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TROCADORES DE CALOR

Casco e Tubo
Casco e Tubo
Se fizermos um
corte

1- Casco ou carcaça 6- Tampa do carretel


(Shell) (Channel cover)
2- Tubos (tubes) 7-Espaçadores de chicanas
(Baffle spacer)
3- Espelho (Tubesheet) 8-Bocal - lado tubo
(Nozzle)
4- Chicanas (Baffles) 9- Bocal - lado casco
(Nozzle)
5-Carretel (Channel)
Casco

Feixe de tubos

Como é o escoamento no trocador?

Um fluido escoa no interior dos tubos, o outro dentro do casco e por fora dos tubos
Casco e Tubo
2

Um fluido percorre o interior dos tubos, é o fluido do lado tubo.


Casco e Tubo
3

O outro percorre o trocador por fora dos tubos e dentro do casco. É o fluido
do lado casco. Ele não escoa paralelamente aos tubos por causa das chicanas.
Casco e Tubo
As setas representam o escoamento
do fluido do lado casco

O fluido do lado tubo está dentro


de cada tubo

A troca de calor ocorre através da


parede de cada tubo.

A área de troca de calor será: A = Nt ¶ de L


Casco e Tubo
• É o trocador de calor mais comum utilizado na indústria
química.
• Pode ser projetado praticamente para qualquer
aplicação.
• Normalmente é o único tipo que pode ser usado para
grandes áreas, com pressões acima de 30 bar e
temperaturas > 260o C.
• Fornece grandes áreas de troca
• Ampla faixa de vazão, pressão e temperatura
• Vários materiais de construção fluidos corrosivos
• Pode operar com líquidos, gases, vapores
(condens. e vaporiz.)
• Horizontais ou verticais
• Métodos de projeto disponíveis
Carretel (com divisória) e espelho

www.coprinox.com
http://www.allweld.ca/images/Heat%20Exchanger.jpg

http://www.gocesco.com/customers/106112113470923/filemanager/ABC_Sanitary_Shell_and_Tube_Bundle.jpg
Dimensões dos trocadores
• Relações de custo de trocadores de calor
mostram que é mais conveniente e
econômico construir trocadores longos
com diâmetros de casco e de tubo
menores. Ver Kern (1980, Fig. 11.4 e Fig.
11.5 ).
Tubos do feixe
• Seguem a norma BWG: dimensão principal é o
diâmetro externo, Nº BWG define a espessura
da parede qualquer que seja o diâmetro.
• Em Operações Unitárias 1: tubos de transporte
(pipes). Tabelas “Schedule”
Tubos do feixe
D.E. (in) D.E(mm) BWG Espess.(in) D.I.(in) D.I.(mm)

½ 12,70 16 0,065 0,37 9,40

¾ 19,05 10 0,134 0,482 12,24

¾ 19,05 13 0,095 0,560 14,22

¾ 19,05 14 0,083 0,584 14,83

¾ 19,05 16 0,065 0,62 15,75

¾ 19,05 18 0,049 0,652 16,56

1 25,4 16 0,065 0,87 22,10

1 25,4 18 0,049 0,902 22,91

1¼ 31,75 16 0,065 1,12 28,45

Maior o BWG menor a espessura


Mesmo BWG mesma espessura de parede
de parede.
Tubos do feixe
• Podem ser lisos (mais comum) ou aletados.
Vários materiais, comprimentos, diâmetros e
espessuras.
• O diâmetro é escolhido de acordo com as
características do fluido (incrustação,
viscosidade e corrosão).
Tubos do feixe
• Diâmetro
Mais utilizados  de = 3/4 e 1 in (19,05 e 25,4 mm)
Fluidos limpos  1/4 in ; Óleos pesados  2 in ou mais
Como indicação  se Rd < 0,003 (ft2 h °F/Btu) 
de = 3/4 in
Padrão 1/4, 3/8, 1/2, 5/8, 3/4, 1, 1¼, 1½, 2, 2½
Espessura de parede depende da pressão, incrustação e
corrosão
Serviços convencionais  BWG 16
Fluidos Incrustantes  BWG 14 no mínimo
TEMA* : tabelas de diâmetros para cada classe mecânica
Classes R, C e B
Tubos do feixe
• Comprimento
Fator mais importante: “layout” da instalação
(espaço para retirada do feixe, se
necessário). Não havendo limitação tubo
mais longo.
Padronização dos trocadores da unidade:
manutenção, limpeza e substituição dos
tubos.
Disposição dos tubos
TEMA define as disposições: Arranjo e passo
Disposição dos tubos
• Passo “Pitch” (p)  distância de centro a centro
entre dois tubos adjacentes. Prática: não < que
1,25de (exceto de ½ in com fluidos limpos)
• “Pitch ratio” = p/de ; Abertura C
p = C’ + de
• Arranjo triangular  trocador mais compacto
(mais tubos) satisfatório p/ fluidos limpos (no
casco) Rd  0,002 (ft2 h °F/Btu) ou limpeza
química;
não adequado quando necessária limpeza
mecânica (superfície externa dos tubos)
Disposição dos tubos
• Sendo necessária limpeza mecânica 
arranjo quadrado e abertura (C’) mínima
de 1/4 in (6,35 mm), acesso a todos os
tubos.
Limpeza mecânica:
Acesso aos tubos do
interior do feixe.
passo quadrado e mais
aberto.
http://www.scam-spa.it/ing/prod_heatExcg.htm

Arranjo triangular

Arranjo quadrado
Ludwig
Número de tubos
Arranjo triangular

Kern
Número de tubos
Arranjo quadrado

Kern
Ludwig Vol. 3
Chicanas
• Espaçamento padronizado, TEMA define:
Espaçamento mínimo: Ds/5 ou 2 poleg.
(o que for maior)
Espaçamento máximo: ver Tabela 3.2
(comprimento máximo não suportado),
depende do diâmetro e material dos
tubos.
Chicana
A mais comum é do tipo Segmentar
Janela da chicana

É um disco perfurado,
do qual corta-se uma
parte formando a janela
da chicana

Orifícios por onde os tubos atravessam a chicana


Chicana
• Disposição das chicanas pelo trocador.
Os cortes são alternados
Chicana

A relação lc/Ds é o corte da chicana, expresso normalmente em


porcentagem. O corte pode variar aproximadamente entre 15 e 40%.
Quando o objetivo é apenas suportar os tubos o corte pode atingir 48%.

Corte mais comum = 25% ; 0,25 = lc/Ds


Chicanas
• Disposição das chicanas e escoamento do
fluido do lado casco. Os tubos e o casco foram
omitidos para facilitar a visualização.
Chicanas
• As Chicanas segmentares podem ser:
Segmentar, Duplamente segmentar e
Triplamente segmentar
• A segmentar é a mais comum e
preferencialmente utilizada;
• Quando a perda de carga limita o projeto
utiliza-se a duplamente ou triplamente
segmentar, ou ainda outro tipo de chicana.
Chicanas
Chicanas

http://www.hed-inc.com/shell-tube.html (Double segmental baffle)


Chicanas
• Orifício por onde passa o tubo na chicana: 0,4 a
1 mm > que diam. ext. do tubo.
• Abertura diametral casco-chicana: 3-12 mm.
• Estas aberturas devem existir devido à
montagem do trocador: Montar o feixe, com as
chicanas e colocá-lo dentro do casco.
• Estes “vazamentos” reduzem o desempenho do
trocador.
Chicanas
Outro tipo é a Disco e Anel
Chicanas
Outro tipo também pouco utilizada é a de Orifício

Placas circulares, sem cortes, nas quais os orifícios por onde passam
os tubos apresentam diâmetros maiores que
os padrões definidos para as chicanas segmentares
Casco
• Feito a partir de chapa metálica soldada
ou para diâmetros de até 24 in com tubos
(“pipes”) que seguem a norma IPS.
• Tamanhos típicos  8 a 60 (120) in,
existem maiores que 120 in.
• A dimensão citada é o diâmetro interno
(Ds).
• Ds de 12 a 24 in com espessura de 3/8 in
suportam pressões de 300 psi (20 atm)
Bocais
• Normalmente são seções de tubos soldadas ao casco.
• Posição : Regra Geral
- Fluidos sendo aquecidos ou vaporizados  do fundo
para o topo
- Fluidos sendo resfriados ou condensados  do topo para
o fundo
• Dimensões  diâmetro da tubulação conectada (se já
definidas).
 Tabelas  diâmetro do bocal em função do DI
 normalmente de 2 a 10 in
http://www.hed-inc.com/shell-tube.html
YOUTUBE
• Construção de trocador
http://www.youtube.com/watch?v=LsfRQGm4-Lc
• Limpeza tubo
http://www.youtube.com/watch?v=AWHMbN_vTcA&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=9Z_dIf4_tjo&feature=related
• Limpeza lado casco (Peinemann equipment )

http://www.youtube.com/watch?v=Denrpg7g-e8&feature=related
• Retirada de feixe
http://www.youtube.com/watch?v=_HxvV3sb97U&feature=related
Número de passagens dos
fluidos

O fluido do lado casco entra pelo bocal do lado casco, atinge o interior
do casco e a parte externa dos tubos. Devido às chicanas cruza o feixe de
tubos várias vezes saindo pelo bocal na outra extremidade. Este fluido
percorreu o lado casco do trocador uma vez.
O trocador tem uma passagem no lado casco.
Número de passagens dos
fluidos

TROCADOR CASCO E TUBO 1-1

O fluido do lado tubo entra pelo bocal, chega ao carretel, se distribui


pelos tubos, percorre o interior dos tubos, atinge o outro carretel e sai
pelo outro bocal. Este fluido percorreu o trocador uma vez.
O trocador tem uma passagem no lado tubo
Portanto este trocador é 1-1 (uma passagem no casco e uma no tubo).
Número de passagens dos
fluidos

TROCADOR CASCO E TUBO 1-2


O lado casco é semelhante ao anterior, portanto tem uma passagem no casco.
Para o lado tubo os dois bocais estão na mesma extremidade e há uma
divisória no carretel.
Se o fluido entrar no bocal 3 terá acesso a metade dos tubos, indo para
a outra extremidade terá acesso aos outros tubos e voltará ao carretel
saindo pelo bocal 4. O fluido percorre o trocador duas vezes, tem duas
passagens no lado tubo.

Portanto, é um trocador 1-2 (uma passagem no casco e duas no tubo)


Número de passagens dos
fluidos

Chicana longitudinal Vejam a posição dos bocais.

No lado casco além das chicanas tradicionais há uma chicana longitudinal.

Se o fluido do lado casco entrar pelo bocal 1 só terá acesso à metade


inferior do casco. Percorrerá o trocador até o fim desta chicana, só então
terá acesso á outra metade do casco, retornando e saindo pelo bocal 2.
Portanto este trocador terá duas passagens no casco.
Número de passagens dos
fluidos

TROCADOR CASCO E TUBO 2-4


No lado tubo há duas divisórias no carretel dos bocais e uma no outro carretel.

Considerando os casos anteriores, conte quantas passagens há no lado tubo.

Tem 4 passagens no lado tubo. Portanto este trocador é 2-4 (duas passagens
no casco e 4 no tubo)
Número de passagens dos
fluidos
• Não se constrói cascos com mais do que
duas passagens. Mas existem trocadores
3-6, 4-8, 5-10, etc.
• São trocadores 1-2 conectados em série,
por exemplo, um trocador 3-6 é composto
por 3 trocadores 1-2 em série.
Trocador 3-6
http://www.aztechheat.com/products/shell/04.jpg
Trocadores com múltiplas
passagens
• Para o trocador 1-1 a operação pode ser
em paralelo ou contracorrente.
• Quando o número de passagens do tubo
e casco são diferentes, parte do
escoamento estará em paralelo e parte
em contracorrente.
Trocadores com múltiplas
passagens
• Como fica a diferença de temperatura no
trocador? Fixadas as 4 temperaturas
compare os Δt de trocadores 1-1 e 1-2.
Trocadores com múltiplas
passagens
• No trocador 1-2 uma passagem do lado
tubo está em paralelo com o lado casco, a
outra passagem do lado tubo está em
contracorrente.
• Vimos que o Δt em contracorrente é maior
que o em paralelo, portanto:
Se o trocador 1-1 estiver operando em
contracorrente o seu Δt será maior do que
o 1-2.
Trocadores com múltiplas
passagens
• Porque usar múltiplas passagens
(diferentes) no tubo se o Δt será reduzido?
• Compare 2 trocadores, 1-1 e 1-2, iguais
com o mesmo número de tubos. Quais as
áreas de troca de calor e as áreas de
escoamento no lado tubo?
Por exemplo, 2 trocadores com 100 tubos. Compare a área de troca de calor
e a área de escoamento no lado tubo
Trocadores com múltiplas
passagens
• Em termos de área de troca de calor:
Ambos tem a mesma área de troca de calor
• Em termos de área de escoamento no
lado tubo:
No trocador com duas passagens a área de
escoamento (tubo) é metade daquele com
uma passagem.
Trocadores com múltiplas
passagens
• No lado tubo isto aumenta a velocidade de
escoamento, aumentando o h e reduzindo
a incrustação.
• Em algumas situações o aumento de h no
lado tubo pode compensar a redução de
Δt. Mesmo que não compense utilizam-se
múltiplas passagens no tubo para
aumentar a velocidade de escoamento.
• No lado casco veremos a seguir.
Divisória de um dos carretéis de trocador com 10 passagens no tubo:
www.masonmfg.com/hetex.html

Divisórias para 6 passagens no tubo (Kern cap. 7)


http://www.hcheattransfer.com/sitebuildercontent/sitebuilderpictures/Exchanger/.pond/WEBCHANNELS.JPG.w560h335.jpg
Δt para trocadores com múltiplas
passagens (diferentes)
• Vimos que no trocador 1-2 metade das
passagens em paralelo e metade em
contracorrente, portanto Δt real será
menor que a MLDT em contracorrente.
• É definido um fator (F)
Δt real
F Atenção
MLDTcontr
Qual o intervalo de variação de F? 0a1
Δt para trocadores com múltiplas
passagens (diferentes)
• A equação de projeto é: q = U A Δtreal
• A dedução para o Δtreal obtém F em
função de 2 adimensionais de temperatura
(R e S) e do número de passagens no
casco.
T1  T2 t 2  t1
R= ; S=
t 2  t1 T1  t1
F
• Independe do número de passagens no
tubo (Passando-se de 2 para 8 passagens
no tubo F variou menos que 2%).
• F é apresentado na literatura na forma de
gráficos do seguinte tipo:
F para trocadores 1-2

Pares
F para trocadores 2-4
F para trocadores 3-6
F
• Para trocadores 1-2+:

 1  SR 
(R  1) ln 
2 1/2

 1 S 
F 

 2  S R  1  (R 2  1)1/2 
(1  R)ln 

 2  S R  1  (R 2  1)1/2 
F
• Pela definição o valor de F está entre 0 e
1
• Pela prática de projeto de trocadores não
se aceitam valores de F inferiores a 0,8.
• F definirá o número de passagens no
casco, será a configuração mais
simples (menor número de passagens
no casco) que forneça F ≥ 0,8.
F
• Costuma-se dizer que F representa a
“penalidade” que se paga (em termos de
aumento de área) por não se utilizar um
contracorrente puro.
Aproximação, interseção e
encontro de temperaturas
• A diferença entre as temperaturas de saída dos
dois fluidos (T2 e t2) tem significado térmico e
introduz a terminologia de aproximação,
cruzamento (ou interseção) e encontro de
temperaturas.
• Quando t2 < T2 há uma aproximação; (T2 - t2)
• Quando t2 > T2 há um cruzamento (interseção);
(t2 - T2).
• Quando t2 = T2 há um encontro de tº.
Com operação em paralelo:
só é possível ocorrer aproximação
F
• RELAÇÃO DE APROXIMAÇÃO, ENCONTRO E
CRUZAMENTO (INTERSEÇÃO) COM F
Já vimos:
• F indica a redução, no t, que ocorre devido ao
fato do escoamento não ser totalmente
contracorrente.
• F define o número de passagens do lado casco
(F ≥ 0,8)
• Vejamos o exemplo:
Múltiplas passagens no casco
Obter F para trocador 1-2 nos seguintes
casos:
a) Caso com T2 > t2 (aproximação)
T1 = 350°C; T2 = 250°C; t1 = 100°C e t2 =
200°C: portanto aproximação de 50ºC
T2 - t2 = 250 – 200 = 50° C
R = 1 e S = 0,4 → F = 0,925 (Ver figura a
seguir)
F = 0,925 Poderia utilizar a equação de F
Múltiplas passagens no casco
b) Caso com T2 = t2 (encontro de
temperaturas ou aproximação 0ºC)
T1 = 300°C; T2 =200°C; t1 = 100°C e t2 =
200°C; portanto aproximação de 0ºC
T2 - t2 = 200 – 200 = 0° C
R = 1,0 e S = 0,50 → F = 0,80 (ver Figura a
seguir)
F = 0,8
Múltiplas passagens no casco
c) Caso com T2 < t2 (interseção de
temperaturas)
T1 = 280°C; T2 = 180°C; t1 = 100°C e t2 =
200°C: interseção de 20°C
t2 – T2 = 200 – 180 = 20°C
R = 1,0 e S = 0,556 → F = 0,64 (ver Figura
a seguir)
F=0,64

Como ficaria o caso c) se tivéssemos um trocador 2-4?


Trocador 2-4

F = 0,93
F
• Para trocador 2-4 F = 0,93.
• Para 3-6 F= 0,97
• Para 4-8 F = 0,98
• Qual a conclusão?
• Por quê são utilizadas múltiplas
passagens no casco?
Múltiplas passagens no casco
• No trocador 1-2 indo-se de uma aproximação
para uma interseção de t°, F diminui (caindo
abaixo de 0,8, quanto maior a interseção menor
o F).
• Aumentando-se o número de passagens no
casco F aumenta tendendo a 1, ou seja, tende-
se ao contracorrente puro (Lembre a definição
de F).
Múltiplas passagens no casco
• No casco e tubo não se tem apenas
contracorrente e paralelo, entre eles há várias
configurações.
• Qual a situação limite de separação entre
paralelo e contracorrente?
T2 = t2 num trocador infinito.
• Qual a configuração menos eficiente que tende
ao paralelo? Como aumentar esta eficiência?
• Uma passagem do casco aproxima-se do
paralelo, mais passagens no casco tende ao
contracorrente.
Múltiplas passagens no casco
• Não havendo interseção de temperaturas (T2 >
t2) uma passagem no casco será suficiente (F ≥
0,8).
• Havendo interseção de temperaturas mais do
que uma passagem no casco serão
necessárias. Quanto maior a interseção de
temperaturas, mais passagens no casco serão
necessárias.
• Aumentando-se o nº de passagens no casco
tende-se ao contracorrente puro.
Valor de F
• Tentativa de explicar o valor limite de F =
0,8
• Operação em paralelo não comporta
interseção de temperaturas.
• O limite seria encontro de temperaturas
(T2 = t2).
O trocador 1-2 é um pouco “melhor” que o
paralelo puro.
• Saunders fez a seguinte análise:
F

Saunders traçou, para trocadores 1-2, a linha (pontilhada) que representa


valores de F para a situação de encontro de temperaturas.
Pontos acima dessa curva: aproximação
Pontos abaixo dessa curva: interseção
TROCADORES CASCO E TUBOS
CONFIGURAÇÕES MECÂNICAS
• Espelho fixo

Espelhos soldados à carcaça: feixe não removível


Fluido do casco não incrustante ou possível limpeza química

Pode haver problemas de expansão diferencial entre o feixe e o casco. Neste


caso há necessidade de juntas de expansão.
Espelho Fixo
SCAM
http://www.hcheattransfer.com/sitebuildercontent/sitebuilderpictures/Exchanger/.pond/WEBEXCHANGER.JPG.w560h254.jpg
http://www.hcheattransfer.com/sitebuildercontent/sitebuilderpictures/Exchanger/.pond/WEBST.JPG.w560h341.jpg
CONFIGURAÇÕES MECÂNICAS
• Espelho ou cabeçote flutuante: há várias
configurações
Retirada do feixe:

Tipo “Pull through”


Um espelho é fixo (não soldado ao casco), enquanto o outro é livre para
expandir. O feixe é removível. Permite limpeza mecânica na parte externa
dos tubos.
Há uma “grande” distância entre os tubos externos do feixe e o diâmetro interno
do casco.
CONFIGURAÇÕES MECÂNICAS
Retirada do feixe:

Tipo Anel bipartido (Split ring)

Para retirada do feixe o cabeçote flutuante deve ser desmontado.

A distância entre os tubos externos do feixe e o diâmetro do casco é menor.


CONFIGURAÇÕES MECÂNICAS
• Tubos em U

Feixe removível, possui somente um espelho, não apresenta problema de


expansão diferencial.
Difícil limpeza mecânica no interior dos tubos. A substituição de tubos
internos ao feixe é impossível. Área de troca: considera-se apenas a parte reta.
Pode ser mais econômico que o espelho fixo com junta de expansão.
CONFIGURAÇÕES MECÂNICAS
• INDICAÇÃO DE CUSTO (ordem
crescente)
• Espelho Fixo
• Tubos em U
• Cabeçote flutuante
“Pull through”
Anel bipartido “ Split ring”
Designação do TEMA
• Código com números (2) e letras (3) que
define as dimensões e tipo de trocador
casco e tubos.
• As dimensões são o diâmetro nominal do
casco (diam. interno) e o comprimento dos
tubos. As letras referem-se ao tipo de
trocador (cabeçote anterior, tipo de casco
e cabeçote posterior).
Designação do TEMA
• Dimensões:
Diam. Nominal: diâmetro interno
arredondado para o inteiro mais próximo.
Comprimento dos tubos
No sistema ingles em polegadas, no SI em
mm.
Designação do TEMA
• Tipo
TEMA: exemplo
• Trocador casco e tubos 1-2 com Ds=
23,25 in e L = 16 ft, cabeçote flutuante tipo
Anel bipartido com carretel e tampa do
carretel removíveis.
• Sistema ingles: SIZE 23-192 TYPE AES
• SI: SIZE 591-4877 TYPE AES