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Resumo de História 8

1- Localiza no tempo e no espaço o início da Expansão.

No séc. XV, os portugueses partiram em busca dos cereais, do ouro, de novos mercados
onde pudessem comerciar e de novos produtos para o comércio, para deste modo
ultrapassarem as dificuldades económicas do Reino.

A primeira etapa da expansão portuguesa foi a conquista de Ceuta em 1415.

2- Justifica a decisão de conquistar Ceuta.

Para resolver os problemas financeiros resultantes da guerra com Castela.


Ceuta era rica em ouro que vinha do centro de África e de especiarias que vinham do
oriente. À volta da cidade havia também muito trigo e Portugal tinha falta de trigo.
A Burguesia apoiou a conquista.
A Nobreza via a conquista de Ceuta como uma vantagem porque iria receber terras
que eram ricas em trigo e assim aumentar a sua riqueza e poder.
O Clero apoiava porque, nesta altura, os muçulmanos estavam a expandir-se cada vez
mais. Portugal queria expandir a religião cristã para territórios muçulmanos.
O Povo também apoia porque poderia cultivar a sua alimentação.
O Rei D. João I estava interessado em mostrar ao seu povo e ao resto da Europa as
suas capacidades de liderança, trazendo riquezas e derrotando os muçulmanos.

3- Avalia os resultados da conquista de Ceuta.

O balanço da conquista de Ceuta foi que os muçulmanos desviaram as rotas que


passavam por Ceuta e isso levou que os portugueses não conseguissem manter as
rotas de ouro e de especiarias. Os muçulmanos também queimaram os campos de
trigo. A Conquista de Ceuta, em vez de dar lucro, deu prejuízo porque Portugal teve
que enviar, frequentemente, tropas, armas e comida para Ceuta.

4- Justifica a decisão dos portugueses de se lançarem nas viagens marítimas.

Impossibilitados de controlar as rotas, os portugueses decidiram procurar por mar as


regiões de África de onde provinham o ouro e os escravos.
5- Identifica as áreas desconhecidas pelos europeus antes da Expansão.

Os mapas apenas representavam, com algum realismo, a Europa


e o Norte de África.
A África não permitia a ligação entre o Oceano Atlântico e o
Oceano Índico, não se conhecia a América e a Oceânia.
A Ásia está representada de forma muito imperfeita.
Havia relatos de seres fantásticos que habitavam nas terras
desconhecidas. Havia lendas de monstros marinhos que
atacavam os navios. No Equador dizia-se que o mar fervia e
abaixo dele havia o mar Tenebroso onde era sempre noite.
No Oriente havia riquezas incalculáveis.

6- Refere as lendas sobre as terras e os oceanos desconhecidos.

Por exemplo a lenda do Monstro Adamastor que engolia as embarcações no Cabo das
Tormentas.

7- Refere as condições que favoreceram a prioridade portuguesa na Expansão.

8- Explica o que era a navegação astronómica.

Era a navegação feita no mar alto, longe da costa, em que os navegadores se orientam
através da observação dos astros – o Sol, durante o dia e, durante a noite a Estrela
Polar (Hemisfério Norte) e o Cruzeiro do Sul (Hemisfério Sul). Utilizavam-se também
instrumentos como o astrolábio, a bússola, o quadrante e a balestilha.
9- Identifica os instrumentos necessários à navegação astronómica.

Os instrumentos necessários à navegação astronómica são: quadrante, astrolábio e


balestilha.

10- Explica a importância da caravela para os descobrimentos.

A caravela era um navio completamente inovador. Tinha velas triangulares, que se podiam
manobrar de um para o outro lado do mastro. Isto permitia-lhe “bolinar”, isto é, navegar com
ventos contrários.

11- Assinala num mapa as viagens de descoberta até 1460.

12- Indica os termos do contrato celebrado com Fernão Gomes.

Após a morte do infante D. Henrique, o rei de Portugal, D. Afonso V, arrendou a


exploração do litoral de África a Fernão Gomes (em 1469) por cinco anos, mediante o
pagamento de 200 000 réis à Coroa e a descoberta anual de 100 léguas para sul.
13- Assinala num mapa as viagens de descoberta de Fernão Gomes.

14- Refere o principal objetivo da política de D. João II.

O grande objetivo da expansão no reinado de D. João II era chegar à índia por mar, por
causa do rico comércio das especiarias e das sedas, muito apreciadas na Europa.

15- Explica a importância da descoberta do caminho marítimo para a Índia.

Se o conseguisse, os Portugueses passariam a dominar o comércio das especiarias com


a Índia. A viagem por mar era mais rápida do que por terra, reduzia o número de
intermediários e permitia que os Portugueses vendessem as especiarias para o resto
da Europa a preços mais baixos.

16- Refere o papel de Diogo Cão nos descobrimentos.

Diogo Cão coloca um padrão na costa africana na foz do rio Zaire .

17- Explica os objetivos das viagens de Pêro da Covilhã e Afonso de Paiva.

Pêro da Covilhã e Afonso de Paiva realizaram viagens por terra, recolhendo


informações sobre a Índia. Assim descobriram a Etiópia.

18- Explica a mudança do nome do Cabo das Tormentas para Cabo da Boa Esperança.

Bartolomeu Dias foi o primeiro navegador a conseguir passar o cabo das Tormentas em
1488

D. João II ficou tão satisfeito com este feito que mudou o nome de cabo das Tormentas
para cabo da Boa Esperança, por ter sido um acontecimento decisivo para alcançar a Índia.

19- Identifica o ano e o navegador responsável pela passagem do Cabo.


Bartolomeu Dias, em 1488.