365

Nota: Se o ano for bissexto aumentar uma unidade ao resultado, caso o mês de fevereiro esteja
incluído na contagem.

26
Tabela 2: Tábua Financeira - Juros Compostos
Taxa (i) % -
n 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 4,5 5
1 1,00500 1,01000 1,01500 1,02000 1,02500 1,03000 1,03500 1,04000 1,04500 1,05000
2 1,01003 1,02010 1,03023 1,04040 1,05063 1,06090 1,07123 1,08160 1,09203 1,10250
3 1,01508 1,03030 1,04568 1,06121 1,07689 1,09273 1,10872 1,12486 1,14117 1,15763
4 1,02015 1,04060 1,06136 1,08243 1,10381 1,12551 1,14752 1,16986 1,19252 1,21551
5 1,02525 1,05101 1,07728 1,10408 1,13141 1,15927 1,18769 1,21665 1,24618 1,27628
6 1,03038 1,06152 1,09344 1,12616 1,15969 1,19405 1,22926 1,26532 1,30226 1,34010
7 1,03553 1,07214 1,10984 1,14869 1,18869 1,22987 1,27228 1,31593 1,36086 1,40710
8 1,04071 1,08286 1,12649 1,17166 1,21840 1,26677 1,31681 1,36857 1,42210 1,47746
9 1,04591 1,09369 1,14339 1,19509 1,24886 1,30477 1,36290 1,42331 1,48610 1,55133
10 1,05114 1,10462 1,16054 1,21899 1,28008 1,34392 1,41060 1,48024 1,55297 1,62889
11 1,05640 1,11567 1,17795 1,24337 1,31209 1,38423 1,45997 1,53945 1,62285 1,71034
12 1,06168 1,12683 1,19562 1,26824 1,34489 1,42576 1,51107 1,60103 1,69588 1,79586
13 1,06699 1,13809 1,21355 1,29361 1,37851 1,46853 1,56396 1,66507 1,77220 1,88565
14 1,07232 1,14947 1,23176 1,31948 1,41297 1,51259 1,61869 1,73168 1,85194 1,97993
15 1,07768 1,16097 1,25023 1,34587 1,44830 1,55797 1,67535 1,80094 1,93528 2,07893
16 1,08307 1,17258 1,26899 1,37279 1,48451 1,60471 1,73399 1,87298 2,02237 2,18287
17 1,08849 1,18430 1,28802 1,40024 1,52162 1,65285 1,79468 1,94790 2,11338 2,29202
18 1,09393 1,19615 1,30734 1,42825 1,55966 1,70243 1,85749 2,02582 2,20848 2,40662
19 1,09940 1,20811 1,32695 1,45681 1,59865 1,75351 1,92250 2,10685 2,30786 2,52695
20 1,10490 1,22019 1,34686 1,48595 1,63862 1,80611 1,98979 2,19112 2,41171 2,65330
21 1,11042 1,23239 1,36706 1,51567 1,67958 1,86029 2,05943 2,27877 2,52024 2,78596
22 1,11597 1,24472 1,38756 1,54598 1,72157 1,91610 2,13151 2,36992 2,63365 2,92526
23 1,12155 1,25716 1,40838 1,57690 1,76461 1,97359 2,20611 2,46472 2,75217 3,07152
24 1,12716 1,26973 1,42950 1,60844 1,80873 2,03279 2,28333 2,56330 2,87601 3,22510
25 1,13280 1,28243 1,45095 1,64061 1,85394 2,09378 2,36324 2,66584 3,00543 3,38635
26 1,13846 1,29526 1,47271 1,67342 1,90029 2,15659 2,44596 2,77247 3,14068 3,55567
27 1,14415 1,30821 1,49480 1,70689 1,94780 2,22129 2,53157 2,88337 3,28201 3,73346
28 1,14987 1,32129 1,51722 1,74102 1,99650 2,28793 2,62017 2,99870 3,42970 3,92013
29 1,15562 1,33450 1,53998 1,77584 2,04641 2,35657 2,71188 3,11865 3,58404 4,11614
30 1,16140 1,34785 1,56308 1,81136 2,09757 2,42726 2,80679 3,24340 3,74532 4,32194

27
Tabela 3: Tábua Financeira - Juros Compostos
Taxa (i) % -
n 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
1 1,00500 1,01000 1,01500 1,02000 1,02500 1,03000 1,03500 1,04000 1,04500 1,05000
2 1,01003 1,02010 1,03023 1,04040 1,05063 1,06090 1,07123 1,08160 1,09203 1,10250
3 1,01508 1,03030 1,04568 1,06121 1,07689 1,09273 1,10872 1,12486 1,14117 1,15763
4 1,02015 1,04060 1,06136 1,08243 1,10381 1,12551 1,14752 1,16986 1,19252 1,21551
5 1,02525 1,05101 1,07728 1,10408 1,13141 1,15927 1,18769 1,21665 1,24618 1,27628
6 1,03038 1,06152 1,09344 1,12616 1,15969 1,19405 1,22926 1,26532 1,30226 1,34010
7 1,03553 1,07214 1,10984 1,14869 1,18869 1,22987 1,27228 1,31593 1,36086 1,40710
8 1,04071 1,08286 1,12649 1,17166 1,21840 1,26677 1,31681 1,36857 1,42210 1,47746
9 1,04591 1,09369 1,14339 1,19509 1,24886 1,30477 1,36290 1,42331 1,48610 1,55133
10 1,05114 1,10462 1,16054 1,21899 1,28008 1,34392 1,41060 1,48024 1,55297 1,62889
11 1,05640 1,11567 1,17795 1,24337 1,31209 1,38423 1,45997 1,53945 1,62285 1,71034
12 1,06168 1,12683 1,19562 1,26824 1,34489 1,42576 1,51107 1,60103 1,69588 1,79586
13 1,06699 1,13809 1,21355 1,29361 1,37851 1,46853 1,56396 1,66507 1,77220 1,88565
14 1,07232 1,14947 1,23176 1,31948 1,41297 1,51259 1,61869 1,73168 1,85194 1,97993
15 1,07768 1,16097 1,25023 1,34587 1,44830 1,55797 1,67535 1,80094 1,93528 2,07893
16 1,08307 1,17258 1,26899 1,37279 1,48451 1,60471 1,73399 1,87298 2,02237 2,18287
17 1,08849 1,18430 1,28802 1,40024 1,52162 1,65285 1,79468 1,94790 2,11338 2,29202
18 1,09393 1,19615 1,30734 1,42825 1,55966 1,70243 1,85749 2,02582 2,20848 2,40662
19 1,09940 1,20811 1,32695 1,45681 1,59865 1,75351 1,92250 2,10685 2,30786 2,52695
20 1,10490 1,22019 1,34686 1,48595 1,63862 1,80611 1,98979 2,19112 2,41171 2,65330
21 1,11042 1,23239 1,36706 1,51567 1,67958 1,86029 2,05943 2,27877 2,52024 2,78596
22 1,11597 1,24472 1,38756 1,54598 1,72157 1,91610 2,13151 2,36992 2,63365 2,92526
23 1,12155 1,25716 1,40838 1,57690 1,76461 1,97359 2,20611 2,46472 2,75217 3,07152
24 1,12716 1,26973 1,42950 1,60844 1,80873 2,03279 2,28333 2,56330 2,87601 3,22510
25 1,13280 1,28243 1,45095 1,64061 1,85394 2,09378 2,36324 2,66584 3,00543 3,38635
26 1,13846 1,29526 1,47271 1,67342 1,90029 2,15659 2,44596 2,77247 3,14068 3,55567
27 1,14415 1,30821 1,49480 1,70689 1,94780 2,22129 2,53157 2,88337 3,28201 3,73346
28 1,14987 1,32129 1,51722 1,74102 1,99650 2,28793 2,62017 2,99870 3,42970 3,92013
29 1,15562 1,33450 1,53998 1,77584 2,04641 2,35657 2,71188 3,11865 3,58404 4,11614
30 1,16140 1,34785 1,56308 1,81136 2,09757 2,42726 2,80679 3,24340 3,74532 4,32194

28
7. APÊNDICE B - CALCULADORA HP-12C

7.1. MEMÓRIA TRANSITÓRIA (X, Y, Z E T)

A Calculadora HP-12C dispõe de quatro memórias temporárias (X, Y, Z e T), que


operam como se fossem uma pilha de quatro valores, com as seguintes características:

a) a memória X é sempre aquela cujo o conteúdo aparece no visor;


b) as demais memórias, Y, Z e T, estão “empilhadas” em cima da memória X, nesta ordem
seqüencial;
c) todas as operações aritméticas são efetuadas com os conteúdos das memórias X e Y;
d) os conteúdos dessas quatro memórias são movimentadas nos seguintes casos:
• quando a tecla ENTER é acionada;
• quando são efetuadas operações aritméticas (+, , , , etc);
• quando são acionadas as teclas R, ou X Y.
e) o conteúdo de cada memória só é destruído quando um novo valor é colocado em seu lugar.

Assim, quando o conteúdo da memória X é transferido para a memória Y, temos:

• a memória Y passa a conter o valor anteriormente existente na memória X;


• a memória X continua com seu valor inalterado.

7.2. A TECLA ENTER

Quando um número é digitado, ele passa a ocupar a memória, que é a única cujo
conteúdo aparece no visor.
Ao se acionar a tecla ENTER são desencadeadas as seguintes transferências de valores
entre as memórias transitórias:

a) o conteúdo da memória X é transferido para a memória Y, mas permanece na memória X;


b) o conteúdo da memória Y é transferido para a memória Z;
c) o conteúdo da memória Z é transferido para a memória T;
d) o conteúdo da memória T é perdido.

Todos os conteúdos da pilha de memória sobem de nível, sendo que o conteúdo da última
memória (T) é perdido. Acionada a tecla ENTER, o valor inicialmente digitado no visor
(memória X) passa a ser conteúdo das memórias X e Y, onde são realizadas todas as operações
aritméticas.

29
7.3. A TECLA X Y

Essa tecla permuta os valores das memórias X e Y, permanecendo as memórias Z e T


sem qualquer alteração.

7.4. AS TECLAS CHS E CLX

A tecla CHS troca o sinal (change sing) do conteúdo da memória X, ou seja, do número
que aparece no visor.
A tecla CLX limpa o conteúdo da memória X (clear X).

7.5. A TECLA R

Essa tecla promove uma “troca” nos conteúdos das quatro memórias transitórias
conforme indicado a seguir:

a) o conteúdo da memória X é transferido para a memória T;


b) o conteúdo da memória T é transferido para a memória Z;
c) o conteúdo da memória Z é transferido para a memória Y;
d) o conteúdo da memória Y é transferido para a memória X.

Assim, o acionamento dessa tecla por quatro vezes consecutivas permite conhecer os
conteúdos das quatro memórias temporárias X, Y, Z e T (ao passarem pelo visor), e devolver a
pilha de memórias sua posição inicial.

7.6. AS TECLAS +, ,  e 

Essas quatro teclas efetuam as operações aritméticas com o conteúdo das memórias X e
Y, conforme mostram os exemplos:

Exemplo 1: Calcular a expressão: 2 + 8  1.

Isso é alcançado pelas operações indicadas a seguir:


2 ENTER
8 +
1 
que fornece no visor o resultado final igual a 9,00.

A tabela a seguir mostra a evolução do conteúdo das memórias temporárias, na medida


em que as teclas são pressionadas.

Memórias Teclas Digitadas


Temporárias 2 ENTER 8 + 1 
T 0 0 0 0 0 0
Z 0 0 0 0 0 0
Y 0 2 2 0 10 0
X - Visor 2 2 8 10 1 9
30
7.7. AS TECLAS DOURADA (F) E AZUL (G)

Muitas das teclas da Calculadora HP-12C executam duas ou até três funções. A função
primária de uma tecla é indicada pelos caracteres impressos em branco na sua face superior. As
funções secundárias de uma tecla são indicadas pelos caracteres impressos em letra dourada
acima da tecla e em letra azul na sua face inferior. Essas funções secundárias são selecionadas
apertando a tecla de prefixo apropriada antes da tecla de função.

Para selecionar a função secundária impressa em letra dourada acima de uma tecla,
aperte a tecla de prefixo dourada (f) e, em seguida, a tecla de função.
Para selecionar a função primária impressa na face superior de uma tecla, aperte
somente a tecla.
Para selecionar a função secundária impressa em azul na face inferior de uma tecla,
aperte a tecla de prefixo azul (g) e, em seguida, a tecla de função.

Apertando a tecla de prefixo f ou g o indicador de estado correspondente – f ou g – é


ligado no mostrador. Os indicadores de estado são desligados quando você aperta uma tecla de
função (executando a função secundária da tecla). Se você apertar a tecla de prefixo f ou g por
engano, pode cancelá-la apertando f CLEAR PREFIX.

7.8. FIXANDO O NÚMERO DE CASAS DECIMAIS

Para fixar o número de casas decimais que o mostrador no visor, basta acionar a tecla
dourada f e, em seguida, o número de casas decimais desejado (de 0 a 9).
A fixação de casas decimais não elimina o número de casas decimais utilizado
internamente pela calculadora.

7.9. A FUNÇÃO RND

A função RND permite eliminar as casas decimais da memória X, que não são mostradas
no visor, mediante critério de arredondamento matemático.

Exemplo 1: Efetuando a divisão 8/3 com duas casas decimais temos o seguinte resultado
2,67 como resposta. Entretanto, conforme mostrado anteriormente a HP-12C mantém
internamente essa resposta com um número muito maior de casas decimais.
Vamos agora executar a função RND acionando as teclas f e RND
O visor continua indicando 2,67, entretanto as demais casas decimais foram
transformadas em zeros. Para isso ser confirmado, basta aumentar o número de casas decimais a
serem mostradas no visor. Por exemplo, se acionarmos as teclas f e 4 o visor apresentará o
número 2,6700.

7.10. TROCANDO O PONTO DECIMAL PELA VÍRGULA

A Calculadora HP-12C oferece a possibilidade de se trocar o ponto decimal pela vírgula,


mediante a seguinte seqüência de operações:
a) desligar a calculadora pressionando a tecla ON;

31
b) com a calculadora desligada, pressionar ao mesmo tempo a tecla ON e a tecla do
ponto decimal;
c) soltar primeiro a tecla ON e depois a tecla do ponto decimal.
Se quisermos voltar à situação original, basta repetir a mesma seqüência de teclas.

7.11. AS FUNÇÕES DYS E DATE

Essas funções de cor azul possibilitam as seguintes operações com datas de calendário:

a) a função DYS permite o calculo exato do número de dias entre duas datas de calendário;
b) a função DATE permite somar algebricamente uma data de calendário com o número de dias.

As datas podem ser informadas nas seqüências dia-mês-ano ou mês-dias-ano. Para entrar
com as datas na forma dia-mês-ano é preciso, previamente acionar as teclas g e D.MY, e essas
letras serão mostradas no visor. Caso queira entrar com as datas na formas mês-dia-ano é
necessário, previamente acionar as teclas g e M.DY.
Para que no visor mostre as datas digitadas, de forma completa, é necessário fixar em seis
o número de casas decimais, mediante acionamento das teclas f e 6.

Exemplo 1: Calcular o número de dias entre 19/07/1999 e 25/12/2000.

Entrando com as datas na forma dia-mês-ano


f 6
g D.MY
19.171999 ENTER
25.123000
g DYS
que fornece no visor o resultado final igual a 525 dias.

Após a conclusão da operação DYS o visor (memória X) mostra o número exato de dias
entre as duas datas consideradas, e a memória Y contém o número de dias na base do ano
comercial de 360 dias.

Exemplo 2: Somar 135 dias a data 25/12/2000.

Entrando com as datas na forma dia-mês-ano


f 6
g D.MY
25.122000 ENTER
135
g DATE
que fornece no visor o resultado final igual a 9.05.2001 3.
A data futura obtida é 09/05/2001. O número 3 no canto direito do visor indica que essa
data cai numa quarta-feira (segunda-feira é o dia número 1).

7.12. AS TECLAS STO E RCL

A tecla STO serve para guardar (store) e operar valores nas 20 memórias fixas da
Calculadora HP-12C. Essas memórias são indexadas de 0 a 9 e de .0 a .9.
32
Exemplo 1: Usando a tecla STO

30 STO 1 (o número 30 e guardado na memória 1)


80 STO + 3 (soma 80 ao conteúdo da memória 3 e guarda na própria
memória 3)

A tecla RCL serve para chamar (recall) os valores das 20 memórias fixas (0 a 9 e .0 a .9)
para o visor da Calculadora HP-12C.
A tecla RCL é também utilizada para chamar para o visor os valores contidos nas cinco
memórias financeiras (n, i, PV, PMT e FV), o que permite uma revisão de todos os valores
usados na solução dos problemas.
A tecla RCL, quando utilizada em conjunto com as funções CF0, CFj e Nj. Permite a
revisão dos valores dos fluxos de caixa não homogêneos que estão registrados na Calculadora.

Exemplo 2: Usando a tecla RCL

RCL 1 (coloca no visor o conteúdo da memória 1)


RCL i (coloca no visor o valor da taxa de juros i)

7.13. LIMPEZA DAS MEMÓRIAS DA CALCULADORA

A limpeza da Calculadora HP-12C é feita de diversas maneiras, conforme indicado a


seguir:

a) tecla CLX : limpa apenas a memória X, isto é, o visor;


b) teclas f e FIN : limpa apenas as cinco memórias financeiras (n, i, PV, PMT e FV);
c) teclas f e REG : limpa, de uma só vez, todas as memórias da Calculadora HP-12C;
d) teclas f e PRGM : limpa os programas que estão gravados na Calculadora HP-12C.
Para que essa limpeza tenha efeito é indispensável que a Calculadora HP-12C seja
previamente colocada em fase de programação, com o acionamento das teclas f e P/R;
e) teclas f e  : limpa apenas as memórias estatísticas (R1 a R6), memória da pilha
e mostrador.

33
8. APÊNDICE C - PLANÍLHA ELETRÔNICA EXCEL

Microsoft

8.1. OPERAÇÕES BÁSICAS

Inicialmente devemos registrar que a programação de todas as planilhas eletrônicas é


sempre baseada no conceito de célula, que consiste no elemento matricial definido pela
intersecção de uma linha com uma coluna da planilha.
As linhas são identificadas por uma numeração seqüencial (1, 2, 3, 4, ...), e as colunas são
identificadas por letras em ordem alfabética (A, B, C, ...).
Assim a célula B3, por exemplo, é o elemento da planilha definido pela intersecção da
linha 3 com a coluna B, conforme o indicado a seguir:

A B C D
1
2
3
4
5 Seleção da célula B3

Todas as células que operam com fórmulas devem ter seu conteúdo sempre iniciado pelo
sinal de igual (=). Assim, por exemplo, se o conteúdo da célula B3 for:

= B1 + B2 (fórmula contida na célula B3)

isso significa que o conteúdo da célula B3 será sempre igual à soma dos conteúdos das células
B1 e B2.
As funções aritméticas da Planilha Excel são realizadas através dos seguintes operadores:

Operador Descrição Exemplo


+ Adição = A1 + B1
 Subtração = A1  B1
* Multiplicação = A1 * B1
/ Divisão = A1 / B1
^ Exponenciação = A1 ^ B1

8.2. CÁLCULOS FINANCEIROS BÁSICOS

A Planilha Excel adota praticamente a mesma convenção da Calculadora HP-12C para


representar os elementos de fluxo de caixa, conforme é mostrado a seguir:

34
Versão em Inglês Versão em Português
Função Parâmetros Finalidade/Calcular Função Parâmetros
Esquema Padrão
(TAXA; PGTO; VP; VF;
NPER (RATE; PMT; PV; FV; TYPE) Nº de períodos NPER
TIPO)
(NPER; PMT; PV; FV; TYPE; (NPER; PGTO; VP; VF;
RATE Taxa efetiva de juros TAXA
GUESS) TIPO; ESTIMATIVA)
(RATE; NPER; PMT; FV; (TAXA; NPER; PGTO; VF;
PV Valor Principal VP
TYPE) TIPO)
(RATE; NPER; PV; FV; (TAXA; NPER; VP; VF;
PMT Prestação Price PGTO
TYPE) TIPO)
(RATE; NPER; PMT; PV; (TAXA; NPER; PGTO; VP;
FV Valor Futuro VF
TYPE) TIPO)
(RATE; PER; NPER; PV; FV; Juros da Prestação (TAXA; PER; NPER; VP;
IPMT IPGTO
TYPE) Price VF; TIPO)
(RATE; PER; NPER; PV; FV; Amortização da (TAXA; PER; NPER; VP;
PPMT PPGTO
TYPE) Prestação Price VF; TIPO)
Fluxos De Caixa Não Homogêneos
(RATE; VALUE1; Valor Presente (TAXA; VALOR1;
NPV VPL
VALUE2;...) Líquido VALOR2;...)
Valor Presente (TAXA; VALORES;
XNPV (RATE; VALUES; DATES) XVPL
Líquido DATAS)
Taxa Interna de
IRR (VALUES; GUESS) TIR (VALORES; ESTIMATIVA)
Retorno
Taxa Interna de (VALORES; DATAS;
XIRR (VALUE; DATES; GUESS) XTIR
Retorno ESTIMATIVA)

Obs: TYPE / TIPO é o parâmetro para indicar se a convenção adotada é a de final de


período (TYPE = 0) ou a de início de período (TYPE = 1).

8.2.1. FUNÇÕES FINANCEIRAS BÁSICAS

As funções financeiras básicas do Excel e seus respectivos parâmetros estão indicados na


tabela abaixo:

Função Financeira Parâmetro da Função


VP (TAXA; NPER; PGTO; VF; TIPO)
VF (TAXA; NPER; PGTO; VP; TIPO)
PGTO (TAXA; NPER; VP; VF; TIPO)
TAXA (NPER; PGTO; VP; VF; TIPO; ESTIMATIVA)
NPER (TAXA; PGTO; VP; VF; TIPO)

Os parâmetros de cada função financeira devem ser informados na ordem seqüencial


indicada na tabela.
Lembramos que os cinco parâmetros sempre operam nas fórmulas das funções
financeiras. Desta forma, nos problemas com apenas quatro parâmetros, o quinto parâmetro, que
não participa do problema, deve necessariamente ser informado com valor igual a zero.
Os exemplos abaixo mostram em detalhe a aplicação de cada uma dessas funções
financeiras:
35
Obs: as séries tratadas nos exemplos são séries postecipadas (TIPO = 0), caso deseje
operar séries antecipadas a função TIPO deve ser modificada para 1:

Cálculo do Valor Presente - Função VP

A B C D E F
1 Solução com o Excel
2 n i PV PMT FV
3 =VP(C3/100;B3;E3;F3;0)
4

Cálculo do Valor Futuro - Função VF

A B C D E F
1 Solução com o Excel
2 n i PV PMT FV
3 =VF(C3/100;B3;E3;D3;0)
4

Cálculo da Prestação - Função PGTO

A B C D E F
1 Solução com o Excel
2 n i PV PMT FV
3 =PGTO(C3/100;B3;D3;F3;0)
4

Cálculo da Taxa de Juros - Função TAXA

A B C D E F
1 Solução com o Excel
2 n i PV PMT FV
3 =100*TAXA(B3;E3;D3;F3;0)
4

Cálculo do Número de Períodos - Função NPER

A B C D E F
1 Solução com o Excel
2 n i PV PMT FV
3 =NPER(C3/100;E3;D3;F3;0)
4

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BIBLIOGRAFIA

ASSAF NETO, A.; Matemática Financeira e suas aplicações; São Paulo: Ed. Atlas, 5ª ed.,
2000.
BERTOLO, L. A.; Apostila de Matemática Financeira; 2001.
BRUNI, A. L., FAMÁ, R; Matemática Financeira, com HP 12C e Excel; São Paulo: Ed. Altas,
3a ed., 2004
FARO, C. de; Matemática Financeira; São Paulo: Ed. Atlas, 9ª ed., 1993.
MATHIAS,W. F., Gomes, J. M.; Matemática Financeira; São Paulo: Ed. Atlas, 1995.
PUCCINI, A. L.; Matemática Financeira Objetiva e Aplicada; São Paulo: Ed. Saraiva, 6º ed.,
2003.
SAMANEZ, C. P.; Matemática Financeira; São Paulo: Prentice Hall, 3º ed., 2002.
SOBRINHO, J. D. V.; Matemática Financeira; São Paulo: Ed. Atlas, 1997.
SOARES, A. R. ; Apostila Matemática financeira – Tupã 2012.

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