Você está na página 1de 9

06/11/2019 Raios X – Wikipédia, a enciclopédia livre

Raios X
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A radiação X (composta por raios X) é
uma forma de radiação eletromagnética,
de natureza semelhante à luz. A maioria
dos raios X possuem comprimentos de
onda entre 0,01 a 10 nanómetros,
correspondendo a frequências na faixa de
30 petahertz a 30 exahertz (3×1016 Hz a
3×1019 Hz) e energias entre 100 eV até 100
keV. Os comprimentos de onda dos raios X
são menores do que os raios ultravioleta
(UV) e tipicamente maiores do que a dos
raios gama. Os raios X foram descobertos Os raios X compõem o espectro eletromagnético, com
em 8 de novembro de 1895 pelo físico comprimentos de onda menores que a luz visível. Diferentes tipos
alemão Wilhelm Conrad Röntgen. de aplicações utilizam diferentes partes do espectro de raios X.

A produção de raios X se deve


principalmente devido à transições de elétrons nos átomos, ou da desaceleração de partículas energéticas carregadas.
Como toda energia eletromagnética de natureza ondulatória, os raios X sofrem interferência, polarização, refração,
difração, reflexão, entre outros efeitos. Embora de comprimento de onda muito menor, sua natureza eletromagnética é
idêntica à da luz.

Raios X
Índice Ciclos por segundo: 300 PHz a 60 EHz

História
Tubo de Crookes
A descoberta
Partícula ou onda
Características
Produção
Detecção
Espectro Contínuo
Espectro de Raio-X Característico
A Relação de Moseley
Difração
Medicina
Exposição
Efeitos somáticos da radiação
Pesquisa de materiais
Natureza eletromagnética
Interação com a matéria
Definições dos termos
Interações em nível atômico
Referências
https://pt.wikipedia.org/wiki/Raios_X 1/9
06/11/2019 Raios X – Wikipédia, a enciclopédia livre

História

Tubo de Crookes
Em uma ampola de vidro, William Crookes submeteu um gás à baixa pressão e
altas tensões, por meio de duas placas metálicas localizadas no fundo e na
frente da ampola, cada qual carregada com cargas diferentes. Quando a
diferença de potencial entre as placas era suficientemente grande, os elétrons
saiam do cátodo (placa carregada negativamente), colidiam com moléculas do
gás, ocorrendo a sua ionização e/ou liberação de luz devido às transições
eletrônicas dos átomos do gás, iluminando assim, toda a ampola. Tubo de raios X

O tubo de vidro é evacuado a uma pressão de ar, de cerca de 100 Pascais;


lembre-se que a pressão atmosférica é 1,01*10^5 Pascais. O ânodo é um alvo metálico grosso, é assim feito a fim de
dissipar rapidamente a energia térmica que resulta do bombardeamento com os raios catódicos.

Uma tensão alta, entre 30 a 150 kV, é aplicada entre os elétrodos; isso induz uma ionização do ar residual e, assim, um
feixe de electrões do cátodo ao ânodo surge. Quando esses electrões acertam o alvo, eles são desacelerados,
produzindo os raios-X.

O efeito de geração dos fotões de raios-X é geralmente chamado efeito


Bremsstrahlung, uma contração do alemão "brems" para a travagem e
"strahlung" para a radiação.

A energia de radiação de um tubo de raio-X consiste de energias discretas que


constituem um espectro de linha e um espectro contínuo fornecendo o fundo o
espectro de linha.

Os electrões incidentes podem interagir com os átomos do alvo de várias


Um Tubo de Raio-X mais
maneiras.
Detalhado apresenta dois tipos
de Raios-X. A partir desses experimentos, Joseph John Thomson observou que tal
fenômeno é independente do gás e do metal utilizado nos eletrodos (placas
metálicas).

Concluiu, então, que os raios catódicos podem ser gerados a partir de qualquer elemento químico. Devido a essa
conclusão, Thomson pôde, posteriormente, atestar a existência do elétron.

Muitos cientistas na Europa começaram a estudar esse tipo de radiação. Entre eles, o maior especialista em raios
catódicos da Alemanha, Philipp Lenard (1862-1947).[1]

A descoberta
Foi o físico alemão Wilhelm Conrad Röntgen (1845-1923) quem detectou pela primeira vez os raios X, que foram
assim chamados devido ao desconhecimento, por parte da comunidade científica da época, a respeito da natureza
dessa radiação.[2] A descoberta ocorreu quando Röentgen estudava o fenômeno da luminescência produzida por raios
catódicos num tubo de Crookes. Todo o aparato foi envolvido por uma caixa com um filme negro em seu interior e
guardado numa câmara escura. Próximo à caixa, havia um pedaço de papel recoberto de platinocianeto de bário.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Raios_X 2/9
06/11/2019 Raios X – Wikipédia, a enciclopédia livre

Röentgen percebeu que quando fornecia energia cinética aos elétrons do


tubo, estes emitiam uma radiação que marcava a chapa fotográfica.
Intrigado, resolveu colocar entre o tubo de raios catódicos e o papel
fotográfico alguns corpos opacos à luz visível. Desta forma, observou que
vários materiais opacos à luz diminuíam, mas não eliminavam a chegada
desta estranha radiação até a placa de platinocianeto de bário. Isto
indicava que a radiação possui alto poder de penetração. Após exaustivas
experiências com objetos inanimados, Röntgen pediu à sua esposa que
posicionasse sua mão entre o dispositivo e o papel fotográfico.

O resultado foi uma foto que revelou a estrutura óssea interna da mão
humana. Essa foi a primeira radiografia, nome dado pelo cientista à sua
descoberta em 8 de novembro de 1895. Posteriormente à descoberta do
novo tipo de radiação, cientistas perceberam que esta causava vermelhidão
da pele, ulcerações e empolamento para quem se expusesse sem nenhum
tipo de proteção. Em casos mais graves, poderia causar sérias lesões
cancerígenas, necrose e leucemia, e então à morte.
Hand mit Ringen: a primeira de
Wilhelm Röntgen referente a mão
de sua esposa, tirada em 22 de
Partícula ou onda dezembro de 1895 e apresentada
Logo que os raios X foram descobertos, pouco se sabia a respeito da sua ao Professor Ludwig Zehnder, do
constituição. No início do século XX foram encontradas evidências Instituto de Física da Universidade
de Freiburg, em 1 de janeiro de
experimentais de que os raios X seriam constituídos por partículas. No
1896.
entanto, e para a surpresa da comunidade científica, Walther Friedrich e
Paul Knipping realizaram um experimento em 1912, no qual conseguiram
fazer um feixe de raios X atravessar um cristal, produzindo interferência da mesma forma que acontece com a luz. Isto
fez com que os raios X passassem a ser considerados como ondas eletromagnéticas. Porém, por volta de 1920 foram
realizados outros experimentos, que apontavam para um comportamento corpuscular dos raios X.

O físico Louis de Broglie tentou resolver este aparente conflito no comportamento dos raios X. Combinando as
equações de Planck e de Einstein , chegou a conclusão de que "tudo o que é dotado de energia vibra, e
há uma onda associada a qualquer coisa que tenha massa".[1]

O título de descobridor do raio-x é dado ao físico alemão Wihelm Röntgen(1845-1923) em 1895, apesar de não
ter sido o primeiro a observar os efeitos das ondas de raio-x, ele recebe esse título pois foi o primeiro a estudar
sistematicamente os raios-x. Röntgen é quem dá o nome de raio x para essas ondas eletromagnéticas que
significa uma quantidade desconhecida.
Nascido de pai alemão e mãe holandesa, frequentou o ensino médio em Utrecht, na Holanda. Foi expulso do ensino
médio 1865, sem diploma do ensino médio poderia frequentar a universidade como visitante, no entanto, ele
conseguiu entrar no Instituto Politécnico Federal em Zurique (conhecido atualmente como ETH Zurich) como
estudante de engenharia mecânica, em 1869 ele se formou com ph.D. em Zurique. Se tornou aluno preferido de um
professor da universidade chamado August Kundt, que ele seguiu para a Universidade de Strassburg.

O físico alemão juntamente com seu pai ganha o prêmio nobel de física em 1915 pelo uso de raios x para
estudar a estrutura de cristais.

Características

Produção

https://pt.wikipedia.org/wiki/Raios_X 3/9
06/11/2019 Raios X – Wikipédia, a enciclopédia livre

O dispositivo que gera raios X é chamado de tubo de Coolidge. Da mesma forma que uma válvula termiônica, este
componente é um tubo oco e evacuado, ainda possui um catodo incandescente que gera um fluxo de elétrons de alta
energia. Estes são acelerados por uma grande diferença de potencial e atingem ao ânodo ou placa.

O ânodo é confeccionado em tungstênio. A razão deste tipo de construção é a geração de calor pelo processo de criação
dos raios X. O tungstênio suporta temperaturas que vão até 3340 °C. Além disso, possui um razoável valor de número
atômico (74) o que é útil para o fornecimento de átomos para colisão com os elétrons vindos do catodo (filamento).
Para não fundir, o dispositivo necessita de resfriamento através da inserção do tungstênio em um bloco de cobre que
se estende até o exterior do tubo de raios X que está imerso em óleo. Esta descrição refere-se ao tubo de ânodo fixo.

Ao serem acelerados, os elétrons ganham energia e são direcionados contra um alvo; ao atingi-lo, são bruscamente
freados, perdendo uma parte da energia adquirida durante a aceleração. O resultado das colisões e da frenagem é a
energia transferida dos elétrons para os átomos do elemento alvo. Este se aquece bruscamente, pois em torno de 99%
da energia do feixe eletrônico é dissipada nele.

A brusca desaceleração de uma carga eletrônica gera a emissão de um pulso de radiação eletromagnética. A este efeito
dá-se o nome de Bremsstrahlung, que significa radiação de freio.

As formas de colisão do feixe eletrônico no alvo dão-se em diferentes níveis energéticos devido às variações das
colisões ocorridas. Como existem várias formas possíveis de colisão devido à angulação de trajetória, o elétron não
chega a perder a totalidade da energia adquirida num único choque, ocorrendo então a geração de um amplo espectro
de radiação cuja gama de frequências é bastante larga, ou com diversos comprimentos de onda. Estes dependem da
energia inicial do feixe eletrônico incidente, e é por isso que existe a necessidade de milhares de volts de potencial de
aceleração para a produção dos raios X.

Detecção
A detecção dos raios X pode ser feita de diversas maneiras, a principal é a impressão de filmes fotográficos que
permite o uso medicinal e industrial através das radiografias. Outras formas de detecção são pelo aquecimento de
elementos à base de chumbo, que geram imagens termográficas, o aquecimento de lâminas de chumbo para medir sua
intensidade, além de elementos que possuem gases em seu interior a exemplo da válvula Geiger-Müller utilizada para
a detecção de radiação ionizante e radiação não ionizante. Podendo ainda ser difratado através de um cristal e dividido
em diversos espectros de onda. Sensores (Foto transistores ou foto diodos) captam uma ou algumas faixas de espectro,
e são amplificados e digitalizados, formando imagens. Esse último processo (difração de raios X, por cristais) é
comumente utilizado em equipamentos de inspeção de bagagens e cargas. Embora os raios X sejam invisíveis, é
possível ver a ionização das moléculas de ar, se a intensidade do feixe de raio X for elevada o suficiente. A linha de luz
a partir do wiggler at the ID11 (https://web.archive.org/web/20081114111144/http://www.esrf.eu/UsersAndScience/
Experiments/MaterialsScience/faisceau) at the European Synchrotron Radiation Facility é um exemplo desse tipo de
alta intensidade.[3]

Espectro Contínuo
Quando os electrões acelerados (raios catódicos) chocam o alvo de metal, eles colidem com electrões no alvo.

Em tal colisão, parte do impulso de electrão incidente é transferido para o átomo do material alvo, perdendo, assim,
sua energia cinética, ΔK. Essa interação dá origem ao aquecimento do alvo.[4]

O electrão projétil pode evitar os electrões orbitais do elemento de alvo, mas pode chegar suficientemente perto do
núcleo do átomo e ficar sob sua influência. O elétron projétil que estamos a controlar, está agora além da camada-K e
está bem dentro da influência do núcleo.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Raios_X 4/9
06/11/2019 Raios X – Wikipédia, a enciclopédia livre

O electrão está agora sob a influência de


duas forças, ou seja, a força de Coulomb
atraente e uma força mais intensa, força
nuclear. O efeito das duas forças sobre o
electrão é torná-lo lento ou desacelerá-lo.

O electrão deixa a região da esfera de


influência do núcleo com a energia cinética
reduzida e sai fora em uma direção
diferente, porque o vector velocidade foi
alterado. A perda em energia cinética Desaceleração de um Electrão por um Núcleo
reaparece como um fotão de raios-X, PositivamenteCarregado.
conforme ilustrado na Figura ao lado.

Durante a desaceleração, o electrão irradia um fotão de raios-X de energia

A energia perdida por electrões incidentes não é a mesma para todos os electrões e assim os fotões de raios-X emitidos
não têm o mesmo comprimento de onda.

Este processo de emissão de fotão de raios-X através de desaceleração é chamado Bremsstrahlung e o espectro
resultante é contínuo, mas com um comprimento de onda de corte bem definido.

O comprimento de onda mínimo, que corresponde a um electrão incidente, perde toda a sua energia em uma única
colisão, irradiando-a como um único fotão.

Se K é a energia cinética do electrão incidente, então

O comprimento de onda de corte depende unicamente da tensão de aceleração.

de V é a tensão aceleradora.

Espectro de Raio-X Característico


Por causa da elevada tensão aceleradora, os electrões incidentes podem (i) excitar electrões nos átomos do alvo; (ii)
ejetar electrões rigidamente ligados aos núcleos dos átomos.

A excitação dos electrões dará origem à emissão de fotões da região óptica do espectro electromagnético. No entanto,
quando electrões mais próximos do núcleo são ejectados, o preenchimento subsequente dos estados vagos dá origem a
radiação emitida na região de raios-X do espectro electromagnético. Os electrões mais internos poderiam ser das
camadas K-, L- ou M.

Se electrões da camada K (n = 1) são removidos, electrões idos dos estados de energia superiores a cair nos estados da
camada K vagos, produzem uma série de linhas denotadas como como é mostrado na figura ao lado.

Transições para a camada L resultam na série L e aqueles para a camada M dão origem à série M e assim por diante.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Raios_X 5/9
06/11/2019 Raios X – Wikipédia, a enciclopédia livre

Dado que electrões orbitais têm níveis de energia definidos,


os fotões de raios-X emitidos também têm energias bem
definidas. O espectro de emissão tem linhas nítidas
características do elemento do alvo.

Após uma investigação bem apurada das linhas de raios-X


das séries L, M acima, torna-se evidente que as linhas são
compostas de um número de linhas mais próximas umas das
outras, desdobradas pela interação spin-órbita.

Nem todas as transições são permitidas. São permitidas


apenas as transições que satisfaçam a seguinte regra de
seleção:

Transições de Raio-X sem a estrutura fina.

A Relação de Moseley
A partir de um experimento, Henry Moseley foi capaz de mostrar que as frequências de raios-X característico
aumentam regularmente com número atómico Z, satisfazendo a relação

onde Z é o número atómico do material do alvo e A e são constantes que dependem da transição específica que está
sendo observada. O termo é chamado a carga nuclear efetiva como visto pelos electrões, fazendo a transição
para uma determinada o camada.

A frequência da linha Kα pode ser calculada aproximadamente, usando a teoria atómica de Bohr. O comprimento de
onda de linhas emitidas pelos átomos hidrogenóides é dado pela fórmula de Rydberg.

(K)

Onde e são os números quânticos principais dos estados superior e inferior da transição, Z é o número atómico
de um átomo com um electrão.

Para a linha Kα a carga efetiva é

de modo que a equação (K) se torna,

(Z)

O gráfico de versus Z produz uma linha reta. A Equação (Z) é uma outra maneira de expressar a relação de

Moseley.

Difração
O plano de átomos num cristal, também chamado de plano de Bragg, reflete a radiação de raios-X de raio X
exatamente da mesma forma que a luz é refletida de um espelho plano, conforme é ilustrado na ao lado.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Raios_X 6/9
06/11/2019 Raios X – Wikipédia, a enciclopédia livre

Reflexão de planos sucessivos pode


interferir construtivamente se a
diferença de caminho entre dois raios
é igual a um número inteiro de
comprimentos de onda. Esta
afirmação é chamada de lei de Bragg.

A partir da Figura, notamos que

de modo que pela lei de Bragg, temos


Difracção de Raios-X a partir de planos atómicos

onde na prática, é normal assumir a difração da primeira ordem, de modo n = 1. Um determinado conjunto de planos
atómicos dá origem a uma reflexão em um ângulo, visto como um ponto ou um anel num padrão de difração também
chamado de difratograma.

Variando o ângulo teta, as condições da lei de Bragg são satisfeitas por espaçamentos diferentes d em materiais
policristalino. Traçando as posições angulares e intensidades dos picos da radiação difratada, a resultante produz um
padrão que é característica da amostra. Sempre que houver uma mistura de diferentes fases, o difractograma
resultante é formado pela adição dos padrões individuais.

Com base no princípio da difração de raios-X, podem ser obtidas muitas informações estruturais, físicas e químicas
sobre o material investigado. Uma série de técnicas de aplicação para várias classes de materiais está disponível, cada
um revelando seus próprios detalhes específicos da amostra estudada.

Medicina
Na medicina os raios X são utilizados nas análises das condições dos órgãos internos, pesquisas de fraturas,
tratamento de tumores, câncer (ou cancro), doenças ósseas, etc.

Com finalidades terapêuticas os raios X são utilizados com uma irradiação aproximada de cinco mil a sete mil Rads,
sobre pequenas áreas do corpo, por pequeno período de tempo.

Desde a descoberta que os raios X podem identificar estruturas ósseas, foram utilizados para imagiologia médica. O
primeiro uso médico era menos de um mês depois de seu artigo sobre o assunto. Até 2010, 5 bilhões de estudos de
imagiologia médica foram realizados em todo o mundo.[5]

No Brasil, os raios X do pulmão para fins diagnósticos de tuberculose pulmonar eram chamados de abreugrafia,
técnica inventada por um brasileiro e que foi muito utilizada até o fim dos anos 1970.

Exposição
A tolerância do organismo humano à exposição aos raios X é de 0,1 röntgen por dia no máximo em toda a superfície
corpórea. A radiação de um röntgen produz em gramas de ar a liberação por ionização de uma carga
elétrica de C.

Efeitos somáticos da radiação


No ser humano a exposição contínua aos raios X podem causar vermelhidão da pele, queimaduras por raios X ou, em
casos mais graves de exposição, mutações do DNA, morte das células e/ou leucemia.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Raios_X 7/9
06/11/2019 Raios X – Wikipédia, a enciclopédia livre

Pesquisa de materiais
Na indústria, os raios X são utilizados no exame de fraturas de peças, condições de fundição, além de outros empregos
correlatos. Nos laboratórios de análises físico-químicas os raios X têm largo espectro de utilização.

Natureza eletromagnética
Os raios X propagam-se à velocidade da luz, e, como qualquer radiação eletromagnética, estão sujeitos aos fenômenos
de refração, difração, reflexão, polarização, interferência e atenuação. Sua penetrância nos materiais é relevante, pois
todas as substâncias são transparentes aos raios X em maior ou menor grau.

Em algumas substâncias como compostos de cálcio e platinocianeto de bário] os raios X geram luminescência. Esta
radiação ioniza os gases por onde passa. A exemplo da luz visível, não é desviado pela ação de campos elétricos ou
magnéticos. Desloca-se em linha reta, sensibiliza filmes fotográficos, além de descarregar os objetos carregados
eletricamente, qualquer que seja a polaridade (sendo esta uma característica não totalmente confirmada).

Interação com a matéria


Quando os raios X atingem a matéria, assim como o tecido do paciente, os fótons têm quatro possíveis destinos. Os
fótons podem ser:

Completamente espalhados sem perda de energia.


Absorvidos com perda total de energia.
Espalhados com alguma absorção e com perda de energia.
Transpostos sem qualquer alteração.

Definições dos termos


Espalhamento - mudança de direção de um fóton com ou sem perda de energia.
Absorção - deposição de energia, ou seja, remoção de energia do feixe.
Atenuação - redução da intensidade do feixe principal causada pela absorção e espalhamento.
Ionização - remoção de um elétron de um átomo neutro produzindo um íon negativo (o elétron + outro átomo
neutro) e um íon positivo (o átomo remanescente).

Interações em nível atômico


Existem quatro principais interações em nível atômico, dependendo da energia do fóton incidente:

Espalhamento não modificado ou coerente - espalhamento puro.


Efeito fotoelétrico - absorção pura.
Efeito Compton - espalhamento e absorção.
Produção de par - pura absorção.

Referências
1. Martins, Roberto de Andrade. O Nascimento de uma Nova Física. Scientific American: . N°13, p.11.
2. «Science Diction: How 'X-Ray' Got Its 'X' » (http://www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=127932774). 18
de junho de 2010. Consultado em 6 de dezembro de 2015
3. Als-Nielsen, Jens and Mcmorrow, Des (2001). Elements of Modern X-Ray Physics. [S.l.]: John Wiley & Sons Ltd,.
pp. 40–41. ISBN 0-471-49858-0
4. KIWANGA, Christopher Amelye (2013). Christopher Amelye. KIWANGA, ed. Física Nuclear (https://web.archive.or
g/web/20140110214308/http://pt.scribd.com/doc/48312717/Fisica-Atomica). Introdução à Física Nuclear. 1 1 ed.
Reino Unido: [s.n.] 133 páginas. Consultado em 25 de agosto de 2013. Arquivado do original (http://pt.scribd.com/
doc/48312717/Fisica-Atomica) em 10 de janeiro de 2014

https://pt.wikipedia.org/wiki/Raios_X 8/9
06/11/2019 Raios X – Wikipédia, a enciclopédia livre

5. Roobottom CA, Mitchell G, Morgan-Hughes G (2010). «Radiation-reduction strategies in cardiac computed


tomographic angiography». Clin Radiol. 65 (11): 859–67. PMID 20933639 (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/2
0933639). doi:10.1016/j.crad.2010.04.021 (https://dx.doi.org/10.1016%2Fj.crad.2010.04.021)

Manual RCA de válvulas e reemplazos RC 26


Manual RCA de válvulas e reemplazos RC 29

Obtida de "https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Raios_X&oldid=56365108"

Esta página foi editada pela última vez às 08h11min de 30 de setembro de 2019.

Este texto é disponibilizado nos termos da licença Atribuição-CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada (CC BY-SA 3.0) da
Creative Commons; pode estar sujeito a condições adicionais. Para mais detalhes, consulte as condições de
utilização.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Raios_X 9/9

Você também pode gostar