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CONTRATO DE SEGURO, FRAUDE

## Se o aderente não se interessou em saber quais as condições do contrato de


seguro que celebrou, incorre em erro não escusável, equiparável à culpa ou
negligência ao contratar, não podendo posteriormente alegar reservas mentais ou
despreparo pessoal para a prática do ato.

## Cláusula Abusiva é diferente de Cláusula Restritiva do Risco, que é elemento


inerente ao contrato de seguro.
O CCB, no Art. 1.460, determina que: “Quando a apólice limitar ou particularizar os
riscos do seguro, não responderá por outros o segurador”.

## Sendo a seguradora uma sociedade por ações, portanto, busca fins lucrativos,
e tem o direito à liberdade de adotar um plano economicamente viável, que lhe
possibilite existência comercial.
As apólices especificam com clareza quais são os riscos neles assumidos.

## O contrato de seguro tem por finalidade recompor o patrimônio atingido em


idêntica medida, adaptado ao monte necessário ao acertamento do dano e na
proporção deste.

## O prêmio é calculado com base na cobertura oferecida. Caso a cobertura fosse


estendida àquilo que foi excluído, contratualmente, o consumidor passaria a ter
direito a uma cobertura securitária pela qual não pagou o correspondente prêmio.
O risco excluído não foi considerado no momento de estabelecer o cálculo do
prêmio devido pelo segurado.

## O segurado não tem direito de exigir uma garantia para a qual não contribuiu
com a formação de fundo de indenizações para aquele risco, nem pagou o prêmio
a ela referente. Considerada a natureza própria do contrato de seguro e a
sistemática de formação de seu preço(prêmio), não existe qualquer onerosidade
para o consumidor que não teve qualquer gasto com relação aquele risco
excluído.

## As cláusulas limitativas do risco, enquanto meios conservadores do equilíbrio


contratual, não padecem de ilegalidade ou inviabilidade.

## Segundo Munir Karam, cláusula limitativa visa a restringir a obrigação


assumida pelo segurador, ao passo que a cláusula abusiva tem por fim obter
vantagem sem causa, ou ainda excluir ou restringir a responsabilidade decorrente
de uma obrigação é um dever jurídico advindo de um contrato, enquanto a
responsabilidade é um dever jurídico sucessivo, decorrente da violação de uma
obrigação.
## A abusividade da cláusula contratual é a unilateralidade excessiva, é a previsão
que impede a realização total do objeto contratual, que frustra o interesses básicos
das partes presentes naquele tipo de relação.

## O contrato de seguro é bilateral e de estrita boa-fé, tanto o segurador quanto o


segurado cabem direitos e obrigações.

## O segurado não pode ter qualquer vantagem financeira em razão do seguro,


que só objetiva repor o patrimônio danificado.

## A Constituição de 1988 acolheu expressamente, no Art. 5, incisos V e X, o


princípio de reparabilidade do dano moral.

## Não se pode deixar como objeto de cobertura do seguro, danos que tenham,
delituosamente, intenção de prejudicar alguém. Os limites da obrigação do
segurador estão na indenização da vítima.

## Fraude é a materialização da má-fé, para a ocultação da verdade, com a


intenção ou não de causar prejuízo a terceiro.

## Art. 1.443 do CCB, encontra-se prevista como obrigação do segurado e


segurador guardar no contrato a mais estrita boa-fé e veracidade.

## Art. 1.444 do CCB. Se o segurado não fizer declarações verdadeiras e


completas, omitindo circunstâncias que possam influir na aceitação da proposta ou
taxa do prêmio, perderá o direito ao valor do seguro, e pagará o prêmio vencido.

## A obrigação da boa-fé, exige ainda que o segurador costume proceder a


investigação preliminares antes de aceitar o seguro.

## Decisão do Pretório Excelso: “As companhias seguradoras não estão


obrigadas a examinar todas as declarações dos segurados, com profundidade,
razão porque a lei protege contra declarações inexatas”

## Segundo o Código Comercial(Art. 677, n 6), é nulo o contrato de seguro,


recaindo o seguro sobre objetos já segurados no seu inteiro valor e pelos mesmos
riscos. A mesma norma é repetida no Código civil para os seguros terrestres de
danos.

## De plácido e Silva: “A prova da fraude se faz por todos os meios permitidos em


direito, admitindo-se mesmo sua evidência em face de indícios e conjecturas,
tanto bastando verificação do prejuízo ocasionado a outrem pela prática do ato
oculto ou enganoso.”

## Pedro Paulo Negrini(Consultor e Advogado): “Fraude também pode ser feita


por cidadão comuns, afetados por uma repentina falha de caráter associada a
uma oportunidade tentadora ou a uma momentânea ou crônica necessidade
financeira.”

## O grande problema da fraude é que a prova indiciaria ainda não foi bem aceita
pelo Poder Judiciário, que sempre acha que a seguradora é rica e poderosa,
esquecendo que a fraude é paga pelo bom consumidor, porque é embutida nas
estatísticas que servem de base de cálculo do prêmio tarifário.

## A prova indiciaria deve ser ao menos perseguida pelo regulador/investigador,


porque, enquanto na esfera criminal os indícios nem sempre fazem prova para
uma condenação, em face do princípio do in dubio pro reu, no cível, porém tem
eles relevância, conforme têm decidido os tribunais, como podemos constatar a
partir deste trecho de decisão recentemente proferida: “A responsabilidade civil
distingue-se da responsabilidade penal e é amputável segundo um regime de
provas diversas. No crime, qualquer presunção, por mais veemente que seja, não
autoriza a imposição de uma pena. No cível, a fraude se comprova especialmente
em face de indícios e presunções. O mesmo fato pode ter tido como
insuficientemente demonstrado para os efeitos da lei penal e suficientemente
demonstrado para os efeitos da lei civil pois no juízo cível, se exigem provas mais
simples.”

## Ararino Sallum de Oliveira: “A prova de fraude, insofismável, induvidosa, só


existira se o próprio fraudador a confessar, sabemos todos, nunca será obtida,
salvo se arrancada à custa de forte coerção, por sua vez também condenável. Nos
casos em que a seguradora recusa-se a pagar indenização por dispor de
fundados indícios de fraude, apoiado também na convicção dos técnicos
experimentados da seguradora, a posição mais razoável é considerar o caso fora
do tratamento de rotina inerente ao sistema de proteção ao consumidor. Nesses
casos, havendo fundados indícios de fraude, compete ao Poder Judiciário
deslindar a controvérsia. Por isso a lei processual permite ao juiz sentenciar
segundo seu livre convencimento a respeito das provas, inclusive indiciárias,
constantes no processo.”

## Mister se faz que a regulação se aprofunde até as raízes das irregularidades


apontadas.

## Novo Código Civil(NCC)(Lei n° 10.406, de 10 de janeiro de 2002)

## Art. 393(NCC), parágrafo único. Efetivamente comprovado o caso fortuito ou de


força maior, estará afastada a responsabilização.

## De acordo com o Art. 929(NCC), é de direito à indenização ao dono da coisa


danificada, ainda que o tenha sido em estado de necessidade e desde que não
tenha sido o próprio que deu origem ao prejuízo. Mas seria um estímulo à
omissão, já que um ato tende a remover um perigo ensejaria indenização.
## Art. 723(NCC). O corretor é obrigado a executar a mediação com a diligência e
prudência que o negócio requer, prestando ao cliente, espontaneamente, todas as
informações sobre o andamento dos negócios; deve, ainda, sob pena de
responder por perdas e danos, prestar ao cliente todos os esclarecimentos que
estiverem ao seu alcance, acerca da segurança ou risco do negócio, das
alterações de valores e do mais que possa influir nos resultados da incumbência.

## Art. 762(NCC). Nulo será o contrato para garantia de risco proveniente de ato
doloso do segurado, do beneficiário, ou do representante de um ou de outro.

## Art. 765(NCC). O segurado e o segurador são obrigados a guardar na


conclusão e na execução do contrato, a mais estrita boa-fé e veracidade, tanto a
respeito do objeto como das circunstâncias e declarações a ele concernentes.

## Art. 768(NCC). O segurado perderá o direito a garantia se agravar


intencionalmente o risco objeto do contrato.

## Art. 771(NCC). Sob pena de perder o direito a indenização, o segurado


participará o sinistro ao segurador, logo que o saiba, e tomará as providências
imediatas para minorar-lhes as conseqüências.

## Art. 784(NCC). Não se inclui na garantia o sinistro provocado por vício


intrínseco da coisa segurada, não declarado pelo segurado.
Parágrafo único: Entende-se por vício intrínseco o defeito próprio da coisa, que se
não encontra normalmente em outras da mesma espécie,
Quer dizer aqueles riscos que, naturalmente, são lesionados por sua própria
natureza. Trata-se do exemplo do desgaste de peça do automóvel provocado pelo
uso constante/tempo de uso, que designamos como vício intrínseco da coisa.

## Não constituem objeto de indenização os bens que possuem contrato


próprio(verba destacada).

## O segurado não poderá abandonar os salvados, pois, desde logo, cabe-lhe


tomar as providências necessárias para protegê-los e minorar os prejuízos. Esta
cláusula tem por finalidade evitar que o segurado abandone o objeto, aumentando
assim o prejuízo da seguradora.

## Art. 779(NCC). O risco do seguro compreenderá todos os prejuízos resultantes


ou conseqüentes, como sejam os estragos ocasionados para evitar o sinistro,
minorar o dano, ou salvar a coisa.

## Omissão do segurado: Não pode ser penalizado o segurado que em virtude


da ocorrência do sinistro tenha sido privado de meios p/ promover o
acautelamento.

## Método Investigativo: a) busca de vestígios,... g) formação de interferências e


hipóteses baseadas nos vestígios recolhidos, h) comparação e combinação de
interferências p/ investigar o acordo ou desacordo dos fatos(aplicação do princípio
da confirmação).

## O relatório do regulador apresenta grande valor probante; corresponde,


mesmo, ao laudo pericial e vale pelos seus fundamentos, clareza, objetividade e
documentação.

## Dolo consiste nas práticas ou manobras maliciosamente levadas a efeito por


uma parte, a fim de conseguir da outra uma emissão de vontade que lhe traga
proveito, ou a terceiro.

## Formação que dispõe o Perito.

## A prova indiciária tem grande aplicação, principalmente na apuração de dolo e


da fraude, da simulação e, em geral, dos atos de má fé.

## Imprudência é a falta de diligência, de cuidado, de atenção. É sinônimo de


inadvertência, de descuido. Age com imprudência quem ingressa em preferencial,
sem que esta esteja completamente desimpedida, ou quem inicia cruzamento
longo, com sinal de advertência no semáforo.

## Negligência condiz com desleixo, com incúria, com falta de zelo. É negligente o
motorista que trafega com o p/brisa quebrado, com trava defeituosa, ou com
qualquer outra deficiência que reduza a segurança do veículo.

## A imperícia do condutor reside na sua inaptidão ou incompetência no volante,


na sua falta de habilidade técnica na direção do automotor. É imperito quem não
consegue vencer obstáculos corriqueiros, como ofuscamento, derrapagens e
outros.

## Ato contínuo: Um evento imediatamente após o outro. Dois ou mais eventos


dentro do mesmo sinistro.

## Engavetamento envolvendo três veículos. Motorista que não guarda a distância


assecuratória na corrente de tráfego. Culpa exclusiva deste caracterizada. A
responsabilidade pelo evento danoso a de ser carreada unicamente ao motorista
que não guarda a distância regulamentar, dando causa ao abalroamento. A
infração do primeiro condutor é simplesmente administrativa, sem força de por si
própria desencadear o desastre.

## A lei confia ao próprio motorista a tarefa de calcular e aferir o espaço que para
ele se constitua em intervalo suficiente para evitar a colisão com o carro que o
antecede, ainda que este faça manobra inesperada e rempentina.

## Causa Estranha. Pedra jogada derepente contra o p/brisa do veículo,


neutralizando a visão do motorista, e motivando a colisão contra outro veículo. Tal
fato súbito e imprevisível, alheio as preocupações normais do motorista e aos
perigos correntios do trânsito, é juridicamente apto a exonerar de responsabilidade
o autor da colisão.

## Fato inerente ou não estranho ao trânsito, o causador direto do fato lesivo


remanescente responsável pelos danos.

## Mal Súbito. Surge repentinamente e indesejadamente, sem a menor


contribuição do motorista, pelo que fica totalmente isento de culpa,
consequentemente, afastando por completo qualquer responsabilidade civil.

## Defeito Mecânico. Vícios da máquina evitáveis preventivamente através de


revisões periódicas.

## O motorista não pára seu automóvel, quando o tempo e o local não


recomendam o prosseguimento da viagem, quando tem consciência que trafega
sem as menores condições de segurança. Ex.: persistir na trajetória, apesar de
estar desabando no local uma inundação.

## Todo o motorista é obrigado a conservar seu carro com os pneus e aparelhos


de frenagem em perfeitas condições de trafegabilidade e segurança.

## O sinistro pode ter ocorrido conforme dados e fatos apresentados.

## O proprietário de automóvel que é desapossado em razão de um roubo, acha-


se impossibilitado de exercer sobre o veículo qualquer vigilância; por conseguinte,
privado do uso, da direção e do controle do veículo, ele não tem mais a guarda e,
em caso de acidente, não mais se encontra submetido a presunção de
responsabilidade.

## O estacionamento incorreto, ainda que em lugar proibido, não tem a força de


pré-excluir a obrigação ressarcitória do motorista que culposamente deu causa ao
acidente.

## Se a vítima também foi culpada, se de qualquer maneira contribuiu na


ocorrência do sinistro, não terá direito a integralidade da indenização.

## Culpa e caso fortuito são conceitos que se repelem. Havendo culpa, não há
caso fortuito, e havendo caso fortuito não há culpa.

##No caso em tela, ratifico seu entendimento para negativa de cobertura RCF
diante da ausÕncia de prova inequívoca de culpa do segurado no evento.

Importante sempre ressaltarmos que a Seguradora por ato de mera liberalidade


autoriza a cobertura RCF sem procedimento judicial, mas não possui obrigação de
fazê-lo, pois está expresso no manual do segurado que somente se procederá por
acordo judicial autorizado expressamente ou condenação judicial transitada em
julgado.
CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO

CAPÍTULO III - DAS NORMAS GERAIS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA

Art. 26. Os usuários das vias terrestres devem:


IX - a ultrapassagem de outro veículo em movimento deverá ser feita pela
esquerda, obedecida
a sinalização regulamentar e as demais normas estabelecidas neste Código,
exceto quando o
veículo a ser ultrapassado estiver sinalizando o propósito de entrar à esquerda;
X - todo condutor deverá, antes de efetuar uma ultrapassagem, certificar-se de
que:
a) nenhum condutor que venha atrás haja começado uma manobra para
ultrapassá-lo;
b) quem o precede na mesma faixa de trânsito não haja indicado o propósito de
ultrapassar
um terceiro;
c) a faixa de trânsito que vai tomar esteja livre numa extensão suficiente para que
sua
manobra não ponha em perigo ou obstrua o trânsito que venha em sentido
contrário;
XI - todo condutor ao efetuar a ultrapassagem deverá:
a) indicar com antecedência a manobra pretendida, acionando a luz indicadora de
direção do
veículo ou por meio de gesto convencional de braço;
b) afastar-se do usuário ou usuários aos quais ultrapassa, de tal forma que deixe
livre uma
distância lateral de segurança;
c) retomar, após a efetivação da manobra, a faixa de trânsito de origem,
acionando a luz
indicadora de direção do veículo ou fazendo gesto convencional de braço,
adotando os
cuidados necessários para não pôr em perigo ou obstruir o trânsito dos veículos
que
ultrapassou;

Art. 37. Nas vias providas de acostamento, a conversão à esquerda e a operação


de retorno
deverão ser feitas nos locais apropriados e, onde estes não existirem, o condutor
deverá
aguardar no acostamento, à direita, para cruzar a pista com segurança.
Art. 39. Nas vias urbanas, a operação de retorno deverá ser feita nos locais para
isto
determinados, quer por meio de sinalização, quer pela existência de locais
apropriados, ou,
ainda, em outros locais que ofereçam condições de segurança e fluidez,
observadas as
características da via, do veículo, das condições meteorológicas e da
movimentação de
pedestres e ciclistas.

Art. 42. Nenhum condutor deverá frear bruscamente seu veículo, salvo por razões
de segurança.

Art. 61. A velocidade máxima permitida para a via será indicada por meio de
sinalização,
obedecidas suas características técnicas e as condições de trânsito.
§ 1º Onde não existir sinalização regulamentadora, a velocidade máxima será de:
I - nas vias urbanas:
a) oitenta quilômetros por hora, nas vias de trânsito rápido:
b) sessenta quilômetros por hora, nas vias arteriais;
c) quarenta quilômetros por hora, nas vias coletoras;
d) trinta quilômetros por hora, nas vias locais;
II - nas vias rurais:
a) nas rodovias:
1) cento e dez quilômetros por hora para automóveis e camionetas;
2) noventa quilômetros por hora, para ônibus e microônibus;
3) oitenta quilômetros por hora, para os demais veículos;
b) nas estradas, sessenta quilômetros por hora.

CAPÍTULO XV - DAS INFRAÇÕES

Art. 165. Dirigir sob a influência de álcool, em nível superior a seis decigramas por
litro
de sangue, ou de qualquer substância entorpecente ou que determine
dependência física ou
psíquica.
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa (cinco vezes) e suspensão do direito de dirigir;
Medida administrativa - retenção do veículo até a apresentação de condutor
habilitado e
recolhimento do documento de habilitação.
Parágrafo único. A embriaguez também poderá ser apurada na forma do art. 277.

Art. 169. Dirigir sem atenção ou sem os cuidados indispensáveis à segurança


Infração - leve;
Penalidade - multa.

Art. 192. Deixar de guardar distância de segurança lateral e frontal entre o seu
veículo e
os demais, bem como em relação ao bordo da pista, considerando-se, no
momento, a velocidade,
as condições climáticas do local da circulação e do veículo:
Infração - grave;
Penalidade - multa.

Art. 196. Deixar de indicar com antecedência, mediante gesto regulamentar de


braço ou luz
indicadora de direção do veículo, o início da marcha, a realização da manobra de
parar o
veículo, a mudança de direção ou de faixa de circulação:
Infração - grave;
Penalidade - multa.

Art. 197. Deixar de deslocar, com antecedência, o veículo para a faixa mais à
esquerda ou
mais à direita, dentro da respectiva mão de direção, quando for manobrar para um
desses
lados:
Infração - média;
Penalidade - multa.

Art. 198. Deixar de dar passagem pela esquerda, quando solicitado:


Infração - média;
Penalidade - multa.

Art. 199. Ultrapassar pela direita, salvo quando o veículo da frente estiver
colocado na
faixa apropriada e der sinal de que vai entrar à esquerda:
Infração - média;
Penalidade - multa.
Art. 204. Deixar de parar o veículo no acostamento à direita, para aguardar a
oportunidade
de cruzar a pista ou entrar à esquerda, onde não houver local apropriado para
operação de
retorno:
Infração - grave;
Penalidade - multa.

Art. 206. Executar operação de retorno:


I - em locais proibidos pela sinalização;
II - nas curvas, aclives, declives, pontes, viadutos e túneis;
III - passando por cima de calçada, passeio, ilhas, ajardinamento ou canteiros de
divisões
de pista de rolamento, refúgios e faixas de pedestres e nas de veículos não
motorizados;
IV - nas interseções, entrando na contramão de direção da via transversal;
V - com prejuízo da livre circulação ou da segurança, ainda que em locais
permitidos:
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa.

Art. 208. Avançar o sinal vermelho do semáforo ou o de parada obrigatória:


Infração - gravíssima;
Penalidade - multa.

Art. 215. Deixar de dar preferência de passagem:


I - em interseção não sinalizada:
a) a veículo que estiver circulando por rodovia ou rotatória;
b) a veículo que vier da direita;
II - nas interseções com sinalização de regulamentação de Dê a Preferência:
Infração - grave;
Penalidade - multa.

Art. 216. Entrar ou sair de áreas lindeiras sem estar adequadamente posicionado
para
ingresso na via e sem as precauções com a segurança de pedestres e de outros
veículos:
Infração - média;
Penalidade - multa.

Art. 217. Entrar ou sair de fila de veículos estacionados sem dar preferência de
passagem a
pedestres e a outros veículos:
Infração - média;
Penalidade - multa.

Art. 218. Transitar em velocidade superior à máxima permitida para o local,


medida por instrumento ou equipamento hábil:
I - em rodovias, vias de trânsito rápido e vias arteriais:
a) quando a velocidade for superior à máxima em até vinte por cento:
Infração - grave;
Penalidade - multa;
b) quando a velocidade for superior à máxima em mais de vinte por cento:
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa (três vezes) e suspensão do direito de dirigir;
II - demais vias:
a) quando a velocidade for superior à máxima em até cinqüenta por cento:
Infração - grave;
Penalidade - multa;
b) quando a velocidade for superior à máxima em mais de 50% (cinqüenta por
cento):
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa (três vezes) e suspensão do direito de dirigir;
Medida administrativa - recolhimento do documento de habilitação.

Art. 219. Transitar com o veículo em velocidade inferior à metade da velocidade


máxima
estabelecida para a via, retardando ou obstruindo o trânsito, a menos que as
condições de
tráfego e meteorológicas não o permitam, salvo se estiver na faixa da direita:
Infração - média;
Penalidade - multa.

Art. 230. Conduzir o veículo:


XVIII - em mau estado de conservação, comprometendo a segurança, ou
reprovado na avaliação
de inspeção de segurança e de emissão de poluentes e ruído, prevista no art.

Art. 231. Transitar com o veículo:


II - derramando, lançando ou arrastando sobre a via:
a) carga que esteja transportando;
b) combustível ou lubrificante que esteja utilizando;
c) qualquer objeto que possa acarretar risco de acidente:
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa;
Medida administrativa - retenção do veículo para regularização;

Art. 236. Rebocar outro veículo com cabo flexível ou corda, salvo em casos de
emergência:
Infração - média;
Penalidade - multa.

Art. 244. Conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor:


VIII - transportando carga incompatível com suas especificações:
Infração - média;
Penalidade - multa.

Art. 252. Dirigir o veículo:


I - com o braço do lado de fora;
II - transportando pessoas, animais ou volume à sua esquerda ou entre os braços
e pernas;
III - com incapacidade física ou mental temporária que comprometa a segurança
do trânsito;
IV - usando calçado que não se firme nos pés ou que comprometa a utilização dos
pedais;
V - com apenas uma das mãos, exceto quando deva fazer sinais regulamentares
de braço, mudar
a marcha do veículo, ou acionar equipamentos e acessórios do veículo;
VI - utilizando-se de fones nos ouvidos conectados a aparelhagem sonora ou de
telefone
celular;
Infração - média;
Penalidade - multa.

CAPÍTULO XVII - DAS MEDIDAS ADMINISTRATIVAS

Art. 276. A concentração de seis decigramas de álcool por litro de sangue


comprova que o
condutor se acha impedido de dirigir veículo automotor.
Parágrafo único. O CONTRAN estipulará os índices equivalentes para os demais
testes de
alcoolemia.

Art. 277. Todo condutor de veículo automotor, envolvido em acidente de trânsito ou


que for
alvo de fiscalização de trânsito, sob suspeita de haver excedido os limites
previstos no
artigo anterior, será submetido a testes de alcoolemia, exames clínicos, perícia, ou
outro
exame que por meios técnicos ou científicos, em aparelhos homologados pelo
CONTRAN, permitam
certificar seu estado.
Parágrafo único. Medida correspondente aplica-se no caso de suspeita de uso de
substância
entorpecente, tóxica ou de efeitos análogos.

DISPOSITIVO DE SEGURANÇA - qualquer elemento que tenha a função


específica de proporcionar
maior segurança ao usuário da via, alertando-o sobre situações de perigo que
possam colocar
em risco sua integridade física e dos demais usuários da via, ou danificar
seriamente o
veículo.