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CANDIDÍASE

A Candidíase é uma doença causada por um fungo chamado de Candida,


especialmente a Candida Albicans. Ela é considerada a mais frequente infecção fúngica
oportunista, porque faz parte da microbiota humana e que pode ter ser crescimento
descontrolado se tornando, dessa forma, um problema para a saúde. Pode afetar a pele,
unhas, membranas mucosas da vagina e da boca, sistema gastrointestinal, sistema
nervoso e imunológico.

Fonte: http://www.doctorfungus.org/aboutdrf/legal_pop.php?url=http
%3A//www.doctorfungus.org/thefungi/Candida_albicans.php

Existem várias causas que podem ocasionar o crescimento descontrolado da


Candida. O uso de indiscriminado e constante de antibióticos pode destruir as bactérias
benéficas presentes nos intestinos e que têm a função de controlar o crescimento da
Candida. Outras causas podem ser as desordens e mudanças hormonais como a
menopausa, o uso de contraceptivos e também a gravidez porque durante a gestação a
região vaginal se torna rica em glicogênio, que é uma substância que promove o
crescimento destes fungos. Além destas, existem outras que são pontuadas como
responsáveis ou facilitadoras deste problema como: o uso de meia-calças e roupas
apertadas, duchas vaginais e produtos de uso íntimos, absorventes diários e a
permanência prolongada de roupas molhadas ou trajes de banho.

Outra causa importante é uma dieta rica em alimentos refinados, processados,


fermentados e pobre em nutrientes.

As infecções fúngicas também podem ocorrer em diabéticos, especialmente se a


glicemia sanguínea não estiver bem controlada.

A Candida albicans torna as paredes intestinais mais permeáveis e, com isso


substâncias que não deveriam atravessá-las acabam chegando à corrente sanguínea. A
candida produz cerca de 80 tipos de toxinas que podem prejudicar o organismo de
diversas maneiras dependendo da região afetada.

Na região genital podem ocorrer nas mulheres os seguintes sintomas: coceira,


vermelhidão da parte externa da vagina, ardência ao urinar e corrimentos brancos ou
levemente amarelados espessos (com ou sem odor), porém algumas não apresentam
nenhum destes sintomas. Já nos homens pode ocorrer vermelhidão, inchaço no pênis e
prepúcio. Podem apresentar corrimentos e maior sensibilidade no ato sexual.

Na boca infectada teremos a mucosa frequentemente vermelha e dolorida.


Podem ocorrer também manchas brancas e placas brancas ou vermelhas e lisas na
região do palato, na mucosa da língua e da bochecha, assim como feridas na boca.

Na pele aparecem erupções cutâneas vermelhas escamosas frequentemente com


pontos vermelhos ao redor. E nas unhas ocorre o inchaço, a vermelhidão, dor e até a
destruição total da unha. As áreas mais atacadas são: debaixo dos seios, virilhas, entre
os dedos dos pés e das mãos, ao redor do ânus, parte interior das coxas, axilas e umbigo.

A Candida pode afetar outras partes do corpo, principalmente em pessoas


imunodeprimidas. Ela pode atingir qualquer órgão causando complicação como
esofagite, endocardite ou mesmo uma infecção sistêmica, que em casos mais graves
pode levar a óbito.

Suas toxinas podem atravessar a barreira hematoencefálica e afetar o


funcionamento neuroquímico, alterando a atuação dos neurotransmissores gerando
sintomas mentais.

Também o sistema imunológico tem sua eficiência comprometida porque grande


parte dele permanece ocupado em combater os elementos estranhos e toxinas presentes
no sangue.

O tratamento médico convencional

É feito com medicamentos antifúngicos tópicos e, em casos mais resistentes


pode ser associada a medicação oral. Cuidados adicionais são recomendados pelos
médicos como: evitar relações sexuais até que a infecção apresente melhoras, enxugar-
se delicadamente após urinar (para evitar irritação), usar sabonetes neutros, não utilizar
duchas e outras substâncias de uso íntimo, tomar banho de chuveiro ao invés de
banheira, manter a região genital seca e arejada (usar roupa íntima de algodão), manter
seu peso adequado, manter a taxa de açucar normal (para os diabéticos) e evitar dietas
ricas em açucar, porque o açucar, além de nutrir a Candida, modifica o pH intestinal,
deixando-o mais alcalino, o que acaba favorecendo a proliferação dos fungos e a
diminuição das bactérias que o controlam e que preferem um ambiente mais ácido. Os
fungos ainda liberam uma toxina que aumenta a vontade de ingerir mais açucar que
precisam para se multiplicar cada vez mais.

Tratamento Nutricional

O tratamento nutricional é feito através da alteração da dieta e da adição de


suplementos. Ele pode ser usado como coadjuvante ao tratamento convencional, pois
garante que a Candida não cresça ou que tenha um crescimento muito pequeno.

É recomendado retirar da dieta alimentos que favoreçam a multiplicação da


Candida como o açucar branco, os refinados, os enlatados, o leite e seus derivados, os
alimentos fermentados ou com fungos e alimentos alergênicos. É necessária a adoção de
uma dieta mais saudável, rica em verduras, legumes e frutas.

Outra recomendação é o uso conjunto dos probióticos. Os probióticos são


microorganismos, que quando ingeridos, exercem efeitos benéficos para a saúde, porque
agem produzindo compostos antimicrobianos e antibacterianos que controlam o
crescimento exagerado da Candida. Os mais utilizados são o Bifidobacterium e o
Lactobabillus acidophillus. Segundo estudos recentes, além destas funções os
probióticos também auxiliam no reforço do sistema imunológico, ajudando o organismo
a criar defesas contra bactérias e microorganismos indesejáveis. Eles têm a seguinte
função dentro do organismo:

1) Aumentam de maneira significativa o valor nutritivo e terapêutico dos alimentos, pois


ocorre um aumento dos níveis de vitaminas do complexo B e aminoácidos. Absorção
acrescida de cálcio e ferro;

2) Fortalecem o sistema imunológico, através de uma maior produção de células


protetoras;

3) Possuem efeito funcional benéfico no organismo, equilibrando a flora intestinal,


atuando no controle do colesterol e na redução do risco de câncer;

4) Possuem uma particular importância para os indivíduos com intolerância à lactose,


devido ao aumento de uma enzima que facilita a digestão da lactose.
Outra estratégia que potencializa o tratamento é a associação dos prebióticos,
que são fibras alimentares não digeríveis que alimentam os lactobacilos, aumentando
sua população e aumentando a proteção intestinal. Eles têm a seguintes funções:

1) Ajudam na manutenção da flora intestinal;

2) Estimulam a motilidade intestinal (trânsito intestinal);

3) Contribuem com a consistência normal das fezes, prevenindo assim a diarréia e a


constipação intestinal por alterarem a microflora colônica propiciando uma microflora
saudável;

4) Colaboram para que somente sejam absorvidas pelo intestino as substâncias


necessárias, eliminando assim o excesso de glicose (açúcar) e colesterol, favorecendo,
então a diminuição do colesterol e triglicérides totais no sangue;

5) Possui efeito bifidogênico, isto é, estimulam o crescimento das bifidobactérias. Essas


bactérias suprimem a atividade de outras bactérias que são putrefativas, que podem
formar substâncias tóxicas.

São exemplos de prebióticos são: frutoologosacarídeos (FOS) e a inulina. Os


FOS são obtidos a partir da hidrólise da inulina. Os frutooligosacarídeos estão presentes
em alimentos de origem vegetal, como cebola, alho, tomate, banana, cevada, aveia,
trigo, mel e cerveja. A inulina é um polímero de glicose extraído principalmente da raiz
da chicória, é encontrada também no alho, cebola, aspargos e alcachofra. A inulina
extraída da chicória é produzida comercialmente e pode ser consumida por diabéticos
como substituto do açúcar por conter de 1 a 2 kcal/g. Alguns destes prebióticos e suas
funções:

Cebola e alho: são efetivos no combate tanto da cândida quanto de parasitas. Devem ser
consumidos na forma crua ou em suplementos de óleo ou extrato de alho. O
processamento do alho em cápsulas provoca perda de parte de sua atividade antifúngica.
A alicina é o elemento essencial no óleo de alho, responsável pelas propriedades
terapêuticas antibacterianas, antiinflamatórias e antifúngicas. Utilizar diariamente
durante 1 a 3 meses.

Óleos: o óleo de peixe tem atividade antifúngica comprovada, havendo também


benefícios através da ingestão de peixes como truta, salmão, sardinhas, atum e bacalhau
por pelo menos 3 vezes/semana. O óleo de prímula, de borage e groselha preta são
ótimas fontes de Omega 6. Óleo de semente de linhaça é boa fonte de ácidos graxos
Omega 3 e 6. Todos estes óleos tem propriedades antifúngicas. Destaca-se neste grupo o
óleo de orégano por suas propriedades antibacterianas, antifúngicas, antiparasíticas e
antioxidante.

Aloe Vera Gel: assim como a espirulina ou clorela têm ação no combate a cândida,
principalmente devido ao seu efeito estimulante sobre o sistema imune. Além de suas
propriedades antioxidantes e antiinflamatórias.

Vitaminas e Minerais: o sistema imune necessita de alguns nutrientes para o seu bom
funcionamento como a vitamina A, beta caroteno, vitamina E, iodo, selênio, zinco,
ácido fólico e biotina. Esta última é uma das vitaminas do complexo B, e também tem
atividade evitando a conversão da cândida na sua forma mais invasiva.

Algas Marinhas: são ricas em selênio e iodo que têm atividade de inativar os fungos.
Antes do advento das drogas antifúngicas o iodo era o “remédio” mais potente contra a
cândida e outros fungos.

Referências

http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=3904&ReturnCatID=1765
http://www.manualmerck.net/?id=211&cn=1785
http://www.drauziovarella.com.br/ExibirConteudo/2456/micose/pagina1/candidose-ou-
candidiase-
Doenças Sexualmente Transmissíveis na Mulher -1ª Ed. - 1999.
http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=3904&ReturnCatID=1765
http://www.todabiologia.com/doencas/candidiase.htm
http://www2.uol.com.br/assuntodemulher/esp_vag_06.htm
http://www.embrafarma.com.br/produtos/Lactobacilos.pdf
http://brasil.babycenter.com/pregnancy/infeccoes/candidiase/
http://dicasdanutricionista.com.br/2007/08/02/dieta-e-candidiase-vaginal/
http://www.docelimao.com.br/candidiase-tem-cura-3ed.pdf
http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/12551
http://www.rgnutri.com.br/sqv/saude/pdm.php