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Escola/Agrupamento de Escolas | Teste de avaliação 2 – CienTIC 8 Versão 1

Ciências Naturais
8.º ano de Escolaridade
Duração do Teste: 90 minutos |

Grupo I

A zona entre marés é uma estreita faixa que se estende


entre os limites de maré alta e maré baixa. A principal
característica desse espaço prende-se com a variação
diária do nível do mar, que, duas vezes por dia, deixa a
descoberto todo o espaço compreendido entre os limites
acima referidos. Para as algas, o rigor das condições
decorrentes da exposição ao ar leva a que, apesar da maior
intensidade luminosa, a maioria destas não consiga
realizar a fotossíntese durante o período de emersão.
Possuir concha é uma grande vantagem quando a água se
vai embora. Ao fechar fortemente as duas valvas da sua Figura 1. Mexilhões.
concha, o mexilhão consegue isolar-se completamente do
meio externo, mantendo alguma água no seu interior. Esta
estratégia traz, no entanto, alguns problemas, pois
estando encerrado tem dificuldade em efetuar trocas
gasosas, pode aquecer muito e não se pode alimentar. Os
mexilhões são animais filtradores que utilizam as
brânquias para capturar partículas orgânicas e plâncton Figura 2. Búzios.
em suspensão na água.
Os mexilhões estão restritos à zona de marés devido à predação pelas estrelas-do-mar; alguns
búzios conseguem abrir pequenos orifícios circulares na concha de mexilhões, que digerem
calmamente, injetando no interior da concha as suas enzimas digestivas. Após a digestão, sugam
o líquido nutritivo obtido, como se estivessem a beber um sumo por uma palhinha).
Baseado em MARgens com vida, Câmara Municipal de Viana do Castelo, julho de 2012

Figura 3. Variação da temperatura corporal do mexilhão ao longo do dia. A temperatura interna


dos tecidos é idêntica à temperatura da rocha. [Baseado em http://www.asnailsodyssey.com/
LEARNABOUT/MUSSEL/mussTida.php (consultado em novembro de 2017)]

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Na resposta a cada um dos itens de 1. a 7., seleciona a única opção que permite obter uma
afirmação correta.

1. Em ecologia, uma população é


(A) o conjunto de indivíduos da mesma espécie que vive num dado local.
(B) o conjunto dos seres vivos que ocupam um determinado biótopo.
(C) formada por diferentes espécies que interagem entre si.
(D) inclui os seres vivos e os ambientes que habitam.

2. Os mexilhões, as algas, os búzios e as estrelas-do-mar, que desenvolvem relações


alimentares entre si, constituem
(A) um ecossistema.
(B) uma população.
(C) um biótopo.
(D) uma comunidade.

3. A fotossíntese é uma reação química que ocorre em alguns tipos de células e tem como
objetivo
(A) libertar oxigénio.
(B) libertar água.
(C) produzir compostos orgânicos.
(D) consumir dióxido de carbono.

4. Entre os búzios e as estrelas-do-mar, relativamente aos mexilhões, estabelece-se uma


relação de
(A) predação.
(B) competição.
(C) mutualismo.
(D) comensalismo.

5. Os mexilhões são seres


(A) autotróficos, pois produzem a sua própria matéria orgânica a partir de matéria mineral.
(B) autotróficos, pois necessitam de obter matéria orgânica produzida por outros organismos.
(C) heterotróficos, pois produzem a sua própria matéria orgânica a partir de matéria mineral.
(D) heterotróficos, pois necessitam de obter matéria orgânica produzida por outros
organismos.

6. Os mexilhões são seres


(A) poiquilotérmicos, porque a sua temperatura varia em função da temperatura ambiente.
(B) Poiquilotérmicos, porque a sua temperatura corporal é superior à temperatura do ar.
(C) Homeotérmicos, porque a sua temperatura mantém-se constante com a temperatura da
rocha.
(D) Homeotérmicos, porque a sua temperatura depende da temperatura da água do mar.

7. De acordo com a figura 3, a temperatura corporal dos mexilhões


(A) mantém-se constante entre os 11 oC e os 12 oC, ao longo do dia.
(B) mantém-se constante nos 20˚C, durante o período de imersão.
(C) diminui cerca de 10 oC após a emersão.
(D) diminui cerca de 15 oC após a imersão.

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8. Observa a figura 4 que mostra algumas relações bióticas que se estabelecem entre os seres
vivos que habitam a zona entre marés.

Figura 4.
Baseado em Castro, Marine Biology, Macgraw-Hill company

Explica a importância das estrelas-do-mar para a manutenção da biodiversidade do ecossistema


da zona entre marés.

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Grupo II

As cracas são animais sésseis, isto é, vivem fixos em


substratos como rochas. As cracas têm uma fase
larvar composta por seis estados náuplios e um
estado cypris. As larvas são planctónicas e de
reduzida dimensão. As larvas cypris (último estado
larvar) fixam-se ao substrato e sofrem uma
metamorfose em craca juvenil. A craca eurialina
Balanus improvisus encontra-se em ambientes
entre marés.
As figuras 5 e 6 mostram os resultados de um Figura 4. Cracas.
estudo da influência da temperatura e da
salinidade na fase larvar da craca B. improvisus.

Salinidade
Duração (dias)

Temperatura (o֯C)

Figura 5. Efeito da temperatura e da salinidade na duração da fase


larvar náuplios de B. improvisus.

Salinidade
Fixação de larvas (%)

Temperatura (oC)
Figura 6. Efeito da temperatura e da salinidade na fixação das
larvas cypris de B. improvisus.

Baseado em https://www.nature.com/articles/srep32263 (consultado em novembro de 2017)

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Na resposta a cada um dos itens de 1. a 6., seleciona a única opção que permite obter uma
afirmação correta.

1. A água, a temperatura e a salinidade formam o


(A) ambiente biótico.
(B) ambiente abiótico.
(C) ecossistema.
(D) bioma.

2. Quando se afirma que a espécie Balanus improvisus é eurialina, significa que esta espécie
(A) apenas consegue viver entre limites estreitos de temperatura ambiente.
(B) consegue suportar grandes variações de temperatura ambiente.
(C) apenas consegue viver entre limites estreitos de salinidade.
(D) consegue suportar grandes variações de salinidade.

3. De acordo com a figura 5, podemos concluir que


(A) a duração do estado larvar das cracas não depende da temperatura e da salinidade.
(B) o desenvolvimento larvar é mais rápido para temperaturas ambientais de 28 oC.
(C) o desenvolvimento larvar é mais rápido quanto maior for a quantidade de sal na água.
(D) a uma temperatura de 12 oC a fase larvar das cracas é menor.

4. A fixação de larvas de Balanus improvisus é maior nas seguintes condições ambientais:


(A) Salinidade – 30; Temperatura – 20 oC.
(B) Salinidade – 5; Temperatura – 28 oC.
(C) Salinidade – 15; Temperatura – 12 oC.
(D) Salinidade – 15; Temperatura – 28 oC.

5. Algumas larvas fixam-se na pele das baleias, sem causar qualquer dano à baleia e
permitindo o seu crescimento sem a competição de outros organismos. Esta relação entre
seres vivos é designada por
(A) parasitismo.
(B) competição intraespecífica.
(C) comensalismo.
(D) simbiose.

6. O caranguejo-verde é um crustáceo que vive na zona entre marés e apresenta uma


alimentação à base de bivalves, gastrópodes, outros crustáceos e algas. É, por isso, designado por
(A) omnívoro.
(B) carnívoro.
(C) herbívoro.
(D) necrófago.

7. O Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas estima que, nos próximos anos,
a temperatura dos oceanos vai aumentar, provocando alterações na biodiversidade.
Explica, de acordo com os dados do estudo, quais são as consequências que podem ocorrer
para a espécie Balanus improvisus.

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8. Observa a figura 7 que mostra o número de batimentos dos cirros das cracas (apêndices
com os quais filtram as microalgas e os microrganismos orgânicos suspensos na água do mar).

Cirros

Número de batimentos/minuto

Figura 7. Temperatura (oC)

8.1. Indica a temperatura ótima para a espécie Balanus balanoides.

8.2 Refere o intervalo de tolerância para a espécie Balanus perforatus.

8.3 Indica em que intervalo de temperaturas pode ocorrer a existência simultânea das duas
espécies.

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Grupo III

Documento I

As lapas utilizam a sua concha única para se protegerem


durante a maré baixa. Ao aderirem fortemente às rochas, as
lapas conseguem um isolamento completo. Para melhorar
essa aderência, regressam sempre ao mesmo local e a concha
cresce de acordo com as irregularidades da rocha, permitindo-
lhes um encerramento hermético. Ao contrário dos mexilhões,
as lapas conseguem movimentar-se fora de água, desde que a
humidade seja elevada ou a temperatura baixa, o que lhes
permite alimentar-se mesmo em maré baixa. No caso das
lapas, que se alimentam raspando as microalgas que vivem na
superfície das rochas, deslocam-se lentamente em torno do Figura 7. Lapas.
seu local de repouso preferido.
Baseado em MARgens com vida, Câmara Municipal
de Viana do Castelo, julho de 2012

Documento II

Investigações da predação da ave ostraceiro


(Haematopus bachmani) sobre populações de
duas espécies de lapas, Lottia scabra e Lottia
digitalis, mostraram que as aves se alimentam,
preferencialmente, dos indivíduos de Lottia
digitalis. A espécie Lottia scabra consegue criar Lottia scabra Lottia digitalis
pequenos sulcos na rocha, aumentando a sua Figura 8. Diferentes estratégias de fixação à rocha
capacidade de fixação. pelas lapas.

Lottia scabra
76 - 100
Lottia digitalis
Altura da rocha (cm)

51 - 75
35 cm

26 - 50
35 cm

0 - 25

Ostraceiro 200 0 100


300 400
Número de lapas/m2
Figura 9. Predação de lapas pelo ostraceiro numa zona rochosa entre marés.
Baseado em http://www.asnailsodyssey.com/LEARNABOUT/
LIMPET/limpBird.php (consultado em novembro de 2017)

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Na resposta a cada um dos itens de 1. a 6., seleciona a única opção que permite obter uma
afirmação correta.

1. As lapas descritas no texto podem ser consideradas


(A) produtores.
(B) consumidores herbívoros.
(C) consumidores carnívoros.
(D) decompositores.

2. O fator limitante para o desenvolvimento das espécies de lapas na costa rochosa é


(A) o oxigénio.
(B) a água.
(C) o espaço disponível.
(D) a salinidade.

3. Entre as lapas Lottia scabra e Lottia digitalis estabelece-se uma relação biótica de
(A) predação.
(B) competição intraespecífica.
(C) competição interespecífica.
(D) mutualismo.

4. Os símbolos (+), (-) e (0) são usados para mostrar os efeitos do resultado das interações
entre os indivíduos numa relação biótica.
O símbolo (+) evidencia uma interação positiva, o (-) uma interação negativa e o (0) demonstra
que os indivíduos não são prejudicados nem beneficiados pela interação. O primeiro símbolo
diz respeito ao primeiro organismo mencionado.

4.1. A interação que se estabelece entre o ostraceiro e a lapa pode ser classificada de
(A) +/+
(B) +/-
(C) +/0
(D) 0/0

4.2.A interação que se estabelece entre Lottia scabra e Lottia digitalis pode ser classificada de
(A) +/+
(B) +/0
(C) +/-
(D) -/-

4.3. Algumas anémonas vivem sobre a concha dos caranguejos-eremitas, obtendo transporte
e alimento e fornecendo ao caranguejo proteção contra os predadores
(A) +/+
(B) +/0
(C) +/-
(D) -/+

5. Explica de que modo a presença do ostraceiro interfere com a interação que se estabelece
entre Lottia scabra e Lottia digitalis na zona rochosa entre marés.

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