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Transferência de Quantidade de Movimento

Sistemas não isotérmicos – fator de atrito

O aquecimento ou resfriamento de um fluido durante o


escoamento, ocasiona uma alteração nas suas
propriedades físicas e o perfil de velocidades muda
com o gradiente de temperatura existente no sistema.
Sistemas não isotérmicos – fator de atrito

Regime turbulento: f = f(Reynolds, rugosidade relativa)

T T ρT
T  entrada saída
2 μT

ρ T .v.D
Re T 
μT
Sistemas não isotérmicos – fator de atrito

Re T
fT
ε
D

Corrigir o fato de atrito de acordo com o tipo de processamento.


Sistemas não isotérmicos – fator de atrito

B
 μP 
f corrigido  fT  
μ 
 T
P  viscosidade do fluido à temperatura da parede do tubo

μT  viscosidade do fluido à temperatura média aritmética


Valor da constante B para a correção do fator de
atrito em sistemas não-isotérmicos

B
Tipo de processo Regime laminar Regime turbulento
térmico Re < 2100 Re > 2100
Aquecimento 0,38 0,17
Resfriamento 0,23 0,11
Diâmetro Equivalente em Tubos não Cilíndricos

Tubos ou canais cuja seção não é circular ou onde o


escoamento ocorre em dutos parcialmente cheios

Deq  4RH
RH  Raio hidráulico
Área da seção transversal de escoamento
RH 
Perímetro molhado

 Área da seção transversal de escoamento 


Deq  4  
 Perímetro molhado 
Perímetro molhado é o perímetro da parede numa seção transversal do tubo, na qual
existe contato com o fluido.
Tubo circular cheio

área transversal de escoamento


Deq  4
perímetro molhado

D2

Deq  4 4 Deq  D
D
Tubos circulares concêntricos (área anular):
Tubo circular cheio até metade
ρ.v.Deq
Re 
μ

vazão volumétrica
v
área transversal de escoamento

Por exemplo: Escoamento de um líquido dentro do anel existente


entre dois tubos concêntricos:

Q
v
π 2
(D externo  D interno
2
)
4
Exemplo) Deseja-se saber qual será o tipo de tubulação que
dará menor perda de carga para a distribuição de ar: seção

circular ou quadrada? Suponha área de seção com 1 m2 e


processo isotérmico.