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PROGRAMA DE MESTRADO PROFISSIONAL EM LETRAS – PROFLETRAS

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO – UFRPE


UNIDADE ACADÊMICA DE GARANHUNS – UAG

DISCIPLINA: Texto e Ensino


PROFESSORA: Dra. Juliene Barros
ALUNO: Josenaldo Oliveira Lucas Júnior

UMA ANÁLISE DE ATIVIDADES DE ESTUDO DE TEXTO NO LIVRO DIDÁTICO


DE LÍNGUA PORTUGUESA: POSSÍVEIS ACERTOS E EQUÍVOCOS

Este trabalho tem como objeto de análise o Volume


9 da Coleção Português: Linguagens (William Cereja &
Thereza Cochar): um livro didático (doravante LD) de
língua portuguesa do nono ano do ensino fundamental, que
faz parte do Plano Nacional do Livro Didático (PNLD)
2017, devendo ser utilizado nas escolas até o ano de 2019.
O referido volume e os demais da coleção estão organizados
em quatro unidades temáticas, com três capítulos cada uma
delas – também construídos em torno de um tema. Os
capítulos se dividem em seções e subseções que variam de
acordo com os eixos propostos, como leitura, análise linguística, entre outros.
Nesse volume da coleção, voltaremos o nosso olhar para o Capítulo 1 – O brilho do
consumo, da Unidade 3, intitulada Ser jovem. Esse capítulo está dividido em cinco seções:
Estudo do texto, Produção de texto, Para escrever com expressividade, A língua em foco e
Divirta-se. Tendo em vista que, no âmbito deste estudo, verificaremos como se propõe o
trabalho com a leitura e a compreensão textual no LD, fixaremos a análise na seção Estudo do
texto, a primeira a compor o capítulo descrito, na qual se pretende, por meio das atividades
propostas, um trabalho com a leitura. Assim, o capítulo descrito é introduzido pela crônica A
crueldade dos jovens (Anexo 1), de autoria de Walcyr Carrasco, um texto que serve de base
para o desenvolvimento da seção aqui analisada.
Nesse contexto, a partir da primeira subseção de Estudo do texto, denominada
Compreensão e interpretação, relacionaremos as perguntas propostas pelos organizadores do
LD sobre a crônica que introduz o capítulo às tipologias das perguntas de compreensão em
livros didáticos de língua portuguesa nos anos 1980-1990: uma classificação desenvolvida
por Marcuschi em um trabalho de análise realizado em 1996 e 1999. Em relação às demais
subseções, faremos apenas alguns apontamentos associados aos descritores da matriz de
referência do SAEPE, tendo em vista que nelas não se propõe um trabalho, de forma direta,
com compreensão e interpretação de textos.
Dito isso e dando sequência à descrição e análise, a subseção Compreensão e
interpretação representa, na palavra dos organizadores da coleção, a atividade principal de
leitura, com o objetivo de levar os alunos a desenvolver habilidades de leitura de forma
gradativa (CEREJA & MAGALHÃES, 2015). Essa subseção é composta por seis questões1
sobre a crônica de Walcyr. Na primeira questão, transcrita abaixo2, temos:

1. O texto discute o desejo dos adolescentes de consumirem determinados produtos.

a) Que tipo de problema esse desejo traz para as famílias?


b) Deduza: Em que classes ou grupos sociais esse problema ocorre com maior frequência?
c) Segundo o ponto de vista do narrador, como os pais se portam nessas situações: eles resistem ou cedem?

À luz do quadro classificatório elencado por Marcuschi (2008), é possível afirmar que
as perguntas dos itens a e c são objetivas, dado que podem ser respondidas a partir de
informações que estão presentes no texto, o que não configura propriamente uma atividade de
compreensão e interpretação, mas sim de extração de informações objetivamente inscritas no
texto. Nesse sentido, é válido destacar, como afirma Marcuschi (2008), que perguntas desse
tipo não são inúteis, mas também não deveriam estar entre as que se caracterizam como de
compreensão e interpretação, dado que as respostas esperadas se baseiam em uma atividade
de pura decodificação.
Em contrapartida, a pergunta do item b – como já sugere o verbo deduza – exige do
aluno uma atividade inferencial, o que está além de extrair informações apresentadas no texto.
Assim, pelo conteúdo da pergunta e a reflexão exigida do aluno, ela pode ser classificada
como global, considerando-se que para respondê-la será necessário, a partir da leitura do texto
como um todo, recuperar conhecimentos de mundo, que, desse modo, não estão diretamente
inscritos no corpo do texto.
Dando sequência, partamos para a leitura e análise da questão de número 2:
2. Releia este trecho:

“Procedimentos estéticos, como clareamento de dentes, spas e, claro plásticas, são muito pedidos, ao

1
Chamaremos de questão um grupo de perguntas. As seis questões da subseção aqui analisada – Compreensão e
interpretação – apresentam duas ou três perguntas dispostas em itens (a, b, c).
2
No Anexo 2, pode-se observar a imagem da página do LD em que se encontra a subseção Compreensão e
interpretação, com as questões aqui analisadas e suas respectivas expectativas de respostas.
lado de roupas de grife, excursões, joias, celulares e todo tipo de eletrônico.”

a) De que tipo são, predominantemente, esses pedidos?


b) Levante hipóteses: Por que os adolescentes desejam tanto bens de consumo desse tipo?
c) Você acha que há, nesses desejos dos adolescentes, uma atitude consumista? Por quê?

Em relação a essa questão, é possível afirmar que as perguntas contidas nos itens a e b
são de caráter inferencial. Embora a resposta do item a esteja ligada a informações
apresentadas no trecho do texto, o aluno precisará fazer uma operação de sintetização3,
inferindo de que tipo são os pedidos trazidos no excerto. Na pergunta b, como sugere a
expressão levante hipóteses, o estudante deverá, numa atitude de inferência – que se
caracteriza como atividade de compreensão, segundo Marcuschi (2008) – mobilizar os seus
conhecimentos e relacioná-los às informações apresentadas no trecho do texto que compõe a
questão. Já a pergunta do item c assemelha-se às de tipologia subjetiva, tendo em mente que
solicita ao aluno a exposição de sua opinião sobre as atitudes dos adolescentes no que diz
respeito ao consumo desenfreado, juntamente com uma justificativa (por quê?) para a
resposta dada. Assim, sendo classificada como subjetiva, não depende do texto para ser
respondida. Isso impede que a rotulemos como pergunta de compreensão textual.
Em seguida, nas questões 3 e 4 temos:

3. Sobre a pressão que os adolescentes fazem sobre os pais, responda:

a) Por que os pais se submetem à pressão de seus filhos, mesmo quando não têm condições?
b) Que consequências negativas podem ocorrem para a família, quando os pais cedem sem ter condições para
isso?

4. Sem condições, os pais se veem diante de duas opções: fazer sacrifícios e ceder aos pedidos dos filhos, ou
não ceder.

a) Que riscos há em ceder?


b) E que riscos há em não ceder?

Em todas as perguntas de ambas as questões, as respostas podem ser dadas a partir de


informações encontradas no próprio texto, sem que se exija do aluno uma atitude
interpretativa, compreensiva ou reflexiva: basta localizar no texto o que se pede. Dessa forma,
é admissível enquadrá-las como objetivas. Para Marcuschi (2008), perguntas que se limitam à
localização de informações no próprio texto, apesar de contemplarem um dos descritores da
matriz de referência de língua portuguesa do SAEPE4, como veremos mais adiante, não
podem ser tomadas como de compreensão e interpretação.

3
Condensação de várias informações tomando por base saliências lexicais sem que ocorra uma eliminação de
elementos essenciais. (MARCUSCHI, 2008, p. 255)
4
Sistema de Avaliação Educacional de Pernambuco.
Tal como assumiu Marcuschi, não pretendemos aqui rotular como descartáveis as
perguntas classificadas como objetivas e subjetivas – dentre outras que fogem do que se
deveria entender por compreensão de texto –, mas reconhecer o equívoco por parte dos
organizadores de LD, a exemplo do analisado, ao incluir questões desse tipo numa subseção
que tem o objetivo de trabalhar a compreensão textual, que é uma atividade de natureza
essencialmente inferencial (MARCUSCHI, 2008).
Na continuidade da atividade da subseção, temos a questão 5:

5. Já no final do texto, o narrador diz: “Uma coisa é certa: algumas equiparações são impossíveis”.

a) Explique essa afirmação.


b) Para o narrador, qual é a saída diante do impasse?

Nesta questão, a pergunta do item a é claramente de tipo inferencial, dado que


reivindica do aluno uma reflexão em que se manuseiem conhecimentos que estão fora do
texto e os associem às informações apresentadas nele de forma pontual. Não é classificada
como global, porque não depende necessariamente de uma leitura do texto como um todo. Já
a segunda pergunta, contida no item b, prende-se ao texto. Dessa forma, sua resposta advirá
de informações inscritas no próprio texto, o que implica a tipificação dessa pergunta como
objetiva. Aqui, na análise da penúltima questão, também é admissível reconhecer que a
disposição das perguntas se dá na mesma ordem em que as informações são apresentadas no
texto5, algo que Marcuschi já notou nos LD dos anos 80 e 90 (MARCUSCHI, 2008).
Na última questão da atividade, a de número 6, lemos:

6. O texto intitula-se “A crueldade dos jovens”.

a) Por que o autor vê os jovens como cruéis?


b) E você, o que acha? Acha que os jovens são cruéis com os seus pais?

O enunciado dessa questão sugere que nela serão feitas reflexões acerca do título do
texto. Para responder à pergunta do item a, o aluno deverá não se limitar apenas às
informações do texto e isso se configura como atividade inferencial, ao passo em que sua
resposta deverá envolver também uma reflexão acerca do que o autor do texto pensa sobre os
jovens. Por esse motivo, a pergunta é classificada como inferencial. No entanto, a pergunta
contida no item b é tida como vale-tudo, pois poderia ser proposta desassociada do texto sem
grandes prejuízos, já que admite qualquer resposta (MARCUSCHI, 2008). Portanto, não
pode ser concebida como pergunta de compreensão e interpretação textual.

5
Note-se a presença da expressão já no final do texto no enunciado da questão (que é a penúltima).
Dessa forma, tendo chegado ao final da análise da primeira subseção, com questões
tomadas como de compreensão e interpretação, podemos montar um quadro das tipologias de
perguntas encontradas, com base na classificação elencada por Marcuschi (2008).

TIPO DE PERGUNTA QUANTIDADE


Objetiva 7
Inferencial 4
Global 1
Subjetiva 1
Vale-tudo 1

A partir da leitura do quadro, percebemos que a maior parte das perguntas da subseção
analisada é objetiva. Como apontamos anteriormente, as perguntas desse tipo convergem para
o descritor 6 do SAEPE: localizar informação explícita em um texto. Entretanto, isso não
significa que as questões sejam vistas como de compreensão e interpretação de texto, pois a
atividade de localizar informação explícita não necessita de inferências e pode ser resolvida
por meio da decodificação. Esse fato apenas reforça o que Marcuschi (2008) afirma sobre
sistemas de avaliação como o SAEB6: não estão isentos de falhas no que diz respeito ao
trabalho com a compreensão e a interpretação de textos.
Em contrapartida, o segundo grupo de perguntas – inferenciais e globais – contempla o
sétimo descritor da matriz do SAEPE: inferir informação em um texto. Como analisamos, as
perguntas desse tipo extrapolam os limites do próprio texto, sem, no entanto, perdê-lo de
vista. Nesse descritor, avalia-se a capacidade do aluno de, a partir do texto, identificar
informações que com ele dialogam. Isso contrasta o que acontece com as perguntas tipificadas
como subjetiva e vale-tudo. Estas não se enquadram em nenhum descritor da matriz de
referência do SAEPE, dado que, para ele, são elaboradas apenas questões de múltipla escolha,
não permitindo ao aluno expressar o seu posicionamento acerca dos textos lidos. Aqui, cabe
destacar também a importância de associar às atividades de compreensão os exercícios de
produção textual, pois, como destaca Marcuschi (2008), tais atividades não podem ser
desintegradas das de produção, já que, na perspectiva defendida pelo linguista, compreender
um texto é um trabalho de coautoria e de construção de sentidos.
Agora, analisando a segunda subseção de Estudo do texto, denominada A linguagem
do texto (Anexo 3), há um trabalho voltado para uma reflexão sobre a língua. A atividade
proposta é composta por três questões, as quais estão transcritas a seguir.

6
Sistema de Avaliação da Educação Básica, que serviu de base para a elaboração do SAEPE.
1. Na frase “agora ele queria uma camiseta „da hora‟”, o que significa a expressão da hora?

2. Na frase “(Não conseguiu. Hoje trabalha como vendedora em uma loja.)”, por que foram empregados os
parênteses?

3. Observe as expressões em destaque nestes trechos do texto:


 “ninguém é melhor por ter mais grana”
 “quando o adolescente está se transformando em uma fera, talvez seja a hora de mostrar que nenhum
objeto de consumo substitui uma conversa olho no olho e um abraço amoroso.”

a) Qual o sentido da palavra fera e da expressão conversa olho no olho no contexto?


b) O emprego da palavra e da expressão destacadas demonstra que o autor está buscando empregar uma
linguagem que tende ao formal ou ao informal?

Nesta atividade, podemos perceber que a questão 1 e a pergunta do item a da questão


3 se interligam ao oitavo descritor da matriz do SAEPE: inferir o sentido de palavra ou
expressão a partir do contexto; na segunda questão, há um exercício voltado ao trabalho com
o descritor de número 23: identificar efeitos de sentido decorrente do uso de pontuação e
outras notações; por fim, a pergunta do item b da última questão, associa-se ao vigésimo
sexto descritor do SAEPE: identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e/ou
o interlocutor. Diante disso, embora seja uma atividade relativamente curta, como se pode
perceber, não encontramos nela desvios quanto ao que se propõe na subseção, ao contrário do
que verificamos em Compreensão e interpretação, na qual identificamos a presença de uma
maioria de questões que não se enquadram no objetivo da subseção.
Dando continuidade à análise, na subseção Leitura expressiva do texto (Anexo 4), há
uma proposta de atividade de leitura com o foco na prática de decodificação textual.

Junte-se a um colega e leiam, um para o outro, o último parágrafo do texto, revezando a leitura.
Durante a leitura, procurem dar à voz entonações adequadas aos trechos de reflexão do narrador, que ficam
entre a indignação, a crítica e a ironia.

Aqui, os organizadores do LD sugerem um exercício com vistas ao aprimoramento de


competências de leitura mais superficiais, como a entonação. Esse tipo de habilidade não está
previsto nos descritores do SAEPE, mas isso não significa que não deva ser trabalhado. É um
exercício necessário e que se encontra inscrito na subseção adequada no LD analisado.
Já a última atividade analisada no capítulo – denominada Cruzando linguagens7 –
propõe uma reflexão sobre o diálogo entre textos – ou seja, intertextualidade – em que Cereja
e Magalhães (2015) apresentam quatro trechos de letras de música do gênero funk, na
tentativa de que os alunos percebam a relação existente entre os próprios trechos e a crônica
de Walcyr. Além disso, há algumas imagens de objetos de desejo de consumo entre os jovens.
A atividade é composta por quatro questões, como se pode ver a seguir:
7
Ver Anexo 5.
1. O que as letras de funk lidas têm em comum?

2. Considerando que o funk é um gênero musical de grande popularidade nas favelas e na periferia, discuta: Até
que ponto o conteúdo da canção é compatível com o perfil social dos consumidores desse gênero musical?

3. Em um das letras, verifica-se o emprego de uma linguagem que foge à norma-padrão.

a) Comprove essa afirmação com um exemplo do texto.


b) O emprego dessa variedade linguística é intencional ou ocasional? Por quê?

4. Compare o texto “A crueldade dos jovens”, de Walcyr Carrasco, com as letras das canções.

a) O que há em comum entre os valores dos adolescentes retratados na crônica e os valores veiculados nessas
canções?
b) Que diferença há entre os textos quanto à visão sobre o consumismo?

Nesta atividade, podemos perceber a interação das questões e perguntas com alguns
descritores da matriz de referência do SAEPE. Na questão 1 e em ambas as perguntas da
questão 4, há uma proposta de reflexão que envolve o décimo quarto descritor: reconhecer
semelhanças e/ou diferenças de ideias e opiniões na comparação entre textos que tratem da
mesma temática. Isso fica claro quando notamos que a primeira questão e o item a da questão
quatro indagam acerca das semelhanças existentes entre os textos; já o item b da última
questão leva o aluno a refletir sobre as diferenças existentes entre os textos no tratamento do
mesmo tema. Ademais, a questão de número 3 está ligada ao vigésimo sexto descritor:
identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e/ou o interlocutor. Em
contrapartida, a segunda questão da atividade exige do aluno uma inferência que deverá ser
feita a partir da leitura dos trechos de funk. Assim, podemos dizer que se trata de uma
pergunta de compreensão e interpretação textual do tipo global, conforme a classificação
elaborada por Marcuschi (2008).
Portanto, como a análise de uma das seções de Estudo do texto da coleção Português:
Linguagens nos permitiu mostrar, mesmo que o LD apresente um espaço voltado ao trabalho
com a compreensão e a interpretação de textos, muito ainda precisa ser maturado e melhorado
para que tenhamos resultados mais satisfatórios em pesquisas a exemplo desta e, mais do que
tudo, nos índices avaliativos da educação básica nesse tocante. Afirmamos isso, tendo em
vista que a maior problemática identificada, a partir da análise aqui realizada, está associada
às perguntas colocadas como de interpretação e compreensão textual. No entanto, como
afirma Marcuschi (2008), perceber nos organizadores de LD a tentativa de inserir atividades
desse tipo nas coleções de língua portuguesa já é um caminho andado. Sigamos nessa direção,
aprimorando o nosso olhar no que diz respeito ao ato de compreender um texto e sobre como
trabalhar com isso em sala de aula, em uma época em que a renovação das práticas docentes
no tocante a esse assunto está dando os seus primeiros passos.
REFERÊNCIAS

CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português linguagens, 9º ano.


9 ed. reform. São Paulo: Saraiva, 2015.

MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São


Paulo: Parábola Editorial, 2008.

Matriz de referência de língua portuguesa – SAEPE (9º ano do ensino fundamental).


ANEXO 1. A crueldade dos jovens, de Walcyr Carrasco (páginas 130-131)
ANEXO 2. Compreensão e interpretação (página 132)
ANEXO 3. A linguagem do texto (recorte da página 133)

ANEXO 4. Leitura expressiva do texto (recorte da página 133)


ANEXO 5. Cruzando linguagens (recortes das páginas 133-134)