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Resumo David Goggins:

Não Pode Me Machucar


As ideias centrais em 30 minutos
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Importante

O resumo e a análise contida aqui servem como uma introdução ou um complemento


ao livro “Can't Hurt Me: Master Your Mind and Defy the Odds”, escrita por David
Goggins. O intuito deste resumo é fornecer os principais insights e a essência geral do
livro, e não pretende de nenhuma forma substituir o trabalho que ele resume e
analisa, e não é autorizado, aprovado, licenciado ou endossado pelo autor ou editor da

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obra.

As ideias, sugestões, conceitos, informações e opiniões retratadas neste material tem


como único objetivo informar e educar. O autor se exime completamente de qualquer
responsabilidade sobre o uso, interpretação e consequências do uso direto de qualquer
informação contida neste material.

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Índice
As Ideias Centrais do Livro..........................................................................5

Para onde estamos indo................................................................................9

De onde viemos..........................................................................................13

Onde estamos agora....................................................................................17

Onde ninguém foi.......................................................................................21

Onde acaba.................................................................................................25

Conclusão...................................................................................................28

Mais Sobre Nós..........................................................................................29

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As Ideias Centrais do Livro

Todo mundo pode aprender algo com o livro de David Goggins. No entanto,
enquanto muitas autobiografias inspiradoras surpreendem os leitores com histórias
sobre o passado do autor, David Goggins vai muito além, explicando os conceitos
que o levaram até seu sucesso. Então, além da história de Goggins servir como prova
de que você pode mudar as coisas independente de qual seja seu histórico até hoje, as
regras de vida dele também nos mostram como atingir coisas que muitas vezes são
julgadas como impossíveis.

Todos nós vivemos sob a sombra de nossos "e se". Aos 17 anos, David Goggins tinha
mais dessas sombras do que qualquer um. Ele teve uma infância dilacerada por um
pai violento, deficiências de aprendizado qualificavam seu nível de leitura como
sendo da terceira série e para piorar, ele ainda sofria com vizinhos racistas ameaçando
sua vida.

Quando ele olhou para suas perspectivas de uma vida feliz, toda essa bagagem
indicava para ele que isso não era possível. E se apenas um de seus problemas não
tivesse acontecido? Ele seria capaz de encontrar a felicidade dessa forma? Goggins
conclui que isso não teria importância.

Mesmo aqueles de nós com infâncias ideais não estão satisfeitos com seu status quo.
O ponto de partida para Goggins foi perceber que todas as suas dificuldades tornaram
seu sucesso individual, e esse é um dos pontos chave do livro: quanto mais esterco
tiver em seu jardim, mais fértil será o solo.

O livro de David Goggins também nos ensina a regra dos 40%, que pode ser
resumida da seguinte forma: tendemos a definir nossas metas em apenas 40% de
nossas verdadeiras capacidades. Ao elevar nosso teto, começamos a nos envolver e
nos comprometer com o impossível, e essa é uma parte fundamental da mensagem de
Goggins.

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É por isso que ele conseguiu perder 48 quilos em três meses, passar pelo treinamento
dos Navy SEALs (a elite da marinha americana) e correr 100 milhas (o equivalente a
160 quilômetros) em menos de 24 horas e sem treinamento para isso.

A mensagem fundamental do livro é se envolver com o impossível. Repensando o


que acreditamos ser capazes, testamos nossos verdadeiros limites. Fazer isso traz uma
paz duradoura ao derrotar a questão do "e se". Calibrar nossos novos objetivos
aplicando o conceito básico do livro, a Regra dos 40%, nos faz lutar como nunca
fizemos antes.

Depois disso, podemos ativar as próximas seis regras de Goggins:

1. Fatores limitantes

2. O espelho da prestação de contas

3. O pote de biscoitos

4. Mente blindada

5. Tomando almas

6. Incomum entre os incomuns

Estas regras fornecem um arsenal para atacar a própria pessoa que está nos segurando
e não nos deixa melhorar - nós mesmos. Nossas mentes são condicionadas a buscar
conforto e constantemente procurar maneiras de se desviar do caminho difícil.

Nosso primeiro ataque combate nossos Fatores Limitantes, as razões pelas quais
perguntamos, “e se?” Eles são a bagagem que carregamos a partir de nossas
experiências de vida, mas Goggins nos mostra como virar a página e nos faz perceber
que o que está acontecendo é que estamos carregando pesos desnecessários em
nossas costas.

Quase todos os livros de autoajuda tentam nos ensinar como nos convencer a

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continuar trabalhando em nossas metas, e muitos aconselham a escrever nossos
objetivos. Temos que estar conscientes da dúvida e fadiga que eventualmente virá e,
por isso, ter um sistema para nos lembrar da nossa mentalidade original é essencial.
Goggins chama isso de o espelho da prestação de contas.

Esse conceito se baseia em escrever seus objetivos, colocando-os em torno de um


espelho. Ao ver a si mesmo e seus objetivos ao mesmo tempo, você está vendo a
pessoa que irá alcançá-los. Você também está vendo a pessoa responsável por não
alcançá-los.

Depois de termos lutado e nos esforçado para um desafio sem precedentes, vai
começar a doer. Nossos corpos e nossas mentes nos dirão para pararmos de nos
machucar, e é aí que entra o pote de biscoitos e a mente blindada.

O pote de biscoitos é uma lista mental detalhada de nossos sucessos passados que
podemos usar como combustível para nos convencermos a continuar. Já a mente
blindada apresenta uma resenha de tudo o que passamos para que percebamos que
somos duros e calejados, e podemos aceitar os problemas que inevitavelmente irão
ocorrer.

Mas e se a pessoa que nos segura não for nós mesmos, mas sim outra pessoa? É
quando você começa a tomar almas. Não há nada mais desmoralizante do que
perceber que seu competidor não vai desistir. Em situações em que temos que superar
uma outra pessoa para atingir nossos objetivos, procuramos por qualquer chance de
mostrar a ela que somos implacáveis. Que nós nunca iremos parar e que, não importa
o que aconteça, não iremos desistir. Isso quebra o espírito dessa pessoa que está nos
impedindo e nos permite passar por ela e alcançar nossos objetivos.

Isso nos leva à última peça do quebra-cabeça, tornando-se incomum entre os


incomuns. Se estamos em uma luta para alcançar o impossível, e conseguimos, o que
isso nos faz? Isso nos torna incomuns. Porém, existem dois tipos de incomuns. O
primeiro é sobre nos mostrar que podemos realizar mais do que já fizemos. Esta é a

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pessoa que corria provas de 5 quilômetros por exemplo, e agora é capaz de completar
maratonas. Mas quando continuamos nos envolvendo com o impossível, e quando
continuamos elevando nosso teto com a Regra dos 40%, acabamos chegando a um
ponto em que nosso sucesso se torna objetivamente sem precedentes. Nós nos
tornamos os primeiros a fazer as coisas.

Agora que nós temos uma ideia geral das ferramentas que iremos usar, é hora de
reformular a maneira como definimos metas. Para ver como essas ferramentas são
efetivamente implementadas, porém, precisamos mergulhar na vida do homem que as
projetou, David Goggins.

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Para onde estamos indo

Aqui está um desafio. Amanhã de manhã, acorde e comece a correr. Corra e corra e
continue correndo até que você corra 100 milhas (160 quilômetros). Consegue fazer
isso? Para a maioria de nós, diríamos: Não. Impossível.

Mas aqui está a coisa sobre o "impossível". Quando nos deparamos com fazer ou
morrer, tudo se torna muito mais simples. Quando a perspectiva de nos convencermos
é removida da equação, tudo o que resta é o fazer - apenas o processo simples e
poderoso de um pé à frente do outro, indefinidamente. É disso que este livro se trata.

É sobre ser implacável, conquistar o impossível e sentir dor. Não se trata de


felicidade eterna, amar a si mesmo independente do que aconteça, ou sobre
aposentadoria.

Para sentir o gosto do que é ser implacável, vamos para San Diego, 2006. Há uma
corrida acontecendo na cidade. Os atletas estão correndo e dando voltas e mais voltas
por 24 horas, em busca da maior distância possível nesse período. David Goggins,
um SEAL da Marinha que nunca correu além dos 42 quilômetros de uma maratona,
acabou de passar a marca de 70 milhas (102 quilômetros), mas não parece nada bem.

Uma linha de urina escura e ensanguentada está escorrendo pela perna de Goggins, e
antes disso ele já havia defecado nele mesmo enquanto corria nas últimas voltas até
chegar à marca das 70 milhas. Ele está com a visão embaçada e alguns ossos de seus
pés estão quebrados.

Qualquer pessoa comum teria parado bem antes disso. Uma pessoa comum teria
treinado por anos antes de fazer uma prova como essa, e certamente não teria ido à
academia levantar pesos na noite anterior à prova. Uma pessoa comum teria trazido
nutrição adequada e planejado meticulosamente o ritmo durante a prova.

Porém, David Goggins não é uma pessoa comum. Goggins conduz sua vida

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especificamente para se tornar uma pessoa incomum. E aqui está a parte maravilhosa
- nenhuma das coisas que ele faz envolve uma vantagem genética, uma vantagem de
ter sido um prodígio naquela atividade por ter treinado desde a infância, uma
vantagem familiar e financeira, ou qualquer outra típica desculpa "Se eu fosse X" eu
conseguiria. Em vez disso, seus sucessos exigem a única coisa que cada um de nós
temos aos montes - insatisfação.

Mas por que, nesta manhã, Goggins acorda e acredita que pode correr 100 milhas,
embora nunca tenha feito isso antes? Tudo se resume ao que ele chama de Regra dos
40%.

De acordo com essa regra, nossa autoconfiança repousa em 40% de nossa capacidade
real. Por exemplo, se você acha que o número total de quilômetros que você
consegue correr agora são quatro, na verdade esse número é muito mais próximo de
dez.

Assim, apesar de Goggins ter corrido apenas uma maratona e nunca ter percorrido
uma distância maior do que isso, ele acredita que pode fazer 100 milhas (novamente,
esse valor é equivalente a 160 quilômetros) porque seu teto percebido é muito mais
alto do que a maioria das pessoas “normais”.

Envolver-se com o impossível é o tema central e recorrente desse livro. Ao atingir o


que acreditamos ser impossível, elevamos nosso teto percebido, e nossa
autoconfiança cresce de uma bola de neve para uma verdadeira avalanche.

As camadas de autoconfiança - uma corrida de oito quilômetros, depois uma corrida


de 10 km, uma maratona, etc. - tornam-se um repositório para a demolição de dúvidas
quando elas tentam nos atrasar.

A evolução nos condiciona a buscar conforto e segurança quando estes estão


disponíveis, de modo que convencer nossa mente e nosso corpo a se aproximarem de
nossos limites não é uma tarefa fácil.

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Goggins chama esse banco de autoconfiança de pote de biscoitos, que é o que permite
que ele passe por essas 100 milhas. Cada um de nossos sucessos se torna um biscoito,
que podemos devorar mentalmente em nossos momentos mais profundos de dúvida.

Para Goggins, esse momento de dúvida durante a corrida de 100 milhas de San Diego
ocorre na milha 88. Ele já não consegue mais correr, seus pés estão tomados por
bolhas e com vários ossos quebrados. David Goggins está prestes a entrar em
colapso, tanto que sua esposa já está pronta para chamar a ambulância.

Mas na mente de David, no entanto, ele está comendo biscoitos. Ele está lembrando
que ele superou uma infância abusiva e dificuldades de aprendizado para se juntar à
Força Aérea, que perdeu cerca de 48 quilos em três meses para ser admitido no
treinamento dos Navy SEALs, que ele suportou a infame Semana do Inferno, a parte
mais difícil do treinamento dos SEALs não apenas uma, mas sim três vezes, que ele
foi enviado pelas forças armadas para servir no Iraque e no Afeganistão e, embora ele
ainda não saiba, ele fez tudo isso com um buraco no coração. Então ele pensa, qual é
a próxima volta?

Dê uma geral pela sua memória, pegue suas maiores conquistas e coloque-as em um
só lugar. Depois de avaliar os destaques, defina seu teto para uma determinada tarefa.
Isso é seus 40%.

Em seguida, defina metas que você nunca conseguiu atingir. Mire em 50% para esta
semana e 60% na próxima semana. Quando a fadiga ou a dúvida entrarem no seu
caminho para acabar com sua motivação, use essas conquistas que estão em seu pote
de biscoitos uma por uma e comece a devorá-las, lembrando-se de que o impossível é
simplesmente uma falta arbitrária de crença.

Goggins conseguiu finalizar sua meta de 100 milhas na corrida de San Diego, que era
na verdade o que ele precisava para se classificar para a Badwater - uma das corridas
de ultramaratona mais cansativas do mundo, com distância de 135 milhas (o
equivalente a 217 quilômetros) do Vale da Morte até o Monte Whitney.

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Sua ideia era fazer a corrida mais brutal que pudesse encontrar para arrecadar
dinheiro para as famílias dos SEALs que morreram na Operação Red Wings, uma
missão malsucedida que tirou a vida de muitos de seus amigos e colegas.

No entanto, logo ficou claro para Goggins que mesmo que ele estivesse fazendo isso
por uma boa causa, para realmente conseguir superar os trechos mais difíceis dessas
corridas, ele tinha que fazer isso por ele mesmo. Ele tinha que tornar o processo tão
pessoal que ele empurraria a si mesmo para seu absoluto limite, a fim de alcançar seu
objetivo.

Coloque em prática

Aplique a regra dos 40% aos seus objetivos e reavalie seus limites máximos (lembre-
se, 4 quilômetros de limite em sua mente na verdade equivale a 10 quilômetros de
limite real). Gradualmente, aumente suas metas à medida que alcançar mais de 40%,
sempre fazendo um balanço das coisas mais difíceis que você realizou para encher o
seu pote de biscoitos e criar um efeito de bola de neve para realizar cada vez mais
coisas.

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De onde viemos

Se seguisse o caminho convencional, a verdade é que o livro de David Goggins nunca


existiria. Se esse fosse o caso, Goggins teria permanecido no rumo da vida em que
nasceu, condenado a simplesmente sobreviver em um ciclo de depressão, violência e
potencial não realizado.

Crianças criadas em lares agressivos apresentam maiores taxas de depressão,


distúrbios alimentares, dores crônicas, síndromes de fadiga, e a lista continua. O
abuso se torna um ciclo de destruição, e quando crianças como Goggins crescem, elas
provavelmente transformam esse ciclo de destruição em si mesmas e em seus entes
queridos. Fumar, beber, usar drogas e outros comportamentos como esses prejudicam
qualquer chance de uma vida decente muito antes da vida adulta.

Mas obviamente esse não foi o caminho que Goggins trilhou. Então, a pergunta é: o
que é preciso para superar o meu passado e experiências de vida ruins? Independente
de quão terríveis sejam suas experiências de vida, como fazer para colocá-las a seu
favor?

Goggins não é a primeira pessoa de quem você ouviu falar que superou a imensa
dificuldade de alcançar a grandeza, e ele não será o último. Existe algo no DNA de
pessoas como Goggins que as leva para cima independente de tudo de ruim que
acontece ao longo da vida delas? Ou é uma escolha que eles fazem em algum lugar
ao longo do caminho?

David Goggins irá lhe dizer que são as escolhas. Mas é uma escolha que você tem
que fazer repetidamente. Todos os dias, dia após dia.

Nos seus primeiros dez anos, Goggins foi o saco de pancadas de um pai violento.
Tanto o jovem David Goggins quanto sua mãe foram vítimas de inúmeros
espancamentos violentos e sem sentido de seu pai. Isto é, até que a mãe dele decidiu

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que bastava e planejou uma fuga.

Sua mãe se mudou com ele para uma nova casa no estado de Indiana, também nos
Estados Unidos, país em que moravam. Mas, embora tivesse escapado do perigo
imediato da ira de seu pai, Goggins logo descobriu que havia entrado no centro de
uma região extremamente racista.

Como o único adolescente negro em sua cidade, Goggins tornou-se alvo de ódio e
ignorância. Sentado em sua mesa na escola um dia, Goggins pegou seu livro. Do
outro lado da capa havia uma mensagem racista rabiscada em que estava escrito que
iriam matá-lo!

Como se isso não bastasse, Goggins lidou com dificuldades de aprendizagem desde
cedo. Quando nos encontramos em um lugar que pode não ser seguro, nossa resposta
de luta ou fuga fica sempre em alerta máximo. Quando essa falta de segurança é
constante, ela envia nossas mentes para um estado de caos, gerando um curto-circuito
constante de luta ou fuga. Isso pode causar estragos em um cérebro em
desenvolvimento, e a mente do jovem David Goggins foi consumida por isso, tanto
que na quarta série ele foi designado como "especial", e considerado deficiente. No
ensino médio, seu nível de leitura ainda era classificado como sendo da terceira série.

O jovem Goggins se sentiu como sendo "o único" em inúmeras situações. O único
garoto negro. O único aluno que não conseguiu acompanhar o material de estudo. O
único dos seus amigos que suportou o abuso cruel de um pai. Muitas pessoas olham
para essas experiências de vida como fatores limitantes e as razões para ficar em
situações ruins de vida e não conseguir evoluir.

Goggins as considerou de maneira diferente. Para ele, tais desvantagens eram como
treinar com um peso nas costas ou correr no ar rarefeito das montanhas. Isso torna
você mais duro do que o resto das pessoas ao seu redor, que são mais suaves, com o
conforto de nunca terem enfrentado tantas dificuldades.

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Essa constatação se cristalizou quando um recrutador da Força Aérea visitou a escola
em que Goggins estudava. O recrutador era um paraquedista de resgate, um daqueles
caras que saltam após pilotos serem abatidos e os trazem de volta para casa. Ao longo
de uma tarde, nasceu um sonho. Mas foi apenas isso - um sonho.

Juntar-se à Força Aérea exigia capacidades que David Goggins não possuía, talentos
que ele percebia muito além de seu teto. Apenas para passar o teste básico, ele teria
que ter os conhecimentos necessário que ele havia perdido em todos os anos
anteriores.

Goggins deu uma olhada no espelho. Ele estava enojado com o que ele se tornaria.
Pegou uma navalha, raspou a cabeça, reformou o guarda-roupa e encontrou uma pilha
de post-its (pequenos lembretes de anotação em papel com uma parte adesiva para
colar em quase qualquer lugar). Em cada post-it ele escreveu coisas que precisava
fazer para ter alguma esperança de passar o teste básico. Ele progrediu de coisas
simples como limpar seu quarto todos os dias, até executar x milhas de corrida por
semana.

Ele chama isso de espelho de prestação de contas, e isso se mostrou essencial para
transformar sua vida. Tornou-se um ritual para ele ficar na frente do espelho e
lembrar-se repetidamente das missões em que estava. Goggins se debruçou sobre os
livros e começou a treinar, transformando cada minuto extra de sua vida em
preparação. Ele desenvolveu um sistema de memorização e passou no teste básico da
Força Aérea.

Um fator limitante não precisa ser uma história tão dramática. Se você teve uma
infância ideal com pouca luta ou conflito, essa falta de desafio em si pode ser um
fator limitante. O que nós acreditamos ser infâncias perfeitas são muitas vezes tão
pacíficas que nos deixam desprovidos de qualquer base, coragem ou jogo de cintura
para enfrentar problemas.

Quaisquer que sejam as experiências de sua vida, leve em consideração seus fatores

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limitantes e defina suas metas com a regra dos 40%. Determine seus próximos passos
para atingir seus objetivos e encare o espelho de prestação de contas, olhe dentro se
seus próprios olhos e comece sua batalha.

Coloque em prática

A história do espelho de prestação de contas de Goggins serve como prova de que,


por mais que as coisas tenham sido ruins, temos a capacidade de melhorá-las.
Podemos dar uma olhada em nossa própria vida e decidir quais são os nossos fatores
limitantes (pense neles como o pote de biscoitos do mal) e quais são nossos objetivos.
Um espelho de prestação de contas nos lembrará dos hábitos que precisamos
construir para superar todo e qualquer obstáculo, incluindo nossos fatores limitantes e
experiências de vida.

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Onde estamos agora

Avançando alguns anos, Goggins se distanciou do jovem dedicado que havia


superado sua infância traumática, tinha sido aprovado no teste básico e servido na
Força Aérea dos Estados Unidos.

Seu peso agora passava dos 135 quilos. Seus sonhos desapareceram quando ele nunca
se forçou a se tornar um paraquedista de resgate. Agora, Goggins trabalha no ramo da
detetização no período noturno na cidade de Indianápolis. São comuns os dias em
que, às 4 da manhã, Goggins está agachado debaixo de uma pia suja em um
restaurante.

Ele sabe que não está nada feliz e satisfeito com sua vida, e num desses dias de
trabalho, ele está exterminando baratas como de costume. Mas nesse dia ele acaba
acertando um ninho e centenas e centenas de baratas saem da toca, caindo sobre ele e
invadindo o estabelecimento. Naquele momento, Goggins joga sua máscara de gás,
pisa na última barata que encontra e decide se afastar do que sua vida se tornou.

Felizmente, o resto de nós não precisa chegar a esse limite e ter esse tipo de
momento. Nada está impedindo você de trocar a narrativa de que o mundo decide o
seu caminho para uma em que é você quem decide seu próprio rumo.

Quando Goggins chegou em casa naquela manhã, um documentário na televisão


sobre o treinamento dos Navy SEALs chamou sua atenção. Ele sentou-se, e ficou
imediatamente em transe e inspirado pelo que viu na tela. Quando o documentário
chegou ao fim, ele já estava fazendo ligações para recrutadores em todo o país para
tentar ser admitido na próxima seletiva de treinamento para se tornar um SEAL.

Um recrutador em Indianápolis trouxe uma dura realidade para ele. Ele poderia
participar da seletiva, mas apenas se fizesse duas coisas: passar no teste básico
novamente (ele já havia passado quando era mais jovem e ingressou na força aérea)

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com uma pontuação muito maior e perder cerca de 50 quilos em três meses. Isso é
mais do que meio quilo por dia durante 90 dias. Dá até para lembrar da história da
corrida de 100 milhas em San Diego sem nenhum treinamento adequado, não dá?

E esse é exatamente o ponto. Devemos estar sempre envolvidos com uma tarefa
impossível. "Só existem duas opções: estar vivendo com propósito ou sem propósito -
isso é algo binário. Quando nos comprometemos totalmente a viver com propósito,
nos comprometemos a perseguir nossos objetivos com nosso potencial absoluto (isto
é, perseguindo o impossível). Não há dúvidas sobre si mesmo, nem desculpas. Existe
apenas o fazer.

Goggins mudou sua vida e começou a viver com propósito novamente. Seu dia
começava às 4h30 da manhã e consistia basicamente em estudar, nadar e andar de
bicicleta. Ao se comprometer com isso, ele criou um novo espelho de prestação de
contas e tornou-se implacável.

Ele decidiu que tinha uma escolha - permitir que a depressão e a negatividade que
consumiam sua vida o matassem, ou escutar o que a vida estava lhe dizendo. Ele
ouviu essa voz pelos três meses seguintes e usou-a como combustível. E acredite ou
não, ele foi capaz de perder cerca de 48 quilos em 3 meses e passar no teste básico
novamente com a pontuação necessária.

A seletiva de treinamento dos SEALs é um programa de 6 meses que realmente


massacra 120 candidatos para encontrar os cerca de 30 melhores e mais durões. A
maioria dos desistentes saem cedo do programa - durante a terceira semana,
carinhosamente chamada de semana do inferno (a famosa Hell Week em inglês).

Durante esse período, os candidatos são privados de sono, expostos a condições de


ameaças reais de vida, hipotermia e uma série de atividades desgastantes e penosas
no mar, enfim são pressionados e levados ao extremo, tanto que já ocorreram
algumas mortes de aspirantes a SEALs.

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Em sua primeira tentativa de passar na semana do inferno, Goggins estava suportando
as dificuldades, mas foi tirado pelos médicos por contrair pneumonia dupla. Na
segunda tentativa de se tornar um SEAL ele conseguiu passar a semana do inferno,
mas depois sucumbiu devido a uma lesão no joelho que o impediu de completar o
treinamento.

A terceira tentativa seria a última. Ele foi informado de que, se não conseguisse
passar pelo treinamento completo dessa vez, não teria permissão para tentar
novamente. Se ele falhasse, ele não tinha um plano B. Pressionado, Goggins fez um
pacto interno com sua mente e decidiu que passaria de qualquer maneira.

Durante este período, o conceito da mente blindada começou a tomar forma. Em vez
de pensar nas tentativas anteriores de concluir o treinamento como razões pelas quais
ele provavelmente falharia novamente, Goggins começou a vê-las como a nota de
rodapé que tornaria essa vitória final única.

Quem mais seria louco o bastante para voluntariamente passar por três semanas do
inferno? Apenas Goggins. Apenas Goggins. Ele começou a ver como a mente é como
o corpo - quando você a expõe a condições adversas repetidamente, ela se torna
calejada. Se torna dura. Se torna impenetrável. Ele logo percebeu que, para atingir
seu objetivo, ele teria que penetrar nas mentes dos instrutores em seu caminho, que
tentam dificultar ao máximo a vida dos aspirantes à SEALs.

Quarta-feira é notoriamente o dia mais difícil da semana do inferno. A privação do


sono, a exposição, a fadiga e todo o resto reduzem os homens a sombras de si
mesmos. É o ponto em que as pessoas quebram.

Os candidatos são divididos em equipes durante o treinamento, e Goggins foi


designado para o time do bote dois. Nesta quarta-feira em particular, eles foram
encarregados de levar seu barco acima de suas cabeças em uma marcha pela praia até
que os instrutores decidiram que tinham ido longe o suficiente. À tarde, seus
companheiros de equipe estavam desmoronando ao seu redor.

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Mas Goggins, percebendo que este seria o momento mais difícil da semana, viu a
oportunidade. E se ele aproveitasse o momento mais difícil e mostrasse aos
instrutores que isso não era difícil o suficiente? Que o curso que todos eles passaram
pessoalmente e estavam agora atuando como instrutores simplesmente não era duro o
suficiente?

Goggins despertou e motivou sua equipe, injetando-os com essa atitude, e eles
começaram a levantar o barco, devagar a princípio, mas logo o lançando no ar,
cantando e mostrando aparente facilidade para os instrutores, que ficaram sem
conseguir entender como isso era possível. Goggins chama isso de tomando almas.

Quando se trata de competição, nada é mais desmoralizante para o outro lado do que
saber que seu inimigo é implacável. Que não importa o que eles façam, você
continuará chegando. Isso torna seus ataques ineficazes. Quando estamos
competindo, devemos procurar maneiras de mostrar ao inimigo nossa
implacabilidade. Tomar sua alma acaba com eles e, por sua vez, arma sua mente,
deslizando outro biscoito no seu pote e proporcionando outro sorriso silencioso para
seu cérebro.

Coloque em prática

Estamos nele. Estamos nos envolvendo com o impossível, e isso dói. Primeiro, temos
que dizer àqueles que nos impedem que, independentemente do que aconteça, não
estamos desistindo. Temos que começar a tomar almas.

Nós também temos que perceber que quando nos envolvemos com o impossível,
estamos em um processo lento e constante de calejar nossa mente. Esta é a mente
blindada. Pense nisso como um pote de biscoitos passivo, da mesma forma que a pele
em nossas mãos caleja quando repetidamente fazemos barra. Treine sua mente para se
tornar impenetrável.

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Onde ninguém foi

Em 2009, Goggins tinha trinta e poucos anos e os conceitos que descobriu ao longo
de sua vida o fizeram atingir feitos incríveis. Ele passou pelo duríssimo treinamento e
se tornou um SEAL, foi enviado para o Iraque e o Afeganistão e frequentou a escola
dos Rangers, uma força de elite do exército americano.

Após a corrida de San Diego, ele completou várias ultramaratonas, executando várias
corridas por mês durante um bom tempo. Mas ele descobriu que, não importa os
elogios e independentemente de quão duro você é, a vida inevitavelmente irá chutar
seu traseiro novamente.

Esta é uma das mensagens do livro, de que inevitavelmente as coisas se desfazem e


dão errado, por isso devemos treinar para a probabilidade de algum dia nos
encontrarmos de volta à estaca zero. Reverta as coisas antes que esteja no fundo do
poço, você mesmo é o responsável pela sua evolução.

Para Goggins, o novo tapa na cara veio na forma de um ritmo cardíaco irregular que
se tornou perceptível durante suas corridas. Uma visita ao hospital revelou uma
condição séria que esteve à espreita durante toda a sua vida: simplesmente, ele tinha
um buraco no coração.

A condição que ele tinha priva o corpo de oxigênio e pode levar a uma morte súbita,
especialmente se você for um mergulhador regular (uma atividade corriqueira para
um SEAL da Marinha). Portanto, ele não só estivera fazendo o impossível na década
anterior, mas também fazia tudo o que fazia com o coração perfurado. Pense sobre
isso.

É claro que, a essa altura de sua vida, a resposta reflexa de Goggins a respeito disso
era usar esse fato como combustível para tornar suas realizações ainda mais únicas,
tornar-se “o único” de qualquer forma, ou como ele diz, ser incomum entre os

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incomuns.

Mas de volta à estaca zero e incapaz de perseguir os objetivos que estavam em seu
espelho de prestação de contas, ele voltou sua atenção para coisas que ele não teria
considerado se tudo tivesse saído como planejado.

A Marinha aproveitou o sucesso como ultramaratonista de Goggins e logo o


transformou em seu principal recrutador. Como sendo o 36º afro-americano a se
tornar um SEAL da Marinha, David Goggins ajudaria a tornar os SEALs atraentes
para os jovens negros.

Antes de ter ciência sobre seu problema no coração, Goggins dividiu seu tempo entre
treinamento e recrutamento. Mas depois que teve ciência de sua condição, ele
realmente conseguiu se concentrar em desenvolver suas habilidades de recrutamento,
falar em público e outras do gênero.

Não necessariamente escolhemos nossos objetivos. Por exemplo, os atletas


paraolímpicos não escolheram seus eventos até que a vida tenha feito o que a vida faz
e eles simplesmente atenderam à chamada.

Se você é um atleta e sofre uma lesão, você ainda tem sua mente. Você pode usar esse
intervalo do treinamento para se concentrar em seus estudos, em habilidades que irão
ajudar em seu trabalho ou qualquer outra coisa que não tenha sido sua principal
preocupação. Use as dificuldades como meio de diversificação, para que você se
torne mais versátil e completo.

Ao definir essas novas metas, de acordo com Goggins, devemos anexar duas
qualidades principais: o impossível e a “exclusividade”. O aspecto impossível é
simples - é o máximo histórico (por exemplo, a maior quantidade de quilômetros que
você já correu ou a maior quantidade de quilômetros já alcançadas por qualquer
pessoa).

Mas mais importante que o impossível é a unicidade. Você tem que descobrir o que é

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único sobre você completar o objetivo que o torna sem precedentes. Pensar apenas na
impossibilidade da tarefa será apenas uma fração do todo, será ainda mais
interessante e motivador imaginar ser a primeira pessoa a fazer isso dentro da
estrutura que você estabeleceu.

Talvez você seja a primeira pessoa da sua família a ir para a faculdade ou a primeira
mulher da sua escola a ser a oradora da turma ou o primeiro imigrante do seu país a
ocupar um cargo público nos EUA. Seja o mais específico possível, isso é como
saber a receita exata de cada biscoito no pote.

David Goggins levou dois anos para ser liberado para o serviço ativo novamente, e
seu chamado para se entregar a um novo desafio de uma maneira diferente veio na
forma de uma barra fixa. Embora afazer séries de barra fixa não fosse algo impossível
ou única, uma pesquisa rápida no Google revelou que o recorde mundial de maior
número de elevações na barra fixa em 24 horas era um número que Goggins poderia
superar: 4.021.

Para quebrar a marca, ele precisaria fazer cinco barras fixas por minuto por mais de
12 horas. Suas duas primeiras tentativas foram falhas - e uma delas foi transmitida
nacionalmente. Mas depois de falhar duas vezes, Goggins voltou para a prancheta e
redesenhou sua estratégia: configuração diferente, barra mais robusta e nutrição
adequada.

Isso valeu a pena, e Goggins quebrou o recorde de elevações na barra fixa em 20 de


janeiro de 2013. Depois de fazer 67.000 flexões no ano anterior, ele havia se tornado
agora um recordista mundial.

Como você pode subir no pódio? Quando uma avenida está fechada para você,
imediatamente comece a procurar outra. Não pode subir em direção ao teto que você
se desafiou mais? Vá para um novo prédio. Goggins assumiu essa atitude ainda
jovem e construiu sua vida em torno dela.

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Tornar-se incomum entre os incomuns não significa descansar sobre os louros da
vitória, mas rastrear novos objetivos quando os antigos são alcançados ou não estão
mais disponíveis para você.

Coloque em prática

Cada um de nós vive nossa própria vida. As coisas impossíveis que realizamos são
inerentemente únicas para nós porque as fizemos com nossos corpos e nossas mentes.
Precisamos reconhecer como somos diferentes - qual é o buraco no nosso coração - e
transformar esse peso extra nas coisas que nos diferenciam.

Esse método nos permitirá alcançar o status de "único" do mundo real, como o
primeiro lugar em uma ultramaratona, o professor do ano, ou o melhor vendedor da
empresa, por exemplo.

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Onde acaba

David Goggins provou que as estatísticas não são uma sentença de morte. Um olhar
para trás em sua vida revela um homem que realizou o que ninguém esperaria, dada
sua educação.

É a perseguição do objetivo, o processo constante de provar a si mesmo que você


pode, que nos leva a viver uma vida com propósito. Esta perseguição é sempre
plantada firmemente no presente e, uma vez que estamos acorrentados ao presente,
não há como escapar da escolha de viver com propósito ou sem ele.

À medida que envelhecemos, muitas de nossas capacidades se contraem,


especialmente as físicas, mas isso com certeza não significa que a dificuldade se
contraia com elas. Um exemplo é a participação de Goggins na ultramaratona
Badwater em 2014, com quase 40 anos de idade.

Ele não estava nada bem. Seu corpo estava entrando em colapso e sua frequência
cardíaca estava batendo com irregularidade semelhante a que tinha antes da cirurgia
do coração. Ele tenta permanecer na prova, mas ele logo se encontra no pronto-
socorro depois de passar muito mal ao parar num restaurante.

Goggins é internado no hospital para um exame mais profundo, mas não consegue
encontrar nada. Ele começa a acreditar que como ele exige tanto de seu corpo já há
duas décadas, seu corpo simplesmente desistiu dele. Mais testes, menos respostas. Ele
começa a acreditar que este é o começo do fim e seu corpo vai desligar e morrer.
Esses pensamentos de morte o trazem de volta ao treinamento dos SEALs, momentos
da morte real no fundo de uma piscina.

Natação nunca foi um forte para Goggins, e durante o seu treinamento para se tornar
um SEAL ele teve que completar uma rotina de natação de 8 semanas projetada para
eliminar qualquer fraqueza. Esta parte do treinamento aparece nas notícias como a

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atividade que mata candidatos.

Goggins está no fundo da piscina, lutando com um pedaço de corda. Seu foco é fugaz
e, a cada batida do coração, sua visão fica mais fraca e suas chances de sobrevivência
tornam-se mais desanimadoras à medida que ele luta para evitar tornar-se outra
estatística trágica na história do treinamento dos SEALs.

Mas algo notável começa a acontecer em sua mente, no entanto. Ele percebe que
deixou tudo que tinha ali e que não há mais nada que se possa esperar dele. Este
pensamento é poderoso e envia uma onda de choque que traz calma a dele,
permitindo-lhe terminar rapidamente de cortar a corda e subir até a superfície.

Tudo acontece na mente, experimentado por trás dos nossos olhos e misturado com
todas as nossas memórias, inseguranças, triunfos e derrotas. Quando nos colocamos
no limite absoluto, a insegurança desaparece diante do conhecimento de que fizemos
tudo o que podemos fazer.

Essa sensação chegou a Goggins naquele quarto de hospital e trouxe outro


pensamento simples e interessante - se esse era o antídoto para a mente, poderia ser o
antídoto para o corpo também?

Goggins nunca havia dado a seu corpo a atenção que ele deu à sua mentalidade. Ele
tinha calejado sua mente tanto que, independentemente da dor que ele tivesse, ele
apenas continuava. Ele até mesmo negligenciava o alongamento, algo temeroso para
alguém que exigia tanto do corpo como ele.

Goggins finalmente saiu da cama do hospital e começou a se alongar, muito devagar


a princípio. Duas horas depois, seu coração relaxou. Goggins se comprometeu com
uma nova rotina, concentrando-se na paz de deixar tudo que ele tinha enquanto se
estendia por quatro horas por dia.

Desta forma, ele curou seu corpo. Gradualmente seu coração se acalmou e ele foi
capaz de competir novamente. Nos anos seguintes, ele continuou a cuidar da saúde e

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a reajustar sua rotina, sempre começando do zero.

Mais uma vez ele se envolveu com o impossível. Mas desta vez ele esculpiu
satisfação real da vida, removendo a dúvida de que ele poderia ter feito mais. Como
você pode ter um pesar no leito de morte quando você sabe que você espremeu cada
pedaço da sua vida?

Existem limites para o corpo. Em um certo ponto, ele simplesmente falha. Mas uma
beleza inegável neste mundo é que existem pessoas como David Goggins, que nos
mostram o potencial da mente e do corpo, para que possamos descobri-lo novamente.

Coloque em prática

Não existe tal coisa como a última conquista, porque devemos estar sempre ansiosos
para a próxima conquista. Descansar em nossos louros de vitória apenas nos mantém
como quem somos no momento, enquanto que ser implacável ao longo da vida nos dá
a garantia de que não podemos avançar nem um centímetro a mais. Envolver-se com
este processo nos traz paz e nos deixa verdadeiramente saber que vivemos a nossa
vida ao máximo.

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Conclusão

Nos nossos dias, é muito fácil encontrar pessoas que parecem ter tudo o que não
temos. Tudo o que você precisa fazer é abrir o Instagram e ver o super-homem em
seu campo de atuação. Logo pensamos: “Qual é o ponto? Não há como alcançar esse
nível. Eu teria que ter começado há anos.”

Em certo sentido, isso é verdade. Se você tem trinta anos agora, é improvável que
você represente sua nação nas próximas Olimpíadas. Mas lembre-se desse ponto
sobre os atletas paraolímpicos - trata-se de trabalhar com o corpo (e a mente) que
você recebeu.

O que é que pode ser feito? Quais são seus limites? Porque mesmo os super-humanos
têm limites, e quando nos pressionamos para os nossos limites, todos nós colhemos a
mesma recompensa - uma poderosa paz de espírito desprovida daquela perturbadora
pergunta, "e se?"

Então defina seus objetivos com a regra dos 40% e mostre a si mesmo que você pode
alcançar algo que antes era considerado impossível. E em breve, você pode ser o
único no pódio perguntando: "Do que mais eu sou capaz?"

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Mais Sobre Nós

O Você.Top foi criado por mim, André, com o objetivo de retribuir o que aprendi ao
longo de mais de 20 anos de estudo e aprendizado. Sou economista e desde muito
jovem um estudioso de finanças pessoais, educação financeira, desenvolvimento
pessoal e, posteriormente, otimização de viagens.

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