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Desenvolvmento

PLANO DE SEGUIMENTO DE UM PACIENTE COM DPOC OU DPIs


plano de seguimento de um paciente com DPOC ou DPIs deve incluir os seguintes pontos:
• Avaliação do exame físico a cada consulta;
• Avaliação da resposta e controle da adesão à terapia farmacológica, incluindo os efeitos
colaterais;
• Identificação dos meios auxiliares de seguimento;
• Identificação dos critérios de referência/transferência;
• Apoio psicossocial e educação do paciente sobre a autogestão da condição crónica e mudança do
estilo de vida.

1.1 Exame Físico


O exame físico deve pesquisar as seguintes características:
• O semblante de pacientes com doenças pulmonares obstrutivas e restritivas.
• Em fase avançada, ao sentar-se, inclina-se para frente e tenta apoiar-se como forma de tentar
facilitar o funcionamento dos músculos acessórios.
• Há irregularidade/ falta de coordenação do movimento dos músculos respiratórios parecendo que
o paciente expira enquanto está a inspirar.
• As veias do pescoço podem estar dilatadas e se acompanhadas de pulso paradoxal pode ser
diagnóstico de insuficiência cardíaca direita em consequência de cor pulmonale.
• O paciente com enfisema em geral é magro devido as refeições do mesmo que são parciais uma
vez que quando são abundantes lhe provocam desconforto.
• Na auscultação dos pulmões há presença de roncos ou broncoespasmo em pacientes com DPOC.

1.2. Avaliação da Resposta e Controle da Adesão à Terapia Farmacológica - Incluindo os


Efeitos Colaterais
O sucesso da terapia e controle da adesão podem ser avaliados de acordo com os seguintes critérios:
• Necessidade e frequência de uso de broncodilatador inalatório para as DPOC; quanto mais
frequente é o uso, menos controlada é a doença;
• Necessidade, dosagem e frequência do uso de anti-inflamatórios corticoesteróides em caso de
DIP: a dosagem alta e uso frequente e prolongada do corticoesteróides indicam que a doença não está
bem controlada.
• Avaliação do grau de dispneia para esforços: em caso de sucesso da terapia a dispneia vai
diminuindo.
• Avaliação da capacidade de dormir sem despertar por dispneia.
• Avaliação da necessidade de oxigénio e ventilação mecânica em casos avançados.
Por serem doenças progressivas e crónicas em que os pacientes são submetidos a doses elevadas ou a
tratamentos prolongados (mais de um mês), os medicamentos usados (corticosteróides e ß agonistas)
podem levar a efeitos secundários graves que incluem:
• Distúrbios hidroelectrolíticos com retenção hidro-salina, hipocaliemia e precipitação para
insuficiência cardíaca.
• Susceptibilidade aumentada às infecções sobretudo candidíase, doenças virais como herpes
simples.
• Alterações do comportamento com ansiedade, irritabilidade, insónias, euforia e sinais
neurológicos (tremor fino, cefaleias e palpitações).
• Alterações dermatológicas como acne, equimoses e petéquias.
• Distúrbios oftalmológicos (cataratas).
O clínico deve conhecer os possíveis efeitos secundários, identificá-los activa e regularmente e ajustar a
dosagem e frequência de administração.

2.1. Identificação dos Meios Auxiliares de Seguimento


Os dados da anamnese e do exame físico são informações importantes para a suspeita do diagnóstico, e
sempre que possível devem ser auxiliados com os seguintes exames auxiliares:
• Espirometria, para a avaliação da função pulmonar, evolução e resposta ao tratamento.
• Raio x de tórax (ântero-posterior e látero-lateral):
• A oximetria de pulso deve ser realizada sempre que possível: é usado para medir a saturação de
O2, ou seja, a quantidade de oxigénio que está sendo transportada pelos glóbulos vermelhos que indica
indirectamente a eficácia da troca gasosa entre o pulmão e o sangue.

2.2. Identificação dos Critérios de Referência/Transferência


A DPOC e as DPIs são entidades crónicas, na maioria das vezes de carácter progressivo, que necessitam
de seguimento regular, pois somente desta forma é possível avaliar a resposta ao tratamento, evolução e
prevenir as complicações. O TMG deve conhecer os critérios de referência destes pacientes, e proceder
com o internamento ou transferência sempre que os identificar. São os seguintes:
• Agravamento das manifestações respiratórias (surgimento de novos sintomas ou agravamento dos
sintomas preexistentes).
• Surgimento de manifestações cardiovasculares novas ou mais graves (cor pulmonale).
• Infecções respiratórias mais frequentes e mais graves.
• Ausência de resposta ao tratamento de manutenção.
• Necessidade de procedimentos invasivos.
3.1. Apoio Psicossocial e Educação do Paciente sobre a Autogestão da Condição Crónica
e Mudanças do Estilo de Vida
O apoio psicossocial e a educação do paciente tem sido um desafio para os profissionais de saúde pois a
maior parte das vezes não é dada a devida importância a estes passos no seguimento do paciente.
A DPOC e DIP, sendo doenças crónicas, manifestam -se com limitações, diminuição da auto-estima
associada à incapacidade de desempenhar suas actividades normais.
Devem ser feitas consultas de seguimento agendadas obedecendo um programa multidisciplinar.
É nestas consultas onde o paciente é educado sobre a doença, sua evolução, falando dos hábitos de vida
desencadeantes e das mudanças de hábitos que podem melhorar a sintomatologia, fornecendo suporte
psicológico e nutricional.
De um modo geral intervenções psicossociais bem-sucedidas promovem a qualidade de vida.
Para conseguir bons resultados, os clínicos e outros membros da equipa de saúde devem dar apoio
prestando atenção pela escuta atenta e reaconselhando nas consultas seguintes sobre:
• A toma e as doses dos medicamentos
• Hábitos que promovam melhoria das manifestações clínicas
Mudanças de estilo de vida:
• Restrição de tabaco para retardar a progressão da doença e evitar sobreinfecções ou crises
respiratórias;
• Evitar locais muito poluídos para evitar crise respiratórias;
• Reduzir, evitar contacto com pessoas que estejam infectadas com infecções respiratórias;
• Evitar mudanças radicais de ambiente e exposição a baixas temperaturas sem a devida protecção;
• Dieta equilibrada rica em vegetais, frutas, cereais, gordura vegetal (evitar manteiga);
• Exercício físico moderado para manutenção do peso corporal e melhoria da capacidade pulmonar.

3.2. Promoção da Saúde Ocupacional


As doenças ocupacionais respiratórias são DPIs que limitam a produtividade e a qualidade de vida dos
indivíduos expostos (trabalhadores). Estas são decorrentes da exposição do trabalhador a poluentes
ambientais no local de trabalho, e o risco de desenvolvê-las depende da actividade que se desenvolve, do
tempo e volume de exposição.
O plano de saúde ocupacional deve ser elaborado e executado nos respectivos locais de trabalho. Regra
geral, este plano deve incluir avaliações periódicas do trabalhador e das condições ambientais. O
trabalhador deve conhecer os riscos a que está exposto, e receber educação sanitária sobre os
procedimentos a ter em caso de suspeita.
O plano deve ser adequado à natureza do trabalho. Por exemplo, nas minas, para prevenção de doenças
pulmonares crónicas realiza-se a humidificação e ventilação no seu interior, que diminuem a quantidade
de poeira no ar que é reconhecida como causa de doenças pulmonares e que origina tosse e dispneia.
Em relação a instituições em que exista exposição a minerais é importante fazer o plano e controlo
periódico da saúde do trabalhador em consultas clínicas (Check up).
Os trabalhadores das áreas expostas devem aprender a identificar os sinais do próprio corpo para
perceberem o início de qualquer desconforto.
INDICE
1............................................................................plano de seguimento de um
paciente com DPOC e DPIs

1.1.......................................................................... Exame fisico


1.2........................................................................... Avaliação da resposta e controle
da adesão á terapia farmacologica – incluindo os efeitos calaterais

2.1........................................................................... identificação dos meios


auxiliares de seguimento

2.2............................................................................ identificação dos criterios de


referencia/tranferencia

3.1.............................................................................. apoio psicossocial e educação


do paciente sobre a autogestão da condição cronica e mudanças do estilo de vida

3.2................................................................................ promoção da saude


ocupacional