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CURSO DE

EM GEOCIENCIAS

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Ánen DE coNcENTRAçÃo EM ' rl

GEOCIÊNCNS E MEIO AMBIENTE

PRINCIPAIS MÉTODOS GEOELÉTRICOS E SUAS


APL¡CAçÖEs EM PROSPECçÄO MINERAL,
HIDRoGEoLoG¡A, GEoLoGIA DE ENGENHARIA E
GEOLOGIA AMBIENTAL 'ì

JOSÉ DOMINGOS FARACO GALLAS


ffimnffi'ffidffiffi ffi

lnstituto de Geociências e Ciências Exatas


Campus de Rio Claro
2000
NAO CIRCULA

T]NIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA

Instituto de Geociências e Ciências Exatas

Campus de Rio Claro

PRINCIPAIS MÉTODOS GEOELÉTRICUS E SUAS APLICAÇÕNS NNN


PROSPECÇÃO MINERAL, HIDROGEOLOGIA, GEOLOGIA DE
ENGENHARIA E GEOLOGIA AMtsIENTAL

l*,".,ott"^ g
José Domingos Faraco Gallas
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Orientador¡ Prof. Dr. Walter.Malagutti Filho

Tese de Doutorado elaborada junto ao Curso de Pós-


Graduação em Geociências - Área de Concentração
em Geociências e Meio Ambiente para obtençäo do
Título de Doutor em Geociências.

Rio Claro (SP)


2000

DEDALUS. AcervO.IGC

ilililffi ilil til tillltilllililil lllÏllllilillll


3090001 0054
551 Gallas, José Domingos Faraeo
Gl63p Principais métodos geoelétricos e suas aplicações em pros-
pecção mineral, hidrogeologia, geologia de engenharia e geolo-
gia ambiental/ José Domingos Faraco Gallas. - Rio Claro :

[s.n.],2000.
174 f. il.

Tese (Doutorado) - Universidade Estadual Paulista, Institu-


to de Geociências e Ciências Exatas.
Orientador: Walter Malagutti Filho

l. Geofisica. 2. Geofisica aplicada. I- Título.

Catalografica elaborada pela STATI - Biblioteca da UNESP


Campus de Rio Claro

DoA(,¡o (JNÉ91

oara;.$ll.*,2
BANCA EXAMINADORA

Walter Malagutti Filho (orientador)

Antônio Celso de Oliveira Braga

Augustinho Rigoti

João Carlos Dourado

Vagner Roberto Elis

José Domingos Faraco Gallas

Rio Claroo 15 de setembro de 2000.

Resultado: Aprovado com distinção


BANCA EXAMINADORA

âraco Gallns

Rio Claro, lS a. o de 2ooo.


,L't*"ln

Resultado:
A minha esposa Ana Maria, a
meus Jilhos José Pedro e João
Mateus e o meus pais, Maria do
Carmo e João Bruno.
AGRADECIMENTOS

Ao amigo e orientador, Prof, Dr. Walter Malagutti Filho, pela orientação, apoio, amizade
e incentivos.

A minha esposa, pela paciência dispensada, devida às noites e fins de semana em que me

dediquei a esta tese.


A meus filhos, pelo prazer de sua companhia e pelos fins de semana que sacrifïcaram para

que eu pudesse realizar este trabalho.

A minha mãe, que mesmo à distância também me incentivou.

Ao meu pai, que de onde está certamente me apoiou.


A minha família em geral, principalmente nas pessoas de minhas tias e irmã.
Ao amigo Prof. Dr. Augustinho Rigoti, pelo incentivo dado e esclarecimentos em algumas
dúvidas.
Aos colegas de trabalho e ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo
S/4, pelo apoio prestado.
Enfin¡ meu agradecimento a todos aqueles que, direta ou indiretamente, de uma maneira

ou de outr4 colaboraram para a concretização desta tese..


SUMÁRIO

ÍNucp.... ....................i

ÍNorce DE FIcuR4S................ ...................v


ÍNprcp DE TA88LAS............. ..................viii

RESUMO. ..................ix

ABSTRACT............... ...................x

CAPÍTULO l -TNTRODUÇÃO.... ................1

CAPÍTULO 2 _ O MÉTODO DA ELETRORRESISTIVIDADE. ......................6

cApÍTULo 3 - o tr¡Érono DA poLARIZAçAO INDUZIDA (lP)...............................28


cApÍTULo 4 - o tr¿Érooo Do poTENCIAL ESPoNTÂNEo (sP).... ........43

capÍrulo s - ASpECTos METoDoLóctcos soBRE os tr¡Érooos DA


polnruznÇÃo TNDUZTDA, ELETRoRRESISTIVIDADE E PoTENCIAL
EspoNrÂNEo............ ...............s7

capÍrulo 6 - EXEMpLos DE ApLICaçÃo - cAsos REAIS tNÉotros................99


capÍrulo7-coNclusossERECoMnNoaçoes............... ...............159

cepÍrulo 8-BIBLIocRAFIA... ...........164

ANEXO A DADOS/FIGURAS: VTÉTOOOS CBOPIÉTRICOS APIICAIOS À


PROSPECÇÃo tr,,uNenal
ANEXO B DADOS/FIGURAS: VTÉTOIOS CPOPIÉTRICOS APLICADOS À
HIDROGEOLOGIA
ANEXO C DADOS/FIGURAS: IT¡ÉTOOOS CPOPIÉTzuCOS APLICADOS À
GEOLOGIA DE ENGENHARIA
ANEXO D DADOS/FIGURAS: VTÉTOOOS CPOEIÉTzuCOS APLICADOS À
GEOLOGIA AMBIENTAL
I

ÍNorcn

l. rNTRoDuÇÃo...... ....--...............1
1.1 Generali<tades e Considerações Iniciais............'.. """' I
1.2 Áreas de Aplicação e suas Definições """'2
1.2.1 Geologia 4mbienta1.............. """""""2
1.2.2 Hidrogeologia """"""""""2
1.2.3 Geologia de Engenharia """""""""""2
1.2.4 Prospecção Mineral..... """' 3
1.3 Objetivos e Justificativas """"" 3
2. O MÉTODO DA ELBTRORRBSISTIVIDADE ........6
2.1 Principais Propriedades Elétricas dos Materiais Geológicos ........6

2.1.1 Introdução......... ....."""""'6


2.1.2 Condução Eletrônica 1Ôhmica) ............ ..'............' 6

2.1.2.1 Condução Sólida em Rochas ...."" 8

2.1.2.2 Condução em Semicondutores .........'......"."' 8

2.1.3 Condução Iônica (Eletrolítica)................ """"""" 9

2.1.3.1 Eletrólito SóIido....... ......'.....""""'9


2.1.3.2 Eletrólito Líquido..... ..-.-.............. l0

2.1.4 Considerações Sobre a Porosidade e Textura da Rocha Relativas à Resistividade .. 12


2.1.5 O Arcabouço da Rocha e as Soluções Eletrolíticas nele Contidas .......' l5

2.2 Resistividade......... ................. 17

2.2.1 Introdução ......... ......-.......17

2.2.2 Alguns Valores de Resistividade......... -.-....'..'..... l8

2.2,3 Base Teórica..... .'.'.'...".-.' 19

2.2.4 Resistividade Aparente... .........'........21

2.3 Aplicabilidades da Eletrorresistividade - Alguns Exemplos.. .....22

3. O MÉTODO DA POLARIZAÇAO INDUZIDA (IP).......... .......28


3.1 Introdução ........... ............'..... 28

3.2 O Efeito IP........... .................29

3.3 Os Fenômenos Físico-químicos Associados ao IP............. .'.......30

3.3.1 Polarrzação Metálica ou Eletrônic4.............. ...'..31

3.3.2 Polarrzação de Membrana, Não-metálica ou Eletrolítica .....32

3.4 O Modelo Cole-Co1e.............. .................33

3.5 Parâmetros para Medir IP.............. .'.......34


ll

3.5.1 IP no Domínio do Tempo. ....'.....-......34

3.5.2IP no Domínio da Freqüência............ .....-....-......37

3.6 Equivalência Entre os Domínios do Tempo e Freqüência.............. ............'.38

3.7 Aplicabilidades da Polarização Induzida (lP) - Alguns Exemplos.. ..............39

4 . o MÉToDo Do POTENCIAL ESPONTÂNEO (sP). .............43


4.1 O SP na Prospecção Mineral ...-...........-...44

4.1.1 Introdução ......... -.............44

4.1.2 Origens do SP - Prospecção Mineral ...........-......45

4.2 O SP em Hidrogeologia, Geologia de Engenharia e Geologia Ambiental. ....49

4.2.1 Origens do SP - Hidrogeologia, Geologia de Engenharia e Geologia Ambiental....49


4.2.1.1 Introdução -......-....-'... 49

4.2.1.2 Potenciais de Difusão ..................50

4.2.1.3 Potenciais de Fluxo ..'.....'.....-.....' 5l

4.3 Aplicabilidades do SP - Alguns Exemplos ......-.........52

s. ASPECTOS METODOLÓGICOS SOBRE OS MÉTODOS DA POLARIZAÇÃO


INDUZIDA, ELETRORRESISTIVIDADE E POTBNCIAL ESPONTÂN8O......... ....... 57
5.1 Introdução ........... "................57
5.2 Metodologia para Polarização Induzida (lP) e Eletrorresistividade .............57

5.2.1 Configurações de Eletrodos mais Usuais em IP e Eletrorresistividade....................57

5.2.1.1 Arranjo Dipolo-dipo1o............ .....58

5.2.1.2 Pólo-dipolo ............'.'.61

5.2.1.3 Arranjo Gradiente .....' 63

5.2.l.4Arranjo Wenner .....'...64

5.2.1.5 Arranjo Schlumberger.............. ....................65

5.2.1.6 Arranjo ou Ensaio "Mise-à-la-m4sse"...... .....66

5.2.2 Comparação Entre os Arranjos de Eletrodos Mais Utilizados ..'............68

5.2.3 Qualidade dos Dados de Campo. -......71

5.2.3.1 Intensidade das Anomalias........... ................72

5.2.3.2 Efeito Eletromagnético (EM) Indutivo .........72

5.2.3.3 Razão Sinal/Ruído .....73

5.2.4 Interpretação dos Dados '.................73


5.2.4.1 Resolução de Corpos Anômalos com ou sem Mergulho ..'......... .....74
5.2.4.2lndicação de Mergu1ho............... ....'."-.--......75

5.2.4.3 Resolução de Heterogeneidades Superficiais Verticais e Laterais..................... 78


lll

5.2.4.4 Resolução Lateral """79


5.2.4.5 Resolução da Profundidade do Objetivo """'79
5.2.4.6 Profundidade de Investigação...... """"""""' 80
5.2.4.7 Penetração em Coberturas Condutoras.......... """""""" 84
5.2.5 Efeitos Causados pela Topografia...'...... """""" 85
5.2.6 Conclusões Referentes a lP-resistividade'........ """""""""" 87
5.3 Metodologia para o Potencial Espontâneo (SP)..'....... """""""' 89
5.3.1 Introdução......... """"""" 89
5.3.2 Equipamentos """"""""" 90
5.3.3 Levantamentos de Campo """"""""' 90
5.3.3.1 Técnica dos Gradientes (ou eletrodos móveis)..... """"" 9l
5.3.3.2 Técnica dos Potenciais (ou base fixa) """""'92
5.3.4 Ruídos Presentes nos Levantamentos SP............ """"""""' 93
5.3.4.1Polarização de Eletrodos e Deriva.. """"""" 93
5.3.4.2 Contato Entre Solo e Eletrodo ""94
5.3.4.3 Variações do SP com o Tempo """""""""" 95
5.3.4.4 Outras Fontes de Ruídos """"""' 95
5.3.5 Apresentação e Tratamento dos Dados de SP'....... """"""" 96
5.3.6 Conclusões Referentes ao SP """"""97
6. EXEMpLOS DE APLICAÇÃo - CASOS REAIS INÉDITOS ..................99

6.1 [XEMpLo DE APLICAÇAo DE MÉToDOS GBOELÉTRICoS À


PROSPECÇAO MINERAL -,lAZlDA SANTA MARIA... ...........99
6.1.1 Introdução ......... """"""""' 99
6.1.2 Geologia da Á¡ea da JazidaSanta Maria........ """ 100
Desenvolvidos............ '.......... l0l
6.1.3 Metodologia e Sistemática dos Trabalhos
6.1.4 Apresentação dos Trabalhos Realizados..'.......... .."""""""" 105
6.1.4.1 Primeira Etapa dos Ensaios Geofisicos...'.......".. """"' 105
6.1.4.2 Segunda Etapa dos Ensaios Geofisicos....'........... """" 105
6.1.5 Discussão, Análise e Interpretação dos Resultados ...."""""' 106

Levantamentos....
6.1.5.1 Primeira Etapa dos """"' 106
6.1.5.2 Segunda Etapa dos Levantamentos """""" 112
6.2 BXEMeLo DE APLICAçÃo DE MÉToDoS GEOELÉTRICOS À
HIDROcBOLOcIA - Ánna PRóXIMA À RnpRnSA nILLINcS........................... 119
6.2.1 Introdução .."' 1 19
6.2.2 Geologia da Área Próxima à Represa Billings """ 120
lv

6.2.2 Geologia da Á¡ea Próxima à Represa Billings """ 120

6.2.3 Metodologia e Sistemática dos Trabalhos Desenvolvidos............ ...........122


6.2.4 Apresentação dos Trabalhos Realizados ....".....'. .."""""""" 123
6.2.5 Discussão, Análise e Interpretação dos Resultados........... .." 124

6.3 EXEMPLO DE APLTCAÇÃO UB rUÉTOOOS GEOELÉrnlcos À crolocla


DE ENGENHARIA - BARRAGENS BILLINGS.PEDRAS E DO RIO GRANDE..... I3O
6.3.I Introdução ......... """""" 130
6.3.2 Geologia da Região das Barragens Billings-Pedras e do Rio Grande.................... 131
6.3.3 Metodologia e Sistemática dos Trabalhos Desenvolvidos........... ........ 131
6.3.4 Apresentação dos Trabalhos Realizados..........'.. ............... 134

6.3.5 Discussão, Análise e Interpretação dos Resultados........... '......'.......... 138


6.4 EXEMPLO DE APLICAÇÃO Ur UÉrOnos GEoBLBrntcos À cnoloclA
AMBIENTAL _ ÁREA LIXÃO DO ALVARBNGA... .,...............147
6.4.1 Introdução ......... ..'......... 147

6.4.2 Geologia da Área do Lixão do Alvarenga............. ...'.....'... 148

6.4.3 Metodologia e Sistemática dos Trabalhos Desenvolvidos ........... ........149

6.4.4 Apresentação dos Trabalhos Realizados .'........... ..--........... 150

6.4.5 Discussão, Análise e Interpretação dos Resultados........... .......'......'... l5l


RECOMENDAÇOES..............
7. CONCLUSOES E .. 159

8. BIBLIOGRAFIA.. ,.164
ANEXO A - Dados/Figuras: Métodos Geoelétricos Aplicados à Prospecção Mineral
ANEXO B - Dados/Figuras: Métodos Geoelétricos Aplicados à Hidrogeologia
ANEXO C - Dados/Figuras: Métodos Geoelétricos Aplicados à Geologia de Engenharia'
ANEXO D - Dados/Figuras: Métodos Geoelétricos Aplicados à Geologia Ambiental
Íxutcn DE FIcURAS

Figura 2.1 - Relação entre resistividade e concentração de sais em solução à temperatura de

l8o C e NaCI também a l00o C (adaptado de KELLER & FRISCHKNECHT, 1977)-.......12


Figura 2.2 - tlustração de subsolo heterogêneo ( modifrcado de ORELLAN A,1972)....---'21
Figura 3.1 - Curva de descarga IP (l)'...'... .-...."""""""'29
Figura 3.2 - O modelo Cole-Cole. ....---.........33

Figura 3.3 - Parâmetros "M" e "L" Newmont.. """"""'35


Figura 3.4 - Sistema de medida IP multicanal.........'. .........'....-."...'36

Figura 3.5 - Curva de descarga IP (2).... ......36

- Mecanismo esquemático do SP em mineralização


Figura 4.1 de pirita (original de SATO

& MOONEY, 1960).... ...........-'..47

Figura 4.2 - Desenho esquemático do potencial de fluxo "per descensum"........................52

Figura 5.1 - Ananjo dipolo-dipo1o.......... .....59

Figura 5.2 - Arranjo dipolo-dipolo com diferentes profundidades de investigação (pseudo-


seção)........ ................60

Figura 5.3 - Arranjo pólo-dipolo ou tripolo...'......'....' ..........'..........61

Figura 5.4 - Arranjo pólo-dipolo com diversas profundidades de investigação (pseudo-


seção)....... ...----.---.-....62

Figura 5.5 - Ananjo gradiente ou retângu1o................ ......---...........63

Figura 5.6 - Arranjo eletródico Wenner..... -.-----......-..----64

Figura 5.7 - Arranjo Schlumberger......... ....'65

Figura 5.8 - Ensaio "Mise-à-la-masse".. ......66

Figura 5.9 - Comportamento da equipotenciais em ensaio "mise-à-la-masse", com e sem a


presença de mineralização (modificado de PARASNIS, l97l)......... ............"..67

Figura 5.10 - Resolução de anomalias para dois corpos em subsuperficie (modificado de


coGGoN , 1973)...... ..................75

Figura 5.ll - Indicação de mergulho para o arranjo dipolo-dipolo (modificado de

coGGoN, t9t3)...... ..........-.-.....76

Figura 5.12 - Arranjo pólo-dipolo, indicação de mergulho quando o eletrodo de corrente


situa-se à direita (modificado de COGGON, 1973). ......77
vi

Figura 5.13 - Arranjo pólo-dipolo, indicação de mergulho quando o eletrodo de corrente


situa-se à esquerda (modificado de COGGON, 1973) ..."""""""""77
Figura 5.14 - Indicação de mergulho fornecida pelo arranjo gradiente (modificado de
coGGoN, tg73\......... ...........-...78

Figura 5.15 - Configurações Alfa, Beta e Gama, para dispositivos eletródicos simétricos e

colineares (modifìcado de BARKER, 1989)... .-.....-........81

Figura 5.16 - Efeito da topografia nas superficies equipotenciais e linhas de corrente


(original de FOX et. al., l9S0)......... .-...........85

Figura 5.17 - Anomalia de resistividade aparente causada por um vale com inclinação de
30" (modificado de FOX et. al., 1980)... """'86
Figura 5.18 - Anomalia de resistividade aparente causada por uma inclinação de 30o
(modificado de FOX et. al., 1930)......... ---.'..87

Figura 5.19 - Configuração da técnica dos gradientes....'......... ..-....91

Figura 5.20 - Técnica dos potenciais............ ...-..--...---....92

Figura 6.1.1 - Mapa de localização dos ensaios geofisicos aplicados à prospecção


mineral""" """""""'102
Figura 6.1.2a - Bloco diagrama e mapa de cargabilidade do nível 2 (dipolo-dipolo,
AR:MN:50m)........... ...............109

Figura 6.1.3a - Bloco diagrama e mapa de cargabilidade do nível 4 (dipolo-dipolo,


AR:MN:506)........... ...............1 l0

Figura 6.l.l7a - Bloco diagrama e mapa de cargabilidade do nível 2 (dipolo-dipolo,


AB:MN:20m)........... ...............1 14

Figura 6.l.l8a - Bloco diagrama e mapa de cargabilidade do nível 4 (dipolo-dipolo,


AR:MN:20m)........... ...............1 15

Figura 6.2.1 - Mapa de localização dos ensaios geofisicos aplicados à hidrogeologia......l2l


Figura 6.2.3a - Bloco diagrama e mapa de resistividade da área I com a utilização dos
dados do nível2 do ananjo dipolo-dipo1o.......... .....-....125

Figura 6.2.4 a - Bloco diagrama e rnapa de resistividade da ënea 2 com a utilização dos
dados do nível2 do arranjo dipolo-dipo1o............... .....126

Figura 6.2.5a - Bloco diagrama e mapa de resistividade da ârea 3 com a utilização dos
dados do nível2 do arranjo dipolo-dipo1o............... .....126
vll

Figura 6.3.1 - Mapa de localização dos ensaios geofisicos aplicados à geologia de

engenharia, Barragem Billings-Pedras......"... """""""'136


Figura 6.3.1a - Mapa de localização dos ensaios geofisicos aplicados à geologia de
engenharia, Barragem do Rio Grande/Usina Piratininga............ ""137
Figura 6.3.8a - Bloco diagrama e mapa de SP da malha I, Billings-Pedras...'....'.""""""140
Figura 6.3.14a- Bloco diagrama e rnapa de SP, dados brutos........ .................143

Figura 6.3.15a - Bloco diagrama e mapa de SP, dados filtrados...' """""""""143


Figura 6.3.16a- Bloco diagrama e mapa de AV do ensaio "mise-à-la-m4sse".....""""""'145
6.4.1
Figura Mapa de localização dos ensaios geofisicos aplicados à geologia

ambiental.. ...............152

Figura 6.4.3a- Bloco diagrama e mapa de resistividade elaborados com os dados do nível 2
do dipolo-dipo1o.......... """""""154
Figura 6.4.4a- Bloco diagrama e mapa de resistividade elaborados com os dados do nível 4
do dipolo-dipo1o.......... """""""155
Figura 6.4.5a- Bloco diagrama e mapa de cargabilidade elaborados com os dados do nível
2 do dipolo-dipolo...... """""""'156
Figura 6.4.6a- Bloco diagrama e mapa de cargabilidade elaborados com os dados do nível
4 do dipolo-dipolo...... """""""'156
Figura 6.4.7a- Bloco diagrama e mapa de SP com filtragem passa-banda....-"...............158
Figuras 6.1.2a6.1.16 (exceto Figuras 6.1.1, 6.1.2a,6.1.3a,6.1.17ae 6.1.18a)'.'..ANEXO A
Figuras 6.2.2 a 6.2.16 (exceto Figuras 6.2.3a e 6.2.4a).... ...ANEXO B

Figuras 6.3.2 a6.3.21(exceto Figuras 6.3.1a;6.3.13a;6.3.15a)..'.. """ANEXO C

Figuras 6.4.2 a 6.4.15 (exceto Figuras 6.4.3a;6.4.4 a; 6.4.5a; 6.4'6a e 6.4.7a)......ANEXO D


vlll

Ínorce DE TABBLAS

Tabela 2.1 - Valores de resistividade (MOONEY, 1980)..-... ..........18

Tabela 5.1 - Índices atribuídos por COGGON (1973) para os dispositivos de eletrodos
dipolo-dipolo, pólo-dipolo e gradiente..".....'. '."""""""69
Tabela 5.2 - Grau de adequação dos arranjos em função dos critérios estabelecidos por
WARD (1e90)....... .-.-..........-..--.-.6e

Tabela 5.3 - Sintetização dos aspectos a serem considerados na escolha de um arranjo de


eletrodos... ..'..............70

Tabela 5.4 - Profundidade de investigação segundo BARKER (1989), EDWARDS (1977)


e ROY & APPARAO (1971)... --...................82

Tabela 5.5 - Profundidades de investigação para dipolo-dipolo e polo-dipolo em função de


L ou a, segundo EDWARDS (1977).... .........82

Tabela 5.6 - Profundidades de investigação em função de L para gradiente, Wenner e

Schlumberger. segundo EDWARDS (1977).... -..............83

Tabela 6.1.1 - Relação dos perfìs ensaiados na primeira fase........... ...............103

Tabela 6.1.2 - Relação dos levantamentos geofisicos da segunda fase.'..............'.....'.......104


Tabela 6.1.3 - Relação das principais anomalias IP e suas interpretações (1" fase)...........112
Tabela 6.1.4 - Relação das anomalias IP secundárias e suas interpretações (1" fase)........1l2
Tabela 6.1.5 - Relação das principais anomalias IP e suas interpretações (2" fase)...........1l6
Tabela 6.2.1 - Relação e volume dos trabalhos efètuados................ ...----.----.--.123
Tabela 6.2.2 - Anomalias de resistividade e suas correlações com IP e SP.'..............."....127
Tabela 6.2.3 - Relação dos principais alinhamentos anômalos........... .............128
Tabela 6.3.1 - Relação e volume dos ensaios efètuados.. ......."..'-..134

Tabela 6.4.1 - Relação e volume dos ensaios realizados.. .'.'........"150


tx

LISTA DOS SIMBOLOS UTILIZADOS

a = distância entre eletrodos no arranjo Wenner

IP : induced polarization
p: resistividade
pa : resistividade aparente

o: condutividade
C): ohm
Ç).m: ohms x metro
m: metro

Ie: número de elétrons de condução


cc : proporcional

E : energia necessária para mover elétrons


K: constante de Boltzman
T = temperatura absoluta
p*: resistividade da água
V: operador nabla
n: valor de pi:3,14159
E : intensidade do campo elétrico
H : intensidade do campo magnético
B : densidade de fluxo magnético
J : densidade de corrente
D : densidade de fluxo elétrico
A e B : eletrodos de corrente
M e N : eletrodos de potencial
(iwX)-' : impedância complexa
r : constante de tempo
t : tempo
mV/V = milivolts por Volt
ms: milissegundos
c : parâmetro referido como "dependência da freqüência"
M: cargabilidade
AVrp ou V¡p: voltagem secundária (ou decaimento IP)

AVp : diferença de potencial primária

AV ou AU: diferença de potencial

EF: efeito de freqüência


co: infinito
P¡": resistividade em corrente contínua
p.": resistividade em corrente alternada
PFE : percentual frequency effect

u, V: mobilidades de cátions e ânions


R : constante dos gases (8,3 l4 joules/mol.K)
F: constante de Faraday (96487 Coulombs/mol)
r : constante dielétrica
( : diferença de potencial na dupla camada
r'¡ : viscosidade do eletrólito

I: somatório
g/l: gramas por litro

g ou 0: porosidade

J: operação de integração
XI

rRINCIrAIS MÉTOD9S GEoELÉTRICOS E SUAS APLICAÇOBS Ptvt

PROSPECÇÃO MINERAL, HIDROGEOLOGIA' GEOLOGIA DE


ENGENHARIA E GEOLOGIA AMBIENTAL

Autor: José Domingos Faraco Gallas


Orientador: Prof. Dr. Walter Malagutti Filho

RESUMO

Este trabalho contém uma ampla revisão sobre os métodos geoelétricos -


polarização induzida (lP), eletrorresistividade e potencial espontâneo (SP) - e mostra que

estes, originalmente de uso quase que restrito à prospecção mineral, podem ser utilizados

com o mesmo sucesso em outros diferentes ramos da geologia. Enfatiza-se que estes

métodos são empregados com resultados de igual eficácia nas aplicações modernas, sendo
abordadas aqui as da hidrogeologia, geologia de engenharia e geologia ambiental. Também

busca-se suprir a carência, da reunião em um único trabalho, da abordagem conjunta destes

métodos para as aplicações em questão, uma vez que os já existentes tratam de maneira
individualizada as áreas de aplicação. É feita uma descrição da teoria que envolve os
métodos, bem como uma discussão técnica e crítica quanto às adequações e indicações das
métodos, metodologias e técnicas de campo, de acordo com o requerido em cada situação.
Introduz-se, para fins distintos da prospecção mineral, o ensaio "mise-à-la-masse", e os
dispositivos de eletrodos pólo-dipolo e gradiente, além do já em uso dipolo-dipolo. Estão

contidos aqui os resultados obtidos em ensaios de aplicação em pesquisa mineral,


hidrogeologia, geologia de engenharia e geologia ambiental, objetivando mostrar que, em
síntese, o que se prospecta são os contrastes nas propriedades fisicas do subsolo medidas
por estes métodos. Assim, estes devem ser entendidos como áreas do conhecimento
geofisico e potencialmente de uso em distintas áreas de aplicação.

Palavras-chave: Geofísica Aplicada, Métodos Geoelétricos, Prospecção Mineral,


Hidrogeologiao Geologia de Engenharia, Geologia Ambiental
xlt

PRINCIPAIS MÉTODOS GBOELÉTRICOS E SUAS APLICAÇOES


EM PROSPBCçÃO MINERAL, HIDROGEOLOGIA' GEOLOGIA DE
ENGENHARIA E GEOLOGIA AMBIENTAL

Autor: José Domingos Faraco Gallas


Orientador: Prof. Dr. Walter Malagutti Filho

ABSTRACT

This thesis presents a comprehensive review on the geoelectrical methods - induced


polarization (lp), resistivity and self potential (SP) - and it shows that they can be applied in
other different branches of geology achieving the same good results that use to be obtained in the
original application in mineral exploration. It is emphasized that these methods can be applied to
hydrogeology, engineering geology and environmental geology with success. It aims to present in
this work three tlifferent applications jointly, once the technical refèrences use to discuss them
separately to each area of application. That work made a description of the theory involved in
these methocls, as well as a technical and critical discussion related to adaptations and indications

of these methods, methodologies and field techniques, according to what is requested by each
situation. "Mise-à-la-masse" method is introduced here for these specific applications and the
electrode confrgurations pole-dipole and gradient, besides the already in use dipole-dipole. The
results from the tests applied to mineral exploration, hydrogeology, engineering geology and
environmental geology aiming to demonstrate that, in synthesis, all these applications, use to
measure the contrasts in the physical properties of the subsoil.

Keywords: Applied Geophysics, Geoelectrical Methods, Mineral Prospection,


Hidrogeology, Engineering Geology, Environmental Geology.
l. TNTRODUÇAO

l.l Generalidades e Considerações Iniciais

Historicamente, os métodos da eletrorresistividade, polarização induzida (IP) e

potencial espontâneo (SP) tiveram sua aplicação restrita, na maioria das vezes, a uma área de

atuação - a prospecção mineral - principalmente o IP e o potencial espontâneo. Atualmente,

devem ser entendidos como métodos geofisicos de amplo espectro de aplicação, podendo suas

potencialidades ser direcionadas para outros campos da geologia. A eletrorresistividade já há

algum tempo vem sendo aplicada em outras áreas da geologia, como na prospecção de águas
subterrâneas e geologia de engenharia. Mais recentemente tem sido utilizada em casos
ambientais com excelentes resultados.

A polarização induzida, tem sido pouco utilizada tanto em hidrogeologia como em


geologia de engenharia ou na geologia ambiental, estando ainda incipiente o estabelecimento
de sua eficácia nestas áreas.

O mesmo ocorre com o método do potencial espontâneo que, no Brasil, ainda não tem
uso corrente nas áreas acima referidas. E razoáwel supor-se que o pouco uso do SP deve-se

simplesmente ao fato do método ser pouco conhecido e difundido fora do meio da prospecção

mineral, uma vez que seu uso e aplicação são extremamente simples, envolvendo baixíssimos
custos e facil operacionalidade.

O raro uso do IP fora do ambiente da prospecção mineral pode ser justificado pelos

elevados custos dos levantamentos e dos equipamentos necessárioso se comparados a simples


resistivímetros e milivoltímetros (aquisição de dados de resistividade e SP). Outra causa
possível, é que não se trata de um método de aplicabilidade/operacionalidade simples, sendo

também menos conhecido que a eletrorresistividade.


o quadro das aplicações dos métodos geofisicos aqui abordados deve
Futuramente,

diversificar-se bastante, principalmente nas áreas acima mencionadas, onde seu uso é
incipiente. Como algumas razões para a ampliação das aplicabilidades, podem ser citadas a
atual conjuntura da pesquisa mineral, em franco declínio, equipamentos mais acessíveis e

portáteis; além da visibilidade dos métodos e seus bons resultados junto ao meio técnico. Um
outro motivo seria a busca dos profissionais de diversificarem suas áreas de atuação, em
termos de ampliação de novos mercados de trabalho, bem como a divulgação destes métodos
geofisicos como sendo de amplo espectro de aplicação.
Introdução

1.2 Áreas de Aplicação e suas Definições

Como o objeto desta tese são as aplicações de métodos geoelétricos em geologia


ambiental, hidrogeologia, geologia de engenharia e prospecção mineral, torna-se necessário
que sejam feitas algumas breves definições destes r¿unos da geologia.

No capítulo 6 deste trabalho as aplicações dos métodos aqui abordados serão

demonstradas através de levantamentos realizados em cada uma destas situações, mostrando-

se os dados obtidos, formas de apresentação e interpretação dos mesmos.

1.2.1 Geologia Ambiental

É a aplicação dos princípios e conhecimentos geológicos aos problemas criados pela


ocupação e explotação humana ao ambiente fisico (BATES & JACKSON, 1984).
A Geologia Ambiental ou Geologia de Meio Ambiente deve ser entendida como a

aplicação dos conhecimentos de geociências para o estudo de impactos ambientais causados


pela ação do homem e definição de medidas para proteção, conservação ou recuperação desse

meio ambiente (RUIZ, 1987).

1.2.2 Hidrogeologia

Eo ramo da Hidrologia que estuda o armazenamento e circulação das águas


subterâneas na zona saturada das formações geológicas. considerando suas propriedades
fisico-químicas, suas interações com o meio fìsico e suas reações às ações do homem. (ABGE,

le81).

1.2.3 Geologia de Engenharia

A Geologia de Engenharia, além de suas raízes na geologia, tem ligações bastante


estreitas com a mecânica dos solos e mecânica das rochas. O conjunto destas três constitui a
geotecnia.

A geologia de engenharia pode ser definida como a aplicação de conhecimentos das


geociências em estudos, projetos e obras de engenharia. Ela tem contribuído desde o

estabelecimento de planos diretores até os níveis de inventários, viabilidades técnicas e

econômicas, projetos executivos, fiscalização técnica de construção, projetos "as built"


In!rodução

("como construído") e acompanhamento de desempenho. Durante décadas, tanto no Brasil


como no exterior recebeu o nome de Geologia Aplicada (RUIZ, 1987)'

1.2.4 Prospecção Mineral

É o .amo da geologia que trata da pesquisa e busca de bens minerais de interesse


econômico e/ou estratégicos.
A prospecção mineral éa responsável pelo planejamento dos trabalhos para a
descoberta dos depósitos minerais e, também, pela programação e execução dos serviços de
quantificação e qualificação das reservas, nos depósitos encontrados.

A prospecção sistemática de áreas com potencialidades mineiras pode ser suMividida


em três etapas: (l) na exploração geológica, em que são reconhecidas grandes áreas, através

de levantamentos geológicos iniciais e, quando disponíveis, também através de levantamentos


geofisicos regionais (aerolevant¿ìmentos), para então serem selecionadas regiões prioritárias;
(2) na exploração superficial, serão detalhadas as áreas já escolhidas, com abertura de poços,
trincheiras, amostragens de afloramentos e levantamentos geoquímicos e geofisicos,

caractertzando superficialmente os possíveis depósitos; finalmente, (3) é feita a avaliação dos

depósitos a partir de sondagens, trabalhos mineiros (galerias, 'oshafts", etc.) e topografia


detalhada.

1.3 Objetivos e Justificativas

Este trabalho tem como um dos principais objetivos realizar uma ampla revisão sobre
os métodos geoelétricos - polarização induzida (lP), eletrorresistividade e potencial

espontâneo (SP) - e mostrar que os mesmos, com suas diversas metodologias e técnicas de
campo, empregados inicialmente na prospecção mineral, podem ser utilizados com a mesma
eficácia em outros diferentes ramos da geologia.
Desde meados da década de 70, aproximadamente. as aplicações em prospecção
mineral vêm gradativamente declinando, devido fundamentalmente a questões de ordem

econômica mundiais. Por outro lado, vêm crescendo o interesse pelo uso dos métodos

geofisicos em geral para outros fins, sendo neste sentido que este trabalho trata da questão da

diversificação do uso dos principais métodos geoelétricos e su¿rs aplicações modernas.

Os trabalhos existentes, tanto em nível internacional como nacional, tratam do emprego

destes métodos de maneira isolada para cada uma das quatro áreas de aplicação aqui
lntrodução

abordadas. Procurando suprir esta carência, reúne-se aqui em um único trabalho as aplicações

destes métodos e seus resultados para as aplicações em questão.

É mostrado também que as metodologias e técnicas de execução dos ensaios a serem


empregados, são fundamentalmente os mesmos, bastando pequenas modificações e/ou

adaptações, em função dos objetivos a serem alcançados.

É dada a ênfàse, neste trabalho, que estes métodos podem ser aplicados com, no

mínimo, o mesmo sucesso, nas áreas de hidrogeologia, geologia de engenharia e geologia

ambiental.

Para tanto, nos capítulos que seguem, é feita uma descrição da teoria dos métodos

tratados aqui. Também é feita uma abordagem técnica e crítica quanto às adequações e
indicações dos métodos, metodologias e técnicas de campo, frente aos problemas inerentes às

diferentes aplicações, no sentido de esclarecer quando e como devem ser empregados os


métodos, sendo sugeridas as indicações das técnicas e metodologias mais adequadas.

O capítulo 2 trafa do método da eletrorresistividade, onde são descritas as principais


propriedades elétricas dos materiais geológicos, os processos de condução elétrica nos
mesmos, possibilidades e casos de aplicação e as bases teóricas nas quais se fundamenta o
método.

O método IP é abordado no capítulo 3, onde é descrito o efeito IP, os fenômenos

fisico-químicos envolvidos, tipos de polarização, o método nos domínios do tempo e da


freqüência e também as possibilidades e casos de aplicação do método.

Finalmente, o capítulo 4 traz o método SP com as considerações a respeito do mesmo


na prospecção mineral e em outras áreas de aplicação. Contém ainda as teorias a respeito das

anomalias SP originadas pela presença de sulfetos metálicos e devidas a outras causas, relativas

às outras áreas de aplicação do método. Da mesma forma que nos capítulos relativos à

eletrorresistividade e ao IP, são apresentadas as possibilidades de emprego e casos de

aplicação.

A escolha de métodos e técnicas adequadas, de acordo com os objetivos, escala e

qualidade da informação de um levantamento geofisico, são discutidos no capítulo 5. São


apresentadas as diferentes configurações de eletrodos para a aquisição dos dados, vantagens e

desvantagens, análises críticas e comparações entre os arranjos mais usuais. Contém também a

introdução, para fins distintos da prospecção mineral, do ensaio "mise-à-la-masse", típico de


emprego na pesquisa de mineralizações sulfetadas. São da mesma forma sugeridos para as
aplicações diversas os dispositivos pólo-dipolo e gradiente. além do já em uso dipolo-dipolo,
lntodução

igualmente de emprego coffente em mineração.

As modelagens feitas em laboratório são abordadas de modo sucinto neste capítulo 5,


que em certas situações podem ser úteis como instrumento auxiliar de interpretação de

resultados reais de campo.

Objetivando demonstrar o exposto na prática e de forma objetiva, no capítulo 6 são

apresentados os resultados obtidos em levantamentos desenvolvidos para pesquisa mineral,

hidrogeologia, geologia de engenharia e geologia ambiental. Os dados são interpretados e

discutidas as maneiras mais adequadas de apresentação dos mesmos.

Basicamente, o que difere nas diferentes situações das aplicações em prospecção

mineral, hidrogeologia, geologia de engenharia e geologia ambiental, são as escalas nas quais
os levantamentos geofisicos são realizados, bem como os objetivos aos quais se destinam.

Normalmente, em prospecção mineral ou hidrogeologia, os trabalhos com os métodos

aqui referidos são em escalas menores que aqueles direcionados à geologia de engenharia ou
geologia ambiental.

Na verdade, o que se prospecta são os contrastes nas propriedades fïsicas medidos


pelos métodos. Neste caso específrco, estas propriedades são a Resistividade, o fenômeno IP -
Polarização Induzida - e o Potencial Espontâneo (SP) ou potencial natural.

Assim, os métodos geofisicos, particularmente os aqui abordados, podem e devem ser

entendidos como de amplo espectro de utilização, tendo uma potencialidade de emprego em


diferentes áreas de aplicação, pois trata-se, em última análise, de uma medição das
propriedades fisicas dos materiais do subsolo, independentemente do fun às quais se destinam.
2. O MÉTODO DA trLETRORRESISTIVIDADE

O método da eletrorresistivdade emprega uma fonte artificial de corrente, a qual, na


maioria das vezes, é introduzida ao solo por meio de eletrodos pontuais. O potencial criado
por essa emissão de conente pode ser medido nas proximidades através de eletrodos de
medição. Conhecendo-se a corrente e os potenciais gerados, é possível calcular-se as

resi stividades correspondentes.

2.1 Principais Propriedades Elétricas dos Materiais Geológicos

2.1.1 Introdução

Diversas propriedades elétricas dos materiais constituintes do subsolo são de


fundamental importância na prospecção elétrica. Pode-se citar como as mais significativas a
resistividade (ou o seu inverso, a condutividade) ea constante dielétrica das rochas e

minerais, além da permeabilidade magnética, que é um fator de influência indireta

(TELFORD et al., 1990). Dentre as propriedades aqui citadas, certamente a resistividade é a

mais importante, tendo as restantes uma menor relevância.

Fisicamente, a coÌrente elétrica propaga-se através dos diferentes materiais dos


seguintes modos: eletrônico e iônico.

Condução eletrônica - é aquela que se verifica nos materiais que possuem elétrons
livres, como é o caso dos metais ou dos sulfetos metálicos. Também é o modo como se dá nos
materiais semicondutores, normalmente maus condutores ou até mesmo isolantes, que
possuem poucos ou nenhum caminho que possibilite a passagem de corrente.

Condução iônica (eletrolítica) - é aquela que ocorre em um eletrólito, onde o fluxo da

corrente se processa através de íons. Este modo de propagação da corrente elétrica certamente

éa maneira de condução elétrica de maior importância nos estudos e levantamentos

geofi sicos de eletronesistividade.

2.1.2 Condução Eletrônica (Ôhmica)

A estrutura de um metal e a natureza da ligação entre seus átomos são de dificil


O mëtodo da eletrorresistividade

explicação. De maneira simplista e elementar, um metal apresenta-se como um pacote

ordenado de ions envolvidos por uma nuvem de elétrons de valência. A energia necessária
paÍa mover elétrons de valência entre os átomos é bastante pequena, caracterizando-se assim

uma grande mobilidade de elétrons entre os átomos.

A alta condutividade dos metais é oriunda do grande número de elétrons móveis, que é

aproximadamente igual ao número de átomos do metal.

Em uma situação ideal, os átomos do metal estariam perfeitamente ordenados e não


haveria resistência ao movimento dos elétrons quando um campo elétrico fosse aplicado,
resultando daí um condutor perfeito. Na prática, o que se verifica é a existência de
imperfeições na estrutura cristalina dos metais, dificultando o movimento dos elétrons, sendo

o aumento da resistividade diretamente proporcional ao incremento das imperfeições


existentes (KELLER & FzuSCHKNECHT, 1977).

A temperatura também interfere na liberdade de movimento dos elétrons. Com o


incremento da temperatura há um aumento na oscilação dos íons em torno de sua origem
aumentando a probabilidade de que algum íon interfira na liberdade de movimento da

atmosfera eletrônica. Assim, os metais têm como característica um coeficiente de

temperatura de resistividade positivo, podendo haver em muitos casos um incremento de


cerca de 0.5o/o na resistividade para cada grau centlgrado de aumento de temperatura
(KELLER & FRISCHKNECHT, op. cit.).
De uma maneira bastante resumida e antecipando a abordagem do tema resistividade a
ser apresentado adiante e sem entrar nas bases fìsicas teóricas, pode-se sintetizar a

quantificação do processo da condução eletrônica nos metais como segue (DOBRIN, 1976).
A resistividade elétrica p de um cilindro sólido de comprimento L e seção A, de
resistência R entre seus extremos é dada por

RA
O=-
'L @.r)

Se a área A for em metros quadrados, L em metros e R em ohms, a unidade da


resistividade pserâ ohms x metro (O. m).
A resistência R pode ser medida através da voltagem V aplicada entre os extremos do
cilindro e da corrente resultante I que flui através dele, valendo a Lei de Ohm

V (rr.2)
o=7
O método da eIeIrorresistividctde

ondeaunidadedeRéohm(.l./)easdeVelsãovoltiV)eampère(A),respectivamente.
A reciproca da resistividade é a condutividade o, cuja unidade é siemens por metro
(S/m). Então,

tLOr
o- p- RA- (v\- (rr.3)
E
\t)
onde J é a densidade de corrente (em N*') e E o campo elétrico (em V/m).

2,1.2.1Condução Sólida em Rochas

Para um grande número de rochas encontradas na superfìcie terrestre, a condução se

dá exclusivamente dentro da água contida em seus poros. A condução eletrônica que acontece

através de minerais costuma verifîcar-se em minerais metálicos que eventualmente ocorrem

em grandes concentrações.
A forma e o hábito dos minerais tambern podem ser de grande importância no que se

refere a variações significativas das resistividades das rochas. Em casos de ocorrência de


minerais condutores em forma dendrítica, pode acontecer que uma pequena quantidade
diminua consideravelmente a resistividade. Os minerais condutores que mais freqüentemente
ocorrem em quantidade suñciente para causar quedas signihcativas na resistividade são a
magnetita, hematita especular, graftta, pirita e pinotita.

2.1.2.2 Condução em Semicondutores

Semicondutores são materiais não-metálicos nos quais a condução ocorre através do


movimento dos elétrons, porém a condutividade dos mesmos é inferior à dos metais. Esta
baixa condutividade não é reflexo de uma menor mobilidade eletrônica, mas devida ao menor
número de elétrons disponíveis para condução.

Os semicondutores diferem dos metais devido ao fato do nível de energia necessário a


ser atingido pelos elétrons de condução ser consideravelmente maior que aquele requerido
0 método da eletrorre.çisrividade

pelos metais. A forma de energia mais comum é aquela proveniente de alguma fonte de calor,

sendo que no caso dos semicondutores o número de elétrons de condução é proporcional ao

aumento da temperatura, obedecendo a relação

Tlræe-EtKT', (rr.4)

onde

ry. -- número de elétrons de condução.

E : energia necessária para mover os elétrons.


K: constante de Boltzman (1.38054 x l0-16 ErgfK¡.
T : temperatura absoluta.
Todos os materiais que não são metais podem ser considerados semicondutores
eletrônicos em maior ou menor grau. Se o material apresentar elétrons disponiveis para

condução eletrônica com uma energia de ativação relativamente baixa, este material pode ser

considerado bastante próximo de um condutor como um metal. Este é o caso de muitos


sulfetos metálicos que apresentam resistividades entre l0{ e l0-3 ohm.m (KELLER &
FRISCHKNECHT, 1977). Ao contrário, se a energia de ativação f'or muito elevada, então
este material estará bastante próximo de um isolante. A grande maioria dos silicatos requer
uma grande energia de ativação para que possam apresentar elétrons de condução e, sob
circunstâncias normais encontradas na natureza, o número de clétrons de condução presente

nos silicatos é desprezível se comparados aos íons de condução.

2.1.3 Condução Iônica (Eletrolítica)

2,1.3.1 Eletrólito Sólido

Podem ser considerados eletrólitos sólidos a maioria das rochas formadas por
minerais, podendo ocorrer condução eletrolítica em cristais ligados ionicamente.
Na ligação iônica, os elétrons de valência são cedidos pelos íons metálicos para

completar a camada de elétrons exteriores de outro elemento formador do composto.


Durante a aplicação de um campo elétrico em uma estrutura cristalina ligada
O mëtodo da eletrorresistividade
r0

ionicamente, a força exercida em cada íon pelo campo é pequena se comparada com as forças

da ligação iônica. Assim, em uma estrutura cristalina perfeita não deveria ocorrer eletrólise ou

condução elétrica por movimento de íons. No entanto, devido às imperfèições existentes nos
cristais que ocorrem na naturez4 verifica-se a eletrólise quando o campo é aplicado.

Todos os cristais possuem imperfeições inerentes, sob a forma de íons de valência


diferentes substituídos no retículo ou sob a forma de íons fora de ordem na estrutura.

Os íons na estrutura cristalina vibram em torno de sua origem e esta vibração é

ampliada à medida que sobe a temperatura. Ocasionalmente um íon pode oscilar distante de
sua origen¡ criando "saltos" de vacância, que ocorrem continuamente em direções aleatórias,

mesmo na ausência de um c¿rmpo elétrico.

Quando o campo é aplicado, as vacâncias são favorecidas estatisticamente na direção


do campo em detrimento de outras direções, ocorrendo transferência de íons e conseqüente
passagem de corrente elétrica. A freqüência com que acontecem as vacâncias (saltos) depende

da temperatura, de acordo com a relação

_T] I KT
UI.5)
4¡ æe

onde

ry,
: número de saltos por unidade de tempo.
U: amplitude da energia potencial necessária a ser transposta para criação do salto.

K: constante de Boltzman (1,38054 x l0-ró ErgfK).


T : temperatura absoluta.

A resistividade de um eletrólito sólido deve ser inversamente proporcional ao número


de cargas de transporte disponíveis, com a constante de proporcionalidade sendo determinada
pela mobilidade dos íons. A mobilidade destes dependerá de seu tamanho (íons pequenos
movem-se facilmente entre os vazios existentes entre íons grandes imóveis).

2.1.3.2 Eletrólito Líquido

Sem dúvida este é o processo de condução da corrente elétrica de maior importância e

interesse na prospecção por eletrorresistividade.

Uma vez que a grande maioria das rochas são maus condutores, suas resistividades
O mëtodo da elelrorresistividade
ll

deveriam ser extremÍunente altas não fosse pelo fato que usualmente elas apresentam poros
que estão preenchidos por fluidos, principalmente água.

Em vista disso, efetivamente as rochas (e o subsolo em geral) assumem um


comportamento de condutores eletrolíticos (TELFORD et al., 1990), cuja resistividade efetiva
pode ser definida como na equação II.I, referida anteriormente para o caso da condução

eletrônica. Aqui a propagação da corrente processa-se por condução iônica, através de

moléculas que tenham excesso ou deficiência de elétrons.

As resistividades também variam com a mobilidade, concentração e grau de dissolução


dos íons, sendo que o grau de dissociação depende da constante dielétrica da solução.
Comparativamente à condução ôhmica (eletrônica), a condução iônica não é tão somente mais
lenta, mas representa também um transporte de material'

AssinU na grande maioria das litologias encontradas na natureza a condução será

eletrolítica, sendo o meio condutor uma solução de água e sais comuns distribuídos de maneira
complexa na estrutura dos poros da rocha. A resistividade dependerâ da quantidade de água

presente, da salinidade da mesma e a maneira como a âgua distribui-se na rocha.

Quando um sal está em solução na âgua, seus íons dissociam-se movimentando-se


liwemente na solução. Durante a aplicação de um campo elétrico, os cátions são acelerados em

direção ao pólo negativo enquanto que os ânions são acelerados para o positivo. No entanto, a
velocidade alcançada pelos íons é atenuada pela viscosidade da solução.

Numa solução aquosa o tempo necessário para um íon alcançar sua velocidade final é

menor que um microssegundo e esta velocidade final é definida como mobilidade do íon.
Especificamente, a mobilidade de um íon é a velocidade com que ele se move quando é aplicado

um gradiente de voltagem de I volt por metro, sendo medida em metros por segundo (KELLER

& FRISCHKNECHT, 1977).


A mobilidade depende da concentração e temperatura. Aumentando a temperatura do
eletrólito diminui a viscosidade, permitindo uma maior velocidade final para um mesmo
gradiente de voltagem. Se a solução contém uma alta concentração de íons, o movimento de um

íon será afetado pelo movimento do conjunto de íons contidos na solução, acarretando uma
redução na velocidade final.

A expressão .çalinidade equivalente é quase sempre utilizada quando se trata de


resistividade da água. Como normalmente a âgua contém uma grande variedade de sais em

solução, é bastante dificil obter-se a resistividade de uma água a partir de uma análise química.
Objetivando facilitar a tarefa, a salinidade equivalente de uma solução é definida como a
O método da eletrorresistividade
t2

salinidade de uma solução de NaCl que teria a mesma resistividade de uma solução para a qual a

salinidade equivalente está sendo expressa. A salinidade equivalente pode ser considerada como

verdadeira, uma vez que as mobilidades dos íons presentes na grande maioria das soluções não

variam significativamente.

A utilização do conceito de salinidade equivalente traz a vantagem de simplificar o


processo para calcular-se a resistividade de uma solução. A Figura 2.1 a seguir ilustra o
comportamento da resistividade em função da concentração de alguns sais e do NaCl em
particular nas temperaturas de lSoC e l00oC.

o
É.
t-
l¡¡
=
;r0
=
I
o
g
=
H1
ô
F
al,
1r,
H o,t

Figura 2.1 - Relação entre resistividade e concentração de sais em solução à temperatura de


lSoC e NaCl também a 100"C (adaptado de KELLER & FRISCHKNECHT, 1977).

Como pode ser observado pela Figura 2.1, o comportamento da resistividade em


função da concentração de sais é praticamente linear até a concentração de l00g/1. A Figura
também permite observar, através das duas curvas referentes ao NaCl nas temperaturas de
18oC e 100oC, o comportamento decrescente da resistividade com o aumento da temperatura.

2.1.4 Considerações Sobre a Porosidade e Textura da Rocha Relativas à Resistividade

A resistividade de uma rocha decresce com o aumento de seu conteúdo de água e


O nëtodo da eletrorresistividade
t3

também com o volume dissolvido de cloretos, sulfatos (sais em geral) e presença de outros
minerais. Em rochas totalmente saturadas o conteúdo de água pode ser calculado pela sua
porosidade. Em rochas parcialmente saturadas o efeito de dessaturação sobre a resistividade

precisa ser considerado e este efeito será abordado adiante. A textura da rocha também tem

efeito sobre a resistividade.

Se for assumida uma geometria de poros simplificada, a relação entre resistividade e


conteúdo de água pode ser calculada com precisão. Exemplos teóricos de cálculos de
resistividade assumindo-se urna matrz constituída por esferas podem ser encontradas na
literatura (KELLER & FRISCHKNECHT, op cit.). Em se tratando de rochas consolidadas, a
geometria dos poros não se apresenta de modo que possa ser descrita através de simples

equações. Assim sendo, a relação entre resistividade e volume de poros precisa ser
determinada empiricamente.

As rochas podem ser reunidas em três grupos, de acordo com a porosidade:


- Porosidade intergranular: rochas sedimentares consolidadas e acamadamento de

cinzas vulcânicas - consiste no espaço intergranular.

- Porosidade de juntas: rochas ígneas - porosidade primária.

- Porosidade vugular: rochas vulcânicas - grandes espaços vazios dentro da rocha,

formados durante o resfriamento. Rochas calciírias também podem apresentar cavidades,


formadas pela dissolução da rocha por meio de reações químicas.

Para haver boa condução elétrica os poros precisam estar interligados e preenchidos
com água. Em quaisquer dos tipos de porosidades mencionadas acima, o volume total dos
poros é constituído de duas partes: poros de armazenamento e poros de conexão. Uma rocha

com elevada razão entre poros de armazenamento e poros de conexão, caso da porosidade
vugular, apresentará uma resistividade maior do que uma rocha com idêntica porosidade, mas
com menor taxa armazenamento/conexão entre poros (porosidade intergranular, p. ex.).
No caso de argilas, os poros não estão interligados (baixa permeabilidade), mas as
mesntas costumam apresentar baixas resistividades, desde que contenham água, porém isto

deve-se a tènômenos de troca iônica.

Muitos trabalhos têm sido feitos no sentido de correlacionar-se resistividade com


conteúdo de água, inferindo-os para rochas que contém petróleo. Para estas rochas, que eram
primariamente arenitos e calcários porosos, foi observado que a resistividade varia
aproximadamente com o inverso do quadrado da porosidade, quando a rocha está totaknente
saturada com água. Esta observação levou ao uso difundido de uma relação empírica de
O mélodo da ele!rorresistividade
t4

resistividade e porosidade (ARCHIE, 1942 apud. TELFORD et al., 1990), conhecida como
Lei de Archie.

-m
P = aP*Q (rr.6)

onde

p : resistividade "bulk" (volumétrica).

pu: resistividade da água dos poros.

g: porosidade expressa como uma fração por unidade de volume.

a-> relativo à porosidade da rocha, sendo ligeiramente menor que I para rochas com
porosidade intergranular e ligeiramente maior que I para rochas com o'porosidade" de

juntas.

m-+ é o parâmetro de cimentação, sendo um pouco maior que 2 para rochas

cimentadas e bem classificadas e um pouco menor que 2 para rochas mal classificadas

e mal cimentadas.

Os valores para a e m referidos acima são os adotados por KELLER &'


FRICHSKNECHT (1977).
Segundo TELFORD et al. (1990), os valores a serem atribuídos para fl e m são de 0,5

a2,5 e 1,3 a2,5, respectivamente.


ORELLANA (1972) assume valores de 0,5 a 1,5 para a e 1,3 a 2,3 para m,
distribuindo este último da seguinte maneira:
m: I,3 para rochas detríticas mal cimentadas e calcarios oolíticos.
m: I ,4 para arenitos fracamente cimentados, algumas lavas e vulcanitos com elevada

porosidade.

m: 1,6 para rochas pouco porosas (< 5%) ígneas e sedimentares.


m : I ,7 para rochas sedimentares razoavelmente bem cimentadas, como arenitos e
calcários.

m:2,0 para calcários e dolomitos, arenitos cimentados e pouco porosos.

m:2,3 para calcários e dolomitos finamente granulares.

É necessário fazer-se um grande número de medidas de porosidade e resistividade para


a determinação dos parâmetros a e m para se ter um valor confiável. Devido a pouca
praticidade desta metodologia, assume-se para uma primeira aproximação I para a e 2 para m.

Na prática, a incerteza dos valores exatos para a e m é menos séria do que a escolha do valor
0 mëtodo da eletrorresistividade
t5

adequado para ø,- resistividade da água (KELLER & FRISCHKNECHT, op cit.).

Até aqui foi suposto que os poros das rochas estavam completamente saturados por
água e que o volume de água contido refletia a porosidade. Isto nem sempre é verdadeiro, uma

vez que os poros podem conter ar, gás ou mesmo petróleo. Desse modo, torna-se necessário
introduzir-se o índice de resistividade, que é a relação entre a resistividade da rocha com o
grau de saturação considerado e com os poros efetivamente preenchidos com água. Define-se

como grau de saturação S a fração de volume ocupada por água em relação ao volume total

dos poros. Assim a resistividade da rocha será dada por

p ab(p-^ S-n p* (rr.7)


-

sendo n
=
2 (TELFORD et. al., 1990) e

b: 0,6 e n: 2,25 para arenitos e calca¡ios arenosos de porosidade < 40o/o.

b: 0,4 e n:2,1para rochas carbonáticas de porosidade < 25% (ORELLANA, 1972).

2.1.5 O Arcabouço da Rocha e as Soluções Eletrolíticas nele Contidas

A equação de Archie estabelece uma relação entre a resistividade total ("bulk") de uma
rocha com sua porosidade e a resistividade da água contida em seus poros. A equação indica
que a razão da resistividade "bulk" com a resistividade da água deveria ser constante para uma
dada porosidade. Esta razão é denominada defator de formação.
Entretanto, normalmente esta rczão é menor quando a rocha está saturada com uma
solução diluída do que quando a rocha está saturada com uma solução altamente salina. Isto
pode ser explicado se consideraffnos que a condutividade da água distribuída através dos poros

é afetada por dois fenômenos complexos: a condutância superfical e a ionização dos minerais

argilosos.
A condução superficial é devida ao fato de que geralmente a camada externa dos
minerais que compõe as paredes internas dos poros das rochas está muitas vezes carregada

eletricamente. Isto porque os átomos mais próximos aos limites da superficie costumam ser
íons de mesmo sinal, geralmente negativo nos silicatos (oxigênio). Esta carga atrai cátions do
eletrólito presente nos poros, inclusive moléculas de água. Forma-se deste modo uma película
de água, cuja resistividade é menor do que a da água não adsorvida. Este processo diminui a
resistividade, quando o conteúdo de água é escasso, pois acarreta na formação de uma camada
O método da eletorresistividade
l6

condutiva superficialmente aos poros.

Quando o conteúdo de água é maior, a queda na resistividade ocasionada pela adsorção


é bastante menor, se comparada à a salinidade ultrapassa uma
resistividade total. Se
determinada concentração, este aumento é contrabalançado e superado pela perda de
mobilidade dos íons adsorvidos. O que daí se deduz, é que o efeito da condução superficial é o

de aumentar a condutividade dos eletrólitos mais resistivos por sua baixa concentração e

diminuir a condutividade dos mais condutivos (ORELLANA, 1972)


Os fenômenos ocasionados pela presença de minerais argilosos são mais complexos.
Estes minerais, como a montmorilonita, vermiculita halloysita, entre outros, têm a propriedade

de adsorver certos ânions e cátions e reter os mesmos em estado "trocável". Os minerais


argilosos não são os únicos que apresentam esta capacidade de troca, todos os minerais
finamente granulares também a possuem. Os íons adsorvidos não formam uma camada simples
e uniforme. Os íons mais próximos do argilomineral ficam retidos em urna camada fixa e os
demais formam uma camada difusa que decresce com o afastamento da argila. Estes últimos
podem mover-se no eletrólito, ocasionando uma queda significativa na resistividade. Os íons

mais comuns adsorvidos são Ca**, Mg**, Ff, K*o Na* e NH3*, em ordem decrescente de

abundância (KELLER & FRISCHKNECHT, 1977).

Uma outra questão, é que nas litologi¿rs com presença de argilas, o fator de formação
não pode ser considerado constante. Ao ocoffer uma diminuição na concentração de sais na

água, o fator de formação também sofrerá um decréscimo, sendo este efeito mais intenso
quanto maior for o percentual de argila contido na rocha.

Por outro lado, a resistividade das rochas que têm em seu interior água doce, tende a
crescer com o aumento de sua granulometria. Porém, se a água presente na rocha apresentar
uma elevada salinidade, acontecerá o oposto. Uma explicação para este fenômeno, é que
quando o eletrólito tiver uma alta concentração de sais, parte dos íons serão retidos pelas

argilas, com conseqüente perda de mobilidade e aumento de resistividade (DAKHNOV, 1959,


apud. ORELLANA, 1972). O decréscimo da granulometria da rocha, acarretarâ num aumento

na superficie efetiva de contato, aumentando o número de íons retidos, deduzindo-se daí que a

resistividade será maior em rochas de grãos finos.

Em se tratando de eletrólitos fracamente diluídos (água doce), predominará a

condutividade adicional devido a hidrólise parcial das argilas, já descrita e será inversamente
proporcional à granulometria. Assim, em sedimentos onde o eletrólito presente seja de baixa

concentração a resistividade crescerá da seguinte maneira: argila -+ silte -+ areia -+ cascalho.


O método da eletrorresistividade
t7

Se a água contida nos poros apresentar elevada concentração de sais, verificar-se-á o inverso.

2.2 Resistividade

2.2,1Introdução

As técnicas mais utilizadas para medir-se a resistividade em subsuperficie são aquelas


que utilizam uma fonte artificial para introduzir uma corrente elétrica no subsolo. Isto é feito
por intermédio de dois eletrodos em contato galvânico com o solo. Através deste circuito
(eletrodos/subsolo) estabelece-se um fluxo de corrente. Pode-se medir o potencial estabelecido

pelo referido fluxo por intermédio de outro par de eletrodos posicionados nas proximidades,
possibilitando determinar-se a resistividade efetiva ou aparente do subsolo.

Na grande maioria das situações são utilizados 4 eletrodos como referido acima - dois
para a emissão de corrente e dois para as medidas de diferença de potencial, dispostos em uma

grande diversidade de configurações eletródicas.

Os arranjos eletródicos são escolhidos e dimensionados de acordo com os objetivos a


serem atingidos e peculiaridades das áreas dos ensaios, podendo ser utilizados tanto no estudo

das heterogeneidades laterais como verticais das resistividades. Na investigação das variações

de resistividade com a profundidade (heterogeneidades verticais), caso dos meios


estratificados, vai-se gradativamente aumentando a abertura entre os eletrodos de emissão de
corrente para atingir-se níveis de investigação cada vez mais profundos. No entanto, com o
incremento das aberturas, também aumenta a espessura do pacote superior investigado e,
conseqüentemente, o efeito das resistividades dos estratos superiores vai se tornando mais

pronunciado sobre os inferiores. Em investigações das variações laterais de resistividades,


como aquelas ocasionadas por diques ou falhas, entre outras, na maioria das vezes é mantida
uma separação fixa entre eletrodos e o arranjo é deslocado ao longo de perfis.

Na literatura, o primeiro caso (estudo das variações verticais) é referido como

sondagem elétrica vertical, enquanto que o segundo caso (estudo das heterogeneidades
laterais), como perfilagem horizontal ou caminhamento elétrico. Figuras ilustrativas da

sondagem elétrica vertical e do caminhamento elétrico podem ser vistas adiante no capítulo 5,

que aborda as metodologias de trabalho, técnicas de campo e suas aplicações.


O método da eletrorresistividade
l8

2.2.2 Alguns Valores de Resistividade

MOONEY (1980), baseando-se em dados e medidas de TELFORD et al. (1976\t e

KELLER & FRISCHKNECHT (1977), estabelece alguns valores de resistividade que mais
comumente são encontrados na natureza, em função de variáveis como umidade, litologias,

salinidade, porosidade (permeabilidade), conteúdo em argilas, etc. A Tabela 2.1 a seguir úaz
alguns dados apresentados por MOONEY (op. cit.).

É preciso ter em mente, no entanto, que os dados contidos na tabela, servem apenas

para se ter uma idéia da ordem de grandeza das resistividades. Como já discutido
anteriormente, são diversos os fatores que interferem nos valores encontrados para as
resistividades, sendo principalmente a água e o conteúdo de sais contidos nas litologias.

Tabela 2.1 - Valores de resistividade (adaptada de MOONEY, 1980).

ResistivÍdade das Aguas (em ohms x m)


gua do solo 1a100
Água da chuva 30 a 1000

Água do mar 0,2

Gelo 105 a 108

Resistividade de Litologias, Abaixo do Nfvel d'Água (em ohms x m)


fgneas e metamórficas 100 a 10.000

Sed imentos consolidados l0 a 1000


Sedimentos inconsolidados 1a100
Resistivid¡de de Eletrólitos em Função do Conteúdo de Sais (em ohms x metro)
0,005 g/l 1050

0,1gll 110

0,5 g/l t2

Desse modo, com base nos dados contidos na Tabela 2.1 e no anteriormente discutido,

infere-se que:

a) Materiais de baixíssimas porosidades, como os abaixo, tenderão a exibir altas

resistividades.

' TELFORD et al. (1976) é usado por MOONEY (19S0). TELFORD et al. (1990) é a bibliografia usada aqui.
O mëlodo da elelrorresistividade
l9

resistividades.

- follhelhos maciços.
- maioria das rochas ígneas e metamórficas.
b) Materiais cujos poros não contenham água terão alta resistividade
- areias ou cascalhos secos.
c) Materiais cuja água intersticial seja limpa (liwes de salinidade) apresentarão altas
resistividades.

-areias ou cascalhos limpos, mesmo que saturados em água.

d) A maioria dos materiais exibirão resistividades médias ou baixas, especialmente se

houver a presença de argilas, tais como:


- solos argilosos (com água).
- rochas saturadas.
e) A presença de argilominerais tende a diminuir a resistividade do meio devido a:
- os argilominerais adsorvem cátions em estado intercambiável em sua
superficie.
- os argilominerais combinam com a água.
- os argilominerais tendem a ionizar para o fornecimento de íons liwes.

2.2.3 Base Teórica

Em uma abordagem simplificada do tema, para o apresentado a seguir, é assumido um


fluxo de corrente contínua através de um meio isotrópico e homogêneo. Isto também é válido
para corrente alternada, desde que a freqüência seja suficientemente baixa de modo que as
correntes de deslocamento sejam desprezíveis.

Considere-se que este meio possua uma resistividade p e esteja limitado superiormente

por um ambiente de resistividade considerada infinita (atmosfera). Para que seja estabelecido
um campo elétrico, será necessário injetar neste meio uma corrente elétrica I através de dois

eletrodos A e B, devidamente conectados a urna fonte (ORELLANA, 1972).


Partindo das equações de Maxwell e através de algumas manipulações fisico-
matemáticas que podem ser vistas em detalhe em ORELLANA (op. cit.) e KELLER &
FRISCHKNECHT (1977), de acordo com a Lei de Ohm,

j =oE
O mëto¿lo da eleÛorresistividade
20

ou

E=N (11.8)

Supondo um dos eletrodos no "infinito", considerando o eletrodo restante e tomando um

semiespaço esferico em torno desta fonte, por razões de simetria, em qualquer região da

superficie da semiesfera a densidade de corrente J será constante (KELLER 8.

FRISCHKNECHT, op. cit.). A corrente total pode ser expressa como a integral da densidade
de corrente sobre esta superficie,

i = p.a' (rr.9)

Tomando-se o raio da esfera como ¿ têm-se

I =2m2 j

,I=oE=
I
2"1
ficando

lol- r
I I o2nr' - 2m'
lLl -
IP
(11. l 0)

De onde conclui-se que o campo E devido a um eletrodo pontual é inversamente proporcional

ao quadrado da distância r.

Para obter-se a diferença de potencial entre dois eletrodos quaisquer M e N, e fazendo rI e 12

as respectivas distâncias dos pontos M e Nà fonte, tem-se

u! =?'ir,=?(L-
¿ft :2r-
I
)rlrl ,2' )
(//. l l)

Sendo as funções potenciais escalares, então podem ser somadas algebricamente. Se

existi¡em diversas fontes ao invés da única considerada acima, o potencial total em um único
ponto M pode ser calculado pela somatória das contribuições de cada fonte a este ponto.
Então, para fontes de corrente distribuídas em um meio uniforrne, o potencial total em um
dado ponto M serát
O método da eletrorresistividade
2l

uu=*l#*#* .#l
ou

uu=+>* (rr.t2)
onde

.Ii: corrente proveniente da iésima fonte de corrente.

ri: distância da iésima fonte ao ponto M.

2.2.4 Resistividade Aparente

Um dos conceitos mais importantes na prospecção geoelétrica é o da resistividade


aparente. Os dados fisicos medidos em um levantamento de campo de eletrorresistividade são

a corrente.I, emitida através de dois eletrodos.,4 e B e a diferença de potencial /2, usualmente

medida através dos eletrodos de potencial ditos ll4 e N. A partir destes parâmetros é possível

obter-se a resistividade p.Em um terreno homogêneo e isotrópico esta resistividade será


constante para quaisquer disposições de eletrodos que sejam empregadas nas medições.

Sabe-se, no entanto, guê na nafineza tal situação não se verifica. Normalmente os

substratos não são homogêneos nem isotrópicos. Se considerarrnos que os quatro eletrodos

citados acima estão posicionados em locais de resistividades pt, pzo ps a pt, confolme a Figura

2.2 adiante, a resistividade resultante medida não será a verdadeira e sim uma resistividade dita
aparente p" (ORELLANA, 1972). Est4 normalmente não será igual a nenhuma das quatro,

mas terá influência de todas elas e de suas respectivas configurações e geometrias.

Figura 2.2-Ilustração de subsolo heterogêneo (modificado de ORELLANA, 1972).


O método da eletrorresistividade

Esta resistividade também não pode ser entendida como média nem média ponderada

das quatro resistividades, podendo acontecer que seja maior ou menor que qualquer uma das

quatro (ORELLANA, op. cit.)

Esta resistividade não-real é obtida a partir de medidas realizadas sobre um meio


heterogêneo aplicando-se a expressão válida para meios homogêneos eé denominada

resistividade aparente. A expressão, mostrada a seguir, é obtida a partir da eq. (ll.l2),


considerando-se duas fontes (A e B) e dois pontos de medidas (M e N). Considera-se o
potencial em B negativo, supondo-se que a corrente entra em A e sai em B.

LU
,=(':o) 2r
+
I
=K
I
(u.r3)
AM BM AN BN

Os valores de p calculados são, desse modo, valores de po . Estes valores são

calculados em função da separação entre eletrodos por meio do fator geométrico 1(, expresso

como

2n
t(- llll (rr.r4\
+
AM BM AN BN

Finalrnente, pode-se então expressar a resistividade aparente como

-. Lu
P'=K I ur.ls)

2.3 Aplicabilidades da Eletrorresistividade - Alguns Exemplos

A eletrorresistividade é, provavelmente, o método de maior potencial de aplicação em


praticamente todos os campos da geologia.

Na prospecção mineral, nos levantamentos de polarização induzida (IP), a

eletrorresistividade normalmente é executada simultaneamente, sendo de fundamental

importância como um dado no mínimo complementar para uma interpretação mais segura de

anomalias detectadas nos levantamentos IP.

DOBECKI & ROMIG (19S5) em seu trabalho abrangendo diversos métodos geofisicos
e suas aplicações em geologia de engenharia e água subterrânea, descrevem o parâmetro

eletrorresistividade como bastante atrativo pela ampla abrangência de sua escala (cerca de sete
O mëtodo da eletroruesistividade
23

ordens de magnitude).

A água vem se constituindo no mais precioso bem mineral, tornando-se a sua


prospecção e demanda cadavez mais intensas. No caso de pesquisa de águas subterrâneas, a

eletrorresistividade vem tendo uma aplicação crescente, porém sua utilização para este fim não

é recente. Neste campo, tanto em áreas sedimentares como cristalinas, sua utilização tem se

revelado uma ferramenta poderosa na otimização de locação de poços tubulares profundos.

No caso de bacias sedimentares, a determinação de estratos que sejam potencialmente


aqüíferos, sua profundidade e espessura, estimadas através de caminhamentos elétricos ou
sondagens elétricas verticais, podem ser decisivas na viabilidade da execução de poços para

fornecimento de água.

Se a área da prospecção de água subterrânea situar-se em regiões de ocorrência de

rochas cristalinas e não havendo coberturas que possam constituir-se em aqüíferos superficiais,

então a única possibilidade de existência de um aqüífero será em fraturas. Neste caso, as


eventuais fraturas/aqüíferos poderão ser detectadas indiretamente através de medidas de
resistividade, preferencialmente caminhamento s elétrico s.

Um exemplo recente de aplicação do método neste caso é apresentado por GALLAS


(1998), onde o autor utiliza o método para a locação de poços tubulares profundos em área de
embasamento cristalino, associando fraturamentos a anomalias de baixa resistividade aparente.

Os poços executados posteriormente confirmaram as expectativas, revelando-se produtores de

água. Este é o caso que está sendo apresentado nesta tese como aplicação de métodos
geoelétricos à prospecção de águas subterrâneas e será discutido em detalhe no capítulo 6
(item 6.2) em que são mostrados os resultados e interpretações referentes a este trabalho.

Em área sedimentar, onde à semelhança do caso anterior, as zonas favoráveis são

fraturas, RIGOTI et. al. (1993) empregaram a eletrorresistividade na identificação de


fraturamentos na Formação Furnas.

O IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo, ao longo dos


anos vem realizando inúmeros levantamentos geofisicos buscando a prospecção de águas
subterrâneas com o emprego da eletrorresistividade, sendo os resultados obtidos plenamente
satisfatórios (IPT, I 980a; 1994a, 1997 c).
As aplicações do método da eletrorresistividade no campo da geologia de engenharia
são igualrnente amplas.

Em algumas obras civis, por exemplo, é fundamental que se conheça o posicionamento


de falhamentos ou fraturas antes da implementação da obra. Exemplos disso são os estudos de
O método da eletrorresistividade
24

alternativas de eixos de barragens para instalação de usinas hidrelétricas. No caso de usinas

nucleares torna-se talvez ainda mais importante o conhecimento estrutural do local de

instalação da usina. Nestes casos, levantamentos de eletrorresistividade são extremamente úteis

para a detecção destas estruturas.

BRAGA & MALAGUTTI (1997) e BRAGA (1997) realuaram pesquisas a fim de


correlacionar os parâmetros IP e eletrorresistividade usando Sondagens Elétricas Verticais
com ensaios geotécnicos SPT (Standard Penetration Test).
No trabalho efetuado pelo IPT (1996b) e em TAIOLI et. al. (1997), entre outros
métodos, fbram empregados a eletronesistividade e o IP em área urbana - Túnel Ayrton
Senna, no Parque do lbirapuera, São Paulo/SP. No local havia ocorrido o desmoronamento de

camada arenosa localizada no teto do túnel. Foram realizados levantamentos com os arranjos

dipolo-dipolo e gradiente na superficie sobre o local do colapso. Os resultados permitiram


detectar e delimitar a projeção na superficie da área do incidente e imediações afetadas,

possibilitando uma minimização dos custos de injeção de cimento para sanar o problema.

Também em barragens de terra este método pode ser utilÞ¿do para determinação de

heterogeneidades que possam refletir possíveis infiltrações d'água ou diferentes tipos


litológicos que sejam de interesse aos objetivos do levantamento. O caso de aplicação em
barragens é o que trata o presente trabalho no subcapítulo 6.3, relativo às aplicações do

método em geologia de engenharia, tendo sido empregados conjuntamente os métodos de


eletrorresistividade, SP e IP. O IPT realizou diversos levantamentos geofisicos nestas
situações, os quais estão sendo parcialmente apresentados neste trabalho (IPT 1995a,1996d,
1996f, 1997a, 1997d, 1 998a).

Em casos de de taludes igualmente é viável o emprego de


instabilidade
eletrorrsistividade. RIGOTI et. al. (1998) usarÍun o método na determinação de zonas
fraturadas e seção geoelétrica, objetivando determinar os locais mais propensos à ocorrência

de deslizamentos.

Contaminações salinas também são detectadas por levantamentos de resistividade,

sendo esperado que as zonas onde exista a presença anômala de sal apresentem resistividades

mais baixas. Problemas deste tipo são comuns na Austrália e constituem um sério problema,
tendo sido detectadas estas contaminações através deste método (HUMPHREYS et al., 1990),

com um custo bastante baixo.


Cunhas salinas são mapeadas com sucesso através de medidas de resistividades,
também evidenciadas por feições menos resistivas. Como exemplo cita-se um caso na Flórida
O m¿todo da eletorresistividade

(EUA), que é uma penftNula marítima e onde uma cunha salina foi investigada com sucesso
através de medidas de resistividade (HAGEMAYER & STEV/ART, 1990).

Os métodos IP e eletrorresistividade foram usados por PACFIECO et. al. (1997) no


município de Caraguatatuba, situado no litoral norte de São Paulo, objetivando a detecção da
cunha salina. Os resultados mostraram que a cunha atinge uma extensão de cerca de 2 km a
partir da linha de costa, mostrando a eficácia dos métodos frente a esse problema.
Um outro caso, que tanto pode ser visto sob a ótica detecção de salinizações como de
mapeamento de dispersão de poluentes, foi publicado por WHITE (1994). Em seu trabalho,

este autor estudou o comportamento de diferentes arranjos eletródicos, entre eles o "mise-à-la-

masse", gradiente e Schlumberger. O estudo enfocou a eficácia de detecção dos diferentes

arranjos diante da anomalia causada por injeções de água salgada em um nível de cascalhos

situado abaixo do nível d'água, bem como a velocidade de propagação da salinização no


aqüífero.

Em casos de zonas de risco, como aquelas associadas a processos de carstificação, o


método da eletrorresistividade, além do IP e SP, igualmente é aplicável com sucesso.
GALLAS & AUGUSTO FILHO (1999) aplicaram com sucesso estes métodos em uma área
urbana situada no interior do Estado de São Paulo e de oconência de rochas calcarias onde

acontecera um colapso do terreno. Outros exemplos de aplicação dos métodos referidos, em

casos similares, encontram-se em trabalhos realizados pelo IPT (IPT 1999a, 1999b).
O mais novo campo de utilização da eletrorresistividade é, sem dúvida, o campo da
geologia ambiental. Pode, por exemplo, ser utilizada para detectar poluições do lençol freático

por contaminações de óleo (MAZAC et al., 1990). Neste trabalho, através do uso de

sondagens elétricas verticais, zonas de mais resistivas foram correlacionadas às contaminações

por óleo.
Em um outro caso de contaminação por hidrocarbonetos, o método novamente

mostrou ser uma ferramenta efrcaz na detecção e delimitação de áreas contaminadas do


subsolo. BENSON et. al. (1997), empregando os métodos VLF e eletrorresistividade

determinaram contaminações oriundas de vazamentos de tanques de gasolina em Utah County


(EUA). A contaminação foi identificada através de anomalias de resistividades elevadas. O
autor considera que contaminações por hidrocarbonetos típicos, em geral, ocasionam

anomalias de altas resistividades.

Existem casos, no entanto, onde sucede o inverso, sendo as zonas de menor


resistividade as indicativas das contaminações por hidrocarbonetos. Uma explicação que
O método da elelrorresistividade
26

satisfaz as duas situações, é que inicialmente, a contaminação cause um aumento das

resistividades. Com o decorrer do tempo, através da ação de bactérias presentes no subsolo,

ocorrem processos bioquímicos no solo e nos hidrocarbonetos que causam uma diminuição nas
resistividades.

Igualmente as resistividades podem apresentar-se baixas se compostos inorgânicos


forem colocados nas águas contaminadas do subsolo objetivando estimular a biorremediação,
aumentando a quantidade total de sólidos dissolvidos na âgua. Do mesmo modo, também
ocorrerá o aumento do total de sólidos dissolvidos nas águas em subsuperficie (BENSON et.
al., op. cit.), onde estiver ocorrendo a biodegradação de hidrocarbonetos, tendendo as

resistividades a decrescer.

Um outro tipo de aplicação em geologia ambiental é o caso de lixões e/ou aterros


sanitarios, disposição de rejeitos químicos ou radioativos, etc. Existe um grande número de
antigos locais onde foram dispostos resíduos como os aqui citados. As permeabilidades do
substrato abaixo e nas vizinhanças destes locais podem ter características que permitam

percolações de águas contaminadas por estas substâncias e que podem ser detectadas por

contrastes de resistividade.

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas - IPT realizou diversos levantamentos geofisicos

direcionados à área ambiental empregando os métodos da eletrorresistividade, IP e SP na


determinação de zonas contaminadas e direções preferenciais de fluxos de águas subterrâneas
poluídas por lixões (IPT, 1998e). O Instituto também atuou com estes mesmos métodos
objetivando a detecção de áreas contaminadas por produtos químicos no município de Santo
André/SP (lPT, 1993 e 1998d). ELIS (1998), em sua tese de doutorado, usa a
eletrorresistividade e também o IP e SP em estudos de disposição de resíduos, fazendo, através

dos levantamentos com o método, estimativas das áreas contaminadas em lixões/aterros


sanitários situados no interior de São Paulo e Minas Gerais.
FRANCO & PIRES (1995) utilizaram o método da eletrorresistividade com o emprego
de Sondagens Elétricas Verticais (SEVs) para detectar possível contaminação de águas
superficiais oriunda de um aterro sanitario em Brasília,/DF. A evidência detectada foi um
'trend" de baixa resistividade, correlacionável à pluma de contaminação.

MALAGUTTI FILHO et. al. (1997), com os métodos EM, sísmica de refração e IP-
resistividade com o emprego do arranjo dipolo-dipolo, caracterizaram a posição do nível
d'água, localização dos resíduos e direção preferencial de fluxos das águas subsuperficiais em
local de aterro sanitario no município de Rio Claro/SP.
O m(itodo da eletorresistividade
27

zuGOTI et. al. (1997\ empregando simultaneamente as SEVs e caminhamento elétrico


dipolo-dipolo determinaram os limites laterais do Lixão da Lamenha Pequena situado na divisa
dos municípios de Curitiba/PR e Almirante Tamandaré/PR, além de indicar que a infrltração do

chorume ocorre em toda a coluna investigada.

Cemitérios podem ser fontes de contaminação de aqüíferos (necrochorume), como


mostram CARVALHO JR & COSTA E SILVA (1997), que empregaram os métodos da
eletrorresistividade e SP na determinação das direções de fluxos d'água no subsolo, bem como

topo e base dos aqüíferos no cemitério São José, em Belém/PA.


Levantamentos com caminhamento elétrico dipolo-dipolo foram usados com sucesso
para mapear camadas de argilas e descontinuidades em locais de deposição de resíduos

químicos e industriais no norte de UIaMEUA (ROSS et al., 1990)'

LIMA & PORSANI (1994), através da aplicação de Sondagens Elétricas Verticais

estudaram a distribuição da resistividade aparente em diferentes profundidades de investigação,

buscando determinar correlações atribuíveis à contaminações provenientes das instalações do

pólo petroquímico de Camaçari, na Bahia. Os ensaios realizados revelaram a presença de


anomalias de baixa resistividade, algumas devidas a salinizações por processos naturais e

outras atribuídas às salinizações artificiais.


Além disso, o método também pode e deve ser usado em casos de escolha de um local
para disposição de resíduos, como por exemplo, na detecção ou determinação da espessura de

um pacote argiloso que teria a função de uma barreira natural ou durante a construção do
aterro no sentido de tornar o menos danosa possível a disposição dos materiais (REYNOLDS

& TAYLOR, 1996).


3. O MÉTODO DA POLARIZAÇÃO INDUZIDA (lP)

3.1 Introdução

Além do uso corrente do IP na prospecção mineral, o método tem tido uma utilização
incipiente em levantamentos para obras de engenharia civil e prospecção de água subterrânea
(ELLIOT, l9S0). Além disso, a aplicação em questões ambientais é bastante promissora e

também encontra-se nos primeiros estágios.

A polarização induzida (IP) é um fenômeno elétrico provocado pela transmissão de


corrente no solo, observado como uma resposta defasada de voltagem nos materiais terrestres.
Tem importância prática como método de prospecção de depósitos minerais ou ainda restrita
em casos como os citados no parágrafo anterior. Como medida geofisica, a polarização

induzida refere-se a unra ação de bloqueio resistivo ou de polarização elétrica nos materiais
terrestres, com maior pronunciamento do processo nos poros preenchidos por fluidos nas
vizinhanças dos minerais metálicos. Observa-se, portanto, efeito lP mais intenso em rochas que

contém minerais metálicos. Contudo, é complexa, senão impossível, a relação exata entre a
resposta IP e a quantidade de mineralização e/ou materiais polarizáveis.

A vantagem principal do método IP é sua capacidade de, em condições favoráveis,

detectar a presença de minerais metálicos, mesmo para quantidades muito pequenas, em que,
disseminações de sulfetos da ordem de 0,5o/o em volume metálico têm sido identificadas pelo

rP (suMNER, 1976).

Neste método, a presença de uma indicação é em si própria, suficiente para definir uma

anomalia, ao invés de uma diferença no nível de medida. lsto é, o fenômeno IP geralmente tem

um valor baixo de nível de base, acima do qual as medidas podem ser ditas anômalas. Assim, o
método IP apresenta a vantagem de uma interpretação definitiva direta. Esta distinção é

marcante com relação aos métodos potenciais e de resistividade, cujas interpretações


raramente são tão diretas.
A amplitude da resposta IP geralrnente cresce com a quantidade de mineralização até o

ponto em que se observa um forte efeito IP na presença de corpos de sulfetos maciços.


Contudo. este tipo de ocorrência economicamente interessante, pode ser detectado por outros
métodos elétricos de menor custo. principalrnente os eletromagnéticos. Assim, a polarização
induzida é um método particularmente importante na prospecção de mineralizações
disseminadas. situação em que outros métodos geofisicos são muito menos eficazes.
O método da polarizaçõo induzida (lP)

O método é freqüentemente utilizado na prospecção de depósitos disseminados ou


maciços de cobre-zinco e niquelíferos, em áreas de capeamento condutivo como na Austrália,

África do Sul, Brasil ou qualquer país tropical. Com boas razões o método é usado como
"follow up"2 de anomalias AEM (Aerolevantamentos Eletromagnéticos).

3.2 O Efeito IP

O descrito neste subitem refere-se ao IP no domínio do tempo, que será discutido


adiante em maior detalhe, umavez que esta técnica é a mais utihzada, ao menos em termos de

Brasil. A técnica freqüencial será apresentada de maneira sucinta na seqüência.

Quando é estabelecida uma diferença de potencial AV, devida à passagem de corrente


pelo solo, esta diferença de potencial não se estabelece nem se anula instantaneamente quando

a corrente é emitida e cortada em pulsos sucessivos, mas descreve uma curva AVrp : (t), a
qual liga a assíntota AVp em regime estacion¿ârio, com a assÍntota zero após o corte da
corrente (ver Figura 3.1). Este fenômeno é chamado "Polartzação Induzida" (BERTIN &
LOEB, 1976).

Figura 3.1 - Curva de descarga IP (l).

O comportamento de AVrp (t) depende da polaruabilidade das rochas. Analogamente,


tudo se passa como se o solo contivesse pequenos condensadores que se carregariam durante

a emissão, descarregando-se após o corte. A curva AVrp : f (t) seria chamada então, de curva

de descarga IP. Contudo, esta comparação é uma imagem muito simplificada, pois essa

analogia com um circuito elétrico constituído de resistência * condensador não explica por
completo o fenômeno IP.

2
"follow up'L detalhamento terrestre com IP, no caso, de anomalias de levantamentos aéreos.
O método da polari:ação indu:ida (ll')
30

3.3 Os Fenômenos Físico-químicos Associados ao IP

As causas e explicações que descrevem o fenômeno da polarização induzida não são

perfeitamente conhecidas e sua base teórica é, em parte, empírica-

Normalmente a corrente se propaga no solo através do movimento de íons em solução

e eletronicamente nas partículas metálicas, caso estas últimas estejam presentes em


subsuperficie. Na interface sólido-líquido deve ocorrer algum tipo de reação eletroquímica,

responsável pela transferência de eletricidade entre os íons da solução e elétrons liwes nos

minerais metálicos. Várias reações possíveis são discutidas na literatura (KLEIN & SHUEY,

l9l6; SHUEY, 1977); contudo, não se tem o conhecimento de quais reações predominam nas

medidas IP "in situ". As reações podem ser classificadas em dois tipos: aquelas em que o

sólido é inerte e aquelas em que o sólido é ativo. A grafita é considerada inerte; ela apenas
troca elétrons com a solução, permitindo que os íons em solução mudem de valência. Por ex. o

Fe2* pode fornecer um elétron ao sólido e tornar-se Fer*.

Para os sulfetos "in situ", segundo SHUEY (1977), existe grande probabilidade de que

a reação eletroquímica envolva os sulfetos de forma ativa. Se por ocasião dos ensaios IP o
minério está passando por processos de oxidação ou enriquecimento secundiirio, então a

corrente se propaga nos sulfetos desbalanceando ¿ìs reações que estejam ocorrendo
naturalmente.

Outro enfoque é o de que o sulfeto reage apenas com a solução muito próxima de sua
superfîcie. Na freqüência de lHz, a extensão de difusão para íons na água é menor que l0
mícrons. Isto significa que os íons que realmente transmitem a corrente para o sulfeto são os

das vizinhanças imediatas; e nesta proximidade, a composição da água deve estar fortemente

afetada pelo prolongado contato com o sulfeto (SUMNER,1976).

Em se tratando de argilas, a característica essencial destas é o pequeno tamanho de

seus cristais, menor que 2 mícrons. Em algumas argilas, os cristais podem ter uma ou mais
dimensões da ordem de 0,001 mícrons ou 100 ângstrons. Por outro lado, os minerais não

argilosos costumam ocorrer em cristais maiores que 2 mícrons. O pequeno tamanho dos

cristais das argilas significa uma maior superficie específica (área por massa) e assim a

eletrificação da superficie apresenta maior efeito sobre as propriedades macroscópicas.


Estruturalmente as argilas adsorvem um certo conteúdo de água em sua rede cristalina. As
camadas silicáticas da rede são carregadas negativamente. devendo existir cátions entre elas.
0 mëtodo da polari:açõo induzida (lP)
3r

A quantidade mensurável utilizada para descrever efèitos de carga na superficie das

argilas é a capacidade de troca catiônica. Existe também uma capacidade de troca de ânions
que é dificil de medir. Imagina-se que a troca de ânions se dá geralmente nos locais de ruptura

dos eixos das camadas silicáticas, eletricamente análoga à superficie de outros minerais,

provocando um efeito IP.

O modelo Cole-Cole discutido adiante faz uma descrição do fenômeno através da


utilização de um modelo onde um circuito elétrico bastante simples simula os caminhos nos
quais se processa a passagem cla corrente através dos poros de uma rocha. O modelo aplica-se

tanto à polarização metálica ou eletrônica como à de membrana ou eletrolítica (WARD, 1990).


Os dois principais fenômenos fisico-químicos que poderiam explicar a polarização
induzida são a polartzação metálica ou eletrônica e a polarização eletrolítica, não-metálica ou

de membrana e são abordados a seguir.

3.3.1 Polarização Metálica ou Eletrônica

A polarização metálica, eletrônica ou de eletrodo (sendo eletrodo o grão mineral

metálico) é aquela que acontece em metais ou minerais metálicos em que o processo de

condução da corrente dá-se através de elétrons.


No caso da presença de partículas metálicas, é formada uma dupla camada elétrica
composta de íons do eletrólito que circunda a partícula, balanceados por elétrons ou prótons

de cargas opostas, concentrados na superficie do mineral metálico. Esta polarização ocorre


porque o fluxo da corrente através de íons (eletrólito) é mais lento do que aquele que se

processa de maneira eletrônica (mineral metálico).

Durante a transmissão da corrente os íons móveis acumulam-se na interfäce

eletrólito/metal e restringem o fluxo de corrente no subsolo até que o equilíbrio se estabeleça.


ocorrendo uma sobrevoltagem/diferença de potencial (d.d.p.) nesta interface. A situação fica
equivalente a dipolos elétricos. Quando a corrente é interrompida, os íons imobilizados

difundem-se lentamente no ambiente eletrolítico para voltar ao equilíbrio inicial, decaindo a

sobrevoltagem residual acumulada na interface, manifestando-se deste modo o efeito IP

(BERTIN & LOEB, 1976).


Em se tratando de prospecção mineral, entre os minerais que apresentam IP sob a

forma de anomalias detectáveis, estão a maioria dos sulfetos. Exceções são a blenda ou
esfalerita (Zn, Fe)S, o cinábrio (HgS) e a estibinita (SbzSr). Também apresentam o fenômeno
O mëtodo da polari:ação indu:ida (llt)
32

lP óxidos como a magnetita, ilmenita, pirolusita e cassiterita. A grafita é um caso especial, pois
manifesta anomalias IP tão intensas quanto os sulfetos.

3.3.2 Polarização de Membrana, Não-metálica ou Eletrolítica

Para explicar o efeito IP de membrana, considera-se comumente a presença de

partículas de argilas cujas superficies estariam carregadas negativamente, induzindo um


acúmulo de cátions no eletrólito. A dupla camada iônica assim formada agiria como uma

membrana que se opõe ao fluxo de corrente, gerando uma sobrevoltagem ou efeito IP.

A polarização de membrana verifica-se no subsolo onde partículas de argilominerais


bloqueiam parcialmente os poros por onde percolam as soluções iônicas. A nuvem difusa de
cátions (dupla camada) nas vizinhanças da superficie externa da partícula é característica de
sistemas argila-eletrólito. Quando um potencial elétrico é aplicado, os transportadores de
cargas positivas passam através da nuvem de cátions, ITt¿ts os transportadores de cargas

negativas acumulam-se, formando-se uma membrana seletiva de íons. Como conseqüência,


ocorrerão de zonas de concentração de íons, formando-se dessa maneira membranas de
polarização. Os gradientes de concentração de íons desenvolvidos são opostos aos fluxos de

corrente e reduzem a mobilidade dos mesmos, resultando em um efeito de polarização. Esta


polarização é, em parte, função das diferentes mobilidades entre cátions e ânions (SUMNER,

1976; BERTIN & LOEB, 1976).

A maioria das cargas adsorvidas e adjacentes à membrana estão situadas a uma

distância d a partir de sua superficie (GRAHAME,1947 apud. WARD, 1990).

Qrr.t)
çZne'v')t'2
onde

d: espessura da dupla camada

n: concentração normal de íons no eletrólito

v: valência dos íons

e: carga elementar

Ç: permissividade dielétrica relativa do meio fluido

k: constante de Boltzman (1,38054 x l0-r6 ErgfK


T: temperatura
O mëtodo da polari=ação indu=i¿la (ll')
33

Portanto, o fenômeno da polarização induzida torna-se mais intenso à medida que


aumenta o valor de d.

Em casos relacionados ao meio ambiente, tais como plumas de contaminação ou


aterros sanitários, fluidos tóxicos ou de outras naturezas, podem causar alterações em d
passíveis de serem mapeados através das anomalias lP conseqüentes.

Menos intenso, este caso de fenômeno IP, constitui na prática um "ruído de fundo" na
prospecção de corpos minerais metálicos. Outras vezes, a polarização eletrolítica pode

fornecer dados suplementares para distinguir certas categorias de rochas, esclarecer problemas

estruturais e também fornecer informações importantes ao rnapeamento geológico.


Por outro lado, nas aplicações do método em casos de geologia de engenharia e

quando trata-se de casos onde os objetivos são investigações relacionadas ao meio ambiente, a

situação inverte-se, sendo esta causa do fenômeno fisico-químico do IP a mais importante.

3.4 O Modelo Cole-Cole

Um circuito simples como o mostrado na Figura 3.2 pode ser usado para simular o

efeito IP. Este modelo de relaxação, que tem sido usado para explicar unra variedade de
resultados de laboratório de resistividade complexa (MADDEN & CANTWELL, 1967;
PELTON et al., 1gl2), foi originalrnente proposto por COLE & COLE (1941) para predizer o
comportamento complexo do material dielétrico.
O modelo estabelece que uma rocha mineralizada com poros (Figura 3.2a) pode ser

representada analogicamente por um circuito elétrico (Figura 3.2b) que apresente a mesma

resposta. As respostas no domínio do tempo e da freqüência deste circuito equivalente,

chamado modelo Cole-Cole, são representadas nas Figuras.3.2c e 3.2d.

(al
rd

;I
.L
.,UF

0aldl
ffid(c)FREOUEtICIA (Hz)
o 2 teuodt"t I ro' '

Figura 3.2 - Modelo Cole-Cole e respostas no do mínio do tempo e da freqüência (modificado


de PELTON et al., 1978).
O mëtodo da polarização indu=ida (ll') 34

onde

3.2a) Representação de rocha mineralizada com poros'


3.2b) Circuito elétrico equivalente do sistema 3.2a.

3.2c) Resposta do modelo cole-cole no domínio da freqüência.

3.2d) Resposta do modelo Cole-Cole no domínio do tempo'

Neste circuito, a impedância complexa (iwX)-" simula a interface iônica-metálica. A


resistência Ro simula um poro da rocha não bloqueado que permite a condução paralela através

de um elemento puramente resistivo. A resistência Rr simula a resistência da solução na

passagem de um poro bloqueado. Este caminho de uma pequena secção de rocha mineralizada

é realmente muito simplificado; os verdadeiros caminhos de condução certamente são mais


complexos. Entretanto, este modelo simples permite derivar virtualmente todos os aspectos

essenciais do fenômeno IP observados no laboratório e no campo (PELTON et al., 1978)' O


modelo serve igualmente para predizer tanto a polarização de eletrodo como a polailuação de

membrana (WARD, 1990).

O modelo Cole-Cole preocupa-se fundamentalmente em demonstrar como um caminho


simplificado do processo da passagem de corrente através de uma rocha mineralizada pode
ser

mostrado por meio de um modelo de relaxação tanto no domínio do tempo como no da


freqüência.
pELTON et. al. (1978), tomando como base o modelo Cole-Cole, discutem a
identificação de sulfetos econômicos e da grafita, baseando-se na diferentes constantes de
tempo e deslocamentos de fase para os domínios do tempo e da Íìeqüência, respectivamente.

3.5 Parâmetros para Medir IP

3.5.1 IP no Domínio do TemPo

subsolo, observa-se
Quando se interrompe um pulso de corrente sendo transmitido ao
que a voltagem monitorada através cie eletrodos não cai imediatamente para zero. Como
mostra a Figura 3.3, a voltagem cai imediatamente para um certo valor Vp(O) e depois
lentamente decai para zero. Este comportamento transiente mostra que o comportamento do

solo não é simplesmente resistivo, mas que também possui um certo caráter reativo.
O método da polari:ação indu:ida (ll')
35

A medida da resposta IP chamada cargabilidade (M) é simplesmente a amplitude da

voltagem secundária ou de decaimento Vp(t) com relação a amplitude da voltagem primária


em volts. Assim, as medidas IP no domÍnio do tempo são freqüentemente expressas em mV/V
(também podem ser expressas em milissegundos).

Como a voltagem secundária é às vezes recebida em níveis muito baixos, sua medida é

muito susceptível de ruído. Por isto, esta voltagem é geralmente integrada num período
chamado janela. Se o ruído for de média zeÍo, a integração tende a cancelá-lo. A Figura 3.3
ilustra as medidas "Newmont", sendo o fator M Newmont um parâmetro IP padrão.

A forma padrão Newmont refere-se à curva média obtida por DOLAN & Mc
LAUGHLIN (1967) a partir de 575 amostras analisadas em laboratório. O atraso da janela
(i.e., o tempo após o corte da corrente antes da integração) de 0,45 segundos é tido como
suficiente para atenuação dos efeitos eletromagnéticos indutivos entre os circuitos transmissor

e receptor, de tal forma que a voltagem secundária analisada consiste apenas do efeito IP.

O fator L como definido na Figura 3.3 auxilia a evidenciar a presença de uma forma de
decaimento anômala. A razão LIll4 é unitária sempre que se tenha uma forma de decaimento

típica. Quando LIll4 é muito diferente de l, tem-se a evidência de efeitos de acoplamento


eletromagnético. Uma análise mais profunda deste parâmetro é apresentada por SWIFT
(1e73).

¡¡ivel vp

1.75s

Figura 3.3 - Parâmetros "M" e"L" Newmont.

E possível extrair mais informações da curva de descarga IP do que uma simples


cargabilidade. A tendência atual é de analisar todo o decaimento com vistas a caraaterização da
O mëtodo da polarização induzida (lP)
36

natureza da fonte anômala.

A Figura 3.4 mostra de forma esquemática medidas em 4 canais (ou janelas arbitriirias)
ao longo da curva de descarga. As janelas das fases mais tardias integram um sinal de
amplitude sempre menor; por isto é comum incrementar a largura (tempo) da janela por algum

múltiplo da largura da primeira. A Figura 3.4 sugere uma multiplicação por 2. Alguns
instrumentos selecionam largura de janelas e constantes de calibração tais que? para qualquer

curva de decaimento de forma padrão, as cargabilidades medidas nas várias janelas são iguais.

A Y"al

Avp
\
o
'Ë'
j lMil
iiÌ\
m im ffi
t

Figura 3.4 - Sistema de medida IP multicanal.

Em síntese, pode-se descrever o fenômeno IP no domínio do tempo como segue.

Consideremos a Figura 3.5.

CURVA DE DESCARGA lP, ÀY"= rt,l

Figura 3.5 - Curva de descargalP (2).


O mëtodo da polarização indu:ida (ll') 37

A quantidade que caracteriza o fenômeno IP é a área sob a curva de descarga, inclusive


a parte assintótica que tende a zelo e é dada pela eq. III.2.

(rrr.2)
IP = AREA= !nv,rat
0

Na prática, por razões de instrumentação e rapidez nas medidas, mede-se uma área sob
janela,
a curva de descarga através da integração da voltagem transiente no intervalo de uma

de tr a t2. A quantidade medida, normalmente chamada de cargabilidade aparente M, será

então:

M (rrr.3\
tt.tz = [a'v,,u,dt
tl

Normalmente, a área integrada sob a curva de decaimento é normalzada com relação à

voltagem primária AVp, ficando:

u = Y:\'' = l=''¡on,,,,,,,t, (rrr.4)


LVp LVp L

A medida de AVp é linear e proporcional à intensidade de corrente I, enquanto que o


valor de M não depende de I. Por outro lado, a amplitude de cargabilidade aparente M
depende do tempo de integração de tr a tz.

3.5.2 IP no Domínio da Freqüência

Quando as medidas são feitas no domínio da freqüência, é usual comparar a impedância


do solo obtida em uma outra freqüência comparativamente muito mais baixa. Esta baixa
freqüência é usada como um nívelde referência "DC".
O efeito de polarização é avaliado cm tcrmos da percentagem do aumento na
0 mëtodo du polari:ação indu:ida (lP) 38

condutividade para a freqüência relativa ((AC" com o valor 'oDC"' Em termos de

resistividades, o efeito percentual de freqüência (PFE) é obtido através da relação:

pFE = p¿" - P* *1gg Uil.5)


Po"

onde pa" e pac são as resistividades'oDC" e'oAC", respectivamente.

3.6 Equivalência Entre os Domínios do Tempo e Freqüência

Existe a discussão sobre qual das técnicas seria a melhor, se aquele no domínio do
tempo ou aquele no da freqüência. Teoricamente, as duas técnicas são equivalentes.
O requisito básico para a equivalência é a linearidade do sistema a ser estudado. Ou
seja: a freqüência da resposta de saída precisa ser a mesma da de entrada. Assirr¡ as
transformadas de Fourier ou Laplace, são aplicáveis de um sistema de coordenadas para outro
(suMNER,1976).
No domínio da freqüência, o efèito de freqüência é dado por:

EF= Po-P* (rrr.6)


P*

sendo pu e p- as resistividades limites da resistividade complexa p (iw).

A definição da cargabilidade M para um material homogêneo polarizável respondendo

a uma função degrau de corrente é:

V'nQ)-V,r(t)
¡4 _ t+ø t+0 (rrr.7)
v(t)

onde Vrp(t) -+ 0 e Vrp(t) -+ oo são as voltagens transientes iniciais e finais.

SUMNER (op cit.), utilizando as definições acima demonstra que para pequenos
O mëtodo du polarização indu:ida (ll')
39

efeitos de freqüência, onde EF << l,

M=EF (/11.8)

As passagens e detalhes da equivalência mostrada, podem ser encontradas, por

exemplo, em SUMNER (op.cit.) e em GALLAS (1990).


Na prática esta relação não é totalmente válida, porque:
a) em parte porque uma análise teórica rigorosa do efeito IP não é possível, isto é, as
premissas básicas dos dois sistemas de medidas são somente aproximações empÍricas.

b) em parte porque as medidas não são feitas em DC e VFIF, desse modo não é
possível a passagem de um resultado para outro.

A relação como mostrada acima traça um paralelo entre as respostas de alta freqüência

e as respostas DC e os valores finais e iniciais de pulsos transientes de voltagem. Para

freqüências intermediárias ou transientes de tempo, como vistos nas curvas de decaimento ou


espectros de resistividade, a correlação é muito complexa.

De qualquer maneira, tanto o domínio do tempo como o da freqtiência têm sido

correntemente utilizados e demonstrado eficácia nos propósitos a que se destinam.

3.7 Aplicabilidades da Polarização Induzida (IP) - Alguns Exemplos

Dentre os métodos abrangidos neste trabalho, este é aquele que menos tem sido
aplicado em hidrogeologia, geologia de engenharia e ambiental. Também é o menos divulgado

fora do meio da prospecção mineral. No entanto, suas possibilidades de utilização além do


restrito meio da mineração poderão ser são tão boas e promissoras quanto a

eletrorresistividade e o SP.
Tradicionalmente, o método tem sido aplicado qu¿ìse sempre em trabalhos geofisicos

voltados à pesquisa de bens minerais, como sulfetos metálicos de cobre, chumbo, zinco, etc.
Ainda no campo da prospecção mineral, ultimamente sua utilização na pesquisa de
ouro tem sido intensificada. Nestes c¿tsos, devido aos teores da ordem de p.p.m. do conteúdo
aurífero das mineralizações, abaixo dos níveis mínimos de detecção pelo IP, sua busca através
do método dá-se de forma indireta, como associações do metal com outros minerais ou tipos
litológicos que apresentem resposta IP anômala. Um exemplo típico destas associações são as

que acontecem com a pirita e/ou pirrotita. Um outro caso de associação favorável para a
O método da polari:açõo indu:ida (ll')

prospecção aurífera é com a grafita, que manifesta o efeito IP à semelhança dos sulfetos.

A bibliografia a respeito da prospecção mineral através do método da polatização


induzida está repleta de exemplos e casos históricos. Como citações tradicionais pode-se
mencionar suMNER (1976) e BERTIN & LOEB (1976). Além destes, tem-se as revistas
nacionais e internacionais específicas de geofisica, os anais de congressos brasileiros e

internacionais de geologia e anais de congressos internacionais de geofisica contém inúmeros


exemplos de utilização do método voltados à pesquisa mineral.
O Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT realizou inúmeros

levantamentos geofisicos na area da prospecção mineral desde o final da década de 70 até os

dias atuais. Os dados contidos neste trabalho no item 6.1, que trata dos métodos ora
abordados e direcionados à prospecção mineral, são produto dos trabalhos realizados por este

Instituto na região das Minas do Camaquã - RS (IPT, l98l; IPT, 1985), GALLAS &
BIRELLI (19S3) e BADI & GALLAS (1984).
Além destes, podem ser citados mais alguns exemplos de utilização destes métodos
aplicados à mineração em trabalhos realizados pelo IPT (1979;1980b; 1981; 1982; 1983;
1984; 1996a; 1996c; 1996e; 1997d). Um dado a ser considerado é que a grande maioria dos
trabalhos anteriores à década de 90 eram voltados à pesquisa de sulfetos metálicos. Os
posteriores a esta década são direcionados à mineralizações auríferas, em virtude do declínio

de preços no mercado internacional de Cu, Pb e Zn, entre outros, e aumento de preço do ouro.

Atualmente, o Au também encontra-se em baixa, sendo reduzida também a demanda de

levantamentos geofisicos para este fim.


Na hidrogeologia o uso do IP pode ser voltado à identificação de pacotes com
conteúdos em argilas que diminuam ou eliminem a porosidade de um potencial aqüífero, uma
vez que o método pode ser efrcaz na identificação de argilominerais. Isto é válido tanto para
pacotes argilosos estratiformes em bacias sedimentares como para fraturas preenchidas com

materiais argilosos em áreas cristalinas.


Na diferenciação entre águas salinizadas e doces o emprego conjunto do IP com a
eletrorresistividade fbi usado com sucesso na região de New Brunswick, Canadá (ROY &
ELLIOTT, 1980). Este pode ser considerado um caso de aplicação simultânea nas areas de

hidrogeologia e geologia ambiental, considerando que salinizações secundárias de aqtiíferos


e/ou lençóis freáticos constituem-se em processos agressivos ao meio ambiente.
Na geologia de engenharia é bastante promissora a intensifrcação do uso do método.
São comuns os casos de ocorrências de argilas com características colapsíveis que podem
O mëtodo da polari:ação induzida (lP)
4l

ocasionar sérios problemas em obras civis. A identificação de argilas através do IP é um

exemplo de aplicabilictade do método. Fraturas ou falhamentos com preenchimento de

materiais de alteração sensíveis ao lP igualmente podem ser exemplifìcadas.

Situações de obras de engenharia e/ou casos ambientais onde ocorrem pacotes com

diferentes conteúdos de argilominerais, identificação de pacotes arenosos e/ou diferentes graus

de compactação de aterros também constituem-se em situações viáveis do emprego do IP.

Em locais de implantação de túneis urbanos é igualmente válido o emprego do método


conjuntamente com SP, eletrorresistividade e sísmica de refração, como é o caso do túnel
Ayrton Senna na porção sob o Parque do Ibirapuera em São Paulo. Neste local ocorreu um
desmoronamento de parte do teto do túnel. O IPT realizou ensaios com os métodos citados
(IPT, 1996b), objetivando a delimitação em superficie da área atingida/afetada pelo incidente.
TAIOLI et. al. (1997) publicaram parte dos resultados nos levantamentos, mostrando os bons
resultados alcançados, principalmente no que tange aos métodos geoelétricos empregados.

Também é realuado com sucesso o emprego do método em situações de investigações

em corpos de barragens de terra. Este é o caso da aplicação do IP em geologia de engenharia

desta tese, cujos resultados são apresentados no subcapítulo 6.3. Nesta situação também
enquadram-se os levantamentos realizados pelo [PT, que efetuou diversos levantamentos em

barragens (lPT, 1994b; 1995; 1996d; 1996f: 1997a; 1997d).


Em situações de áreas carstificadas o IP foi empregado por GALLAS & AUGUSTO Fo

(1999), quando os autores utilizaram o método associado com eletrorresistividade e SP em


uma área urbana. O trabalho objetivou correlacionar processos de carstificação com as

anomalias detectadas, além de mapear com boa precisão os locais de ocorrências de

metabásicas e metacalcários. Os dados apresentados no trabalho citado foram obtidos pelo IPT

(1999a). Um outro trabalho realizado pelo Instituto em situação semelhante foi na região de

Cajamar-SP (IPT, 1999b), buscando atingir os mesmos objetivos em uITt¿ì área destinada a
projeto habitacional popular.
A mais recente aplicação do método é a a geologia ambiental e alguns trabalhos já têm
sido realizados neste campo. Em inúmeras situações a presença de contaminantes no subsolo
pode ser identificada através do IP, tais como percolação de fluidos contaminados de lixões,

aterros sanitários ou indústrias poluentes, entre outros. Antigos locais de disposição de


resíduos químicos ou industriais atualmente soterrados podem ser identificados objetivando-se

remediações posteriores. Também nestas situações o IPT realizou diversos levantamentos


aplicando o método IP conjuntamente com a eletrorresistividade e SP (IPT, 1993; 1998d).
O mëtodo da polari:ação indu:ida (ll')
42

O método IP é passível de emprego em situações preventivas como a identificação de


pacotes arenosos, cuja presença pode inviabilizar uÌna área para disposição de resíduos devido

a alta porosidade/permeabilidade das areias. Do mesmo modo, a identificação através do IP de

um pacote argiloso que exerça a função de uma barreira natural, pode indicar uma área como

adequada para instalação de, por exemplo, um aterro sanitário.

Um caso de determinação da extensão da ârea contaminada por cianetos foi efetuada


através do emprego do método (CAHYNA et al., 1990), contando também com o auxílio de

medidas em laboratório.

O uso conjunto do IP com a resistividade foi usado por HUMPHREYS et al. (1990)
para delimitação de áreas salinizadas de fazendas na Austráliao em uma região onde estas
ocorrências são bastante problemáticas.
Nesta tese, a utilização do método, conjuntamente com os métodos SP e

eletrorresistividade, no que tange as questões ambientais, foi em um caso de contaminação do


lençol freático causada pelo chorume do Lixão do Alvarenga, na região de São Bernardo/SP,
onde conseguiu-se estabelecer correlações entre o IP e as zonas contaminadas (lPT, 1998d).

Os resultados e interpretações obtidos com o método são apresentados no subcapítulo 6.4.


4. o MÉToDo Do POTENCIAL ESPONTÂNEO (sP)

O método do potencial espontâneo (SP) tem as origens de sua aplicação na prospecção

mineral, geotermia posteriormente em perälagens de poços e atualmente tem um uso incipiente

em aplicações ambientais, em geologia de engenharia e hidrogeologia.

A expressão inglesa "selÊPotential" originou a sigla SP e é desse modo que é referido


este método no meio técnico.

Trata-se de um método de campo natural e baseia-se no fato de que mesmo na


ausência total de qualquer campo elétrico criado artificialmente, é possível medir uma

diferença de potencial entre dois eletrodos introduzidos no terreno. Assim, conectando a estes
eletrodos um milivoltímetro, é observada entre estes uma tensão, que pode ser de alguns
milivolts até algumas dezenas de milivolts. Em alguns casos, na presença de bons condutores
em subsuperficie (preenchimento de fraturas com argilas saturadas, sulfetos maciços,
tubulações metálicas), esta tensão pode atingir algumas centenas de milivolts.
O potencial natural ou espontâneo (SP) é causado por atividade eletroquímica ou
mecânica. A água subterrânea é o agente mais importante no mecanismo de geração de SP. Os

potenciais podem estar associados à presença de corpos metálicos, contatos entre rochas de

diferentes propriedades elétricas (principalmente condutividade), atividade bioelétrica de


materiais orgânicos, corrosão, gradientes térmicos e de pressão nos fluidos de subsuperficie.
Em se tratando de prospecção mineral as anomalias SP, geralmente negativas, são

relacionadas à presença de corpos de sulfetos maciços que comportam-se como condutores. O

fenômeno, neste caso, é explicado por reações eletroquímicas na interface corpo/rocha


encaixante nos níveis acima e abaixo do nível freático. A origem do conjunto destas reações é
baseada nas diferenças de potencial "redox"3 nestes dois níveis separados pelo N.A.
O método do potencial espontâneo (SP), em casos ambientais ou de engenharia, tem
sua principal aplicação no estudo dos movimentos da água em subsuperficie. As anomalias de

SP são geradas pelo fluxo de fluidos, de calor ou de íons no subsolo, e seu estudo tem sido útil

para localizar e delinear estes fluxos e as fontes associadas.

Dentre os mecanismos geradores de SP os mais importantes são citados a seguir. O


primeiro provém de atividade mecânica, os demais de atividade eletroquímica.
a) Potencialgerado por fluxo de fluidos ("streaming potential") - devido ao movimento

i "redox"- potenciais de redução e oxidação


O método do potencial espontaneo
44

de fluidos através dos poros e descontinuidades das rochas. Este potencial pode ser a causa de

anomalias de SP comumente correlacionadas com o relevo (topografia), e nas perfilagens SP

em que o fluido de perfuração furo. As medidas deste tipo de


penetra nas paredes do
potencial têm sido utilizadas na geologia de engenharia e na geologia ambiental, para
detecção de caminhos preferenciais da água subterrânea, auxiliando o mapeamento de

divisores d'átgua e direção de fluxo.

b) Potencial de difusão - é o potencial devido à mobilidade diferenciada dos íons.

Surge quando nos poros do substrato estão em contato diferentes eletrólitos ou existirem

diferenças de concentração de um mesmo eletrólito.

Os íons de diferentes polaridades possuem mobilidades distintas e os mais móveis se

difundem com maior rapidez. Ocorrerá a formação de duas regiões onde haverá em cada ulna a
predominância de íons com sinais opostos, estabelecendo-se assim uma diferença de potencial

AV. Além dos levantamentos em superficie, este fenômeno também é considerado em

perfilagens de poços e em qualquer dos casos tem importância na determinação de

porosidades.

c) Potencial devido ao efeito de membrana das argilas ("shale potential") - resulta do


fato que as partículas de argila agem como uma membrana catiônica, permitindo a passagem
de cátions através dela e barrando os ânions. Pode ser entendido também como o potencial que

aparece entre dois eletrodos idênticos imersos numa solução que tem concentrações diferentes

nos locais ocupados pelos eletrodos. Junto com o potencial de difusão, o efeito de membrana

forma o potencial eletroquímico ou estático.

d) Potencial devido a mneralizações - pode ser entendido como o potencial que

aparece entre dois eletrodos de características metálicas diferentes quando imersos em uma

solução homogênea. Este potencial, juntamente com o estático, é a causa principal dos
potenciais associados a zonas mineralizadas.

4.1 O SP na Prospecção Mineral

4.1.1 Introdução

Não há dúvida que o fenômeno do potencial espontâneo em zonas mineralizadas tenha


origem de natureza eletroquímica, porém existem dúvidas e controvérsias sobre o real

mecanismo das reações que ocorrem, tendo surgido algumas hipóteses tentando explicá-lo.
0 mëtodo do potencial esponúneo
45

Algumas teorias afirmam que o SP ocorre devido a oxidação das mineralizações


sulfetadas. Outras supoem que o processo não é tão simples, atribuindo o fenômeno

principalmente à umidade do subsolo ou a diferenças de pH das águas superiores e inferiores

ao nível freático ou ainda a outros fatores. Observações de campo indicam que parte de uma
mineralização deve situar-se na zona de oxidação do subsolo para que as anomalias SP possam

ser detectadas na superficie. Baseada nesta evidência surge uma terceira corrente teórica, onde

supõe-se que o corpo sulfetado comporta-se como uma pilha galvânica. Desse modo, existiria

uma diferença de potencial sendo criada entre a zona de oxidação - geralmente a parte
superior, tendo polaridade positiva e a parte inferior, redutora, de polaridade negativa.
Esta hipótese, contudo, apresenta algumas falhas. Normalmente a grafrta apresenta

intensas anomalias SP, embora a mesma não se oxide intensamente. Outro caso é o da galena,

que mesmo sendo boa condutora e se oxide facilmente, não costuma apresentar anomalias SP.

Finahnente, oxidações extensivas como as que costumam ocorrer na maioria dos


sulfetos metálicos deixaria a parte superior da mineraluação com um acúmulo de cargas
positivas devido à perda de elétrons. Ao contrário, o que de fato se verifica é a presença de

r¡ma anomalia SP negativa.

Outras teorias sustentam que variações no pH acima e abaixo do nível freático


poderiam ocasionar fluxos de corrente em torno do corpo mineralizado. Observa-se que na
porção sobre corpos mineralizados acima do nível freático o pH costuma ser ácido (pH de 2 a

4) com bastante oxigênio liwe disponível, enquanto que abaixo deste nível o pH é ligeiramente
básico (pH de 7 a9) e sem oxigênio liwe (ORELLANA, 1972;TELFORD et al. 1990). Isto
posto, parece existir uma estreita relação entre pH e os potenciais oriundos de mineralizações.

Por outro lado, uma diferença no pH não é o bastante para movimentar elétrons interna e

externamente às mineralizações de sulfetos metálicos e manter este fluxo de corrente.

No item seguinte descreve-se a teoria que parece explicar de maneira mais convincente
o que de fato ocorre na geração de anomalias SP devidas a mineralizações.

4.1.2 Origens do SP - Prospecção Mineral

A teoria mais aceita para explicar a origem das anomalias SP associadas a

mineralizações sulfetadas foi proposta por SATO & MOONEY (1960). Através do estudo de
inúmeros casos históricos constantes na bibliografia, estes autores chegaram às seguintes
constatações:
O método do potencial espontôneo
46

a) Os corpos mineralizados associados a anomalias SP são invariavelmente bons

condutores eletrônicos, normalmente com continuidade elétrica em seu interior.


b) As anomalias de potencial espontâneo são quase sempre negativas nas proximidades
da parte superior do corpo.

c) Os valores da diferença de potencial total observada são da ordem de algumas

centenas de milivolts, podendo chegar até 0,5V. Há casos onde a anomalia ultrapassa 1,3V,

havendo um registro de anomalia SP de 1,8V (GAY, 1967).


d) A mineraluação deve posicion¿ìr-se parcialmente na zona de oxidação.

e) O potencial espontâneo é razoavelmente estável no tempo.

Baseando-se nestes fatos e nas argumentações anteriores, SATO & MOONEY (op.
cit.) concluem que as anomalias SP são ocasionadas por dois tipos de reações eletroquímicas.
Estas reações localizam-se em duas diferentes posições da interface mineralização/rocha
encaixante, sendo uma acima e outra abaixo do lençol freático, funcionando o corpo sulfetado

como uma ligação elétrica entre estas posições/reações. As substâncias dissolvidas na região
próxima à parte superior do corpo sofrem redução, tomando elétrons provenientes do corpo
mineralizado. Por outro lado, as substâncias em solução situadas nas porções inferiores do

corpo sulfetado se oxidam, cedendo elétrons a este, que funciona como uma ponte para os
elétrons. O fluxo de elétrons de baixo para cima faz com que as reações possam manter-se
indefinidamente, não intervindo nas mesmas, mantendo-se a mineraluação praticamente
inalterada.

Assim, a origem destas reações é explicada pela diferença do potencial de oxidação Eh


(ou potencial redox) que ocorrem nas partes superior e inferior do corpo de sulfetos,

produzindo as anomalias SP.

Nas proximidades da parte superior do corpo sulfetado, as reações prováveis que


ocorrem são as que envolvem o oxigênio liwe e o íon ferrico, tais como:

Or+4H*4e- =2H2O
Fe*** +e- = Fe**
Nas porções inferiores da mineralização, as reações de oxidação mais prováveis seriam
as que envolvem o íon ferroso e o hidróxido ferroso, tais como:

Fet* 3HrO = Fe(OIÐt + e-

Fe(OH)r+ HrO= Fe(OH)t+ H* +e-


Concluindo, os elétrons necessários para as reações que ocoffem na zona superior das
O método do potencial espontâneo
47

mineralizações sulfetadas e que têm continuidade elétrica, são oriundos das reações que
acontecem na parte inferior do corpo condutor. A energia necessária para manutenção do
processo provém do oxigênio atmosferico dissolvido nas águas das chuvas e que penetra no

subsolo.

A Figura 4.1 ilustra esquematicamente o fluxo íons e elétrons que tornam a parte
superior negativamente carregada e a inferior positivamente'

.-
Fluro de çorrente
.- --. rlp

I dissolvido \
I
I
I
I \
I Ntvel d'âgue I

I
I

Figura 4.1 - Mecanismo esquemático do SP em mineral:zação de pirita (original de


SATO & MOONEY, 1960).

A teoria de SATO & MOONEY (op. cit.), embora seja um considerável avanço sobre
as hipóteses anteriores, ainda assim apresenta algumas falhas. se levarmos em conta algumas

anomalias observadas. Os referidos autores, por exemplo, atribuem valores máximos, para
medidas em superficie, de potenciais para viírias fontes como grafita (780mV) e pirita

(730mV). Para medidas realizadas na superficie do terreno, isto implicaria em valores


anômalos n'riiximos não superiores a esteso mesmo que a mineralização esteja aflorante.
Entretanto, anomalias SP superiores a l500mV já foram observadas em ocorrências de grafita
(TELFORD et al., 1990).
Medidas de campo realizadas em furos de sonda que atravessaram mineralizações, bem
como medidas sobre estas mesmas mineralizações tomadas na superficie, resultaram que estas
O m¿lodo do potencial espoilaneo
48

últimas têm amplitudes semelhantes às primeiras. Estes valores anormalmente elevados de SP


poderiam ser atribuídos a combinações de anomalias de zonas adjacentes mineralizadas ou
elevações coincidentes no potencial do "background".

A maioria dos sulfetos são bons condutores, à exceção da esfalerita, cinábrio e

estibinita. Têm sido observadas, no entanto, anomalias SP sobre corpos de esfalerita em


superficie e em sondagens que atravessaram corpos sulfetados deste mineral. A teoria de

SATO & MOONEY pressupõe que a mineralização sulfetada tem que comportar-se como um
bom condutor para que possa transportar elétrons da parte inferior da mineralização para a
zona de oxidação próxima à superficie. AssinL o c¿tso da esfalerita é enigmático, embora este

mineral possa comportar-se como semicondutor e em algumas ocorrências também possa estar
estreitamente associado com outros sulfetos condutivos.

Trabalhos mais recentes (ROY, 1984 e CORRY, 1985 apud. TELFORD & et al.,
1990) discordam da teoria de SATO & MOONEY. Estes autores apresentam resultados de

campo que indicam que o potencial medido é simplesmente AE, ou seja, a diferença de

potencial de oxidação entre um condutor eletrônico (sulfetos, no caso) e o líquido presente no

interior do furo de sondagem e, no caso de superficie, entre o condutor eo eletrodo

posicionado fora da zona mineralizada. Desse modo, inexistindo o furo de sondagem ou um fio

conectando os eletrodos em superficie, não haverá fluxo de corrente. A favor deste mecanismo

e contra teoria de SATO & MOONEY (op. cit.) pode-se citar os seguintes argumentos
adicionais (TELFORD et. al. 1990): a grande estabilidade ao longo do tempo de depósitos de
sulfetos em diferentes climas; a falta de evidências de um polo positivo nas vizinhanças da

mineralização; a ausência de uma anomalia SP de superficie sobre mineralizações altamente


oxidadas; a constatação de anomalias SP excepcionalmente elevadas (mais de lV); e fontes de

anomalias a grandes profundidades (+ de lkm).

A título de quantificar o fenômeno, SATO & MOONEY (op. cit.) realizaram diversas
medidas de Eh e pH no interior e proximidades de diversas mineralizações de sulfetos em
zonas mineiras de Utah e Arizona (EUA).

A partir daí, concluíram que na maioria das vezes as condições encontradas na natureza
são tais que as mineralizações se encontram em seu "domínio de estabilidade", não tomando

parte nas reações químicas que ocorrem, servindo unicamente como condutores eletrônicos,
como já citado anteriormente.

Com base nestes estudos, estes autores calcularam o máximo potencial elétrico
observável na superficie em virtude das reações estudadas. Assim, este potencial deveria ser da
O método do potencial espontâneo

ordem de 400mV (supondo-se o referencial de medidas situado no "infinito") para ocorrências

de grafita e pirita sob condições muito favoráveis. Este é um ponto fraco desta teoria, que de
resto é bastante convincente e bem fundamentada. De fato, são constatadas anomalias SP
maiores que lV e que, dentro desta teoria, só poderiam ser explicadas sob condições químicas

anormais ou pela somatória de outros potenciais não relacionados com a mineralização. Hâ


registros de medições de anomalias (ORELLANA, 1972) no interior de sondagens de até
628mV a l22mde profundidade, porém sem ser mencionado o referencial utilizado.
A teoria de SATO & MOONEY (op. cit.) implica que o fenômeno SP também pode

ocorrer sob condições que anteriormente se julgavam inadequadas. Uma delas é que não é

necessário que o corpo sulfetado forme uma faixa contínua de mineralização, posicionando-se

parcialmente acima e abaixo do nível d'água. Estas são condições ideais, mas não

imprescindíveis. Uma disseminação de sulfetos pode produzir anomalias SP, desde que a

separação entre os grãos minerais seja pequena de modo que a condução elétrica entre grãos

possa proceder-se ionicamente.

Uma condição necessëria é que a rocha hospedeira da mineralização esteja ao menos


um pouco alterada, de modo a permitir o movimento de íons.
Casos de rochas compactas e sãs, regiões congeladas ("permafrost", etc) ou zonas

desérticas (escassa umidade) não são favoráveis para ocorrências de anomalias SP sobre
mineralizações. Assim, as condições ideais para a verificação do fenômeno são as encontradas

em zonas temperadas.

4,2 O SP em Hidrogeologia, Geologia de Engenharia e Geologia Ambiental

Em se tratando de prospecção mineral, a teoria de SATO & MOONEY é a mais bem


aceita, apesar de algumas já citadas controvérsias. No entanto, quando se trata da aplicação do

método para outros fins, tais como hidrogeologia, geologia de engenharia e geologia

ambiental, as origens e explicações para o fenômeno são outras, como as descritas a seguir.

4.2.1 Origens do SP - Hidrogeologia, Geologia de Engenharia e Geologia Ambiental

4,2.1.1 Introdução

O fluxo de fluidos que percola em um subsolo poroso produz uma diferença de


potencial elétrico através de um processo conhecido como eletrocinese ou eletrofiltração. Este
O método do potencial espontóneo
50

potencial é chamado de potencial de fluxo ou potencial espontâneo - SP. A magnitude do SP

depende de algumas características do subsolo e do fluido percolante, como resistividade

elétrica, constante dielétrica e viscosidade do fluido, continuidade do contato fluidoisubsolo e

diferenças de pressão ao longo do percurso do fluxo. As anomalias de SP causadas por fluxos

de fluidos no subsolo podem ser medidas na superficie dos terrenos. Assim, o método SP pode

ser utilizado para detecção e mapeamento de infiltrações de fluidos em subsuperficie.

Além dos potenciais devidos exclusivamente aos fluxos de fluidos, os potenciais de


difusão também são de interesse as aplicações do método nas questões de hidrogeologia e nas
de geologia de engenharia e ambiental. Ambos serão descritos em maior detalhe nos itens
seguintes, juntamente com o SP variável com o tempo.

4.2.1.2 Potenciais de Difusão

Os potenciais de difusão surgem quando no interior dos poros estão em contato


eletrólitos diferentes ou ocorram diferenças de concentração de um mesmo eletrólito.
Nestas condições observa-se que os íons de sinais distintos têm mobilidades

diferenciadas. Assin¡ os que apresentam-se mais móveis irão difundir-se mais rapidamente.
Desse modo, surgirão duas regiões de concentração de íons de sinais opostos, estabelecendo-

se uma diferença de potencial ÂV, que pode ser expressa como

RT
LV =u-v
u+v nF
UV.I)
^ct
C2

onde:

u, v = mobilidades dos cátions e ânions, respectivamente.

n : valência dos íons.


R : 8,314 joules/mol.K (constante dos gases).

Z: temperatura absoluta ("K).

F = 96.487 Coulombs/mol. (constante. de Faraday)


Ct, Cz : concentrações dos eletrólitos em contato.

O SP causado pelos potenciais de difusão tem aplicação em questões ambientais e de


engenharia e ainda é de grande importância nas perfilagens elétricas de poços onde estão em

contato os eletrólitos contidos nas rochas com a lama da sondagem. Nesta situação, pode
servir na determinação das porosidades das litologias adjacentes.
O mëtodo do potencial espontûneo
5l

4.2.1.3 Potenciais de Fluxo

Basicamente, é o potencial gerado pelo movimento de fluidos em subsuperficie e é


comumente denominado de eletrofiltração ou eletrocinese. Certamente é o de maior interesse

em aplicações ambientais, geologia de engenharia e hidrogeologia.

A passagem de um eletrólito através de uma membrana porosa produz uma diferença

de potencial entre os dois lados da mesma. Considerando a porosidade do substrato como urna

rede de capilares por onde percolam as águas de subsuperficie, então o comportamento do


substrato pode ser visto como uma membrana. Os ânions são absorvidos pelas paredes dos
capilares e irão atrair os cátions, estabelecendo-se desta maneira uma dupla camada elétrica.

Os ânions peffrumecem fixos enquanto que os cátions são carreados através dos capilares pelo

fluxo dos fluidos ali presentes, criando-se uma concentração destes últimos à saída. Surge
então uma d.d.p., entre o ponto inicial e final do percurso, que obedece à equação de Helmoltz

LV =("P (rv.2)
ryo

onde:

(: diferença de potencial na dupla camada.

e: constante dielétrica.

o: condutividade.

t1 : viscosidade do eletrÓlito.

P = diferença de pressão hidrostática entre os extremos do capilar - responsável pelo

movimento do eletrólito.

Os potenciais de fluxo ocorrem de maneira mais significativa em zonas de fraturas


e/ou falhas, solos arenosos, litologias de elevadas porosidades, topografias acidentadas e em
terrenos em geral que possuam boa permeabilidade.
Os potenciais de fluxo podem ser enquadrados em dois tipos (SCHLUMBERGER,
1929, apud. ORELLAN A,, 1972):

- "per descensum": trata-se da infiltração d'água da chuva em terrenos permeáveis ou


ao longo de falhas/fraturas. Os cátions são removidos pelo movimento das águas e, nos locais

topografìcamente mais elevados, como conseqüência, há o surgimento de núcleos


O mélodo do potencial esponlôneo
52

eletricamente negativos. A Figura 4.2 ilustra o processo.

roPoGRAFtcÀ

ME tO P OROSAPE Rlrer4 ver


1 LTNHAS DE FLUxo D'Á,GUA

LINHAS DE CORR€NTE

Figura 4.2 - Desenho esquemático do potencial de fluxo "per descensum"

- "per ascensum": ocorre quando, por exemplo, os eletrodos de medidas são

colocados sobre diferentes litologias, em regiões áridas ou semi-áridas com pouca espessura de

solo. Também pode acontecer se um dos eletrodos de medidas é posicionado sobre um solo
revolvido e o outro em solo intacto. No primeiro caso, a ascensão da umidade, que origina o
SP, se dá nos níveis superficiais, podendo a d.d.p. atingir algumas dezenas de mV. No segundo

caso, a d.d.p. é menos intensa (alguns mV) e a ascensão da umidade dá-se por capilaridade
provocada pela evaporação d'água no solo removido.

O SP causado pelos potenciais de fluxo, principalrnente o causado "per descensum", é

utilizado nos estudos que visam a determinação dos fluxos de águas subsuperficiais, como nos
casos de vazamentos em barragens e contaminações do lençol freático oriundas de aterros

sanitários, lixões, produtos químicos, etc.

4.3 Aplicabilidades do SP - Alguns Exemplos

Originalrnente o potencial espontâneo (SP) tinha sua aplicação em prospecção mineral,

onde suas anomalias poderiam estar associadas à presença de corpos sulfetados e condutores.

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT, conjuntamente com


levantamentos de Polarização Induzida (IP), efetuou diversos trabalhos empregando este
método (1979;1980a; 1980b; 1981; 1982;1983;1984;1996a;1996c;1996e;1997b). No
entanto, o SP seguramente possui um amplo espectro de aplicações no que se refere às

questões de hidrogeologia, geologia de engenharia e ambiental.


O método do potencial espontâneo
53

Em casos de prospecção de água subterrânea em regiões cristalinas, pode-se lembrar


que os aqüíferos nestas situações são invariavelmente associados à presença de fraturas

armazenadoras de água e que estas comportam-se como zonas de maior percolação/infiltração

das águas subterrâneas, podendo ser identificadas através do SP.

No que se refere a geologia de engenharia e ambiental, pode ser de grande utilidade


como indicativo de direções preferenciais de fluxos de fluidos em subsuperficie, seja para
indicar anomalias SP associadas a vazamentos em corpos de barragens ou reservatórios de
água, fluxos em taludes, seja para detectar fluxos contaminados por poluentes ou quaisquer
outras substâncias presentes nas águas do subsolo e passíveis de ocasionar anomalias SP

detectáveis em superficie através do método.

No caso específico de barragens/represas de terra e taludes ou encostas não é dificil


visualizar uma importante aplicação para o método SP, uma vez que concentrações de fluxos
d'água em materiais inconsolidados de terrenos naturais ou artificiais podem causar sérios
danos. Se os fluxos/infiltrações d'água atingirem concentrações ou velocidades críticas,
ocorrerão processos erosivos ocasionando subsidências e eventual colapso de uma barragem.
por exemplo. Assim, um monitoramento sistem¿itico preventivo ou levantamentos localizados
em áreas suspeitas de fluxos anômalos no subsolo da barragem/talude podem ser

extremamente valiosos.

Experimentos de laboratório (OGILVY et al., 1969) demonstraram que existe uma

relação entre a intensidade do potencial gerado, a porosidade do meio percolado, diferenças de

pressão, concentrações de eletrólito (salinidade) e também a temperatura.

As aplicações do método SP para investigações de fluxos em barragens de terra


baseiam-se fundamentalmente em medir-se os potenciais oriundos pelo movimento da água em

um meio poroso (BOGOSLOVSKY & OGILVY, 1970a, 1970b, 1973a e 1973b). Isto é

igualmente válido para o caso de investigações de percolações de poluentes sejam eles


oriundos do chorume de aterros sanitários/lixões ou provenientes de contaminações por
produtos químicos ou radioativos. Trata-se fundamentalmente do estudo do processo de
eletrofiltração (potenciais de fluxo), mencionado anteriormente como o principal processo
gerador de SP em casos de geologia ambiental e de engenharia.

A intensidade dos potenciais gerados pode ser significativamente afetada se, por
exemplo, houver a presença de materiais argilosos em um meio arenoso ou preenchendo um
ambiente fraturado. Por outro lado, se a presença de minerais de argila acarreta uma

diminuição da porosidade do meio, também proporciona o surgimento de um potencial devido


O método do potencial esPontôneo
54

ao fenômeno de adsorção, bastante intenso nos argilominerais.

Sendo os potenciais de fluxo diretamente proporcionais às diferenças de potenciais

entre a parte imóvel da dupla camada elétrica e a solução liwe (potencial (: diferença de

potencial na dupla camada - conforme já descrito no item 4.2.1.3), então o potencial tende a

decrescer com o aumento da concentração de argilominerais no eletrólito. Portanto, os campos

de maior intensidade devidos aos processos de eletrofiltração são provocados pelos

movimentos de águas com elevado grau de pureza percolando o subsolo. Estes campos

tornam-se praticamente inexistentes quando a concentração ultrapassa 5 g/1, no caso de


eletrólitos mono e bi-valentes. A do potencial Ç da concentração salina em
dependência

soluções iônicas multivalentes é mais complexa e os valores dos potenciais absolutos são

significativamente menores (BOGOSLOVSKY & OGILVY' 1 97 3b).


Existe na natureza uma predominância de íons mono e bivalentes nas soluções salinas e

a parte com mobilidade na dupla camada elétrica apresenta carga positiva. Se os íons positivos

são transportados pelos fluxos d'água, então nos locais onde há a surgência destas águas é de

esperar-se anomalias SP positivas e nos locais onde as águas se infiltram as anomalias tendem a

ser negativas.

Em regiões de permeabilidade uniforme, os potenciais de fluxo tendem a refletir os


contornos do nível d'água. Os potenciais crescem na direção do fluxo e suas intensidades são
proporcionais ao gradiente hidráulico, ou seja, o sentido de deslocamento do fluxo é de um
potencial menor para um maior. Um mapa de curvas equipotenciais de SP de uma iirea com

iguais permeabilidades pode fornecer informações sobre a configuração, direção e intensidade

dos fluxos seja no plano horizontal como no vertical'

Tanto a direção como a polaridade dos sinais dos potenciais de fluxo podem ser

distorcidos ou afetados por fatores de natvÍeza litológica. De um mapa de curvas

equipotenciais de SP, além das indicações sobre o comportamento dos fluxos d'água, também
é possível obter-se informações sobre heterogeneidades na distribuição dos materiais do

subsolo que podem influenciar de alguma maneira as percolações em subsuperficie. Portanto,


em locais onde exista uma elevada concentração de materiais argilosos, estes deverão ser
indicados por anomalias positivas, enquanto que locais de acúmulo de materiais detríticos ou
de maior porosidade, deverão apresentar anomalias negativas.

O IPT efetuou diversos trabalhos utilizando o método em barragens, onde o objetivo


primordial destes trabalhos foi o de detectar eventuais fluxos anômalos no nível d'água no
corpo das mesmas. Os resultados alcançados pelo método sempre se mostraram satisfatórios e
O m.itodo do polencial esPon!ôneo 55

estão contidos nos Relatórios emitidos pelo Instituto nos anos mais recentes (lPT, 1994b;

1995; 1996d;1996f;1997 a;1997 d;l 998a).


Além dos estudos em barragens, o SP associado ao IP e a eletrorresistividade, foi

empregado pelo IPT (1999a;1999b) em iíreas urbanas de ocorrências de calcários. Em uma

destas áreas, em Pirapora do Bom Jesus/SP, o trabalho foi realizado em caráter emergencial
(IPT, 1999a), tendo na ocasião já ocorrido um colapso de terreno no local. Os objetivos dos
trabalhos foram a detecção de anomalias eventualmente associadas aos processos de
carstificação. Resultados parciais deste trabalho são apresentados por GALLAS & AUGUSTO
F" (1999), mostrando que os objetivos propostos - identificação de anomalias relativas ao

incidente e correlacioná-las com outros locais de potenciais colapsos - com o emprego dos

métodos foram alcançados. Os perfis de SP efetuados na área identificaram anomalias SP nas


imediações do local onde ocorreu o colapso. Em outros locais também foram detectadas

anomalias semelhantes. tendo sido recomendadas sondagens para investigação das causas das

anomalias.

O outro trabalho efetuado pelo Instituto, igualmente voltado à identificação de

processos cársticos, foi executado em caráter preventivo em uma ¿írea de projeto habitacional
popular no município de Cajamar/SP (IPT, 1999b). Os levantamentos detectaram anomalias
IP, de eletrorresistividade e SP, em cujas posições foram indicadas sondagens para a

identificação das causas das mesmas.


Em IPT (1998b) é reportado um trabalho também de situação emergencial decorrente
de afundamento do terreno em uma indústria na região de Campinas/SP, onde o solo de um
prédio de maquinarias começava a apresentar fenômenos de compactação. O trabalho,
juntamente com eletrorresistividade, objetivou determinar as direções preferenciais de fluxo

das águas do subsolo, buscando correlação com poços de bombeamento de água existentes nas

imediações da indústria, o que foi confirmado.

O SP também tem sido empregado nos estudos geotermais e fontes associadas, uma

vez que os fluxos de fluidos a temperaturas diferenciadas também são passíveis de detecção
pelo método. CORWIN et. al. (1981) empregaram o método em um caso de estudos termais
em East Mesa Geothermal Field na Catifornia (EUA), tendo determinado uma anomalia de 90
mV pico a pico com uma amplitude de 5 km. Trata-se de uma das áreas de fenômenos termais
que ocorrem na região , caracterizadas por deformações tectônicas rápidas, intensa sismicidade

e elevados fluxos de temperaturas elevadas. Um exemplo bastante recente de emprego do


método com este fim é o publicado por APOSTOLOPOULOS et. al. (1997), que com o
O método do polencial espontâneo

resultado dos levantamentos em três áreas na Grécia, determinaram a correlação das anomalias

com os fluxos térmicos.


SCHIAVONE & QUARTO (1984) empregaram o método em urn¿ì área costeira do sul

da Itália onde fluxos ascendentes de água oriundos de um aqüífero manifestam-se através de


surgências de água. Os resultados obtidos associados às interpretações hidrogeológicas
mostraram que os fluxos ascendentes estavam associados a descontinuidades no embasamento

ou contatos litológicos. O levantamento também permitiu interpretar que as surgências d'água

eram bem separadas e nem Sempre associadas alocaluação de fontes.

Um caso de utilização do método para investigação de ¿íreas sujeitas a instabilidade de


taludes é o publicado por BOGOSLOVSKY & OGILVY (1977). Os autores empregaram o
método em associação com levantamentos de eletrorresistividade, sísmica, magnetometria e
medições de temperatura. Os trabalhos objetivaram a determinação de áreas de maior

probabilidade de movimentos de solo em função dos parâmetros medidos.

O US Army Engineer Waterways Experiment Station (UIES) tem tido sucesso na

aplicação do SP e outros métodos geofisicos para detectar, mapear e monitorar condições


anômalas de infiltrações em reservatórios de água, aterros sanitarios e depósitos de lixo de

risco nos EUA (CORWIN & BUTLER, 1989). Mais recentemente, em parte devido ao

sucesso do WES, aplicações na area de geotecnia do método SP, têm aumentado nos EUA,

inclusive tendo sido desenvolvidos para este fim novos tipos de eletrodos impolarizáveis.
Embora seja possível a interpretação quantitativa dos dados SP para que forneçam
taxas e profundidades dos fluxos, geralmente a qualidade e precisão dos mesmos não permitem

esta quantificação, ficando como interpretação fundamental o mapeamento dos fluxos em

planta.

O IPT ultimamente vôm empregando o SP, em conjunto com o IP e a

eletrorresistividade na detecção e mapeamento de direções preferenciais de fluxos de águas


subterrâneas em áreas atingidas por poluentes oriundos de lixões ou aterros sanitários, como é

o caso da contaminação de uma vârzea situada a montante do Lixão do Alvarenga no


município de São Bernardo/SP (lPT, 199Sd). Estes resultados são apresentados neste trabalho
no capítulo 6, item 6.4 como a situação de emprego de métodos geoelétricos em geologia
ambiental.
5. ASPECTOS METODOLÓGICOS SOBRE OS MÉTODOS DA POLARIZAÇÃO
INDUZIDA, ELETRORRESISTIVIDADE E POTENCIAL ESPONTÂNEO

5.1 Introdução

Neste capítulo será feita uma abordagem descritiva, comparativa e crítica das
metodologias, dos arranjos de eletrodos e técnicas mais comumente aplicadas originalmente na
prospecção mineral, buscando fornecer subsídios para as suas aplicações em geologia de
engenharia, hidrogeologia e geologia ambiental, além da própria prospecção mineral.

O descrito neste capítulo é a sustentação técnica/teórica de que, utna vezfeita a escolha

metodológica adequad4 os métodos da eletrorresistividade, IP e SP, são passíveis de serem


empregados para diversas finalidades e aplicações.

Além da escolha do(s) método(s) mais propício(s) aos objetivos do trabalho a que se

destinanu é preciso estabelecer-se tuna metodologia e sistemática para a precisa aplicação

destes métodos e su¿ts técnicas.

Isto implica no conhecimento em detalhe de alguns princípios e fundamentos de


configurações de eletrodos, técnicas de campo, propriedades fisicas medidas, possibilidades e

limitações dos métodos e dos arranjos eletródicos e técnicas de campo.

5.2 Metodologia para Polarização Induzida (IP) e Eletrorresistividade

5.2.1 Conligurações de Eletrodos mais Usuais em IP e Eletrorresistividade

As configurações de eletrodos em levantamentos de campo, tanto para levantamentos


de eletrorresistividade como aqueles onde também são realizadas as medidas de polarização
induzida, são fundamentalmente as mesmas.
Os dispositivos eletródicos e as modificações nos mesmos, que podem ser feitas para

atender objetivos de uma finalidade específica, são muitos. Em se tratando de resistividade,


basta calcular-se o fator geométrico K adequado, conforme a eq. II.14, para obter-se o valor
correto de po (dado pela eq. II.15), que satisfaça o arranjo e/ou modificação em arranjos
convencionais.

No caso do IP, a medida deste parâmetro é direta, não havendo necessidade de

correções, adotando-se o valor medido pelo equipamento utilizado, normalmente obedecendo


Aspectos metodológicos sobre os métodos da poluri:ação induzida, eletrorresistividade e potencial espontaneo
58

as eq. III.7 ou II[.8, bastando posicionar o valor obtido no ponto de atribuição do mesmo.
A escolha do arranjo depende dos propósitos do levantamento, situação geológica e do
tipo e qualidade da informação desejada.
Os arranjos de superficie mais utilizados são os seguintes:

- dipolo-dipolo;
- pólo-dipolo;
- gradiente (ou retângulo);

- Schlumberger;

- Wenner;

- "mise-à-la-masse".

Não serão abordados nesta pesquisa os dispositivos utilizados em ensaios de

subsuperficie, à exceção do ensaio "mise-à-la-masse", a ser descrito adiante, que é um misto de


ensaio de subsuperficie com de superficie. Serão descritos a seguir os mencionados arranjos.

5.2.1.1 Arranjo Dipolo-diPolo

O arranjo dipolo-dipolo algumas vezes é referido como dipolo duplo. A configuração de


eletrodos do arranjo é de dois eletrodos de emissão de corrente - denominados AeB - e dois

eletrodos de potencial para a recepção do sinal - denominados de M e N. Estes eletrodos são

dispostos em um mesmo alinhamento e posicionados externamente entre si.

O arranjo é definido através das seguintes dimensões: /¡ = AB; lz = MN e L : Od):


abertura entre os pontos d)e O, que são os centros dos dipolos AB e MN, respectivamente,

conforme visto na Figura 5.1a.

Naprática. é usualo emprego de dipolos simétricos. sendo lI:12 =l e BM=O(L l=L-l


= nl, onden é um número inteiro igual ou maior que I . A Figura 5.1b ilustra o posicionamento

dos eletrodos quando n = 2. O dipolo-dipolo tambem pode ser definido como OQ = L = n'1,
onde n'= n*I (BERTIN & LOEB, 1976).
Aspectos metodológicos sobre os métodos da polarização induzida, elelrorresistividade e potencial espon!ûneo
59

I I supERFictEDo l- ----J-l
ABTERRENOMN
a)

PONTO DE

'l
MED'DA

b) ABTERRENOMN
rOr .I
rlror

Figura 5.1 - Arranjo Dipolo-dipolo.

Sendo este dispositivo eletródico simétrico, pode-se considerar que o ponto a ser atribuído

para a medida será o centro do segmento Od) (ou o ponto médio de Blt(), que é o centro de

simetria da configuração. À medida que é incrementada a abertura L = I(n+t) = n'1, aumenta a

profundidade de investigação.

É possível fazer-se o levantamento de um perfil a uma profundidade constante


movendo-se todo o quadripolo ABMN a cada medida efetuada, sendo este deslocamento
geralmente igual a /.

Porém, na maioria das vezes são tomadas uma série de medidas a diferentes
profundidades de investigação (diversos valores de n). Para que isto seja executado, rcaliza-se

o seguinte procedimento: é mantida uma posição fixa dos eletrodos de emissão de corrente,4B
e são efetuadas uma série de medidas movendo-se os eletrodos de potencial MN ao longo do

perfil de medidas com deslocamentos iguais a I : MtNt (n = I); MNz (n:2); MsNs (n = 3) e
assim sucessivamente.

A seguir, são deslocados os eletrodos de corrente,4ß (deslocamento : /) e são feitas as


medidas entre as posições de eletrodos M'1N'1; M'N'2, etc. Seqüencialmente, um novo
deslocamento dos eletrodos de corrente AB é feito, fazendo-se então as medições entre os
pontos M"tN"t; M"2N"2, etc. A Figura 5.2 ilustra o procedimento descrito.
Aspectos melodologicos sobre os mék¡dos da polarização induzida, eletrorresistividade e polencial espon!ôneo
60

A" B" Mt" N1" DESLOCAMENTO DO ARRANJO


(y' NI2 M3 M4 M5
MI
o1
Nl N.2
or. N3 N4

E su/. PostçÃo
DE PLOTAGEM

Figura 5.2 - Arranjo dipolo-dipolo com difèrentes profundidades de investigação


(pseudo-seção).

Os pontos de plotagem são atribuídos na intersecção a 45o das origens Q e O de cada

dipolo, indicando a profundidade teórica atingida por aquele ponto de medida Qtrofundidade =
(n+1)U2, sendo n = I; 2; 3, etc). Assirn, neste ponto são plotados os valores medidos de IP e

de resistividade aparente. A partir dos valores obtidos nestas séries de medidas são traçadas
curvas de isovalores na seção vertical. As medidas IP são normalmente plotadas sem
correções. As de resistividade aparente, no entanto, precisam ser calculadas de acordo com a

seguinte formula:

P'=n,, ^V
I
(v.r)
onde

6/ - e-
AV = ¡(L---!l
2n'l\nt (n +t)tj-((.(, * l)t ' ))ll
-r- +zl (n
(v.2)

K = 2nGl (v.3)

sendo

I
CJ=(t
l-+l 2 t I (v.4)
Ir n+l n +2)

E preciso ter claro, no entanto, que o mostrado na Figura 5.2 é apenas uma
representação a grosso modo da distribuição das resistividades e [P que ocorrem no plano

vertical situado abaixo do perfil de medidas. Isto porque a profundidade de investigação não
depende unicamente da configuração geométrica do sistema de medidas, mas também dos
Aspectos metodológicos sobre os métodos da polarização induzida, elelrorresistividade e polencial espontâneo
61

contrastes das resistividades das litologias em subsuperficie. Por isso, estas não são as
verdadeiras profundidades de investigação e nem as resistividades são reais, sendo, portanto,

denominad as de pse udo-seções (HALLOF, I 9 57, apud. EDV/ARD S, 197 7).

A grande vantagem do arranjo dipolo-dipolo é o fato de tratar-se de um arranjo


simétrico. Comparativamente ao pólo-dipolo descrito a seguir, é mais fâcil a interpretação de
uma pseudo-seção dipolo-dipolo, principalmente quanto a determinar-se com segurança a
posição de uma anomalia detectada.

Por outro lado, o sinal primário detectado pelos eletrodos de medidas frlN decai

rapidamente com o aumento da abertura I, apresentando uma baixa relação sinaVruído.

5.2.1.2 Pólo-dipolo

O dispositivo pólo-dipolo também pode ser denominado de tripolo e consiste de três


eletrodos móveis ao longo de um perfil de medidas, sendo um eletrodo de corrente A e dois
eletrodos de potencial M e N. O eletrodo ß de corrente é mantido fixo a uma distância
suficientemente grande, denominada "infinito", de modo que as medidas realizadas no perfil

dependam somente do eletrodo.4, conforme visto na Figura 5.3.


oo{- B

Figura 5.3 - Arranjo pólo-dipolo ou tripolo.

O arranjo pólo-dipolo é definido pelas seguintes dimensões: I = AO (O sendo o ponto


médio de MI\) e I = MN. A A e o eletrodo de potencial mais próximo é
distância entre
denominada de nl, sendo normalmente nl2l (n = I; 2; 3; 4, etc.). À semelhança do já descrito

para o dipolo-dipolo, a profundidade de investigação aumenta com a abertura entre eletrodos

L = U2 (2n+1). Após a realização das medidas, o trio de eletrodos é deslocado de uma


distância usualmente igual a /.

Como trata-se de um arranjo assimétrico, as eventuais anomalias detectadas tenderão a


ser também assimétricas, independente da forma do corpo anômalo em subsuperffcie. No
Áspectos metodológicos sobre os métodos da polarização induzida, eletrorresistividade e polencial espontôneo

sentido de minimizar estes efeitos, pode-se efetuar o levantamento de um mesmo perfil duas
vezes, em sentidos opostos.

Como no caso do arranjo dipolo-dipolo, normalmente os perfis são levantados em


diferentes níveis de investigação. Assim, para uma mesma posição do eletrodo de corrente ,4,

são feitas medidas para várias estações MN, usando-se, por exemplo, n = I; 2; 3, etc. A
Figura 5.4 mostra a configuração e o procedimento esquemático do pólo-dipolo.

€ .<-B
¡¡r 9!'N2 q1"N3 N4 N5

PON|OSDEMEDTDAS/"-,,/)<1. \\ ,' .. ,' .. '


E SUA POSIçAO ./---:J4v, )r,
DE PLOTAGEII/'
X " ,r,

Figura 5.4 - Arranjo pólo-dipolo com diversas profundidades de investigação


(pseudo-seção).

A vantagem da utilløação deste arranjo é que são utilizados apenas 3 eletrodos

deslocando-se ao longo do perfil. Além disso, o 2o eletrodo de corrente (B), ao ser instalado

no "infinito" e mantido fixo, possibilita a escolha de um local onde possa ser feito um bom
aterramento, diminuindo a resistência total do circuito e permitindo a emissão de uma maior

intensidade de corrente.

Uma outra vantagem deste dispositivo de eletrodos, é que para uma mesma intensidade

de corrente, o sinal recebido pelos eletrodos de potencial rl4N neste arranjo é maior que no
dipolo-dipolo, tendo como conseqüência uma melhor relação sinal/ruído.
Por outro lado, devido à sua assimetria, torna-se mais dificil localizar corretamente a

posição de uma anomalia detectada.

As pseudo-seções resultantes são elaboradas plotando-se as medições na intersecção a


45o das linhas que partem de A e do centro O de MN. Opcionahnente, também é usual plotar-
se na interseccção a 45o da linha que sai do eletrodo de corrente A coma linha a 45o que parte
do eletrodo de potencial ll4.

O cálculo das resistividades aparentes para as sucessivas profundidades de investigação


dá-se de maneira semelhante, da seguinte forma:

,.: *+ (v.s)
Åspeclos metodológicos sobre os métodos da polorização induzida, eletroresistividade e potencial espontâneo
63

onde

LV=
+'l* #Dl (v.6)

K = 2ttGl (v.7)

sendo

1
G_
fr
t_t -lì
(r'.8)

[, (n +l)

5.2.1.3 Arranjo Gradiente

No caso deste arranjo, também denominado de Retângulo, o levantamento é


desenvolvido mantendo-se fixos os eletrodos de corrente AB com uma abertura igual a L e

realizando-se as leituras através dos eletrodos de potencial M e N que são deslocados em

linhas paralelas ao alínhamento formado pelos eletrodos A e B. A amplitude do deslocamento


dos l}fNs é geralmente igual a I. A abertura entre M e N depende do grau de detalhe desejado.

A razÃo L/I costuma frcar entre l0 e 50. A Figura 5.5 mostra a configuração básica do
dispositivo gradiente.

Figura 5.5 - Arranjo gradiente ou retângulo.


Aspectos melodológicos sobre os mélodos da polarização induzida, eletrorresislividade e potencial espontâneo

A profundidade de investigação do arranjo retângulo aumenta com o incremento da


abertura L : AB. Desejando-se que o campo elétrico permaneça r¿Lzoavelmente uniforme -
profundidade de investigação aproximadamente constante - é necessário que os pontos de
medidas situem-se dentro de um retângulo centrado no ponto central d2 de AB e tenha seus

lados com as seguintes dimensões:

- lado menor paralelo aAB: L/3;

- lado maior perpendicular aAB: Ll2

Para o cálculo das resistividades aparentes, é utilizada a mesma equação V.l (ou V.5),
sendo o coeficiente geométrico K dado por
2n
K_ ll1 I (v.e)
+
AM AN BM BN

onde lK muda a cada estação de medidas. Porénr, não é dificil a elaboração de tabelas ou
gráficos com os valores de ( em função de Ll e das coordenadas dos pontos médios entre M
e N. São calculados os valores de K para um único quadrante do retângulo e, por simetria, os

dos outros três quadrantes serão idênticos.

5.2.1.4 Arranjo Wenner

Este arranjo trata-se de um caso específico de quadripolo simétrico. O quadripolo


simétrico consiste de dois eletrodos de emissão de corrente ditos ,4 e B e dois eletrodos de
potencial M e N, sendo que os quatro eletrodos estão dispostos alinhados no perfil de medidas,

tendo como centro o ponto O. O quadripolo simétrico é definido pelas dimensões MN = I e

AB = 2L,sendo al = MN = NB = L-U2. O coeficiente ¿ deve ser maior ou igual a 1. O arranjo

Wenner é o caso especial de a : I ou Ul : 3/2, ficando AM = MN = BN e a = I = I.


PONTOS DE
NEADA DESLOCA'IENTODOARRANJO

oo'
tt SUPERFIC,iE Do
M'N

Figura 5.6 - Arranjo eletródico Wenner.


Aspectos metodológicos sobre os métodos da polarização induzida, eletrorresistividade e potencial espontâneo

A profundidade de investigação aumenta com o incremento da abertura entre eletrodos


e o ponto de atribuição das medidas é o ponto médio entre os eletrodos M e N, o ponto O.

5.2.f .5 Arranjo Schlumberger

Trata-se de um dispositivo eletródico usado principalrnente para a execução de


Sondagens Elétricas Verticais (SEVs), nas situações em que o objetivo principal do ensaio seja

a investigação das heterogeneidades verticais das resistividades e/ou cargabilidades.

É constituído de dois eletrodos para a transmissão de corrente A e B e dois eletrodos


de potencial MeN para a leitura das medidas, alinhados sobre um mesmo perfil de
levantamento, devendo ser mantida a relação AB/MN > 5.

À medida que se expande a abertura entre os eletrodos AB, aumenta a profundidade


investigada, que normalmente situa-se entre ll4 a lll0 de AB, dependendo das resistividades
das litologias subjacentes. O centro O é fixo e a abertura entre os eletrodos MN também deve
ser mantida constante o máximo possível, enquanto a recepção do sinal for adequada. Quando

o sinal torna-se muito fraco, pode-se aumentar a abertura MN, fazendo-se a devida
o'embreagem" 4.
A Figura 5.7 mostra a disposição esquemática do arranjo Schlumberger.

SENNDO æ INCÆIV'ÆNTO DA ABERruRA


€'I7FìE OS EI-E RODOS DE CÐFÆNTÊ

A' A MON

L'
L"

Figura 5.7 - Arranjo Schlumberger.

O ponto de plotagem das medidas é o ponto médio O entre M e N, sendo os resultados

apresentados sob a forma de curvas de resistividade, plotados em gráficos bi-logarítmicos. A


plotagem das medidas de resistividades aparentes é feita no eixo das ordenadas e no eixo das
abcissas as aberturas ABl2.

O sistema de plotagem em gráficos bi-logarítmicos é adotado porque o mais importante


é a relação entre as resistividades e não a diferença entre as mesmas (o número de medições

a "embreogem"-
repetiçîÍo dq leitura ÁV com duas ou mais aherturas MN pora uma mesma aberlura AB.
Aspeclos melodológicos sobre os mëtodos da polarizoção induzida, elelrorresistividade e potencial espontâneo

costuma ser o mesmo por década logarítmica de aberturas AB). Por exemplo, uma diferença

de 100 Çl.m é significativa quando as resistividades forem da ordem de 200 C).m, porém torna-

se quase irrelevante se os valores situarem-se em torno de 3.000 ou 4.000 C).m. Assim sendo,
este sistema de plotagem favorece o realce das variações dos estratos geoelétricos mais
importantes.

5.2.1.6 Arranjo ou Ensaio "Mise-à-la-masse"

Trata-se de um ensaio misto de superficie e subsuperficie. Os eletrodos que integram o

arranjo distribuem-se da seguinte maneira: o eletrodo transmissor de corrente,4 é descido no


interior de um furo de sondagem e posicionado no ponto em que o furo interceptou, por
exemplo, um corpo de sulfetos maciços. O outro eletrodo emissor de corrente I é colocado a
uma distância suficientemente grande ("infinito"), de modo que as medidas realizadas na
superficie sejam devidas somente ao eletrodo interno ao furo.

O eletrodo de potencial N será itinerante, tomando medidas em linhas radiais à origem


O do furo na superficie do terreno. O outro eletrodo de potencial, M, à semelhança do
eletrodo de corrente no "infinitoooo será posicionado da mesma forma, porém em direção
preferencialmente oposta ao de corrente ß. A Figura 5.8 mostra a configuração do ensaio
"mise-à-la-masse".

vtsuauaçÁo
EM PERFIL

ó.-B M+@

Figura 5.8 - Ensaio "Mise-à-la-masse".

Uma variação na configuração dos eletrodos que eventualmente é executada, é a de


Aspeclos mebdológicos sobre os mék¡dos da polarizução induzida, eletrorresislividade e potencial espontâneo
67

efetuarem-se as leituras com o par de eletrodos de potencial movendo-se ao longo dos perfis,

tendo-se deste modo uma configuração denominada pólo-dipolo radial (SNYDER &,

MERKEL, t973).
Este ensaio tem sido utilizado com sucesso na prospecção mineral, notadamente em
casos em que furos exploratórios de sondagem interceptam um corpo mineralizado condutivo

(sulfetos maciços econômicos, co{pos grafitosos auríferos, etc) e desconhece-se a direção para

onde a mnerulização se estende.

Assim, a partir das medidas tomadas na superficie do terreno (principalmente o AV


bruto), traçam-se curvas equipotenciais que assumirão distorções que acompanharão

aproximadamente os contornos da mineralização ou do alvo de interesse.

As Figuras 5.9.a e 5.9.b dão uma visualização do comportamento das equipotenciais


sem e com a presença de um corpo anômalo em subsuperficie, respectivamente.

b)
eletrodo dê corrente eretrodo de cor¡ente
no "infrnito' no "inñn¡to"

seç¡Ão

elettodo de
no inlør¡or do furo

no'infrnito"

elet'odode
no ¡nlerior do furo etetrdo de
no ¡nterior do furo

Figura 5.9 - Comportamento das equipotenciais em ensaio "mise-à-la-masse", com e sem a


presença de mineralização (modificado de PARASNIS, 1971).

GALLAS & BIRELLI (1983), empregaram esta técnica objetivando mapear os limites
de uma mineralização plumbo-ztncífera na Jazida Santa Maria na região das Minas do
Camaquã-RS. O levantamento foi realuado em linhas radiais com ângulos de 30o entre si e as

medidas foram tomadas a cada l0 m. Os resultados obtidos mostraram que o ensaio teve
sucesso, delimitando a projeção do corpo mineralizado na superficie do terreno. A
apresentação dos dados destes ensaios estão contidas no capítulo 6 desta tese, subcapítulo

6.1.
/lspectos metodologicos sobre os mëtodos da polarização induzida, elelrorresistividade e potencial espontâneo
68

Outro caso do uso da técnica é apresentado por BOWKER (1991), em que a autora
apresenta os resultados obtidos em Gairloch, região no noroeste da Escócia, mostrando que a

mineralização era descontínua, sendo interceptada por uma falha.

DANIELS (1933) emprega o "mise-à-la-masse" um pouco diferenciado, buscando


caracterizar descontinuidades na seção geoelétrica de tufos vulcânicos através de medidas
realizadas com a energização de diferentes furos e seqüências de medidas na superficie.

A aplicação deste ensaio fora da prospecção mineral, em um caso de geologia de

engenharia, é apresentado no subcapítulo 6.3, onde é empregado um grau de detalhe no

levantamento 4 vezes maior, ou seja, medidas tomadas a cada2,5m.

5.2.2 Comparação Entre os Arranjos de Eletrodos Mais Utilizados

Uma grande variedade de configurações possíveis podem ser empregadas tanto em


prospecção mineral como em hidrogeologia, geologia de engenharia e geologia ambiental.

Os arranjos mais utilizados em prospecção mineral são o dipolo-dipolo, pólo-dipolo,


gradiente e ensaios mistos de superficie e subsuperficie como é o caso do "mise-à-la-masse".

Em alguns casos têm-se usado as sondagens elétricas verticais (SEVs), em situações onde é

desejável alguma quantificação mais precisa sobre as profundidades de investigação atingidas

pelos tradicionais arranjos já mencionados.

COGGON (1973) realizou um estudo comparativo entre os arranjos dipolo-dipolo,


pólo-dipolo e gradiente utilizando modelos computacionais através da técnica de elementos
fìnitos. O autor empregou como modelos estruturas simples e comparou as respostas obtidas
para os trêsarranjos.

O modelo básico utilizado pelo autor foi o de um corpo tabular posicionado de


diversos modos, verticalizado, inclinado ou horizontalizado, inclusive usando dois corpos
simultaneamente, modelando as diversas situações para os arranjos já citados.

As considerações referentes aos arranjos eletródicos testados por COGGON (op. cit.)
são apresentados na Tabela 5.1 adiante, sendo os números l, 2, 3 e 4 as avaliações do arranjo

frente aos aspectos considerados (l:melhor; 4:pior).


WARD (1990) em seu trabalho sobre os métodos IP e eletrorresistividade apresenta
uma relação de l4 fatores que devem ser levados em conta na escolha de um arranjo para uma

dada finalidade, objetivando a melhor adequação possível(Tabela 5.2).


Aspeclos metorlológ,icos sobre os mëtodos da polarizaçdo induzida, eletrorresistividade e potenciul espontâneo

Tabela 5.1 - Índices atribuídos por COGGON (1973) para os dispositivos de eletrodos dipolo-
lo- loe rente.
DIPOLO- POLO- GRADIENTE
CARACTERiSTICA DIPOLO DIPOLO
Intensidade da Resposta I 2 3

Mergulho da Estrutura 3 3 1

Penetração em Coberturas 1 I I

Irregularidades na Cobertu ra 1
) 2

Independência de Interferência de
Irresu laridades na Cobertu ra 2 I 3
Resoluçilo Horizontal e Locação 2 3 1

Profundidades 2 4

Independência de Acoplamentos Indutivos'


Acamadamentos I ) 3
Independência de Acoplamentos Indutivos,
Heterogeneidades Fin itas I 2 4

Tabela 5.2 - Grau de adequação dos arranjos em função dos critérios estabelecidos por
WARD 990
ARRANJO Razão Efeito EM ResoluçÍo Resol. de ResoL Prof. Efeitoa de

SinaURufdo IndutÍvo later¡l anomallas IIori¿ Invest" Topogralia

Gradiente 3 3 1 1 5

Dipolo-dipolo 5 l 2 4 2

Pólo-dipolo 4 2 3 5 2

Schlumberger 2 4 4 2* 1

Wenner I 5 5 3* I

Resolução Resol Resol. Resol. Resol. Efeitos de Rcsoluçûo da

do Heterog. Ileterog. lopo Efeitos Coberturas Profundidade


ARRANJO
Mergulho Vertic¡is Leter¡is Rochæo Laterais Condutiv¡s do objetivo

Gradiente I * 5 5 1 5

Dipolo-dipolo 4 4 2 I I 2

Pólo-dipolo 5 J I 2 I 3

Schlumberger 2 I 3 3{' I I

Wenner 2 ) a
J 3;l' I
lspectos metodológicos sobre os mélodos da polarizaçdo induzida, eletrorresistividade e potencial esponlôneo

Como pode ser observado, as Tabelas 5.1 e 5.2 são extensas e por vezes alguns itens
confundem-se entre si. Semelhantemente a COGGON (1973), WARD (1990) apresenta na
Tabela 5.2 os fatores a serem considerados com respeito ao dispositivo de eletrodos,
atribuindo critérios de escolha com avaliações de I a 5, crescente à medida que pior a
adequação do dispositivo eletródico. Em casos de indicação fraca ou duvidosa é assinalado um

asterisco e em casos de total incerteza, um traço.

Embora COGGON (op. cit.), V/ARD (op. cit.), BARKER (1989) e WHITELEY
(l9Sl) tenham realizado os referidos estudos, e considerando ainda os trabalhos em

modelagem analógica, não é uma tarefa simples encontrar na literatura informações objetivas a

respeito de todos os fatores que permitam urna avaliação sobre a opção de qual dispositivo
eletródico é o mais apropriado diante de uma situação particular de prospecção.
Os efeitos causados por irregularidades na topografia são abordados em separado no
item 5.2.5, referindo-se basicamente aos estudos realizados por FOX et. al. (1980).

Com base nos resultados apresentados nos trabalhos realizados pelos autores citados e
na experiência prática do autor desta tese, busca-se simplificar a avaliação crítica sobre o

correto e adequado emprego de arranjos eletródicos.


Desse modo, a Tabela 5.3 procura apresentar de uma maneira mais simples e sintética

os aspectos a serem considerados na escolha de um arranjo de eletrodos.

Tabela 5.3 - SintetÞação dos aspectos a serem considerados na escolha de um arranjo


de eletrodos.
QUALIDADE DOS INTENSIDADE DA ANOMALIA
DADOS DE CAMPO RAZÃO SINAL/RULDO

PENETRAÇAO EM COBERTURAS

PENETRAÇ.ïO/PRO- CONDUTORAS
FUNDIDADE P ROFUNDIDADE, DE INVESTIGAÇAO
TNVESTIGADA RESOLUÇÃO DE PROFUNDIDADES

RESOLUÇAO DE CORPOS ANOMALOS


INTERPRETAÇÃO RESOLUÇ,IO E C/ OU S/ MERGULHO
DOS DADOS INTERPRETAÇÕES INDICAÇAO DE MERGULHO
SEMI. RESOLUÇAO DAS

QUANTITATIVAS HETEROGENEIDADES YERTICAIS E


LATERAIS
,4spectos metodológicos sobre os mëtodos du polari:ação indu:ida, e!elrorresistividade e potencial espontûneo
7l

Como visto na Tabela 5.3, as considerações a respeito de um ¿uranjo de eletrodos a ser

empregado em um trabalho de campo pode ser vista fundamentalmente sob dois aspectos
básicos, quais sejam: a qualidade dos dados tomados no campo e a interpretação a ser feita

com estes. As subdivisões subseqüentes são um detalhamento das duas premissas iniciais.

Quaisquer que sejam os objetivos de um levantamento


geofisico, é de fundamental

importância que os dados medidos, sejar4 acima de tudo, confiáveis e, que sejam corretamente
interpretados.
A escolha do ananjo de eletrodos deve ser a mais adequada para o propósito da
campanha geofisica. Dependendo do objetivo a ser atingido, certos arranjos podem ser contra-

indicados. Nesta situação pode-se citar como inadequada a escolha de SEVs (arranjo

Schlumberger) quando trata-se de definir contrastes laterais, como o caso de extensão atingida
por uma pluma de contaminação. Em uma situação deste tipo, o dispositivo indicado poderia
ser o arranjo dipolo-dipolo, pólo-dipolo, gradiente ou mesmo o "mise-à-la-masser'.

Em outras situações, mesmo que um arranjo seja o mais apropriado, a realidade de


campo e limitações fisicas da área de trabalho podem torná-lo inexeqüível. O dispositivo
gradiente, apesar de fornecer urna boa indicação dos limites laterais de contrastes, pode ser

inviável se não houver espaço fisico para a instalação da linha de emissão de corrente AB.
Os itens que seguem tratarão de aspectos relativos às comparações entre os diferentes

arranjos eletródicos que podem ser usados em levantamentos geofisicos envolvendo os


métodos IP e eletrorresistividade.

5.2.3 Qualidade dos Dados de CamPo

Dependendo do arranjo de eletrodos empregado, pode acontecer de um alvo não

apresentar uma resposta anômala com contraste suficiente com relação ao "background" que o

torne identificável com segurança. Por outro lado, se for utilizado um outro dispositivo de
eletrodos, essa dificuldade pode ser superada.
Em determinadas situações de levantamentos, principalmente em ¿ireas urbanas ou

próximas a fontes de ruídos, é praticamente impossível manter-se uma relação sinaVruído


razoéwelpara, por exemplo, um dipolo-dipolo. Neste caso, o arranjo pólo-dipolo pode superar
esta dificuldade, uma vez que o mesmo apresenta uma melhor relação neste aspecto.

Nesse sentido, devem ser considerados os aspectos de intensidade de anomalias"


Aspectos metodológicos sobre os métodos da polarização induzida, elelrorresislividade e potencial espontôneo
72

identificação de ruídos e razão sinaVruído destes.

5.2.3.1 Intensidade das Anomalias

Em seus estudos de modelagen¡ COGGON (1973) considerando a intensidade da

resposta obtida e assumindo o modelo na posição vertical, observou que a anomalia do dipolo-

dipolo apresenta-se um pouco mais intensa que a do pólo-dipolo, sendo a do gradiente a mais
fraca.

Com o modelo posicionado horizontalmente as amplitudes das anomalias medidas pelos

três arranj o s apresentaram magnitudes seme lhantes.

Quando o modelo tabular é colocado em um ângulo de mergulho de 45o, a resposta


anômala do dipolo-dipolo é ligeiramente mais intensa que o pólo-dipolo e este, por sua vez,
apresenta uma resposta significativamente maior que a do gradiente.

5.2.3.2 Efeito Eletromagnético (EM) Indutivo

Os métodos da polarização induzida e da eletrorresistividade baseiam-se nos aspectos

DC (corrente contínua), assumindo que somente os aspectos resistivos estabelecem as relações


entre os eletrodos de corrente e potencial. Isto significa que um gradiente do potencial
horizontal na superficie do terreno, devido ao fluxo de corrente entre os eletrodos de
transmissão, é medido no dipolo receptor.

Por outro lado, sempre que a corrente é interrompida ou mudada, o acoplamento


eletromagnético entre os fios de transmissão e recepção também ocolre. Este efeito aumenta
com a freqüência, com a abertura entre eletrodos de potencial e/ou de corrente, com o ângulo
formado entre os fios e com a condutividade do semi-espaço considerado (SUNDE, 1949,
apud. WARD, 1990).
Os aspectos dos efeitos EM indutivos são importantes principalrnente quando se trata
do método IP efetuado em terrenos condutivos. Em se tratando do domínio da freqüência, o
acoplamento EM é dependente da freqüência e em alguns casos pode mascarar totalmente as
medidas IP de interesse.

No domínio do tempo, os efeitos nocivos do acoplamento eletromagnético decrescem


Åspectos metodológicos sobre os mtltodos cla polari:ação induzida, elelrorcesistividude e potencial esponlâneo,

com o anmento do tempo de transmissão de corrente utilizado.


para
Com base no exposto, pode-se concluir que o domínio do tempo é o mais indicado

os casos de coberturas condutivas superficiais. Se for empregado o domÍnio da freqüência,


deve-se operar com as freqüências mais baixas possíveis. No que se refere ao arranjo
de

eletrodos, são mais afetados pelos acoplamentos eletromagnéticos o gradiente, pólo-dipolo


e

dipolo-dipolo, nesta ordem.

5.2.3.3 Razão SinaURuído

Em se tratando de eletrodos de potencial (recepção do sinal) internos aos de colrente


(emissão do sinal), quanto maior a abertura entre eleso para uma dada abertura de eletrodos de

corrente, maior a amplitude do sinal que chega no equipamento receptor que estiver sendo
utilizado.
Em vista disso, em relação aos outros arranjos, o Wenner é aquele que apresenta a

melhor relação sinal/ruído. Para o dispositivo Schlumbergero enquanto os eletrodos estão

próximos, a relação de separação entre os eletrodos de recepção e emissão é pequena (WARD,

1990).

No caso do arranjo gradiente, são comuns as separações entre eletrodos de corrente de


I a 3Krn, com aberturas no dipolo receptor da ordem de 30m.

Os arranjos dipolo-dipolo e pólo-dipolo são os menos favorecidos neste aspecto, uma

vez que as posições dos eletrodos de recepção do sinal são externas aos de transmissão, sendo

que o dipolo-dipolo é o que apresenta a relação sinaVruído menos favorável.

5.2.4 Interpretação dos Dados

A quantificação obtida com os dispositivos dipolo-dipolo, pólo-dipolo, gradiente ou


"mise-à-la-masse" restringe-se principalrnente à caracteruação de contrastes laterais dos
parâmetros medidos, estabelecendo limites/contatos.

Estas informações obtidas com os dispositivos acima citados são qualitativas ou, no

m¿iximo, semi-quantitativas e, na maioria das vezes, satisfazem os objetivos requeridos.

Em algumas situações geologicamente favoráveis (substratos geológicos plano-

estratificados ou razoavelmente simples), através de programas computacionais de modelagens


Aspectos metodológicos sobre os métodos da polarização induzida, eletrorresistividade e potencial espontâneo

diretas ou de inversão, é possível fazer-se quantificações 2-D razoáveis para as pseudo-seções

IP-resistividade. O aspecto da profundidade de investigação será abordado adiante em maior

detalhe.

Existem ábacos que auxiliam na interpretação dos resultados obtidos em um trabalho


de campo (HALLOFF,1967,1969, 1970), que podem servir pelo menos como um modelo
inicial de uma interpretação mais apurada.
No caso das SEVs, a interpretação destes dados é feita de modo quantitativo, obtendo-
se da interpretação das curvas de SEVs a resistividade dos estratos geológicos e suas

espessuras. A técnica das SEVs fornece informações de caráter pontual e é indicada em


situações de geologias plano-estratificadas com pouco ou sem mergulho.

Informações quanto à inclinações de corpos anômalos, igualmente têm caráter

qualitativo ou semi-quantitativo. É possível extrair-se dos dados obtidos com estes arranjos de
eletrodos que uma anomalia corresponde a um corpo anômalo que, por exemplo, apresenta
mergulho em uma direção com relação ao perfil onde foram executadas as medidas. Raramente
é possível estimar-se ângulos de mergulho.

As abreviaturas D-D e P-D, quando utilizadas a seguir, significam dipolo-dipolo e pólo-

dipolo, respectivamente.

5.2.4.1Resolução de Corpos Anômalos com ou sem Mergulho

Este é o aspecto em que os arranjos D-D, P-D, gradiente e também o "mise-à-la-


masse" podem fornecer uma interpretação quantitativa, teoricamente fornecendo com a
precisão do intervalo adotado entre as medições, os limites dos corpos anômalos ou dos alvos

objeto dos ensaios através dos contrastes nos parâmetros medidos.


WARD (op. cit.) conclui de maneira semelhante a COGGON (op. cit.), que a resolução
é decrescente dos arranjos gradiente para dipolo-dipolo e pólo-dipolo, estimando que a

resolução de Schlumberger e Wenner situam-se intermediariamente entre o dipolo-dipolo e o


gradiente.

A simulação empregada por COGGON (op. cit.) foi a utilização de dois corpos
tabulares e inclinados objetivando determinar qual dos arranjos apresenta a melhor resolução
horizontal. As anomalias de resistividade do D-D e P-D apresentaram-se largas, porém sem
indicar com clareza a presença de duas heterogeneidades, embora o D-D mostrasse alguma
Aspeclos metodológicos sobre os mëtodos da polarização induzida, eletrorresistividade e potencial espontâneo

indicação. As medidas IP apresentaram melhor resolução e novamente o D-D mostrou-se


melhor que o P-D.

No caso do arranjo gradiente, este mostrou com bastante clareza a resolução dos dois
corpos anômalos, tanto em resistividade como em IP. A Figura 5.10 a seguir mostra os
resultados da modelagem para o arranjo gradiente obtida por COGGON (op. cit.).

l-
2^
HR
Iur

lll r
\
a;
ðs t
ào
äñ
oD-

q

u.t 300
\y
as'
\.1 ! E
((U
5 l¡-
l* O.
ñ; 3

ftÊ1 t u-/
.,,

f;Ë {<-3-2-r0 31

PFE = 20
PFE=1 P" = 25ç.m
P, = 5(N a.m

Figura 5.10 - Resolução de anomalias - arranjo gradiente - para dois corpos em subsuperficie
(modificado de COGGON, 1973).

5.2.4.2 Indicação de Mergulho

A interpretação de uma indicação de mergulho para os corpos anômalos/estruturas sob


investigação geofisica, como já referido anteriormente, é comumente qualitativa. Por vezes é

possível estimar-se que urna determinada estrutura anômala mergulha, por exemplo, entre 60o

e 90o em uma direção relativa ao perfil de medidas.

COGGON (1973) relata em seu trabalho que o arranjo gradiente é superior ao pólo-
dipolo e dipolo-dipolo com relação às indicações de mergulho. WARD (1990) coloca os
arranjos Schlumberger e Wenner em posições intermediárias entre o gradiente e pólo-dipolo.

No que se refere à indicação de mergulho, COGGON (op. cit.) em sua modelagem


verifica que o D-D apresenta uma diferença de simetria mínima no aspecto da pseudo-seção
Aspectos metodológicos sobre os métodos da polarizaçdo induzida, elelrorresistividade e potencìal espontâneo

quando o modelo se encontra vefücalizado. Se mergulhando a 45o, a assimetria acentua-se,

ficando o flanco de maior gradiente da anomalia oposto ao mergulho do corpo (Figura 5.1l).

PSEUoo-sEçÄo DE EFEITo PERCENTUAL oe TREQÜÊI'IcIA (PFE)


56

FI:
äl t.

psEUDo-sEçAo DE REStsnvtDADE APARENTE


Il Hffi.

-6 -5 4-3-2-10123 45 6

500 5r3 515 sO4 475 470 ß9 511 512 510 507 505 5()3 W
F[i-

åffii
3dt

s0 5I 6l

HU-

PFE= 7

Pr=5N a.m

Figura 5.1I - Indicação de mergulho para o arranjo dipolo-dipolo


(modificado de COGGON, 1973).

As anomalias identificadas pelo P-D assemelham-se as do D-D com reþão ao


mergulho. No entanto, sendo o arranjo P-D assimétrico, a forma da anomalia depende das
posições relativas entre o pólo de emissão de corrente e do dipolo de recepção do sinal.
Aparentemente, a intensidade de anomalia maior é obtida com o pólo na posição a favor do

mergulho. As Figuras 5.t2 e 5.13 adiante mostram as respostas teóricas obtidas com as duas
posições relativas possíveis.
Áspectos metodológicos sobre os mélodos da polarização induzida, eletrorresistividade e potencial espontâneo
77

FI

elI

rll'

E[l-

Ëffi
PFE = 1% \f,ñç; pFE=2o%
Ã= 5OO a.m

\*"'
Figura 5.12 - Arranjo pólo-dipolo, indicação de mergulho quando o eletrodo de corrente situa-
se à direita (modificado de COGGON, 1973).

,n.."
;li-
aôô
ril;
;li:
PFE = 1%

Q = 5oo ç,¿.m
[l = 25st.m

Figura 5.13 - Arranjo pólo-dipolo, indicação de mergulho quando o eletrodo de


corrente situa-se à esquerda (modificado de COGGON, 1973).
Aspectos melodoltigicos sobre os métotlos da polarização induzida, eletrorresistividade e potencial espontûneo

Em um levantamento normal de campo, o P-D oferece menos indicação de mergulho,


já que norïnalmente o levantamento é efetuado obedecendo-se uma única posição relativa entre

opóloeodipolo.
O arranjo gradiente é seguramente o que melhor dá indicação de mergulho, tanto em
forma como em amplitude da anomalia, conforme visto na Figura 5.14 a seguir.

*H,
t¡|-

8I
bs,
vl
u
Hs
\¡v

ËË

ils

Hft

PFE=1 PFE = 20

È=500 a.m = 25r>.m

Figura 5.14 - Indicação de mergulho fornecida pelo arranjo gradiente, (modificado de


coGGoN, t973).

5.2.4.3 Resolução de Heterogeneidades Superficiais Verticais e Laterais

Este aspecto considera os efeitos indesejados relativos aos contrastes devidos às

heterogeneidades situadas próximas da superficie e que não são o alvo do levantamento

geofisico.

As técnicas que mantém os eletrodos de potencial fixos em um ponto e aumentam a

abertura entre os eletrodos de emissão de corrente são as que apresentam as menores


perturbações devidas às heterogeneidades superficiais verticais. Assim, os arranjos mais
adequados neste sentido são o Schlumberger e o Wenner.

No que se refere às heterogeneidades superficiais laterais, em ordem crescente de

sensibilidade são o pólo-dipolo, dipolo-dipolo e Schlumberger.


Aspectos metodológicos sobre os mëtodos da polarizaçõo induzida, eletrorresistividade e polencial espontôneo
79

5,2.4.4 Resolução Lateral

Como os arranjos dipolo-dipolo e pólo-dipolo são uma combinação de investigação


lateral com vertical, estas configurações fornecem algurna resolução das variações das
camadas. Porénu se o objetivo preferencialé a investigação das heterogeneidades verticais, os

arranjos mais adequados para este fim são o Schlumberger e o Wenner.

Pesquisas anteriores já foram realizadas buscando este objetivo. SUMNER (1976)

comparou os arranjos Wenner, dipolo-dipolo e pólo-dipolo. COGGON (1973) realizou

estudos comparativos entre os arranjos gradiente, dipolo-dipolo e pólo-dipolo. O primeiro


autor julgou que o arranjo que apresenta menor resolução lateral é o dipolo-dipolo, enquanto
que o segundo concluiu que a melhor definição dos limites laterais de um corpo anômalo em

subsuperficie é aquela apresentada pelo gradiente.

A Tabela 5.1 de COGGON (1973) e a Tabela 5.2 apresentada por WARD (1990)
indicam que as melhores definições das locações dos limites laterais das anomalias IP-
resistividade obedecem a seguinte ordem decrescente de definição:
- gradiente

- dipolo-dipolo
- pólo-dipolo
- Schlumberger

- Wenner.

Realmente, aprâtica tem demonstrado que a ordem de precisão no estabelecimento dos


limites laterais é a indicada acima. Nos diversos trabalhos desenvolvidos pelo IPT e dos quais

este autor participou, têm-se verificado que o gradiente e o dipolo-dipolo são os que
apresentam a melhor definição de limites laterais. O arranjo pólo-dipolo, apresenta resolução

semelhante ao dipolo-dipolo e, ainda, em certas situações o dispositivo "mise-à-la-masse" pode

ser adequado, como nos casos em que não é possível posicionar-se a linha de emissão de
corrente AB por limitações de espaço fisico.

5.2.4.5 Resolução da Profundidade do Objetivo

Este aspecto reflete a eficácia com que um dado arranjo consegue definir diferentes
alvos em diferentes profundidades. O arranjo gradiente. uma vez que envolve somente um
polarização induzicla, eletrorresistividade e potencial espontâneo
Aspectos metodológicos sobre os mëtodos da

único nível de investigação,é, o menos efetivo neste aspecto (COGGON, op' cit')' Por
outro

lado, os dispositivos Schlumberger e Vy'enner são os mais adequados para fornecer


informações das variações verticais. No caso dos arranjos dipolo-dipolo e pólo-dipolo,
que em boa
normalrnente são empregados não mais que 5 ou 6 níveis de investigação, sendo
parte das vezes a separação entre eletrodos é superior ao grau de detalhe que se deseja
investigar.

5.2.4,6 Profundidade de Investigação

Um fator de relevância a ser considerado na escolha do arranjo empregado é a


profundidade de investigação alcançada. ROY & APPARAO (1971) realizaram estudos
objetivando quantificar este parâmetro.
A profundidade de investigação pode ser definida como a profundidade máxima na qual

um alvo pode ser detectado por um determinado arranjo. ROY & APPARAO (op. cit.)
estimaram que a profundidade de investigação é de 0,125L para o arranjo Schlumberger e de
0,195L para o dipolo-dipolo, sendo L a distância entre os eletrodos extremos do dispositivo.
BARKER (1989) igualmente realizou estudos sobre esta questão, fazendo uma revisão sobre o
problema" abordando as controvérsias e as dúvidas lançadas por outros autores sobre o
trabalho de ROY & APPARAO (op. cit.).
O que se constata é que o problema não é de natureza tão simples e a profundidade de
investigação alcançada por um dado dispositivo eletródico depende de muitos outros fatores

como distribuição das resistividades em subsuperficie, razão sinaVruído, efeitos de coberturas,


sensibilidade às heterogeneidades superficiais, topo rochoso, efeitos laterais, topografia,
mergulho. etc.
WARD (1990), argumentando que o problema ainda não foi sistematicamente estudado
para um número suficiente de modelos e situações, prefere não quantificar profundidades de

investigação para o s dispo sitivos eletródicos.


A profundidade de investigação foi definida por EVJEN (1938, apud ROY &

APPARAO, op cit.), como a profundidade na qual uma camada fina horizontaluada tem a

maior contribuição no sinal total medido na superficie do terreno.


ROy & APPARAO (op. cit.), quantificaram profundidades de investigação para

diversas configurações eletródicas identificando a resposta desta camada fina e horizontalizada


Aspectos melodológicos sobre os métodos da polarização induzids, eletronesistividade e potencial espon!ôneo
8l

a diferentes profundidades, considerando um meio homogêneo. O ponto onde a profundidade

de investigação atinge seu máximo foi definido como "profundidade de investigação

característicd' para aquele determinado arranjo de eletrodos.


As mais relevantes conclusões do trabalho destes autores são as de que as

profundidades investigadas dependem não somente das separações entre os eletrodos de


emissão de corrente, como também da abertura entre os eletrodos de medidas e que as
profundidades efetivamente investigadas são menores do que aquelas comumente assumidas.

De acordo com o citado trabalho, a profundidade de investigação encontrada é menor


do que aquelas determinadas empiricamente por ZHODY (1989) e aquelas também empíricas e

de uso tradicional, como sendo ABl4 (AB : separação entre os eletrodos de corrente) para o

arranjo Schlumberger e a para o arranjo Wenner, sendo ¿ a abertura entre eletrodos.

A profundidade de investigação também foi objeto de estudo de BARKER (1989) para


arranjos colineares, generalizando três configurações básicas, denominadas Alfa, Beta e Gama.

Nestas configurações são considerados quatro eletrodos colineares dispostos simetricamente.

Neste trabalho o autor refere-se à profundidade de investigação alcançada por um determinado

arranjo de eletrodos como aquela com a qual a medida da resistividade aparente feita na
superficie pode ser melhor correlacionada.

A Figura 5.15 mostra a disposição das três configurações básicas referidas, onde A e B
são os eletrodos de corrente e M e N os de potencial. As distâncias entre os eletrodos centrais
são representadas por b e as aberturas entre os eletrodos das extremidades do arranjo são

representadas por L.

ALFA A

BETA A N

GA']A A M N

Y
<--b----.->

Figura 5.15 - Configurações Alfa, Beta e Gama, para dispositivos eletródicos simétricos e
colineares (modificado de BARKER, 1989).

De acordo com o mostrado na Figura 5.15, a configuração eletródica Alfa engloba os


arranjos Wenner e Schlumberger ea profundidade de investigação para o dispositivo

Schlumberger varia de 0,183L a 0,lgll- para abefturas de b:0,05L a0,2L, que são as mais
Aspectos metodológicos sobre os métodos da polarização induzida, eletrorresistividade e potencial espontôneo
82

usuais. Em se tratando do arranjo Wenner, a profundidade será de 0,17L.

O arranjo dipolo-dipolo enquadra-se na disposição de eletrodos da configuração Beta.


Fazendon:la6(sendononúmerodeníveisdeinvestigação),teremosprofundidadesde
investigação de 0,140 a 0,218L. No caso extremo, se bll:l, a profundidade vai até 0,25L.

De acordo com o visto até aqui, as profundidades de investigação para os arranjos


Wenner, Schlumberger e dipolo-dipolo, conforme os autores citados, são as indicadas na
Tabela 5.4 abaixo:

Tabela 5.4 - Profundidades de investigação segundo BARKER (1989), EDWARDS (1977) e


ROY&APPARAO(I9
ARRANJO Prof,Inu (BARßER) Prof, Inv (ROY e APPARAO)
Wenner 0,17L 0,1lL
Schlumberger 0,19L 0,125L
Dipolo-dipolo 0,25L (blL:l ou n:oo) 0,195L

EDWARDS (1977) utiliza coeficientes empíricos para profundidades de penetração e

propõe uma pseudo-seção modificada para o arranjo dipolo-dipolo, construída a partir destes
coeficientes.

Segundo o autor, esta pseudo-seção modificada apresentaria uma escala de

profundidades de investigação absolutas, podendo-se estimar a partir destas pseudo-seções a

profundidade ao topo de um corpo anômalo detectado em subsuperficie. A definição de


'þrofundidade efetiva de investigação", feita pelo autor neste trabalho, também é aplicada para
outros arranjos. As Tabelas 5.5 e 5.6 abaixo ftazem as profundidades de investigação em
função de L ou a (a: abertura MN), segundo EDWARDS (op. cit.).

Tabela 5.5 - Profundidades de investigação para dipolo-dipolo e pólo-dipolo em função de L


oua EDWARDS crt.
DIPOLO.DIPOLO PÓLO-DIPOLO (A= ø)
n=1 0.139L ou 0.416a n=l 0.519a

n=2 0.174L ou0.697a n=2 0.925a

n=3 0.192L ou0.962a n=3 l.3l8a


n=4 0.203L oul.220a n-- 4 1.706a

n--5 0.2llL ou 1.476a n=5 2.093a

n=6 0216L ou 1.730a n=6 2.478a

ll=ó 0.250L
tlspectos metodologicos sobre os métoclos da polarização induzida, elelrorresislividade e potencial espontâneo
83

Tabela 5.6 Profundidades de investigação em função de L para gradiente, Wenner e


-
EDWARDS (op. crt.
undo EDW
Schhrmberqer- sesundo
Schlu cit.).
GRADIENTE WENNER SCHLUMBERGER

L -- 40a; x = 20^ 0.192L L:40a 0.192L

L=40ai x= 15a 0.163L 0.173L L:20a 0.l9lL


L=40aax=10a 0.103L L: 10a 0.190L

Nas tabelas 5.5 e 5.6,L: abertura entre os eletrodos extremos do arranjo; a:abertura

entre eletrodos de medidas (potencial) e x:distância entre o centro dos eletrodos de potencial

e o eletrodo de corrente mais próximo (Ll3 <x <Ll2).


'Iambém diversos estudos envolvendo modelagens analógicas em laboratório foram

realizados buscando definir profundidades de investigação quanto à forma dos corpos


anômalos (modelos reduzidos, no caso) e conteúdo de partículas polarizáveis.

GALLAS, (1990) e GALLAS & VERMA (1995) efetuaram estudos objetivando a


capacidade de detecção dos arranjos dipolo-dipolo e Wenner em função de teores em
partículas polarizixeis e profundidade dos modelos.

Os autores concluem que a detecção pelo IP e/ou pela resistividade é tão mais eficaz
quanto menor a profundidade e quanto maior o teor de grafita contido nos modelos. Outra
conclusão é que os modelos tabulares, são, geralmente, mais facilmente detectáveis pelas
medidas IP que os cilÍndricos. Estes últimos, por sua vez, apresentam melhor detecção pelas

medidas de resistividade, comparativamente ao IP. Concluem, de um modo geral, que as


medidas de resistividade, fornecem uma melhor detecção que as medidas IP.

APPARAO et al. (1992 e 1997) em seu estudo de modelagem analógica para modelos
condutivos e resistivos definiram que a profundidade limite de detecção é aquela em que
obtém-se uma anomalia de no minimo 10%. Segundo estes autores, a profundidade de

detecção é maior quando se trata de um modelo condutivo, principalmente quando se trata dos

dispositivos pólo-dipolo e dipolo-dipolo.

Na realidade, a profundidade de investigação atingida dependerá, sem dúvida, do

comportamento das distribuições de resistividade em subsuperficie. A presença de uma camada

condutiva superficial (manto de alteração argiloso, saturado e/ou salinizado) reduzirët


significativamente a penetração da corrente, acarretando uma diminuição na espessura do
pacote investigado. Também um pacote extremamente resistivo (anidrita, crostas lateríticas, p.
Aspectos metodológicos sobre os métodos da polari:açõo induzida, elelrorresislividade e poîencial espont(tneo

ex.) pode ser uruÌ barreira à penetração da corrente, dificultando ou impedindo, igualmente, a

continuidade da investigação.
Diante do exposto, pode-se dizer que, as profundidades de investigação pelos
diferentes arranjos de eletrodos, dependerá de diversos fatores envolvidos, tais como
comportamento estrutural em subsuperficie, forma do objeto da investigação, contraste com o

meio que o envolve, mineralogia, etc. Na maioria das situações práticas, a distribuição das
litologias subjacentes e suas propriedades fisicas (IP-resistividade, no caso) é desconhecida e

um ponto de partida pode ser estabelecer como modelo inicial um meio-espaço homogêneo e
isotrópico. Em meios heterogêneos, a distribuição de corrente oscila¡á diferentemente em cada
meio, ficando à mercê das distribuição das características lP-resistividade.
Assirn, não é possível estabelecer-se de antemão que profundidade de investigação será

atingida, independentemente do arranjo de eletrodos utilizado. Os estudos e pesquisas aqui


citados devem ser vistos como qualitativos e orientativos de maneira genérica e de comparação

entre dispositivos de eletrodos.

5.2.4.7 Penetração em Coberturas Condutoras

Refere-se à eficácia de um determinado arranjo em ultrapassar as coberturas que se

apresentam como condutivas e que podem constituir um sério obstáculo em alguns casos de

regiões intemperizadas.
COGGON (1973) em seu estudo conclui que não há diferenças significativas neste
aspecto nos três arranjos estudados em seu trabalho. WARD (1990) apresenta o mesmo ponto

de vista em seu artigo, estendendo esta conclusão para os dispositivos Wenner e

Schlumberger.

Uma camada superficial relativamente condutiva pode mascarar anomalias causadas por

corpos anômalos em subsuperficie, devido à concentração das linhas de corrente nesta camada

de baixa resistividade.

A perda de penetração devida à presença de uma camada condutiva superficial é

semelhante para o D-D, P-D e gradiente (COGGON, op. cit.).

Por outro lado, a distribuição lateral na espessura (e resistividade) da cobertura podem


produzir efeitos anômalos que podem interferir nos alvos de interesse do levantamento.
No caso de variações na camada superficial condutiva que simulem um vale ou uma
Aspecros merodológicos sobre os mëlodos da polarização induzida, elelrorresistividade e polencial espontâneo
85

elevação, o D-D fornece melhores e mais bem definidas anofnalias que o P-D.

O ananjo gradiente é o que dá a melhor definição para os efeitos causados por estas
situações. No entanto, sendo as anomalias mais pronunciadas neste arranjo, podem ocolÏer

maiores interferências em anornalias de corpos de interesse na prospecção (COGGON' 1973).

5.2.5 Efeitos Causados pela Topografia

Os efeitos exercidos por irregularidades topográficas em levantamentos lP-resistividade

foram estudados de forma bastante abrangente por FOX et al. (1980) no que se refere ao
arranjo dipolo-dipolo. Os autores utilizaram um programa computacional bi-dimensional (2-D)

com a técnica dos elementos finitos. COGGON (1971) e HALLOF (1970) também abordaram
este aspecto para alguns casos de modelos simples.

Os efeitos topográficos em levantamentos de eletrorresistividade são causados


fundamentalmente porque no emprego dos fatores geométricos usados no cálculo das

resistividades a superficie do terreno é considerada plana, quando na realidade as medidas são

geralmente tomadas em terrenos irregulares.

A Figura 5.16 abaixo ilustra os efeitos da topografia em um meio homogêneo sobre a


distribuição das linhas de conente e das superficies equipotenciais.

Figura 5.16 - Efeito da topografia nas superficies equipotenciais e linhas de corrente (original
de FOX et al., 1980).

Conforme visto na Figura 5.16, devido à fonte no "infinito", as linhas de corrente


divergem sob uma elevação topográfica e convergem sob um vale. As superficies
Aspectos metodológicos sobre os métodos da polarização induzida, eletrorresistividade e potencial espontâneo

equipotenciais associadas igualrnente divergem sob as elevações, produzindo menores

diferenças de potencial e conseqüentes menores resistividades aparentes, se comparadas

àquelas originárias de uma superficie plana. Nos locais de vale, as linhas equipotenciais
convergentes irão produzir resistividades aparentes mais elevadas.

No caso do dipolo-dipolo, o comportamento das linhas de corrente e das superficies


equipotenciais é mais complexo. Havendo uma elevação entre os eletrodos de emissão de
corrente e de recepção do sinal, devido às posições relativas entre os eletrodos, ocorre um
adensamento de corrente, resultando numa elevação da resistividade (FOX et al., 1980).

Contrariamente, se a ocorrência entre os dipolos de transmissäo e recepção for de uma

topografia em forma de vale, haverá uma dispersão nas linhas de corrente, que acaffetarâ no
surgimento de uma resistividade aparente mais baixa.

As Figuras 5.17 e 5.18 apresentadas mostram as situações onde são ilustrados os

efeitos destas feições topográficas.

RESISTIVIDADE APARENTE
-2 -1 0t 3 4

Figura 5.17 - Anomalia de resistividade aparente causada por um vale com inclinação de 30o
(modificado de FOX et. al. 1980).
Aspectos metodológicos sobre os métodos da polarização induzida, elelrorresislividade e potencial espontâneo
87

SIMULAçÃo ToPoGRAFIcA

ilo r10

Figura 5. l8 - Anomalia de resistividade aparente causada por uma elevação com inclinação de
30" (modificado de FOX et. al., 1980).

Sendo o IP uma medida normalizada, os adensamentos e dispersões de corrente

ocasionados por irregularidades topográficas não devem afetar significativamente estes dados.

Entretanto, havendo a presença de um corpo polarlzâvel em subsuperficie, as variações nas


distâncias entre este corpo e os eletrodos de emissão/recepção poderão afetar as medidas IP
(FOX et al., op cit.).
A principal conclusão a que chegam estes autores em seu trabalho, através de seus
estudos e simulações em modelagens, é a de que as anomalias de resistividade causadas por

efeitos topográficos são significativas em áreas onde os ângulos de inclinação são da ordem de

l0 graus ou acima, para trechos inclinados da amplitude de um dipolo ou mais.

Outra conclusão do trabalho destes autores é o fato de que o parâmetro IP não é


significativamente afetado por acidentes topográficos em um meio homogêneo.

5.2.6 Conclusões Referentes a IP-resistividade

Com base no exposto neste capítulo, são relatadas as seguintes conclusões:


Aspeclos metodológicos sobre os mëlodos da polarizaçcÍo induzida, eletrorresistividade e potencial espontâneo
88

De um modo geral, à exceção do caso das SEVs, as interpretações qualitativas ou


semi-quafititativas tanto da resistividade como do fenômeno IP podem ser

suficientes para os objetivos propostos. Em algumas situações geologicamente


favoráveis (substratos geológicos plano-estratificados ou r¿Lzoavelmente simples), é
possível fazer-se quantificações 2-D razoáveis para as pseudo-seções IP-
resistividade através de programas computacionais de modelagens diretas ou de
inversão.

O parâmetro resistividade parece ser mais efrcaz na detecção dos objetivos em

subsuperficie do que o IP. Por outro lado, podem existir alguns c¿tsos onde o alvo

seja detectável só pelo IP ou que este seja um complemento indispensável para o

objetivo de um levantamento.
O arranjo dipolo-dipolo, de um modo global, é o arranjo que apresenta a melhor
resolução. Este arranjo normalmente proporciona as anomalias mais intensas. Por

outro lado estas fornecem pouc¿rs informações sobre o mergulho das estruturas e

apresentam fo rte infl uênc ia de irre gularidades to po gráfi cas.

As anomalias observadas com o arranjo pólo-dipolo são quase tão intensas como as

do dipolo-dipolo e têm aspecto semelhante, porém apresentam menor resolução. A


menor resolução das anomalias e a assimetria do arranjo podem trazer dificuldades

à sua interpretação.

O ananjo gradiente fornece indicações de mergulho e boa resolução horizontal.


Respostas devidas a estruturas estreitas são fracas, as anomalias são fortemente

afetadas por irregularidades do terreno e não oferece resolução vertical.

Generalizadamenteo informações quanto à inclinações de corpos anômalos, têm

caráter qualitativo ou semi-quantitativo


Irregularidades de cobertura causam fortes anomalias, principalrnente no gradiente

e dipolo-dipolo.

A capacidade de penetração em coberturas é semelhante em todas as configurações.

Em se tratando de investigações onde o objetivo principal são as heterogeneidades


verticais, os arranjos mais adequados são o Schlumberger e o Wenner.

Se o objetivo fbr a caracterização das heterogeneidades laterais de resistividade,

então as configurações de eletrodos mais indicadas são o dipolo-dipolo, pólo-

dipolo, gradiente e "mise-à-la-masse".


Aspectos metodológicos sobre os métodos da polarização induzida, eletrorresislividade e polencial espontâneo
89

Arazão sinal/ruído é melhor no pólo-dipolo do que no dipolo-dipolo'


- A profundidade de investigação pelos diferentes arranjos de eletrodos, dependerá

de diversos fatores envolvidos, como comportamento estrutural em subsuperficie,


forma do objeto da investigação, contraste com o meio que o envolve, mineralogia,
etc. Em meios heterogêneos, a distribuição de corrente oscilará diferentemente em
cada meio, ficando à mercê das distribuição das resistividades.

- No caso do dipolo-dipolo, as anomalias de resistividade causadas por efeitos


topográficos são significativas em ¿i.reas onde os ângulos de inclinação são da
ordem de l0 graus ou acima, para trechos inclinados da amplitude de um dipolo ou

mais. Outro dado importante é o fato de que o parâmetro IP não é


significativamente afetado por acidentes topográficos.

Diante do até aqui considerado, pode-se concluir que a escolha do(s) método(s) IP ou

resistividade, bem como do dispositivo eletródico a ser empregado em levantamentos, deve ser

avaliada com bastante critério, tendo sempre em mente os objetivos a serem atingidos. Em
determinadas situações, usando-se um ou ambos os métodos, torna-se necessário optar por
mais de um arranjo eletródico, no sentido de serem obtidas interpretações mais completas e
precisas.

Um outro fator de importância é a experiência do geofisico com os métodos e arranjos


envolvidos, pilâ que a análise e interpretação dos dados obtidos seja a mais realista possível.

5.3 Metodologia para o Potencial Espontâneo (SP)

5.3.1 Introdução

A primeira notícia de utilização do método SP é de 1830, quando Robert Fox (apud.

TELFORD et. al., 1990) usou eletrodos de cobre e um galvanômetro objetivando delimitar e

extensão de um depósito de cobre em subsuperficie.

Desde 1920 o método tem sido empregado de maneira rotineira como método
complementar na prospecção de metais-base.

Apesar de suas origens serem tão remotas, o método continua sendo empregado nos
dias de hoje. À principal vantagem e característica é sua simplicidade, tanto dos equipamentos
necessiírios como da sua operação de campo, além dos baixos custos envolvidos.
Aspectos metodológicos sobre os métodos da polari:ação induzida, elelrorresistividode e potencial esponlôneo
90

Para a execução de um levantamento SP são necess¿írios basicamente dois eletrodos


para as medidas, um milivoltímetro e fios devidamente isolados p¿ìra a conexões entre os
eletrodos e o milivoltímetro.

No caso de aplicações do método para a prospecção mineral, a fenomenologia

envolvida é basicamente aquela exposta por SATO & MOONEY (1960), discutida no item

4.1.2. Em situações de geologia de engenharia, hidrogeologia e aplicações ambientais, o


método baseia-se principalmente nos movimentos das águas do subsolo.

5.3.2 Equipamentos

Como se trata de um método de campo natural, não há a necessidade de uma fonte


transmissora de sinal, como no caso do IP e da eletrorresistividade.

São utilizados eletrodos, cabos condutores e milivoltímetro. Os eletrodos devem ser do

tipo impolarizÍtvel, consistindo de um metal mergulhado em uma solução saturada de um sal do


próprio metal, como Cu em CuSO¿ ou Ag em AgCl, contidos em um recipiente poroso
(usualmente denominados "potes"). A porosidade é necessiiria para que se processe uma

passagem lenta e suave da solução contida no pote para o solo, estabelecendo-se o contato. O

dispositivo mais usual são eletrodos de cobre imersos em solução de sulfato de cobre.
O instrumento para realuar as medidas deve ser um milivoltímetro com elevada
impedância de entrada (preferencialmente maior que 108 {2), capaz de informar a polaridade da

medida, rejeição a interferências AC, robustez para o trabalho de campo, precisão de pelo
menos 1 mV nas leituras, capacidade de realizar medidas no intervalo de -10 a l0 V e

fornecer valores de resistências de contato.


Os cabos de conexão entre os eletrodos de medidas e o instrumento devem apresentar

um bom isolamento, de modo a não permitir que ocorram entradas de ruídos elétricos espurios
durante os levantamentos.

5.3.3 Levantamentos de Campo

Existe uma variedade de configurações e metodologias para a tomada de dados de SP


em campo, porém as normalmente utilizadas são a técnicas dos potenciais e a técnica dos
Aspectos metodológicos sobre os métodos do polarização induzida, elelrorresistividude e polencial espontâneo
9r

gradientes. Teoricamente, as duas técnicas se equivalem, porém, do ponto de vista prático, são

bastante distintas, sendo o primeiro método de uso muito mais difundido.

Para todas as configurações, usualmente adota-se como convenção de polaridade do

SP que o pólo negativo do milivoltímetro seja conectado ou referido à estação anterior ou à

estação-base e o pólo positivo do instrumento seja referido ao eletrodo posicionado na estação

que estiver sendo medida.

5.3.3.1 Técnica dos Gradientes (ou eletrodos móveis)

O método dos gradientes ou configuração de eletrodos fixa (PARASNIS, l97l;


ORELLANA, 1972; TELFORD et. al. 1990) consiste em medir-se sucessivamente as

diferenças de potencial entre dois pontos contíguos de um perfil, através de dois eletrodos
(dipolo de medidas) conectados a um milivoltímetro. Após a tomada da medida entre os

pontos, o arranjo é deslocado no perfil de medidas, normalmente a intervalos regulares e


iguais. A Figura 5.19 ilustra o método dos gradientes.

,v M' M M" NU
,
PERF,S O' *'O'OO*\\
\

Figura 5.19 - Configuração da Técnica dos Gradientes.

O SP de uma estação é obtido pela sucessiva adição das medidas entre os pontos de

medição, como no método dos potenciais, abordado adiante. Se o intervalo entre as medidas é
pequeno em relação ao comprimento de onda da anomalia, a medida será o gradiente do
potencial, dV/ds, do ponto médio entre as estações, sendo ds a abertura entre eletrodos.

Uma vantagem do uso desta configuração é o emprego de fios curtos, de facil e rápido
Aspeclos metodológicos sobre os mélodos da polarização induzida, elelrorresistividade e potencial espontôneo

deslocamento, além de minimizar efeitos indutivos que podem ocorrer com o uso de cabos

muito longos.
Entretanto, a grande desvantagem desta configuração é a alta susceptibilidade à

anomalias espúrias geradas pelo erro cumulativo. As causas são, entre outras, efeitos do
contato solo/eletrodos, polarização de eletrodos e derivas do potencial com o tempo. Os

efeitos de polarização de eletrodos podem ser minimizados pelo procedimento de inversão dos

eletrodos - "leapfrog" (ORELLANA, 1972; TELFORD et. al., 1990; CORWIN, 1990), os
outros, porénu são praticamente impossíveis de quantificar ou corrigir.

5.3.3.2 Técnica dos Potenciais (ou base fixa)

Como no caso da técnica dos gradientes, aqui igualmente são empregados para a

tomada de dados SP dois eletrodos de medidas. Esta configuração, no entanto, requer que um

dos eletrodos seja mantido fixo em uma estação-base, enquanto o outro percorre os pontos de

medidas nos perfis ou malha de levantamento.

O comprimento de ao menos um dos cabos de conexão terá de ter no mínimo a

extensão do perfil a ser levantado e/ou alcançar todos os pontos da linha/malha objetivo do

levantamento. A Figura 5.20 ilustra o procedimento, em que a estação-base é o ponto do

eletrodo M e as posições N, N' e N" referem-se às sucessivas posições do eletrodo itinerante.

I fv ,v' N"
t
l-'
PERFIS DE MEDIDAsß
t_ _
I
\
\
ì

Figura 5.20 - Configuração da Técnica dos Potenciais.

O levantamento é efetuado conectando um dos pólos do instrumento de medidas à base


Aspectos metodológicos sobre os métodos da polari:ação induzida, elelrorresistividade e potencial espontâneo
93

fixa e mantendo este junto à mesma. O outro pólo do instrumento é conectado ao eletrodo
móvel que desloca-se ao longo dos perfis tomando as medições SP nas estações sucessivas. O
deslocamento do eletrodo móvel é realizado por meio de um cabo, normalrnente contido em

uma bobina, que é desenrolada ou enrolada à medida que avança o levantamento.

l¡ma vez que o fio não é arrastado entre as estações, os danos causados ao mesmo é
minimizado, favorecendo as condições de ser mantido um bom isolamento.
A grande vantagem desta configuração, se comparada à técnica dos gradientes, é

significativa diminuição no effo cumulativo. Enquanto que na técnica dos gradientes as


medidas tinham no mínimo três possíveis erros cumulativos, aqui eles não se verificam.

A reproduzibilidade dos dados obtidos com a técnica dos potenciais, geralmente é


bastante melhor do que a obtida na configuração anterior e a probalidade de mapear-se
"anomalias" causadas por ruídos espúrios é menor.
AssinU a menos que existam dificuldades para utilização do dispositivo dos potenciais

para a coleta de dados inerentes à ánea a ser estudada, é sempre preferível o uso da

configuração dos potenciais à configuração dos gradientes.

5.3.4 Ruídos Presentes nos Levantamentos SP

Níveis de ruídos muito elevados podem mascarar a detecção de anomalias SP de


interesse e constituem-se, em alguns casos, num grande problema. O ruído em levantamentos

SP normalmente é pode ser originado de fontes naturais ou artificiais, tais como correntes
telúricas, atividades culturais, topografia, etc. Também constituem-se em fontes de ruídos a
polarização de eletrodos e derivas causadas por variações químicas do solo, temperatura e

conteúdo de umidade.

5.3.4.1 Polarização de Eletrodos e Deriva

As maiores fontes de erros são a polarização de eletrodos e a deriva destes. Em


trabalhos onde é usada uma única estação-base, o intervalo entre a primeira e a última leitura
realizadas entre a estação-base e o eletrodo móvel, por exemplo, conterá o erro devido à
polarização e deriva.

Portanto, a medida deste erro pode ser obtida medindo-se o SP entre os eletrodos com
polari:ação induzida, eletorresistividade e potencial espontaneo
Aspectos metodológicos sobre os métodos da

os mesmos imersos em ur¡¿ solução do eletrólito imediatamente antes da instalação do


permitirá a
eletrodo-base e imediatamente após a retirada do mesmo. Este procedimento
obtidas por
subtração da polarização e deriva, sendo as correções para medidas intermediárias

interpolação (CORWIN & BUTLER' 1989).


A deriva e os efeitos de polarização podem ser atenuados minimizando a exposição dos
eletrodos a variações de temperatura e químicas. Isto é possível de ser feito mantendo-se
o

eletrodo da estação base em um local à sombra e, na medida do possível, também o eletrodo

itinerante.

Os efeitos de deriva e polarização de origem eletroquímica podem ser atenuados


reduzindo-se o tempo de permanência (tempo de leitura) do eletrodo móvel em contato com
o

solo e limpando-se o máximo possível os poros do eletrodo entre as estações de medida.

5.3.4.2 Contato Entre Solo e Eletrodo

São os ruídos provenientes das oscilações nos valores medidos de SP causadas pela

mudança do eletrodo de um ponto a outro. As principais causas desta fonte de ruído são
as

variações locais de umidade, condutividade, compactação do solo, etc. Normalmente, na


maioria dos casos, estas perturbações não excedem alguns poucos milivolts (5 ou l0). Em
algumas situações especiais de solos muito secos, resistivos ou desagregados, as oscilações
podem atingir algumas dezenas de milivolts ou mais.

Como pode ser observado, estes erros em certos casos podem ser críticos,
principa¡nente quando a técnica de levantamento empregada é a dos eletrodos móveis (técnica

dos gradientes).

Para minimizar estas variações, no c¿rso de solos secos, deve-se fazer com que o
eletrodo de medidas seja colocado em uma cova, de modo a evitar-se a parte superior do solo
mais intensamente ressecada, evitando também as variações de temperatura. Para isso, deve-se

fazer um maior aprofundamento da cova onde o eletrodo será colocado.

Uma outra providência que pode ser tomada em casos de solos secos e/ou muito
resistivos é a de proceder-se à escavação de todas as covas de medições previamente e

umedecê-las com água. Tal procedimento, no entanto, deve ser feito com varias horas de
antecedência, no sentido de evitar-se as variações de SP causadas pela infiltração da água no

solo.
Aspectos metodológ,icos sobre os métodos da polari:ação induzida, eletrorresislividade e potencial espontâneo

Situações extremas, como por exemplo as que ocorrem em levantamentos sobre rochas

expostas ou sobre áreas pavimentadas, podem ser minimizadas colocando-se o eletrodo - pote
poroso - sobre uma esponja embebida na mesma solução (CuSOa, por exemplo) contida no
pote poroso.

5.3.4.3 Variações do SP com o Tempo

As oscilações do SP no decorrer do tempo de um levantamento são ocasionadas por


mudanças nas condições locais da área estudada, como as características do solo ou variações

das resistividades do subsolo devidas a mudanças nos níveis de umidade. Uma outra causa são

os campos elétricos gerados por caus¿ts naturais (conentes telúricas) ou por fontes artificiais
(causas antrópicas).

Alterações nas condições locais podem ocasionar variações no SP em períodos de


alguns minutos a meses ou até mais. Algumas destas oscilações podem ser significativas se o
período do levantamento for de algumas horas ou dias, enquanto que outras (períodos mais
longos), somente terão significado se o levantamento da área for repetido. As causas principais

desta oscilações são as mudanças nas propriedades do solo devidas a variações de temperatura,

chuvas, presença de atividades de obras nas imediações, variações na profundidade do nível


d'água, etc.
A segunda fonte das variações são aquelas causadas por campos elétricos artificiais ou
por correntes telúricas naturais geradas por oscilações no campo magnético terrestre. As
variações telúricas podem atingir algumas dezenas ou até centenas de milivolts por quilômetro

em ¿ireas de elevadas resistividades ou em zonas condutivas onde haja direcionamento das


correntes telúricas. Uma possibilidade de minimização deste e outros efeitos é o tratamento
dos dados com utna filtragem adequada, geralmente um filtro passa-baixa (ou passa-banda,
discutido adiante), bem como o uso de registradores com amostragens do sinal medido em
tempos apropriados.

5.3.4.4 Outras Fontes de Ruídos

Além das já citadas fontes de ruídos, os levantamentos com o método SP também estão

sujeitos a outras fontes, normalmente estáveis ou de pequena variação com o tempo. Podem
Aspectos metodológicos sobre os métodos da polarização indu:ida, eletrorresislividade e polencial espontâneo

ser enquadrados nestes casos os efeitos de topografia, aterramentos, objetos metálicos


enterrados, sistemas de proteção à corrosão, depósitos minerais condutivos (se o objeto do
trabalho for outro que não a pesquisa mineral), potenciais eletroquímicos, potenciais de fluxo
indesejados, variações na resistividade do subsolo, entre outros.

Objetos metálicos como revestimentos de furos de sondagens podem causar intensas


anomalias SP negativas, em fenômeno de causas similares àquelas demonstradas por SATO &
MOONEY (1960) para mineralizações que apresentem codutividade elétrica.
Os efeitos causados por oscilações topográficas, tendem a refletir um caráter negativo
nas medidas de SP à medida do incremento na topografia e é causado pelo movimento de

descenso da água em relação à superficie do terreno.

Os potenciais eletroquÍmicos indesejados podem acontecer na superficies de contato


entre litologias de diferentes porosidades.
Mudanças nas vegetações também são passíveis de proporciona¡ ruídos indesejáveis em

trabalhos de potencial espontâneo.

5.3.5 Apresentação e Tratamento dos Dados de SP

Os dados obtidos de levantamentos de potencial espontâneo podem ser apresentados


sob a forma de mapas ou perfis. Quando sob a forma de perfis isolados, o único tratamento
aplicado aos dados é, quando necessário, as correções devidas a alguns dos ruídos citados nos

itens anteriores.

Se o levantamento abranger vririos perfis e os resultados tiverem que ser apresentados


sob a forma de mapas, às vezes é necessario que os dados sejam submetidos a uma filtragen¡

mesmo que tenha sido utilizado o mesmo referencial das medidas para toda a ¿írea. Este

procedimento visa principalrnente minimizar os efeitos das diferenças de resistências de contato

solo-eletrodos que por vezes situam os diferentes perfis em níveis de base distintos.
O processo de filtragem, na maioria das vezes, é através de um filtro digital do tipo
passa-banda. Além do efeito de redução de todos os perfis a um mesmo nível, esta filtragem

também pode realçar as feições do levantamento SP que sejam de interesse e diminuir os


"ruídos" de altas freqüências indesejados. Isto é obtido pela escolha adequada do tamanho da
banda passante do filtro (freqüências de corte).

Na maioria das vezes, o tamanho da janela usado é escolhido de maneira que englobe
e potencial espontåneo
/lspectos metodológicos sobre os métodos da polarização induzida, elelrorresislividade

de 3 a 7 pontos da amostragem. Nesta tese, quando usado o processo de filtragem aos dados

de SP, situou-se neste intervalo o tamanho da janela utiluada.

5.3.6 Conclusões Referentes ao SP

Como visto até aqui, as origens e caus¿rs dos potenciais espontâneos ou naturais são
bastante diversificadas. Dependendo dos objetivos para o qual um determinado trabalho de SP

seja realizado, a interpretação dos resultados obtidos levará em conta ou não certos aspectos.

Em casos de prospecção mineral, normalmente as anomalias SP originadas por


mineralizações sulfetadas condutivas são as mais intensas, sendo comuns anomalias superiores

a ulna centena de milivolts ou mais. Outra característica destas anomalias é que são geralmente
negativas. Além disso, tratam-se de trabalhos realizados quase sempre em regiões ainda não

sujeitas as atividades antrópicas, inexistindo ruídos desta natureza. Nestes casos, as maiores
perturbações nas medidas que podem ocorrer, são aquelas causadas por oscilações nas
resistividades dos terrenos e por efeitos topográficos. Geralmente na pesquisa mineral os

ruídos presentes são menos críticos do que quando a aplicação do método é para outras áreas.
por outro lado, quando a coleta de dados SP é dirigida a estudos hidrogeológicos,
geologia de engenharia ou aplicações ambientais, as anomalias que ocorrem são, na maioria

das vezes, de menor intensidade do que as devidas à mineralizações. Um outro dado a ser
considerado nestes casos, é que em boa parte das situações os locais estudados situam-se em

áreas urbanas ou em suas imediações, sujeitas a um nível maior de ruídos do que as areas de

mineração.

Os dados geralmente podem ser apresentados sob a forma de perfis, rnap¿ìs ou blocos
diagrama 3-D. Dependendo da qualidade dos dados e objetivos do trabalho, serão efetuadas as

correções devidas (ou até filtragens) dos dados como já descrito anteriormente..

Os resultados de um levantamento SP podem ser interpretados qualitativamente ou


quantitativamente. As interpretações quantitativas são geométricas, sendo calculadas as

anomalias SP causadas por fontes de geometria simples. Esta fontes são polarizações na forma

de pontos singulares, linhas, cilindros, esferas, lâminas, entre outras.

Na maioria das vezes, no entanto, a interpretação qualitativa é a que pode ser

conseguida, devido a causas como ruídos, baixa ou insuficiente amostragem de dados, etc.
Aspectos merodológicos sobre os mëtodos da polarização induzida, eletrorresistividade e polencial espontôneo

Felizmente, quase sempre esta interpretação é suficiente para alcançar as metas dos trabalhos.
por exemplo, em casos de SP relacionados a fluxos de águas em subsuperficie, as

anomalias SP negativas, na maioria das vezes, ocorrem quando o fluxo é no sentido de

penetração de uma estrutura de contenção (uma barragen¡ por exemplo). As anomalias SP


positivas geralmente ocorrerão em locais onde o fluxo das águas é ascendente em direção à

superficie.

Considerando que os íons positivos são transportados pelos fluxos d'água, então nos

locais onde há a surgência destas águas é de esperar-se anomalias SP positivas e nos locais

onde as águas se infiltram as anomalias tendem a ser negativas.

Os potenciais crescem na direção do fluxo e su¿ts intensidades são proporcionais ao


gradiente hidráulico, ou seja, o sentido de deslocamento do fluxo é de um potencial menor
para um maior. Um mapa de curvas equipotenciais de SP de uma área pode fornecer
informações sobre a configuração, direção e intensidade dos fluxos.
É preciso ter em mente, no entanto, que tanto a direção como a polaridade dos sinais
dos potenciais de fluxo podem ser distorcidos ou afetados por fatores de natureza litológica ou

ca¡acterística dos fluidos em movimento.


Assirru de um mapa de curvas equipotenciais de SP, também podem ser obtidas
informações sobre as peculiaridades litológicas dos materiais do subsolo que podem interferir

de algum modo no comportamento dos fluxos em subsuperficie. Portanto, em locais onde


exista um maior conteúdo de argilominerais, estes deverão apresentar anomalias positivas,
enquanto que locais de maior concentração de materiais detríticos ou de maior porosidade, as

anomalias tenderão a ser negativas.


6. EXEMPLOS DE APLICAÇÃO - CASOS REAIS INEDITOS

Neste capítulo são contempladas as quatro áreas de aplicação objeto desta tese,
objetivando demonstrar, através de resultados obtidos, as possibilidades de diversificação das
aplicações dos métodos geoelétricos IP, SP e eletrorresistividade. Para tanto, são

apresentados os dados obtidos com estes métodos em iireas de trabalho de campo distintas.

abrangendo as aplicações abordadas por esta tese, bem como as interpretações dos mesmos.

O subcapítulo 6.1 apresenta a primeira area de trabalho e contempla a prospecção

mineral, sendo o subcapítulo seguinte o que mostra os resultados da área em que os métodos
são aplicados à hidrogeologia. No que tange à aplicação dos métodos na geologia de

engenharia, os dados foram tomados em duas ¿ireas distintas, como explicitado no subcapítulo

6.3. Finalrnente, a última area de trabalho é voltada à aplicação dos citados métodos
geoelétricos em geologia ambiental, cujos resultados são mostrados no subcapítulo 6.4.

Desse modoo através da apresentação de exemplos de aplicação obtidos por este autor

em diferentes casos reais, busca-se mostrar que ao serem efetuadas as medidas das
propriedades fisicas do subsolo através de ensaios geofisicos, os resultados são úteis a
diferentes objetivos. O conteúdo aqui apresentado é restrito aos métodos IP, SP e
eletrorresistividade nas áreas da prospecção mineral, hidrogeologia, geologia de engenharia e
geologia ambiental.

Além disso, procura-se também mostrar através destes casos, os aspectos metodológicos
contemplados no capítulo 5, ou seja, como os três métodos e a diversidade das técnicas e

arranjos de campo podem ser usados com maior proveito, de acordo com os objetivos do
trabalho e as peculiaridades geológicas de diferentes situações.

6.1 EXEMpLo DE APLICAÇÃO DE MÉToDOS GEoELÉTRICOS À


PROSPECÇÁO MINERAL _ JAZIDA SANTA MARIA

6.1.1 Introdução

Os resultados apresentados neste subcapítulo tratam da utilização dos métodos


geofisicos abordados neste trabalho aplicados à prospecção mineral. Tais dados foram obtidos

em duas campanhas de levantamentos geofisicos efetuados pelo IPT no Projeto Camaquã,


situado nas proximidades das Minas do Camaquã, no município de Caçapava do Sul-RS, em
iirea onde ocorre a jazida Santa Maria, mineralizada a Pb. Zn e Ag. A Figura 6.1.1 traz o mapa
Exemplo de aplicação de métodos geoelélricos à prospecção mineral - Ja:ida Santa Maria
100

de localização dos trabalhos, tanto da primeira como da segunda fase.

Estes resultados são exemplos adequados ao que aqui se propõe, que é mostrar a

aplicação dos métodos geofisicos na pesquisa mineral. Trata-se de um caso em que os métodos

IP, eletrorresistividade e SP obtiveram excelentes resultados, principalrnente o IP, visto que a

mineralização que ali ocorre é na maior parte de caráter disseminado.

A primeira campanha, realizada no ano de 1981, por solicitação da detentora dos


direitos minerários da área, a extinta CBC - Companhia Brasileira do Cobre - teve como

objetivo a detecção de anomalias lP-resistividade e correlacioná-las às anomalias geoquÍmicas


de Pb e Zn existentes e já confirmadas através de sondagens como originadas por
mineralizações. Além disso, também era objetivo dos trabalhos a detecção de outras anomalias

geofisicas potencialmente favoráveis à ocorrência de novas mineralizações. Tais anomalias

inclusive poderiam ser detectadas em situações de ocorrência mais profundas, fora do alcance

da geoquÍmica. Os dados e resultados na íntegra constam de IPT (1981) e parcialmente em


BADI & GALLAS (1984) e GALLAS & BIRELLI (1983).
Os dados obtidos na segunda etapa, no ano de 1983, foram resultantes de

levantamentos geofisicos em que o principal interessado foi o próprio IPT. Tal interesse deveu-

se ao fato do país ser, à época do trabalho, importador de metais biásicos a custos elevados (e

ainda o é, mas a menores custos). AssinrU havia interesse no incentivo de novas descobertas de
jazidas destes metais ou para intensificar o desenvolvimento de descobertas já conhecidas. Os

resultados deste trabalho constam de IPT (1985) e parte em GALLAS & BIRELLI (op. cit.).
Esta última situação era o caso da jazida Santa Maria' mineralizada a chumbo e zinco

com prata associada, já em fase de cubagem e estudos de viabilização da lawa. Desse modo,
esta segunda etapa de aquisição de dados geofisicos teve como objetivo principal a detecção
de zonas de enriquecimento dentro da mineralização ja conhecida. A caracterização de corpos

com altos teores dentro da massa mineralizada, poderia ser um fator de grande peso nos
estudos de viabilidade econômic a da lawa.

6.1.2 Geologia da Área da Jazida Santa Maria

A jazida Santa Maria, mineralizada a Pb, Zn e Ag, sedimentar estratiforme, situa-se em

c[ásticos imaturos formados em ambiente costeiro (leque deltaico) da porção centro-sul da


Bacia do Camaquã, nas proximidades da margem norte do rio Camaquã.

Segundo FRAGOSO CESAR et. al. (1982), a Bacia do Camaquã representa a

IN6TIT U T
li:; o1
Exenplo de aplicação de métodos geoelëtricos à prospecção mineral - Jazida Santa lvlaria
l0l

exposição, no escudo do Rio Grande do Sul, da Antefossa do Sudeste, uma calha molássica
marginal do Cinturão Don Feliciano, limitando esta provincia tectônica de seu ante-país, o
Cráton do Rio de La plata, situado a NV/. Esta antefossa desenvolveu-se no Estádio de
Transição do Ciclo Brasiliano (ALMEIDA et. âl.o 1969), no final do Proterozóico

Superior/início do Paleo zóico.


Estratigraficamente, a Bacia do Camaquã é preenchida por uma possante seqüência

molássica progradacional, que inicia com depósitos marinhos profundos (leques submarinos e

turbiditos associados), passa a marinhos rasos (ritmitos e arenitos laminados com marcas de
ondas) e costeiros (leques costeiros), culminando com depósitos continentais (depósitos de

"piedmont", fluviais do tipo "Graided", lacustres e eólicos), reunidos no Grupo Camaquã. Na


unidade intermediária deste grupo - Formação Vargas - ocorre a jazida Santa Mari4 cujas

atitudes de paleocorrentes obtidas em estruturas sedimentares de arenitos e conglomerados


apontam para uma area fonte situada a SE, isto é, derivados da erosão da cadeia de montanhas

(Cinturão Don Feliciano) que então se alçava nesta região (FRAGOSO CESA& op. cit.).

6.1.3 Metodologia e Sistemática dos Trabalhos Desenvolvidos

A ¿irea pesquisada possuía uma topografia em sua maior parte suave e com pouca
espessgra de solo. O topo da mineralização, de acordo com informações de sondagens iniciais,

ocorre principalrnente a profundidades entre 30m e 70m. Após alguns testes de campo,
medidas de resistências de contato e informações de levantamentos IP anteriores na região,

concluiu-se que a melhor opção seria executar o levanta¡nento com o arranjo dipolo-dipolo e
cinco níveis de investigação.
Desse modo, durante a realuação dos primeiros levantamentos geofisicos, os trabalhos
foram sistematizados fundamentalmente com este arranjo eletródico com abertura entre
eletrodos AR:MN:5Om.
A grande maioria dos perfis ensaiados foi de direção N45E (Figuras 6.1.2 a 6.1.5)
sendo as linhas eqüidistantes entre si de 100m. A escolha da orientação das linhas, das

dimensões da malha e o intervalo entre linhas e medidas foi determinado em função da

profundidade média do topo da mineralização e do detalhe que se desejava obter.

A título experimental, alguns perfis de direção EW tambem foram efetuados. Além


destes, também foram levantados dois perfis com o arranjo pólo-dipolo, abertura entre

eletrodos AM:MN:100m e 200m um do outro. Estes dois perfis foram realizados em caráter
Exemplo de aplicação de mëtodos geoelélricos à prospecção mineral -- Jazida Santo Mqria

PASSO BAGÉ
Do cAçAo

Figura 6.1.1 - Mapa de Localnação dos Ensaios Geofisicos Aplicados à Prospecção Mineral.
Exemplo de aplicação de métodos geoelëtricos à prospecção mineral Jazidq Santa Maria
103

exploratório na área denominada Cerro da Angélica por existir a possibilidade da existência de


mineralização mais profunda, não detectável por levantamentos geoquímicos. Estes

levantamentos resultaram infrutÍferos, não sendo apresentados neste trabalho, mesmo porque o

escopo do mesmo restringe-se à jazida Santa Maria. Em relação a esta etapa dos trabalhos, são

apresentados apenas os dados referentes à malha N458, que mostraram os dados mais
significativos no que se refere aos objetivos desta pesquisa.

Relativamente à realização de ensaios específicos e não-sistemáticos, foi efetuado um

ensaio - "mise-à-la-masse" - nesta primeira fase, no furo de sondagem PC-43-80-l l, cujos

resultados são vistos nas Figuras 6.1.28 e 6.1.29 do ANEXO A.

Os perfis levantados com o arranjo dipolo-dipolo cobriram todo o jazimento conhecido

e seus entornos, nutna tentativa de ser ampliada a mineraluação conhecida em suas

proximidades. A tabela 6.1.1 a seguir traz a relação dos perfis ensaiados, as coordenadas
relativas (estacas) iniciais e finais do levantamento e a extensão ensaiada, cujos dados são
mostrados neste trabalho.

A Figura 6.1.1 mostra alocalizaçíio da área onde foram realizados os trabalhos. A


Figura 6.1.3 posiciona a área dos ensaios em coordenadas geográficas referentes ao mapa de
localização da Figura anterior.

Tabela 6.1.1 - Relação dos perfis ensaiados na primeira fase.

LINHA/PERFIL ESTACAS LINIIA/PERT'IL ESTACAS


600N 600-200 (400m) 1200N 1700-200 (ls00m)

700N 700-3s0 (3sOm) 1300N 1800-200 (1600m)

800N 1200-200(1000m) 1400N 1800-200 (1600m)

900N 1000-200 (1000m) 1500N 1800-350 (l4s0m)

1000N 1700-200 (1500m) 1600N 1800-350 (14s0m)

1100N 1800-200 (1600m) 1700N 1800-400 (1400m)

1800N 1800-350 (l4s0m)

No ensaio "mise-à-la-masse" efetuado na sondagem PC-43-80-l I (furo vertical em

relação à superficie), Figuras 6.1.28 e 6.1.29, as medidas foram tomadas em linhas radiais com

ângulos entre si de 30' e medidas a cada 12,5m. A érea abrangida pelo ensaio, considerando-a

aproximadamente circular, foi da ordem de 125.000m2.

Em 1983, na fase de coleta de dados de interesse do IPT, os ensaios foram


Exemplo de aplicação de métodos geoelétricos à prospecçdo mineral Jazida Sanla Maria
t04

direcionados objetivando a identificação de locais/areas onde houvesse teores de minérios mais

elevados, buscando viabiluar alawa do minério.

Os levantamentos realizados nesta fase, além do objetivo econômico e prático, também

tiveram um caráter de pesquisa e desenvolvimento, tendo sido realizados ensaios com diversos

métodos e técnicas além daqueles objeto desta pesquisa, tais como magnctometria,

gravimetria, eletromagnetometria e perfilagens de poços com IP, resistividade, gama e SP.

Dentre todos os dados coletados, os que apresentaram melhores resultados, de acordo


com os objetivos propostos, foram justamente os de [P, resistividade e SP, nesta ordem. Os
dados referentes aos outros métodos não são apresentados neste trabalho, uma vez que fogem

aos objetivos aqui propostos.

Os trabalhos desta fase com os métodos ora abordados consistiram de levantamentos

de detalhe em uma porção da átrea mineralizada, tendo sido levantados perfis com arranjo
dipolo-dipolo com aberturas AR:MN=20m, gradiente com abertura AB:400m e MN:20m e

realizados dois ensaios "mise-à-la-masse", nas sondagens PC-A3-80-10 e PC-43-81-03 -


Figuras 6.1.30 a 6.1.33. Foi levantada uma linha também com dispositivo dipolo-dipolo (linha

D00, Figura 6.1.21) e abertura semelhante à da primeira etapa (50m). A tabela 6.1 .2 relaciona
os perfis de levantamento dipolo-dipolo e gradiente e suas coordenadas relativas.

Tabela 6.1.2 - Relação dos levantamentos geofisicos da segunda fase.

LINTIÁ, /PERÍ'IL ESTACAS


DIPOLO.DIPOLO GRADIENTE
D53 60 a240180m)

DS2 00 a 340 (340m) 60 a240 (180m)

DSl 00 a 340 (340m) 60 a240 (180m)


D00 00 a320 (320m) 60 a240 (180m)
DNl 00 a 280 (280m) 60 a240 (180m)

DN2 00 a 280 (280m) 60 a240 (180m)


DN3 00 a 280 (280m) 60 a240 (180m)

D00 (50m) 50 a 800 (750m)

Os ensaios "mise-à-la-masse" foram feitos nos furos PC-43-80-10 e PC-43-81-03, à


semelhança do ensaio da primeira fase em furos com inclinação de 65o, medidas a cada 10m e

linhas com ângulos de 30o entre si, abrangendo áreas de aproximadamente 70.000m2 cada um
Exemplo de aplicação de mëtodos geoelétricos à prospecção mineral - Jazida Santa lvlaria
105

dos ensaios.

6.1.4 Apresentação dos Trabalhos Realizados

6.1.4.1Primeira Etapa dos Ensaios Geofísicos

São relacionadas a seguir as Figuras onde são apresentados os resultados dos


levantamentos obtidos na fase dos levantamentos contratados formalrnente pela CBC -
Companhia Brasileira do Cobre, com os objetivos anteriormente comentados. As Figuras estão

contidas no ANEXO A, à exceção das Figuras 6.1.1; 6.1.2a e 6.1.3a, apresentadas no texto,
buscando mostrar no decorrer do mesmo uma idéia geral prévia antes da consulta ao ANEXO

com a íntegra dos dados da área da mineralização estudada.


Figura 6.1.1 - Mapa de localização dos ensaios geofisicos aplicados à prospecção mineral.

Figura 6.1.2 - Mapa de cargabilidade aparente, plotagem do nível2 do ananjo dipolo-dipolo.

Figura 6.1.2a- Mapa e bloco diagrama de cargabilidade aparente do nvel2 do arranjo dipolo-

dipolo.
Figura 6.1.3 - Mapa de cargabilidade aparente, plotagem do nível4 do ananjo dipolo-dipolo.

Figura 6.1.3a - Mapa e bloco diagrama de cargabilidade aparente, plotagem do nível 4 do


arranjo dipo lo-dipo lo.
Figura 6.1.4 - Mapa de resistividade aparente, plotagem do nível 2 do arranjo dipolo-dipolo.

Figura 6.1.5 - Mapa de resistividade aparente, plotagem do nível 4 do arranjo dipolo-dipolo.

Figuras de 6.1.6a6.1.16 - Pseudo-seções de resistividade e cargabilidade aparente dos perfis


de levantamento lP-resistividade das linhas 800N a 1800N, respectivamente.

6.1.4.2 Segunda Etapa dos Ensaios Geofísicos

A listagem abaixo relaciona as Figuras onde são apresentados os resultados obtidos na

segunda etapa, referidos na fase do projeto interno do IPT. As Figuras desta fase constam do

ANEXO A, exceto as Figuras 6.l.l7a e 6.1.18a, apresentadas no decorrer deste texto, por
motivos similares aos expostos no item 6.1.4.1.
Figura 6.1.11 - Mapas de resistividade e cargabilidade aparentes nível 2 do arranjo dipolo-
dipolo.
Figura 6.l.l7a - Bloco diagrama e mapa de cargabilidade aparente do nível 2 do arranjo
dipolo-dipolo.
Exemplo de aplicaçdo de métodos geoelétricos à prospecção mineral - Jazida Sanla lt4aria
l0ó

Figura 6.1.18 - Mapas de resistividade e cargabilidade aparentes do nível4 do ananjo dipolo-


dipolo.
Figura 6.l.l8a - Bloco diagrama e mapa de cargabilidade aparente do nível 2 do arranjo
dipolo-dipolo.
Figura 6.1 .19 - Mapas de resistividade e cargabilidade aparentes do arranjo gradiente.

Figura 6.l.l9a- Bloco diagrama e rnapa de cargabilidade aparente do arranjo gradiente.


Figura 6.1.20 - Mapa de potencial espontâneo (SP) com filtragem passa-banda.

Figura 6.1.21- Pseudo-seções de cargabilidade e resistividade aparentes da linha D00, com


abertura AR:MN:50m.

Figuras 6.1.22 a 6.1.27 - Perfis de SP e pseudo-seções de resistividade e cargabilidade


aparentes das linhas DS2; DSl; D00; DNl; DN2 e DN3, com abertura AB:MN:20m,

respectivamente.

Figuras 6.1.28 a 6.1.33 - Mapas de cargabilidade e Vp obtidos com os ensaios "mise-a-la-


masse" nos furos PC-A3-80; PC-A3-81-03 e pc-43-80-l l.

6.1.5 Discussão, Análise e Interpretação dos Resultados

6.1.5.1 Primeira Etapa dos Levantamentos

A metodologia empregada nesta fase, devido à abertura entre eletrodos empregada no

levantamento sistemático dipolo-dipolo, é normalmente utilizada em casos de prospecção

mineral. No entanto, em situação de áreas muito extensas de prospecção de águas


subterrâneas, tais aberturas eletródicas podem ser usadas. São escassas, nìas podem ocorrer

situações semelhantes em aplicações de geologia de engenharia. No entanto, em se tratando de

situações ambientais, são raros os casos de emprego dessa escala de levantamentos.

Como será constatado no decorrer dos subcapítulos seguintes, que abordam os casos
de aplicação desses métodos geoelétricos, a metodologia e arranjos eletródicos empregados
são semelhantes, mudando-se apenas, na maioria das situações, a abertura de eletrodos

empregada em função dos objetivos e do grau de detalhe necessários aos mesmos.

A primeira etapa do tratamento, apresentação e interpretação dos resultados obtidos


em urna campanha geofisica como a aqui realuada, deve ser feita de forma individual para cada

perfil ensaiado, dando-se a devida relevância às anomalias identificadas e a seu conjunto,


estabelecendo critérios de importância de anomalias e as correlações entre as mesmas. Os
Exemplo de aplicação de métodos geoelétricos à prospecção mineral - Jazida Santa Maria
107

dados são primeiramente apresentados sob a forma de pseudo-seções de cargabilidade e


resistividade aparentes.
Após o levantamento dos perfis e a plotagem dos dados da malha dos ensaios
geofisicos, conforme mencionado acima, para ter-se uma idéia geral e em planta do
comport¿ìmento das mineralizações em subsuperficie, é recomendável que seja elaborado um

mapa geral dos parâmetros medidos, cargabilidade e resistividade aparentes. Em se tratando de

um levantamento com arranjo dipolo-dipolo ou pólo-dipolo, é escolhido um dos níveis de


investigação para a confecção do mapa.

O critério para a escolha do nível de investigação mais apropriado para os mapas é

optar-se por aquele que melhor representa as anornalias detectadas. De preferência, QUê

também permita a correlação com outros parâmetros disponíveis, tais como dados de geologia,

geoquímica e sondagens, por exemplo. Na seqüência, também é desejável produzirem-se


outros mapas com níveis de investigação mais profundos, de modo a permitir uma avaliação do

comportamento do corpo mineralizado à medida que aumenta a profundidade.


Na maioria dos casos, supondo-se que a abertura entre eletrodos foi arbitrada

corretamente, pois dela dependerá a profundidade investigada, o segundo nível de investigação


é o mais representativo. Também partindo desta premissa, o nível seguinte que permitirá a

avaliação do comportamento da mineralização é o quarto nível.

A área da jazida Santa Maria não foge à regra, e são justamente estes níveis os que

foram escolhidos para a elaboração dos mapas aqui apresentados.


As Figuras 6.1.2;6.1.3;6.1.4 e 6.1.5 apresentam os mapas de cargabilidade e

resistividade aparentes dos níveis 2 e 4 do dispositivo eletródico dipolo-dipolo,

respectivamente. Estes mapas permitem uma visualização em planta das distribuições destes
parâmetros. De acordo com os dados de sondagens disponíveis e realizadas até àquela época

na jazida Santa Maria, os mapas de cargabilidade aparente mostram uma inequívoca correlação

com as mineralizações detectadas até aquele momento.


O minério existente respondeu de maneira excelente ao método IP, mostrando que seus
limites aproximados podem ser mapeados através das projeções na superficie do terreno das
medidas anômalas de cargabilidade. Existem nas bibliografias referências à prospecção de

zinco, de que este tipo de mineralização não responde ao método IP (TELFORD et. al., 1990,
SUMNER, 1976, BERTIN & LOEB, 1976). No caso da galena, também é citado que as

mineralizações deste sulfeto não apresentam resposta IP muito intensa.

No entanto, as características da mineralização que ocome na jazida Santa Maria são


Exemplo de aplicação de mëtodos geoelétricos à prospecção mineral - Jazida Santa lvlaria
r08

favoráveis à prospecção pelo IP devido a um importante fator: o "background" IP dos arenitos

hospedeiros é quase sempre baixo ou no máximo mediano. A prata associada certamente não

contribui de maneira relevante para a manifestação mais intensa do fenômeno IP, pois sua

concentração é muito pequena em termos percentuais e de volume.

As profundidades teóricas do sistema de plotagem usual do dipolo-dipolo, são


geometricamente rígidas, sendo nl:50m; n2:75m; n3:100m; n4:125m e n5:150n¡ para

abertura AR:MN=50rU e n1:20m; n2:30m; n3:40m; n4:50m e n5:60m para ab€rtura


AR:MN:20r1 aproximadamente o dobro daquelas estimadas por EDV/ARDS (1977) e
BARKER (1989).
A sondagem PC-43-80-10, ensaiada com "mise-à-la-masse", cujos resultados deste

ensaio são mostrados nas Figuras 6.1.32 e 6.1.33, atingiu o topo da mineralização a
aproximadamente 34m. O perfil ll00N - Figura 6.1.9 detecta urna anomalia IP,

correspondente à mineralização, já. no primeiro nível de investigação, entre os pontos 500-550,

praticamente na altura do PC-43-80-10,. Esta profundidade real é perfeitamente compatível


para a primeira profundidade teórica do sistema de plotagem usual, em que n:l poderia atingir
até 50m.

No entanto, segundo os autores supra-citados, o primeiro nível de investigação é de


cerca de até 2lm e o segundo alcançaria em torno de 35m. Assim sendo, a anomalia deveria
estar sendo detectada somente a partir do segundo nível. O que se verifica, conforme se

constata na pseudo-seção, é que a anomalia IP é claramente detectada já no primeiro nível.

Um outro caso, o da sondagem PC-43-80-l l, igualrnente ensaiada com "mise-à-la-

masse", de acordo com a descrição do testemunho, verifica-se que esta interceptou o topo da

mineralização a cerca de 70m. O perfil 1500N - Figura 6.1.13 - à altura do ponto 950

identifica urna anornalia IP, conforme visto na pseudo-seção de cargabilidade, entre os níveis 3

e 4, (entre l00m e l25nt, plotagem usual), cuja profundidade de acordo com EDWARDS e

BARKER (op. cit.) se situaria entre 48 e 6lm. De acordo com estes autores, a anomalia
deveria ser detectada somente na quinta e última profundidade (74m). Por outro lado, de
acordo com a geometria da plotagem usual, a anomalia deveria estar sendo detectada a partir
do segundo nível teórico de detecção (75m).

Conclui-se, portanto, que os autores supra-citados subestimam as profundidades de


detecção em ambos os casos, enquanto que o sistema de plotagem tradicional, aparentemente
superestima estas profundidades, principalmente no caso da linha 1500N.

Com base no exposto, e conforme já discutido no capítulo 5 desta tese, também pode-
Exemplo de aplicação de mëlodos g.eoelélricos ò prospecçtlo mineral Jazida Santa Maria
109

se concluir que as profundidades efetivamente investigadas não são uniformes, dependendo das
propriedades elétricas das litologias e suas distribuições em subsuperficie, sendo impossível

estabelecer-se de antemão qual a profundidade efetiva para a detecção de um determinado

alvo.

O mapa de cargabilidade do nível 2 - Figura 6.1.2 - mostra a distribuição da zona


mineralizada em duas porções da área trabalhada, sugerindo uma descontinuidade na
mineralização no centro da átrea estudada.

No entanto, o mapa contido na Figura 6.1.3 - nível 4 do dipolo-dipolo, evidencia que a


zona de alta cargabilidade correlacionável às mineralizações plumbo-zincíferas apresenta
continuidade em profundidades maiores.

Conforme observado, este é um exemplo bastante elucidativo da importância da


elaboração deste tipo de mapas, que permitem constatar com segurança a distribuição em
planta dos corpos anômalos, bem como a visualização de que a descontinuidade ocorre apenas

nas porções mais próximas da superficie, sendo contínua em profundidade.

Uma simulação tridimensional da distribuição dos valores anômalos de cargabilidade e


também em planta da ârea anômala pode ser vista nas Figuras 6.1.2a e 6.1.3a, em que os
rnapas apresentados nas Figuras 6.1.2 e 6.1.3 do ANEXO A são mostrados sob a forma bloco
diagrama rotacionado s e superposto s ao mapa co rrespo ndente.

â
E

=-
U

o
Q

o
t
o
o
o

=
o
ú
o

Figura 6.1.2a - Bloco diagrama e mapa de cargabilidade nível 2 (dipolo-dipolo).


Exenplo de aplicação de métodos geoelëtricos à prospecçîlo mineral Jazida Santa Maria
lr0

u,
U
o
ô
f
o
o
É.
o
U
o
o
F

o
É.
o
f
o
a
U

Figura 6.1.3a - Bloco diagrama e mapa de cargabilidade do nível 4 (dipolo-dipolo).

As pseudo-seções contendo os dados das linhas 800N a 1800N em perfis


individualizados são apresentadas nas Figuras 6.1.6 a 6.1.16. As pseudo-seções

correspondentes às linhas 600N e 700N não são apresentadas, urna vez que os dados obtidos

nos levantamentos destes perfis não detectaram regiões anômalas de interesse à prospecção
objeto do trabalho. A linha 800N, imediatamente subseqüente e apresentada aqui, igualmente
não detectou anomalias IP.

De acordo com o observado nos mapas de cargabilidade e resistividade aparentes

contidos nas Figuras 6.1.2 a 6.1.5, não existe uma correlação clara do(s) corpo(s)
polarizável(is) identificados com valores baixos de resistividade aparente, o que seria indicativo
de enriquecimentos da mineralização - sulfetos maciços. Apenas na linha ll00N é possível a
identificação com segurança de baixa resistividade associada à anomalia IP. Isto é confirmado
pela sondagem PC-43-80-10, efetuada em local bastante próximo e que intercepta vma zoÍta
ricamente mineralizada, cujo topo se situa a 34m de profundidade.

As posições das anomalias identificadas nos perfis estão indicadas nas pseudo-seções e

correspondem às indicações para as investigações mecânicas através de sondagens. Estas


Exenplo de aplicação de métodos geoelétricos à prospecção mineral - Jazida Santa Maria
lil

anomalias são assinaladas nas pseudo-seções como barras hachuradas e determinam a projeção

do topo do corpo anômalo na superficie.


A análise dos dados permite subdividir a irea anômala/mineraluada em três grupos de

anomalias IP. Os dois primeiros grupos são interpretados como os principais e integram o
conjunto de anomalias que definem o corpo mineralizado. O primeiro situa-se na porção Sul da

¿irea investigada indo até o ponto 900m e o segundo posiciona-se deste ponto para a parte
Norte da área. Estas anomalias são indicadas na Figura 6.1.3 com barras hachuradas.
As pseudo-seções mostram que a maioria das anomalias dos dois primeiros grupos é
bem definida, têm um bom contraste e permitem uma interpretação para um posicionamento

seggro da projeção das mesmas na superficie, indicação de provável mergulho, bem como uma

estimativa da profundidade ao topo do corpo anômalo. Anomalias com estas características, e


preferencialmente associadas a outros dados favoráveis (geoquimica, p. ex.), costumam ser
promissoras, como comprovado neste caso em particular.

Conforme visualiza-se nas Figuras 6.1.2,6.1.3 e 6.1.3a, pode-se interpretar que se trata
de um único corpo anômalo cujo topo aproxima-se da superficie em suas extremidades N e S,

aprofundando-se em sua parte central, mantendo sua continuidade em níveis mais profundos.
O terceiro grupo de anomalias IP, considerado como secundário, é assinalado na Figura

8.1.3 com barras simples e interpretado como sendo constituído por anomalias rasas sem
continuidade vertical e que, a grosso modo, circunda o corpo anômalo principal.

Na maioria das vezes, e esta observação vale para outras áreas, anomalias com estas
características não refletem zonas mineralizadas. No caso da área da jazida Santa Maria, isto

foi comprovado através de sondagens.


A interpretação das pseudo-seções é apresentada de forma sintética nas tabelas 6.1.3 e

6.1.4 e indicam as posições nos perfis dos levantamentos e as informações que devem ser
consideradas em investigações de sondagens'

Deve ser considerado que a interpretação dos dados depende da qualidade dos

mesmos, da experiência do intérprete e das informações disponíveis. Neste trabalho,

afortunadamenteo os dados foram tomados em uma área em que a ausência de ruídos espúrios

era uma característica e são de excelente qualidade. A CBC - Companhia Brasileira do Cobre,
por sua vez, não restringiu o acesso aos dados disponíveis de sondagens, geologia,

geoquímica, etc.

Alguns aspectos interpretativos e ábacos onde são vistos modelos obtidos através de
processos de modelagens teóricas podem ser vistos em HALLOFF (1967; 1968 e 1970),
F,xemplo de aplicação de mëtodos geoelétricos à prospecção mineral Jqzida Santa Maria
ll2

COGGON (1973), APPARAO (1992 e 1997), EDV/ARDS (1977), WARD (1990), BARKER
(l e8e).

Tabela 6.1.3 - Relação das Principais Anomalias IP e suas Interpretações.

LINHA COORDENADAS PROFUNDIDADE MERGULHO


1000N tsoo <50m SUBVERT. (?)
I

1100N 500-550 <35m SW

l2ooN joo <35m SW


I
1300N 500-s50 <35m SW

r3ooN <60m SUBVERT.(?)


Iiôsõ-iioo
1400N 750-800 <75m SUBVERT.(?)

14ooN <60m SW
fioso:Lioo
1500N 650-700 <90m (?)

r6ooN <6om SUBVERT.


lttfotæo
1700N 1200-1250 <50m SUBVERT.

rsooN <60m (?)


[itio
Tabela 6.1.4 - Relação das Anomalias IP Secundárias e suas Interpretações.

LINHA COORDENADAS PROF'UNDIDADE MERGULHO


eooN tooo:olo <35m SW
I

1000N 750 <35m (?)

ltooN i
I
tiSo-tioo <35m (?)

1200N 1200-1250 <35m (?)

r3ooN iiso-iióo <35m NE


I
1400N 1400 <35m NE

rsooN <35m NE
liaoo-taso
r600N 1450-1500 <35m NE

rTooN i l¿io-rsoo <35m NE


I

1800N 1400-1450 <35m (?)

6.1.5.2 Segunda Etapa dos Levantamentos

Os trabalhos realizados nesta fase, são tipicamente aqueles realizados para estudar-se
Exemplo de aplicação de mëtodos geoelëtricos à prospecção mineral - Jazida Sanla Maria
ll3

em detalhe uma mineralização conhecida, além de terem sido testados diversos outros
métodos, conforme mencionado anteriormente, objetivando a investigação da resposta da
mineralização perante os mesmos. A apresentação destes resultados propõe-se a indicar uma

metodologia com os métodos objeto desta tese para levantamentos de detalhe de uma área
mineralizada.

Levantamentos geofisicosem detalhe desta ordem, com métodos e arranjos


semelhantes, aplicam-se em casos de geologia de engenharia, geologia ambiental e
hidrogeologia. Em aplicação de geologia ambiental, o detalhe requerido é ainda maior na
maioria das situações, conforme será visto no subcapítulo 6.4.
Os resultados apresentados desta segunda etapa de levantamentos geofisicos realizados

na jazida Santa Maria correspondem aos ananjos dipolo-dipolo, gradiente, "mise-à-la-masse" e

levantamento de SP, com o objetivo já mencionado de se definirem zonas mais ricamente

mineralizadas que aumentassem as possibilidades de tornar economicamente explorável a

mineralização (IPT, 1985; GALLAS & BIRELLI, 1983).


A Figura 6.1.2- mapa de cargabitidade aparente do nível 2 do dipolo-dipolo - indica

os limites da área onde foram realizados os trabalhos de detalhe efetuados nesta etapa. Os
levantamentos restringiram-se às imediações dos furos de sondagem PC-43-80-10 e PC-43-

8l-03, que interceptaram mineralizações com elevados teores de sulfetos metálicos tais como
galena e esfalerita. Também são assinaladas nesta figura as linhas onde foram efetuados os

levantamentos lP-resistividade com arranjo gradiente e dipolo-dipolo. A malha do dipolo-

dipolo é a mesma onde foram coletados os dados de potencial espontâneo (SP).


Primeiramente, foi levantado o perfil D00 com arranjo dipolo-dipolo e aberturas

AR:\z[\:J0rn, cujos resultados são vistos na Figura 6.1.21. Este perfil foi escolhido para o
levantamento inicial para checar a anomalia detectada no levantamento da primeira etapa no
perfil I100N, com a mestna abertura entre eletrodos anterior, nuß com orientação do perfi.l
EW, diferente da de então (SW-NE), conforme se observa na Figura 6.1.2. Além disso, esta
escolha e orientação também deveu-se ao fato de que o mesmo passa entre as sondagens PC-

A3-80-10 e PC-43-81-03, as quais atingiram zonas de mineralização com elevados teores de


sulfetos, podendo significar a presença de sulfetos maciços.
A análise dos dados de IP e resistividade deste perfil D00 (Figura 6.1.21) mostra uma

anomalia IP intensa e muito bem definida associada a um decréscimo nos valores de


resistividade aparente. A interpretação deste perfil e da anomalia detectada permite inferir que
se trata de um corpo polaÅzÁvel cujo topo situa-se a uma profundidade inferior a 50m com
Exemplo de aplicação de mëtodos geoelëtricos à prospecção mineral Jazida Santa Maria
114

tendência de mergulho para E e que pode refletir a presença de uma mineralização com altos

teores, provavelmente com algurs trechos maciços.

Com base nestes dados partiu-se para o estabelecimento de uma malha de

levantamentos paralela a este perfil pioneiro. O arranjo escolhido foi o dipolo-dipolo com
aberturas entre eletrodos AB:MN:20n e espaçamento entre linhas tamMm de 20m.

Com o intuito de ser obtida uma maior precisão na determinação dos limites laterais da

área anômala, também foi levantada esta malha com arranjo gradiente, uma vez que este
arranjo é bastante preciso no que se refere a determinações de limites laterais de corpos
anômalos (COGGON, 1973; WARD, 1990). As aberturas empregadas no gradiente foram

AB:400m e MN:20m e as Figura 6.1.18 e 6.l.l8a trazem os resultados destes ensaios.

As Figuras 6.1.17 e 6.1.18 trazem os mapas de cargabilidade e resistividades aparentes


do dispositivo dipolo-dipolo dos níveis de investigação 2 e 4, respectivamente. Estes mapas

permitem ver a distribuição em planta e a continuidade vertical da mtneralização. As Figuras


6.l.l7a e 6.l.l8a trazem os blocos diagrama e mapas de cargabilidade aparente dos níveis de
investigação 2 e 4, respectivamente e são mostradas a seguir.

Figura 6.l.l1a- Bloco diagrama e mapa de cargabilidade do nível2 (dipolo-dipolo).


Exemplo de aplicação de métodos geoelétricos ò prospecçdo mineral Jazido Sanla Maria
ll5

Figura 6.l.l8a - Bloco diagrama e mapa de cargabilidade do nível 4 (dipolo-dipolo).

A Figura 6.1.19 traz os dados de IP e resistividade obtidos com o arranjo gradiente


que, segundo COGGON e WARD (op. cit.), permitem estabelecer com maior precisão os
limites laterais da região anômala detectada.

Nesta Figura 6.1.19 também foram lançadas as projeções do topo das anomalias
detectadas com os perfis dipolo-dipolo. A coincidência com a porção de valores IP mais
intensos medidos pelo gradiente é total, o que mostra que uma interpretação adequada das

anomalias do dipolo, em termos de posicionamento, é tão efrcaz como as do gradiente.

Por outro lado, as posições assumidas pelas anomalias IP quando plotadas no mapa de
resistividade aparente da Figura 6.1.19, mostram que a mneralização parece ter um controle

litológico (ou faciológico), posicionando as anorralias justamente no local de transição de uma


litologia mais condutiva para uma mais resistiva.
A Figura 6.1.20 mostra os resultados obtidos no levantamento SP. Esta Figura também
traz o posicionamento das anomalias IP detectadas na ërea. A observação deste mapa e as

posições assumidas pelas anomalias mostram que estas coincidem com uma região de valores

negativos de SP, o que corrobora a teoria exposta por SATO & MOONEY (1960), gue
Exemplo de aplicação de mëlodos geoelétricos à prospecção mineral Jazida Sanla Maria
lr6

correlaciona valores negativos de potencial espontâneo à presença de mrneralizações de

sulfetos metálicos.

As Figuras de 6.1.22 a 6.1.27 mostram os perfis SP e as pseudo-seções de


cargabilidade e resistividade aparentes das linhas ensaiadas com dipolo-dipolo e permitem a

avaliação e interpretação dos resultados obtidos, de forma individual.

Pode ser observado nas pseudo-seções de cargabilidade que as anomalias IP são todas

bem definidas. As pseudo-seções de resistividade aparente mostram o comportamento em


profundidade e com maior clarcza o já observado com os dados do gradiente quanto ao
posicionamento da mineralização sulfetada em uma interface de diferentes resistividades.

Valores mais baixos de resistividade que indicam a presença de mineralização mais rica

- sulfetos maciços - são observados em todos os perfis. A pseudo-seção em que este aspecto

é visualizado com maior clareza é a da linha DN3 (Fig. 6. 1.27).

Os perfis de SP também mostram anomalias negativas associadas às anomalias IP-


resistividade, aparecendo nos perfis DSI e DNI (Figs.6.l.23 e 6.1.25) os exemplos mais
evidentes. Eventuais deslocamentos observados entre o posicionamento entre as anomalias SP

e lP-resistividade, tanto no mapa da Figura 6.1.20 como nas Figuras 6.1.22 a 6.1.27 podem ser

causados pelo sistema de plotagem escolhido - posicionamento do valor de SP no ponto


médio entre os eletrodos de medida.

A Tabela 6.1.5, a exemplo das Tabelas 6.1.3 e 6.1.4, contém os dados que devem ser

considerados em etapas seguintes de sondagens mecânicas.

Tabela 6.1.5 - Relação das anomalias e suas interpretações.

LINHA COORDENADA,S PROT'UNDII}ADE MERGULHO


DS2 180 <20m E

DSl 200-180 40m E

D00 180-160 <20m E

DNl 160-140 40m E

DN2 160-140 40m E

DN3 r40120 40m E

São comentados a seguir os resultados obtidos com os ensaios "mise-à-la-masse" nos

furos PC-43-80-10; PC-43-81-03 e PC-A3-80-Il. Os dois primeiros foram efetuados na

segunda etapa de levantamentos, enquanto que o terceiro foi realizado ainda na etapa inicial
Exemplo de aplicação de métodos geoelétricos à prospecção mineral Jazida Santa Maria
n7

dos ensaios geofisicos.

Este tipo de ensaio é usado em prospecção mineral, em situações onde uma sondagem

atingiu uma mineraltzação e não se tem dados ou evidências para onde a mesma se estende.
Como visto no capítulo 5, o ensaio consiste em mapear distorções nas equipotenciais na

superficie do terreno, causadas pela energuação da mineraluação através de um eletrodo


posto em contato com a mesrna.

Igualmente em situações diversas da prospecção mineral seu emprego pode ser


promissor. Em geologia de engenharia, a energização de uma litologia de interesse pode definir

seus contornos. Do mesmo modo em hidrogeologia é possível investigar para onde se estende

um aqüífero. O ensaio "mise-à-la-masse" pode tarnbem ser de grande utilidade em geologia


ambiental, determinado os limites e direção de uma pluma de contaminação.

Deve ser lembrado, que além da tradicional introdução de um eletrodo em um furo de

sondagem para ser posto em contato com o alvo de interesse, também é viável a energização

através de um afloramento em superficie e serem feitas as medidas nas imediações para

investigar-se o comportamento não-aflorante do objetivo.

As posições onde estão localizadas estas sondagens podem ser vistas nas Figuras 6.1.2;

6.1.3;6.1.4 e 6.1.5, mapas de cargabilidade e resistividade aparentes dos níveis 2 e 4 do


dipolo-dipolo. As sondagens realizadas na segunda fase dos levantamentos, como pode ser
observado, situam-se dentro da área de detalhe da jazida Santa Maria, enquanto que a da etapa
inicial posiciona-se fora desta área.
Neste ensaio, como já descrito anteriormente, um dos eletrodos de corrente deve estar

em contato com a mineralização mais condutiva (maciça), enquanto que o outro é posicionado

a uma distância suficientemente grande ("infinito") de modo que as medidas realizadas nas

imediações do fiuo sejam devidas somente ao eletrodo que está em contato com a

mineralização.A escolha do ponto exato em que o eletrodo energizador da mineralização é


colocado baseia-se, em uma primeira aproximação, na descrição do testemunho. O ponto
preciso é escolhido monitorando-se a descida do eletrodo com um ohmímetro conectado ao fio
que está ligado ao eletrodo. O ponto adequado será aquele que apresentar a menor resistência

quando da passagem do eletrodo por ele.

As Figuras 6.1.28 e 6.1.29 contém os resultados do ensaio "mise-à-la-masse" do furo


PC-43-80-ll. Na Figura 6.1.28 foram plotados os dados de Vp bruto (voltagem primária) e
na Figura 6.1.29 os dados de cargabilidade aparente. Neste ensaio posicionou-se o eletrodo
corrente entre 72 e 73m de profundidade. As medidas foram tomadas em linhas radiais na
Exemplo de aplicaçõo de métodos geoelétricos à prospecção mineral -,lazida Sunla Maria
lt8

superficie a cada 12,5m com um ângulo entre linhas de 30o, utilizando-se para as medidas um
dispositivo dipolar.
Os resultados mostrados na Figura 6.1.28 indicam que as distorções sofridas pelas
equipotenciais de Vp obedecem a distribuição em planta da mineralização. O mesmo não

acontece com as medidas de cargabilidade, que não acompanham a mesma distribuição. Os


valores mais elevados de cargabilidade ocorrem a Sul e a Leste da ârea coberta pelo
levantamento, pro vavelmente indicando disseminaçõ es naquela re gião.

As Figuras 6.1.30,6.1.31, 6.1.32 e 6.1.33 trazemos rnapas das equipotenciais de Vp


bruto e cargabilidade dos ensaios "mise-à-la-masse'o dos furos PC-43-81-03 e PC-43-80-10'
respectivamente. Os levantamentos igualmente procederam-se em linhas radiais com ângulos

entre si de 30o, porém com medidas a cada l0m. Nestes casos o arranjo de eletrodos para as
medições foi o monopolo, ficando o outro eletrodo de potencial no "infinito".

Em ambos os mapas de Vp bruto (Figuras 6.1.30 e 6.1.32) as equipotenciais ¿tssumem


apenas leves distorções, descrevendo o comportamento das zonas mais ricamente
mineralizadas como sendo aproximadamente circular. Por outro lado, esta forma circular

igualmente pode indicar que a mineralização rica não tem características condutoras extensas,

o que não permite visualizar sua distribuição projetada pelas equipotenciais na superficie do
terreno.
As Figuras 6.1.31 e 6.1.33, contendo os rnapas de distribuição das equipotenciais de
cargabilidade mostram que provavelmente as disseminações da mineralização ocorrem nas
porções E e NE da sondagem PC-43-81-03 e distribui-se na direção EW das proximidades da

sondagem PC-A3-80-10.
6.2 EXEMPLO DE APLICAÇÃO DE MÉTODOS GEOELÉTRICOS À
HrDRocEoLocIA - Ánna pnóxtua À nnpnnsA BILLINGS

6.2.1 Introdução

Atualmente a âgua é o mais precioso bem mineral, indispensável à existência da vida.

Sua busca é cada vez mais intensa e o abastecimento através de rios e reservatórios de

superficie torna-se cadavezmais dificil, devido à poluição ou quantidades que vão se tornando

insuficientes à medida que aumenta o consumo. A geofisica aplicada, particularmente os


métodos geolétricos, constituem-se em uma ferramenta de grande valor na prospecção de
águas subterrâneas.

O apresentado e discutido neste subcapítulo trata da aplicação dos métodos geolétricos


direcionados à hidrogeologia. A potencialidade de aplicação destes métodos no ramo da

hidrogeologia é bastante ampla. Nesta tese será contemplada especificamente a aplicação dos
mesmos no caso da prospecção de águas subterrâneas objetivando a detecção de fraturamentos

em rochas cristalinas e potencialmente aqüíferos produtores.

Os levantamentos foram realizados nas imediações da usina termoelétrica Piratininga,


de propriedade da Eletricidade de São Paulo - Eletropaulo, situada nas proximidades da
Represa Billings (Barragem do Rio Grande) e às margens do rio Pinheiros.

O objetivo dos ensaios geofisicos foi o de se identificar zonas favoráveis à locação de


poços tubulares profundos para o fornecimento de água a ser utilizada na refrigeração das
caldeiras da usina.

Normalmente, zonas de fraturamentos comportam-se como zonas de baixa resistividade


encaixadas em um "background" mais resistivo. Isto deve-se ao fato de que a presença de

fraturas/fissuras em uma matriz rochosa torna-se uma região que facilita a infiltração de águas
e alteração da rocha. Estes processos têm como conseqüência causar uma redução nos valores

de resistividade originais da rocha sã (IPT, 1994a e GALLAS, 1998, p. ex.).


No presente caso, o arranjo de eletrodos empregado nos trabalhos de campo para os

ensaios IP-resistividade foi o dipolo-dipolo.

Em se tratando de pseudo-seções dipolo-dipolo, as feições de baixa resistividade


podem surgir sob a forma eixos menos resistivos nas pseudo-seções e/ou sob a forma de um
incremento localizado das camadas mais superficiais de baixa resistividade, identificável nas
pseudo-seções como feições de espessamento do pacote superficial condutivo.
Exemplo tle aplicação de mtltodos geoelétricos à hidrogeologia - órea proxima à Represa Billings
t20

Da mesma forma, os resultados dos levantamentos IP, dependendo da mineralogia


desenvolvida no ambiente da região fraturada, tendem a ser anômalos, sendo mais um dado a
fomecer indicações na detecção de aqüíferos em situações geológicas de embasamento
cristalino. O aspecto visual das anomalias observadas nas pseudo-seções de cargabilidade
tende a ser semelhante aos aspectos das pseudo-seções de resistividade já descrito.

As medidas de potencial espontâneo (SP), também podem ser úteis na detecção de


água contida em fraturamentos, urta vez que nestas estruturas podem ocolrer fluxos
diferenciados ou presença de minerais que oc¿tsionem porosidades diferenciadas identificáveis

através das medidas de SP (BOGOSLOVSKY &' OGILVY, 1973; SCHIAVONE &'

QUARTO, 1984).

6.2.2 Geologia da Área Próxima à Represa Billings

Na area onde foram realizados os trabalhos referentes aos levantamentos geofisicos


objetivando a locação de poços tubulares profundos para fornecimento de água ocoffem
litologias pertencentes ao Complexo Embu do Grupo Açungui.
O Grupo Açungui, tal como representado no Mapa Geológico do Estado de São Paulo
(ALMEIDA et. al., 1981), configura uma faixa de orientação aproximadamente E-W até a
região norte de São Paulo, onde sofre uma suave inflexão para nordeste.
Na area ocorïem rochas graníticas e granitóides de idade Proterozóico Superior a Eo-
Cambriano. São integrantes das suítes graníticas sintectônicas que constituem a maior parte do
magmatismo granitóide do embasamento paulista, sendo sua distribuição bastante ampla nos
v¡írios compartimentos tectônicos. Incluem as fiícies Migmatítica e Cantareira, sendo que a
ocorrência no local dos levantamentos pertence à Fácies Cantareira.
A Fácies Cantareira é a de maior representatividade no Pré-Cambriano paulist4 tanto

quanto ao número de corpos como quanto à expressão em área. Distribui-se por todos os
blocos tectônicos, formando grandes batólitos e "stocks", sendo afetados pelas grandes zonas
de cisalhamento do sudeste (ALMEIDA et. al., l98l). De origem mesozonal a catazonal, os

corpos graníticos da Fácies Cantareira apresentam caráter alóctone a parautóctone, com


feições de contato tanto transicionais quanto parcialmente discordantes com as encaixantes,

desenvolvendo algumas auréolas de contato quando intrudidos em metamorfitos de baixo grau.

A granulação varia geralmente de fina a média, sendo sua composição granitica a


granodiorítica com ocorrência freqüente de megacristais de feldspatos potássicos. Costumam
Exemplo de aplicação de métodos geoelétricos à hidrogeologia - órea próxima à Represa Billings

r
1

I
I
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Ane¡ oos LEVANTAMENToS GEoFIsrcos
APLICADOS À ECOIOON DE ENGENHARIA

LEGENDA

Dy¡SAS¡NTERMUN¡C¡PA¡S
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-r--- 17

Figura 6.2.1 - Mapa deLocalizaçäo dos Ensaios Geofisicos Aplicados à Hidrogeologia.


Iixenplo de aplicação de métodos geoelëIricos ò hidrogeologia - area próxima ò Represa Billings
t22

ocomer tipos diversificados textural, composicional e mineralogicamente, sendo o tipo granito-

gnássico o mais comurn, com a foliação concordante ao 'trend" regional.

6.2.3 Metodologia e Sistemática dos Trabalhos Desenvolvidos

Os levantamentos consistiram de diversos perfis em diferentes areas, para que fossem

indicadas o maior número de opções possíveis nas áreas situadas nas proximidades da usina. O

rnapa que mostra a localÞação da área onde foram realizados os ensaios geofisicos pode ser

visto na Figura 6.2.1 - Mapa de localização dos ensaios geofisicos aplicados à hidrogeologia
Barragem do Rio Grande / Usina Piratininga.
Assiru em todos os locais onde fosse fisicamente possível (em termos de limitações de
espaço) efetuar-se os trabalhos geofisicos, foram locados os perfis para os levantamentos

De acordo com o critério acimao foram estabelecidas 4 ¿íreas para os levantamentos,

denominadas área l; ënea2; área 3 e area 4. As areas preferenciais seriam as três primeiras, por
situarem-se mais próximas da usina e na mestna nìargem do rio, contrariamente à âtea 4,

conforme pode ser visto na Figura 6.2.2 - croqui de localização e síntese dos levantamentos

geofisicos.

Devido à pouca espessura de solo/rocha alterada (inferior a l5m) predominante nas


areas de pesquisa, poder-se-ia, porém com prejuízo da profundidade investigada, trabalhar com

bastante detalhe, tendo sido adotada abertura de eletrodos de 20m.

Assirn, na área I foram ensaiados 3 perfis dipolo-dipolo com abertura AB:MN:2Om e


distância entre linhas de 30m.

Os trabalhos realizados na área 2 consistiram de 2 perfis com abertura entre eletrodos e

entre linhas idênticas à area anterior'


A area 3 era o local situado na margem da usina com maior área liwe para

posicionamento dos perfis de ensaios. Foram levantados 3 perfis nesta area com as mesmas

aberturas entre eletrodos, porém com a abertura entre perfis de 40m. Como visualiza-se no
croqui de localização dos ensaios geofisicos, as extensões lineares dos perfis dos trabalhos é

bem maior que nas ëneas2 e 3.

O levantamento realizado na énea 4, foi realizado objetivando-se esgotar todas as


possibilidades de prospecção de estruturas favoráveis à existência de aqüíferos. Esta ¿irea era

tida como a última opção para a abertura de um poço como pode ser visto pela localização
pouco favorável da mesma, mostrada no croqui da Figura 6.2.2. Por possuir a maior extensão
F^xemplo de aplicação de métodos geoelétricos à hidrogeologia órea próxima à Represo Billings
123

disponível para a locação dos ensaios, foram levantadas nesta área 9 perfis de caminhamento
dipolo-dipolo eqüidistantes entre si de 40m.
Os resultados obtidos na área 4 não são apresentados nesta pesquisa porque até então

não houve a necessidade de serem executados poços nesta área, uma vez que os poços
produtores efetuados nas áreas anteriores foram satisfatórios.
A Tabela 6.2.1 abaixo traz o volume dos trabalhos realizados mostrando as posições
iniciais e finais dos levantamentos e a extensão por perfil.

Tabela 6.2.1 - Relação e volume dos trabalhos efetuados.

COORDENADAS A COORDENADAS
EXTENSÃO EXTENS^ÃO
"TRn4
I/LINHA A -40 a200 (240m) 4uINHAA- -iä azæ (4so-l
Ánm ULTNHA B -60 a200 (260m) .Ana.l4ILINHA B -80 a 360 (440m)
.Á,nnl VLINHA c -60 a 180 (240m) Ánn^14/LINHA c -50 a 350 (4oom)
Ánnl2/LINITA A -40 a280 (320m) Ánn^r,4/LINITA D -20 a24o (260m)
AREA 2/LINHA B -40 a280 (320m) Ánn¿,4/LINIIA E -20 a26o (2som)
Ánn¡.3/LINHA A -20 a360 (380m) ^{,nnl4/LINHA F -20 a26o (280m)
.Á,nn¡,3/LINITA B -20 a360 (380m) Ánot 4/LINHA G -20 a l Bo (2oom)

Ánrl3/LTNHA c -20 a300 (320m) Ánu.r 4/LINITA H -40 a22o (260m)


Ánr^l 4/LINIIA I -40 a t6o (2oom)

6.2.4 Apresentação dos Trabalhos Realizados

A seguir é apresentada uma relação das Figuras onde estão contidos os resultados
obtidos nas ¿íreas l;2 e 3. As Figuras são mostradas no ANEXO B, à exceção das Figuras
6.2.1; 6.2.2a;6.2.3a e 6.2.4a, apresentadas no decorrer do texto.
Figura 6.2.1 - Mapa de localização dos ensaios geofisicos aplicados à hidrogeologia.
Figura 6.2.2 - Mapa síntese e croqui de localização dos levantamentos geofisicos.
Figura 6-2.3 - Mapa de resistividade aparente da área l, plotagem do nível 2 do dipolo-dipolo.
Figura 6.2.3a - Bloco diagrama e mapa de resistividade aparente da ârea l, plotagem do nível
2 do dipolo-dipolo.

Figura 6.2.4 - Mapa de resistividade aparente da ërea2, plotagem do nível 2 do dipolo-dipolo.


Figura 6.2.4a- Bloco diagrama e mapa de resistividade aparente da ánea2, plotagem do nível
Iìxemplo de aplicação de métodos geoelétricos ò hidrog,eolog,ia - área próxima à Represa Billings
124

2 do dipolo-dipolo.

Figura 6.2.5 - Mapa de resistividade aparente da área 3, plotagem do nível2 do dipolo-dipolo.

Figura 6.2.5a- Bloco diagrama e mapa de resistividade aparente da área3, plotagem do nível

2 do dipolo-dipolo.

Figura 6.2.6 - Mapa de cargabilidade aparente da irea I, plotagem do nível 2 do dipolo-

dipolo.
Figura 6.2.7 - Mapa de cargabilidade aparente da ârea 2, plotagem do nível 2 do dipolo-
dipolo.
Figura 6.2.8 - Mapa de cargabilidade aparente da ¿írea 3, plotagem do nível 2 do dipolo-
dipolo.
Figuras de 6.2.9 a 6.2.16 - Perfis de SP e pseudo-seções de resistividade e cargabilidade

aparentes das linhas A; B e C daarea l,linhas Ae B daárea2, linhas A; B e C daarea 3.

6.2.5 Discussão, Análise e Interpretação dos Resultados

Uma das aplicações mais eficazes, simples, tradicional e de menores custos em se

tratando de métodos geofisicos aplicados à prospecção de águas subterrâneas, certamente é a

eletrorresistividade. Neste trabalho também foram realizados levantamentos de polarização


induzida e potencial espontâneo para este mesmo fim.
As áreas dos trabalhos situam-se em um local bastante desfavorável para

levantamentos IP ou mesmo SP, uma vez que estas ficam nas proximidades de uma usina
geradora de energia elétrica. Tal situação é extremamente propícia à presença de ruídos
elétricos que podem dificultar as medidas de resistividade e ainda mais a tomada de medidas IP
e SP, o que realmente veio a confirmar-se no decorrer dos trabalhos. Apesar disso, estas
medidas foram tomadas simultaneamente aos levantamentos de eletrorresistividade.

Constata-se nestas situações que as medidas das diferenças de potencial primarias (ddp)

usadas no cálculo das resistividades são menos susceptíveis de serem afetadas por ruídos
elétricos do que as de IP e SP. Isto explica-se pelo fato que as ddp primárias provém de uma
fonte geradora artificial e têm uma intensidade de sinal bem mais intensa que as de IP e SP,
utna vez que as primeiras medem um transiente secundario da ddp primária e o SP é um campo

natural altamente afetado por fontes externas.


Durante a realização dos trabalhos de campo, em muitos locais, as medidas de

cargabilidade foram tomadas com extrema dificuldade. Nos níveis de investigação mais
Exemplo de aplicação de métodos geoelélricos ù hidrogeologia área próximo à llepresa Billings
t25

profundos (4 e 5, principalmente), devido à grande queda da intensidade do sinal primario, a


relação sinaVruído torna-se bastante desfavorável, muitas vezes não sendo possível obter-se
um dado confiável nestes níveis.

Os dados de SP também ficaram prejudicados, sendo comumente perturbados pelos


ruídos e? a exemplo dos dados de cargabilidade, não confiáveis em algumas situações.

Conforme já exposto no subcapítulo 6.1, que trata da aplicação dos métodos


geoelétricos aplicados à prospecção mineral, quando são realizados perfis em uma mesma área

e próximos entre si que permitam uma correlação entre os mesmos, é recomendável que seja

feito um mapa com os dados dos perfis de modo mostrar a distribuição em planta dos
resultados do levantamento.

Partindo da premissa igualmente expressa no subcapítulo anterior, se a abertura

escolhida entre os eletrodos foi adequada, o segundo nível é o mais representativo.

Vale lembrar que para o caso dos arranjos dipolo-dipolo e pólo-dipolo, na escolha da
abertura entre eletrodos, o mais adequado é que o objetivo a ser investigado seja alcançado jár

no primeiro nível de investigagão ou, no miiximo, no segundo nível. Se para uma determinada
abertura for constatado que o alvo somente será alcançado em níveis superiores, então o
espaçamento entre eletrodos deverá ser ampliado.

Os mapas de resistividade aparente exibidos nas Figuras 6.2.3;6.2.4 e 6.2.5 mostram


em planta com bastante clareza as áreas/alinhamentos de baixas resistividades interpretados
como zon¿Ìs de fraturamento(s) e que poderiam resultar em potenciais aqüíferos produtores.
As Figuras 6.2.3a; 6.2.4a e 6.2.5a a seguir mostram os blocos diagrama e mapas de

resistividade obtidos a partir dos dados do nível 2 do arranjo dipolo-dipolo empregado nos

ensaios das áreas 1;2 e3.

qE

Figura 6.2.3a- Bloco diagrama e mapa de resistividade da átrea I com a utihzação dos dados
do nível2 do arranjo dipolo-dipolo.
Exemplo de aplicação de métodos geoelétricos à hidrogeologia "área próxima ò Represa llillings
126

Figura 6.2.4a- Bloco diagrama e rnapa de resistividade aparente da área2 com a utilização
dos dados do nível2 do arranjo dipolo-dipolo.

Figura 6.2.5a- Bloco diagrama e mapa de resistividade da átrea3 com a utilização dos dados
do nível2 do ananjo dipolo-dipolo.

Os mapas de cargabilidade estão contidos nas Figuras 6.2.6; 6.2.7 e 6.2.8, também
mostrando alguns locais considerados anômalos. Os resultados dos levantamentos SP são
apresentados sob a forma de perfis e são mostrados juntamente com as pseudo-seções IP-

resistividade nas Figuras de 6.2.9 a 6.2.16.

Como resultado dos trabalhos foram indicados diversos locais tidos como propícios à
existência de aqüÍferos da natureza descrita anteriormente, evidenciado pelos levantamentos

através de baixas resistividades.

Os locais tidos como favoráveis à presença de fraturamento(s) são indicados nas


I:;xemplo de aplicação de mëtodos geoelétricos à hidrogeologia área próxima à Represa Billings
127

pseudo-seções de resistividade dos perfis de levantamento por meio de barras que são

indicativas da projeção do topo da anomalia na superficie do terreno.

Também nas seções de cargabilidade foram assinaladas do mesmo modo as posições

das anomalias detectadas.

Os perfis de SP mostraram alguns pontos anômalos e podem ser observados nos perfis

com picos de valores mais elevados.

A Tabela 6.2.2 adiante traz as posições das anomalias de resistividade detectadas e sua

correlação com as anomalias de IP e SP.

Tabela 6.2.2 - Anomalias de resistividade e sua correlação com IP e SP.

nnÃnrnnn CooRDENADAS CORRELAÇÃO CORRELAçÃO


ANOMALIA IP ANOMALIA SP

ÁAEÀ ULINHA A -2om ? ?

Ãnnl tn nvHn n 6o / 8om sIM SIM

Ãnar m,nvnÁ n -40 I -6om sIM ?

Ánr¡.rLnH¡.n 6om NÃO NÃO

ãnnn m,nur¿, c -2om SIM ?

Ánnr llirnua c 160 / lgom sIM SIM

Ãnn,l z¡r,iñH¡, n no I l4om NÃo SIM

Ánn¡,2/LINHA A 220 t24om NÃo NAO

Ánn.l2lLTNHA B t2o t4om


/ sltt¿ NAO

Ánn,r, 2/LINHA B 2oo l22om


,l
sIM
Ánn¿. 3/LINHA A 8o / toom ? ?

A 240 l26om
Ánn¡,3/LINHA NÃo ,l

Ánn¡,3/LINHAB ol2om NÃo ?

Ánna 3 LINHA B 8o / toom ?


,)

Ánn^13/LTNHAB t6o/l8om ? NAO

Ánn¡,3/LINHA B 240 t26om NAo NAo


Ánnn 3/LINHA c 8o / toom ? ?

Ánn¡,3/LINHA c 16o / lSom ? NAO

3/LINHA C 220 l26ùm NAO NAO


Exemplo de aplicação de métodos geoelëtricos à hidrogeologia área próxima à Represa Billings
128

Dentre as anomalias relatadas acima, foram consideradas mais promissoras aquelas que
posicionam-se de forma alinhada quando plotadas em planta, podendo ser vistas na Figura

6.2.2 - croqui de localização e sÍntese dos levantamentos geofisicos - que mostra os

alinhamentos anômalos por iárea levantada.

O critério para prioruar as anomalias alinhadas é que fraturamento(s), na maioria das


vezes, mostram-se como estruturas aproximadamente retilíneas.

As posições exatas destes alinhamentos são determinadas pelas anomalias relacionadas abaixo
e as anomalias que foram efetivamente sondadas são aquelas colocadas em destaque (itálico
sublinhado) na Tabela 6.2.3 adiante.

Tabela 6.2.3 - Relação dos principais alinhamentos anômalos.

Á,REA/LINIIA COORDENADAS coRRDLAçAO coRRELAçÄO


ANOMALIA IP ANOMA.LIA SP
AREA I/LINHA A -20m ? ?

Ánne lÃrNHA B -40 I -60m SIM ?

Ånna tnMHA c -20m SlM 2

Ánn¿, zntNn¿ n 200 / 220m g!M, !


Ánpa 2/LTNHA A 220 I 240m NÃO NÃO
Ánnq snnvuA,4 240 / 260m N,4O NAO
ÁnBe 3/LTNHA B 240 I 260m NÃO NÃO
Ánre 3ÃrNHA c 220 I 260m NÃ.O NAO

Os resultados das sondagens efetuadas mostraram que os poços produtivos foram os


das áreas I e 2 (linhas C e B), sendo o melhor deles o daánea2llnhaB (ârea2llinha B cerca
de 13 m'/h e área lllinha C cerca de Z m3/h)) A perfuração realuada na área 3 (linha A), que
aparentemente apresentava as melhores anomalias de resistividade, conforme pode ser visto
pela comparação dos resultados contidos nas Figuras de 6.2.9 a 6.2.16 do ANEXO B, resultou

no único poço improdutivo. As razões atribuídas a improdutividade deste poço e a

produtividade dos anteriores são discutidas adiante.


As Tabelas 6.2.2 e 6.2.3 que sintetizam as interpretações oriundas dos resultados dos
ensaios, mostram que as anomalias geofisicas que resultaram em poços produtivos apresentam

correlação com anomalias de cargabilidade, enquanto que no poço improdutivo isto não se
Exemplo de aplicação de métodos geoelétricos à hidrogeolog,ia - órea próxima ò Represa Billings
129

verifica.
Nos poços produtivos (area l/linha C e fueaZl lit'tha B) existe uma clara correlação das
anomalias de resistividade com as de IP e associações duvidosas com anomalias SP. Deve ser

mencionado, no entanto, que a anomalia IP desta linha C sofreu perturbações por ruídos
oriundos de um poste de uma linha de tensão nas proximidades. No que se refere à áttea 3/linha

A, cujo poço não produziu âgua, a anomalia de resistividade detectada, apesar de ser a mais
bem configurada, não apresenta correlação com as de IP e/ou SP.

AssinU de acordo com os resultados dos levantamentos geofisicos realizados nas areas

pesquisadas, o método que apresentou os melhores resultados foi o da eletrorresistividade. Em

virtude da excessiva presença de ruídos, como já comentado anteriormenteo os métodos IP e


SP não mostra¡am resultados tão favoráveis. No entanto, a associação destes com a

eletrorresistividade mostrou que também seu uso teve utilidade nesta prospecção.
Também devem ser considerados fatores geológico-estruturais pila a interpretação dos

resultados positivos e negativos das sondagens realizadas. Na região onde foram realizados os
trabalhos, as estruturas mais favoráveis à existência de aqtiíferos são aquelas de direção NV/,

aproximadamente perpendiculares às foliações existentes. As estruturas NE ou próximas disso,

são coincidentes com as foliações e são menos favoráveis a produzir bons aqüífe.os. É
atribuída esta peculiaridade ao fato de paralelamente à foliação da rocha existir uma maior
concentração de minerais micáceos e argilosos, gue se remobilizant e concentram-se nos

planos de fraturas. A conseqüência disto é uma diminuição da porosidade/permeabilidade,

acarretando uma diminuição da porosidade do aqüífero. A orientação da estrutura que contém


o'seco" é NE ou quase E, enquanto que a do melhor poço (ârea2llir*n B) é claramente
o poço
NW e a do poço daárea l/linha C é quase N.

Deve ser lembrado aqui, no entanto, que nem todas as argilas apresentam o fenômeno
IP anômalo, o que justifica a associação das anomalias IP com as estruturas produtoras de
água em detrimento das paralelas à foliação, mais propícias à presença de minerais argilosos.
Provavelmente, nas fraturas perpendiculares à foliação e caractertzadas como bons aqüíferos,

ocorra alguma concentração de materiais que causem as anomalias IP detectadas.


6.3 ExEMpLo DE APLICAÇÃo on unronos GEoELÉrRlcos À cnolocn
DE ENGENHARIA - BARRAGENS BILLINGS-PEDRAS E DO RIO GRANDE

6.3.1 Introdução

A eletrorresistividade já vem sendo aplicada em alguns c¿tsos de geologia de

engenharia. Na maioria das ocasiões, porénr, têm sido usadas sondagens elétricas verticais
(ananjo Schlumberger) ou caminhamentos com o dispositivo Wenner. Neste trabalho serão
mostradas as aplicações com arranjos de eletrodos de uso corrente na pesquisa mineral,
objetivando mostrar que estas técnicas e dispositivos eletródicos são aplicáveis com sucesso
idêntico em prospecções de geologia de engenharia.
Da mesma forma, não são comuns os casos onde os métodos da polaruação induzida
(IP) e potencial espontâneo (SP) são empregados em geologia de engenharia.
Neste subcapítulo, os métodos de eletrorresistividade, polarização induzida (IP) e

potencial espontâneo (SP) são abordados sob o enfoque da geologia de engenharia e as


aplicações voltadas a este fim.

Os dados aqui apresentados foram obtidos em duas barragens de terra pertencentes à

ELETROPAULO - Eletricidade de São Paulo, Barragem Billings-Pedras e Barragem do Rio

Grande. Nos levantamentos de campo usaram-se os arranjos dipolo-dipolo, gradiente, pólo-

dipolo e "mise-à-la-masse", sendo que estes arranjos são caracteristicamente empregados em


prospecção mineral. No entanto, nos c¿rsos das barragens aqui citadas, as finalidades dos

trabalhos executados foram de geologia de engenharia.


Os objetivos dos ensaios geofisicos efetuados nestas dt'as barragens foram a detecção
de anomalias geofisicas no corpo das mesmas correlacionáveis a possíveis fluxos diferenciados

de água e/ou heterogeneidades nos maciços que as constituem.

No caso da Barragem do Rio Grande os trabalhos tiveram basicamente um caráter


preventivo/investigativo, uma vez que existiam apenas suspeitas sobre a existência de
percolações anômalas de água no corpo da barragem provenientes do reservatório.

Na Barragem Billings-Pedras, a situação foi diversa. Aqui o trabalho foi realizado em


caráter emergencial, uma vez que ali ocorrera um desmoronamento de uma parte do maciço de
terra integrante do corpo da barragem situado a jusante, praticamente ao pé da mesma.

Os levantamentos de SP buscaram definir "trends" anômalos que pudessem ser


associados a fluxos diferenciados de águas subsuperficiais no corpo das barragens,
correlacionáveis ao incidente ocorrido ou serem potencialmente danosos à integridade das
Exemplo de aplicação tle métodos geoe!étricos à geologia de engenharia ßarrag,ens Billings-Pedras e do Rio Grande
r3l

mesmas.

O objetivo dos levantamentos lP-resistividade foi o da detecção de anomalias nestes


parâmetros, igualrnente correlacionáveis à presença de fluxos e/ou variações no maciço de

tena das barragens.


O esperado no que se refere às medidas de eletrorresistividade são anomalias

condutivas, uma vez que, nornalmente, um acréscimo no conteúdo de umidade do subsolo


acaneta em uma diminuição da resistividade original do substrato.

Quanto às medidas de cargabilidade, também neste caso o esperado é um incremento


no "background", ocasionado pela presença de um maior teor em água contido no subsolo.
Em casos onde o fluxo d'água é intenso ou antigo, poderão oconer anomalias de

diminuições de cargabilidade devido ao lixiviamento das partículas dos argilominerais

causadoras do fenômeno IP.

Diante do exposto, mostra-se o emprego com sucesso dos métodos IP, SP e


eletrorresistividade em geologia de engenharia, bem como o uso daqueles arranjos de campo
que são empregados fundamentalmente em prospecção mineral.

6.3.2 Geologia da Região das Barragens Billings-Pedras e do Rio Grande

As litologias das áreas onde foram desenvolvidos os ensaios geofisicos aplicados à

geologia de engenharia são constituídas por rochas graníticas do Complexo Embu do Grupo

Açungui.
A geologia das áreas onde situam-se as duas barragens em questão é idêntica àquela já

descrita no item 6.2, que trata dos métodos geoelétricos aplicados à hidrogeologia, sendo que

a Barragem do Rio Grande aqui referida é a mesma daquela situação.

Neste caso, os ensaios geofisicos foram realizados nos corpos das barragens de terra,

tendo estas sido construídas com materiais de areas de empréstimo oriundos das proximidades
das mesmas. Assim, o material terroso utilizado para a construção das barragens é de origem

principalmente do produto de alteração destas rochas graníticas.

6.3.3 Metodologia e Sistemática dos Trabalhos Desenvolvidos

As localizações das áreas onde foram realizados os ensaios geofisicos contidos neste
Exenplo de aplicação de mëtodos geoelétricos à geologia de engenharia - Barragens Billings'Pedras e do Rio Grande
132

subcapítulo são mostradas nas Figuras 6.3.1 - Billings-Pedras e 6.3.1a - Barragem do Rio

Grande/usina Pirat ininga.


Os resultados ora apresentados não representam a totalidade dos dados obtidos e sim

aqueles considerados mais representativos aos objetivos desta tese, qual seja o de mostrar
através de exemplos reais, a aplicação dos três métodos aqui abrangidos e suas diferentes

técnicas de campo em casos de geologia de engenharia. A íntegra dos dados está contida em
IPT (1996d), IPT (1996Ð, IPT (1997a) e IPT (1998a).
A técnica de aquisição dos dados SP no campo foi a dos potenciais. Esta técnica, paÍa
a maioria das situações de campo e quaisquer que sejam os objetivos - prospecção mineral,

hidrogeologia, geologia ambiental ou geologia de engenharia - é a mais recomendada (ver item

s.3.3.2).
Para os trabalhos lP-resistividade utilizaram-se diversos arranjos de eletrodos,
objetivando a melhor relação custo/beneficio de acordo com os objetivos do trabalho e
também comparar os resultados obtidos com os diferentes arranjos.

No caso dos levantamentos SP os trabalhos foram realizados em diversas malhas, tanto


na situação de caráter emergencial - caso do incidente de colapso de um local do maciço de

terra da barragem - como nos locais onde eventualmente poderiam ocorrer fluxos de água
diferenciados na barragem.
As densidades de coleta de medidas nas malhas ensaiadas foi sempre de detalhe ou
grande detalhe, sendo de 5 x 5m (Barragem do Billings-Pedras); 5 x 2,5m (Billings-Pedras e do

Rio Grande) e até de 1,25 x 1,25m (Barragem Billings-Pedras). Os graus elevados ou muito

elevados de detalhe das malhas foi o adequado para cada uma das malhas de medidas, em
função do nível de informação necessário em cada situação para que fossem tomadas as

medidas cabíveis de remediação e/ou prevenção nas barragens.

Para os levantamentos lP-resistividade foram empregados os arranjos dipolo-dipolo,


pólo-dipolo, gradiente e "mise-à-la-masse". As pseudo-seções IP-resistividade da Barragem
Billings-Pedras foram levantadas com AB:MN:5m, cinco profundidades de investigação e

espaçadas entre si de aproximadamente 10m. A escolha deste arranjo e abertura entre

eletrodos deveu-se aos objetivos do trabalho, que requeriam um posicionamento bastante


preciso das eventuais anomalias detectadas e também uma visualuação do comportamento
destas em profundidade.

Na Barragem do Rio Grande foram utilizados os arranjos dipolo-dipolo e pólo-dipolo


com AB:MN:5m e AM:nMN (n:l;2;3 ...) e MN:5m, respectivamente e com cinco níveis
Exemplo de aplicação de mëtodos geoelétricos ù geologia de engenharia Barragens llillings-Pedras e do Rio Grande
r33

de investigação. Tambem nesta barragem foram usados os dispositivos gradiente e "mise-à-la-

masse". Para o gradiente a ahrtura AB usada foi de l50m com medidas tomadas a cada 5m.

Em casos de prospecção mineral ou mesmo de aplicação dos métodos em


hidrogeologia, o grau de detalhe empregado é quase sempre menor, nos quais dificilrnente as
aberturas entre eletrodos é inferior a 20m. Por outro lado, quando os métodos são usados em

questões ambientais, o grau de detalhe dos ensaios é geralmente similar ao aqui efetuado.

Como já citado anteriormente, as aplicações em geologia de engenharia dos métodos

abrangidos por esta tese têm sido fundamentalmente a eletrorresistividade com o arranjo

para
Schlumberger ou Wenner - casos de eixos de barragens ou determinação de resistividades
aterramentos elétricos. Eventualmente e em casos mais recentes, usou-se o dipolo-dipolo, não
sendo utilizado o do pólo-dipolo ou gradiente, de uso típico em pesquisa mineral. Um outro

dispositivo eletródico de uso até então restrito à mineração é o ensaio "mise-à-la-masse"o que
aqui está sendo aplicado à geologia de engenharia'
O ensaio "mise-à-la-masse" foi efetuado testando-se três variações na configuração dos

eletrodos para a aquisição dos dados, permanecendo constante a configuração básica de


manter-se um dos eletrodos de corrente no interior do furo e o outro no "infinito". As

variantes foram nos eletrodos de potencial (ou de medidas), sendo posicionados dos seguintes

modos: l) um eletrodo itinerante ao longo das linhas e outro fxo no 'oinfinito"; 2) um eletrodo
itinerante nos perfis e outro fixo na boca do furo e; 3) um dipolo de medição itinerante. As
medidas foram tomadas acada2,Sm.

A Tabela 6.3.1 a seguir contém o volume dos trabalhos realizados e que estão sendo
apresentados neste capítulo.
Exemplo de aplicação de mëtodos geoelëtricos à geologia de engenharia Barragens Billings-Pedras e do Rio Grande
134

Tabela 6.3.1 - Relação e volume dos ensaios efetuados.

SP BARRAGEM DO RIO GRANDE, MALHA A, 5 x 2'5m


4.000m2

SP BARRAGEM BILLINGS-PEDRAS, MALHAS I e 2, 5 x 2,5m

APROX.9.000m'z

SP BARRAGEM BILLINGS-PEDRAS, MALHA 3, 1,25 x 1,25m


APROX.300m2

GRADIENTE BARRAGEM DO RIO GRANDE


4.000m'?

PSEUDO-SEÇÕES DTPOLO-DIPOLO (D-D) E PÓLO-DIPOLO (P-D)


BARRAGEM DO RIO GRANDE
P-D LINHA _35 de -10 a 95m l05m

D.D LINHA -35 de -15 a 95m I l0m


PSEUDO-SEÇOES DIPOLO.DIPOLO BARRAGEM BILLINGS.PEDRAS

LINHA 1 de -95 a 00m 95m

LINHA 2 de -95 a 00m 95m

LINHA 3 de -95 a 00m 95m

ENSAIOS "MISE-À-LA-MASSE", BARRAGEM DO RIO GRANDE


APROX.34.000m2

6.3.4 Apresentação dos Trabalhos Realizados

As Figuras onde estão sendo apresentados os resultados dos levantamentos geofisicos


da Tabela 6.3.1 são relacionadas como segue e constam do ANEXO C, exceto as Figuras
6.3.1;6.3.1a;6.3.7a;6.3.13a;6.3.14a e 6.3.15a, inseridas no deconer do texto.
Figura 6.3.1 - Mapa delocaliz,ação dos ensaios geofísicos aplicados à geologia de engenharia,
Barragem Billings-Pedras.

Figura 6.3.1a- Mapa delocalização dos ensaios geofisicos aplicados à geologia de engenharia,

Barragem do Rio Grande/Usina Piratininga.

Figura 6.3.2 - Croqui de localização dos ensaios geofisicos da Barragem Billings-Pedras.


F'igura 6.3.3 - Mapa de potencial espontâneo da malha l, Billings-Pedras.
Exemplo de aplicoção de métodos geoe!éuicos à geologia de engenharia - Barragens llillings'Pedras e do Rio Crande
r35

Figura 6.3.4 - Mapa de potencial espontâneo da malha 3 (detalhe da malha l), Billings-Pedras.
Figuras 6.3.5 a6.3.7 - Pseudo-seções IP-resistividade das linha l;2 e3, respectivamente.
Figura 6.3.8 - Mapa de potencial espontâneo da malha 2, Billings-Pedras.

Figura 6.3.8a - Bloco diagrama e mapa de SP da mallha 2, Billings-Pedras.


Figura 6.3.9 - Croqui de localização dos ensaios geofisicos da Barragem do Rio Grande.
Figura 6.3.10 - Mapa de resistividade aparente do arranjo gradiente da malha A, Barragem do

Rio Grande.
Figura 6.3.1 I - Mapa de cargabilidade aparente do arranjo gradiente da malha A, Barragem do

Rio Grande.
Figura 6.3.12 - Pseudo-seções de resistividade e cargabilidade aparentes do arranjo dipolo-
dipolo, malha A, Barragem do Rio Grande.
Figura 6.3.13 - Pseudo-seções de resistividade e cargabilidade aparentes do ananjo pólo-
dipolo, malha A, Barragem do Rio Grande.
Figura 6.3.14 - Mapa de SP, dados brutos, malha A, Barragem do Rio Grande.

Figura 6.3.14a - Bloco diagrama e mapa de SP, dados brutos, malha A, Barragem do Rio
Grande.

Figura 6.3.15 - Mapa de SP, dados filtrados, malha A, Barragem do Rio Grande.

Figura 6.3.15a - Bloco diagrama e mapa de SP, dados filtrados, malha A, Barragem do Rio
Grande.

Figura 6.3.16a - Bloco diagrama e mapa de AV normalizado pela corrente ensaio "mise-à-la-

masse", monopolo no "infinito" e monopolo itinerante.

Figura 6.3.16 a 6.3.21 - Mapas contendo os resultados AV normalizado pela corrente e

cargabilidade das três configurações testadas para os ensaios "mise-à-la-masse".


Exemplo de aplicaçõo de métodos geoelétricos ù geologia de engenharia - Barragens Billings-Pedras e do Rio Grande
t36

Figura 6.3.1 - Mapa deLocalização dos ensaios geofisicos Aplicados à Geologia de


Engenhari4 Barragem Billings-Pedras.
Exemplo de øplicação de métodos geoeléîicos à geolog¡a de enpienhoria - Barragens Billings-Pedras e do Rio Grande
137

. rarþ
\ d.\J

AREA Dos LEVANTAMENToS cEoFlsrcos AREA Dos IIVANTAMENToS GEoFIsIcos


APLICAOOS À HIDROGEOLOGIA APLICADoS A GEoLoGIA DE ENGENHARIA

LEGENDA
t¡rrñ¡ DtvtsAS tNTERMUNtCtPAtS

DtvtsAsMUNtctPAtsDEsÃoPAUto
l*

t;.--_i FoLHANUMERADAsEGUNDo
OGUIA4RODAS

I-- ]
OISTANCIAS EM KmA PARTIR OO
CENTRO OA CIDADE DE sÄo PAULo
1T
-.----

Figura 6.3.1a- Mapa deLocalização dos ensaios Geofisicos Aplicados à Geologia de


Engenharia, Barragem do Rio Grande/[Jsina Piratininga.
Exemplo de aplicação de mérodos g,eoelétricos à geologia le engenharia - Barragens ßillings-Pedras e do Rio Grande
r38

6.3.5 Discussão, Análise e Interpretação dos Resultados

Os ensaios geofisicos de IP, SP e eletrorresistividade aplicados à geologia de

engenharia efetuados nas Barragens do Rio Grande e Billings-Pedras, como


já referido, foram

executados em duas situações distintas.

A primeira situação, caso da Barragem do Rio Grande, havia a suspeita de infiltração


de água proveniente do reservatório em dois locais lâreas do maciço de terra (ver Figura
que
6.3.9). Com efeito, os resultados dos trabalhos de campo e sua interpretação mostraram
em urna destas áreas (malha B) são identificadas anomalias geofisicas atribuídas a infiltrações.

Os resultados referentes a esta ¡írea não são apresentados aqui, porque resultados similares
referentes a anomalias mais didáticas oriundas de infiltrações em maciços de terra de barragens

foram obtidas na Barragem Billings-Pedras


Na segunda area, denominada malha A, não foram identificadas anomalias que

pudessem ser correlacionáveis a infiltrações d'água pelo maciço e oriundas do reservatório.

Tais resultados ilustram uma situação de aplicação dos métodos em que os resultados
demonstram não existirem percolações de fluxos anômalos na área estudada.
Devido a malha A apresentar condições mais favoráveis de campo, para a execução dos
ensaios com os arranjos pólo-dipolo, gradiente e "mise-à-la-masse", esta foi a âtea escolhida
prira o desenvolvimento destes ensaios, pelas seguintes razões:

- menos ruídos elétricos que na malha B;

- existência de uma sondagem em local favorável (adequada para os ensaios "mise-à-

la-masse") executada para instalação de um piezômetro;


- maior espaço fisico paru o desenvolvimento dos ensaios, essencial para o
posicionamento da linha de transmissão de corrente AB do arranjo gradiente,
limitação imposta à area A, limitada fisicamente pela parte de concreto da

barragen¡ além da presença de ruídos de alta tensão.

Assirr¡ apesar da área escolhida para os trabalhos com os ensaios não-convencionais


em geologia de engenharia não ser uma área problemática no que diz respeito à presença de
heterogeneidades no maciço e/ou fluxos anômalos, detectáveis através dos métodos em
questão, os ensaios mostram a viabilidade de sua aplicação nos c¿lsos distintos daqueles de
pesquisa mineral.

A situação da efetiva detecção de infiltrações/fluxos anômalos através do emprego de

métodos geoelétricos aplicados à geologia de engenharia é contemplada com os resultados


Exemplo de aplicação de métodos geoe!étricos à geologio de engenharia Barragens ßillings-Pedras e do Rio Grande
139

obtidos na Barragem Billings-Pedras.

As Figuras 6.3.1 e 6.3,2 - mapa de localização dos ensaios geofisicos e croqui de

localização dos ensaios geofìsicos na Barragem Billings-Pedras - mostram o posicionamento

das malhas 1,2 e 3 onde foram realizados os trabalhos.


A Figura 6.3.3 contém o nìapa de SP realizado na malha l, bem como a posição dos

perfis IP-resistividade ali efetuados. Também pode ser vista a posição da malha 3, que foi um

levantamento SP de elevado detalhe feito o mais próximo possível das imediações do local de

ocorrência do colapso de parte do maciço de terra da barragem.

É possível observar-se na Figura 6.3.3 a presença de um lineamento SP anômalo

correlacion:ável a um fluxo diferenciado de águas em subsuperficie e que passa justamente no

local onde verificou-se o incidente.

Na Figura 6.3.4 é apresentado o mapa de SP da malha 3, cujas medidas foram tomadas


em uma malha regular de 1,25 x 1,25m, objetivando confirmar em maior detalhe a anomalia

detectada no levantamento 5 x 2,5m efetuado na malha l. Com efeito, o mapa da malha 3,

mostra com bastante clareza o'trend" anômalo de SP, sendo possível identificar que nesta

escala de trabalho que o fluxo anômalo se subdivide.

As pseudo-seções IP-resistividade contidas nas Figuras de 6.3.5 a 6.3.7 também


identificaram anomalias de resistividade e cargabilidade que mostram-se alinhadas com a
anomalia SP, confirmando a existência em subsuperficie de uma heterogeneidade

correlacionada ao incidente. Observa-se nas pseudo-seções de cargabilidade que as anomalias

das linhas I (entre estacas -10 e -5) e 2 (entre estacas -20 e -25) apresentam aspectos

(valores excessivamente altos e instáveis quando do levantamento) que indicam a presença de

ruídos. Estas perturbações também afetaram as medidas resistividade nestes pontos, porém
com menor intensidade. Estes ruídos eram provenientes de postes com fios de tensão com
aterramento nas proximidades destes locais.
A Figura 6.3.8 traz o mapa de SP da malha 2, imediatamente adjacente à malha l. Esta
malha foi levantada tendo em vista a ocorrência do colapso já citado e porque haviam suspeitas

que em algum local desta malha pudessem estar ocorrendo fluxos anômalos vindos do
reservatório para o corpo da barragem.

Realmente, pode ser identificado com bastante clareza um lineamento anômalo que
pode ser relacionado a um fluxo diferenciado de águas no substrato e que deve provir do
reservatório, conforme se pode deduzir da posição da malha I vista no croqui de localização.

A Figura 6.3.8a permite uma visualuação em planta e 3-D, através do mapa e bloco
Dxemplo de aplicação de mëtodos geoelétricos à geologia de engenharia - Barragens Billíngs-Pedras e do Rio Grande
140

diagrama nela contidos. A linha tracejada azul indica a posição do fluxo diferenciado.

Figura 6.3.8a - Bloco diagrama e mapa de SP da malha 2, Billings-Pedras.

A Figura 6.3.9 apresenta o croqui de localização dos ensaios geofisicos na Barragem


do Rio Grande. Como já observado antes, nesta área - malha A - não foram identificadas

anomalias que tivessem correlação com fluxos em subsuperficie ou algum tipo de

heterogeneidade litológica signific ativa.

As Figuras 6.3.10 e 6.3.11ftazem os mapas de resistividade e cargabilidade aparentes


do dispositivo gradiente testado para aplicação em geologia de engenharia.
A resistividade mostra um padrão de um pequeno incremento nos valores medidos de

montante para jusante, mostrando, talvez, alguma diferenciação mineralógica ou talvez de


compactação neste sentido no maciço de terra.

No mapa de cargabilidade da Figura 6.3.11 visualiza-se um ligeiro aumento de


montante para jusante, confiffrundo a interpretação indicada pelo rnapa de resistividade.

Como pode ser observado, os ensaios com o arranjo gradiente, a exemplo da aplicação
em prospecção mineral, também podem ser perfeitamente empregados em geologia de

engenharia, como neste caso e da mesma forma em hidrogeologia e geologia ambiental.

Os mapas obtidos apresentam uma boa visualização em planta nos parâmetros medidos

e correspondem a uma profundidade de investigação que é proporcional à abertura AB


Exemplo de aplicação de métodos geoelénicos à geologia de engenharia - Barragens Billings-Pedras e do Rio Grande
l4l

empregada (ver item 5.2.1.3). Na maioria das vezes, a profundidade alcançada varia entre l/10
e ll4 de AB, lembrando, no entanto, que a penetração depende das resistividades e suas
distribuições em subsuperficie (ver item 5.2.4.6). Além disso, sempre é possível a execução de

uln ou mais gradientes superpostos, variando as profundidades investigadas de cada um.


A vantagem do dispositivo gradiente é a rapidez e facilidade na aquisição dos dados no
campo. Uma vez fxada a linha de transmissão AIl, basta percorrer as linhas a serem levantadas

e tomam-se as medidas rapidamente, visto que é feita apenas uma medida em cada estação. Em

média, o rendimento de um levantamento com arranjo gradiente é de 3 a 5 vezes maior do que

com o dipolo-dipolo ou pólo-dipolo.


As Figuras 6.3.12 e 6.3.13 contém as pseudo-seções da linha -35 com os dispositivos
dipolo-dipolo e pólo-dipolo. A localização deste perfil é mostrada nos mapas citados acima,
sendo o objetivo deste duplo levantamento em um mesmo perfil o de comparar os resultados.

O emprego do arranjo pólo-dipolo tem suas origens na prospecção mineral, em que é

empregado em situações onde a relação sinal/ruído torna impraticável a execução do mais


simétrico dipolo-dipolo. Tais situações acontecem em casos de abertura entre eletrodos muito
grandes (80m ou mais), potência insuficiente do equipamento utilizado, áreas cujo solo e/ou

subsolo sejam excessivamente condutivos, etc.

Como pode ser observado, as pseudo-seções de resistividade apresentam características

bastante semelhantes, definindo praticamente da mesma forma o aspecto planoestratiforme

observado nas pseudo-seções de resistividade aparente.


No que se refere às pseudo-seções de cargabilidade aparente, também são guardadas
semelhanças entre as mesrns, porém em menor grau. O padrão exibido pela pseudo-seção
pólo-dipolo é mais suave enquanto que o dipolo-dipolo apresenta-se mais irregular. Devem-se
ser considerados dois fatores para estes aspectos: o primeiro é o de que o arranjo dipolo-
dipolo é mais simétrico e permite definir melhor eventuais anomalias detectadas, como é o caso
daquela assinalada nas pseudo-seções. O segundo aspecto é o de que a relação sinaVruído do
pólo-dipolo é bem maior que a da do dipolo-dipolo.
Outro aspecto a ser salientado, é que se os valores medidos e as feições apresentadas
pelas pseudo-seções pólo-dipolo e dipolo-dipolo são bastante semelhantes, então as

profundidades investigadas pelos dois arranjos devem ser da mesma forma semelhantes.

O que pode-se inferir daí, é que em uma situação de ocorrência de um certo grau de
ruídos elétricos, como é caso da area em questão, pilâ a definição de padrões gerais de
cargabilidade, em detrimento da detecção de eventuais anomalias de menor interesse, o arranjo
Exemplo de aplicação de método.s geoelëticos à g,eologia de engenharia - ßarragens Billing,s-Pedras e do llio Crande
142

pólo-dipolo pode ser o mais indicado.


Vale lembrar que EDWARDS (1977) afirma nas conclusões de seu trabalho que a
profundidade investigada pelo pólo-dipolo é inferior à do dipolo-dipolo. No entanto, se
usarmos os coeficientes apresentados em seu próprio trabalho (nesta tese mostrados no
capítulo 5, Tabela 5.5), o que na realidade se verifica é o inverso.
Também deve ser observado que, se a presença dos ruídos for de grande intensidade, o

dipolo-dipolo pode ser inexeqüível, ficando como única opção o arranjo pólo-dipolo.
As Figuras 6.3.14 e 6.3.15 trazem os mapas de potencial espontâneo da mallha A. Na
primeira Figura os resultados são apresentados sob a foram de um mapa de isovalores simples,

onde também são plotados os dados pontuais coletados na referida malha.

Pode ser observado nesta Figura6.3.l4 o comportamento do SP crescente de montante


para jusante, ou seja, de um potencial menor para um maior, refletindo a direção geral do fluxo

das águas no maciço de terra da barragem. O aspecto visual deste mapa é o de que os perfis

estão em'opatamares" distintos e alinhados paralelamente ao corpo da barragem. Neste caso


específico, a explicação é que as linhas estavam posicionadas paralelamente às bermas (de
concreto) a distâncias variáveis das mesmas, ocasionando diferentes resistências de contato e
teores de umidade solo-eletrodos entre linhas.

Uma maneira de eliminar-se este aspecto comentado acima, se for conveniente, é

proceder uma filtragem dos dados com um filtro do tipo passa-banda, por exemplo, conforme

citado no item 5.3.5. Tal procedimento elimina este aspecto, igualando todos os perfis em um
mesmo patamar. Ao mesmo tempo, a escolha do comprimento de onda da banda passante do

filtro, pode auxiliar no realce dos aspectos anômalos de interesse.

A Figura 6.3.15 trazo mapa obtido a partir de uma filtragem deste tipo nos mesmos

dados da Figura anterior. Como pode ser observado, o mapa da Figura 6.3.15 elimina a feição
de patamares diferenciados apresentados pelos perfis quando os dados são simplesmente

interpolados com curvas de isovalores. Neste caso, a janela do filtro passa-banda foi de 12,5m,

ou seja, um intervalo abrangendo as medidas feitas a cada 5 estações de medidas.


Assirrì, em casos de presença ruídos, resistência de contato solo-eletrodos diferentes
entre linhas de uma mesma malha ou mesmo para facilitar a visualização em planta de um
otrend" anômalo SP, a filtragem dos dados de SP pode ser bastante útil.

As Figuras 6.3.14a e 6.3.15a trazem os blocos diagramas e mapas de dados brutos e

filtrados de SP, respectivamente, objetivando comparar e ilustrar os resultados obtidos com as


duas formas de apresentação dos resultados de uma mesma area. Os mapas e blocos inseridos
Exemplo de aplicaçílo de métodos geoelélricos à geologia de engenharia - Barragens Billings-Pedras e do Rio Grande
t43

no texto procuram facilitar uma rápida vista no aqui discutido, deixando os mapas cont idos no

Anexo C para uma visualização em rnaior detalhe.

Figura 6.3.14a- Bloco diagrama e mapa de SP, dados brutos.

Figura 6.3.15a - Bloco diagrama e mapa de SP, dados filtrados.


Exemplo de aplicação cle mtltodos geoeléticos à geologia de engenharia' ßarragens ßillings-Pedras e do lìio Crande
144

Os resultados com os ensaios "mise-à-la-masse" testados nesta área são vistos nas

Figuras de 6.3.16 a6.3.21.

Foi escolhido o PZ-70, cuja posição na malha dos levantamentos geofìsicos pode ser
vista nas Figuras 6.3.10; 6.3.1I ;6.3.13 e 6.3.16. Este furo é um dos piezômetros instalados na

barragem para monitoramento do nível d'água. O motivo da escolha deste piezôemetro em


particular, foi devido ao fato deste ser o único situado no interior da malha cujo revestimento
não era metálico.

Para a execução dos ensaios, desceu-se o eletrodo de corrente até a profundidade de


14,80m, base da sondagem e sob o nível freático. Deve ser salientado que é quase sempre
imprescindível que o eletrodo seja colocado sempre imerso em água, através da qual será

efetivamente feito o contato elétrico entre este e a parede do furo/alvo. A não ser em casos em
que o alvo a ser investigado esteja aflorante, então neste caso pode ser feito um contato efrcaz

entre o eletrodo e o objeto da pesquisa.

Foram testadas três configurações de eletrodos, no sentido de determinar-se qual das

configurações apresenta o melhor resultado em termos de determinação de possíveis anomalias


ou grau de confiabilidade de resultados.

Em todos os casos, os dados referentes ao parâmetro AV foram normalizados pela


corente enviada, que foi mantida constante, e foram plotados sob a forma de mapas de

isovalores.

As Figuras 6.3.16 e 6.3.17 trazem os mapas de AV e cargabilidade da configuração


eletródica onde fbi posicionado um dos eletrodos de potencial no "infinito" e as medidas
tomadas com um eletrodo móvel ao longo dos perfis de medidas

Observa-se no mapa de ÂV que as equipotenciais são praticamente concêntricas.


apresentando apenas uma leve distorção alongando-se ligeiramente no sentido montante-

jusante. Isto permite interpretar que a composição do maciço terroso do corpo da barragem

neste local é bastante uniforme, havendo apenas esta pequena variação no citado sentido.

Igualmente, o mapa de cargabilidade deste arranjo reflete distorções apenas pontuais na

area abrangida pelo ensaio, mostrando da mesma forma que o comportamento do maciço é

razo ave lmente unifo rme q uanto à car gabilidade.

A Figura 6.3.16a ilustra, através de bloco diagrama e mapa de AV, o comportamento


praticamente homogêneo do substrato da barragem vistos também na Figura 6.3.16.
Iìxentplo de aplicaçäo de mëtodos geoelétricos à geologia de en¿¡enharia .- Barragens Billings-Pedras e do Rio Grande
145

Figura 6.3.16a- Bloco diagrama e mapa de AV do ensaio "mise-à-la-masse"

As Figuras 6.3.18 e 6.3.19 contém os resultados obtidos com o affanjo de eletrodos


onde um dos eletrodos de medidas foi mantido fixo à entrada do PZ-70, tomando-se as

medidas ao longo das linhas através do outro eletrodo de potencial.

O mapa de AV da Figura 6.3.18 mostra que o comportamento das equipotenciais é

bastante semelhante àquele observado para o dispositivo de eletrodo móvel e eletrodo de

potencial fixo no ooinfinito".

Já o mapa de cargabilidade obtido com os dados deste dispositivo mostrou uma


aparente tendência de diminuição nos valores medidos de montante para jusante. Deve ser

notado, no entanto, gu€ esta disposição de eletrodos mostrou-se bastante susceptível a

"ruídos", como se pode observar pelos elevados valores negativos medido na porção central a
jusante, característicos de leituras pouco confiáveis.

A terceira variante de disposição de eletrodos, foi de manter-se um dipolo receptor


deslocando-se ao longo dos perfis de medição. Os resultados obtidos através deste arranjo são

mostrados nas Figuras 6.3.20 e 6.3.21.


Exemplo de aplicação rle métodos geoe!érricos à g,eologia de engenharia Barragens Billings'Pedras e do Rio Grande
t46

Como é visto na Figura 6.3.20 - mapa de AV - na porção central do mapa observa-se


uma distorção nas equipotenciais. Também são visualizadas anomalias localizadas em outros
pontos do mapa. Tais aspectos mostram. aparentemente, que esta técnica, em situações em que

o eletrodo de subsuperficie encontra-se próximo à superficie (14,80m) apresenta resultados


fortemente afetados por pequenas hetero geneidades superficiais.

O mapa de cargabilidade obtido com esta técnica mostrou-se bastante semelhante

àquele observado com um dos eletrodos de medidas fixado à entrada do furo, porém com os

aspectos de leituras negativas um pouco melhores.

De acordo com os resultados obtidos para o ensaio "mise-à-la-masse" nesta situação


particular de uso em geologia de engenharia, o arranjo eletródico mais adequado é aquele onde

um dos eletrodos de potencial é fixado no "infinito". Em segundo lugar situa-se o dispositivo


onde um dos eletrodos é mantido fixo à entrada do furo. Finalmente, como terceira opção, o
dispositivo do dipolo móvel.
Assim, mostrou-se com estes resultados que este ensaio de tão tradicional aplicação em
mineração é perfeitamente adaptável a outras conjunturas. Além disso, as conclusões citadas

no parágrafo anterior referentes aos ensaios "mise-à-la-masse" neste caso particular,


certamente é extensiva às aplicações deste ensaio que se façam dirigidas à hidrogeologia,
geologia ambiental e mesmo em pesquisa mineral.
6.4 EXEMeLo DE ApLIcAÇÃo nB uÉrooos GnoElnrnlcos À cnot oct.l
AMBTENTU, - Ánn¡, ltxÃo Do ALVARENGA

6.4.1 Introdução

Nos últimos anos, a geofisica vem tendo aumentada a diversidade de suas iíreas de

atuação. Um destes campos trata de sua aplicação em casos que envolvem o meio ambiente e é

esta situação específica que aborda este subcapítulo'

Os resultados ora apresentados e discutidos tratam de um caso de levantamento


conjunto de IP-resistividade e SP em uma área de vârzea adjacente a um lixão, situado no
município de São Bernardo do Campo/SP, denominado de Lixão do Alvarenga.
Esta é uma situação típica do uso da geofisica em auxílio ao meio ambiente, tratando-se

de um caso bastante apropriado para abordar a aplicação dos métodos geoelétricos supra
citados em geologia ambiental.
A exemplo das aplicações abordadas nos três subcapítulos anteriores, busca-se agora

mostrar através de um exemplo prático, a viabilidade também em geologia ambiental da


aplicação destes métodos geofisicos e suas metodologias e técnicas de execução.

O objetivo dos ensaios realizados foi o de fornecer subsídios a um estudo mais amplo
que abrangeu diversos aspectos referentes ao meio fisico. Este estudo contempla a definição

do contorno da pluma de contaminação, a determinação da permeabilidade dos solos locais e o


fornecimento de orientações gerais para o encaminhamento das operações de recuperação

ambiental da área do lixão do Alvarenga (IPT, 1998d).

Os levantamentos geofîsicos foram realizados no ano de 1998 e buscaram identificar,


através dos contrastes nas propriedades fisicas medidas, indicações que pudessem ser

correlacionáveis à pluma de contaminação proveniente do lixão, bem como determinar as

direções pretèrenciais de fluxos d'água, poluídas pelo chorume. Além disso, os parâmetros
medidos também podem auxiliar na determinação da permeabilidade dos solos locais,
auxiliando nas outras diretrizes do projeto.
Assim, a geofisica, através dos métodos enfoque desta pesquisa, forneceu informações
fundamentais no que se refere às direções preferenciais de fluxos locais, limites da pluma de
contaminação, bem como indicações a respeito da contaminação vertical atingida pelos
poluentes oriundos do lixão.

A situação fìsica do local onde foram desenvolvidos os ensaios é de uma varzea


Iìxemplo de aplicação de mëtodos elétricos à geologia ambiental 'órea I'ixão do ,llvarenga
r48

bastante plana e alagadiça, situada a jusante do lixão. Na seqüência, a jusante desta v¿írzea'

situa-se a represa Guarapiranga, paÍa onde flui todo o chorume, que é levado pelo córrego e

águas de subsuperfìcie que atravessam a referida vârzea.

6.4.2 Geologia da Área do Lixão do Alvarenga

Na área do lixão do Alvarenga ocorrem rochas metamórficas de baixo grau.


representadas por xistos e filitos (IPT l99Sd). Os xistos apresentam granulação
predominantemente fina a média, foliação bem desenvolvida e de constituição ora mais

micácea ora mais quartzosa. Essas rochas normalmente apresentam espesso manto de alteração

(solo de alteração * rocha muito alterada), atingindo até uma dezena de metros nos relevos

suavizados e alguns metros, nos acidentados. O solo de alteração constitui-se de uma variação

de argilo-siltosa nos xistos micáceos a areno-siltosa nos xistos quartzosos e espessura da


ordem deZ a3m.
Os filitos, por sua vez, apresentam granulação muito fina e foliação bem desenvolvida ,

sendo constituídos predominantemente por quartzo e sericita. Seu solo de alteração


normalmente é siltoso e pouco espesso, da ordem de I m. O manto dessa alteração da rocha,

no entanto, é bastante espesso, apresentando de dezenas de metros, nos relevos suavizados, a

alguns metros, nos acidentados.

Entremeados aos xistos e filitos, ocorrem, generalizadamente, faixas de metarenitos

finos a metassiltitos, cuja alteração dá origem a solos arenosos bastante erodíveis.


Segundo IPT (1998d), na área em análise ocorre o sistema aqüífero cristalino, de

características heterogêneas e localmente constituído por xistos. Na porção do aqüífero em


que a rocha apresenta-se inalterada a âgua escoa somente pelas fissuras, contendo pouca água.

Já na porção em que na constituição predomina rocha parcialmente alterada, o aqüífero é

permeável e de alta transmissividade.

As fraturas e lineamentos que afetam o aqtiífero geralmente estão associadas à

formação de milonitos que obstruem significativamente o fluxo da água.


Na região de São Bernardo do Campo os poços apresentam vazão específica média da
ordem de 0,1I mr/h/m. ou seja, característica de baixa produção.
Segundo IPT (op. cit.) o aqüífero local é do tipo livre, apresentando profundidades do
nível d'água entre 24mna vertente e 1 m nas porções próximas ao vale. O gradiente hidráulico
Iixemplo tle aplicação cle mëtodos eltltricos ìt geologiu ambienlal area Lixão do
"llvareng,a 149

(i: Ah/Ax) situa-se em torno de 0,06m/m.


Em termos de geomorfologia, o relevo local é representado predominantemente por morros
baixos, embora também ocorra relevo de morrotes (lPT, op. cit.).

No relevo de morros baixos, ondulado, predominam amplitudes entre 90 e 110 m e

declividades de encostas entre 20 e 30o/o. Subordinadamente, ocorrem declividades de até 20o/o


(nos topos de elevações) e maiores que 30% (no terço inferior das encostas e nas cabeceiras de

drenagem). As encostas apresentam-se sulcadas por linhas e cabeceiras de drenagem. Os topos

das elevações são estreitos e alongados; os vales são fechados e assimétricos, com planícies

aluviais restritas.

6.4.3 Metodologia e Sistemática dos Trabalhos Desenvolvidos

O lixão do Alvarenga situa-se no município de São Bernardo do Campo/SP, na divisa


com o município de Diadema. A localização da área onde foram realizados os ensaios
geofìsicos é mostrada na Figura 6.4.1 - Mapa de localização dos ensaios geofisicos aplicados à

geologia ambiental.

Dentre os arranjos eletródicos aplicados à prospecção mineral e também já aplicados


para outros fins como visto nos subcapítulos anteriores, optou-se pelo dipolo-dipolo. A
abertura entre eletrodos usada foi AB:MN:5m e separação entre perfis de lOm (exceto entre

os perfis 4 e 8 e entre os perfis I e2, que devido à limitações de acesso foi de 20me 5m'

respectivamente.). A opção por este arranjo deveu-se aos objetivos a serem alcançados pela

geofisica, quais sejam a determinação dos limites da pluma contaminada pelo chorume, bem

como indicações do comportamento da poluição com a profundidade.


Uma outra opção viável poderia ser o gradiente, complementado com alguns perfis
dipolo-dipolo. No entanto, para aplicação deste arranjo havia limitação fisica para uma

expansão suficiente da linha de transmissão AB.

A disposição das linhas de levantamentos na ëreaé mostrada na Figura 6.4.2 - croqui


de localização dos levantamentos geofisicos. Como pode ser observado, as extensões lineares
são bastante irregulares, devido à impossibilidade de efetuarem-se medidas nos locais onde os

alagamentos eram muito profundos.

A Figura 6.4.2 também mostra a malha de medidas do levantamento SP, igualmente


irregular pelos mesmos motivos acima expostos. Os dados de SP foram tomados em urna
lluemplo de aplicação de mëtodos elëtricos à geologia ambienlal drea Lixõo do llvarenga
150

malha 5 x 5m, utilizando-se a técnica dos potenciais, ou seja: mantendo-se um eletrodo de

referência fxo e um eletrodo itinerante ao longo das linhas de medição. Os critérios para
adoção desta técnica é o mesmo citado no subcapítulo anterior e no item 5.3.3.2.

Os levantamentos IP-resistividade foram tomados segundo duas orientações


perpendiculares entre si, sendo uma delas paralela e outra perpendicular à drenagem existente

no local, pelas razões de limitações de acesso e alagamento já citadas.


Estabelecer direções distintas para as linhas a serem ensaiadas é uma das maneiras de

contornar as condições adversas de levantamento impostas pelas limitações fisicas de uma


área. Os perfis perpendiculares à drenagem são os de números l;2;4 e 8, enquanto que a os
paralelos à drenagem são os perfis 00; l0; 20 e 30.

A Tabela 6.4.1 adiarfie mostra o volume dos ensaios efetuados, indicando as posições
iniciais e finais dos levantamentos e a extensão linear por perfil.

Tabela 6.4.1 - Relação e volume dos ensaios realizados.

LEVANTAMENTO SP: COBERTURA DE ENTRE


6.000 A 7.000m2

ENSAIOS IP-RESISTNryDADE
PERFIL COORDENADAS EXTENSÃO
I -25 a50m 75m
2 -25 a45m 70m
4 -30 a45m 75m
I -40 a40m 80m

00 -50 a lOm 60m

10 -40 a 30m 70m


20 -40 a20m 60m
30 -55 a 60m I 10m

6.4.4 Apresentação dos Trabalhos Realizados

A listagem abaixo apresenta a relação das Figuras onde estão contidos os resultados

dos levantamentos geofisicos da área do lixão do Alvarenga. As figuras constam do ANEXO


D, com exceção das Figuras 6.4.1;6.4.3a; 6.4.4a; 6.4.5a; 6.4.6a e 6.4.7a, inseridas no texto a

seguir, por razões idênticas àquelas mencionadas nos subcapítulos anteriores, quais sejam de
lixemplo tle uplicação de métodos elétricos ù geologiu ambienlal cirea I'ixão do ,llvarenga
l5r

fornecer uma idéia prévia geral dos resultados obtidos antes da consulta ao ANEXO
corespondente ao subcapítulo.
à geologia ambiental.
Figura 6.4.1 - Mapa de localização dos ensaios geofisicos aplicados
Figura 6.4.2 - Croqui de localização dos levantamentos geofisicos.

Figura 6.4.3 - Mapa de resistividade aparente, elaborado com os dados do nível 2 do dipolo-
dipolo.
Figura 6.4.3a- Bloco diagrama e rnapa de resistividade aparente, elaborados com os dados do

nível 2 do dipolo-dipolo.
Figura 6.4.4 - Mapa de resistividade aparente, elaborado com os dados do nível 4 do dipolo-

dipolo.
Figura 6.4.4a- Bloco diagrama e mapa de resistividade aparente, elaborados com os dados do
nível 4 do dipolo-dipolo.

Figura 6.4.5 - Mapa de cargabilidade aparente, elaborado com os dados do nível2 do dipolo-

dipolo.
Figura 6.4.5a- Bloco diagrama e mapa de cargabilidade aparente, elaborado com os dados do

nível 2 do dipolo-dipolo.
Figura 6.4.6 - Mapa de cargabilidade aparente, elaborado com os dados do nível 4 do dipolo-

dipolo.
Figura 6.4.6a- Bloco diagrama e mapa de cargabilidade aparente, elaborados com os dados
do nível4 do dipolo-dipolo.
Figura 6.4.7 - Mapa de potencial espontâneo com filtragem passa-banda.

Figura 6.4.7a- Bloco diagrama e rnapa de potencial espontâneo com frltragem passa banda.
Figuras de 6.4.8 a 6.4.15 - Pseudo-seções de resistividade e cargabilidade aparentes das linhas

l;2;4;8; 00; 10; 20 e 30, respectivamente.

6.4.5 Discussão, Análise e Interpretação dos Resultados

Os resultados obtidos com a presente campanha de ensaios geofisicos procuram


mostrar que as técnicas e métodos geofisicos tratados nesta tese podem ser uma ferramenta de
grande utilidade também na geologia ambiental, da mesma forma que nas aplicações anteriores.

A exemplo do que acontece nos casos de levantamentos de métodos geoelétricos em

situações de aplicação de hidrogeologia e geologia de engenharia, também em questões

ambientais são mais freqüentes as medidas de eletrorresistividade.


l)xemplo de aplicação de métodos eltitricos à geologio ambiental órea Lixão do llvorenga
t52

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17

Figura 6.4.1 - Mapa de Localtzação dos ensaios Geofisicos Aplicados à Geologia


Ambiental.
Exemplo de aplicação de mëtodos elétricos à geologia ambiental 'area Lixão do Álvarenga
r53

Aqui será feita uma abordagem mais ampla, apresentando as aplicações com os
métodos de polarização induzida e potencial espontâneo, buscando mostr¿u, através dos

resultados obtidos, que estes métodos também possuem um potencial de aplicação na geologia

ambiental. A integração das informações obtidas com os três métodos empregados certamente
fornece uma melhor caracterv.ação das plumas de contaminação e direções preferenciais de
fluxos em subsuperficie.

As pseudo-seções IP-resistividade mostram em detalhe o comportamento destes

parâmetros e sua relação com o objeto dos levantamentos, poluição neste caso. No entanto, a

informação contida nos mesmos restringe-se apenas ao perfil ensaiado. Para ter-se uma visão
global da distribuição destes parâmetros na área pesquisada, tornâ-se necessiírio que sejam
elaborados mapas.

Isto é possível a partir dos dados das pseudo-seções dipolo-dipolo. Para tanto, elege-se
um dos níveis de investigação dos perfis levantados e elabora-se o mapa correspondente. A
escolha deste nível é feita pela arullise do conjunto das linhas ensaiadas, valendo para isso o
bom senso e a experiência do intérprete. Como já mencionado nos subcapítulos anteriores, se a

escolha da abertura entre eletrodos foi feita de maneira adequada, o alvo do levantamento é

alcançado de maneira efetiva ao menos no segundo nível, sendo este, quase sempre, o nível
mais representativo.

Da mesma maneira, se for desejável uma visualização em planta deste comportamento à

medida que aumenta a profundidade podem ser confeccionados mapas com níveis de

investigação de ordens superiores. De acordo com os critérios já mencionados, geralmente o

nível adequado para isto é o quarto nível.


Dessa forma, também neste caso de apticação de IP e eletrorresistividade em geologia

ambiental foram elaborados os mapas dos níveis 2 e 4 de cargabilidade e resistividade


aparentes.

A Figura 6.4.3 - mapa de resistividade aparente do nível 2 do dipolo-dipolo -


confirmando evidências de campo - mostra que as zonas de resistividades mais baixas (cor
amarelo-avermelhada) guardam estreita relação com os locais mais intensamente atingidos pela
pluma de contaminação.

A Figura 6.4.3a, confeccionada com os mesmos dados da Figura 6.4.3, ilustra com
clareza. por meio do bloco diagrama e rnapa de resistividade ali contidos, a correlação das

baixas resistividades com a presença dos poluentes oriundos do lixão.


Exemplo rle aplicação de métodos elétricos à geolog,ia ambiental áreo Lixîío do Alvarenga
154

t9

85
75

80
s
40

30

25

20

10

l.-igura 6.4.3a- Bloco diagrama e mapa de resistividade aparente elaborados com os dados do
nível 2 tlo dipokr-dipokr.

Da mesma forma, os dados de resistividade do nível 4 do dipolo-dipolo mostram que a

pluma de contaminação é menos presente nos níveis mais prolìrndos. Isto é o que é inclicado na

Figura 6.4.4, que contém o mapa de resistividade feito com estes dados.

Realmente, a observação deste mapa evidencia de um modo geral fèições mais


resistivas do que aquelas de níveis mais superficiais. Também pode ser observado nesta Figura

que na porção mais a jusante do mapa existe um local que permaneoe com baixas

resistividades, o que sugere uma penetração mais intensa da pluma de contaminantes neste

kroal. O mapa do nível 2 (Figuras 6.4.3 e 6.4.3a) mostra que neste mesrno local é onde
ocorrem os valores medidos mais baixos de resistividade, o que reforça a indicação de ser um
looal mais intensamente c<lntaminad<l e mais profìrndamente atingiclo.

A Figura 6.4.4a a seguir mostra o acima descrito através do bloco diagrama e mapa de

resistividade do nível4 do arranjo dþolar.


Exemplo de aplicação cle métodos elétricos ù geologia amhicntal área Lixão do llvarcngo
r55


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Iìigura 6.4.4a- Bloco diagrama e mapa de resistividade aparente elaborados com os dados do
nível 4 do dipolo-dipolo.

As Figuras 6.4.5 e 6.4.6 trazem os mapas de cargabilidade aparente elaborados a partir


tlos dados dos níveis 2 e 4 d<> dispositivo dipolo-dipolo. Estes mapas rnostrarn, a grosso modo,
um comportamento semelhante àquele exibidos pelos mapas que contém os dados de

resistividade. Os vak)res mais baixos de oargabilidade correlaoionam-se aos níveis de


investigação mais superfioiais, justamente onde a presença da pluna de contaminação é rnais

intensa.

Com efeito, os dados de cargabilidade contidos no mapa do nível 2 apresentam valores


rnais baixos do que aqueles exibidos no mapa do nível 4, permitindo interpretar que neste caso

¿r presença dos poluentes contidos na pluma conferem um padrão de baixa oargabilidade ao

meio contaminado.

As Figura 6.4.5a e 6.4.6a adiante trazem os blocos diagrama e mapas de cargabilidade


aparentes elaborados com os clados dos níveis 2 e 4 d<> arranjo dipolo-dipolo, respeotivamente.
F)xemplo de uplicução de métodos elé!ricos ù geologia amhiental úreo Lixão do ,4lvarengu
r56

Figura 6.4.5a- Bloco diagrama e mapa de cargabilidade aparente elaborados com os dados do
nível 2 do dipolo-dipolo.

'ffi
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/--/ Cüt{
2æ_-ãí
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"¡,ç¡e1i.*1/

Figura 6.4.6a - Bloco diagrama e mapa de cargabilidade aparente elaborados com os dados do
nível 4 do dipokr-dipolo.
Exemplo tle aplicação cle mëtodos elëtricos à geologia ambiental úrea Lixão do Álvarenga
t57

Os rnapas e blocos diagrama permitem unta interpretação/correlação entre os


parâmetros medidos e a presença da pluma de poluição, proporcionando uma visão geral do

comportamento da contaminação na área estudada.

Os mapas mostram os resultados obtidos e suas interpretações de uma maneira geral e

em planta. Uma informação e uma análise mais completa podem ser vistas em detalhe pela
observação individual das Figuras que contém as pseudo-seções de resistividade e

cargabilidade aparentes que são apresentadas no ANEXO D. Estes dados de detalhe devem ser

considerados em programações de coleta de amostras, instalação de piezômetros e quaisquer


outras investigações diretas que venham a ser efetuadas.
A aplicação do método do potencial espontâneo neste caso de geologia ambiental teve
como principal objetivo a indicação de fluxos preferenciais dos fluidos subsuperficiais na

região contaminada.

Os dados de SP foram tomados conforme a densidade de amostragem indicada na


Figura 6.4.2 -croqui de localização dos ensaios geofisicos - e posteriormente processados por
uma filtragem passa-banda, objetivando minimizar efeitos de contato solo-eletrodo locais no
sentido de uniformizar os valores medidos em um mesmo patamar de referência.
A Figura 6.4.7 mostra os resultados do levantamento SP efetuado na ¿írea estudada. A
análise qualitativa desta figura indica que a direção geral de fluxos no local é no sentido do

lixão para a represa, apresentando uma diferenciação na parte central superior do mapa
apresentado. Dentro desta porção, identificada pela coloração amarelo-avermelhada (valores
positivos da filtragem passa-banda), distinguem-se dois trechos preferenciais de fluxos que são

separados por segmentos negativos de valores de SP filtrados, indicados pela coloração verde-

aztlada conforme visto na Figura.


A ârea onde foram efetuados os ensaios geofisicos é uma região alagadiça e bastante

plana. Em alguns locais, no entanto, é possível visualmente identificar-se, através de rarefações

da vegetação rasteira típica de brejos, fluxos na lâmina d'água. Onde isto ocolre, observa-se
que este fluxo é coincidente com as interpretações obtidas através dos resultados do SP

A direção geral do fluxo da área está assinalada nas Figuras 6.4.7 e 6.4.7a através de

uma seta e as direções de fluxos diferenciados são identificadas por meio de linhas tracejadas

azuis.

A Figura 6.4.7a a seguir mostra o bloco diagrama e mapa de SP processados com

filtragem passa banda.


Iixcmplo dc aplicação de mëtotlos elétricos à geologia amhienlul úrea Lixtio do Alvurengu
r58

¿ñççes¡

<¿
EscALA cRoMATtcA
DE SP FII TRADO

Figura 6.4.7 a - Bloco diagrama e mapa de SP com fìltragem passa bancla.

Finalizando, os resultados obtidos mostraram que os métodos de polarização induzida


(IP), potencial espontâneo (SP) e eletrorresistividade possuem um grande potencial cle

aplicação em casos de geologia ambiental. Além disso, técnicas e arranjos distintos dos

empregados neste oas<l particular podem ser usackrs, a exempkl clos usos fèitos nos
subcapítuk)s anteriores e confbrme já cliscutid<l no capítulo 5 desta tese.
7. CONCLUSOES E RECOMENDAÇOES

As pesquisas, estudos e trabalhos desenvolvidos e apresentados nesta tese procuraram


realuar uma ampla revisão sobre os métodos geoelétricos da eletrorresistividade, polarização
induzida (IP) e potencial espontâneo (SP), empregados inicialmente na prospecção mineral. e

enfatizar as possibilidades de aplicação emoutros ramos da geologia. As áreas específicas aqui

abordadas foram a hidrogeologia, geologia de engenharia e geologia ambiental, além da


própria pesquisa mineral.

Atualmente, as aplicações em prospecção mineral estão drasticamente reduzidas a

nível mundial. Surge agora o interesse para as aplicações modernas, que são principalrnente as

outras três ¿íreas de aplicação aqui contempladas.


Tendo isto em vista, esta tese buscou suprir a deficiência da existência de um trabalho
que reunisse de uma maneira ampla e abrangente os principais métodos geoelétricos
(galvânicos, no caso), seus aspectos teóricos, suas técnicas e metodologias de aplicação
voltadas às quatro áreas aqui contempladas.

Para tantoo apresentaram-se neste trabalho, resultados inéditos obtidos em

levantamentos com estes diferentes propósitos, em que estes métodos são aplicados e mostram

resultados tão posit-rvos quanto aqueles obtidos na pesquisa mineral.

No que se refere às indicações de uso dos três métodos geoelétricos aqui


contemplados, pode-se concluir o seguinte:
- O método do potencial espontâneo é indicado nos casos em que se deseja estudar o

movimento das águas subsuperficiais, algumas correlações litológicas, além dos


usos tradicionais de detecção de condutores.

- A polafulrção induzida pode ser indicada, além do uso consagrado na pesquisa de

sulfetos, em casos onde o objeto dos trabalhos apresente o fenômeno IP, como

certas argilas, contaminantes, etc.

- A eletrorresistividade é um instrumento útil em quase todas as situações, sendo


provavelmente o método de mais amplo espectro em termos de utilização. Quase

sempre pode ser indicada como principal ferramenta nas aplicações geofisicas
modernas aqui discutidas.

- Havendo disponibilidade e justificativas técnicas, o uso conjunto dos três métodos é

a situação ideal recomendada.

Também mostrou-se que as metodologias e técnicas de execução dos ensaios


Conc'lusões e Recomendaçòes
r60

empregados são fundamentalmente os mesmos. bastando, em algumas situações, pequenas


modificações e/ou adaptações, em função dos objetivos a serem alcançados.
Igualmente foi salientado que, além da escolha do(s) método(s) mais apropriado(s) aos

objetivos do trabalho a que se destinam, é preciso estabelecer-se uma metodologia e uma


sistemática para a adequada aplicação destes métodos e suas técnicas.

Isto implica no conhecimento em detalhe de alguns princípios e fundamentos de


configurações de eletrodos, técnicas de campo, propriedades fisicas medidas, possibilidades e
limitações dos métodos, dos arranjos eletródicos e técnicas de campo.

Com este propósito, foi realizada uÍta abordagem descritiva, comparativa e crítica das
metodologias, dos arranjos de eletrodos e técnicas mais comumente aplicados originalmente na
prospecção mineral. A partir daí, buscou-se fornecer subsídios e justificativas para as suas

aplicações em geologia de engenharia, hidrogeologia e geologia ambiental, além da própria


prospecção mineral. Foram descritos aspectos técnicos/teóricos sobre a escolha metodológica

adequada para os métodos geoelétricos de eletrorresistividade, IP e SP, no emprego de

diferentes finalidades e ap licações.


Foi relatado que, na maioria das vezes, os ensaios geofisicos praticados com os

métodos referidos nesta tese e direcionados à pesquisa mineral e hidrogeologia são efetuados

em escala menores do que quando voltados à geologia de engenharia e ambiental. Os

resultados práticos dos casos inéditos apresentados para as quatro áreas de aplicação mostram
que se trata fundamentalmente de medir propriedades fisicas do subsolo. Estas medições
podem ser aplicáveis a quaisquer finalidades, sendo que as únicas diferenças efetivamente
verificadas são as escalas distintas (ou grau de detalhe requerido) e os objetivos dos trabalhos.

Em casos de prospecção mineral ou mesmo de aplicação dos métodos em


hidrogeologia, o grau de detalhe empregado é quase sempre menor, situações em que
dificilmente os intervalos entre medidas são inferiores a 20m. Por outro lado. quando os
métodos são usados em questões ambientais e em geologia de engenharia, o grau de detalhe
dos ensaios é geralmente maior, usando-se aberturas de eletrodos menores.

Os ensaios envolvendo o potencial espontâneo (SP) podem ser efetuados com a técnica

dos gradientes ou a dos potenciais. Na maioria das vezes, recomenda-se dar preferência à

técnica dos potenciais. A vantagem desta técnica, com relação à dos gradientes, é a

significativa diminuição no erro cumulativo. Na técnica dos gradientes as medidas têm no


mÍnimo três possíveis erros dessa natureza, o que não ocorre na dos potenciais.
Em vista disso. a reprodutibilidade dos dados obtidos com a técnica dos potenciais,
Conclusões e Recomendações
l6l

quase sempre é melhor do que a obtida nos gradientes e, conseqüentemente, a probabilidade de

mapear-se "anomalias" causadas por ruídos espúrios é menor.

A não ser em situações em que as dificuldades para utilização do dispositivo dos


potenciais seja demasiada, a preferência deve ser dada sempre ao emprego desta técnica em

detrimento da dos gradientes.

Citou-se que as aplicações destes métodos geoelétricos em casos de geologia de


engenharia têm sido fundamentalmente a eletrorresistividade com o arranjo Schlumberger ou
Wenner. Eventualmente, em casos mais recentes, usou-se o dipolo-dipolo. É indicado nesta
tese, de acordo com as características da érea a ser estudada, o uso do pólo-dipolo ou
gradiente, de usos típicos em pesquisa mineral. Como mostrado pelos resultados obtidos com

estes arranjos e apresentados neste trabalho, eles são perfeitamente aplicáveis.

Igualmente é proposto para uso em situações diversas um outro dispositivo eletródico

de uso até então restrito à mineração, que é o ensaio "mise-à-la-masse", que aqui foi
apresentado em aplicações voltadas à prospecção mineral e à geologia de engenharia.

Este ensaio tem sido utilizado na pesquisa mineral, nos casos em que sondagens
exploratórias interceptam uma mineralização condutiva (sulfetos maciços, corpos grafitosos
auríferos, etc) e desconhece-se a direção para onde a mineralização se estende.
Em situações de geologia de engenharia pode ser útil em identificar para onde se
estende uma determinada camada argilosa, p. ex. Em hidrogeologia, pode indicar a iirea que

ocupa um pacote arenoso que seria, em princípio, um bom aqüífero. Em geologia ambiental
pode ser um bom indicativo da extensão de uma pluma de contaminação.

Assim, a partir das medidas tomadas na superficie do terreno (principalmente o ÂV


bruto), traçam-se curvas equipotenciais que assumirão distorções que acompanharão

aproximadamente os contornos da mineralização ou do alvo de interesse.

Em se tratando dos arranjos dipolo-dipolo, pólo-dipolo, na escolha da abertura entre


eletrodos, recomenda-se aqui que o alvo a ser investigado seja alcançado já no primeiro nível
de investigação ou, no máximo, no segundo nível. Se para uma determinada abertura for
constatado que o alvo somente será alcançado em níveis mais profundos, então o espaçamento
entre eletrodos deverá ser redimensionado.
Foi mostrado que os valores medidos, as profundidades investigadas e as feições
apresentadas pelas pseudo-seções pólo-dipolo e dipolo-dipolo são semelhantes. Portanto, nas

situações de aberturas entre eletrodos muito grandes (80m ou mais), potência insuficiente do

equipamento utilizado. áreas excessivamente condutivas. presença de ruídos ou intensidade do


(' o nc lusões e Reco menduçõe s
t62

sinal recebido pelo equipamento empregado for muito tênue, de tal maneira que o arranjo de
maior simetria - dipolo-dipolo - for inexeqüível, recomenda-se o uso do pólo-dipolo.
De um modo geral, com respeito às informações e interpretações que se podem obter
dos diferentes dispositivos eletródicos usados nos ensaios lP-resistividade nos casos aqui
abordados, indica-se como melhor opção o dipolo-dipolo. Este arranjo normalmente mostra as

anomalias com maior contraste, porém com poucas informações sobre o mergulho das
estruturas e forte influência de irregularidades topográficas.

Com respeito ao pólo-dipolo, as anomalias têm quase a mesma intensidade que as do


dipolo-dipolo e feições similares, mas podem apresentar menor resolução e maior assimetria, o
que algumas vezes pode dificultar a interpretação.
éa
Quando se requer economia de tempo e custos, e a principal informação desejada
distribuição em planta da resistividade ou IP, a melhor indicação é o arranjo gradiente. Este
dispositivo fornece indicações de mergulho e boa resolução lateral. No entanto, respostas
devidas a estruturas estreitas são fracas, as anomalias são fortemente afetadas por
irregularidades do terreno e não oferece resolução vertical.

Desse modo, a vantagem do gradiente é a rapidez e facilidade na aquisição dos dados

no campo. Uma vez instalada a linha de transmissão AB, as linhas são percorridas e as medidas

feitas rapidamente, visto que é feita apenas uma leitura em cada ponto. O rendimento com este

arranjo é de 3 a 5 vezes maior do que com o dipolo-dipolo ou pólo-dipolo.


Geralmente, à exceção do caso das SEVs, as interpretações qualitativas ou semi-
quantitativas tanto da resistividade como do IP satisfazem os objetivos. Em casos de geologias

favoráveis, é possível fazer-se quantificações 2-D razoáveis para as pseudo-seções IP-


resistividade através de programas computacionais de modelagem direta ou de inversão,

A capacidade de penetração em coberturas condutoras é semelhante em todas as

configurações e as inegularidades de cobertura podem causar fortes anomalias, principalmente


no gradiente e dipolo-dipolo.
Nos casos em que o objetivo principal é a investigação de heterogeneidades verticais,
os arranjos mais adequados são o Schlumberger e o Wenner. Se o objetivo for a caracterização

das heterogeneidades laterais, então os arranjos mais recomendados são o gradiente, dipolo-
dipolo, pólo-dipolo e "mise-à-la-masse", nesta ordem.

Qualquer que seja o dispositivo eletródico empregado, não é possível estabelecer de


antemão qual profundidade será investigada. A profundidade de investigação atingida é
variável, sendo função da distribuição das resistividades.
Conclusões e Recomenduções
163

Finalmente, a escolha do arranjo de eletrodos e do(s) método(s) dependerá dos

objetivos a serem alcançados no trabalho. Em certas situações, o nível de informação desejado


pode exigir o emprego de mais de um arranjo e método.
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TNSTTTUTO DE PESQUTSAS TECNOLÓCICaS DO ESTADO DE SÃO PAULO - IPT.

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TNSTTTUTO DE PESQUTSAS TECNOLÓCTCAS DO ESTADO DE SÃO paULO - IPT.

Relatório IPT- 32.388. Levantamentos geoJisicos de eletrorresistividade em apoio ìt


captação de águas subterrâneas em rochas cristalinas, nas proximidades da Usina

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TNSTTTUTO DE PESQUTSAS TECNOLÓCICAS DO ESTADO DE SÃO PAULO - IPT.

Relatório IPT-32.947. Ensaios geofisicos e estudos geológicos geolécnicos na área de


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Relatório IPT- 31.114. Investigação geoJísica com métodos sísmicos e elétricos em área
sobrejacente ao lúnel sul, alça Sena Madureira, próximo ù estaca l0l9+18,36 m.IPT,
1996b, 33p.

INSTITUTO DE PESQUISAS TECNOLÓCICAS DO ESTADO DE SÃ,O PAULO - IPT.

Relat¡irio IPT-31.281. Ensaios geofísicos de polarização induzida (lP) em apoio it


prospecção mineral em rireas de pesquisa da mineração Serra Grande S/A - MSG, na
Bibliografia
170

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INSTTTUTO DE PESQUISAS TECNOLÓGICAS DO ESTADO DE SÃO PAULO - IPT.

Relatório IPT-34.456. Ensaios 44eo/ísicos de potencial espontâneo (SP),

eletrorresistividade e polarização induzida (lP) para inve.stigação de águas subterrâneas


no corpo da Barragem do Rio Grande,,SP. IPT, 1996d,39p.
INSTITUTO DE PESQUISAS TECNOLÓGTCAS DO ESTADO DE SÃO PAI.ILO _ IPT.
Relatório IPT-34.692. Ensaios geofisicos de polarização induzida (lP) em apoio à
prospecção mineral em áreas da Geoexplore Consultoriq Mineral Llda., na regido do
Rio Tapajós, no estado do Pará.lPT, 1996e, 56p.

TNSTTTUTO DE PESQUTSAS TECNOLÓGTCAS DO ESTADO DE SÃO pAULO - IPT.

Relatório IPT-34.830. Ensoios geofisicos de Potencial espontâneo, eletrotesistividade e

polarização induzida (lP) para investigação defluxos de água subterrânea na Barragem


Billings-Pedras, SP. IPT, 1996f, l7p.
INSTITUTO DE PESQUISAS TECNOLÓCICAS DO ESTADO DE SÃO pnUt O - IPT.

Relatório IPT-35.112. Ensaios geoJisicos de potencial espontâneo, eletrorresistividade e

polarização induzida para investigação e detalhe de lineamento anômalo de SP, na


Barragem Billings-Pedras, SP. Relatório dos ensaios complementares ao Relatório IPT'
34.830. IPT, 1997a, l3p.
TNSTTTUTO DE PESQUTSAS TECNOLÓCTCAS DO ESTADO DE SÃO paULO - IPT.

Relatório IPT-35.334. Ensaios geoJisicos de polarização induzida e magnetometria


aplicados à pro.specção mineral em áreas de pesquisa tla Barrick do Brasil Ltda., na
região de Monte Santo, Bahia. IPT, 1997b, 47p.
TNSTTTUTO DE PESQLTTSAS TECNOLÓCTCAS DO ESTADO DE SÃ,O PAULO - IPT.

Relatório IPT-35.394. Ensaios geo/ísicos aplicados ìt locação de poços tubulares para


captação de água subterrânea em áreas do.s Laboratórios Pfizer Ltda.lPT,1997c,9p.
TNSTTTUTO DE PESQUISAS TECNOLÓCICaS DO ESTADO DE SÃO peUro - tPT.

Relatório IPT-35.530. Ensaios de potencial espontâneo (SP) e lP-resistividade para


monitoramento de flwo de úguus subterrâneas nq UHE Salto, em Espírito Santo do
Pinhal. IPT, 1997d, I 8p.
TNSTTTUTO DE PESQLTTSAS TECNOLÓCTCAS DO ESTADO DE SÃO PAULO - IPT.

Relatório IPT-36.153. Ensaios geoJísicos de potenciul espontâneo no maciço leste da


barragem do Rio Grande.IPT, 1998a,27p.
INSTITUTO DE PESQUTSAS TECNOLÓCICaS DO ESTADO DE SÃO PAULO - IPT.
BibliograJìa
l7t

Relatório IPT-37.728. Ensaios geofisicos para obtenção de subsídios técnicos para


qpontar possíveis causos aos problemas de recalques e colapso ocorridos nas fundações

dafábrica da Pirelli na região de Campinas, .SP. IPT, 1998b, 39p'


INSTTTUTO DE PESeUISAS TECNoLÓCIcns Do ESTADO DE sÃo pRulo - IPT.
Relqtório IPT-38.447. Ensaios geo/ísicos de eletrorresistividade, potencial natural e

ground penetrating radar (GPR), em óreas da Solvay Indupa do Brasil,S. l. IPT, 1998c,
42p.

INSTTTUTO DE pESeuISAS TECNoLÓclcRs Do ESTADO DE sÃo peulo - tPT.


Parecer Técnico IPT-7.231. Análise dos estudos de projeto do aterro sanitárío
Tiradentes e diagnóstico do meio /ísico em úrea pertencente ao Lixão do Alvarenga,
município de São Bernardo do Campo.IPT, 1998d,70p.
INSTTTUTO DE PESeUTSAS TECNoLÓctcas Do ESTADO DE SÃo PAULO - IPT.
Parecer Técnico IPT-7.362. Avaliação emergencial da situação de risco associada ao
ofundamento rho terreno, ocorrido no Loteamento Jardim Bom Jesus, Município de
Pirapora do Bom Jesus fSP). IPT, 1999a,24p.
INSTTTUTO DE PESeUTSAS TECNOLÓGICAS Do ESTADO DE sÃo pnut o - IPT.
Relatório IPT-39.416. Ensaios geofisicos e análise geológica para subsídio de
empreendimento habitacional popular no município de Cajamar, SP.lPT, 1999b,27p.
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sounding curves. Geophysics, v.54, p.245-53, 1989.
ANEXO A

DADOS /FIGURAS:
uÉTODOS GBOEIÉIruCOS APLICADOS À
PROSPECÇ.q.O MINERAL
MÉToDos cEolÉTRtcos ApLtcADos À pRospEcçÃo MNERAL
PROJETO CemIQuà - JAZIDA SANTA MARIA
MAPA DE CARGABILIDADE APARENTE . PLOTAGEM DO T.¡íVEI2 DO DIPOLO-D¡POLO

1 800N j

so ãO:¡15, ño
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5O
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25
1600N-
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13

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10.o
1 000N-
7
LEGENDA ,/*
900N- 5

V FURO DE REALTZAçÃO DE ENSATO
"MISE-A-LA.MASSE" E SUA DESIGNAÇÃO
3

l----1 LocnL Do ARRANJo GRADTENTE


1
PERFIS DIPOLO-DIPOLO, LINHAS DS2, DS1,
D00, DN1, DN2 e DN3, AB=MN=2Om
ESCALA cRoMÁTIcA DE
ii.Ej CARGABILIDADE (ÊM mV /)
:.f¡ r---.:
r----i AREA DOS ENSAIOS OA SEGUNDA
2.5 3i 5,5 ao ttt ETAPA Dos LEVANTAMENToS.

200m 300m 400m 500m 600m 700m 800m goom looom l1oom l2OOm l3oom 14oom tsoom 16oom 17oom

FIGURA 6.1.2 - MAPA DE CARGABILIDADE APARENTE, N¡VEL 2 DO DIPOLO.DIPOLO.


MÉToDos cEoLÉTHcos ApucADos À pRospecçÃo MTNERAL
PROJETO Can¡eQuà - JAZIDA SANTA MARIA
MAPA DE CARGABILIDADE APARENTE - PLOTAGEM DO niveI4 Do D¡PoLo-DIPoLo

1800N- "'" gui: ï ï,:: "r 'f,ffiñ æ*gþæe }}|


9.0 6.0 5.5 10.5 8.0
v

1700N.

27
1 600N.

25
1500N.
23

1400N-
7.5 8.O
21

19
1 300 N:

17
7.O 7þ
I 200Nr
15

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9.5 -'OS 9.s 13

11
9.0 9.5 8.5
I OOOf.¡-l
LEGENDA 9

1d5
./ t.O
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900N-l t.; ANOMALIA lP SUPERFICIAL
7
-_
* ANOMALIA IP COM CONTINUIDADE
EM PROFUNDIDADE
5
800Nr
i
æ-sas(a
.ç FURO DE REALTZAçÃO DE ENSATO
"MtsE-A-LA-MAssE" E suA DEstcNAçAo
.. _ 3

700N-1 IOCAL DOARRANJO GRADIENTE


1

PERFIS DIPOLO-DIPOLO, LINHAS DS2, DS1,


ESCALA cRoMÁTIcA DE
600N.1
tti 3.O tO 7.O D00, DN1, DN2 e DN3, AB=MN=2om
CARGABILIDADE (EM mv /)

200m 300m 400m 500m 600m 700m 800m 900m 1000m 1100m 12OOm 13OOn 14OOm 1500m 16oom

F¡GURA 6.I.3 - MAPA DE CARGABILIDADE APARENTE, n|veI4 Do DIPoLo-DIPoLo.


MÉToDos eEoLÉTRcos ApucADos À pRospecçÃo mNERAL
CaueOuÃ. JAZIDA SANTA I,IARIA
PROJETO
TvIAPA DE RESISTIvIDADE APARENTE . PLOTAGEII' DO r.¡iveI2 DO DIPOLO-DIPoLo

z¿1 211 152 161 166 t?þ 1&l 170 113 g' 190 197 173 r78 15e 166 f51 1E1 210 1æ?,6
krli t
\-7
¡
1700Ni k,f 200
00 750
I

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700
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ls. 817!
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600
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I

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I

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150
Pç5, FURO DE REALIZAçÃO DE ENSAIO
.ê¿, "MIsE-À-LA-MAssEi E sUA DESIGNAçÃo 100

50
PERFIS DIPOLO-DIPOLO, LINHAS DS2, DS1, ESoALA cRoMAÏcA DE
000, DN1, DN2 e DN3, AB=MN=2Om RESISTIVIDADE (EM OHMs x METRO)

200m 300m 400m 500m 600m 700m 900m 1000m 1100m 1200m 1300m 1400m 1500m 1600m 1700m

FIGURA 6.I.¿+ . MAPA DE RESISTIVIDADE APARENTE, N¡VEL 2 DO DIFOLO.DIPOLO.


MÉToDos GEoLÉTRtcos APLtcADos À pnospecçÃo MNERAL
pRoJETo cenneouà - JAZIDA sANTA MARIA
¡ytApA DE REStslvtDADE ApARENTE - pLoTAGEM Do Niveu 4 Do DlPoLo-DlPoLo

1E00Nl

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#-\- ESCALA cRoMArcA DE


RESISTIVIDADE (EM OHMS x METRO)

200m 300m 400m 500m 600m 700m 800m 900m 1000m 1100m 1200m 1300m 1400m 1500m 1600m

FIGURA 6.I.5 . MAPA DE RESISTIVIDADE APARENTE, N¡VEL 4 DO DIPOLO.DIPOLO.


MÉToDos cEoLÉTRtcos ApLtcADos À pRospEcçÃo MTNERAL
PROJETO CITI¡NQUÃ - JAZIDA SANTA MARIA
LINHA SOON
PSEUDo-sEçÃo DE cARGABILIDADE APARENTE
100m 150m 200m 250m 300m 350m 400m 450m 500m 550m 600m 650m TOOm 75Om SOOm 85Om gOOm

¿0 7.9

\7.5i 0.0

6,0 5ß 7.O

65\ õ.o 6.0


tl7.O

LEGENDA
ESCALA CROMATICA DE CARGABILIDADE (EM mVA/) pRoJEçÃo NA supERFlctE DE ANoMAL|A DE ALTA
CARGABILIOADE OU BAIXA RESISTMDADE,

I--
Om 50m
r------
10Om 'lsom 200m
- 116 valon ueoioo
' DE cARGABTLTDADE AnARENTE
E SEU PONTO DÊ PLOTAGEM.

f . velon raeooo DE REsrsrvrDADE AeARENTE


E SEU PONTO DE PLOTAGEM.

PSEUDO-SEÇAO DE REStSTtVtDADE ApARENTE


50m 100m 150m 200m 250m 300m 350m 400m 450m SOOm SSOm 6O0m 6S0m 700m 750m 850m 900m 950m 1 000m

136 166 183


-124, 136 183
\,143 í- 21',1

æ ß7 rE6

{ 159 Ifi
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#
181
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rÍr {
t3tt âP

ff

125 100

ESCALA CnOUÁrtCn DE REStSTtVtDADE (EM OHMs x METRO)

FtcuRA 6.1.6 - psEUDo€EçöEs tp-REsrslvlDADE DA LTNHA 8ooN.


MÉToDos GEoLÉTRcos ApucADos À pnospecçÃo MINERAL
PRO'ETO CAiIAC¡UÃ. JAZIDA SANTA II'IARIA
LINHA gOON
PSEUDO-SEçÃO DE CARGABILIDADE APARENTE
50m 100m 150m 200m 250m 300m 350m m 450m 500m 550m 600m 650m 700m 750m 800m 850m

13 12

LEGENDA
ESoALA cRoMATIcA DE CARGABILIDADE (EM mVM
@ pRoJEçfo NA sUpÊRFlq E æ AI{OMAuA De ALTA
CARGABIUOÀDÊ OU EAD&{ RESISÍ M DADÉ
m
0m 50m 100m lsom 200m
rf
. vrlon ueooo DÊ cåRGABTuoADE
ESEUFONTODEPLOÍAGEM.
AIARENIE

ESCTCI¡ f . velon ueooo DË REgsnvioADE AeARENTE


ESEUPONTODEPLOTAGEM.

PSEUDO.SEçÄO DE RESISTIVIDADE APARËNTE

335 310 285 260 210 185 180 135 110

ESCALA CROMAT]CA DE RESTST|V|DADE (EM OHMs x MÊTRO)

FTGURA 6.1.7 - PSEUDO-SEçÖES |P-RESTSTTVTDADE DA LTNHA gOON.


MÉToDos cEoLÉTRcos ApL¡cADos À pRospecçÃo nilNERAL
pRoJETo cen¡equà - JAztDA sANTA MARTA
LINÞ14I(XION
PSEUDo.SEçÃo DE GARGAB¡LIDADE APARENTE
400m 450m 500m 550m 600m 650m

LEGENDA

ffi
EscAuA cnouÁrtc¡ DE oARGABILIDADE (EM mvlv¡ re
ùn ll¡ tüln l5ûrì 20tn
pRoJEqÃo NA supERFloE DÉ A¡toMALl¡A DE ALTA
CNRGqBIUOADE OU BAIXA RÊSISTMDADE.
rf veloe ueooo oE CARGAauDADE ArARENTE
' E SEU PONIOOEPLOTAGEM.
f . velon meooo DE REgsnuDADE AnARENTE
psEUDo-sEçÂo DE REstsÏvtDADE ApRENTE ÊSEU PONTO OEPLOTAGEM.

50m 100m 150m 200m 250m 300m 350m 400m 450m Soom 55om 6oom 65om 7o0m 750m E00m 850m 900m 950m 1000m

't70 120

ESCALA CROI.,IÁTIC¡ DE RÊSISTIVIDADE (EM OHMS X METRO)

FTGURA 6.1.e - psEuDo-sEçOEs tp-REstsnvtDADE DA LTNHA loooN


itÉToDos cEolÉTRtcos ApL¡cADos À pRospEcçÃo ffiNERAL
PROJETO CAMAQUÃ. JAZIDA SANTA MARIA
LINHA lIOON
PSEUDO-SEçÃO DE CARGABILIDADE APARENTE
100 150 200 250 350 400 450 500 550 600 650 700 750 800 850 900 950 1000 1050'1100 1150 1200 1250 1300 1350 1400 1450 15oO 1550 1600 1650 17oO

30 28 26 24 22 20 1E 16 14 12 10
LEGENDA

ESCALA CROMATTCA DE CARGABTLTDADE (EM mVM r-----r----l


Om 50rn 100m l50m 20Om
æ
rf
PROJEçÃO NA SUPERFIOE DE AI\¡OMALIA DE ALTA
CARGABILIOADE OU BAIXA RESISTMOADE.

. veuon ueooo DE cARGABTLTDADÊ AeARENTE


ESEUPONÎOOEPLOTAGEM.
f . vllon meoroo oE REsrsrvrDAD€ AIARENTE
ESEUPONTOOEPLOTAGEM.

PSEUDO-SEçAO DE REStSTtVtDADE APARENTE


150 200 250 300 350 400 450 600 650 750 800 850 900 950 1000 1050 1100 1150 1200 1250 1300 1350 14oO 1450.1 1550 1600 1650 1700

2y 232 24 210 2s8 2s


25 '2ß' \d/4r
,Á",\2
Æ IEry
+42
N 4|8 a9e
w

460 420 380 260 220 180

ESCALA CROMÁTICA DE RESISTIVIDADE (EM OHMS X METRO)

FTGURA 6.i.9 - psEuDosEçÕes le-nesFTtvtDADE DA LTNHA tlooN.


MÉToDos cEoLÉTRrcos ApucADos À pRospEcçÃo MTNERAL
PRoJETo clnnaQuà . JAZIDA SANTA MARIA
LINHA I2OON
PSEUDo.SEÇAo DE cARGABILIDADE APARENTE
50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 550 600 650 700 750 800 850 900 950 1000 1050 1100 1150 1200 1250 1300 1350 1400 1450 1500 1550 1600 1650 1700

12.5
(jJ r 8.0
Ë 9.5 12.O 1 7.0 15.0 r0.5 4.O 4.5 20 6.5
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13.5 s;o
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25242322212019181716151413121110 9 I 7 6 5 4 3 2 1 0

LEGENDA

ESCALA CROITIATICR DE CARGABILIDADE (EM MVM r----r----


0m 50m 10Om 15Om 200m
æ pno.:eçÃo NASUpÊRFlc¡E DEANoMALTA DEALTA
CARGABILIDADE OU BA]XA RESISTIVIDADE.
rlc velon MEDTDo DE cARGABTLTDADE
ESCATA . E SEU PONTO DE PLOTAGEM. AeARENTE

f' vllon laeoroo oE RESrsrvrDAD€ AeAREtvtE


E SEU PONTO DE PLOTAGEM.

psEUDo-sEçÂo DE RESrsïvrDADE ApARENTE


50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 550 600 650 700 750 800 850 900 950 1000 1050 1100 1150 1200 1250 1300 1350 1400 1450 1500 1550 1600 1650 17oO

606 612 565 5A2 311 2æ 211 197 184 224 12A 247 1A2 208 197 195
./ 217 222
;
655
584
\I \ \ ') 'l \:// (' \' \ 212
'

760 720 680 640 600 560 520 480 440 400 360 320 280 240 200 160 120 80

ESCALA CROMÁTICA DE RESISTIVIDADE (EM OHMS X METRO)

FrcuRA 6.1.10 - psEUDo€Eçöes re-nestsnvtDADE DA LTNHA 12ooN.


MÉToDos cEo¡.ÉTRrcos ApucADos À pRospEcçÃo MTNERAL
PRoJETo cIIvIeQuà - JAzIDA SANTA MARIA
LINHA I3OON
PSEUDo-SEçÂo DE oARGABILIDADE APARENTE
700 750 800 850 900 950 1000 1050't100 1150 1 1250 f300 1350'1400 1450 1500 1550 1600 1650 1700 1750 1800

232221 201918171615141312 1110 9 8 7 6 5 4 3 2 1

LEGENDA
I-----r-----
0m som 100m 150n 200m ffi
ESCALA cnouÁrc¡ DE CARGABTLTDADE (EM mvry ESCAII PRo.JEçÄO NA SUPERFÍ clE OE ANOMALIA DE ALTA
CARGABILIDAOÊ OU BAXA RESISTMDADE.
ri6 v¡r-on ueooo
DE CÂRGAauDAoE AeARENTE
. ESEUPOÑTOD€PLOTAGEM.
f. ver-on ueooo DE REssruoADE AnARENTE
ESEUPONTOOEPLOTAGÊM,

PSEUDO-SEçÂo DE RESISTIVIDADE APARENTE


50 150 350 400 450 550 600 650 700 750 E00 E50 900 950 1000 1050 1100 1150 1200 1250 1300 1350 1400 1450 1500 1550 1600 1650 1700 17s0 1800

339 I
I't
I

310 278
ø
800 750 700 650 600 550 200 150

ESCALA CROMÁT|CA DE RESIST|V|DADE (EM OHMs x METRO)

FtcuRA 6.1.11 - psEUDo-sEçÕes Ip-nesFTtvrDADE DA LTNHA t3ooN.


MÉToDos cEolÉTRrcos ApLrcADos À pRospEcçÃo MTNERAL
PROJETO CAMAQUÃ . JAZIDA SANTA MARIA
LINHA I4OON
PSEUDO.SEçAO DE CARGABILIDAOE APARENTE
50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 550 600 650 700 750 800 850 900 950 100010501100115012001250 13001350140014501500155016001650170017501800

24 22 20 't8 16 14 12 10 I 6 4 2
LEGENDA

ESCALA CROMATTCA DE CARGABTLTDADE (EM mVM) I----I_---lsom


0m 50m 10Om 200m
: PROEçÃO NA SUPERF|CIÊ DE AI.¡oMALIA DE ALTA
CARGABILIDADE OU BAIXA RESISTIVIDADE.
EscAl¡ 116 v¡lonueolooDEcARGABtLtDADEApARENTE
' E SEU PONTO D€ PLOTAGEM
12
. v¡loR ueotoo DE RÊsrsrvrDADE AeARE¡nE
E SEU PONTO DE PLOIAGEM

PSEUDO-SEÇÃO DE REStSTtVtDADE APARENTE


50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 550 600 650 700 750 800 850 900 950 100010501100115012001250130013501400145015001550160016s0170017501800

538 233
205 308 565 534
'\' \ 404 220 11

b'
174 1æ 174 170 168 I 202 117 261
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185 179

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f88

380 340 300 220 180 140 100

ESCALA CROMÁTICA DE RESISTIVIDADE (EM OHMS X METRO)

FTGURA 6.1.i2- psEUDo-sEçOes re-nestslvtDADE DA LINHA l4ooN.


MÉToDos cEolÉTRrcos ApLtcADos À pRospEcçÃo MTNERAL
PROJETO CAMAQUÃ - JAZIDA SANTA MARIA
LINHA I5OON
PSEUDO.SEçÃO DE CARGABILIDADE APARENTE
200 250 300 350 400 450 500 550 600 650 700 750 800 850 900 950 100010501r0011s012001250130013501400145015001ss016001650170017501800

3.0
4.5
I 8-O
ô.0
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4.5
5.
8.0 6.5 6.0 6.0 5.0 a.5 6-0 6.5 6-0 4.5 5.5
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11.5 14.5 6.0 r'r.0 10.0 9.0 1'l

.g2ss s:o s;o

232221 20191817'1615141312 1110 I I 7 6 5 4 3 2 I

LEGENDA
ESCALA CROMATICA DE CARGABILIDADE (EM MVM
æ PRCUEçÁO NASUPERFÍqE OE ANOMALTA DE ALTA

r----r--
CARGABILIDADE OU BÁIXA RESISTIVIDADE.
r!6 vllon ueooo DE cARGABTLTDADE
. E SEU PONTO DE PLOTAGEM. AIARENTE
0m som 10Om 150r¡ 200m
ESCAIÁ f . velon ueoroo DE REsrsrvlDADE AeAREMTE
E SEU PONTO DÊ PLOTAGEM-

PSEUDO-sEÇÂo DE RESISTIVIDADE APARENTE


350 450 500 550 600 650 700 750 800 8s0 900 950 100010501100115012001250130013s0140014501500155016001650170017s01800

3lo v1 3!7 133 132 1U


\ 3r, 3El
2|È\ 3lt 3el
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440 420 400 380 360 340 320 300 280 260 240 220 200 180 160 140 120 100

ESCALA CROMÁT|CA DE RESTST¡V|DADE (EM OHMs x METRO)

FTGURA 6.1.13 - PSEUDO€EçöES tp-REStSTtVtDADE DA LTNHA l5OON.


MÉToDos cEoLÉTRtcos ApLtcADos À pRospEcçÃo MTNERAL
PROJETO CAMAQUÃ - JAZIDA SANTA MARIA
LINHA 16OON
PSEUDO-SEçÃO DE CARGABILIDADE APARENTE
200 250 300 350 450 500 550 600 650 700 750 800 850 900 950 100010501100115012001250 1300'1350140014501500155016001650170017501800

6.0 6.0 6.5 4.5 5.r 8.0 7.5 8.0 8.0 8.0 4.0 4.0 4.5
\ol rP..J'rloj
.s' c/ s.of\o -¡¡-- s.o',#tn' l¡¡-
. I <-N /'r\ | / Â. /^

LEGENDA

_
ESCALA CROMÁTICA DÊ CARGABILIDADE (EM MVM PROJEÇÃO NA SUPÊRÊÍoE DÊ ANoMALIA DE ALTA

116 valon lrtaooo oE CARGABTLTDADE AIARENTE


' E SEU PONTO DE PLOTAGEM
ESCALA
l!2
- vnlon lteoroo DE RESrsrvrDADE AnARENTE
E SEU PONTO DE PLOTAGEM.

PSEUDO-SEÇÃO DE RESISTIVIDADE APARENTE


250 300 350 400 450 500 550 600 650 700 750 800 850 900 950 10001050110011501200125013001350140014501500155016001650170017501800

222 251 237 182 167 '141

ï;ff;ffi'.'"
115

F\.
-4
ffiw,-,"ä
266 8' 2't3 zs't
199 2æ/
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365 340 31 5 265 240 215 190 165 140 1 15 90

ESCALA CROMÁTICA DE RESISTIVIDADE (EM OHMS X METRO)

FTGURA 6.r.14 - PSEUDO€EçÓES |P-RESIST|V|DADE DA LTNHA 16OON.


MÉToDos GEoLÉTRrcos ApLrcADos À pRospEcçÃo MTNERAL
PROJETO CAMAQUÃ - JAZIDA SANTA MARIA
LINHA ITOON
PSEUDO-SEçÂO DE CARGABILIDADE APARENTE
450 500 s50 600 650 700 750 800 850 900 950 1000 1050 1100 1'150 1200 1250 1300 1350 1400 1450 1500 1550 1600 1650 1700 1750 1E00

ESCALA CROMATICA DE CARGABILIDADE (EM MVM


0
r---T----
50 ræ 150 2ú
LEGENDA

æ PROJEçÃO NASUPERFICIE DE A¡\¡OMALIA DE ALTA


CARGABILIDAOEOU BAIXA RESISTIVIDADE.
116 vnlon ueooo DE CARGABTLTDADE AeARENTE
' E SEU PONTO DE PLOTAGEM.

f ' velon ueooo DE REs¡srvrDADE AeARENTE


E SEU PONTO OE PLOTAGEM.

PSEU DO.SEÇÂO DE RESISTIVIDADE APARENTE


250 300 350 400 450 500 550 600 650 700 750 800 850 900 950 1000 1050 1100 1150 1200 1250 1300 1350 1400 1450 1500 1550 1600 1650 1700 1750 1800

400 375 350 275 250 225 200 175 150 125 100

ESCALA CROMATTCA DE REStSTtVtDADE (EM OHMs x METRO)

FTGURA 6.r.rs - PSEUDO€EçÖES tp-REStSTtVtDADE DA LTNHA t7OON.


MÉToDos cEoLÉTRtcos ApLtcADos À pRospEcçÃo MTNERAL
PROJETO CNTTIEQUÃ . JAZIDA SANTA MARIA
LINHA 18OON
PSEUDo.SEçÃo DE cARGABILIDADE APARENTE
200 250 300 350 400 450 500 550 600 650 700 750 800 850 900 950 10001050110011501200125013001350140014501500155016001650170017501800

4.5 6.0 5.5 5.5 6.0 6.5 6.5 11 8.0 6.5 6.0 9.5

luio
3.5 35 35
a.o /,ó.òr
+ \+
E.s
'

LEGENDA

ESCALA CROtr¡ÁlCn DÊ CARGABTLTDADE (EM mVA/) _ PRoJEçÃo NASUPERFIC¡E DE ANoMALIA DE ALTA

r=---r--
0m som 100m 15On 200m
CARGABILI DADE OU BAIXA RESIS'TfVDADE.
rf6 vllon MEDDo DE cARGABTLTDADE
. E SEU PONTO D€ PLOTAGEM, AeARENTE

ESCALA
f . veloa MEDDo DE RESrslvroADE AeARErvrE
E SEU PONTO D€ PLOTAGEM,

PSEUDo-sEçÃo DE RESISTIVIDADE APARENTE


200 250 300 350 400 450 500 550 600 650 700 750 800 850 900 950 100010501100115012001250 l3ool35o14oO145015oO155o1600t65017oO1750180o

290 265 240 215 190 165 140 115

ESCALA CnorvrÁlCn DE REStSTtVtDADE (EM OHMs x METRO)

FrcuRA 6.1.i6 - psEUDo-sEçÕES tp-REstslvlDADE DA LTNHA 18ooN.


ñrÉToDos cEoLÉTRrcos APLtcADos À PRosPEcçÃo MINERI\L
pRoJETo cAMAeuà - JAztDA sANTA MARTA - Ánen DE DETALHE
MAPAS DE RESISTIVIDADE E CARGABILIDADE APARENTES
PLOTAGEM DO UíVEI2 DO DIPOLO-DIPOLO, AB=MN=2OM

LINHA
c'Y
DN2 V

-1 60m
6

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LINHA DSl I

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LINHA D

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116/ '180 ,/
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,,*ro/onts
-280m -260m -24Om 22Om -200m -180m -160m -140m -12Om -100m -80m -60m -40m

1050 950 850 750 650 550 450 350 250 150

ESCALA CROUAIICN DE RESISTIVIDADE (EM OHMS X METRO)

FIGURA 6.1.17 . MAPAS DE CARGABILIDADE E RESISTIVIDADE APARENTES, N|VEL 2 DO DIPOLO-DIPOLO.


i[ÉToDos cEoLÉTRrcos APLlcADos À PRosPEcçÃo MINERAL
pRoJETo ctunouà - JAztDA SANTA fuARlA - Ánel DE DETALHE
MAPAS DE RESISTIV¡DADE E CARGABILIDADE APARENTES
pl.orAcetrt Do nível4 Do DlPoLo-DlPoLo, AB=tlN=2om

MAPA DE CARGABILIDADE APARENTE

20.5 15.6 19.4 16.9 16.5 6.4 2.2 2.3 4.7

,,*rnf.r-Þ,

;^,(
-260m -24Orî
A -220m -200m -180m -160m -140m -120m -100m
lÆtl
-aót
ll
b."

-eOrn

18 16 14 12 10 8 6 42

ESCALA cRouArtcn DE CARGABILIDADE (EM mvru)

MAPA DE RESISTIVIDADE APARENTE

\,
211 184 165 174

183

229

220

'176

t80
LINHA DN3

-300m -280m -260m -240m -220m -200m -60m

1250 1150 1050 950 850 750 650 550

ESCALA CROwrÁT|CR DE RESTSTTVIDAOE (EM OHMs x METRO)

FIGURA 6.1.18 - MAPAS DE CARGABILIDADE E RESISTIVIDADE APARENTES, ¡.¡IVCI4 DO DIPOLO-DIPOLO.


uÉrOoOS CeolÉTRGOS APLICADOS À pnOspecçÃO irllNERAL
pRoJETo ceuaouà - JAZIDA sANTA llAruA
MAPAS DE CARGABILIDADE E RESISTIVIDADE APARENTES
ARRANJO GRADIENTE - AB=400m E ilN=20m
MAPA DE CARGABILIDADE APARENTE

tp Þ0

1.3
l4s
\

1,7

-200m -180m -160m -'140m -120m -100m


MËM:
MAPA DE RESISTIVIDADE APARENTE
2Ss 200 21 2æ 205

DE CARGABILIDADE DO ARRANJO GRADIENTE.


MÉToDos cEolÉTRrcos ApLrcADos À pRospEcçÃo MTNERAL
PRoJETo cauIQuà . JAZIDA SANTA MARIA
MAeA DE porENcrAL EsporurÂrueo (sp) DA Ánet DE DETALHE

rnoreçÄo
-2Om

o N N ñ N N
o
o o
o o, À N @ o à N
o,
o o o o o O
3
3 3 3 3 3 3 3 3 3 3

24 20 16 84 0-4 -12 -16 -20

ESCALA cnouÁrrcn DE sp (EM mv)

FIGURA 6.I.20 - MAPA DE POTENCIAL ESPONT¡¡CO COM FILTRAGEM PASSA-BANDA.


MÉToDos cEoLÉTRtcos ApucADos À pRospEcçÃo MTNERÁL
PROJETo caruaQuà . JAZIDA sANTA MARIA
LINHA DOO - AB=MN=SOm
PSEUDo-SEçÂo DE cARGABILIDADE APARENTE
50m 100m 150m 200m 250m 300m 350m 400m 450m 500m 550m 600m 650m 700m 750m 8o0m

32 30 2A 26 24 22 20'r8 16 14't2'tO I 6 4 2 0 -2

LEGENDA
ESCALA cRoMÁTrcA DE cARcABtL|DADE (EM mv /)
_ PRoJEçÃo NA SUPERFICIE DE ANoMALIA DE ALTA

_Æ,
0m
som 100m 150m 200m
,?6:lli*J:'ffi"?'#ä;ilil'Jffi?",.
. E SeU pONIO Oe PLOTAGEM.
212 vnlgnneorooDEREslslvrDADEApARENTE
ES.ALA . E SEU PONTO DE PLOTAGEM,

psEUDo-sEçÂo DE REstsÏvtDADE ApARENTE


50m 100m 150m 200m 250m 300m 350m 400m 45om soom ssom 6oom 65om Toom

69'1 174
\_>.-
174,
'/
zsr I 158

8O1 / 612 r57

598

800 750 700 650 600 550 500 450 400 350 300 250 200 150 100

ESCALA CROMATICA DE RESISTIVIDADE (EM OHMS X METRO)

FIGURA 6.1.21 - PSEUDO€EçÕES ]P-RESISTIVIDADE, LINHA D (AB=MN=SOM).


MÉToDos cEoLÉTRtcos APLlcADos À PRosPEcçÃo MINERAL
PROJETO CNMEOUÃ - JAZIDA SANTA MARIA
L¡NHA DS2

50 pERFtL DE porENctAL EspoNTÂNEo (sP)


40
S go,
E
120
aJ)
10

340m -320m -300m -280m -260m -ztom -2)om -zobm -taom -too. -l¿'or -tz'om -lobm -sôm -oòt -¿òt

PSEUDO-SEÇÃO DE CARGABILIDADE APARENTE


-340m -320m -300m -280m -260m -24Om -22Om -200m -180m -160m -140m -120m -100m -80m -60m -40m -2Om

88

'.nt
"*,-/ /,"
tq.c,\ rp,/

'18

LEGENDA

ESoALA cRoMATtcA DE CARGABILIDADE (EM mv /) æ pRoJEçÄo NA supERFfcrE DE ANoMAL|A oE ALTA


CARGABILIOÀDE OU BAIXA RESISTIVIDAOE.

I
0m 20m
l
80m
12.6
+ VALOR MEDIDO OE CARGABILIDADE APARENTE
E SEU PONTO OE PLOTAGEM.
232 VALOR MEOIDO OE RESISTIVIDADE APARENTE
+ E SEU PONTO OE PLOTAGEM,

PSEUDO.SEÇAO DE RESISTIVIDADE APARENTE


-340m -320m -300m -280m -120m -100m -80m
-260m -240m -220m -200m -180m -160m -140m --l -60m -40m -2Om 0m
__u__ ,
--, -l'J- ' -----J---l ' '
I

,ds
'1')
s?3 (119,
ôl/41
1250 1 150 1050 950 850 750 150

ESCALA CROMÁTICA DE RESISTIVIDADE (EM OHMS X METRO)

FTGURA 6.1.22 - PSEUDO-SEçÖES lP-RESISTIVIDADE DA LINHA DS2.


MÉToDos cEolÉTRlcos APLlcADos À PRosPEcçÃo ilIINERAL
PROJETO CAII,IAQUÃ - JAZIDA SANTA MARIA
LINHA DSI

I PERFIL DE POTENCIAL ESPONTÂNEO (SP)


301

âÈt zo-l
o- l0l
Øj
OI
I r ¡_-__r'
-320m -300m -280m -2AOm -24om -22om -2OOm -180m -160m -140m -120m -100m -80m -eom -40m

PSEUDO.SEçAO DE CARGABILIDADE- APARENTE


-340m -320m -300m -280m -2AOm -24Om -22Om -2OOm -180m -100m -14Om -120m -100m -80m -60m -4Om -2Om 0m

$ Iì¡
LEGENDA
ESCALA CROMATICA DE CARGABILIOADE (EM MVM
ffi PROJEçÄO NA SUPERFÍCIE DE AI.IOMALIA DE ALTA
CARGABILIDAOE OU BAIXA RESISTIVIDADE.
rl5 valon ueoroo oE cARcAELTDADE AeARENTE
' E SEU PONTO DE PLOTAGEM.
Y' vnlonueorooDEREsrsrvrD DÉAeARENTE
E SEU PONTO DE PLOTAGEM,

PSEUDO-SEçÄO DE RESISTIVIDADE APARENTE


-340m -320m -3oom -280m -260m -240m -220rn -200m -180m -160m -140m -120m -100m -80m

7lJ1
*ii/ 471

ô97 q0
774\ 711

15t)

;i .\

ESCALA CROMATICA DE RESISTIVIDADE (EM OHMS X METRO)

FTGURA 6.r.23 - PSEUDO€EçÕES IP-RESISTIVIDADE DA LINHA DS1.


MÉToDos cEoLÉTRlcos APLlcADos A PRosPEcçÃo MNERAL
PROJETO CAMAQUÃ - JAZIDA SANTA MAR¡A
LINHA DOO

1Or PERFTL DE POTENCIAL ESPONTANEO (SP)

r.l
ç¡
i
u)t
-'ol
-2o)
I

-320m -300m -280m -260rn -24Om -22Om -00m

PSEUDO-SEçÄO DE CARGABILIDADE APARENTE


-320m -26om -24om -22om -2oom -180m -'180m -140m -120m -100m -80m -60m -40m -20m 0m

LEGENDA
ESCALA cnouÁttcR DE GARGABILIDADE (EM mV/V)
@ PRq'EçÃO NA SUPERFÍCIE DE ANOMALIA DE ALTA
CARGABILIDADË OU BAIXA RESISTIVIDADE.
1Zê VALOR MEDIDO OE CARGAEILIDADE APARENTE
+
,l E SEU PONTO DE PLOTAGEM.
80m
292 VALOR MEDIDO OE RESISTIVIOADE APARENÌE
+ E SEU PONTO DE PLOTAGEM.

PSEUDO.SEçÄO DE RESISTIVIDADE APARENTE


-320m -3OOm -280m -260m -24Om -22Om -200m -180m -160m -t40m -120m -100m -80m

.,ij¿i

ESCALA CROMATICA DE RESISTIVIDADE (EM OHMS X METRO)

FIGURA 6.1.24 - psEUDo-sEçöEs lP-REslsrlv¡DADE DA LINHA D00.


MÉToDos cEolÉTRtcos APLlcADos À PRosPEcçÃo MINERAL
PROJETO CAMAQUÃ . JAZIDA SANTA MARIA
LINHA DNI

40l

^,1
ct
s, 2f!
*''i
0l
_l
|
-260m -24Om -22Om -200m -180m -,l60m -140m -120m -100m -80m -60m -40rr

pseuoo-seçÂo DE cARcABtLtDADE ApARENTE


-60m -40m -20m 0m

17 't5 t3

1.'ül
LEGENDA

ESCALA cRoMATICA DE CARGABILIDADE (EM mVM PROJEçÄO NA SUPERFICIE OÊ ANOMALIA OE ALTA


CARGABILIOADE OU BAIXA RESISTIVIOADE.
lLA VALOR METXDO DE CARGAAILIDADE APARENTE
+
E SEU PONTO OE PLOTAGEM.
2i,'2 VALOR MEDIDO DE RESISTIVIOAOE APARENTE
+ Ë SEU PONTO DE PLOTAGEM.
ESCALA

PSEUDO-SEÇAO DE RESISTIVIDADE APARENTE


-240m -22Om -200m -f80m -160m -140m -120m -100m -80m -40m

l.'iïi

ESCALA CnOUATC¡ DE RESISTIVIOADE (EM OHMS x METRO)

F¡GURA 6.1.25 - PSEUDO€EçÕeS ¡p-nESFTIVIDADE DA LINHA DN1.


MÉToDos cEol.ÉTRlcos APLlcADos A PRosPEcçÃo MINERAL
PROJETO CETNOUÃ - JAZIDA SANTA MARIA
LINHA DN2

10 PERFTL DE porENclAL ESPoNTÂNEo (sP'


tg 0
fL
a -10

-20'
tl r t-
-260m -240nt -22om -200m -180m -80m -60m -40m

PSEUDO-SEçÂO DE CARGABILIDADE APARENTE


-280m -260m -24Om -220m -200m -180m -160m -140m -120m -100m -80m -80m -40m -20m 0m

t0

I
r:{ LEGENDA
ESCALA CRoMÁTICA DE CARGABILIDADE (EM mV/V)
@ PROJEçÄO NA SUPERFICIE DE ANO{T¡IALIA DE ALTA
I--
0m 2Om 40m 60m 80m
CARGABILIDADE OU BAIXA RESISTIVIDADE,
r?6 v¡lon uEoroo DE cARGABTLTDADE ApARENTE
' e sÊu PoNTo DÊ PLoTAGEM.
ESCALA 2P v¡lon ueoroo DE REsrsïvroAoE ApARENTE
- EsEUPoNToDEPLoTAGEM.

PSEUDO.SEçÂO DE RESISTIVIDADE APARENTE


-280m -260m -240m -22om -200m -'180m -160m -140m -í20m -100m -80m -60m .{0m -20m 0m

ù..

78e

350 250 150

ESCALA CROMATICA DE RESISTIVIDADE (EM OHMS X METRO)

FTGURA 8.r.26 - PSEUDO-SEçÖES IP-RESISTIVIDADE DA LINHA DN2.


MÉToDos cEoLÉTRrcos ApLtcADos À PRosPEcçÃo iñINERAL
PROJETO CAIIIAQUÃ - JAZIDA SANTA IUARIA
LINHA DN3

PERFIL DE POTENCIAL ESPONTÂNEO (MV)


10

0
E
fL -10
o
-20

f f _ - - I I I I I
I I
-260m -240m -22om -200m -180m -160m
-
-140m -120m -100m -80m -60m 40m

PSEUDO.SEÇÂO DE CARGABILIDADE APARENTE


-280m -260m -24Om -22Om -200m -180m -160m -140m -120m -100m -80m -60m -40m -2Om 0m

\u'u
¿t.3

LEGENDA
:l

@ PROJEçAO NÂ SUPERFÍCIÉ DÊ ANOMALIA DÉ ALTA


ESCALA CROMATICA DE CARGABILIDAOE (EM MVM CARGABILIDADE OU BAIXA RESISTIVIDADE.

r
0m 20m 40m
I 60m
I
80m
1ZC VALOR MEDIDO DE CARGABILIOADE APARENIÊ
+ E SEU PONTO DE PLOTAGEM.
232 VALOR MEDIDO DE RESISTIVIDADE APARENTE
ESCALA + E SEU PONTO OE PLOTAGEM.

PSEUDO-SEçAO OE RESISTIVIDADE APARENTE


-280m -260m -24Om -22Om -200m -180m -160m -140m -12Om -100m -80m -60m -40m -2Om 0m

750

ESCALA CROMÁTICA DE RESISTIVIDADE (EM OHMS X METRO)

FTGURA 6.1.22 - psEUDo-sEçOes tp-REstsnvtDADE DA LTNHA DN3.


MÉToDos cEol.ÉTRlcos APLlcADos À PRosPEcçÃo mNERAL
PROJETO CAUIOUÃ. JAZIDA SANTA II,IARIA
ENsAto'mFe-À-u-ilAssE*
ENERctzAçÃo oo Pc'43€0-11 A72I73m DE PRoFUNDIDADE
ll,lAPA DE Vp BRUTO

EScALA cRornÁlc¡ DE Vp BRUTo (EM mv)

FIGURA 6.1.28 - iiAPA DE Vp BRUTO DO PC-A3€O-ll.


MÉToDos cEoLÉTRlcOS APLICADoS A PRosPEcçÃO MINERAL
PROJETO CAMAQUÃ. JAZIDA SANTA MARIA
ENSAIO -MISE-À.LA.MASSE"
ENERGIZAçÃO DO PC-43€O-11 A72n3m DE PROFUNDIDADE
IVIAPA DE CARGABILIDADE APARENTE

t8 14 12

ESCALA DE CROMATICA DE CARGABILIDADE (EM MVN)

FIGURA 6.I.29. MAPA DE CARGABILIDADE, PC.A3€01I.


ilÉToDos cEol.ÉTRrcos ApLrcADos À pRospecçÃo ffiNERAL
pRoJETo c¡rn¡aquà - JAztDA sANTA tvtARtA
ENsAto "ni¡sE-À-LA-MAssE"
ENERGtzAçÃo oo pc-43€t-o3 A 49m DE pRoFuND¡DADE
ñIAPA DE Vp BRUTO

1400 1300 1100


':+

ESoALA cnouÁncRvp BRUTo (EM mv)

FIGURA 6.1.30 - MAPA DE Vp BRUTO PC-43-81{13


MÉToDos eEoLÉTRtcos APLtcADos À PRosPEcçÃo MINERAL
PROJETO CI\MAQUÃ - JAZIDA SANTA MARIA
ENSAIO "MISE.À.LA.MASSE"
ENERGTZAçÃO DO PC-43€í-O3 A 49m DE PROFUNDIDADE
MAPA DE CARGABILIDADE APARENTE
5.0

150

130
8.!

110 I
6
rgr
90
lo!
¡o.d
70

50

30

10
r0.o L""
-10
\

-30

-50

-70

-90

-1 l0

-1 30

-1 50 m
10.2 I

-t 50 -130 -1 10 -90 -70 -s0 -30 -10 10 30 50 70 90 110 130 150

15 14 13 12 11 10 I

--t-- ESCALA DE CROMATICA DE CARGABILIDADE (EM MVru)

FIGURA 6.I.3I - MAPA DE CARGABILIDADE, PC-43€I-03


MÉTODOS GEOLÉTR¡gOS APLICADOS À PROSPECçÃO ñ,¡¡NERAL
PRqIETO CA]T'IAOUÃ . JAZIDA SANTA iIARIA
ENSAIO'MISE-À-LA{liAssE"
ENERGIZAçÃO DO pc-A3{O-10 A 56m DE PROFUNDIDADE
tllAPA DE VP BRUTO

,::l
o
o
t,r] Èa
ó
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F
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I l- |
70
tl-
30 -10
_l_'-----
-50 -70 -90 '110 -r30 -150
I
150 130 110 -50 l0 -30

1400 1200 1 000 800 600 400

EscALA cRoMATlcA DE vp BRUTo (EM mv)

FIGURA 6.1.32 - filAPA DEVp BRUTO, PC-43{0-10


MÉToDos GEoLÉTRGos ApLrcADos À pRospEcçÃo mNERAL
pRoJETo crmrouà - JAzTDA sANTA MARIA
ENsAto " MtsE-À-LA-i,tAss E"
ENERGIZAçAO oO PC-43-80-10 A 56m DE PROFUNDIDADE
MAPA DE CARGABILIDADE APARENTE

o o
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I

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oooooo ooooooo ooo


FOe
OOFoNO OOO¡-O

15 14 13 12 '11 10 I

ESCALA CROMÁTICA DE CARGABILIDADE (EM mVA/)

FIGURA 6.1.33 . MAPA DE CARGABILIDADE, PC.A3-80-10


ANEXO B

DADOS/FIGURAS:
nnÉroDos Gnonr,nrnrcos APLIcADoS À
HIDROGEOLOGIA
w
Ánea s
-20 m
I
Ánea z AREA 1
t
t,
i LINHA A

;l 280m ì LlNXne 40m


I
t
=l ¡.

ì
FI
U,
rn
ï Rto Ð
s\¡
d.
Ì
o

I---I ANOMALIA DETECTADA

ALTNHAMENTo Rt¡ôl¡nlo
PERFIL DE LEVANTAMENTO
cEoFÍsrco

FIGURA 6.2.2 - cRoQUl DE LocAulzaçÃo e si¡¡rese Dos LEVANTAMENToS Georislcos.


MÉToDoS GEoELÉTRICoS APL¡CADoS À HIDRoGEoLoGIA
Ánee I . USINA PIRATININGA . ELETRoPAULo
MAPA DE REStsrlvrDADE ApARENTE - N¡vEL 2 Do DtpoLo-DtpoLo

UNHA C 6on 532 201 '166

UNHA B go^ 498

LINHA A om' 4V

il --- 40m I 00m '140m f OOrn

850 750 250 150


I

ESCALA CROMÁT|CA DE REStSTtVtDADE (EM OHMs x METRO)

FIGUR,A 6.2.3 - MAPA DE RES¡STIV!DADE, ÁREA r, HíVEU 2 DO DIPOLO-DIPOLO.


MÉTODOS GEoELÉTRIcoS APLIcADoS À HIDRoGEoLoGIA
Ánee 2. UsINA PIRATININGA - ELETRoPAULo
MAPA DE RESISTIVIDADE APARENTE .I.¡¡VEI2 DO DIPOLO.DIPOLO

UNHA B"^-
\J
JUtI¡i
228 236 173

UNHAA om.
2€t æ 217 26 195 t63 185

60m 80m 100m 12Om l40m 160m 180m 220m 240m

325 300 275 250 225 200 175 150 125 100

ESCALA CROMATTCA DE REStSTtVtDADE (EM OHMs x METRO)

FIGURA 6.2.4 - MApA DE REstslvtDADE, ÁRea 2, N¡vEL 2 Do Dtpolo-DtpoLo.


MÉTODOS GEOELÉTRIcos APLIcADoS À HIDRoGEoLoGIA
Ánee 3 . USINA PIRATININGA . ELETRoPAULo
MApA DE REsrsnvtDADE ApARENTE - Nivel2 Do DtpoLo-DtpoLo

UNHA C '/t
^^_ -lsg
ou[l

tltl
1?Þ4
UNHA Baon

UNHA A onl 2æ / t¡o\ I /"'


4Ot 180m 200m 22Om 240m 260m 280m 300m

420 380 340 220 180 140 100 60

ESCALA CROMÁT|CA DE RES|STIV|DADE (EM OHMs x METRO)

FIGURA 6.2.5 - MAPA DE RESISTIVIDADE, ÁNEI g, N¡VEI2 DO DIPOLO-DIPOLO.


MÉToDos GEoELÉTRcos APLIGADoS À x onOeEoLoGIA ¡

Anee 1 . USINA PIRATININGA. ELETROPAULO


MAPA DE CARGABILIDADE APARENTE . ¡¡iveu 2 DO DIPOLO.DIFOLO

UN'IA C

UN'IA B

UNIíÁA

EscALA cRoMÁrcA DE GARGAB|LIDADE (EM mv/V)

FtcuRA 6.2.6 - MApA DE cARGABIJDADE, Ánee 1, Nf\ÆL 2 Do DtpoLo-Dtpol.o.


MÉToDoS GEoELÉTRICoS APLIGADoS À HIDRoGEoLoGIA
Ánee 2 . USINA PIRATININGA . ELETRoPAULo
MAPA DE CARGABILIDADE APARENTE. N¡VEL 2 Do DIPoLo.DIPoLo

UNHA B 3om

UNHA A om 4

20m 160m 180m 24Om

ESCALA cRo¡¡Alcn DÊ CARGABtLtDAoE (EM mvry

FIGURA 6.2.7 - MAPA DE CARGABILIDADE, ÁNCE Z, I¡VEI2 DO DIPOLO-DIPOLO.


N¡ÉTOOOS GEOELÉTRICOS APL¡CADOS À N IONOGEOLOGIA
Ánea 3 - ustNA ptRAttNtNGA - ELETRopAULo
MAPA DE cARGABILIDADEAPARENTE - x|veI2 Do DIPoLo.DIPoLo

UNHA C

UNll!-Bo^

UÅWo^
80m 1 00m 120m 140m 160m 1E0m 200m 220m

l5 13 1'l I 7 531

ESCALA cRoMÁTICA DE CARGABILIDADE (EM mvM

FIGURA 6.2.8 . MAPA DE CARGABILIDADE, ÁneI3, NIVEL 2 Do DIPoLo.DIPoLo.


MÉToDoS GEoELÉTRIGoS APLICADoS À HIDRoGEoLoGIA
Áne^a I . LINHA A . UsINA PIRATININGA . ELETRoPAULo
LEVANTAMENTo DE ELETRoRRESTSïVrDADE, poLARrzAçÃo lHouzloA (tp) E porENctAL EspoNTÂNEo (sp)

200-
150

? 'oo-
à s0-
0

-50-
20m 40m 60m 80m 100m 120m 140m 160m 180m 200m
PSEUDO-sEÇÃo DE RESISTIVIDADE APARENTE
-40m -20m 0m 20m 40m 60m 80m l00m 120m '140m 160m 180m 200m

\-::-.,,

LEGENDA
pRoJÊçÃo NA supÉRFlclE DE ANoMAL|A DE ALTA
CARGASILIDADE OU BA]XA RESISTIVIDADE.
ESCALA cRol¡Árlc¡ DE RESISÏVIDADE (EM oHMs x MErRo) - 'î' Ëè..".i#r^?BBroËL1åËîuo-EAPARENTE
f- vnr-on MEDTDo DE RESrsr¡vrDADE
Ê sEU poNro DE pLorAGEM.
AeARENTE
APARENTE
PSEUDo-sEçÃo DE CARGAB|L|DADE
-40m -20m 0m 20m 40m 60m 80m 100m 12Om 140m 16Om lBOm 20Om

\Sì6\
o
¡,..0 'ì*'

ESCALA CROMATICA DE CARGABILIDADE (EM MV/V)


FIGURA 6.2.9 - PERFIL DE sP E PSEUDO€EçÕES rp-REstsTtVtDADE DA LTNHA A, ÁREA l.
MÉToDos GEoELÉTRrcos APLIcADos À HIDRoGEoLoGIA
Ánee I - LTNHA B - ustNA ptRAtlNtNcA - ELETRopAULo
LEVANTAMENTO DE ELETRORRES¡ST|V|DADE, POLARTZAçÃO |NDUZ|DA (tp) E POTENC|AL ESPONTÂNEO (Sp)

0m 20m 40m 60m 80m 100m 120m 140m 160m 1E0m 200m
PSEUDo-SEçÃo DE RESISTIVIDADE APARENTE
-60m -40m -20m 0m 20m 40m 60m 80m 100m 120m 140m 160m 180m 20om

613

1300 1200 ll00 1000 9æ 8m 700 600 5æ 4æ 3æ æO 100


LEGENDA
æ PRoÚEçÃo NA SUPERFIqÊ D€ ANoMALIA DÊ ALTA
CARGABILIOADE OU BAXA RESISTMDADË.
j,.n.::tæ?:
EscALA cRoMAlcA DE REsrslvrDADE 1eu oxl,rs x rvrernq
il |
'¡-
12a
Iittf$-"?#!ffi$e;t-oeoennmerure
f- vllon ueooo oE REsstlvroADE AeARENTE
PSEUDo-sEçÂoDECARGABILIDADEAPARENTE ESEUPoNToDEPLoTAGEM.

-60m -40m -2Om 0m 20m 40m 60m 80m 100m 12Om 14Om 160m í8om 20Om

30.2 14.4 tl.s .14.4 12.9 11_5 17.2

tÀt**"
'?1

ESCALA cnouÄlcR DE CARGABILIDADE (EM mv/Ð

FIGURA 6.2.10 - PERFIL DE sP E PsEuDo€EçÖEs IP-RESTSTIV|DADE DA LTNHA B, ÁREA l.


MÉToDos GEoELÉTRrcos ApucADos À x¡onoeEoloctA
ÁneI 1 . LINHA c - UsINA PIRATININGA. ELETRoPAULo
LEvANTAMENTo DE ELETRoRRESISIvIDADE, poLAR¡zAçÃo ¡t¡ouz¡DA (tp) E porENctA¡- espo¡rÂNEo (sp)

30

;20
E
lro
U'

eseuoo-seçÂo DE REsrsrvrDADE AeARENTE


0m 20m 40m eom Eom 100m l20m

LEGENDA
æ PROJEçÃO NA SUPERFICIE D€ ANoiTALIA DE ALTA
CARGABIUDADE OU BAXA RESISTMOADÊ.
r!¡ vllon ueooo DE cARGABruoADe AnARENTE
ESCALA CROMATTCA DE RES|ST|V|DADE (EM OHMS x METRO) ' ÉSEUPONTODEPLOTAGEM.
f . velon ueuoo oE RÊstsrtvrDADE AeARENTE
psEUDo-sEçÃo DE cARGABTLTDADE AeARENTE ESEUPONTOO€PLOTAGEM.

-60m 4 -2Om 0m 20m 40m ô0m 80m 100m l20m 14Om 160m 180m

EScALA cRoMAlcA DE cARcABtLtDADE (EM mV/v)

E¡âllct^ ê â tl EEËttl ñE êÈ E 6GE!¡M êE^^Èê rã ËËÀrê?ñ


MÉToDos GEoELÉTRrcos APUGADoS À H¡DRoGEoLoGIA
Ánee 2 - L¡NHA A - us¡NA ptRATtNtNcA - ELETRopAULo
LEVANTATENTo DE ELETRoRRES|STV|DADE, FoLARTzAçÃo |NDUZDA (tp) E porENctAL EspoNrÂr,¡eo (sp)

'100m 120m '140m 160m 1E0m

PSEUDO-SEçÃo DE RESISTIVIDADE APARENTE


4' 0m '20m 40m 60m Eom 100m 120m 140m '160m 180m 200m 24Om 260m 280m

330 310 2SO 270 250 230 210 190 170 1s0 130 110 LEGENDA
æ pRorFg{o supRFfclE DE ANoitALtA ÞE ALTA
NA
CARGABILIDADE OU BAXA RESISTMDADE
r!' velon ueuoo DE CARGABuDADE
. ESEUPONTODEPLOTAGEM. AeARENTE
ESCA|¡ CnOUAÏCR DE RES|ST|V|DADE (EM OHM9 x METRO)
f. vnr-oe ueuoo oÊ RES¡sTMDADE AeARENTE
ESEUPONÎODEPLOTAêEM.
eseuoo-seçAo DE CARGABILIDADE APARENTE
-20m 20m 80m l00m f20m 140m l60m f8om 200m 22Om 240m 260m 280m

EScALA cRoMATtcA DE cARGAB|L|DADE (EM mV/v)


MÉToDos GEoELÉTRIcos APLICADoS À HIDRoGEoLoGI,A
Ánea 2. LINHA B. UsINA P¡RATININGA . ELETRoPAULo
LEVANTAMENTO DE ELETRORRESTSTTVTDADE, POLARTZAçÃO |NDUZ|DA (tp) E POTENC|AL ESPONTÂNEO (Sp)

200(F

tE 1500-1

È
at)
1000-

500-

60m 80m 100m 120m '140m l60m 180m 200m 220m 24Om 260m 280m

PSEUDO.SEçÂO DE RESISTIVIDADE APARENTE


-40m -20m 60m 80m 100m 120ñ 140m 160m 1E0m 200m 220m 240m

175 150 125 100 LEGENDA


* enotçÃo NAsupÊRFfclE DËAr\¡oMÂuA oEALTA
CARGABILIDADE OU BA¡XA RESISTMDADE"
ESCATA CnOUAT|CR DE REStSTtVtDADE (EM OHMs x METRO)
rf v*on ueooo DE cARGAauDADE ÁeARENTE
' ESEUPONTOOEPLOTAGEM.
f ' veuon ueooo DE REsrslMoADE AeARENTE
ESEU PONTO D€ PLOIAGEM.
psEUDo-sEçAo DE cARcABtLtDADE APARENTE
'40m -20ft1 0m 20m 40m 60m 80m 100m 120m 140m '160m 18Om 2OOm 22Om 240û 26Om 28Om

ESCALA cRoMAîcA DE oARGABILIDADE (EM mv/v)

FIGURA 6.2.13- PERFIL DE sP E PsEuDo€EçöES tP-REstsTtvtDADE DA LTNHA B, ÁREA 2.


MÉToDoS GEoELÉTRIcos APLIcADOS À HIDROGEOLOGIA
ÁneI3. LINHA A - USINA PIRATN¡NGA. ELETRoPAULO
LEVANTAMENTo DE ELETRoRRESEnUDADE, poLARtzAçÃo rHouz¡DA (rp) E porENcrA¡- esporrÂNEo (sp)
I 50.
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E 50-r
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(/)
o

-so.l
20m 80m 100m l20m l40m 160m 180m 200m 22Om 240m 260m 280m 300m 320m 340m 360m

PSEUDo-sÊçÃo DE RESISTIVIDADE APARENTE


100m 12om 140m 160m 180m 200m 22Om 24Om 2ô0m 280m 300m 320m 340m

LEGENDA
pRoJEçÃo NAsupERFlctE DEAt'loMALtA DEALTA
CARGAAIUOAD€ OU EAIXA RESISTMDADÊ

ESCALA CROUÁïCA DE RESTSTTV|DADE (EM OHMs x METRO) - 116


. vnlon ueooo DE cARGABTuoADE AeARENTE
ESEU PONTO D€ PLOTAGEM.

f' velon laeooo DE REsrsrvroAoe AeARENTE


ESEU PONTO DE PLOTAGEM-
PSEUDo.SEçÂo DE cARGABILIDADE APARENTE
-20m 0m 20m 40m 60m 80m 100m 120m 140m 160m 180m 200m 220m 240m 260m 280m 300m 320m 340m

26 23 20

EScALA cnouArtc¡ DE GARGABILTDADE (EM mv/v)


MÉToDos GEoELÉTRIcos APLICADoS À HIDRoGEoLoG¡A
Ánea 3 . LINHA B. us¡NA P¡RATIN¡NGA . ELETRoPAULo
LEVANTAMENTo DE ELETRoRRESISIvTDADE, poLA,RrzAçÃo rlouzrDA (rp) E porENcrAl esponrÂNEo (sp)
1 40r

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E
J
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20m 40m 60m 80m 100m 12Om 140m 160m l80m 200m 22Om 240m 260m 280m 300m 320m 340m 360m
eseuoo-seçÂo DE REstsÏvtDADE ApARENTE
-20m 0m 80m 100m 120m 140m 160m 180m 200m 220m 240m 260m 280m 300m 320m 340m 360m

210 121 174


l---:==_-:-
(,

.-4!3\ ry Ø

1350 1250 1150 1050 950 850 750 650 550 4Ð 350 250 150 LEGENDA
50
æ enoleçÃo NA supERFlctE DE ANoMALIA oE ALTA
CARGABILIDADE OU BAIXA RESISTIMDADE.
rl5 vnton ueoroo DE c RGABTLTDADE AIARENTÊ
ESCALA CROMATICA DE RESISTIVIDADE (EM OHMS X METRO)
. E SEU PONTO DE PLOTAGEM,
2f vllon ueoroo DE REsrsrvlDADE AeARENTE
' E SEU PONTO DE PLOTAGEM.
psEUDo-sEçÄo DE cARGABtLtDADE ApARENTE
-20m 0m 20m 40m 60m 80m 100m 120m 140m 160m 180m 2OOm 22Om 240m 260m 280m 300m 320m 340m 360m

5.4 2.1

1,

ESCALA CROMATICA DE CARGABILIDADE (EM MV/V)

FIGURA 6.2.15 - PERFIL DE sP E PSEUDo€EçOES rp-REsrsïvrDADE DA LTNHA B, ÁREA 3.


MÉToDos GEoELÉTRcos APLIcADoS À HIDRoGEoLoGIA
Ánet a - LINHA c - ustNA ptRATtN¡NGA - ELETRopAULo
LEVANTAMENTo DE ELETRoRRESTSnV|DADE, poLARtzAçÃo t¡¡ouzoa (tp) E porENctAL EspoNrÂneo 1se¡

80m 100m 120m 140m l60m 1E0m 200m

psEUDo-sEÇÃo DE REsrsïvtDADE APARENTE


80m 100m 120m 140m

1550 1450 1350 1250 1150 1050 950 850 750 650 550 ¿¡50 350 250 150 50
LEGENDA
æ PRO'JEçÃO NA SUPERFICIE OÊ AI{OMALIA DE ALTA
CARGABILIOAD€ OU EAXA RESISTMDADE.
llt ueuoo DE cARGABTuDADE AIARENTE
ESCALA CROMÁICA DE RES|ST|V|DADE (EM OHMS x METRO) . ver-oR
ESEUPONTODËPLOTÂGEM.

PSEUDO-SEçÃO DE CARGABILIDADE APARENTE f. ver-oc ueooo


DE REsrsrvDADE AnARENTE
ÉSEUPONTODEPLOIÂôEM.
-z0m 0m 20m 60m 80m 100m 't20m 140m 160m 180m 200m 22Om 240m 260m 280m 300m

r5.l 13.2 14.9

EScALA cnouÁlc¡ DE CARGABILIDADE (EM mv/v)

FIGURA 6.2.16 - PERFIL DE sp E psEuDo€eçÕes tp-REstsflvtDADE DA LTNHA c, Anel e.


ANEXO C

DADOS /FIGURAS:
nnÉroDos cnonr,Érnrcos APLrcADos À
GEOLOGIADE ENGENHARIA
RESERVATÖRIO BILLINGS

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FIGURA 6.3.2 -cRoeut DE LocAltzlçÃo Dos ENsAtos ceorislcos, BARRAGEII


MÉToDoS GEOELÉTRICOS APLICADOS À EEOUOCIA DE ENGENHARIA
MApA DE porENqAL Espo¡rrÂneo (sp) - DADos BRUToS
MALHA I

itIONTANTE
40 .78 .n € .tGt -70 -70 3r
t7.4 -78
\<--:-// '
-46

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41 s
-30 ö
-30 4
-8 -35 3.f
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H
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JUSANTE

-50m -45m -4Om

LEOENDA 80 60 40 20 0 -20 -40 40 {0 .100 -12O -140 160 n80 ¿W -22O -240

¡jl@
ANOi¡ALIA IP OTJ RESI TVI.
oAoEEgJALocALrzAÇÃo i)i'i :-l,ffi,i'i ,,irii i:i¡,1
LINEAMET.¡TO ÂNôI"IALO SP ESCALA DE CROMATICA DE DADOS 0É SP (EM mV)
LINHA Dê LEVANTAMÉNTO
IP.RESISTMIOAÐE

28 VALOR MEDIDO æ SP E SEU


+ PONTO E PLOTAGEM

FIGURA 6.3.3 . MAPA DE POIENCIAL ESPONTANEO, MALHA I.


MÉToDos GEoLÉTRICOS APLICADOS À CeOIOCIA DE ENGENHARIA
MAeA DE porENcrAL EsponrÂrueo qsr¡
MALHA 3 (DETALHE DA MALHA 1)

-25.0m

-27.5m

30.0m

-32.5m

-35.0m
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-10.0m -7.5m -5.0m -2.5m O.Om 2.5m 5.0m 7.5m

LEGENDA
-- -- h'l'HlîBå"^låt$'o""Ë*1""**
FIGURA 8.3.4.MAPA DE POTENCIAL ESPONTÂNEO, MALHA 3 (DETALHE DA MALHA I).
MÉTODOS GEoELÉTRrcos APLIcADoS À ceoIoclA DE ENGENHARIA
MALHA .I . LINHA I
LEvANTAMENTo DE ELETRoRRESISnvIDADE E poLARtzAçÃo tuouaon ¡re¡
psEUDo-sEçÃo DÉ REsrsrvrDADE AeARENTE
€0m €5m €0m -75m -70m €0m €5m -50m -45m -40rn -36m -3Om -25m -Z)m -f5m -10m €m

l3a 3t)? 417


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(

1450 1350 1250 1150 f050 950 850 750 650 55() 450 350 250 150 50 -50
LEGENDA
æ'FF.AI¡:¡]ì PROJEçÃO DE ANOMALIA IP OU
R€SISIIVIoAæ NA SUPRFbIE
æ
ESCALA CROM,ÂÌ|CA DE RESTSÌ|VTDADE (ÊM OHMs x METRO) + VALOR MEDIæ æ RÉ,SSTIVIDADE APARE¡¡TE
8.7
+ VALOR MEDIDO D€ O{RG,qBILIOADE APARENIE
psEuDo€EçÃo DE oARGAB|L|DADE APARENTÊ
-90m €5m -70m €5m €0m _55m €(}n -45m -40m -35m -3Om -25m

0.5 4.5
I
4.2 I sl
/+

60 56 50 45 & 35 30 X 20 15 10 5 0 -5

ESCALA CROMÁT|CA DE CARGAB|L|DADE (EM mvru)

FIGURA 6.3.5 . LEVANTAIIIENTO IPfiESISTIVIDADE DA LINHA I, MALHA 1.


MÉToDos GEoELÉTRrcos APLIcADoS À eeoloele DE ENGENHARIA
MALHAI -LINHA2
LEvANTAMENTo DE ELETRoRRE$snVÞADE E pol-ARtzAçÃo rxouzon 6e¡

eseuoo-seçÃo DE REsrsïvrDADE APARENTE


-75m -70m 45m d)m 65m -50m -45m -4Om -35m

'168 22 24 æa
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249 . 5¡6 .. ry.

280026O02M2N 2000 1800 16@1¡1OO12001000 8O0 600 ¡tOO 20O 0 -20O LEGENDA
Fä=¡Elr.Íil pRoJEçÃO DE AVOMALTA tp OJ
RESISITVIOAE I.IA SUPERFIOE
a!8
ESCALA CROMÁTICA DE RESISTIVIDADE (EM OHMS X METRO) + VALOR l,€DlÐO DE REgSf MDAæ APARÊNTE
7j u aonrnæ,ooDE.ARGABTLTDADEÀpAFrEr{TE
eseuoo-seçÃo DE oARGABIL|DADE APARENTE
-90m €5m -8Om -75m -70m €5m -55m €0m -45m -40m -35m n -25m -20m -15m -10m -5rn

115 105 95 85 75 25 15

ESCALA CROMÁTICA DE CARGABILIDADE (EM MV/V)

FIGURA 6.3.6 .LEVANTAiIENTO IP{ESISTIVIDADE DA LINHA 2, MALHA I.


MÉTODOS GEOELÉTREOS APLIcADoS À eeoloen DE ENGENHARIA
MALHAI -LINHAS
LEVANTAMENTo DE ELETRoRREstsnvþADE E poLARtzAçÃo |NDUZ¡DA (tp)

pseuoo-seçÃo DE RcstsrvroADE AeARENTE


-70m €5m €0m €5m -50m -45m -40m -35m -30m -25m -20m -15m -10m €m

1O1O gì 11¿19 1274 188


\jz1 ¡.i '

2300 2100 1900 1500 13@ 1100 9(þ 700 5ü) 3@ 100
LEGENDA
PRoJEçÃo DE AÀroMALrA rP orJ
ru RÊss¡vroAENA sJPRFicrE
ESCALA CROMAÏCA DE RES|ST|V|DADE (EM OHMS x METRO)
f ver-oe uæroo DE RgstsrvrDADE ApARENTE
$-4 v¡Lon uÐtDo DE c,qRc.ABtLtoADE ApAREÀtrE
+
PSEUDO-SEçAO DE CARGABILIDADE APARÊNTE
-95m -gom €5m 40m -75m -70m -65m 40m -56m -som -45m -4tlm -35m -3Ðm -25m -20m -l5m -1Om -srn

¡.0 18.5 12.O 12.5 2o.7

30 27 24 21 l8 15 12963

ESCALA CROMATICA DE CARGABTLTDADE (EM mV/V)

FIGURA 6.3.7 . LEVANTAMENTO IPfiESISTIVIDADE DA LINHA 3, iIALHA I.


MÉTODOS GEOETÉTRrcOS APLICADOS À CeOUOCIA DE ENGENHARIA
MAnA DE porENcrAL Espo¡¡rÂrueo (sp)
MALHA 2 MONTANTE

0m

-5m

-10m

-15m.

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110
-2Om
105
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-25m 482
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45m

-7Om
US'fA ELEVATÓRIA

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VILA ELETROPAULO

FIGURA 6.3.9 -CROQUI DE LOCALtrAçÃO DOS ENsAIos GEoF¡sþos NA BARRAGEM Do RIo GRANDE.
MÉTODOS GEoELÉTRIcos APLIcADoSÀ ceoIoclA DE ENGENHARIA
LEVANTAMENTO DE ELETRORRESTSTTVTDADE E FOLARTZAçÃO t tOUaOn 1le¡
MALHA A - ARRANJO GRADIENTE, AB=l6Om e MN=6m
MAPA DE RESISTIVIDADE APARENTE IIIONTANTE

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0m 5m 10m 15m 20m 25m 35m 4Om 45m som 56m 60m 6Sm 70m 75m
LEGENDA
LINHA DÉ LEVANIAMENIO IP€ESSTIV]OAD€
45 420 395 370 345 320 85 270 245 m 1*5 170 lzt5 1æ JUSANTE
258
+ vALoR MEDroo DE RESsÎvtDAoE ÀPARENTÊ
E sÊU PoNTo DE PLoTAGEM

@9 soNoAGEMENSIIADAcoM,l4rsE-À-LA-MAssp
esc¡te cRouÁTtcA DE REstsltvtDADE (EM OHtvlsx METRO)
FIGURA 6.3.IO . MÂPA NF FIFSISÏì/INANF ÀPÞÂN Iô êÞÂN¡ENÎE TIÀ¡ ¡J^ Â
MÉToDos cEoELÉTRrcos ApLrcADos À ceo¡,oon DE ENGENHARTA
LEVANTAMENTo DE ELETRoRRESTSIvTDADE E pot-ARtzAçÃo ttrouztDA (tp)
MALHA A - ARRANJO GRADIENTE, AB=150m e MN=5m
ITONTANTE
MAPA DE CARGABILIDADE APARENTE

I 16.3 7A

,12

12

,/ ."

*l 'go re\ \\?


0m 5m 55m 6Om 6srn 70m 75m 8Om
LEGENDA 17 17 16 16 15 15 14 14 13 13 12 12 11 11 10r0998 87 JUSANTE
L¡NHA CE LEVANTAMENIO IPfËSISΡ/IDAEE
13.7 VALoR MEDIDo DE CARGABIL¡oADE APARÊNTE
a ESEU PONTODEPLOTAGÉM

@ soNDAGEM ENsaßDA cotrr "MrsE-À-LA-MAssÊ esc¡,r-¡ cnouÁTrcA DÊ cARGABILIDADE (EM mv /)


MÉToDos GEoELÉTrucos APLICADoS À ceoIoc|A DE ENGENHARIA
LEVANTAMENTO DE ELETRORRESTSTIV|DADE E POLARTZAçÃO INDUZ|DA (tp)
MALHA A . LINHA €5 . ARRANJO POLO,DIPOLO
PSEUDO-SE9ÃO DE RESTST|VTDADE APARENTE
-1Om -5m Orn 5m 1&n 15m 2en 25m 30rn 35m 40m 45m 50m 55m 6Om 65m 70m

T.-.*\/ 26
v
260
-\\¡9l
+

t61 1æ.

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r€a /-ã\
ty'
173 f¡

\n 167


LEGENDA
PRo.JEçÃO ¡IA SJPERF¡CIÊ DO TOPO DÊ ANOMALIA
O€ BAJXA RESISTIVIOADE OU AIIA CARGAAILIDADE
ESCALA CROM,ATICA DE RESISTIVIDADE
7j vl-on uæroo DE CARGABTLTonDE AeARENTE

46
+ vru-oe ueoroo æ RESrsTrvroAD€ ApARÊNIE

PSEUDO-SEçÃO DE CARGABILIDADE APARENTE


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ESCALA CROMÁT|CA DE CARGABILIDADE (EM mvru)

FIGURA 6.3.{2 . LEVANTAMENTO IPfiESISTIVIDADE DA LINHA -35, ARRANJO DIPOLOÐIPOLO, MALI{A A.


MÉTODoS GEOELÉTRcos APLIcADoS À GEoLoG¡A DE ENGENI{ARIA
LEVANTAMENTO DE ELETRORRESTSTTVTDADE E POLARTZAçÃO TNDUZTDA (rp)
MALHA A . LINHA A5 - ARRANJO DIPOLO.DIPOLO
PSEUDo-SEçÁo DE RESISTIVIDADE APARENTE
-15m -10m -5rn 0m 10m 15m 20m 25m 30m 35m 4Om 45m 50m 55m 60m 65rn 70m 75m 8frn 85rn 90m

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r.-:-:-n PRoJEçÃO tlA SJPERF|C]E DO TOPO æA}.¡O|¡ALA
O€ BAIXA RESISTIVIOADÉ OU ALÎA CARGABILIùD'É

ESCALA CROMATICA DE RESISTIVIDADE (EM OHMS X METRO) f vnr-oc uæroo æ cARGABuTÞADE AeARENTE

46
+
v¡¡-oe uæoo DÊ RÊ.gsrrvroAæ ApARENTE

eseuoo+eçÃo DE CARGAB|L|DADE APARENTE


-15m -10m -srn 0m 5m 10m 15m 20m Ém 30rn 35m 4Om 45m 5&n 55fn d)m 65rn 70m 75m 8&n 85m 90m 95m

10.5 9.5 10.5 l1.8 10.0 9.r a.3

ESCALA DE CROMATICA DE CARGABILIDADE (EM MV/V)

FIGURA 6.3.13 - LEVANTAMENTO IP-RESISTIVIDADE, ARRANJO DIPOLOÐIPOLO, MALHA A.


MÉToDos cEoELÉTRrcos ApLrcADos À eeoloen DE ENGENHARTA
MALHA A - MAeA DE porENctAL Esporur¡¡eo (DADos BRUToS) TTONTANTE

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LEGENDA -25 -35 -45 -55 € -75 €5 JUSA'VÏE
UNHA DE LEVANTAMÊNTO IP.RESf STIV¡DAOE
.23 VALORMEСOOOESPESÊU
+ POì¡ÎODEPLOTAGEM

@ scNDAGEM Er(s\rADAcoM"MrsEå.LA-M¡.ssÊ- ESOALA cRoMÁTlcA DE SP (EM mV)

FIGURA 6.3.I¡I. MAPA DE POTENCIAL ESPOHTÂHEO, ilIALHA A.


MÉToDos cEoELÉTRrcos ApLrcADos À eeolocrA DE ENcENHARTA
MALHA A - MAnA DE porENcrAL EsponrÂruEo (DADos FTLTRADoS) MONTANTE

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LEGENDA 121086420-244€ -10 -12 JUSANTE


- -@e LINHA DE LEVANTAMENTO IP.RESISTIVIDADE

sor{DAG€M g'¡sq,rADA, coM "MtsE-À-L^-MÀssÊ"

ESoALA cRoMÁTIcA DÊ DADos FILTRADoS DE sP


FIGURA 6.3.15 . MAPA DE PoTENoLAL esponrÂneo, DADos FILTRADoS.
ENSAIO "MISE-À.LA.MASSE" REALIZADO NO PZ.7O
NA BARRAGEM DE TERRA DO RIO GRANDE
MONOPOLO MÓVEL AO LONGO DAS LINHAS
EMONOPOLO FIXO NO "INFINITO''

MAPA DE A/ NORMAMZADO PELA CORRENTE

MONTANTE

1200 1100 1000 900 800 700 600

ESCALACROMATICA DE AV/I

FIGURA 6.9.16.ENgAIO ''MISE.À.TÁ.MASSE", MAPA \ôNORMALIZADO PELA CORRENTE,


MONOPOLO MÓVEL NAS LINHAS E MONOPOLO NOINFINITO".
ENSAIO "MISE-À.LA-MASSE" REALIZADO NO PZ-7O
NA BARRAGEM DE TERRA DO RIO GRANDE
MONOPOLO MÓVEL AO LONGO DAS LINHAS
E MONOPOLO FIXO NO "INFINITO"
MAPA DE CARGABILIDADE APARENTE

MONTANTE
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ESCALA CROMATICN OE CARGABILIDADE (EM MVru)

FTGURA 6.9.17 - ENSA|O "lVllSE-A{-A{uA98E", MAPA DE CARGABILIDADE


MONOPOLO MOVEL NAS LINHAS E MONOPOLO FIXO NO "INFINITO".
ENSAIO "MISE.À-LA.MASSE" REALIZADO NO PZ-7O
NA BARRAGEM DE TERRA DO RIO GRANDE
MONOPOLO MÓVEL AO LONGO DA8 LINHAS
E MONOPOLO FIXO NA ENTRI\DA DO FURO

MAPA DE AV NORMALIZADO PELA CORRENTE

MONTANTE

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6so0 5500 4500 3500 2500 1500


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ESCALACROMATTCROe ¡Vl

FIGURA 8.3.I8. ENSAIO "MISE.À.LA.ITIIASSE', MAPA DE À/ NORMALIZADO PELA CORRENTE,


iIONOPOLO MÓVELAO LONGO DAS LINHAS E MONOPOLO FIXO NA ENTRADA DO FURO.
ENSAIO "MISE-À-LA.MASSE" REATIZADO NO PZ.TO
NA BARRAGEM DE TËRRA DO RIO GRANDE
MONOPOLO MÓVEI AO LONGO DAS LINHAS
E MONOPOLO FIXO NA ENTRADA DO FURO
MAPA DE CARGABILIDADE APARENTE

MONTANTE
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ESCALA CROMATICA DE CARGABILIDADE (EM MVru)

FIGURA 6.3.I9 -ENSIAO "MISE-À-LA-IIIASSE" MAPA DE CARGABILIDADE,


MoNoPoLo MOVELAO LONGO OAS LINHAS E MONOPOLO FIXO NA ENTRADA DO FURO
ENSA]O "MISE-À-LA-MASSE" REALIZADO NO PZ.7O
NA BARRAGEM DE TERRA DO R¡O GRANDE
DIPOLO MÓVEL AO LONGO DAS LINHAS
MAPA DE AV NORMALIZADO PELA CORRENTE

MONTANTE
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365 320 344 118 47ø &1 417 421 18 414

JUSANTE

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ESCALACROMATICADE AV/I

FIGURA 6'3.20. ENSAIO "MI8E.À.LA.MA3SE", MAPA DE \AI.¡ORMALIZADO


PELA CORRENTE, DIPOLO MÓVEL AO LONOO DAs LINHAS.
ENSAIO ''MISE.À.LA-MASSE" REALIZADO NO PZ-7O
NA BARRAGEM DE TERRA DO RIO GRANDE
DIPOLO MÓVEL AO LONGO DAS LINHAS

MAPA DE CARGABILIDADE APARENTE

MONTANTE

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JUSANTE

5m 10m l5m 25m 30m


-12 -22
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ESCALA CROMÁT|CA Oe CARGABILIDADE (EM mvru)

FIGURA 6.3.21 . ENSAIO'MI8E-À.LA.TUASSE', MAPA DE CARGABILIDADE,


DIPOLO MÓVELAO LONGO DAS LINHAS.
ANEXO D

DADOS /FIGURAS:
n'rÉroDos cgonr,Érnrcos APLrcADos À
GEOLOGIA AMBIENTAL
mÉrooos GEOELÉrnlcos APLIcADoS À GEoLOGIA AMBIENTAL
LXÃO DO ALVARENGA - SÃO BERNARDO
cRoQUr DE LOCALTZAçÃO DOS LEVANTAMENTOS GEOFÍSTCOS
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poNTo DE MEDTDA Oe eOr$Crnl ESPONTÄNEO
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LINHA DE LÊVANTAMENTO IP-RESISTIVIDADE
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FIGURA 6.¿I.2 . CROQUI DOS LEVANTAITIENTOS G EOFíS¡ COS.


MÉToDos cEoELÉrnrcos ApLrcADos À cEolocrA AMBTENTAL
uxÃO DO ALVARENGA - sÃo EeR¡¡eRoO
LEVANTAUENTO DE ELETRORRESISTVIDADE
|UAPA OO t'¡lVel 2 DO DIPOLOqPOLO

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FTGURA 6.¡t.8 - ttApA DE REStSTtVtOIOe ¡ÑVeU 2 DO DIPCLOÐ|FOLO).


MÉToDos cEoELÉrRrcos ApLrcADos À cEoLocrA AMBTENTAL
L¡XÃO DO ALVARENGA . SÃO BERNARDO
LA'ANTAMENTO DE ELETRORRESISTIVIDADE
<- REPRESÁ MAPA DO N¡VEL ¿+ DO DIPOLO-ÐIPOLO tXÃO
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FIGURA 6.¡I.4 . MAPA DE RESIST|VIDADE (N¡VEL 4 DO DIPOLOÐIPOLO).


rvrÉrooos cEoELÉrn¡cos ApLrcADos À cEoLoqA AMBTENTAL
I.xÃO Do ALVARENGA . SÃo BERNARDO
LEVANTAMENTo DE eoueruzlçÃo rNDuz¡DA (rp)
MAPA DO NIVEL 2 DO DIPOLO.DIPOLO

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FTGURA 6.4.5 -MAPA DE CARGABTLTDADE NíVEL 2 DO DtpOLO-DtpOLO).


MÉToDos cEoELÉrnrcos ApLtcADos À GEoLoGtA AMBTENTAL
u¡xÃO DO ALVARENGA . SÃO BERNARDO
LEVANTAMENTo DE eolruuznçÃo tNDuztDA (tP)
MAPA DO NIVEL 4 DO DIPOLO.DIPOLO

<- REPRESÁ UXÃO .+)

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FTGURA 6.4.6 - MAPA DE CARGABTLTDADE (NíVEL 4 DO DTPOLO-D|POLO).


mÉrooos cEoeLÉrnrcos ApLrcADos À cEoLocrA AMBTENTAL
LrxÃo Do ALVARENGA - sÃo eenurnoo
LE\/AilTAHENTO DE FOTEIiICIAL ESPO}ITAXEO FP}

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FlcuRA 3.¡r.7 - t-EyAffiAffiilTo DE PIOTEÌ{CNAL eSpOXTfuteO, U¡tÃO OO ll.AnenOl


MÉToDos cEoELÉrnrcos ApLrcADos À cEoLoctA AMB¡ENTAL
I.XÃO DO ALVARENGA . SÃO BERNARDO
LEvANTAmENTo DE ELETRoRREsISTMDADE e pouruz¡çÃo tNDttzlDA (lP)
LTNHA I - pERPEND¡ct¡t ¡R À DREttAcEM
eseuoo-seçÃo DE REstsÏvlDADE APARÊNTE
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ESCALA CROUÁICn Oe RESTSTIVTDADE (EM OHMsx METRO)


PSEUDo-sEçÂo DE cARGABILIDADE APARENTE
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FIGURA 6.4.E -LEVANTAiIENTO IPfiESISTIVIDADE DA UNHA I.


MÉToDos cEoELÉrnrcos ApLtcADos À cEoloctA AMBTENTAL
uxÃO DO ALVARENGA. SÃO BERNARDO
LwANTAMENTo DE ELETRoRRESISIVIDADE e poualz¡çÃo lNDtlzlDA (lP)
LINHA 2 . PERPENDICU¡.¡A À DRENAGEM
PSEUDo-SEçÃo DE RESISTIVIDADE APARENTE
im -1Om -srn 0m $n 10m 15rn 20m 25rn 3Om

170 150

ESCALA CROMATICA DE RESISTIVIDADE (EM OHMs x METRO)


psEUDo-sEçÃo DE cARGABTLTDADE AeARENTE
-25m -20m -15m -10m -5m 0m 5m 10m 15rn ñm

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ESCALA cRoMÁTIcA DE CARGABILIDADE (EM mVA/)

FIGURA 6.4.9 . LEVANTAMENTO IPfi,ESISIIV|DADE DA LINHA 2.


MÉToDos cEoELÉrnrcos ApLtcADos À GEoLoGtA AMBTENTAL
Uu<ÃO DO ALVARENGA. SÃO BERNARDO
LEvANTAMENTo DE ELETRoRRESISnvIDADE e poua¡z¡çÃo lNDlJzlDA (lP)
LINHA4 DRENAGEM
psEUDo-sEçÃo DE REstslvtDADE APARÊNTE
-srn Om 5m 10m 15m 20m


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42.

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I

ESCRU CnOUÁïCA DE RESTSTTVTDADE (EM OHMs x METRO)

PSEUDo-SEçÃo DE CARGABI LIDADE APARENTE


-ám Am -15m -10m -5m 0m 5m 10rn 15m 20m 25¡r' 30m 35m ¡l0m ¿l5m

ô.4 9.9 12.0 15S

I
ll
a3 I

1c'J

242.20 18 16 14 12f0864

escntR cRolr¡rÁTlcA DE oARGAB|LTDADE (EM mV /)

FIGURA 6.¿[.10 . LEVANTAMENTO IPfiESISTIVIDADE DA LINHA 4.


MÉToDos GEoELÉrnlcos ApLtcADos À GEoLoctA AMBTENTAL
¡.¡XÃO DO ALVARENGA. SÃO BERNARDO
LEvANTAMENTo DE ELETRoRRESSnuDADE e pou¡alz¡çÃo lNDttzlDA (lP)
LTNHA 8 - pERpENDtcULAR À oRer.leeeu
pseuoo-seçÃo DE R EsrsïvrDADE APARENTE
5m -2Om -15m -10m ém ùn 5m 10m 15rn 20m

' './
163 9a
,/ -.-' ,/
ú54
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4ã--\

1S 170

ESCnm CRO¡,ÁïCA DE RES|STIV|DAOE (EM OHMs x METRO)

PSEUDO.SEçÃo DE CARGABILIDADE APARENTE


€rn Orn 5m 10m

1'1.1

llmz
t\\
I
t1.8

æ 27 25 T3 21 19 17 15 13 11 9 7 5 3'l

ESCALA cRoMATIcA DE CARGABILIDADE (EM mVM)

FIGURA 8.4.II - LEVANTAMENTO IP-RESISTIVIDADE DA LINHA 8.


mÉrooos eeoelÉrntcos ApLtcADos À cEoloctA AUBIENTAL
I.utÃO DO ALVARENGA - SÃO EERNANDO
LEv¡ilfAltErro DE ELÊTRoRRESISTMDADE e pounzlçÃo NDt zlDA (lP)
UNHA oo - PARA¡-EI¡ À onçueoeu
psEuDo{EgÃo DE REs¡srMoloe APARENTE
-25n -ã¡m -1ân -l

esc¡t-¡ cnonÁ¡cA DE RESTSTMDADE (EM oHl,È x METRo)

pseuDo€EçÃo D€ CARGABILIDADE APARENTE


-45m -10m -20m -f$n -lûn

EscAr-AcRoMÁÎcÀ DE cARcABtLtDADE (EM mvfv)


FIGI,RA &¡T.I2 - LEVANTAMENTO IPfrESISI|V|DADE DA UNHA OO.
MÉToDos ceoELÉrnrcos ApucADos À cEoLoGtA AMBTENTAL
uxÃO DO ALvARENGA. SÃO BERNARDO
LEVANTAUENTo DE ELETRoRRESISnv¡DADE e pol¡ruzaçÃo NDrraDA (tP)
UNHA to -PARALE¡-I À onextcEu
PsEuDo-sEçÃO DE RESISTMDADE APAREI.¡TE

3cÐ 1Ð 2m 2Æ 210 180 15() 1æ 90 60 30

esc¡u cnouÁlcA DE RESTSTMDADE (EM oHMs x METRO)

PSEUDo-sEçÃo DE CARGABILIDADE APARENTE


€5m €0m -25m -fuit -lSm -10m €rn Otm 5m 1 Orn lSrn

.t5.2
æ.2

fa9

33 31 æ 27 Æ 73 21 19 17 15 13 11 I 7 5

EscAtn cRoMÁrcA DE cARcABILTDADE (EM mv/v)

FIGURA 6.¿T.13 - LEVANTATiENTO IPfrESISTIVIDADE DA LINHA {0.


mÉrooos cEoELÉrnrcos ApLtcADos À cEoLoGtA ATUBIENTAL
Iu<ÃO DO ALvARENGA - SÃO EERNANDO
LEITANTAmENTo DE ELETRoRRES¡STMDADE e po¡-aalzlçÃo NDttztDA (tP)
UNHA 20 - PARAIEI¡ À onextoen
PSEUDo€EçÃO DE RESISTIVIDADE APARENTE
-15m -f0m ån ûn 5m 2(ln

10 a4 54

135

ESC¡n CnOUÁT¡CA OE RESTSTTMDADE (EM OHltts x METRO)


PSEuDo,sEçÃo DE oARGABILIDADE APARENTE

EscArA cRoMÁTrcA DE cARGABIuDADE (EM mv/v)

FIGI,RA 6.¿I.I¿I. LEVAiITATENTO IPfrES|aNUDADE DA UNHA 20.


MÉTODOS GEOELÉTNICOS APLICADOS À GEOLOGIA AMBIENTAL
LXÃO DO ALVARENGA. SÃO BERNARDO
LEVANTAMENT9 DE ELETR9RRESISTIVIDADE E P6LARIZAçÃg INDUZIDA (lP)
LINHA 30 . PARALELA À DRENAGEM

PSEUDO-SEÇÃO DE RESISTIVIDADE APARENTE

-55m -50m -45m -4Om -35m -3Om '25m -20m -15m -1Om -5m 0m 5m 'tom 15m Nm 25m. 5Om

*
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6æ 570 520 470 420 370 320 270 20 170 1n

PSEUDO.SEçÃO DE CARGABI LIDADE APARENTE


-10m -5m 0m srn 10m 15m

15 13 11

ESCALA CROMÁTICA DE CARGABILIDADE (ÊM MVA/)

FIGURA 6.¿[.15 - LEVANTAMENTO IPfiESISTIVIDADE DA L¡NHA 30'