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Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio José de Alencar

FILOSOFIA

Santarém-pa
2019
Professora:Eliziete Rebelo
Aluno:Giovanni Monteiro
Série:3ºano Turno:Matutino Data:07/04/2019

A CIÊNCIA
BIOGRAFIA DOS AUTORES
MIRNA FERNANDES
Bacharel em Filosofia pela Universidade de São Paulo.Especializações em
Meio Ambiente na Universidade de Santiago do Chile e na Universidade de
Barcelona Professora, editora e gestora ambiental.
Gilberto Cotrim é historiador graduado pela Faculdade de Filosofia, Letras
e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo e licenciado pela
Faculdade de Educação da USP. É advogado inscrito na Ordem dos
Advogados do Brasil (OAB-SP). Defendeu Mestrado em Educação e História
da Cultura pela Universidade Mackenzie.Cursou filosofia na Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Foi presidente da Associação Brasileira dos Autores de Livro
Educativo (ABRALE). É autor de diversos livros publicados pela Editora
Saraiva, como: História Global, Fundamentos da Filosofia e Educação para
uma escola democrática.
OBRAS DE GILBERTO COTRIM
1. Historiar – Ensino Fundamental (2015)
2. História Global – Ensino Médio (2016)
3. Fundamentos de Filosofia – Ensino Médio (2013)
4. Fundamentos da Filosofia – Ensino Médio (2013)
5. Direito Fundamental (2011)
6. Educação para um escola democrática (1991)

COMO O LIVRO ESTÁ DIVIDIDO

Os conteúdos estão organizados em quatro unidades, tendo como objetivo


abordar as filosofias sob os enfoques temático e histórico:

Filosofar e viver – dedica-se a “mostrar” o que é a experiência filosófica e o


filosofar,como em um passo a passo, usando como referência temas
fundamentais da identidade filosófica.
Nós e o mundo – concentra-se em alguns dos problemas básicos do
pensamento filosófico e da própria experiência humana, relacionados com a
descoberta progressiva do mundo e de nós mesmos dentro desse mundo.
A filosofia na história – oferece uma visão geral do pensamento filosófico
ocidental desde a Antiguidade até a época contemporânea, procurando
contextualizar historicamente as distintas filosofias e os debates que
despertaram.
Grandes áreas do filosofar – trabalha áreas temáticas de estudo e pesquisa
que ganharam especial atenção nas sociedades contemporâneas e no âmbito
específico da filosofia.
Cotrim, Gilberto
Fundamentos de filosofia / Gilberto Cotrim,Mirna Fernandes. -- 4. ed. -- São Paulo
:Saraiva, 2016.

O QUE É CIÊNCIA
DO MÉTODO ÀS LEIS CIENTÍFICAS
Comecemos nossa investigação sobre a ciência buscando o significado básico dessa
palavra. O termo ciência vem do latim scientia, que significa “conhecimento”. Assim,
como ponto de partida,podemos definir ciência como o campo da atividade humana
que se dedica à construção de um conhecimento sistemático e seguro a respeito dos
fenômenos do mundo.
Por que dissemos “sistemático e seguro”? Porque, como vimos, a palavra
conhecimento pode ser usada em um sentido geral (lato sensu) e em um sentido
estrito (stricto sensu), que é o conhecimento sólido e bem fundamentado. Trata-se do
que os gregos chamavam de epistéme, o tipo de conhecimento que interessa à ciência.
Por isso, a investigação sobre o conhecimento obtido pela ciência é conhecida como
epistemologia.
Objetivos da ciência
Nossa segunda questão pode ser: “Conhecer para quê?”.Costuma-se dizer que é para
tornar o mundo compreensível, proporcionando ao ser humano meios de prever
situações e exercer controle sobre a natureza. Essa visão ganhou ênfase com a ciência
moderna.
Segundo Jacob Bronowski (1908-1974), matemático britânico de origem polonesa,
pelo conhecimento científico, o “homem domina a natureza não pela força, mas pela
compreensão” Será isso possível? Será que a ciência alcança a compreensão que
pretende, e o faz sem o uso da força?
É importante notar que, quando falamos em ciência, neste capítulo, referimo-nos
principalmente às ciências da natureza, como a física,a química e a biologia.
Método Científico
Desde o início da Idade Moderna, para alcançar seus objetivos: o método científico.
O que é método científico? O termo método vem do grego meta, “através”, e hodos,
“caminho”,significando “através de um caminho” ou de um procedimento. Assim,
método científico é o núcleo de procedimentos que orienta o modo de conduzir uma
investigação científica. Há diversos conjuntos de procedimentos que caracterizam
diferentes metodologias.
Embora variado, o método científico tem por base, de modo geral, uma estrutura
lógica que engloba diversas etapas, as quais devem ser percorridas na busca de
solução para o problema proposto.
Os métodos científicos não constituem apenas conjuntos fixos e estereotipados de
procedimentos a serem adotados em todos os tipos de pesquisa científica. Embora se
organizem em torno de certos atos recorrentes, isso por si só não garante os
resultados satisfatórios de uma pesquisa.
Leis e Teorias Científicas
Além de utilizar um método, os cientistas, depois de suas investigações, também
formulam leis e teorias,principalmente dentro das ciências naturais,com destaque
para a física. Nas ciências sociais,esse modelo de investigação não é tão presente.
Mas o que são exatamente as leis e teorias científicas?Analisando inúmeros fatos do
mundo, percebemos a ocorrência de fenômenos regulares, como a sucessão do dia e
da noite, das estações do ano,o nascimento dos seres vivos, a atração dos corpos em
direção ao centro da Terra e outros.
Para reconhecer a ocorrência de regularidades,devemos observar os fenômenos
semelhantes e classificá-los segundo suas características comuns.Ao examinar as
regularidades, a ciência procura chegar a uma conclusão geral que possa ser aplicada
a todos os fenômenos semelhantes.Por meio desse processo, formulam-se leis
científicas. Nesse sentido, leis são enunciados generalizadores que procuram
apresentar relações constantes e necessárias entre fenômenos regulares.
Transitoriedade das teorias científicas
A ciência propõe-se a atingir conhecimentos precisos, coerentes e abrangentes.
Caracteriza-se por tentar, deliberadamente, alcançar resultados que o senso comum,
por suas condições, não pode normalmente alcançar.O estudo da história das ciências
revela, no entanto, que inúmeras teorias científicas que por algum tempo reinaram
como absolutamente sólidas e corretas mais tarde foram refutadas, sendo
modificadas ou substituídas por outras.
Durante séculos e séculos, por exemplo, o mundo ocidental acreditou de forma
inabalável que a Terra fosse o centro do universo. Entretanto, Nicolau Copérnico, com
a obra Da revolução das esferas celestes, publicada no ano de sua morte
(1543),demonstrou que a Terra se movia em torno do seu próprio eixo e ao redor do
Sol. Era a teoria heliocêntrica,que refutava o geocentrismo de Ptolomeu.Isso mostra
que os conhecimentos científicos de uma época não são inquestionavelmente certos,
coerentes e infalíveis para todo o sempre. É como se tivessem certas “condições de
validade”.Essa permanente possibilidade de que uma teoria científica seja revista ou
corrigida por outra pode conduzir à noção pessimista de que a ciência fracassou no
seu propósito ou perdeu sua razão de existir. Ou, ainda, pode levar à posição cética de
que todos os conhecimentos científicos são crenças passageiras que serão condenadas
no futuro.No entanto, existe certo consenso entre os defensores da ciência a respeito
de que, embora as teorias científicas possam ser refutadas, reformuladas ou
corrigidas, a ciência cumpre sua função enquanto tem “êxito no seu propósito de
fornecer explicações dignas de confiança, bem fundadas e sistemáticas para
numerosos fenômenos”.
Filosofia Da Ciência
Essas e outras discussões configuraram um campo de reflexão sobre a ciência e seus
métodos:a epistemologia ou filosofia da ciência.A epistemologia, em sentido amplo,
tem longa história. Foi, porém, a partir das conquistas da ciência moderna que a
investigação filosófica sobre o conhecimento verdadeiro passou a ser dirigida mais
diretamente às ciências da natureza, pois foi desde então que estas alcançaram
autonomia e identidade como campo do saber. Pensadores como Descartes, Locke,
Hume e Kant trouxeram contribuições importantes nesse sentido.
No entanto, foi apenas a partir do final do século XIX que a discussão sobre a ciência
como área específica de estudo filosófico começou a ganhar real destaque,
notadamente após uma polêmica entre os pensadores ingleses William Whewell e
John Stuart Mill sobre o papel do método indutivo na ciência.
A filosofia da ciência desenvolve, portanto, reflexões críticas sobre os fundamentos do
saber científico. Esse tema geral desdobra-se em uma série de questões, como:
 estudo do método de investigação científica;
 classificação da ciência;
 natureza das teorias científicas e sua capacidade de explicar a realidade;
 papel da ciência e sua utilização na sociedade.

CIÊNCIA NA HISTÓRIA
A RAZÃO CIENTÍFICA ATRAVÉS DO TEMPO
O que denominamos ciência tem uma história recente. Conforme estudamos antes, até
o século XVII filosofia e ciência estavam interligadas, e foi só a partir da revolução
científica iniciada por Galileu que teve início a história da ciência como setor
autônomo, independente da filosofia. Por isso, as origens do saber científico
confundem-se com as origens da própria filosofia.
Essas origens situam-se na filosofia pré-socrática,marcada pela busca da arché (o
princípio de todas as coisas da natureza), isto é, da unidade em meio à multiplicidade,
do permanente em meio ao transitório.
Ciência Moderna
Em certo sentido, o objetivo da ciência continua sendo compreender o que é universal
em relação aos objetos e fenômenos investigados.
O que mudou bastante, dos antigos gregos à ciência moderna, foi o próprio
entendimento do que é ciência e das condições nas quais se dá o conhecimento
científico.
Aristóteles dizia que conhecer é conhecer as causas, concebidas por ele como quatro:
a causa material, a causa formal, a causa eficiente e a causa final.
Esse processo levaria a um conhecimento que transcenderia a ciência, no seu sentido
atual, e se confundiria com a própria metafísica – que é,como estudamos antes, o
conhecimento dos princípios últimos de toda a realidade.
Enfoque Quantitativo
A partir de Galileu deu-se o abandono, em grande medida, dessa pretensão metafísica
de conhecimento, de busca dos princípios últimos de todas as coisas. A ciência passou
a se guiar por um procedimento mais específico e experimental e, sobretudo, por um
enfoque quantitativo. A procura da explicação qualitativa e finalística acerca dos seres
(de sua finalidade ou de seu sentido) foi substituída pela matematização, isto é, por
um processo que abstrai, ignora as características sensíveis da realidade e reduz a
explicação dos fenômenos a equações, teoremas e fórmulas.
Enfoque Operativo
Outra característica peculiar da ciência moderna é a ruptura com o aspecto
contemplativo que predominava na ciência antiga. A ciência moderna é
fundamentalmente operativa, isto é, tem interesse no conhecimento para poder
operar, intervir na natureza e dominá-la. A filosofia de Kant reflete e explicita essa
nova relação do ser humano e com a natureza.
Desenvolvimento Das Ciências
A física e a química, no século XVII, e posteriormente as ciências biológicas
desenvolveram-se no interior dessa nova concepção de ciência.
O otimismo em relação às ciências naturais dominou a Idade Moderna, estendendo-se
às chamadas ciências humanas, que, nascidas no século XIX, procuraram atingir um
patamar de cientificidade próximo do alcançado pela física, considerada o modelo de
ciência.
Revoluções Científicas
No final do século XIX e início do século XX, a matemática e a física clássicas foram
revolucionadas por novas teorias que começaram a romper com certos paradigmas
(modelos) estabelecidos até então. Outras teorias, porém, causaram grande impacto
não apenas no interior da ciência, mas também na sociedade em geral.
Geometrias não euclidianas
No campo da matemática, surgiram novas concepções de geometria, desenvolvidas
inicialmente por volta de 1826 pelo matemático russo Nicolai Lobatchevski (1792-
1856) e pelo húngaro János Bolyai (1802-1860) – independentemente e sem
conhecimento mútuo – e, posteriormente,pelo matemático alemão Bernhard
Riemann(1826-1866). Essas novas geometrias, denominadas geometrias não
euclidianas, abalaram a certeza matemática,pois rejeitavam alguns axiomas da
geometria clássica euclidiana, colocando em dúvida certas verdades até então
consideradas evidentes e modificando as ideias sobre o espaço geométrico.
Ciência Pós-Moderna
A partir da segunda metade do século XX, aumentou significativamente o número de
adeptos de abordagens que não seguem o modelo adotado desde o início da ciência
moderna, especialmente no que se refere ao seu reducionismo mecanicista.
Por esse motivo, vários estudiosos falam no surgimento de um novo paradigma e,
portanto, de uma nova ciência: a chamada ciência pós-moderna.
O reducionismo pode ser definido, como vimos antes, como a maneira de pensar
segundo a qual o todo pode ser explicado pelas partes nas quais ele se reduz, no
entendimento de que “a soma das partes equivale ao todo”. Assim, se conhecermos
as partes, conheceremos o todo.
Pensamento Complexo
O pensamento complexo é outra forma de abordagem do novo paradigma, mas que
propõe uma espécie de síntese entre a perspectiva reducionista e a holista.
De acordo com um dos principais teóricos dessa corrente, o pensador francês Edgar
Morin (1921-), as pessoas estavam totalmente condicionadas a buscar compreender
as partes separadas do todo (reducionismo). E, quando descobriram a abordagem
sistêmica, ficaram tão fascinadas com ela que caíram no outro extremo, passando a
ver apenas da perspectiva do todo (holismo). Assim,para Morin, o holismo seria uma
espécie de reducionismo invertido.
EPISTEMOLOGIA
A INVESTIGAÇÃO FILOSÓFICA DA CIÊNCIA
A partir das transformações no campo científico ocorridas na passagem do século XIX
para o século XX, muitas certezas foram abaladas, fazendo surgir novos
questionamentos e reavaliações dos critérios de verdade e da validade dos métodos e
das teorias científicas.
A filosofia da ciência debruçou-se sobre essas questões. É interessante observar que,
entre seus nomes mais significativos, estão muitos cientistas de vários ramos, que
produziram reflexões sobre sua própria prática – e, nesse momento, também são
filósofos.
Papel Da Indução
uma interessante polêmica que inaugurou a epistemologia contemporânea foi
desenvolvida entre os pensadores ingleses William Whewell (1794-1866) e John
Stuart Mill (1806-1873) sobre o papel da indução na ciência.
Para Stuart Mill, a indução é simplesmente uma generalização que parte de fatos
assegurados pela experiência sensível. Já Whewell defendia que,além dos sentidos, a
indução se norteia também por ideias inatas (próprias da mente humana) que
organizam e relacionam as experiências.
Rupturas Epistemológicas
Outro filósofo importante no campo da ciência foi o francês Gaston Bachelard (1884-
1962),que destacou a importância do estudo da história da ciência como instrumento
de análise da própria racionalidade. Nessa pesquisa, a atividade científica é entendida
como parte de um processo histórico amplo e que possui um caráter social.
De acordo com a análise do filósofo, a ciência progride por rupturas epistemológicas
quando supera obstáculos epistemológicos. Isso quer dizer que caminha por saltos
que se caracterizam pela recusa dos pressupostos e métodos que orientavam a
pesquisa anterior (sustentando os erros preestabelecidos), pois esses pressupostos e
métodos atuavam como obstáculos,como entraves ao avanço do conhecimento. Esses
obstáculos podem estar relacionados a hábitos socioculturais cristalizados, a
dogmatizações de teorias que freiam o desenvolvimento da ciência,entre outros
fatores.
Paradigmas e Revoluções Científicas
Por sua vez, o estadunidense Thomas Kuhn (1922-1996), físico e filósofo da ciência,
desenvolveu sua teoria acerca da história da ciência entendendo-a não como um
processo linear e evolutivo, mas como uma sucessão de paradigmas que se
confrontam entre si. Paradigma, em sua definição, é um conjunto de normas e
tradições dentro do qual a ciência se move, durante determinado período e em certo
contexto cultural. Em determinados momentos, porém, o paradigma se altera,
provocando uma revolução que abre caminho para um novo tipo de desenvolvimento
científico. Foi o que se deu, por exemplo, na passagem da física antiga para a física
moderna,ou ainda na passagem da física clássica (moderna)para a física quântica. De
acordo com o filósofo, é como se ocorresse uma reorientação da visão científica, na
qual os elementos de um problema são concebidos em novas relações.
CIÊNCIA E SOCIEDADE
AS RELAÇÕES ENTRE ESSAS DUAS ESFERAS
Mitos Da Ciência
Apesar dessas novas percepções, para a sociedade em geral a ciência ainda é um mito.
O pensador brasileiro Rubem Alves (1933-) chama a atenção para o perigo de
mitificar a ciência e os cientistas.
A Questão Da Superioridade
Quanto à primeira questão, vimos, ao tratar das formas de conhecimento, que o senso
comum se caracteriza por certa ausência de fundamentação,por uma aceitação
acrítica ou pouco criteriosa daquilo que parece ser a verdade para as pessoas em
geral. A ciência, por sua vez, seria, ao contrário, a busca dessa fundamentação, a
procura rigorosa dos nexos e relações entre os fatos observáveis,de forma a encontrar
a razão de ser dos fenômenos estudados.
No entanto, essa oposição tão rígida, que culmina em uma valorização da ciência em
detrimento do senso comum, não corresponde exatamente à prática do acesso ao
saber. Em outras palavras,nem o senso comum é tão ingênuo quanto costuma ser
pintado, nem a ciência é tão rigorosa e infalível quanto se apresenta.
Mas também devemos considerar que o comportamento científico se distingue do
senso comum por não se manter preso às primeiras observações.
Vai além do observável ao promover a elaboração de teorias, muitas das quais de
complexidade tal que fogem ao entendimento comum. É o próprio Myrdal que afirma:
“Os fatos não se organizam em conceitos e teorias se simplesmente os
contemplarmos”.
Isso significa que o trabalho científico envolve outros elementos, além da observação:
o levantamento de hipóteses, experimentações, generalizações, até se constituir em
teorias, que são abstrações razoáveis acerca do observado.Apesar de suas diferenças,
o problema da oposição extremada entre senso comum e ciência deu-se a partir do
positivismo, que valorizou exageradamente o saber científico em detrimento de
outras formas de conhecimento, como o mito, a religião, a arte e até a filosofia.
O positivismo firmou o mito do cientificismo, a ideia de que o conhecimento científico
é perfeito,a ciência caminha sempre em direção ao progresso e a tecnologia
desenvolvida pela ciência pode responder a todas as necessidades humanas – crenças
que têm sido postas em xeque.
Questão Da Correção
Com isso, chegamos à segunda questão: o estatuto do conhecimento científico. Será
ele sempre perfeito, o mais correto?
A reflexão sobre o assunto indica que não. Não há, como vimos antes, certezas
absolutas em relação à validade de nenhuma teoria científica. Essa é uma das
questões mais debatidas entre filósofos da ciência e cientistas. Muitos deles encaram a
ciência como uma atividade contínua e não como uma doutrina enrijecida pela
pretensão de ter atingido um saber perfeito e absoluto.
Crítica Da Ciência
Não é, portanto, apenas sobre possibilidade de validação das teorias científicas que a
filosofia da ciência deve se debruçar. Outras questões concernentes à ciência ainda
surgem no mundo contemporâneo. Elas dizem respeito ao sentido,ao valor e aos
limites éticos do conhecimento científico nos contextos das sociedades.Como
observamos, uma parte da filosofia contemporânea tem-se dedicado à análise dos
rumos tomados pelo conhecimento científico e sua aplicação prática, isto é, o
desenvolvimento tecnológico.
Interesses Políticos e Econômicos
O que define a finalidade da pesquisa científica?Apenas o bem-estar social e a
emancipação do ser humano, como geralmente se crê, ou há outros interesses?
Os cientistas envolvidos na construção da bomba atômica, por exemplo, não detinham
o controle de seu uso. O físico estadunidense Julius Robert Oppenheimer (1904-
1967), diretor do centro de pesquisas nucleares de Los Alamos durante parte dos
trabalhos relativos a tal projeto, redigiu uma declaração na qual revelou sua
ignorância política,ou seja, o seu desconhecimento sobre o uso previsto para suas
pesquisas.Também é sabido que muitos países dependem economicamente da
indústria armamentista,responsável por grande parte do produto interno bruto
mundial.
CONCLUSÕES

Concluímos que a ciência é objetiva e racional,a ciência é um saber que


pretende superar a subjetividade do próprio cientista e os preconceitos do
senso comum.A ciência e a filosofia estavam juntas do conhecimento
verdadeiro,compartilhando métodos e investigações.Nesse período,
constituiu-se a ciência moderna e foi necessária separá-la da filosofia.

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