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13/02/2019 Coprocessador magnético pode lançar computação não-booleana

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Computação magnética supera lógica


booleana em milhares de vezes
Com informações da NSF - 05/11/2015

Ilustração da estrutura de um coprocessador magnético que poderia resolver


problemas de otimização milhares de vezes mais rapidamente do que os
processadores atuais.[Imagem: Ryan Wakefield]

Computação não-booleana

Pesquisadores da Universidade do Sul da Flórida, nos


EUA, propuseram uma nova forma de computação não-
booleana, que usa nanomagnetos circulares para resolver
problemas de otimização quadrática em uma velocidade
que é várias ordens de grandeza mais rápida do que a
alcançável por um computador convencional.

Sanjukta Bhanja e seus colegas demonstraram como


aproveitar a natureza de minimização de energia dos
sistemas nanomagnéticos para resolver os problemas de
otimização quadrática que surgem em aplicações de visão
de computador, que são computacionalmente muito
intensivos.

Apesar de focarem nessa aplicação específica, o


arcabouço teórico que eles traçaram teria aplicabilidade
em uma vasta gama de domínios, dos simuladores
computacionais à busca de padrões de comportamento
nas mídias sociais, da previsão do tempo e da criptografia
às biociências.

Nanomagnetos

Os nanomagnetos têm sido usados extensivamente como


bits para o armazenamento de dados e como memórias
de computador.

Mas o campo de nanomagnetismo passou a atrair uma


atenção crescente a partir da descoberta dos skyrmions,
pequenos vórtices magnéticos que rapidamente se
transformaram em um novo tipo de memória digital,
podendo guardar até 4 bits cada um.

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Em escala de laboratório, hoje já é possível manipular o


tamanho, a forma, o espaçamento, a orientação e a
composição dessas estruturas magnéticas em escalas
abaixo dos 100 nanômetros.

Isto encorajou também a busca por formas de usar os


nanomagnetos em paradigmas computacionais não
convencionais - ou seja, para usá-los não apenas como
memórias, mas também para cálculos.

Coprocessador magnético

[Imagem: Sanjukta Bhanja et al. - 10.1038/nnano.2015.245]

Explorando os estados de magnetização de discos


nanomagnéticos como representações de estado de um
vórtice e um domínio único, Bhanja e seus colegas
criaram um arcabouço que permite lidar com o vórtice e
com o domínio único em uma estrutura unificada,
desenvolvendo uma hamiltoniana magnética que é
quadrática por natureza.

Na simulação, esse sistema computacional magnético


consegue identificar as principais características de uma
imagem com mais de 85% de precisão.

Segundo a modelagem da equipe, esta forma de


computação magnética pode ser, em média, 1.528 vezes
mais rápida do que o IBM ILOG CPLEX (um software
otimizador padrão da indústria) com matrizes de
afinidade esparsas (quatro vizinhos), e 468 vezes mais
rápida com matrizes de afinidade mais densas (oito
vizinhos).

Segundo os pesquisadores, os resultados mostram o


potencial deste método alternativo de computação, que
poderia ser utilizado para desenvolver um coprocessador
magnético que poderia resolver problemas complexos em
menos ciclos de clock do que os processadores
tradicionais.

Com o campo de pesquisas com os vórtices magnéticos


fervilhando, agora é esperar que outros grupos projetem
formas de implementar na prática o sistema idealizado
pela equipe.

Fonte: Site Inovação Tecnológica-


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artigo=computacao-magnetica

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