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LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA

ESTADO DE MINAS GERAIS


Promulgada em 05 de Abril de 1990

Preâmbulo

Nós, representantes do povo de Juiz de Fora, investidos pela Constituição da República na


atribuição de elaborar a Lei basilar de ordem municipal autônoma e democrática, que
fundada no império de justiça social e na participação direta da sociedade civil,
instrumentalize a descentralização e descontração do poder político como forma de
assegurar ao cidadão o controle de seu exercício, o acesso de todos à cidadania plena e à
convivência fraterna e pluralista e sem preconceitos, promulgamos, sob a proteção de Deus,
a Lei Orgânica Municipal.

TÍTULO I - Do Município

CAPÍTULO I

Da Organização do Município

SEÇÃO I

Disposições Gerais

Art. 1° - O Município de Juiz de Fora, dotado de autonomia política, financeira, reger-se-á


por esta Lei Orgânica e demais Leis que adotar, observados os princípios da Constituição
da República e da Constituição do Estado de Minas Gerais.

Art. 2° - São poderes do Município o Legislativo e o Executivo, independentes e


harmônicos entre si, emanados do povo.

§ 1° - A Bandeira, o Hino e o Brasão, definidos em lei, são os símbolos do Município.

§ 2° - São bens do Município todas as coisas móveis e imóveis, direitos e ações que a
qualquer título lhe pertençam.

§ 3° - A Sede do Município dá-lhe o nome e tem a categoria de cidade.

Art. 3°- Todo Poder do Município emana do povo que o exerce diretamente ou por meio de
seus representantes eleitos.

§ 1° - O exercício direto do poder pelo povo no Município se dá, na forma desta Lei
Orgânica, mediante:
I - plebiscito;

II - "referendum";

III - iniciativa popular no processo legislativo;

IV - participação em decisão da Administração Pública;

V - ação fiscalizadora sobre a administração pública

§ 2°- O exercício indireto do Poder pelo povo no Município se dá por representantes eleitos
pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com igual valor para todos, na forma da
Legislação Federal e por representantes indicados pela comunidade nos termos desta Lei
Orgânica.

SEÇÃO II

Dos Distritos

Art. 4° - Os distritos poderão ser criados por iniciativa do Prefeito Municipal e com a
aprovação da Câmara Municipal, após consulta à população diretamente interessada,
observados os preceitos legais sobre a espécie.

Parágrafo Único - Os distritos são parte do Município, indissociável, aplicando-lhes os


preceitos desta Lei Orgânica.

SEÇÃO III

Da Competência do Município

Art. 5° - A competência do Município decorre da autonomia que lhe assegura as


Constituições Federal e Estadual e é exercida, especialmente, por:

I - eleição direta do Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores:

II - decretação e arrecadação dos tributos de sua competência, aplicação de suas rendas,


sem prejuízo das obrigatoriedades legais ou constitucionais nos prazos fixados em lei;

III - organização dos serviços públicos locais, diretamente, ou por regime de concessão;

IV - planejamento do uso e da ocupação do solo. em seu território, especialmente em sua


Zona Urbana;

V - estabelecimento de normas de edificação, de loteamento, de arruamento e de


zoneamento urbano e rural, como também das limitações urbanísticas convenientes à
ordenação do seu território, observada a Lei Federal e tendo como escopo a qualidade de
vida pelo respeito ao meio ambiente.
Parágrafo Único - As normas de loteamento e arruamento, a que se refere o inciso V deste
artigo, deverão exigir reserva de áreas destinadas a:

a) zonas verdes, áreas para desporto e lazer, construção de escola e demais logradouros
públicos;

b) vias de tráfego e de passagem de canalizações públicas de esgotos e de águas pluviais


nos fundos dos vales. com largura mínima de dois metros nos fundos de lotes, cujo desnível
seja superior a um metro de frente ao fundo.

CAPÍTULO II

Da Administração Municipal

Art. 6° - A Administração Municipal é constituída dos órgãos integrados na estrutura


administrativa da Prefeitura e de entidades dotadas de personalidade jurídica própria.

Parágrafo Único - As entidades dotadas de personalidade jurídica própria que compõem a


Administração indireta do Município se classificam em:

I - Autarquia;

II - Empresa Pública;

III - Sociedade de Economia Mista:

IV – Fundação Pública.

Art. 7° - O Conselho Comunitário Municipal, órgão consultivo e normativo da


Administração, é destinado a fortalecer a participação de setores da sociedade no processo
de tomada das decisões de competência do Governo do Município.

SEÇÃO I

Do Patrimônio Público

Art. 8° - A aquisição de bens imóveis pelo Poder Público, por compra ou permuta,
dependerá sempre de prévia avaliação e autorização legislativa.

Art. 9° - A alienação dos bens municipais será precedida de prévia avaliação feita por
perito habilitado de órgão competente do Município.

§ 1° - A alienação de bens públicos imóveis será precedida de autorização legislativa e far-


se-á mediante licitação, dispensada esta nos casos seguintes:

I - doação, permitida exclusivamente para fins de interesse social;


II - permuta;

III - doação em pagamento.

§ 2° - O Município, preferentemente à venda ou doação de bens imóveis, outorgará


concessão de direito real de uso mediante prévia autorização legislativa e concorrência,
dispensada esta quando o uso se destinar à concessionária de serviço público ou entidades
assistenciais, ou ainda quando houver relevante interesse público, devidamente justificado.

Art. 10 - A venda aos proprietários de imóveis limítrofes de áreas urbanas remanescentes e


inaproveitáveis para edificação, resultantes de obra pública, dependerá apenas de prévia
avaliação e autorização legislativa.

Parágrafo Único - As áreas resultantes de modificação de alinhamento serão alienadas nas


mesmas condições, quer sejam aproveitáveis, quer não.

Art. 11 - As alienações de bens públicos móveis dispensam autorização legislativa, mas


dependem de licitação com avaliação prévia, sendo dispensada esta nos casos seguintes:

I - doação permitida exclusivamente para fins de interesse social;

II - permuta:

III - venda de ações.

Art. 12 - Os Projetos de Lei sobre alienação de bens imóveis do Município, bem como os
referentes a empréstimos dos mesmos, são de iniciativa do Prefeito Municipal.

Art. 13 - Constituem Patrimônio Cultural do Município os bens de natureza material e


imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à entidade, à
ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira nos quais se
incluem:

I - as forma de expressão;

II - os modos de criar, fazer e viver;

III - as criações científicas, artísticas e tecnológicas;

IV - as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às


manifestações artístico-culturais;

V - os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico e


científico.
§ 1° - Poder Público, com a colaboração da comunidade, promoverá e protegerá o
Patrimônio Cultural e Histórico em seu território administrativo, por meio de inventários,
registros, vigilância, tombamento, declaração de interesse cultural, decretação de áreas de
proteção ambiental, desapropriação e outras formas de acautelamento e preservação.

§ 2° - Caberá à Administração Pública, na forma da Lei, a gerência da documentação


governamental.

§ 3° - A Lei estabelecerá incentivos para a produção e o conhecimento de bens e valores


culturais.

§ 4° - Os danos e ameaças ao Patrimônio Cultural serão punidos na forma da Lei.

SEÇÃO II

Dos Servidores Públicos

Art. 14 - O Executivo deve encaminhar à Câmara Municipal, após a promulgação da Lei


Orgânica, Projeto de Lei estabelecendo Regime Jurídico Único para os servidores da
Administração Direta, das Autarquias, Fundações, Empresas Municipais e de Economia
Mista sob controle majoritário do Município.

Parágrafo Único - Na elaboração do referido Projeto de Lei será garantida a participação de


representantes do funcionalismo público.

Art. 15 - Aos empregados das Empresas Públicas que completarem cinco anos de efetivo
trabalho, na data da promulgação da Constituição Federal, é assegurada a estabilidade no
emprego.

Art. 16 - É assegurado aos servidores públicos e suas entidades, o direito de reuniões em


locais de trabalho, após o expediente, com autorização dos superiores imediatos com
antecedência de, no mínimo, 48 (quarenta e oito) horas.

Art. 17 - Nenhum servidor poderá ser Diretor ou integrar conselho de empresa fornecedora,
ou que realize qualquer modalidade de contrato com o Município, sob pena de demissão do
serviço público.

Art. 18 - Os órgãos da Administração direta ou indireta ficam obrigados a constituir


Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA - e, quando assim o exigirem suas
atividades, Comissão de Controle Ambiental - CCA - visando à proteção da vida, do Meio
Ambiente e das condições de trabalho dos servidores, na forma da Lei.

Art. 19 - O servidor será aposentado nos termos da Constituição Federal e da legislação


previdenciária.
Parágrafo Único - O servidor municipal estatutário ou celetista, licenciado para tratamento
de saúde, terá seu tempo computado como efetivo exercício para qualquer tipo de
progressão funcional e não apenas para aposentadoria.

Art. 20 - Os servidores públicos municipais que atingirem 35 (trinta e cinco) anos de


serviço, se mulher, e 40 (quarenta) anos, se homem, poderão optar por receber o último
período de férias-prêmio em espécie.

Art. 21 - O benefício da pensão é extensivo ao cônjuge ou ao(a) companheiro(a) e aos


dependentes, observado o estabelecido em Lei.

Art. 22 - As entidades da Administração direta, indireta, inclusive o Poder Legislativo e as


fundações, publicarão, obrigatoriamente, no órgão competente de divulgação oficial, até o
dia 30 (trinta) de abril de cada ano, seu quadro de cargos e funções, preenchidos e vagos,
referentes ao exercício anterior.

Art. 23 - O acesso ao quadro de funcionalismo só se dará por concurso público e servidor


aprovado será estável após 2 (dois) anos de efetivo exercício.

Parágrafo Único - A lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado, para
atender à necessidade temporária de excepcional interesse público.

Art. 24- Não é permitido nenhum tipo de discriminação no acesso ao serviço público e a
seus cargos, nem a existência de diferenciação salarial, em decorrência de sexo, cor, credo,
opção político-partidário-ideológica, idade e aos portadores de deficiência, salvo O limite
constitucional de idade para a aposentadoria compulsória.

Art. 25 - É assegurada aos servidores públicos isonomia de vencimentos para cargos e


atribuições semelhantes do mesmo Poder ou entre servidores dos Poderes Executivo,
Legislativo e Fundações, ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à
natureza ou ao local de trabalho.

Art. 26-Os cargos em comissão e as funções de confiança serão exercidos, preferencial-


mente, por servidores ocupantes de cargos de carreira técnica ou profissional, nos casos e
condições previstos em lei.

Art. 27 - É assegurada às servidoras públicas da Administração direta, Autarquias,


Fundações e Empresas Estatais e de Economia Mista, a licença de gestante por 120 (cento e
vinte) dias e lactário, em local apropriado, para amamentar a criança até os 6 (seis) meses,
permitindo à servidora, a cada 3 (três) horas de trabalho, um intervalo de 30 (trinta)
minutos para amamentação de seu filho.

Art. 28 - O Poder Público Municipal garantirá aos servidores, cônjuges e a seus


dependentes até 14 (quatorze) anos, assistência médica e odontológica, também creches e
pré-escolas aos filhos e dependentes até os 6 (seis) anos.
Art. 29- É livre o direito de associação profissional e/ou sindical e o direito de greve que
será exercido nos termos e nos limites da Lei.

Art. 30 - O servidor público eleito para a diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos
Municipais poderá afastar-se do seu cargo, emprego ou função, durante o período do
mandato, sem prejuízo em seus salários e direitos, em números a serem negociados entre a
categoria e a Administração.

Art. 31 - É passível de punição, inclusive com demissão, o servidor público que violar
direitos individuais e sociais e/ou deixar de cumprir o que determina a Lei em prejuízo dos
direitos do cidadão.

Art. 32 - O Município assegurará ao servidor licença por motivo de doença do cônjuge ou


filhos, quando verificada, em inspeção médica, ser indispensável a sua assistência pessoal.

Art. 33- O Município assegurará ao servidor público o direito à reabilitação e readaptação a


uma nova função quando, por motivo de acidente ou de doença, se tornar inapto para o
exercício da função que vinha desempenhando anteriormente, sem perda de nenhuma
espécie.

Art. 34-A Lei reservará um percentual de cargos e empregos públicos municipais para os
trabalhadores portadores de deficiência e definirá critérios para sua admissão.

Art. 35 - O servidor público, legalmente responsável por pessoa deficiente em tratamento


especializado, deverá ter sua jornada de trabalho reduzida, conforme dispuser a Lei.

Art. 36 - Aos ocupantes de cargo ou emprego de provimento efetivo, integrantes do Quadro


de Magistério Municipal, são assegurados 30 (trinta) dias de recesso, gozados no mês de
janeiro.

SEÇÃO III

Dos Atos Administrativos Municipais

Art. 37 - Os atos da administração do Município observarão os dispostos nas Leis e normas


administrativas pertinentes.

Art. 38 - O atos administrativos de competência do Prefeito revestir-se-ão da forma de:

I - decreto;

II - portaria.

SEÇÃO IV

Das Obras e Serviços Municipais


Art. 39 - Cabe ao Município promover e executar as obras de interesse local que, por sua
natureza e extensão, não possam ser atendidas pela iniciativa privada.

Art. 40 - As obras e a prestação de serviços pelo Município deverão ser planificadas e


obedecer a critérios técnicos e aos requisitos previstos nesta Lei Orgânica, observadas as
normas gerais constantes de leis federais e estaduais.

Parágrafo Único - As obras públicas poderão ser executadas pela Prefeitura, por suas
autarquias e demais entidades da Administração Indireta e por terceiros mediante licitação.

Art. 41 - A permissão de serviço público, a título precário, será outorgada por decreto do
Prefeito, após edital de chamamento de interessados para a escolha do melhor pretendente,
mediante contrato, precedido de concorrência pública.

Parágrafo Único - Serão nulas, de pleno direito, as permissões, as concessões, bem como
quaisquer outros ajustes feitos em desacordo com o estabelecido neste artigo.

Art. 42 - As tarifas dos serviços públicos deverão ser fixadas pelo Executivo, tendo em
vista a justa remuneração.

Art. 43 - A tarifa cobrada .pelo órgão executor dos serviços de saneamento básico do
Município, no que se refere a esgoto residencial unifamiliar, não poderá ultrapassar 60%
(sessenta por cento) do valor cobrado pela tarifa de fornecimento de água mensalmente.

§ 1° - As demais categorias de unidades residenciais poderão beneficiar-se da redução


estabelecida no "caput" deste artigo, quando promoverem o tratamento primário de seu
afluente, conforme projeto aprovado pelo órgão executor dos serviços.

§ 2° - As categorias não residenciais terão a tarifa de esgoto cobrada proporcionalmente ao


grau de poluição ou contaminação de seu afluente, segundo regulamentação do órgão
executor do serviço.

Art. 44 - O Município poderá realizar obras e serviços de interesse comum, mediante


convênio com o Estado, a União, entidades particulares e também através de consórcios
com outros Municípios.

Art. 45 - O Poder Público Municipal garantirá às pessoas portadoras de deficiência o acesso


aos logradouros e prédios públicos e sua circulação nos mesmos, resguardando-se a
integridade arquitetônica dos prédios tombados e considerados patrimônio cultural.

Parágrafo Único - O Poder Público Municipal penalizará os infratores que obstruírem os


logradouros públicos, dificultando a passagem dos transeuntes, especialmente o portador de
deficiência.

Art. 46 - Através de pessoal técnico especializado na área de Engenharia, a Administração


Municipal prestará às pessoas de baixa renda assistência nos projetos de execução de
construções para fins exclusivamente residenciais.
Art. 47 - O Município criará o serviço funerário municipal, sem prejuízo de concessão ou
permissão dada a particular, para atender às questões sociais na forma da Lei.

TÍTULO II - Da Organização dos Poderes

CAPÍTULO I

Do Poder Legislativo

SEÇÃO I

Da Câmara Municipal

Art. 48 - O Poder Legislativo do Município é exercido pela Câmara Municipal composta de


vereadores eleitos como representantes do povo na forma da Lei.

Parágrafo Único - Cada legislatura terá a duração de quatro anos, compreendendo cada ano
uma Sessão Legislativa.

Art. 49 - A Câmara Municipal é composta de Vereadores eleitos como representantes do


povo pelo voto direto e secreto.

Parágrafo Único - São condições de elegibilidade para o mandato de Vereador:

I - a nacionalidade brasileira nata ou adquirida;

II - o pleno exercício dos direitos políticos;

III - a idade mínima de 18 (dezoito) anos;

IV - o domicílio eleitoral na circunscrição;

V - a filiação partidária;

VI - ser alfabetizado.

Art. 50 - O número de vereadores é proporcional à população do Município, respeitando os


limites estabelecidos na Constituição Federal e fixado pela Câmara Municipal.

SEÇÃO II

Do Funcionamento da Câmara Municipal

Art. 51 - A Câmara reunir-se-á por 12 (doze) períodos, ordinariamente, durante o ano,


respeitados os recessos ordinários.
§1° - No início da legislatura, o primeiro período compreenderá, inclusive, a reunião
preparatória para posse dos Vereadores e eleição da Mesa.

§2° - A posse ocorrerá em sessão solene e precederá a eleição dos componentes da Mesa.

§3° - A Mesa da Câmara, eleita para um mandato de 2 (dois) anos, compõe-se do


Presidente, do Vice-Presidente e do Secretário, os quais se substituirão nesta ordem.

§4° - Na ausência dos membros da Mesa, o vereador mais idoso assumirá a Presidência.

§5° - É vedada a recondução dos membros da mesa aos mesmos cargos na eleição
imediatamente subseqüente.

§6° - Os Vereadores prestarão compromisso e tomarão posse no dia primeiro de janeiro do


primeiro ano de cada legislatura, fazendo declaração de seus bens, o que constará da ata e
que deverá ser renovada no final do mandato.

Art. 52 - Qualquer componente da Mesa poderá ser destituído da mesma, pelo voto de 2/ 3
(dois terços) dos membros da Câmara, quando faltoso, omisso ou ineficiente no
desempenho de suas atribuições regimentais, elegendo-se outro vereador para a
complementação do mandato.

Art. 54 - A maioria, a minoria, as representações partidárias com número de membros


superior a 1/10 (um décimo) da composição da Casa e os blocos parlamentares terão Líder
e Vice-Líder.

§1° - A indicação dos Líderes será feita à Mesa da Câmara em documento subscrito pelos
membros das representações majoritárias, minoritárias, blocos parlamentares ou Partidos
Políticos nas 24 (vinte e quatro) horas que se seguirem à instalação do primeiro período
legislativo anual.

§2° - Os Líderes indicarão os respectivos Vice-Líderes dando conhecimento à Mesa da


Câmara dessa designação.

Art. 55 - A convocação do Prefeito e do Vice-Prefeito, a requerimento de qualquer


Vereador, aprovada por maioria absoluta da Câmara, toma obrigatório seu
comparecimento.

Art. 56 - Por deliberação da maioria de seus membros, a Câmara poderá convocar


Secretário Municipal ou diretor para, pessoalmente, prestar informações acerca de assuntos
previamente estabelecidos.

Parágrafo Único - A falta de comparecimento de Secretário Municipal ou Diretor


equivalente, sem justificativa razoável, será considerada desacato à Câmara e, se o
Secretário ou Diretor for Vereador licenciado, o não comparecimento nas condições
mencionadas caracterizará procedimento incompatível com a dignidade da Câmara, para
instauração do respectivo processo, na forma da Lei Federal e conseqüente cassação do
mandato.

Art. 57-A Mesa da Câmara poderá encaminhar pedidos escritos de informação aos
Secretários Municipais ou Diretores equivalentes, importando em crime de
responsabilidade a recusa ou o não atendimento no prazo de 30 (trinta) dias, bem como a
prestação de informação falsa.

Art. 58 - À Mesa, dentre outras atribuições, compete:

I - tomar todas as medidas necessárias à regularidade dos trabalhos legislativos;

II - propor projetos que criem ou extinguem cargos nos serviços da Câmara e fixem os
respectivos vencimentos;

III - apresentar Projetos de Lei dispondo sobre abertura de créditos suplementares ou


especiais, através do aproveitamento total ou parcial das consignações orçamentárias da
Câmara;

IV - representar, junto ao Executivo, sobre necessidades de economia interna;

V - promulgar a Lei Orgânica e suas emendas;

VI - contratar, na forma da Lei, por tempo determinado, para atender à necessidade


temporária de excepcional interesse público.

Art. 59 - Dentre outras atribuições, compete ao Presidente da Câmara:

I - representar a Câmara em juízo e fora dele;

II - dirigir, executar e disciplinar os trabalhos legislativos e administrativos da Câmara;

III - interpretar e fazer cumprir o Regimento Interno;

IV - promulgar as Resoluções;

V - promulgar as Leis com sanção tácita ou cujo veto tenha sido rejeitado pelo Plenário,
desde que não aceite esta decisão, em tempo hábil, pelo Prefeito;

VI - fazer publicar os atos da Mesa, as Resoluções, Decretos Legislativos e as Leis que vier
a promulgar;

VII - autorizar as despesas da Câmara;

VIII - representar, por decisão da Câmara, sobre a inconstitucionalidade de Lei ou Ato


Municipal;
IX - solicitar, por decisão da maioria absoluta da Câmara, a intervenção no Município nos
casos admitidos pelas Constituições Federal e Estadual;

X - manter a ordem no recinto da Câmara, podendo solicitar a força necessária para este
fim;

XI - encaminhar, para parecer prévio, a prestação de contas do Município ao Tribunal de


Contas do Estado ou Órgão a que for atribuída tal competência.

SEÇÃO III

Das Atribuições da Câmara Municipal

Art. 60 - Compete à Câmara Municipal, com sanção do Prefeito, dispor sobre todas as
matérias de competência do Município e, especialmente:

I - instituir os tributos de sua competência e aplicar suas rendas;

II - autorizar isenções e anistias fiscais e a remissão de dívidas;

III - votar o orçamento anual e plurianual de investimentos e as diretrizes orçamentárias e


também autorizar a abertura de créditos suplementares e especiais;

IV - deliberar sobre obtenção e concessão de empréstimos e operações de crédito e também


a forma e os meios de pagamento;

V - autorizar a concessão de auxílios e subvenções;

VI - autorizar a concessão de serviços públicos;

VII - autorizar a concessão do direito real de uso de bens municipais;

VIII - autorizar a concessão administrativa de uso de bens municipais;

IX - autorizar a alienação de bens imóveis;

X - autorizar a aquisição de bens imóveis, salvo quando se tratar de doação sem encargos;

XI - criar, transformar e extinguir cargos, empregos e funções públicos e fixar os


respectivos vencimentos, inclusive os dos serviços da Câmara;

XII - criar, estruturar e conferir atribuições a Secretários ou Diretores equivalentes e órgãos


da Administração pública;

XIII - aprovar o Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado;


XIV - autorizar convênios com entidades públicas ou particulares e consórcio com outros
Municípios;

XV - delimitar o perímetro urbano;

XVI - autorizar a alteração da denominação de bens próprios, vias e logradouros públicos;

XVII - estabelecer normas urbanísticas, particularmente as relativas a zoneamento e


loteamento;

XVIII - autorizar "referendum" e convocar plebiscito.

Art. 61- Compete, privativamente, à Câmara Municipal, exercer as seguintes atribuições,


dentre outras:

I - eleger sua Mesa;

II - elaborar o Regimento Interno;

III - organizar os serviços administrativos internos e prover os cargos respectivos;

IV - propor a criação ou a extinção dos cargos dos serviços administrativos internos e a


fixação dos respectivos vencimentos;

V - conceder licença ao Prefeito, ao Vice-Prefeito e aos Vereadores;

VI - autorizar o Prefeito a ausentar-se do Município, por mais de 10 (dez) dias, por


necessidade de serviço;

VII - tomar e julgar as contas do prefeito, deliberando sobre o Parecer do Tribunal de


Contas do Estado, no prazo máximo de 60 (sessenta) dias de seu recebimento, observados
os seguintes preceitos:

a) o Parecer do Tribunal somente deixará de prevalecer por decisão de 2/3 (dois terços) dos
membros da Câmara;

b) decorrido o prazo de 60 (sessenta) dias, sem deliberação pela Câmara, as contas serão
consideradas aprovadas ou rejeitadas, de acordo com a conclusão do Parecer do Tribunal de
Contas;

c) rejeitadas as contas, serão estas, imediatamente, remetidas ao Ministério Público para


fins de direito;

VIII - decretar a perda do mandato do Prefeito e dos Vereadores, nos casos indicados na
Constituição Federal, nesta Lei Orgânica e na Legislação Federal aplicável;
IX - autorizar a realização de empréstimo, operação ou acordo externo de qualquer
natureza, de interesse do Município;

X - proceder à tomada de contas do Prefeito, através de Comissão Especial, quando não


apresentadas à Câmara, dentro de 60 (sessenta) dias após a abertura da Sessão Legislativa;

XI - deliberar sobre convênio, acordo ou qualquer outro instrumento celebrado pelo


Município com a União, o Estado ou com outra pessoa jurídica de direito público interno
ou entidades assistenciais culturais;

XII - estabelecer e mudar, temporariamente, o local de suas Reuniões;

XIII - deliberar sobre o adiamento e a suspensão de suas Reuniões;

XIV - criar Comissão Parlamentar de inquérito sobre fato determinado e prazo certo,
mediante requerimento da maioria absoluta de seus membros;

XV - conceder os Títulos de Cidadão Honorário e Cidadão Benemérito ou conferir


homenagem a pessoas que, reconhecidamente tenham prestado relevantes serviços ao
Município ou nele se destacado pela atuação exemplar na vida pública e particular,
mediante proposta aprovada pelo voto de 2/3 (dois terços) dos membros da Câmara;

XVI - solicitar a intervenção do Estado no Município;

XVII - julgar o Prefeito, o Vice-Prefeito e os Vereadores nos casos previstos em Lei


Federal;

XVIII - fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo, incluídos os da Administração


Indireta;

XIX - fixar, observado o que dispõem os artigos 37, XI; 150, II; 153, III e 153, §2°, I da
Constituição Federal, a remuneração do Prefeito e Vice-Prefeito e dos Vereadores em cada
Legislatura para a subseqüente.

SEÇÃO IV

Dos Vereadores

Art. 62 - Os Vereadores são invioláveis por suas opiniões, palavras e votos, no exercício do
mandato e na circunscrição do Município.

Parágrafo Único - Os Vereadores não serão obrigados a testemunhar sobre informações


recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que Lhes
confiarem ou deles receberem informações.

Art. 63 - É vedado ao Vereador:


I - desde a expedição do diploma:

a) firmar ou manter contrato com o Município, com suas Autarquias, Fundações, Empresas
Públicas, Sociedade de Economia Mista ou com suas Empresas concessionárias de serviço
público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes;

b) aceitar cargo, emprego ou função, no âmbito da Administração Pública direta ou indireta


Municipal, salvo mediante aprovação em concurso público, observando o disposto nesta
Lei Orgânica.

II - desde a posse:

a) ocupar cargo, função ou emprego, na Administração Pública direta ou indireta do


Município, de que seja exonerável "ad nutum", salvo de Secretário Municipal ou Diretor
equivalente, desde que se licencie do exercício do mandato;

b) exercer outro cargo eletivo federal, estadual ou municipal;

c) ser proprietário, controlador ou diretor de empresa que goze de favor decorrente de


contrato com pessoa jurídica de direito público do Município ou nela exercer função
remunerada;

d) patrocinar causa junto ao Município em que seja interessada qualquer das entidades a
que se refere a alínea "a" do inciso I.

Art. 64 - Perderá o mandato o Vereador:

I - que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior;

II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar ou atentatório


às instituições vigentes;

III - que se utilizar do mandato para a prática de atos de corrupção ou de improbidade


administrativa;

IV - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa anual, à terça parte das sessões
ordinárias da Câmara, salvo doença comprovada, licença ou missão autorizada pela
edilidade:

V - que fixar residência fora do Município;

VI - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos.

§1° - Além de outros casos definidos no Regimento Interno da Câmara Municipal,


considerar-se-á incompatível com o decoro parlamentar o abuso das prerrogativas assegura-
das ao Vereador ou a percepção de vantagens lícitas ou imorais.
§2° - Nos casos dos incisos I e II, a perda do mandato será declarada pela Câmara por voto
secreto e maioria de 2/3 (dois terços), mediante provocação da Mesa ou de Partido Político
representado na Câmara, assegurada ampla defesa.

§ 3° - Nos casos previstos nos incisos III a VI, a perda será declarada pela Mesa da Câmara,
de ofício ou mediante provocação de qualquer de seus membros ou de Partido Político
representado na Casa, assegurada ampla defesa.

Art. 65 - O Vereador poderá licenciar-se:

I - por motivo de doença;

II - para tratar, sem remuneração, de interesse particular, desde que o afastamento não
ultrapasse 120 (cento e vinte) dias por Sessão Legislativa;

III - para desempenhar missões temporárias de caráter cultural ou de interesse do


Município.

§1° - Não perderá o mandato, considerando-se automaticamente licenciado, o Vereador


investido no cargo de Secretário Municipal ou Diretor Equivalente.

§2° - Ao Vereador licenciado nos termos dos incisos I e III, a Câmara poderá determinar o
pagamento, no valor que estabelecer e na forma que especificar, de auxílio-doença ou de
auxílio especial.

§3° - O auxílio de que trata o parágrafo anterior poderá ser fixado no curso da Legislatura e
não será computado para o efeito de cálculo da remuneração dos Vereadores.

§4° - A licença para tratar de interesse particular não será inferior a 30 (trinta) dias e o
Vereador não poderá reassumir o exercício do mandato antes do término da licença.

§5° - Independente de requerimento, considerar-se-á como licença o não comparecimento


às reuniões de Vereador privado, temporariamente, de sua liberdade, em virtude de
processo criminal em curso.

§6° - Na hipótese do §1°, o Vereador poderá optar pela remuneração do mandato.

Art. 66 - O mandato do Vereador será suspenso por motivo de condenação criminal,


enquanto durarem os seus efeitos.

SEÇÃO V

Do Processo Legislativo

Art. 67 - O processo Legislativo Municipal compreende a elaboração de:

I - emendas à Lei Orgânica Municipal;


II - leis ordinárias;

III - resoluções;

IV - decretos legislativos.

Parágrafo Único - São ainda objeto de deliberação da Câmara, na forma do Regimento


Interno:

I - a autorização;

II - a indicação;

III - o requerimento.

Art. 68 - A Lei Orgânica Municipal poderá ser emendada mediante proposta:

I - de 1/3 (um terço), no mínimo, dos membros da Câmara Municipal;

II - do Prefeito Municipal;

§1° - A proposta será votada em dois turnos com interstício mínimo de 10 (dez) dias e
aprovada por 2/3 (dois terços) dos membros da Câmara Municipal.

§2° - A emenda à Lei Orgânica Municipal será promulgada pela Mesa da Câmara com o
respectivo número de ordem.

Art. 69 - A Lei disporá, dentre outras matérias previstas nesta Lei Orgânica, sobre:

I - o Plano Diretor;

II - o Código Tributário;

III - o Código de Obras;

IV - o Código de Posturas;

V - o Estatuto dos Servidores Públicos;

VI - a Lei de parcelamento, ocupação e uso do solo;

VII - a Lei instituidora do regime jurídico único dos servidores;

VIII - a Lei de Organização Administrativa;

IX - a Lei de criação de cargos, funções ou empregos públicos.


Art. 70 - São de iniciativa exclusiva do Prefeito as proposições de Projetos de Lei que
disponham sobre:

I - criação, transformação ou extinção de cargos, funções ou empregos públicos na


Administração Direta e Autarquias ou aumento de sua remuneração;

II - servidores públicos, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e


aposentadoria;

III - criação, estruturação e atribuições das Secretarias ou Departamento equivalente e


órgão da Administração Pública;

IV - matéria orçamentária e tributária e a que autoriza a abertura de crédito ou concede


auxílios, prêmios e subvenções.

Parágrafo Único- Não será admitido aumento da despesa prevista nos projetos de iniciativa
exclusiva do Prefeito Municipal, ressalvada a comprovação da existência de receita e, no
caso do projeto da Lei do Orçamento Anual, com observância do disposto no inciso III do
artigo 160 da Constituição do Estado.

Art. 71 - Compete à Câmara, mediante iniciativa da Mesa, dispor sobre:

I - autorização para abertura de créditos suplementares ou especiais, através do


aproveitamento total ou parcial das consignações orçamentárias da Câmara;

II - organização dos serviços administrativos da Câmara, criação, transformação ou


extinção de seus cargos empregos e funções e fixação da respectiva remuneração.

Parágrafo Único - Nos Projetos de competência exclusiva da Mesa da Câmara, não serão
admitidas emendas que aumentem a despesa prevista.

Art. 72 - O Prefeito poderá solicitar urgência para apreciação de Projetos de sua iniciativa.

§ 1° - Solicitada a urgência, a Câmara deverá se manifestar em 45 (quarenta e cinco) dias


sobre a proposição, contados da data em que for feita a solicitação.

§2° - Esgotado o prazo previsto no Parágrafo anterior, sem deliberação pela Câmara, será a
proposição incluída na Ordem do Dia, sobrestando-se às demais proposições, para que se
ultime a votação.

§3° - O prazo do §1° não corre no período de recesso da Câmara.

Art. 73 - Aprovado o Projeto de Lei, será enviado ao Prefeito que, aquiescendo, o


sancionará.
§1° - O Prefeito, considerando o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrário
ao interesse público, vetá-lo-á total ou parcialmente, no prazo de 15 (quinze) dias úteis,
contados da data do recebimento, só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta
dos vereadores em escrutínio secreto.

§ 2° - O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo, de parágrafo, de inciso ou


de alínea.

§3° - Decorrido o prazo do parágrafo primeiro, o silêncio do Prefeito importará em sanção.

§4° - A apreciação do veto pelo Plenário da Câmara será, dentro de 30 (trinta) dias a contar
de seu recebimento, em uma só discussão e votação, com Parecer ou sem ele,
considerando-se rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos vereadores em escrutínio
secreto.

§5° - Rejeitado o veto, será o Projeto enviado ao Prefeito para a promulgação.

§6° - Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no § 1°, o veto será colocado na
Ordem do Dia da Sessão imediata, sobrestado às demais proposições, até a sua votação
final, ressalvadas as matérias de que trata o artigo 72 desta Lei Orgânica.

§7° - A não promulgação da Lei no prazo de 48 (quarenta e oito) horas pelo Prefeito, nos
casos dos §§ 3° e 5°, criará para o Presidente da Câmara a obrigação de fazê-lo em igual
prazo.

Art. 74 - A matéria constante de Projeto de Lei rejeitado somente poderá constituir objeto
de novo projeto, na mesma Sessão Legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos
membros da Câmara.

Art. 75 - A iniciativa popular de Projeto de Lei de interesse específico do Município, da


cidade ou de bairro, dar-se-á através de manifestação de, pelo menos, 5% (cinco por cento)
do eleitorado.

CAPÍTULO II

Do Poder Executivo

SEÇÃO I

Do Prefeito e do Vice-Prefeito

Art. 76 - O Poder Executivo Municipal é exercido pelo Prefeito, auxiliado pelos Secretários
Municipais ou Diretores Equivalentes.

Parágrafo Único - Aplica-se à elegibilidade para Prefeito e Vice-Prefeito o disposto no § 1°


do artigo 78 desta Lei Orgânica e a idade mínima de 21 (vinte e um) anos.
Art. 77 - O Município manterá Conselhos como órgão de assessoramento do Prefeito e dos
Secretários Municipais.

Parágrafo Único - A Lei definirá as atribuições, composição, deveres e responsabilidades


dos Conselhos, nos quais se assegurará a participação das entidades representativas da
sociedade civil.

Art. 78 - A eleição do Prefeito e do Vice-Prefeito realizar-se-á, simultaneamente, nos ter-


mos estabelecidos no art. 29, incisos I e II da Constituição Federal.

§1° - A eleição do Prefeito importará na do Vice-Prefeito com ele registrado.

§2° - Será considerado eleito Prefeito o candidato que obtiver a maioria absoluta de votos,
não computados os em branco e os nulos.

§3° Se nenhum candidato alcançar a maioria absoluta na primeira votação, far-se-á nova
eleição em até 20 (vinte) dias após a proclamação do resultado, concorrendo os dois
candidatos mais votados e considerando-se eleito aquele que obtiver a maioria dos votos
válidos.

§4° - Ocorrendo, antes de realizado o segundo turno, morte, desistência ou impedimento


legal de candidato, convocar-se-á, dentre os remanescentes, o de maior votação.

§5° - Na hipótese dos parágrafos anteriores, remanescendo mais de um candidato com a


mesma votação, qualificar-se-á o mais idoso.

Art. 79 - O Prefeito e o Vice-Prefeito tomarão posse no 1° (primeiro) de janeiro do ano


subseqüente à eleição, em Sessão da Câmara Municipal, prestando o compromisso de
manter, defender e cumprir a Lei Orgânica do Município, observar as Leis da União e do
Estado, promover o bem geral dos Munícipes e exercer o cargo sob a inspiração da
democracia, da legitimidade e da legalidade.

Parágrafo Único - Decorridos 10 (dez) dias da data fixada para a posse, caso o Prefeito ou
Vice-Prefeito, salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será declarado
vago.

Art. 80 - Substituirá o Prefeito, no caso de impedimento e suceder-lhe-á, no de vaga, o


Vice-Prefeito.

§1°- O Vice-Prefeito não poderá se recusar a substituir o Prefeito, sob pena de extinção de
mandato.

§2° - O Vice-Prefeito, além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei, auxiliará
o Prefeito sempre que ele for convocado para missões especiais.

§3° - O impedimento do Prefeito para fins de substituição pelo Vice-Prefeito configurar-se-


á nas seguintes hipóteses:
a) por motivo de saúde, à vista de atestado médico que lhe dê como impossibilidade de
exercer temporariamente as funções pertinentes ao cargo;

b) nos casos de férias que tomar a iniciativa de gozar, na forma da Lei;

c) nos casos de licença do cargo, por interesse particular, aprovada pela Câmara.

Art. 81 - Em caso de impedimento do Prefeito e do Vice-Prefeito, ou vacância do cargo,


assumirá a administração municipal o Presidente da Câmara.

Parágrafo Único - O Presidente da Câmara, recusando-se, por qualquer motivo, a assumir o


cargo de Prefeito, renunciará, incontinente, a sua função de dirigente do Legislativo,
ensejando, assim, a eleição de outro membro para ocupar, como Presidente da Câmara, a
Chefia do Poder Executivo.

Art. 82 - Verificando-se a vacância do cargo de Prefeito e inexistindo Vice-Prefeito,


observar-se-á o seguinte:

I - ocorrendo a vacância nos três primeiros anos do mandato, dar-se-á eleição 90 (noventa)
dias após a sua abertura, cabendo aos eleitos completar o período dos seus antecessores;

II - ocorrendo a vacância no último ano do mandato, assumirá o Presidente da Câmara que


completará o período.

Art. 83 - O Prefeito ou o Vice-Prefeito, quando no exercício do cargo, não poderá, sem


licença da Câmara Municipal, ausentar-se do Município por período superior a 10 (dez)
dias, sob pena de perda do cargo ou de mandato.

§1° - O Prefeito, regularmente licenciado, terá direito a perceber a remuneração, quando:

I - na impossibilidade de exercer o cargo, por motivo de doença, devidamente comprovada;

II - em gozo de férias;

III - a serviço ou em missão de representação do Município.

§2° - O Prefeito gozará férias anuais de 30 (trinta) dias, sem prejuízo da remuneração,
ficando a seu critério a época para usufruir o descanso.

§3° - A remuneração do Prefeito será estipulada na forma do inciso XIX do artigo 61 desta
Lei Orgânica.

Art. 84 - Na ocasião da posse e ao término do mandato, ou em qualquer ocasião, quando


solicitado por maioria absoluta da Câmara Municipal, o Prefeito fará declaração de seus
bens, a qual ficará arquivada na Câmara, constando das respectivas atas o seu resumo.
Parágrafo Único - O Vice-Prefeito fará declaração de bens no momento em que assumir,
pela primeira vez, o exercício do cargo.

SEÇÃO II

Das Atribuições do Prefeito

Art. 85 - Ao Prefeito, como Chefe da Administração, compete dar cumprimento às decisões


da Câmara, dirigir, fiscalizar, e defender os interesses do Município, bem como adotar, de
acordo com a Lei, todas as medidas administrativas de interesse público, sem exceder as
verbas orçamentárias.

Art. 86 - Compete ao Prefeito, entre outras atribuições:

I - dar iniciativa às proposições de projetos de Lei, na forma e casos previstos nesta Lei
Orgânica;

II - representar o Município em juízo e fora dele;

III - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis aprovadas pela Câmara e expedir os
regulamentos para sua fiel execução;

IV - vetar, no todo ou em parte, os projetos de lei aprovados pela Câmara;

V - declarar a necessidade ou a utilidade pública e também o interesse social ou urbanístico,


para fins de desapropriação, nos termos da lei federal;

VI - expedir decretos, portarias e outros atos administrativos;

VII - permitir ou autorizar a execução de serviços públicos por terceiros;

VIII - prover os cargos públicos e expedir os demais atos referentes à situação funcional
dos servidores;

IX - enviar à Câmara os projetos de lei relativos ao orçamento anual ao plano plurianual do


Município e das suas autarquias e ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias previstos
nesta Lei Orgânica;

X - encaminhar à Câmara, até 1° (primeiro) de março de cada ano subseqüente, a prestação


de contas e os balanços do exercício findo;

XI - encaminhar aos órgãos competentes os planos de aplicação e as prestações de contas


exigidas em lei;

XII - fazer publicar os atos oficiais;


XIII - prestar à Câmara, no prazo de 15 (quinze) dias, as informações pela mesma
solicitadas, salvo prorrogação a seu pedido e por prazo determinado, em face da
complexidade da matéria ou da dificuldade de obtenção, nas respectivas fontes, dos dados
pleiteados;

XIV - prover os serviços e obras da Administração Pública;

XV - superintender a arrecadação dos tributos, bem como a guarda e aplicação de receita,


autorizando as despesas e pagamento dentro das disponibilidades ou dos créditos votados
pela Câmara;

XVI - colocar à disposição da Câmara, dentro de 10 (dez) dias de sua requisição,as quantias
que devam ser despendidas de uma só vez e, até o dia 20 (vinte) de cada mês, os recursos
correspondentes às suas dotações orçamentárias, compreendendo os créditos suplementares
e especiais;

XVII - aplicar multas previstas em leis e contratos, como também revê-las quando impostas
irregularmente;

XVIII - resolver sobre os requerimentos, reclamações ou representações que Lhe forem


dirigidas;

XIX - oficializar, obedecidas as normas urbanísticas, as vias e logradouros públicos,


mediante denominação aprovada pela Câmara;

XX - convocar extraordinariamente a Câmara, quando o interesse da administração exigir;

XXI - aprovar projetos de edificação e planos de loteamento, arruamento e zoneamento


urbano ou para fins urbanos;

XXII - apresentar, anualmente, à Câmara, relatório circunstanciado sobre o estado das


obras e dos serviços municipais, bem assim o programa da administração para o ano
seguinte;

XXIII - organizar serviços internos das repartições criadas por lei, sem exceder as verbas
para tal destinadas;

XXIV - contrair empréstimos e realizar operações de crédito, mediante prévia autorização


da Câmara;

XXV - providenciar sobre a administração dos bens do Município e sua alienação na forma
da lei;

XXVI - organizar e dirigir, nos termos da lei, os serviços relativos às terras do Município;

XXVII - desenvolver o sistema viário do Município;


XXVIII- conceder auxílios, prêmios e subvenções, nos limites das respectivas verbas
orçamentárias e do plano de distribuição, prévia e anualmente aprovado pela Câmara;

XXIX - estabelecer a divisão administrativa do Município de acordo com a Lei;

XXX - solicitar o auxílio das autoridades policiais do Estado para garantia do cumprimento
de seus atos;

XXXI - solicitar, obrigatoriamente, autorização à Câmara para ausentar-se do Município,


por tempo superior a 10 (dez dias);

XXXII - adotar providências para a conservação e salvaguarda do patrimônio municipal;

XXXIII - publicar, até 30 (trinta) dias após o encerramento de cada bimestre, relatório
resumido da execução orçamentária.

Art. 87 - O Prefeito poderá delegar, por decreto, a seus auxiliares as funções


administrativas previstas nos incisos VIII, XIV, XVII, XVIII, XXI, XXIII, XXVI, XXVII e
XXXIII do artigo anterior.

SEÇÃO III

Da Perda e Extinção do Mandato

Art. 88 - É vedado ao Prefeito assumir outro cargo ou função na Administração Pública


direta ou indireta, ressalvada a posse, em virtude de concurso público e observado O
disposto desta Lei Orgânica.

§1° - É igualmente vedado ao Prefeito e ao Vice-Prefeito desempenhar função de


administração em qualquer empresa privada.

§2° - A infringência ao disposto neste artigo e em seu §1° importará em perda do mandato.

Art. 89 - As incompatibilidades declaradas nos incisos e letras do artigo 63 desta Lei


Orgânica, estendem-se no que forem aplicáveis ao Prefeito e aos Secretários Municipais ou
Diretores Equivalentes.

Art. 90 - Será declarado vago pela Câmara Municipal o cargo de Prefeito quando:

I - ocorrer falecimento, renúncia ou condenação por crime funcional ou eleitoral;

II - deixar de tomar posse, sem motivo justo aceito pela Câmara, dentro do prazo de 10
(dez) dias;

III - infringir as normas dos artigos 88 e 89 desta Lei Orgânica;

IV - perder ou tiver suspensos os direitos políticos.


SEÇÃO IV

Dos Auxiliares Diretos do Prefeito

Art. 91 - São auxiliares diretos do Prefeito os Secretários Municipais ou Diretores


Equivalentes.

§1° - Os cargos são de livre nomeação e exoneração.

§2° - A Lei Municipal estabelecerá as atribuições dos auxiliares diretos do Prefeito,


definindo-lhes a competência, deveres e responsabilidades.

§3° - Os Secretários ou Diretores são solidariamente, responsáveis com o Prefeito pelos


atos que assinarem, ordenarem ou praticarem.

§4° - Os auxiliares diretos do Prefeito farão declaração de bens no ato da posse e no


término do exercício do cargo.

TÍTULO III - Das Finanças Públicas

CAPÍTULO I

Da Tributação

Art. 92 - Compete ao Município instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem


como aplicar suas rendas, sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar
balancetes nos prazos fixados em lei.

Art. 93 - Nenhum tributo será criado sem a estimativa de custo de sua arrecadação e exame
da conveniência ou não desse custo e sem que seja aprovado pela Câmara.

Art. 94 - São Tributos Municipais os impostos, as taxas e as contribuições de melhoria


decorrentes de obras públicas, instituídas por Lei Municipal, atendidos os princípios
estabelecidos na Constituição Federal e nas normas gerais de direito tributário.

Art. 95 - O Imposto sobre propriedade predial e territorial urbana deverá ser progressivo
nos termos da Lei, de forma a assegurar o cumprimento da função social da propriedade.

Art. 96 - A Lei determinará medidas, para que os consumidores sejam esclarecidos acerca
dos impostos municipais que incidam sobre serviços, observadas as legislações Federal e
Estadual.

Art. 97 - O Município poderá, em casos especiais, instituir taxas e contribuições, desde que
aprovadas pela Câmara Municipal.

CAPÍTULO II
Do Orçamento

Art. 98 - A elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias precederá à elaboração da Lei


Orçamentária anual e se fará após audiências públicas com dirigentes de associações
representativas da sociedade, para definição de prioridades.

Art. 99 - As Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:

I - o Plano Plurianual de ação governamental

II - as diretrizes orçamentárias;

III - o Orçamento Anual.

Art. 100 - A lei que instituir o Plano Plurianual terá que estabelecer, de forma
regionalizada, as diretrizes e os incentivos fiscais para o exercício financeiro subseqüente,
orientará, outrossim, a elaboração da Lei Orçamentária Anual e disporá sobre alterações na
legislação tributária.

Art. 101 - O Poder Público Municipal concederá incentivo e dedução fiscal relativa a
gastos, efetuados por pessoas jurídicas, com adaptações e aquisição de equipamentos
necessários ao exercício profissional dos trabalhadores portadores de deficiência, conforme
dispuser a Lei.

Art. 102 - A tributação e o coeficiente de aproveitamento dos terrenos em que for


preservada ou implantada cobertura vegetal permanente e a ocupação não atinja a taxa
limite permitida gozarão, na forma da lei, de incentivo progressivo.

Art. 103 - O Poder Executivo publicará, previamente, versão simplificada e compreensível


das diretrizes orçamentárias que terá que ser aprovada pela Câmara municipal até junho de
cada ano.

Art. 104 - A Câmara Municipal, por iniciativa própria, poderá aprovar emenda (as) que
modifique (em) a Lei Orçamentária Anual e que implique (em) em aumento de despesas,
desde que autorize a abertura de créditos suplementares ou indique fonte de receita não
prevista, anteriormente, em valores idênticos ou superiores aos gastos propostos.

Art. 105 - O Projeto de Lei Orçamentária referente ao exercício subseqüente será


encaminhado pelo Prefeito à Câmara Municipal até 30 (trinta) de setembro e apreciado até
novembro do ano em curso.

Art. 106 - A Prestação de Contas do exercício anterior será encaminhada pelo Prefeito à
Câmara Municipal até 1° (primeiro) de março e aprovada até maio.

Art. 107 - Todas as transações financeiras do Município se darão, exclusivamente, através


de instituições financeiras oficiais.
Art., 108 - O Município aplicará, anualmente, 25% (vinte e cinco por cento), no mínimo, da
receita resultante de impostos compreendida e proveniente de transferências, na
manutenção e desenvolvimento do ensino.

Parágrafo Único - Os recursos de que trata este artigo poderão ser destinados a bolsas de
estudo, na forma da Lei, para os que demonstrarem insuficiência de recursos, quando
houver falta de vagas nas escolas púbicas da rede municipal ou para cursos de nível médio
que não sejam por estas oferecidos.

Art. 109 - A destinação de verbas públicas, incluindo as do salário educação, para as


escolas comunitárias, confessionais e filantrópicas, só poderá ocorrer quando a oferta de
vagas na Rede Pública, gratuita e estatal, for insuficiente para atender toda a demanda, e o
ensino oferecido seja de qualidade e propicie as condições adequadas para a formação,
remuneração e exercício do magistério.

Art. 110 - O Poder Público Municipal não poderá repassar recursos à iniciativa privada, ou
realizar convênios com o sistema de ensino, enquanto não estiverem atendidos plenamente
os requisitos acima referidos.

TÍTULO IV - Da Sociedade

CAPÍTULO I

Da Segurança do Cidadão e da Sociedade

SEÇÃO I

Da Defesa Social

Art. 111 - A Defesa Social, dever do Município, direito e responsabilidade de todos,


organiza-se de forma sistêmica visando:

I - auxiliar na garantia da segurança pública, com a finalidade de proteger o cidadão, a


sociedade e os bens públicos e privados;

II - emprestar auxílio à defesa civil, por meio de atividades de socorro e assistência, em


casos de calamidade pública, sinistros e outros flagelos;

III - promover a integração social com a finalidade de prevenir a violência e a


criminalidade e orientar o egresso do sistema penitenciário, tendo por fim a sua
reintegração na sociedade, dando-lhe o apoio necessário.

Art. 112 - A Lei disporá sobre a criação do Conselho Municipal de Defesa Social e do
Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, nos termos do artigo 77 desta Lei
Orgânica.
Art. 113 - O Município protegerá as manifestações culturais de grupos étnicos participantes
do processo de civilização do País.

Art. 114 - O Município promoverá o combate à prática de atos racistas e discriminatórios


de qualquer natureza, em seu território, na forma da Lei.

SEÇÃO II

Da Segurança Pública

Art. 115 - É dever do Município auxiliar o Estado no exercício das atividades de Segurança
Pública e, para tanto, o Município deverá adotar as seguintes medidas:

I - criação de Centros Comunitários e Administrativos (CCA) nos Bairros e Distritos, com


departamentos para atendimentos nas áreas da saúde. promoção social, segurança pública e
outras;

II - estabelecimento de medidas de segurança contra incêndio e outros sinistros na


legislação de posturas municipais;

III - planejamento de obras públicas de relevo quando deverá ser ouvido O Conselho
Municipal de Defesa Social, levando-se em conta suas implicações na segurança e bem
estar da comunidade.

Art. 116 - O Município criará a Guarda Municipal, mediante aprovação da Câmara, cuja
organização, atribuições e competências serão estabelecidas em Lei.

Parágrafo Único - É vedada a utilização da Guarda Municipal na repressão de


manifestações públicas, bem como o porte de arma de fogo pelos seus componentes.

CAPÍTULO II

Da Ordem social

Art. 117 - A Ordem Social tem como base o primado do trabalho e como objetivo o bem-
estar e justiça sociais.

Art. 118 - O Município garantirá, nos termos da Lei:

I - a promoção de políticas que visem à profissionalização das mulheres e assegurem o seu


acesso e permanência no mercado de trabalho sem restrição de profissões ou cargos;

II - o direito de creche aos filhos de servidores do Município.

Parágrafo Único - O Município proverá a criação e manutenção de uma entidade para


atendimento gratuito, apoio e orientação jurídica aos segmentos marginalizados da
sociedade na defesa de seus direitos.
SEÇÃO I

Da Saúde

Art. 119 - A Saúde é direito de todos e dever do Poder Público, assegurada mediante
políticas sociais, econômicas, ambientais e outras que têm por finalidade a eliminação do
risco de doença e de agravos e o acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua
promoção e recuperação, sem qualquer discriminação.

Parágrafo Único - O Direito à Saúde implica em condições dignas de trabalho, saneamento,


moradia, alimentação, educação, transporte, lazer, informação e participação.

Art. 120 - As ações de saúde são de natureza pública, devendo sua execução ser feita,
preferencialmente, através dos serviços oficiais e, supletivamente, através de serviços de
terceiros.

§1° - As instituições privadas poderão participar, em caráter suplementar, do sistema de


saúde do município, segundo as diretrizes deste , mediante contrato de direito público, com
preferência às entidades filantrópicas e sem fins lucrativos.

§2° - As instituições privadas de saúde serão fiscalizadas pelo município nas questões de
controle de qualidade, de informações e registros de atendimentos, conforme os códigos
sanitários e as normas pertinentes.

§3° - O Poder Público Municipal poderá intervir ou desapropriar o serviço de natureza


privada necessária ao alcance dos objetivos dos sistema, em conformidade com a lei.

Art. 121 - As ações e serviços de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e
constituem o Sistema Municipal de Saúde, organizado de acordo com as seguintes
diretrizes:

I - distritalização dos recursos, técnicas e práticas;

II - integridade na prestação das ações de saúde adequadas às realidades epidemiológicas;

III - participação, em nível de decisão, de entidades representativas de usuários e de


profissionais de saúde na formulação, gestão e controle da Política Municipal e das ações
de saúde, através do Conselho Municipal da Saúde a ser criado nos termos do artigo 77
desta Lei Orgânica.

Art. 122 - O Sistema Municipal de Saúde será financiado com recursos do orçamento do
Município, do Estado, da Seguridade Social, da União, além de outras fontes.

§1° - o volume mínimo dos recursos destinados à saúde pelo Município corresponderá ,
anualmente, a 15% (quinze por cento) das receitas municipais, além dos recursos
provenientes do Estado e da União.
§2° - Os recursos financeiros do Sistema Municipal de Saúde serão administrados por meio
de um Fundo Municipal de Saúde e subordinados ao planejamento e controle do Conselho
Municipal de Saúde.

§3° - A instalação de quaisquer novos serviços públicos ou privados de saúde deve ser
discutida e aprovada no âmbito do Conselho Municipal de Saúde, obedecidos os programas
e normas governamentais e constitucionais.

Art. 123 - Compete ao Município, no âmbito do Sistema Único de Saúde, além de outras
atribuições previstas na Legislação Federal:

I - a elaboração e atualização periódica do Plano Municipal de Saúde, em consonância com


os planos Estadual e Federal e com a realidade epidemiológica;

II - a direção, gestão, controle e avaliação das ações de saúde a nível municipal;

III - a administração do fundo municipal de saúde e a elaboração de proposta orçamentária;

IV - o controle da produção ou extração, armazenamento, transporte e distribuição de


substâncias, produtos, máquinas e equipamentos que possam apresentar riscos à saúde da
população;

V - o planejamento e a execução de ações de vigilância epidemiológica e sanitária,


incluindo aquelas relativas à saúde dos trabalhadores e ao meio ambiente, em articulação
com os demais órgãos e entidades governamentais;

VI - a extensão do atendimento psicológico gratuito integral a todas as crianças da rede


municipal de ensino;

VII - a normatização complementar e a padronização dos procedimentos relativos à saúde,


por meio de código sanitário municipal;

VIII - a formulação e implementação de política de recursos humanos na esfera municipal;

IX - o controle dos serviços especializados em segurança e medicina do trabalho;

X - a execução, no âmbito do Município, dos programas e projetos estratégicos para


enfrentar as prioridades nacionais, estaduais e municipais, assim como situações
emergenciais.

Art. 124 - Compete ao Poder Público prestar assistência integral à saúde da mulher nas
diferentes fases de sua vida e garantir a homens e mulheres o direito de determinar
livremente o número de filhos, sendo vedada qualquer prática coercitiva pelo Poder Público
e por Entidades Privadas.
Art. 125 - É dever do Poder Público aumentar a capacidade resolutiva da rede básica de
serviço de saúde relativa ao grupo materno-infantil e manter uma educação continuada de
profissionais nas atividades de atenção à Mulher e à Criança.

Art. 126 - O Município estimulará o desenvolvimento das tecnologias e terapêuticas


destinadas à prevenção, tratamento e reabilitação de deficiências, bem como o
desenvolvimento de equipamentos que auxiliem as pessoas portadoras de deficiência.

Parágrafo Único - O Município dará amplo apoio à publicação e divulgação dessas


tecnologias e terapêuticas.

SUBSEÇÃO ÚNICA

Do Saneamento Básico

Art. 127 - O Município, em consonância com a sua Política Urbana e com o seu Plano
Diretor, se responsabilizará pela promoção do saneamento básico em seu território.

Art. 128 - A Prefeitura, por iniciativa própria ou a requerimento de qualquer cidadão,


procederá à interdição imediata do loteamento regular, irregular ou clandestino, em que se
realizar a venda de lotes ou terrenos sem prévia implantação de rede de esgoto sanitário,
abastecimento de água, drenagem de águas pluviais, aprovado pelo órgão municipal
competente.

§1° - Consumada a interdição, a Prefeitura representará ao Ministério Público, para que


promova a responsabilidade do responsável pelo loteamento, assim como de seus prepostos
e agentes, nos termos dos artigos 50, 51 e 52 da Lei Federal n° 6.766, de 19 (dezenove) de
dezembro de 1979 e de outras disposições penais pertinentes.

§2° - Constitui falta grave do Secretário Municipal competente e do Procurador Geral do


Município o retardamento ou a negligência no cumprimento das disposições do "caput"
deste artigo e seu parágrafo primeiro.

§3° - À Prefeitura é vedada a aprovação de qualquer parcelamento em área onde não esteja
assegurada a capacidade técnica da prestação dos serviços de abastecimento de água,
esgoto sanitário e drenagem de águas pluviais.

Art. 129 - As edificações somente serão licenciadas, se comprovada a existência de redes


de esgoto sanitário compatíveis no local.

§1° - Caso inexista o sistema de esgoto sanitário, caberá ao incorporador prover toda a
infra-estrutura necessária, incluindo-se aí o tratamento de esgotos, ficando a cargo da
empresa concessionária do serviço de esgotos a responsabilidade pela operação e
manutenção da rede e das instalações do sistema.
§2° - Em residências isoladas e em áreas rurais, será permitido o tratamento com
dispositivos individuais, utilizando-se o subsolo como corpo receptor, desde que afastados
do lençol utilizado para o abastecimento de água.

§3° - O licenciamento de construção em desacordo com o disposto nesta artigo ensejará a


instauração do inquérito administrativo para a apuração da responsabilidade do agente do
Poder Público Municipal que o concedeu, o qual poderá ser indicado mediante
representação de qualquer cidadão.

§4° - Após a implantação do sistema de esgoto, conforme prevista nesta artigo, a Prefeitura
deverá, permanentemente, fiscalizar suas adequadas condições de operação.

§5º - A fiscalização será feita pelos exames e apreciações de laudos técnicos apresentados
pela entidade concessionária do serviço de trabalho, sobre os quais se pronunciará a
Administração Municipal através de seu órgão competente e entidade autônoma a ser
designada pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente.

§6° - Os exames e apreciação de que trata o parágrafo anterior devem ser colocados à
disposição dos interessados, traduzidos em linguagem acessível ao público.

Art.130 - É vedada a criação de Aterros Sanitários em qualquer área do Município sem a


prévia autorização dos órgãos competentes ligados ao meio ambiente.

* Art. 130 alterado pela emenda nº 20 de 18 de Janeiro de 1999. A redação anterior era:

“Art. 130 - É vedada a criação de aterros sanitários à margem de rios, lagoas e junto a mananciais.

Parágrafo Único - As taxas incidentes sobre os serviços de limpeza urbana incluirão previsão de reservas
para implementação de usinas de processamento de lixo.”

SEÇÃO II

Da Educação

Art. 131-A Educação, direito de todos, dever do Poder Público e da família, será promovida
e incentivada com a colaboração da sociedade, com vistas ao pleno desenvolvimento da
pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

§1° - O Município promoverá a educação pré-escolar e o ensino fundamental e, atendidos


estes, o ensino médio, atuando prioritariamente, na zona rural e periferia da cidade.

§2° - O Município envidará esforços no sentido de articular com o Estado e União


mecanismos que propiciem cooperação técnica e financeira, de modo a que fique
assegurado o atendimento qualitativo da demanda educacional a todos os níveis.

§3° - O escotismo deverá ser considerado como método complementar da educação,


merecendo o apoio dos órgãos do Município.
Art. 32 - O Poder Público Municipal assegurará, na promoção da Educação Pré-Escolar e
do Ensino Fundamental, os seguintes princípios:

I - igualdade de condições para o acesso, freqüência e permanência na escola;

II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar, divulgar o pensamento, a arte e o saber;

III - pluralismo de idéias de concepções pedagógicas, filosóficas e políticas e coexistência


de instituições públicas e privadas de ensino;

IV - gratuidade de ensino público em escolas oficiais;

V - valorização dos profissionais do ensino, com garantia, na forma da lei, de plano de


carreira para o Magistério Público Municipal, com piso salarial profissional e ingresso no
magistério público, exclusivamente por concurso público de provas e títulos e regime
jurídico para todas as instituições mantidas pelo Município;

VI - gestão democrática do ensino público na forma da Lei;

VII - garantia do padrão de qualidade mediante:

a) avaliação cooperativa periódica, por órgão próprio do sistema educacional, pelos corpos
docente e discente;

b) condições para reciclagem periódica dos profissionais do ensino;

VIII - garantia do ensino básico e a iniciação profissional da criança e do adolescente;

IX - elaboração do Sistema Educacional de acordo com as necessidades de cada etapa na


vida do indivíduo.

Art. 133 - A garantia da educação, pelo Poder Público Municipal, se dará mediante:

I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram
acesso na idade própria,

II - progressiva extensão da gratuidade do ensino médio, quando houver sido atendida toda
a demanda do Pré-Escolar e Ensino Fundamental;

III - apoio às entidades especializadas, públicas e privadas, sem fins lucrativos, para
atendimento ao portador de deficiência;

IV - cessão de servidores para atendimento às fundações públicas e entidades filantrópicas


e comunitárias, sem fins lucrativos, de assistência ao menor carente e ao excepcional, como
dispuser a Lei;
V - atendimento gratuito em creche e pré-escola à criança de até 06 (seis) anos de idade,
com recursos para sua instalação, funcionamento e manutenção;

VI - oferta do ensino noturno regular adequado às condições do educando;

VII - atendimento ao educando no ensino fundamental através de programas suplementares


de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde;

VIII - supervisão e orientação educacional nas escolas públicas municipais exercidas por
profissionais habilitados;

IX - passe escolar gratuito a aluno do sistema público municipal que não conseguir
matrícula em escola próxima à sua residência.

§1º - O não oferecimento do ensino obrigatório pela Poder Público, ou a sua oferta
irregular, importa em responsabilidade da autoridade competente.

§2º - Compete ao Município, em colaboração com o Estado, recensear os educandos de


ensino fundamental e, mediante instrumentos de controle, zelar pela freqüência à escola.

Art. 134 - O Poder Público, mediante a ação de sua área garantirá aos alunos da rede
pública de ensino acompanhamento rnédico e odontológico e às crianças que ingressem no
pré-escolar exames e tratamento oftalmológico e fonoaudiológico.

Art. 135 - Os alunos de escolas rurais, em regiões agrícolas, têm direito a tratamento
especial, adequado à sua realidade, com adoção de critérios que levem em conta as estações
do ano e seus ciclos agrícolas, as migrações periódicas e aquisição de conhecimentos
específicos.

§1° - Para cumprir o disposto neste artigo, na zona rural, será garantida a oferta de ensino,
com proposta pedagógica, currículo. calendário escolar adequados às peculiaridades da
região e características do aluno.

§2° - U conteúdo do ensino rural deverá estar direcionado para as atividades econômicas,
promovendo a identificação do aluno em seu ambiente físico-social-rural.

Art. 136 - O Município garantirá a inclusão, no programa das escolas municipais, de


conteúdos relacionados com:

I - as lutas e a história da mulher e do negro na sociedade;

II - informações acerca dos Direitos da Criança e do Adolescente;

III - conhecimentos básicos de saúde e saneamento.

Art. 137 - É vedada às instituições de Ensino Público Municipal a cobrança obrigatória de


taxas ou contribuições a qualquer título.
Art. 138 - O Município elaborará Plano Bienal de Educação, visando à ampliação e
melhoria do atendimento de suas obrigações com a oferta de ensino público e gratuito.

Art. 139 – O Município publicará em órgão oficial, até o dia 10 (dez) de março de cada
ano, demonstrativo da aplicação dos recursos previstos nas escolas públicas municipais,
especificando, necessariamente, o custo/aluno em cada escola.

Art. 140 – A Lei assegurará, na gestão das escolas da rede municipal, a participação efetiva
dos segmento: sociais envolvidos no processo educacional, devendo, para esse fim, instituir
colegiadas escolares em cada unidade educacional e eleição de direção escolar.

Art. 141 - A Lei disporá sobre a criação do Conselho Municipal de Educação, nos termos
do artigo 77 desta Lei Orgânica.

Art. 142 - Município assegurará às pessoas portadoras de deficiência o direito â educação


básica e profissionalizante gratuita sem limite de idade.

Parágrafo Único - Os professores da Rede Municipal de Educação. que lecionarem em


classes de alunos portadores de deficiência mental, auditiva e visual, terão direito a um
acréscimo de 20% (vinte por cento) em sua remuneração.

Art. 143 - O Poder Público Municipal promoverá o oferecimento de estimulação precoce,


em creches comuns, às crianças portadoras de deficiências, sempre que se fizer necessário,
por meio de convênios e atendimento especializado.

Art. 144 - O Poder Público estimulará e promoverá cursos de aperfeiçoamento,


especialização e treinamentos para profissionais dedicados à educação e recuperação de
portadores de deficiência, com recursos próprios e, na inexistência destes, por convênios.
Art. 145 - Será criado, por Lei, um grupo permanente formado de profissionais do ensino,
para atuar junto à Secretaria Municipal de Educação como órgão consultivo com poderes
para:

I - discutir questões relativas ao negro na literatura infanto-juvenil e propor reformas nos


livros que explícita e implicitamente projetem uma negativa do negro enquanto cidadão e
enquanto raça;

II - trabalhar formas de aproveitamento do material produzido pelo movimento negro como


material didático, dentro de uma linguagem acessível às crianças e jovens;

III - analisar as estruturas curriculares formais e seus efeitos na formação de nossa


identidade pluriétnica.

Parágrafo Único - O plano de educação do município levará em consideração os planos


nacional e estadual, visando à articulação do ensino em seus diversos níveis e à integração
das ações que conduzam à elaboração de currículos e programas da Pré-escola e do Ensino
Fundamental nos referenciais étnico-culturais das 03 (três) vertentes básicas de formação
social brasileira.

Art. 146 - O dever do município será efetivado com a garantia do ensino público
fundamental, obrigatório e gratuito, pelo estabelecimento progressivo do turno único.

Art. 147 - Será obrigatória a consulta do colegiado das escolas da rede municipal na
formulação da lista de materiais escolares para cada ano letivo.

SEÇÃO III

Do Desporto e do Lazer

Art. 148 - O Município garantirá, por intermédio de sua rede de ensino e em colaboração
com as entidades desportivas, a promoção, o estímulo, a orientação e o apoio à prática e
difusão da Educação Física e do desporto formal e não formal através de:

I - manutenção, proteção e incentivo das manifestações esportivas patrocinadas e apoiadas


pelo Município;

II - destinação de recursos públicos à promoção prioritária do desporto educacional;

III - estímulo ao desenvolvimento das atividades de recreação, desporto e lazer nas


comunidades, através da educação física escolar;

IV - obrigatoriedade de reserva de áreas destinadas a praças e campos de esporte nos


projetos de urbanização e de unidades escolares e a de desenvolvimento de programas de
construção de áreas para a prática de esporte e lazer comunitário;

V - adoção de incentivos fiscais que estimulem as empresas privadas a investir no desporto


e lazer.

Parágrafo Único - O Poder Público garantirá. ao portador de deficiência, atendimento


especializado no que se refere à educação física e à prática de atividades desportivas,
sobretudo no âmbito escolar.

Art. 149 - A Lei disporá sobre a criação do Conselho Municipal de Desporto e Lazer, nos
termos do artigo 77 desta Lei Orgânica.

Art. 150 - O Poder Público Municipal incentivará os clubes e equipes amadores, assim
como assegurará a presença dos representantes dos clubes amadores no Conselho
Municipal de Esportes.

SEÇÃO IV

Da Cultura
Art. 151- O Município garantirá a todos o pleno exercício dos direitos de acesso aos bens
culturais, apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais,
mediante:

I - criação e manutenção de núcleos culturais e de espaços públicos equipados para


formação e difusão artístico-cultural; de museu e arquivos públicos que integrem o sistema
de preservação da memória do município e de bibliotecas públicas municipais;

II - estímulo às atividades de caráter cultural e artístico;

III - adoção de incentivos fiscais que estimulem as empresas privadas a investir na


produção cultural e artística do Município e na preservação do seu patrimônio histórico;

IV - apoio técnico às entidades culturais na realização de seu projetos;

V - preservação de produção cultural juizforana em livro, imagem e som, através do


depósito legal de tais produções em suas instituições culturais, na forma da Lei,
resguardados os direitos autorais, conexos e de imagem.

Parágrafo Único - Será estimulada a aquisição de bens culturais para garantir a sua
permanência no Município.

Art. 152 - Os proprietários de bens de qualquer natureza, tombados pelo Município,


receberão incentivos para preservá-los e conservá-los, conforme definido em Lei.

Parágrafo Único- Os danos e ameaças ao patrimônio cultural serão punidos na forma da


Lei.

Art. 153 - A Lei estabelecerá princípios e normas para a conservação e tombamento de bens
que constituem patrimônio cultural do Município.

Art. 154 - A Lei disporá sobre a fixação de datas comemorativas de fatos relevantes para a
Cultura Municipal.

SEÇÃO V

Da Assistência Social

Art. 155 - A Assistência Social será prestada a quem dela necessitar, independente da
contribuição à seguridade social, de maneira integrada às ações desenvolvidas pelos
Poderes Públicos Federal e Estadual, tendo por objetivo a proteção à família, à
maternidade, à infância, à adolescência e à velhice.

Art.156 - Fica criado o Fundo Municipal de Assistência Social, a ser regido pelo Conselho
Municipal de Assistência Social

* Art. 156 alterado pela Emenda nº 18 de 17 de Junho de 1998. A redação anterior era:
“Art. 156 - Fica criado o Fundo Municipal de Apoio Social, a ser gerido pelo órgão do Conselho de Defesa
Social, previsto no artigo 112 desta Lei Orgânica.”

Art. 157 - Às Entidades Filantrópicas de Assistência Social que amparam crianças,


adolescentes, idosos, deficientes e portadores de doenças graves, será dado todo apoio
técnico-financeiro de acordo com avaliação do setor competente do Conselho de Defesa
Social.

Art. 158 - As ações municipais na área da assistência social serão realizadas com recursos
do Orçamento do Município, do Estado, da União e de outras fontes observadas as
seguintes diretrizes:

I - descentralização administrativa, segundo a política de regionalização, com a


participação de entidades beneficentes e de assistência social, como também de entidades
nas áreas social e educacional;

II - participação do povo, por meio de organizações representativas, na formulação das


políticas e no controle das ações em todos os níveis.

Art. 159 - O Poder Público Municipal fica obrigado a manter organismo executivo da
política municipal de apoio à pessoa portadora de deficiência, garantindo-se o pleno direito
à participação popular através de entidades representativas.

Art. 160 - O Poder Público garantirá o direito à informação e à comunicação aos cidadãos
portadores de deficiência sensorial e de fala, através do código Braile, da linguagem gestual
e outros meios que lhes são apropriados.

Art. 161 - O Município deverá criar um Programa Amplo de trabalho, acordado entre o
Poder Público Municipal e a Universidade Federal de Juiz de Fora, para obtenção de
informações e subsídios que venham de encontro à necessidade da população em solucionar
problemas.

SEÇÃO VI

Da Comunicação Social

Art. 162 - A manifestação de pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob


qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição, observando o
disposto na Constituição Federal e nesta Lei Orgânica.

Art. 163 - As assessorias de Comunicação Social dos poderes públicos ou qualquer empresa
de economia mista, sob controle do Município, deverão ser constituídas por profissionais
devidamente registrados, observado a seguinte formação: 2/3 (dois terços) de profissionais
contratados mediante concurso público e 1/3 (um terço) de profissionais contratados em
cargos de confiança.
Art. 164 - A Lei disporá sobre a criação do Conselho Municipal de Comunicação Social
nos termos do artigo 77 desta Lei Orgânica.

Art. 165 - Obtendo o Município, através da Prefeitura, concessão pública de canal de rádio
e/ou televisão, seu Conselho Diretor deverá ser formado por, no mínimo, 3 (três) membros
representativos da sociedade civil, a saber: um representante dos profissionais em
comunicação social, um representante do Poder Público e um representante da sociedade
civil.

Parágrafo Único - As emissoras de rádio e televisão, sob controle do Município ou


entidades da Administração Indireta, reservarão horário para divulgação das atividades do
Legislativo, ou de qualquer entidade por ele representada, conforme dispuser a Lei.

SEÇÃO VII

Do Meio Ambiente

Art. 166 - Todos têm direito ao meio ambiente saudável e ecologicamente equilibrado,
como bem de uso comum do povo e essencial à adequada e sadia qualidade de vida,
impondo-se à coletividade e, em especial, ao Poder Público Municipal o dever de defendê-
lo e preservá-lo para o benefício das gerações atuais e futuras.

Parágrafos Único - Para assegurar efetividade do direito a que se refere este artigo, impõe-
se ao Município, através do órgão executivo específico, na forma da lei:

I - definir a política ambiental para o Município;

II - promover a educação ambiental multidisciplinar em todos os níveis de ensino e


disseminar a conscientização pública para a conservação ambiental;

III - proteger a fauna e a flora;

IV - controlar a produção, comercialização e emprego de técnicas, métodos, substâncias e


equipamentos que importem em risco de vida;

V - promover a cooperação mútua com entidades e órgãos públicos e privados visando à


pesquisa, ao planejamento e à execução de projetos ambientais;

VI - promover medidas judiciais e/ou administrativas, a fim de responsabilizar os


causadores de poluição e degradação ambiental

VII - denunciar ao Ministério Público sobre ocorrência de conduta ou atividade considerada


lesiva ao meio ambiente.

Art. 167 - O Município criará mecanismos de fomento para:


I - reflorestamento com a finalidade de suprir a demanda de produtos lenhosos e de
minimizar o impacto da exploração dos adensamentos vegetais nativos;

II - programas de conservação dos solos, a fim de prevenir e minimizar a erosão e seus


efeitos;

III - programas de defesa e recuperação da qualidade dos recursos hídricos e do ar;

IV - projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico para utilização de espécies nativas


nos programas de reflorestamento;

V - integração regional que aspire ao desenvolvimento de programas ambientais


prioritariamente, como base ao estudo em bacias hidrográficas, atuando em conjunto com
Universidades, Instituições de Ensino e Pesquisas, de Planejamento e Execução, públicas
ou privadas, cooperando mutuamente para o bem coletivo.

Art. 168 - O Poder Público Municipal elaborará e implantará, através da Lei, um Plano
Municipal de Meio Ambiente e Recursos Naturais que contemplará a necessidade do
conhecimento das características, recursos dos meios físicos e biológicos de diagnósticos de
sua utilização e definição de diretrizes para o seu melhor aproveitamento no processo de
desenvolvimento urbano, econômico e social.

Parágrafo Único - O Plano Municipal de Meio Ambiente e Recursos Naturais atenderá aos
princípios estabelecidos na Constituição Federal, na Constituição do Estado de Minas
Gerais e nos preceitos contidos nesta Lei Orgânica.

Art. 169 - A Lei disporá sobre a criação do Conselho Municipal do Meio Ambiente, nos
termos do artigo 77 desta Lei Orgânica.

Art. 170 - O Município implantará e manterá hortos florestais destinados à reposição da


flora nativa, de acordo com o disposto no §2° do art. 216 da Constituição Estadual.

Art. 171- É vedada a instalação de indústrias destinadas à produção de material bélico e de


usinas nucleares, na área do Município, sendo obrigatório, para instalação, ampliação ou
desenvolvimento de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa
degradação ambiental, estudo prévio do impacto ambiental, ao que se dará publicidade.

§1° - Todas as indústrias, fábricas, empresas e similares, que na sua atividade expelirem gás
carbônico ou qualquer outro tipo de poluente, deverão instalar filtros e equipamentos de
prevenção à poluição.

§2° - É proibida a utilização de áreas do Município para depósito de lixo atômico e


radioativo.

§3° - Fica proibido, na área urbana do Município, o armazenamento e o transporte de


cargas perigosas, especialmente aquelas que contenham produtos químicos e radioativos
que causem danos à saúde.
§4° - Só serão concedidos alvarás e licenças de funcionamento àquelas indústrias que
pretenderem se instalar no Município após prévia fiscalização do órgão competente do
Poder Público.

Art. 172 - O Município não concederá incentivo de qualquer natureza a empresas que, de
modo algum modo, agridam o meio ambiente.

Art. 173 - O Município deverá manter articulação permanente com os demais municípios
de sua região e com o Estado visando à racionalização da utilização dos recursos hídricos e
das bacias hidrográficas, respeitadas as diretrizes estabelecidas pela União.
Art. 174 - As empresas concessionárias ou permissionárias de serviços públicos deverão
atender, rigorosamente, aos dispositivos de proteção ambiental, não sendo permitida a re-
novação da permissão ou concessão no caso de reincidência da infração.

Art. 175 - Cabe ao Poder Público, através de Órgão Executivo específico, para assegurar
efetividade do direito a que se refere o artigo 166 desta Lei Orgânica:

I - garantir o amplo acesso dos interessados às informações básicas sobre o meio ambiente
e sobre as fontes e causas da poluição e da degradação ambiental, informando a população
sobre os níveis de poluição e as situações de risco de acidentes ecológicos no Município;

II - prevenir e controlar a poluição, em qualquer de suas formas, a erosão, o assoreamento,


a produção, a comercialização, o armazenamento, o transporte, o emprego de técnicas,
métodos, substâncias, equipamentos e outras formas de degradação ambiental que
importem em risco de vida;

III - promover a avaliação prévia para início, ampliação ou desenvolvimento de atividades,


construção ou reforma de instalações capazes de causar, sob qualquer forma, degradação ao
meio ambiente, sem prejuízo de outros requisitos legais, preservado o sigilo industrial;

IV - propor a criação de parques, reservas, estações ecológicas e outras unidades de


conservação, provendo-se a infra-estrutura indispensável, bem como a proteção da fauna e
da flora, a fim de assegurar a diversidade das espécies, dos biótipos, dos ecossistemas e a
preservação do patrimônio genético.

§1° - O licenciamento dependerá, nos casos de atividades ou obra potencialmente


causadora de significativa degradação e alteração do meio ambiente, de estudo prévio de
impacto ambiental a que se dará publicidade.

§2° - Aquele que explorar recurso fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, na
forma da Lei.

§3° - A conduta e as atividades consideradas lesivas ao meie ambiente sujeitarão o infrator,


pessoa física ou jurídica, a sanções administrativas, sem prejuízo das obrigações de reparar
o dano e das cominações penais cabíveis.
Art. 176 - Nos rios, córregos e mananciais do Município ficam proibidas as atividades de
extração de ouro e quaisquer outras atividades que resultem em sua poluição.

Art. 177 - Os proprietários de loteamentos que contarem em seu espaço físico, com áreas
verdes, total ou parcialmente arborizadas, serão obrigados a proceder a uma reserva legal
de 20% (vinte por cento) de sua área, que será indivisível e inalienável, com averbação em
Cartório, a qual terá como responsável por sua manutenção e preservação o próprio
loteador, o órgão público ou a entidade nomeada por quem de direito.

§1° - A área de reserva legal, referida no "caput" será isenta dos impostos municipais
incidentes.

§2° - O descumprimento do disposto no "caput" do artigo implicará em responsabilidade


civil e criminal, sendo a área passível de desapropriação pelo Poder Público.

§3° - A preservação da área, em questão, atenderá ao disposto nas legislações federal e


estadual e, particularmente, adotará políticas de conservação ambiental.

Art. 178 - A Lei disporá sobre a criação de receita agronômica para o controle total do uso,
compra e venda de agrotóxicos.

Art. 179 - A administração, através de seus órgãos próprios, criará mecanismos para a
piscicultura em reservas localizadas no perímetro do Município.

CAPÍTULO III

Da Ordem Econômica

SEÇÃO I

Das Disposições Gerais

Art. 180 - A Ordem Econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre


iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna.

Art. 181 - O Município estabelecerá as diretrizes e bases do planejamento e desenvolvi-


mento municipal equilibrado.

Art. 182 - A exploração direta de atividade econômica pelo Município só será permitida em
casos de relevante interesse coletivo.

Art. 183 - O Município dispensará à Microempresa, assim definida em Lei Federal, trata-
mento jurídico diferenciado, visando a incentivá-la pela simplificação de suas obrigações
administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias ou pela eliminação ou redução
destas por meio de Lei.
Art. 184 - O Município criará núcleos descentralizados de treinamento e difusão de
tecnologias, de alcance comunitário, de forma a contribuir para a absorção efetiva da
população de baixa renda.

Art. 185 - O Município manterá órgão especializado para a execução da política de defesa
do consumidor.

SEÇÃO II

Do Transporte

Art. 186 - O Transporte é um direito fundamental do cidadão, sendo de competência do


Município organizar e prestar diretamente, ou sob regime de concessão, ou permissão, os
serviços de transporte coletivo urbano, tendo como alvos:

I - priorização do transporte coletivo e criação dos corredores de tráfego independentes;

II - sinalização adequada e pavimentação de nível superior por onde circulem coletivos;

III - construção de abrigos protetores para os usuários, partindo dos locais de maior
demanda para os de menor;

IV - implantação, de forma gradativa, do uso de ônibus aprovados por setores competentes,


objetivando maior conforto, segurança e condições de uso público em geral;

V - incentivo de postos de venda de bilhetes e implantação gradativa de máquinas


automáticas de bilhetagem, visando à diminuição do tempo de embarque dos usuários;

VI - limitação da idade útil dos ônibus em 10 (dez) anos;

VII - manutenção da tarifa única, que cria subsídios indiretos, gerando benefício maior.

Art. 187 - É de competência da Câmara Municipal elaborar uma política de transporte


coletivo e aprovar plano viário para o Município, atendendo às necessidades da população.

Art. 188 - É obrigatória a manutenção de linhas de transporte coletivo no período noturno.

Art. 189 - Não será permitido o monopólio privado no transporte urbano.

Art. 190 - É assegurada a validade para bilhete de passagem e o vale transporte sem
reajuste, mesmo após o aumento da tarifa, em limites estabelecidos em Lei.

Art. 191 - A concessão para atendimento a novas linhas de ônibus será estabelecida,
obrigatoriamente, em concorrência pública, a partir da promulgação da Lei Orgânica.
Art. 192 - A concessão e regulamentação dos serviços de transporte coletivo urbano, regido
por código próprio, é competência do Poder Público Municipal após aprovação da Câmara
Municipal

Art. 193 - O Município poderá intervir em empresa privada de transporte coletivo, a partir
do momento em que a mesma desrespeite a política de transporte coletivo urbano, o plano
viário, provoque danos e prejuízos aos usuários ou pratique ato lesivo ao interesse da
Comunidade.

Art. 194 - A Lei disporá sobre a criação do Conselho Municipal de Transportes, nos termos
do artigo 77 desta Lei Orgânica.

Art. 195 - Os custos das gratuidades concedidas no transporte coletivo urbano do


Município, a partir da promulgação desta Lei Orgânica, não mais incidirão sobre a tarifa de
passagem paga pelos usuários.

Art. 196 - Fica assegurado o passe livre nos coletivos às pessoas portadoras de deficiência,
de comprovada necessidade financeira, desde que:

I - matriculadas em escolas públicas ou privadas, especializadas ou não;

II - usuários de clínicas especializadas ou associações representativas.

Parágrafo Único - O passe livre será extensivo ao acompanhante nos casos de comprovada
necessidade.

Art. 197 - O Município implantará sistema de semáforos sonorizados e placas em Braile,


objetivando maior segurança dos cidadãos com deficiência visual, em locais a serem
definidos em Lei.

Art. 198 - É competência exclusiva do Executivo a administração do Fundo Municipal de


Transporte, oriundo do gerenciamento da venda antecipada de passagens, do estaciona-
mento rotativo e receitas outras que porventura forem criadas.

Parágrafo Único - O Poder Executivo, sob nenhuma hipótese, poderá delegar a


administração do Fundo Municipal de Transportes a terceiros.

SEÇÃO III

Da Política Rural

Art. 199 - A política de desenvolvimento rural municipal, estabelecida de conformidade


com as diretrizes gerais fixadas em Lei, tem por objetivo orientar e direcionar a ação do
Poder Público Municipal no planejamento e na execução das atividades de apoio à
produção, comercialização, armazenamento, agroindustrialização, transporte e
abastecimento de insumos e produtos.
Art. 200 - A Lei disporá sobre a criação do Conselho Municipal de Agricultura, Pecuária e
Abastecimento, nos termos do artigo 77 desta Lei Orgânica.

Art. 201 - O Município criará e manterá serviços e programas que tenham por finalidade o
aumento da produção e produtividade agrícolas, o abastecimento alimentar, a geração de
emprego, a melhoria das condições de infra-estrutura econômica e social, a preservação do
meio ambiente e a elevação do bem-estar da população rural.

Art. 202 - O Município, em regime de co-participação com a União e o Estado, dotará o


meio rural de:

I - assistência técnica e extensão rural;

II - infra-estrutura de serviços sociais básicos nas áreas de saúde, educação, saneamento,


habitação, transporte, energia, comunicação, segurança e lazer.

Art. 203 - O Município apoiará e estimulará:

I - o acesso dos produtores ao crédito e seguro rurais;

II - a implantação de estruturas que facilitem a armazenagem, a comercialização e a


agroindústria, bem como o artesanato rural;

III - os serviços de geração e difusão de conhecimentos e tecnologias;

IV - a criação de instrumentos que facilitem a ação fiscalizadora na proteção de lavouras,


criações e meio ambiente;

V - a capacitação da mão-de-obra rural e a preservação dos recursos naturais;

VI - a construção de unidade de armazenamento comunitário e de redes de apoio ao


abastecimento municipal;

VII - a constituição e a expansão de cooperativas e outras formas de associativismo e


organização rural, sob a orientação das entidades sindicais;

VIII - a implantação do sistema de bolsa de arrendamento das terras.

SEÇÃO IV

Da Política Urbana

Art. 204 - O Município, para operacionalizar sua política econômica e social, assentada na
livre iniciativa e nos superiores interesses da coletividade, terá como instrumento básico o
Plano Diretor, aprovado por 2/3 (dois terços) dos membros da Câmara, que conterá,
necessariamente, entre outros:
I - diretrizes econômicas, financeiras, administrativas e sociais de uso e ocupação do solo,
de preservação do patrimônio ambiental e cultural, visando a atingir os objetivos
estratégicos e as respectivas metas:

II - estimativa preliminar do montante de investimentos e dotações financeiras necessárias à


implantação das diretrizes e consecução dos objetivos do Plano Diretor, segundo a ordem
de prioridade estabelecida;

III - cronograma físico-financeiro da previsão dos investimentos municipais.

Art. 205 - O estabelecimento de diretrizes e normas relativas ao desenvolvimento urbano


deverá assegurar:

I - a urbanização, a regularização fundiária e a titulação das áreas onde esteja situada a


população favelada e de baixa renda;

II - a preservação das áreas de exploração agrícola e pecuária e o estímulo a essas


atividades primárias;

III - a preservação, a proteção e a recuperação do meio ambiente natural e cultural;

IV - a criação de áreas de especial interesse urbanístico, social, cultural, ambiental, turístico


e de utilização pública;

V - a participação das entidades comunitárias no estudo, no encaminhamento e na solução


dos problemas, planos, programas e projetos.

Art. 206 - O Poder Público manterá à disposição de qualquer cidadão todas as informações
referentes ao sistema de planejamento urbano.

Art. 207 - Para assegurar as funções sociais da cidade e da propriedade, o Poder Público
disporá dos seguintes instrumentos:

I - imposto progressivo cumulativo sobre a propriedade territorial urbana não edificada,


incidindo sobre o número de lotes de um mesmo proprietário;

II - taxas e tarifas diferenciadas em função de projetos de interesse social;

III - transferência do direito de construir;

IV - concessão de direito real de uso;

V - parcelamento, edificação ou utilização compulsórios;

VI - desapropriação por interesse social ou utilidade pública;

VII - inventários, registros, vigilância e tombamento de imóveis;


VIII - contribuição de melhoria;

IX - tributação dos vazios urbanos.

Art. 208 - A implantação de equipamentos urbanos e comunitários, destinados ao


atendimento da população de baixa renda, independerá de reconhecimento de seus
logradouros, da regularização urbanística ou de registro das áreas e de suas edificações,
ficando sujeita a critérios especiais de urbanização.

Parágrafo Único - O Poder Público cederá o maquinário necessário à adequação física dos
lotes pertencentes a famílias de baixa renda, objetivando a viabilização para construção de
moradias.

Art. 209 - A política urbana, a ser formulada e executada pelo Poder Público, terá como
objetivo o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e a garantia do bem-estar
da população.

Art. 210 - Incumbe à Administração Municipal promover e executar programas de


construção de moradias populares e garantir, em nível compatível com a dignidade da
pessoa humana, condições habitacionais, saneamento básico e acesso ao transporte.

Art. 211 - O Poder Público Municipal não fornecerá alvará de construção para prédios
particulares, com destinação comercial e residencial multifamiliar de grande porte, que
tiverem em seus projetos obstáculos arquitetônicos e ambientes que impeçam ou dificultem
o acesso e a circulação dos portadores de deficiência.

Art. 212 - Caberá ao Município aprovar os loteamentos que atenderem às normas


estabelecidas em Lei específica.

Parágrafo Único - O Poder Público poderá desapropriar áreas para urbanizar loteamento
popular, a fim de atender população de baixa renda.

Art. 213 - A autorização de loteamento urbanos só ocorrerá após a instalação, no mesmo,


de toda a infra-estrutura mínima necessária.

§1° - O loteamento não poderá romper a continuidade do centro urbano, evitando, dessa
forma, espaços vazios próximos ao centro da cidade.

§2° - A instalação da infra-estrutura necessária à autorização do loteamento será custeada


pelo proprietário do mesmo.

Art. 214 - No estabelecimento de diretrizes da política de transportes urbanos observarse-á


a plena integração ao planejamento do uso ou ocupação do solo.

Art. 215 - Os loteamentos clandestinos serão desapropriados e destinados à construção de


moradia popular.
Art. 216 - O comércio e a prestação de serviços nas vias e logradouros públicos do
Município de Juiz de Fora constituem atividades regulares e habituais que atendem às
necessidades da população e poderão ser exercidas, mediante permissão de uso, de acordo
com as normas estatuídas em Lei.

§1° - Considera-se vendedor ou prestador de serviços nas vias e logradouros públicos,


reconhecido como ambulante, a pessoa física, civilmente capaz, que exerça atividade lícita,
sem relação de emprego e por conta própria.

§2° - A localização de comércio ambulante nas vias e logradouros públicos deve garantir a
prevalência da segurança e a circulação da população, bem como a conservação e a
qualificação da paisagem urbana.

SEÇÃO V

Da Ciência e Tecnologia

Art. 217 - O Poder Público promoverá e incentivará o desenvolvimento científico, a


pesquisa, a difusão e a capacitação tecnológica.

Art. 218 - O Município participará, mediante autorização e controle do Poder Legislativo,


de entidade que integre órgãos interessados no desenvolvimento científico e tecnológico da
região, visando congregar esforços e recursos.

Art. 219 - A Lei disporá sobre concessão de isenções, incentivos e benefícios fiscais à
empresa brasileira de capital nacional, com sede e administração no Município, conforme o
disposto no artigo 213 da Constituição Estadual.

Art. 220 - O Município poderá criar estrutura administrativa encarregada e capacitada


tecnicamente para gerência e proposição de políticas e ações em ciência e tecnologia em
benefício do desenvolvimento regional.

TÍTULO V - Das Disposições Gerais e Transitórias

Art. 1° - O Prefeito Municipal encaminhará à Câmara, no prazo máximo de 6 (seis) meses


após a promulgação da Lei Orgânica do Município, Organograma detalhado do Poder
Executivo, especificando cargos, funções e remuneração do seu Quadro de Pessoal.

Art. 2°- No prazo máximo de 3 (três) meses após a promulgação da Lei Orgânica do
Município, a Câmara Municipal criará Comissão permanente de acompanhamento e
avaliação dos convênios e concessões para exploração dos serviços de Utilidade Pública.

Art. 3° - A Tribuna Livre é o canal político onde os munícipes exercerão o direito de


desempenhar atributos populares e democráticos, norteando-se nos termos de 1ei própria.
Art. 4° - O Poder Legislativo Municipal contará com serviço de informática, cuja
regulamentação será objeto de Lei específica que estabelecerá, inclusive, cronograma e
fluxograma de implantação.

Art. 5° - O Município criará, dentro do prazo máximo de 18 (dezoito) meses a partir da


promulgação da Lei Orgânica, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, órgão executivo
específico.

Art. 6° - O Município tombará, para fins de conservação:

I - Morro do Imperador;

II - Pico da Grota;

III - Bacia Hidrográfica do Rio Paraibuna;

IV - Rio Cágado;

V - Bacia Hidrográfica do Rio ao Peixe;

VI - Bacia Hidrográfica do Ribeirão Espírito Santo;

VII - Bacia da Represa de São Pedro;

VIII - Bacia da Represa Dr. João Penido;

IX - Reserva Biológica Municipal do Poço d'Antas;

X - Parque Municipal da Lajinha;

XI - Reserva Biológica Municipal Santa Cândida;

XII - Mata do Krambeck;

XIII - Mata da Fazenda da Floresta;

XIV - Mata da Grama;

XV - Bosque Bairu;

XVI - Parque Halfeld;

XVII - Fazenda São Judas Tadeu;

XVIII - Fazenda do Yung;

XIX - Parque do Museu Mariano Procópio;


XX - Cascata do Vale do Ipê.

Parágrafo Único - O Município providenciará no prazo de 24 (vinte e quatro) meses,


contados da promulgação desta Lei Orgânica, a demarcação das unidades de conservação
de que trata este artigo e cujos limites e formas de utilização serão definidos em Lei.

Art. 7° - O Município elaborará, dentro do prazo de 180 (cento e oitenta) dias após a
promulgação desta Lei Orgânica, legislação específica sobre:

I - proteção de encostas;

II - coleta e destinação final do lixo, sob qualquer de suas formas;

III - atividades mineradoras e recursos hídricos.

Art. 8° - O Poder Público desenvolverá programa especificamente destinado ao incentivo


do turismo dentro do Município.

Art. 9° - O Município de Juiz de Fora, no prazo de 36 (trinta e seis) meses, criará o "Diário
Oficial" de Juiz de Fora destinado à publicação dos atos do Executivo e Legislativo, vedada
a publicidade de qualquer ordem, podendo ainda no mesmo serem aglutinadas publicações
do judiciário - Comarca de Juiz de Fora - se houver entendimento nesse sentido com aquele
Poder.

Art. 10 - Fica assegurado ao servidor público municipal que tiver tempo de serviço prestado
antes de 13 (treze) de maio de 1967, o direito de computar esse tempo, para efeito de
aposentadoria ou de transferência para a inatividade, proporcionalmente ao número de anos
de serviço a que estava sujeito no regime anterior àquela data.

Art. 11 - As áreas públicas de posse urbana, ocupadas até a promulgação desta Lei
Orgânica, terão seus processo de urbanização e legalização iniciados no prazo máximo de
24 (vinte e quatro) meses.

Art. 12 - O Poder Executivo manterá entendimentos com o Governo da União para a


transferência ao Município de bens imóveis a ela pertencentes e não indispensáveis a seus
serviços, para programas e projetos de interesse público.

Art. 13 - A Secretaria Municipal de Educação, através de seu órgão competente, ficará


responsável pela edição e distribuição às Bandas do Município de partituras de
instrumentação do Hino do Município.

Art. 14 - A organização, o comando e a regulamentação geral da Guarda Municipal,


atendendo-se ao previsto na Constituição Estadual, especialmente o §4° do artigo 183 e
Legislação Federal própria, serão definidos em Lei, dentro de 12 (doze) meses da
promulgação desta Lei Orgânica.
Art. 15 - Lei Ordinária a ser votada em prazo não superior a 24 (vinte e quatro) meses
criará o Jardim Botânico Municipal.

Art. 16 - As indústrias, fábricas, empresas e similares já instaladas no Município que, na


sua atividade, expelirem qualquer tipo de poluente, terão 24 (vinte e quatro) meses para
instalarem filtro e equipamento de preservação à poluição.

Parágrafo Único - O não cumprimento destas exigências sujeitará o infrator às sanções


previstas em Lei.

Art. 17 - O Poder Público Municipal, num prazo máximo de até 180 (cento e oitenta) dias, a
contar da data de publicação desta Lei, criará, através de Lei específica, um Novo Código
de Posturas Municipais.

Art. 18-A Lei Municipal específica disporá sobre a criação do Código Sanitário do
Município de Juiz de Fora, num prazo máximo de até 180 (cento e oitenta) dias, a contar da
data de publicação desta lei.

Art. 19 - Cabe ao Poder Público Municipal, coordenado pelo seu órgão de planejamento e
com a participação da comunidade, elaborar, acompanhar e avaliar, permanentemente, o
Plano Diretor do Município, o qual deverá conter as diretrizes gerais para o
desenvolvimento do Município, orientando as ações governamentais e definindo as
prioridades com visas ao ordenamento e implementação das funções sociais, econômicas e
o bem-estar da população.

§1° - O Plano Diretor esclarecerá os critérios de ocupação do solo urbano, objetivando a


melhoria da qualidade de vida na cidade e no meio rural.

§2° - Serão mantidas as atuais diretrizes urbanas no sentido de melhoria da qualidade de


vida dos habitantes do Município.

§3° - Na formulação da política habitacional, o Município deverá atuar de forma a garantir:

I - assessoria técnica à construção de casa própria popular;

II - formação de estoques de terrenos para implementação de programas habitacionais,


ajustados às políticas de expansão urbana;

III - assessoria à população em processos de usucapião.

§4° - Os planos de financiamento de moradia própria destinados à população de baixa


renda não poderão ultrapassar, no valor de suas prestações mensais, ao teto máximo de 10%
(dez por cento) da renda familiar.

§5° - O Poder Público garantirá a destinação de recursos orçamentários para implantação de


habitação de interesse social.
§6° - O prazo para elaboração do Plano Municipal de Habitação será de 01 (um) ano, a
contar da data da promulgação da Lei Orgânica.

Art.20 - Os logradouros públicos que já se acharem convenientemente urbanizados, ainda


que localizados em áreas não regularizadas, receberão denominação oficial através de lei,
levando-se em conta, preferencialmente, os nomes que a comunidade indicar, os quais, em
nenhuma hipótese, poderão contemplar pessoas vivas.

Art. 21 - Na discussão, elaboração, implantação, execução do Plano Diretor, o Poder


Legislativo instituirá o Conselho Municipal Permanente de Política Urbana, órgão
colegiado autônomo, composto por representantes do Poder Público e das entidades de
representação dos movimentos populares.

Art. 22 - Os orçamentos anuais, as diretrizes orçamentárias e o Plano Plurianual serão


compatibilizados com as prioridades e metas estabelecidas no Plano Diretor.

Art. 23 - A Secretaria Municipal de Transportes, no prazo máximo de 180 (cento e oitenta)


dias, regulamentará o transporte de escolares feito através de veículos particulares.

Art. 24-Todos os Conselhos criados por essa Lei Orgânica terão prazo de, no máximo, 12
(doze) meses para suas regulamentações.

Art. 25 - O Poder Público, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias após promulgada a Lei
Orgânica, regulamentará a situação das Microempresas, tendo como princípios o que
dispuser o Estatuto da Microempresa e as Leis Federal e Estadual pertinentes.

Art. 26 - O Poder Executivo encaminhará à Câmara Municipal, num prazo de até 6 (seis)
meses após a promulgação da Lei Orgânica, Projeto de Lei definindo a metodologia da
tarifa do transporte coletivo.

Art. 27 - O Poder Público de Juiz de Fora confeccionará exemplares da Lei Orgânica para
distribuição e conhecimento dos diversos segmentos da sociedade.

Art. 28 - A revisão geral desta Lei Orgânica será feita 5 (cinco) anos após a sua
promulgação pela Câmara Municipal, nas funções constituintes, pelo voto de maioria
absoluta da Câmara.

Palácio Barbosa Lima, 05 de abril de 1990

LAUDELINO BRAZ SCHETTINO

PRESIDENTE

VICENTE DE PAULA OLIVEIRA

VICE-PRESIDENTE
LOURIVAL RIBEIRO DE TOLEDO

SECRETÁRIO

MARCOS PINTO DE OLIVEIRA

RELATOR

EMENDA Nº 1 - de 29 de junho de 1990

Acrescenta parágrafo a artigo da Lei Orgânica Municipal

A Mesa da Câmara Municipal de Juiz de Fora, nos termos do § 2º do artigo 68 da Lei


Orgânica Municipal, promulga a seguinte Emenda ao texto da referida Lei:

Art.1º - Ficam acrescentados ao artigo 90 da Lei orgânica Municipal os parágrafos 1º e 2º,


com a seguinte redação:

“Art.90 - ...

§ 1º - São crimes de responsabilidade os atos do Prefeito que atentem contra as


Constituições da República e do Estado, esta Lei Orgânica e, especialmente, contra:

I - a existência da União, o Estado e Município;

II - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério público, dos


Poderes Constitucionais das Unidades da Federação;

III - o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;

IV - a segurança interna do Polo, do Estado e do Município;

V - a probidade na administração;

VI - a lei orçamentária;

VII - o cumprimento das leis e das decisões judiciais.

a) esses crimes são definidos em lei especial, que estabelece normas de processo e
julgamento;

b) nos crimes de responsabilidade, assim como nos comuns, o Prefeito será submetido a
processo e julgamento perante o Tribunal de Justiça;

c) o Prefeito não pode, na vigência de seu mandato, ser responsabilizado por ato estranho
ao
exercício de suas funções.

§ 2º - São infrações político-administrativas do Prefeito, sujeito ao julgamento pela Câmara


e sancionadas com a perda do mandato:

I - impedir o funcionamento regular da Câmara;

II - impedir o exame de livros, folhas de pagamento e demais documentos que devam


constar do arquivo da Prefeitura, bem como a verificação de obras e serviços municipais,
por omissão de investigação da Câmara;

III - desatender, sem motivo justo, as convocações ou pedidos de informação da Câmara,


quando feitos a tempo e em forma regular;

IV - deixar de apresentar à Câmara, no devido tempo, e em forma regular, a proposta


orçamentária;

V - retardar ou deixar de publicar as leis e atos sujeitos a esta formalidade;

VI - descumprir o orçamento aprovado para exercício financeiro;

VII - praticar ato administrativo contra expressa disposição de Lei, omitir-se ou


negligenciar na defesa de bens, rendas, direitos ou interesses do Município, sujeitos à
administração da Prefeitura;

VIII - ausentar-se do Município, por tempo superior ao permitido;

IX - residir fora do Município;

X - proceder de modo incompatível com a dignidade e o decoro do cargo;

a) a denúncia, escrita e assinada, poderá ser feita por qualquer cidadão à Câmara com
exposição de fatos e a indicação de provas;

b) se o denunciante for vereador, ficará impedido de integrar a comissão permanente, e se


for Presidente da Câmara, passará a Presidência ao seu substituto legal para os atos do
processo;

c) nas infrações político-administrativas, o Prefeito será submetido a processo e julgamento


perante a Câmara, se admitida a acusação por 2/3 (dois terços) de seus membros;

d) de posse da denuncia, o Presidente da Câmara na primeira reunião subseqüente


determinará sua leitura e constituirá a comissão processante, formada por 5 (cinco)
Vereadores, sorteados entre os desimpedidos e pertencentes a partidos diferentes, os quais
elegerão desde logo o Presidente e o Relator;
e) a Comissão, no prazo de 15 (quinze) dias, emitirá parecer que será submetido ao
Plenário, opinando pelo prosseguimento o arquivamento da denúncia, podendo proceder às
diligências que julgar necessárias;

f) aprovado o parecer favorável ao prosseguimento do processo o Presidente determinará,


desde logo, a abertura de instrução, notificando o denunciado, com remessa de cópia da
denúncia, dos documentos que a instruem e do parecer da comissão, informando-lhe o
prazo de 15 (quinze) dias para o oferecimento da defesa e indicação dos meios de prova
com que pretendia demonstrar a verdade do alegado;

g) findo o prazo estipulado na alínea anterior, com ou sem defesa, a comissão processante
determinará as diligências requeridas ou que julgar convenientes e realizará as audiências
necessárias para a tomada do depoimento das testemunhas de ambas as partes, podendo
ouvir o denunciante ou o denunciado, que poderão assistir pessoalmente ou por procurador,
a todas as reuniões e diligências da comissão, interrogando e contraditando as testemunhas,
requerendo a reinquirição ou acareação das pessoas e requerer diligências;

h) após as diligências a comissão proferirá ,no prazo de 15 (quinze) dias parecer final sobre
a procedência ou improcedência da acusação e solicitará ao Presidente da Câmara a
convocação da reunião para julgamento, que se realizará após a distribuição do parecer;

i) na reunião de julgamento, poderão se manifestar verbalmente, pelo tempo máximo de 15


(quinze) minutos cada um, sendo que, ao final, o denunciado ou seu procurador terá o prazo
máximo de 2 (duas) horas para produzir sua defesa oral;

j) terminada a defesa, proceder-se-á a tantas votações nominais quantas forem as infrações


articuladas na denúncia;

l) considerar-se-á afastado, definitivamente do cargo, o denunciado que for declarado, pelo


voto de 2/3 (dois terços), pelo menos dos membros da Câmara, incurso em qualquer das
infrações especificadas na denúncia;

m) concluído o julgamento, o Presidente da Câmara proclamará imediatamente o resultado


e fará lavrar ata, que consigne a votação nominal sobre cada infração e, se houver
condenação, expedirá o competente decreto legislativo de cassação do mandato do Prefeito
ou, se o resultado da votação for absolutório, determinará o arquivamento do processo,
comunicando, em qualquer dos casos, o resultado à justiça eleitoral.”

Art.2º - Esta Emenda entra em vigor na data de sua publicação.

a) LAUDELINO BRAZ SCHETTINO - Presidente

a) VICENTE DE PAULA OLIVEIRA - Vice-Presidente

a) LOURIVAL RIBEIRO DE TOLEDO - Secretário

EMENDA Nº 2 - de 03 de janeiro de 1991 - à Lei Orgânica Municipal


Acrescenta parágrafo único a artigo da Lei Orgânica Municipal

A Mesa da Câmara Municipal de Juiz de Fora, nos termos do § 2º do artigo 68 da Lei


Orgânica Municipal, promulga a seguinte emenda ao texto da referida Lei:

Art.1º - Fica acrescentado ao Art.105 da Lei Orgânica Municipal parágrafo único com a
seguinte redação:

"Fica vedado ao Município contribuir financeiramente para qualquer entidade de Fundo de


Previdência dos Vereadores".

Art.2º - Esta emenda entra em vigor na data de sua publicação.

a) LOURIVAL RIBEIRO DE TOLEDO - Presidente

a) ROMILTON ANTÔNIO DE FARIA - Vice-Presidente

a) MARCOS PINTO DE OLIVEIRA - Secretário.

EMENDA Nº 3 - de 28 de fevereiro de 1991

Altera Dispositivo

A Mesa da Câmara Municipal de Juiz de Fora, nos termos do § 2º do artigo 68 da Lei


Orgânica Municipal, promulga a seguinte emenda ao texto da referida Lei:

Art.1º - O art.54 e o seu § 1º da Lei Orgânica Municipal passam a vigorar com a seguinte
redação:

"Art.54 - A maioria, a minoria, as representações partidárias e os blocos parlamentares


terão Líder e Vice-Líder.

§ 1º - A indicação dos Líderes será feita à Mesa da Câmara em documento subscrito pelos
membros das representações majoritária, minoritária, blocos parlamentares ou partidos
políticos, após a instalação do primeiro período legislativo anual.

§ 2º - Omissis..."

Art.2º - Esta Emenda entra em vigor na data de sua publicação.

a) LOURIVAL RIBEIRO DE TOLEDO - Presidente

a) ROMILTON ANTÔNIO DE FARIA - Vice-Presidente

a) MARCOS PINTO DE OLIVEIRA - Secretário.


EMENDA Nº 4 - de 22 de junho de 1992

Altera Dispositivo

A Mesa da Câmara Municipal de Juiz de Fora, nos termos do § 2º do artigo 68 da Lei


Orgânica Municipal e do § 4º do art.185 do Regimento Interno, promulga a seguinte
Emenda à Lei Orgânica Municipal.

Art.1º - O art.48, "caput", da Lei Orgânica Municipal passa a vigor com a seguinte redação:

"Art.48 - O Poder Legislativo do Município é exercido pela Câmara Municipal composta


de 19 (dezenove) Vereadores eleitos como representantes do povo, na forma da Lei".

Art.2º - Esta Emenda entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio Barbosa Lima, 23 de junho de 1992.

a) LOURIVAL RIBEIRO DE TOLEDO - Presidente

a) ROMILTON ANTÔNIO DE FARIA - Vice-Presidente

a) MARCOS PINTO DE OLIVEIRA – Secretário

EMENDA Nº 5 - de 19 de agosto de 1993

Acrescenta parágrafos a artigo da Lei Orgânica Municipal.

A Mesa da Câmara Municipal de Juiz de Fora, nos termos do §2º do Artigo 68 da Lei
Orgânica Municipal, promulga a seguinte Emenda ao texto da referida Lei:

Art.1º - Ficam acrescentados ao Artigo 106 da Lei Orgânica Municipal os parágrafos 1º e


2º, com a seguinte redação:

Art.106 - (...)

§ 1º - Logo que recebidas pela Câmara, as contas do Município ficarão, durante 60


(sessenta) dias, à disposição de qualquer contribuinte, para exame e apreciação, ou qual
poderá questionar sua legitimidade, nos termos da Lei

§ 2º - A fim de que o contribuinte melhor examine e aprecie o que lhe for apresentado,
adotar-se-ão as seguintes medidas:

I - A exposição das contas será feita em dependência da Câmara Municipal em horário a ser
estabelecido pela Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização Financeira, que
designará um plantão para, se solicitado, prestar informações aos interessados.
II - Caberá à Comissão mencionada receber eventuais petições apresentadas durante o
período de exposição pública das contas e, encerrado este, encaminhá-las com expediente
formal ao Presidente da Câmara Municipal, para ciência dos Vereadores e do Tribunal de
Contas.

III - A Comissão dará recibo das petições acolhidas e informará aos peticionários as
providências e seus resultados.

IV - Até 48 (quarenta e oito) horas antes da exposição das contas, a Mesa Diretora fará
publicar na imprensa edital que notificará os cidadãos do local, horário e dependência em
que poderão ser vistas.

V - Do edital constará menção sucinta a estas disposições da Lei Orgânica e seus objetivos.

Art.2º - Esta Emenda entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio Barbosa Lima, 20 de agosto de 1993.

a) MARCOS PINTO DE OLIVEIRA - Presidente

a) JOSÉ TARCÍSIO FURTADO - Vice-Presidente

a) ALAMIR LOPES DA SILVA - Secretário

EMENDA Nº 06 - de 18 de novembro de 1993

Altera Dispositivo

A Mesa da Câmara Municipal de Juiz de Fora, nos termos do § 2º do artigo 68 da Lei


Orgânica Municipal e do § 4º do artigo 185 do Registro Interno, promulga a seguinte
Emenda à Lei Orgânica Municipal:

Art.1º - O Parágrafo Único - Os professores e especialistas de Educação da Rede Municipal


de Educação, que trabalharem com classe de alunos portadores de Deficiência Mental,
Auditiva e Visual, terão direito a um acréscimo de 20% (vinte por cento) em sua
remuneração.

Art.2º - Esta Emenda entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio Barbosa Lima, 22 de novembro de 1993.

a) MARCOS PINTO DE OLIVEIRA - Presidente

a) JOSÉ TARCÍSIO FURTADO - Vice-Presidente.

a) ALAMIR LOPES DA SILVA - Secretário


EMENDA Nº 07 - de 15 de fevereiro de 1995

Dispõe sobre adequação do inciso XIV do Art.61 da Lei Orgânica Municipal aos preceitos
emanados da Constituição Federal.

A Mesa da Câmara Municipal de Juiz de Fora, nos termos do § 2º do artigo 68 da Lei


Orgânica Municipal e do § 4º do artigo 185 do Regimento Interno, promulga a seguinte
Emenda à Lei Orgânica Municipal.

Art.1º - O inciso XIV do Art.61 da Lei Orgânica Municipal passa a vigorar com a seguinte
redação:

"Art.61 - ....

XIV - Criar Comissão Parlamentar de Inquérito sobre fato determinado e por prazo certo,
mediante requerimento de um terço de seus membros".

Art.2º - Esta Emenda à Lei Orgânica Municipal entra em vigor na data de sua publicação,
revogando-se as disposições em contrário.

Palácio Barbosa Lima, 15 de fevereiro de 1995.

a) JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA - Presidente

a) MARIA LUIZA DE OLIVEIRA MORAES - Vice-Presidente

a) VANDERLEI DORNELAS TOMAZ - Secretário

EMENDA Nº 08 de 18 de abril de 1995

Altera Dispositivo

A Mesa da Câmara Municipal de Juiz de Fora, nos termos do § 2º do artigo 68 da Lei


Orgânica Municipal e do § 4º do artigo 185 do Regimento Interno, promulga a seguinte
Emenda à Lei Orgânica Municipal:

Art.1º - O inciso XIII do Art. 86 da Lei Orgânica Municipal, passa a viger com a seguinte
redação:

"Art.86 - .......

XIII - Prestar à Câmara, no prazo de 15 (quinze) dias, as informações pela mesma


solicitadas, bem como resposta aos Requerimentos dela recebidos, salvo prorrogação a seu
pedido e por prazo determinado, em face da complexidade da matéria ou da dificuldade de
obtenção, nas respectivas fontes, dos dados pleiteados".

Art.2º - Esta Emenda entra em vigor na data de sua publicação.


Palácio Barbosa Lima, 18 de abril de 1995.

a) JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA - Presidente

a) MARIA LUÍZA DE OLIVEIRA MORAES - Vice-Presidente

a) VANDERLEI DORNELAS TOMAZ - Secretário.

EMENDA Nº 09 - de 11 de julho de 1995

Altera redação do art.30, da Lei Orgânica Municipal

A Mesa da Câmara Municipal de Juiz de Fora, nos termos do § 2º do artigo 68 da Lei


Orgânica Municipal e do § 4º do artigo 185 do Regimento Interno, promulga a seguinte
Emenda à Lei Orgânica Municipal:

Art.1º - O artigo 30 da Lei Orgânica Municipal passa a vigorar com a seguinte redação:

"Art.30 - O Servidor Público eleito para a Diretoria de Entidades de Classes


Representativas dos Servidores Públicos Municipais, poderá se afastar do seu Cargo,
Emprego ou Função, durante o período de mandato, sem prejuízo de seus salários,
vantagens e direitos".

Parágrafo Único - A quantidade de servidores afastados para o exercício de mandato


sindical será objeto de negociação entre as entidades de classes e a Administração.

Art.2º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em
contrário.

Palácio Barbosa Lima, 11 de julho de 1995.

a) JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA - Presidente

a) MARIA LUÍZA DE OLIVEIRA MORAES - Vice-Presidente

a) VANDERLEI DORNELAS TOMAZ - Secretário

EMENDA Nº 10 - de 29 de setembro de 1995

A Mesa da Câmara Municipal de Juiz de Fora, nos termos do § 2º do Art.68 da Lei


Orgânica Municipal e do § 4º do art.185 do Regimento Interno, promulga a seguinte
Emenda ao texto da referida Lei:

Art.1º - O art.48, "caput" da Lei Orgânica Municipal, alterado pela Emenda nº 4, de


22.06.92, passa a vigorar com a seguinte redação:
"Art.48 - O Poder Legislativo do Município é exercido pela Câmara Municipal, composta
de 21 (vinte e um) Vereadores, eleitos como representantes do povo, na forma da Lei".

Art.2º - Esta Emenda entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos a partir da
próxima legislatura.

Palácio Barbosa Lima, 29 de setembro de 1995.

a) JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA - Presidente

a) MARIA LUÍZA DE OLIVEIRA MORAES - Vice-Presidente

a) VANDERLEI DORNELAS TOMAZ - Secretário

EMENDA Nº 11 - de 17 de setembro de 1996

Altera Dispositivo

A Mesa da Câmara Municipal de Juiz de Fora, nos termos do § 2º do art.68 da Lei Orgânica
Municipal e do § 4ºdo art.185 do Regimento Interno, promulga a seguinte Emenda ao texto
da referida Lei:

Art.1º - O art.130 da Lei Orgânica Municipal passa a vigorar com a seguinte redação:

"Art.130 - A implantação de aterros sanitários ou depósitos de lixo, só poderá dar-se em


áreas distantes no mínimo 04 (quatro) quilômetros do perímetro urbano do Município e 02
(dois) quilômetros da sede dos Distritos, vedada sua construção à margem de rios, lagoas e
junto a mananciais".

Parágrafo Único - Omissis ...

Art.2º - Esta Emenda entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio Barbosa Lima, 17 de setembro de 1996.

a) JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA - Presidente

a) MARIA LUÍZA DE OLIVEIRA MORAES - Vice-Presidente

a) VANDERLEI DORNELAS TOMAZ - Secretário

EMENDA Nº 12 - de 19 de novembro de 1996

Altera redação de dispositivo


A Mesa da Câmara Municipal de Juiz de Fora, nos termos do § 2º, do Artigo 68 da Lei
Orgânica Municipal e do § 4º do artigo 185 do Regimento Interno, promulga a seguinte
Emenda ao texto da referida Lei:

Art.1º - O § 3º do Art.51 da Lei Orgânica Municipal, passa a ter a seguinte redação:

"Art.51 - ...

§ 3º - A Mesa da Câmara eleita para um mandato de 2 (dois) anos, compõe-se de


Presidente, 1º Vice-Presidente, 2º Vice-Presidente, 1º Secretário, os quais se substituirão
nesta ordem, nos termos do que preceitua o Regimento Interno".

Art.2º - Esta Emenda entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos a partir da
próxima Legislatura.

Palácio Barbosa Lima, 19 de novembro de 1996.

a) JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA - Presidente

a) MARIA LUIZA DE OLIVEIRA MORAES - Vice-Presidente

a) VANDERLEI DORNELAS TOMAZ - Secretário

EMENDA Nº 13 de 20 de outubro de 1997

Altera Dispositivos

A Mesa da Câmara Municipal de Juiz de Fora, nos termos do § 2º do art.68 da Lei Orgânica
Municipal e do § 4º do art.185 do Regimento Interno, promulga a seguinte Emenda ao texto
da referida Lei:

Art.1º - O art.60 da lei Orgânica do Município de Juiz de Fora passa a vigorar com a
seguinte redação em seu "caput" e com os respectivos incisos:

"Art.60 - Cabe a Câmara Municipal, com a devida sanção do Prefeito, legislar sobre
quaisquer matérias de interesse e competência legal do Município e especialmente sobre:

XIX - a iniciativa sobre concessão de isenções e anistias fiscais em projeto de interesse


social;

XX – legislar sobre política de diretrizes tributárias do Município e outras matérias afins".

Art.2º O art.70 da LOM passa a vigorar com a seguinte redação em seus inciso IV:

"IV - matéria orçamentária e tributária e a que autoriza a abertura de crédito ou concede


auxílios, prêmios e subvenções; exceto nos casos previstos no art.60, incisos XIX e XX".
Art.3º - Fica adicionado ao art.70 da LOM o seguinte parágrafo:

"§ 1º - A sanção do Prefeito convalida a iniciativa legislativa da Câmara Municipal nos


casos previstos pelo art.60, incisos XIX e XX, sendo esta condição indispensável para a
validade da referida proposição".

Art.4º - Esta Emenda entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio Barbosa Lima, 21 de outubro de 1997.

a) EDUARDO JOSÉ LIMA DE FREITAS - Presidente

a) JOSEMAR DA SILVA - 1º Vice-Presidente

a) ANTÔNIO CARLOS GUEDES ALMAS - 1º Secretário

EMENDA Nº 14 de 12 de dezembro de 1997

Dá nova redação ao inciso IV e suprime o § 1º do art.70 da Lei Orgânica Municipal


alterando e introduzido pela Emenda nº 13 de 20 de outubro de 1997.

A Mesa da Câmara Municipal de Juiz de Fora, nos termos do § 2º do art.68 da Lei Orgânica
Municipal e do § 4º do art.185 do Regimento Interno, promulga a seguinte Emenda a Lei
Orgânica Municipal.

Art.1º - O inciso IV do art.70 da Lei Orgânica Municipal alterado pela Emenda nº 13, de 20
de outubro de 1997, passa a vigorar com a seguinte redação:

"Art. 70 - (...)

IV - matéria orçamentária e a que autoriza a abertura de crédito ou concede auxílios,


prêmios e subvenções".

Art.2º - Fica suprimido o § 1º do art.70 da Lei Orgânica Municipal, introduzido através da


Emenda referida no artigo 1º.

Art.3º - Esta Emenda entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio Barbosa Lima, 12 de dezembro de 1997.

a) EDUARDO JOSÉ LIMA DE FREITAS - Presidente

a) JOSEMAR DA SILVA - 1º Vice-Presidente

a) ANTÔNIO CARLOS GUEDES ALMAS - 1º - Secretário.

EMENDA Nº 15 de 29 de dezembro de 1997


Altera o art.43 da Lei Orgânica do Município de Juiz de Fora.

A Mesa da Câmara Municipal de Juiz de Fora, nos termos do art.68, § 2º da Lei Orgânica
do Município e do art.185, § 4º, do Regimento Interno, promulga a seguinte Emenda a Lei
Orgânica Municipal.

Art.1º - O artigo 43 da Lei Orgânica Municipal passa a vigorar com a seguinte redação:

Art.43 - A Tarifa de esgoto cobrado pelo Órgão Executor dos Serviços de Saneamento
Básico no Município, para as residências unifamiliares cujo consumo mensal de água
tratada não for superior a 10m3 por residência, não poderá ultrapassar 60% (sessenta por
cento) do valor cobrado pela tarifa de fornecimento de Água mensalmente.

§ 1º A Tarifa de Esgoto cobrada pelo Órgão Executor dos Serviços de Saneamento Básico
no Município, para as residências unifamiliares cujo consumo mensal de água tratada for
superior a 10m3 até 20m3 por residência, não poderá ultrapassar 80% (oitenta por cento) do
valor cobrado pela Tarifa de Fornecimento de Água mensalmente.

§ 2º - A Tarifa de Esgoto cobrado pelo Órgão Executor dos Serviços de Saneamento Básico
no Município, para as residências unifamiliares cujo consumo mensal de água tratada for
superior a 20m3 por residência, não poderá ultrapassar 100% (cem por cento) de valor
cobrado pela Tarifa de Fornecimento de Água mensalmente.

§ 3º - As demais categorias de unidades residenciais poderão beneficiar-se da redução


estabelecida no "caput" e § 1º deste artigo, quando promoverem o tratamento primário de
seu afluente, conforme projeto aprovado pelo órgão Executivo dos Serviços.

§ 4º - As categorias não residenciais terão a Tarifa de Esgoto cobrada proporcionalmente ao


grau de poluição ou contaminação de seu afluente, segundo regulamentação do Órgão
Executor do Serviço.

Art.2º - A receita auferida do reajuste de tarifa de que trata a presente Emenda a Lei
Orgânica Municipal, destinar-se-á, exclusivamente, a despoluição do Rio Paraibuna e a
extensão de redes.

Parágrafo Único - A CESAMA especificará, em cada conta a ser expedida o valor do


reajuste tarifário ora estabelecido, demonstrando, doravante, a destinação da referida
alteração tarifária, devendo enviar à Câmara Municipal, bimestralmente, o valor do
montante arrecadado, informando, minuciosamente, sua aplicação e custo individual.

Art.3º - Para que a CESAMA utilize dos valores apurados com alteração tarifária, para
outras finalidades que não as previstas nesta Emenda, necessita de aprovação da Câmara
Municipal.

Art.4º - O Poder Executivo regulamentará no prazo de 90 (noventa) dias o disposto no


artigo 1º da presente Emenda a Lei Orgânica Municipal.
Art.5º - Esta Emenda entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio Barbosa Lima, 29 de dezembro de 1997.

a) EDUARDO JOSÉ LIMA DE FREITAS - Presidente

a) JOSEMAR DA SILVA - 1º Vice-Presidente

a) ANTÔNIO CARLOS GUEDES ALMAS - 1º Secretário.

EMENDA Nº 16 - de 19 de maio de 1998

Dá nova redação à alínea "a" do inciso II do art.63 da Lei Municipal

A Mesa da Câmara Municipal de Juiz de Fora, os termos do § 2º do Art.68 da Lei


Orgânica Municipal e do § 4º do Art.185 do Regimento Interno, promulga a seguinte
Emenda ao texto da referida Lei:

Art.1º - A alínea "a" do inciso II, do art.63 da Lei Orgânica Municipal, passa a vigorar com
a seguinte redação:

"Art.63 - ...

II - ...

a) ocupar cargo, função ou emprego, na Administração Pública direta ou indireta do


Município, de que seja exonerável "ad nutum", salvo de Secretário Municipal ou Diretor
equivalente, bem como de Ministro da República, Secretário de Estado ou Secretário
Adjunto de Estado, Administrador Regional Estadual, Chefe de Missão Diplomática
temporária, Diretor de Autarquia em âmbito Federal, Estadual ou em outro Município da
Federação, desde que se afaste do exercício da Vereança".

Art.2º - Esta Emenda entra em vigor na data e sua publicação.

Palácio Barbosa Lima, 19 de maio de 1998.

a) EDUARDO JOSÉ LIMA DE FREITAS - Presidente.

a) JOSEMAR DA SILVA - 1º Vice-Presidente

a) ANTÔNIO CARLOS GUEDES ALMAS - 1º Secretário.

EMENDA Nº 17 - de 19 de maio de 1998

Dá nova redação ao § 1º do art.65 da Lei Orgânica Municipal.


A Mesa da Câmara Municipal de Juiz de Fora, nos termos do § 2º do Art.68 da Lei
Orgânica Municipal e do § 4º do Art.185 do Regimento Interno, promulga a seguinte
Emenda ao texto da referida Lei:

Art.1º - O § 1º do art.65 da Lei Orgânica Municipal, passa a vigorar com a seguinte


redação:

"Art.65 - ...

§ 1º - Não perderá o mandato o vereador investido em cargo de Ministro da República,


Secretário de Estado ou Secretário Adjunto de Estado, Administrador Regional Estadual,
Chefe de Missão Diplomática temporária, Secretário Municipal ou Diretor equivalente,
Diretor de Autarquia ou Fundação em âmbito Federal, Estadual ou em outro Município da
Federação, desde que se afaste do exercício da vereança".

Art.2º - Esta Emenda entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio Barbosa Lima, 19 de maio de 1998.

a) EDUARDO JOSE LIMA DE FREITAS - Presidente

a) JOSEMAR DA SILVA - 1º Vice-Presidente

a) ANTÔNIO CARLOS GUEDES ALMAS - 1º secretário

EMENDA Nº 18 de 17 de junho de 1998

Altera disposição e dá outras providências.

A Mesa da Câmara Municipal de Juiz de Fora, nos termos do § 2º do art.68 da Lei Orgânica
Municipal e do § 4º do art.185 do Regimento Interno, promulga a seguinte Emenda ao texto
da referida Lei:

Art.1º - O art.156 da Lei Orgânica Municipal passa a viger com a seguinte redação:

"Art.156 - Fica criado o Fundo Municipal de Assistência Social, a ser regido pelo Conselho
Municipal de Assistência Social".

Art.2º - Esta Emenda entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio Barbosa Lima, 17 de junho de 1998.

a) EDUARDO JOSÉ LIMA DE FREITAS - Presidente.

a) JOSEMAR DA SILVA - Vice-Presidente.

a) ANTÔNIO CARLOS GUEDES ALMAS - 1º Secretário


EMENDA Nº 19 de 17 de novembro de 1998

Altera disposição e dá outras providências.

A Mesa da Câmara Municipal de Juiz de Fora, nos termos do § 2º do art.68 da Lei Orgânica
Municipal, promulga a seguinte Emenda ao texto da referida Lei:

Art.1º - O art.23 da Lei Orgânica Municipal, passa a vigorar com a seguinte redação:

"Art.23 - São estáveis após três anos de efetivo exercício, os Servidores nomeados para

cargos de provimento efetivo, em virtude de concurso público.

Parágrafo Único - Como condição para a aquisição de estabilidade, é obrigatória a


avaliação especial de desempenho por comissão instituída para esta finalidade".

Art.2º - Fica revogado o art.25 da Lei Orgânica Municipal.

Art.3º - O inciso XIX do art.61 da Lei Orgânica Municipal, passa a vigorar com a seguinte
redação:

“Art.61 - ...

XIX - fixar, através de Lei de sua iniciativa, os subsídios do Prefeito, do Vice-Prefeito e


dos Secretários Municipais, observado o que dispõem os arts.37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153,
III, § 2º, I da Constituição Federal, com as alterações da Emenda Constitucional nº 19, de 4
de junho de 1998”.

Art.4º - O art.61 da Lei Orgânica Municipal passa a vigorar acrescido do seguinte inciso
XX:

“Art.61 - ...

XX - através de Lei de sua iniciativa, fixar o subsídio dos Vereadores, na razão de, no
máximo, setenta e cinco por cento daquele estabelecido, em espécie, para os Deputados
Estaduais, observado o que dispõem os arts.39, § 4º, 57, § 7º, 150, II, 153, III e 153, § 2º, I,
da Constituição Federal, com as alterações da Emenda Constitucional nº19, de 4 de junho
de 1998”.

Art.5º - O inciso I do art.70 da Lei Orgânica Municipal, passa a vigorar com a seguinte
redação:

“Art. 70 - ...
I - Criação, transformação ou extinção de cargos, funções ou empregos públicos na
Administração Direta e autarquias ou aumento de sua remuneração, observado o disposto
no inciso XIX do art.61”.

Art.6º - Esta Emenda entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio Barbosa Lima, 17 de novembro de 1998.

a) EDUARDO JOSÉ DE LIMA DE FREITAS - Presidente

a) JOSEMAR DA SILVA - Vice-Presidente.

a) ANTÔNIO CARLOS GUEDES ALMAS - 1º Secretário.

EMENDA Nº 20 - de 18 de janeiro de 1999

Dá nova redação ao artigo 130

A Mesa da Câmara Municipal de Juiz de Fora, nos termos do § 2º do art.68 da Lei Orgânica
Municipal e do § 4º do art.185 do Regimento Interno, promulga a seguinte Emenda ao texto
da referida Lei:

Art.1º - Fica revogada a Emenda de nº 11 ao art.130 da Lei Orgânica Municipal.

Art.2º - O art.130 da Lei Orgânica Municipal passa a vigorar com a seguinte redação:

"Art.130 - É vedada a criação de Aterros Sanitários em qualquer área do Município sem a


prévia autorização dos órgãos competentes ligados ao meio ambiente".

Art.3º - Esta Emenda entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio Barbosa Lima, 18 de janeiro de 1999.

a) PAULO ROGÉRIO DOS SANTOS - Presidente.

a) JÚLIO CARLOS GASPARETTE - Vice Presidente.

a) JOÃO BATISTA BARBOSA JÚNIOR - 1º Secretário.

EMENDA Nº 21 - de 17 de junho de 1999

Dá nova redação ao inciso XVI do art. 86.

A Mesa da Câmara Municipal de Juiz de Fora, nos termos do § 2º do art. 68 da Lei


Orgânica Municipal e do § 4º do art. 185 do Regimento Interno, promulga a seguinte
Emenda ao texto da referida Lei:
Art. 1º - O inciso XVI do art. 86, da Lei Orgânica Municipal passa a vigorar com a seguinte
redação:

"Art. 86 - ...

XVI - Colocar à disposição da Câmara até o dia 20(vinte) de cada mês, em duodécimos,
independentemente de requisição, os recursos correspondentes às suas dotações
orçamentárias, aí compreendidos os créditos suplementares e especiais, mediante depósito
em conta própria, vedada a retenção ou restrição ao repasse ou emprego dos recursos
atribuídos ao legislativo sob pena de crime de responsabilidade".

Art. 2º - Esta Emenda entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio Barbosa Lima, 17 de junho de 1999.

a) PAULO ROGÉRIO DOS SANTOS - Presidente.

a) JÚLIO CARLOS GASPARETTE - 1º Vice-Presidente

a) ANTÔNIO CARLOS GUEDES ALMAS - Secretário "Ad-hoc".

EMENDA Nº 22 - de 27 de abril de 2001.

Dá nova redação ao art. 55 que trata da convocação do Prefeito e Vice-Prefeito à Câmara


Municipal

A Mesa da Câmara Municipal de Juiz de Fora, nos termos do § 2º do art. 68 da Lei


Orgânica Municipal e do § 4º do art. 185 do Regimento Interno, promulga a seguinte
Emenda ao texto da referida Lei:

Art. 1º - O art. 55 da Lei Orgânica do Município passa a vigorar com a seguinte redação:

Art. 55 - A Câmara Municipal, a requerimento de qualquer Vereador, aprovado por maioria


absoluta poderá convocar o Prefeito Municipal ou seu Vice-Prefeito para prestar
esclarecimentos sobre assunto previamente determinado, importando em infração político-
administrativa o seu não comparecimento sem justificação adequada.

Parágrafo Único - Os Agentes referidos no caput deste artigo poderão comparecer à


Câmara Municipal ou a qualquer de suas Comissões, por sua iniciativa mediante
entendimentos com a Mesa da Câmara, para expor assunto de relevante interesse do
município.

Art. 2º - Esta Emenda entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio Barbosa Lima, 27 de abril de 2001.

a) ISAURO CALAIS Presidente


a) ROMILTON FARIA - Vice-Presidente,

a) CARLOS ALBERTO GASPARETE - 1º Secretário.

EMENDA Nº 23 - de 19 de junho de 2001.

Dá nova redação ao inciso X do art. 86 e aos arts. 105 e 106 da Lei Orgânica Municipal.
Projeto de autoria da Mesa Diretora.

A Mesa da Câmara Municipal de Juiz de Fora, nos termos do § 2º do art. 68 da Lei


Orgânica Municipal e do § 4º do art. 185 do Regimento Interno, promulga a seguinte
Emenda ao texto da referida Lei:

Art. lº - O inciso X do art. 86 e os arts. 105 e 106 da Lei Orgânica Municipal, passam a
vigorar com a seguinte redação: "Art, 86 - ... (...) X - encaminhar à Câmara até 31 de março
de cada ano subsequente Prestação de Contas e os balanços do exercido findo".

"Art. 105 - Os Projetos de Lei do Plano Plurianual, das Diretrizes Orçamentárias e do


Orçamento Anual, serão enviados pelo Prefeito à Câmara Municipal, nos seguintes prazos:

I - o do Plano Plurianual até o dia 30 de setembro do primeiro ano do mandato do Chefe do


Poder Executivo e devolvido para sanção até o encerramento da Sessão Legislativa;

II - o de Diretrizes Orçamentárias até o dia 15 de maio e devolvido pãra sanção até 15 de


julho de cada ano;

III - o do Orçamento Anual até o dia 30 de setembro de cada ano e devolvido para sanção
até o encerramento da Sessão Legislativa".

"Art. 106 - A Prestação de Contas do exercido anterior será encaminhada pelo Prefeito
àCâmara Municipal, até 31 de março."

Art. 2.º - Esta Emenda entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio Barbosa Lima, 19 de junho de 2001.

ISAURO CALAIS, Presidente.

CARLOS ALBERTO GASPARETE, 1º Secretário.

Emenda nº 24 - de 20 de junho de 2001

Dá nova redação ao art. 56, que trata da convocação de Secretários à Câmara Municípal.
Projeto de autoria do Vereador Lafayette Andrada.
A Mesa da Câmara Municipal de Juiz de Fora, nos termos do § 2º do art.68 da Lei Orgânica
Municipal e do § 4º do art. 185 do Regimento Interno, promulga a seguinte Emenda ao
texto da referida Lei:

Art. lº - O art. 56 da Lei Orgânica do Município passa a vigorar com a seguinte redação:
"Art. 56 - A Câmara Municipal poderá convocar, a requerimento de qualquer Vereador, por
maioria de seus membros, Secretário Municipal, Diretores ou Presidente de Autarquias ou
quaisquer titulares de órgão diretamente subordinado à Prefeitura Municipal para,
pessoalmente, prestarem informações sobre assunto previamente determinado. importando
em crime de responsabilidade a ausência sem justificação adequada.

Parágrafo único - Os Agentes referidos no caput deste artigo poderão comparecer à Câmara
Municipal ou a qualquer de suas Comissões, por sua iniciativa e mediante entendimentos
com a Mesa da Câmara, para expor assunto de relevância de sua Pasta." Art. 2.º - Esta
Emenda entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio Barbosa Lima, 20 de junho de 2001.

ISAURO CALAIS, Presidente;

CARLOS ALBERTO GASPARETE, lº Secretário.

Emenda nº 25 de 21 de setembro de 2001 - à Lei Orgânica Municipal.

Altera os arts. 64 e 73 da Lei Orgânica Municipal. Projeto de autoria do Vereador Romílton


Faria.

A Mesa da Câmara Municipal de Juiz de Fora, nos termos do § 2º do art. 68 da Lei


Orgânica Municipal e do § 4º do art. 185 do Regimento Interno, promulga a seguinte
Emenda ao texto da referida Lei:

Art. 1º - Os arts. 64 e 73 da Lei Orgânica Municipal passam a vigorar com as seguintes


alterações:

"Art. 64 -

§ lº - ...

§ 2º - Nos casos dos incisos I e II, a perda do mandato será declarada pela Câmara por
maioria de 2/3 (dois terços), mediante provocação da Mesa ou de Partido Político
representado na Casa, assegurada ampla defesa, obedecidas as formalidades do Decreto Lei
201/67.

§ 3º - ...

Art. 73 - ...
§ 1º - O Prefeito, considerando o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrário
ao interesse público, vetá-lo-á total ou parcialmente, no prazo de 15 (quinze) dias úteis,
contados da data do recebimento, só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta
dos Vereadores.

§ 2º - ...

§ 3º - ...

§ 4º - A apreciação do veto pelo Plenário da Câmara será dentro de 30 (trinta) dias a contar
de seu recebimento, em uma só discussão e votação, com Parecer ou sem ele,
considerando-se rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Vereadores.

§ 5º - ...

§ 6º - ...

§ 7º - ...

Art. 2º - Esta Emenda entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio Barbosa Lima, 21 de setembro de 2001.

ISAURO CALAIS - Presidente

CARLOS ALBERTO GASPARETE - 1º Secretário.

Emenda nº 26 - de 05 de dezembro de 2001 à Lei Orgânica Municipal

Acrescenta parágrafos ao art. 75 da Lei Orgânica Municipal - Projeto de autoria do


Vereador Barbosa Júnior.

A Mesa da Câmara Municipal de Juiz de Fora, nos termos do § 2º do art. 68 da Lei


Orgânica Municipal e do art. 248 do Regimento Interno, promulga a seguinte Emenda ao
texto da referida Lei:

Art.1º - Ficam acrescentandos ao art. 75 da Lei Orgânica Municipal, os seguintes


parágrafos:

§ 1º - A Sociedade Civil, através de seus setores organizados, poderá apresentar sugestões,


propostas ou equivalentes à Comissão de Projetos Populares da Câmara Municipal de Juiz
de Fora.

§ 2º - Procedida a análise pela Comissão de Projetos Populares esta, se assim o entender,


encaminhará nos termos regimentais a proposição para deliberação da Casa.

Art.2º - Esta Emenda entra em vigor na data de sua publicação.


Palácio Barbosa Lima, 05 de dezembro de 2001.

Isauro Calais - Presidente.

Romilton Antônio de Faria - 1º Vice-Presidente

Carlos Alberto Gasparete - !º Secretário

Emenda nº 27 - de 28 de fevereiro de 2002 à Lei Orgânica Municipal.

Altera dispositivo e dá outra providência. - Projeto de autoria do Vereador Barbosa Júnior.

A Mesa da Câmara Municipal de Juiz de Fora, nos termos do § 2º do art. 68 da Lei


Orgânica Municipal e do art 248 do Regimento Interno, promulga a seguinte Emenda ao
texto da referida Lei:

Art. 1º - O § 3º do art. 51 da Lei Orgânica Municipal, alterado pela Emenda nº 12, de 19 de


novembro de 1996, passa a ter a seguinte redação:

“Art. 51 - ...

§ 3º - A Mesa da Câmara, eleita para um mandato de 2 (dois) anos, compõe-se do


Presidente, 1º Vice-Presidente, 2º Vice-Presidente, 1º Secretário e 2º Secretário, os quais se
substituirão nesta ordem, nos termos do que preceitua o Regimento Interno, podendo ser
reeleitos para qualquer cargo, para um único período subsequente”.

Art. 2º - Fica suprimido o § 5º do art. 51 da Lei Orgânica Municipal.

Art. 3º - Esta Emenda entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio Barbosa Lima, 28 de fevereiro de 2002.

ISAURO CALAIS - Presidente

ROMILTON ANTÔNIO DE FARIA - 1º Vice Presidente

CARLOS ALBERTO GASPARETE - 1º Secretário

Emenda nº 28 - de 18 de junho de 2002 à Lei Orgânica Municipal.

Acrescenta inciso ao artigo 145 da lei Orgânica Municipal. - Projeto de autoria do Vereador
Barbosa Júnior.

A Mesa da Câmara Municipal de Juiz de Fora, nos termos do § 2º do art.68 da Lei Orgânica
Municipal e do art. 248 do Regimento Interno, promulga a seguinte Emenda ao texto da
referida Lei:
Art.1º - O artigo 145 da Lei Orgânica Municipal passa a ter o seguinte inciso IV: "Art.145-
(...)

IV - Fixar políticas educacionais tendo como imperativo ético a plena integração do negro
no processo de desenvolvimento político-social do Município de Juiz de Fora.

Art.2º - Esta Emenda entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio Barbosa Lima, 18 de junho de 2002.

ISAURO CALAIS - Presidente

ROMILTON ANTÔNIO DE FARIA - 1º Vice Presidente

CARLOS ALBERTO GASPARETE - 1º Secretário

Emenda nº 29 - de 21 de agosto de 2002 à Lei Orgânica Municipal.

Acrescenta inciso ao artigo 60 da Lei Orgânica Municipal. - Projeto de autoria do Vereador


Barbosa Júnior.

Projeto de autoria do Vereador Barbosa Júnior.

A Mesa da Câmara Municipal de Juiz de Fora, nos termos do § 2º do art. 68 da Lei


Orgânica Municipal e do art. 248 do Regimento Interno, promulga a seguinte
Emenda ao texto da referida Lei:

Art. lº - O artigo 60 passa a ter o seguinte inciso XXI: "Art. 60 (...)

XXI - Propor diretrizes para Programas de Ações Afirmativas no âmbito do


Município de Juiz de Fora, com vistas à formulação de políticas públicas voltadas para a
integração social do negro no processo de desenvolvimento politico-social do Município de
Juiz de Fora.

Art. 2º - Esta Emenda entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio Barbosa Lima, 22 d agosto de 2002.

ISAURO CALAIS - Presidente

ROMILTON ANTÔNIO DE FARIA - 1º Vice Presidente

CARLOS ALBERTO GASPARETE - 1º Secretário

Preâmbulo - Título I - Título II - Título III - Título IV - Título V - Emendas


Desenvolvido e Atualizado por: DINFO/CMJF

Divisão de Informática da Câmara Municipal de Juiz de Fora