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ASSOCIAÇÃO DE ENSINO E CULTURA PIO DÉCIMO

FACULDADE PIO DÉCIMO

LICENCIATURA EM QUÍMICA

GABRIEL NUNES CARVALHO

MARIA JANAINA LIMA ALVES DE FREITAS

TASSYA REGINA DORIA FONTES DOS REIS

RELATÓRIO DE FÍSICA EXPERIMENTAL:

PRÁTICA 7 - CONSERVAÇÃO DA ENERGIA (LOOP)

ARACAJU – SE, 2018


GABRIEL NUNES CARVALHO

MARIA JANAINA LIMA ALVES DE FREITAS

TASSYA REGINA DORIA FONTES DOS REIS

RELATÓRIO DE FÍSICA EXPERIMENTAL:

PRÁTICA 7 - CONSERVAÇÃO DA ENERGIA (LOOP)

Relatório de experimento em laboratório,


apresentado como requisito, para obtenção
de nota parcial na disciplina Física
experimental, no curso de Química
Licenciatura, na instituição de ensino
Faculdade Pio Décimo.

Prof. Dr. Romel Menezes Araujo

ARACAJU – SE, 2018


SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO..................................................................................................................... 5

2. OBJETIVO ...........................................................................................................................8

3. MATERIAIS E PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL ...................................................8

3.1. MATERIAIS................................................................................................................... 8

3.2. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL........................................................................8

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO........................................................................................9

4.1. MÉDIA..........................................................................................................................10

4.2. DESVIO PADRÃO..................................................................................................... 10

4.3. INCETEZA TIPO A.................................................................................................... 11

4.4. INCERTEZA TIPO B................................................................................................. 11

4.5. INCTERTEZA TIPO C...............................................................................................11

4.6. VELOCIDADES..........................................................................................................12

4.7. ENERGIA.................................................................................................................... 13

5. CONCLUSÃO.................................................................................................................... 15

REFERÊNCIAS......................................................................................................................16
LISTA DE IMAGENS E TABELAS

Figura 1 - Movimento no Loop............................................................................................... 5

Tabela 1 - Fórmulas, Dados obtidos e Resultados............................................................ 9


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1. INTRODUÇÃO

A energia mecânica está associada ao movimento ou a possibilidade de


possuir movimento, sendo assim um sistema constituído por duas energias, a
cinética e a potencial, na qual esta pode ser a gravitacional ou elástica.
Para qualquer corpo de massa m que possui velocidade instantânea v, ou
seja, o corpo que estiver em movimento, apresentará energia cinética. Portanto, a
energia cinética depende da massa e velocidade.
Já a energia potencial é um tipo de energia armazenada pelo trabalho
realizado no sistema dos corpos devido ao seu referencial podendo ser convertida
em energia cinética. Há tipos de energia potencial, como a gravitacional que é a
tendência do corpo a cair em direção ao centro da Terra, e a elástica na qual é o
trabalho realizado pela força elástica durante a ocorrência de deformação da mola.
A conservação da energia mecânica ocorre pelo fato de ter duas forças
conservativas atuando, em que a soma dessas, cinética e potencial, resulta a uma
constante, seja em qualquer ponto da trajetória. Sendo assim, o princípio da
conservação da energia diz que a energia total de um sistema isolado é sempre
constante.
A energia existe sob várias formas mecânica, elétrica, térmica, química e
luminosa – podendo ser convertida de uma delas à outra. Entretanto, sempre que
ocorre uma diminuição de energia sob dada forma, haverá o aparecimento dessa
mesma quantidade de energia em outras formas, de modo que a energia total do
universo, ou de qualquer sistema isolado seja conservada. A transformação de um
tipo de energia em outro e a eficiência da conservação de energia em trabalho e
vice-versa são questões de fundamental importância por ocorrerem em qualquer
processo físico, químico e biológico.
Uma força é conservativa se o trabalho que realiza sobre uma partícula se
anula ao longo de um percurso fechado. Podemos dizer também que uma força é
conservativa se o trabalho que realiza sobre uma partícula que se move entre dois
pontos não depende da trajetória seguida pela partícula. A força gravitacional e a
força elástica são forças conservativas.
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A energia mecânica de um sistema é a soma da energia cinética, K, e da


energia potencial, U, do sistema. Energia mecânica pode ser definida com energia
que está relacionada à movimentação dos corpos, ou seja, é a energia que um
corpo possui em virtude de ele estar em movimento. A energia potencial é a energia
associada à configuração de um sistema submetido à ação de uma força
conservativa.
O instrumento para realização do comportamento da energia mecânica foi
o loop, durante o movimento da esfera de sinuca no trilho e após o lançamento
oblíquo. No trecho circular do trilho, analisaremos a força centrípeta no ponto mais
baixo e mais alto da trajetória. Estudaremos a energia mecânica e a cinemática do
lançamento oblíquo da esfera de sinuca.
No chamado “ponto crítico” (altura máxima da trajetória) de um loop, o
corpo deve ter uma velocidade mínima para não cair. De fato, a maior habilidade de
um looper, é ter a velocidade certa nesse ponto.
Esquematização gráfica do fenômenos:

Figura 1: Movimento no Loop

No ponto A:
h=0 implica energia potencial gravitacional = zero.
O Sonic possui velocidade no ponto A, ou seja, possui energia cinética.
No ponto B:
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Existem 3 forças que atuam no Sonic : normal ( reação da superfície de


contato ), o peso ( ação da gravidade ) e a força centrípeta que sempre tem sentido
para o centro da trajetória.
Como a força centrípeta é a força resultante, temos que ela é a soma da
normal com o peso: Fc = N + P = m.ac . Sendo ac a aceleração centrípeta do corpo.
Pelo teorema da conservação da energia, tem-se que a energia em
qualquer ponto da trajetória, quando não há forças dissipativas, é constante.
Portanto, a energia do Sonic no ponto A é igual à energia no ponto B. Com essa
ideia, posso estabelecer que velocidade mínima o Sonic deveria ter no ponto crítico,
ou inicialmente, para completar o loop, sem acontecer algo desse tipo.
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2. OBJETIVOS

Com esse experimento, objetiva-se analisar a conservação de energia nos


sistema assim como a transformação de um tipo de energia para outro, além de
entender fatores que influenciam ou não nessas transformações. E Analisar e
comprovar experimentalmente a conservação de energia mecânica num sistema de
loop.

3. MATERIAIS E PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

3.1. MATERIAIS:

• Loop do laboratório;

• Bola de bilhar (dimensões reduzidas);

• Cronômetro de celular.

3.2. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL:

Neste experimento foram realizadas medições referentes ao tempo em que


uma bola de bilhar levava para entrar e sair do loop.

O procedimento consistiu, basicamente, em soltar a bola de bilhar de um


ponto mais alto, uma pequena rampa que se iniciava antes do loop, iniciando o
cronômetro no momento da partida do projétil, e encerrando a contagem do tempo
quando o corpo saísse do percurso através de uma rampa menor, que estava ao
final do loop.
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4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Tabela 01 – Formulas, Dados Obtidos e Resultados


FORMULAS Natureza Valor
x
X  Medida 1 (s) 0,85
1 n

( xm  xi ) 2
 1 n 1
Medida 2 (s) 0,82


A  Medida 3 (s) 0,88
n

σc = σ A 2 +σ B2
Média (s) 0,85

mV 2
Ec  Desvio Padrão (s)
2

E p  mgh Incerteza B (s)

Incerteza A (s)
ET  Ec  E p

Incerteza C (s)
V 2  2 g (hA  hB )

Velocidade (m/s) 8,313

ECB (J) 2,25492

EPA (J) 0,234235

EPB (J) 0,044676

ETA (J) 0,234235

ETB (J) 2,299603


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4.1. MÉDIA

A média é encontrada a partir da já conhecida média aritmética, que


consiste basicamente em fazer a soma das medidas encontradas por meio da
aferição do objeto, e em seguida dividir pela quantidade de medidas que foram
somadas.

x
Observa-se na formula a seguir: X 
1 n

X
X 
n
0,85  0,82  0,88
X
3
X  0,85 s

4.2. DESVIO PADRÃO

Desvio padrão é obtido pela raiz quadrada do quadrado da média menos a


primeira medida, somando com o quadrado da segunda média menos a segunda
medida, e assim sucessivamente, por fim dividi pelo número de termos menos um,
de acordo com a equação abaixo:

( xm  xi ) 2
 
1 n 1

( xm  xi ) 2
  n 1
(0,85  0,85) 2  (0,82  0,85) 2  (0,88  0,85) 2

3 1
  0,03 s
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4.3. INCERTEZA TIPO A

É feito dividindo o valor do cálculo do desvio padrão pela raiz do número de


médias.


A 
n
0,03
A 
3
0,03
A 
1,7320508
 A  0,017320508 s

4.4. INCERTEZA TIPO B

A incerteza do tipo B refere-se à possibilidade de erro do equipamento


usado durante a aferição das medidas. Sendo assim, a incerteza do cronômetro do
celular é de 0,01 s, e a incerteza do trena é de 0,5 mm.

4.5. INCERTEZA TIPO C

A certeza do tipo C é dada pela raiz quadrada do valor obtido na incerteza


do tipo A elevada ao quadrado e em seguida somando com a incerteza tipo B do
paquímetro, que também é elevada ao quadrado. Observa-se a representação na
seguinte formula:

σ c = σ A 2 +σ B 2

 c  0,017320508 2  0,012
 c  0,0003  0,0001
 c  0,02 s
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4.6. VELOCIDADE

Quando foi tratada a velocidade do projétil no sistema, dois tipos foram


elaborados. Uma delas, que aqui será referida como velocidade ideal, foi a
velocidade teórica, ou seja, a velocidade que foi calculada antes de realizar o
experimento. A segunda foi a velocidade real, ou seja, a que foi calculada a partir
dos dados obtidos experimentalmente.

Segue abaixo a fórmula para as duas velocidades:

VIdeal  2 g (hA  hB )

VRe al  V0  gt

Resultando:

VIdeal  2 g (hA  hB )

VIdeal  2 * 9,78 * (0,367  0,07)

VIdeal  2,410253 m / s

VRe al  V0  gt

VRe al  0  9,78 * 0,85

VRe al  8,313 m / s

Nota-se que a diferença entre a velocidade real e a velocidade ideal foi


muito grande. Isso pode ser explicado pelas energias potenciais e cinéticas que
estão envolvidas no sistema e influenciam nos resultados finais. Também vale
constar que as forças de atrito foram desprezadas do sistema, mas elas estavam
presentes.
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4.7. ENERGIAS

Praticamente todo sistema apresenta dois tipos de energia que totalizam a


energia total, são elas a energia potencial e a energia cinética.

A energia cinética pode ser calculada pela seguinte fórmula:

mV 2
Ec 
2

A energia potencial é regida pela fórmula a seguir:

E p  mgh

Sendo que a energia total é a soma das duas energias citadas acima.

Segue abaixo os resultados para as energias:

mV 2
Ec B 
2
65,26 * 8,3132
Ec B 
2
EcB  2,254921 J

E p A  mgh

E p A  65,26 * 9,78 * 0,367

E p A  0,224235 J
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E pB  mgh

E pB  65,26 * 9,78 * 0,07

E pB  0,044676 J

Vale constar que a energia total em A é a própria energia potencial, pois no


ponto A, não existe influência da energia cinética.

Para calcular a energia Cinética de B, bastou somar as energias potenciais


e cinéticas de B.
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5. CONCLUSÃO

Com os conceitos propostos, as ilustrações e o experimento realizado,


pudemos observar tipos de energia e suas transformações.

O experimento foi simples, de fácil entendimento e capaz de tirar dúvidas e


fixar conceitos físicos, que, apenas com explorações orais e leituras, muitas vezes
se torna de difícil compreensão.

Portanto, embora considerado complexo, o estudo da física quando


desenvolvido de forma experimental, torna-se atrativo e de fácil compreensão, visto
que as aulas práticas despertam no aluno o interesse e a curiosidade, influenciando
de maneira significativa para que o mesmo se torne um pesquisador e construtor do
seu conhecimento.

Conclui-se que com o experimento, obteve-se resultados satisfatórios e


concretos de como acontece à transformação de energia.
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REFERÊNCIAS

BONJORNO, Regina Azenha; Bonjorno, José Roberto; Bonjorno, Valter. Física.


Fundamental. 2º grau. Vol. Único. São Paulo: FTD, 1993.

DOURMASHKIN, Peter. “Potential Energy and The Conservation of Mechanical


Energy.” Boston: MIT Open Courseware.

Halliday D; Resnick R.; Kenneth S. Krane. Fundamentos de Física v1. Nova Iorque:
John Wiley & Sons, 2001.

Halliday D., Resnick R., Walker J., Fundamentos de Física V.2, ed 7, editora LTC H.

Leilany Campos Barreto Campos. “Conservação de energia”: Web Artigos.


Disponível em <https://www.webartigos.com/artigos/experimento...conservacao-de-
energia.htm> Acesso em 25 de novembro de 2018.

Sears, F.; Zemansky, M.W. e Young H.D. – Física I Mecânica e Partícula dos
Corpos

TIPLER, Paul A. Física para Cientistas e Engenheiros - volume 1. Rio de Janeiro:


Editora Livros Técnicos Científicos, 2000. 651p.