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BIBLIOGRAFIA - PROCESSO PENAL: PEDRO LENZA - DIREITO PROCESSUAL PENAL

ESQUEMATIZADO

- artigo 5, XXXVII, LIII e LIV da CF/88

- Código de Processo Penal (CPP/1941 - Decreto-Lei 3931/1941: artigos 69 a 91.

- artigo 109 da CF/88 no tocante à competência criminal da Justiça Federal

JURISDIÇÃO E COMPETÊNCIA

PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS

PRINCÍPIO DO JUÍZO NATURAL

- Proibição de juízos de exceção (juízos formados no momento do fato, juízos ad hoc,


especificamente para um caso concreto - final da 2GM - Tribunal de Nuremberg para os
criminosos de guerra nazistas) + fixação de jusridição e competência (diferença entre o
conceito de jurisdição e o conceito de competência) (conjugação)

juízo e não juiz (impessoalizar)

a competência em matéria criminal está disposta na norma constituição e na legislação


infraconstitucional

PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL

considerado em sede doutrinária e jurisprudencial como o princípio guarda-chuva - tal como um


guarda-chuva se espraia, se abre em diversos outros princípios - princípio mãe do direito
processual brasileiro) - deve ser observado na esfera judicial e na administrativa - com os meios
e recursos a ela inerentes - dele são derivados diversos outros princípios: ampla defesa,
contraditório, duplo grau de jurisdição

DISTINÇÃO ENTRE JURISDIÇÃO E COMPETÊNCIA

Jurisdição: pressuposto da própria existência do processo - o processo passa a existir a partir do


momento em que há jurisdição - o processo não existe sem que haja um juízo investido de
jurisdição

Competência: pressuposto/requisito de validade (ou de desenvolvimento) do processo (natureza


jurídica da competência) - processo ele existe sem que haja um juízo competente- o processo
não deixa de existir pelo fato se haver um vício de incompetência - mas não poderá de
desenvolver regularmente, não será um processo válido se não atender aos critérios de fixação
da competência (em matéria criminal para nosso caso) - o processo existe, mas ele não é válido
enquanto o juízo investido de jurisdição não for um juízo competente para julgar aquela matéria.

DISTINÇÕES ENTRE AS ESPÉCIES DE JURIDIÇÃO

- JURISDIÇÃO CIVIL - abrange matérias não apenas do Direito Civil, mas do juízo tributário,
previdenciário, do foro familiar, do foro empresarial - não se limita à matéria de DIREITO CIVIL -
por exclusão, todas as matérias que não afetas às outras jurisdições - aquilo que não for de
jurisdição criminal, trabalhista, militar ou eleitoral será da jurisdição civil

- existe a figura dos julgamentos políticos - JUSTIÇA FEDERAL, STF, etc - jurisdição política

jurisdição por matéria.

JURISDIÇÃO NACIONAL - observa o PRINCÍPIO DA TERRITORIALIDADE - disposta no CPP, CPC,


CLT - exercida dentro do território brasileiro

JURISDIÇÃO ESTRANGEIRA - realizada em outros países

. MERCOSUL - cooperação judiciária em matperia criminal

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CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIAS

artigo 69, CPP

Art. 69. Determinará a competência jurisdicional:

I - o lugar da infração:

II - o domicílio ou residência do réu;

III - a natureza da infração;

IV - a distribuição;

V - a conexão ou continência;
VI - a prevenção;

VII - a prerrogativa de função.

- critérios de fixação de competência da JURIDIÇÃO FEDERAL - artigo 109 (para complementar)

1 - LUGAR DA INFRAÇÃO (primeiro critério) - difere TOTALMENTE da aplicação da lei penal no


espaço (artigo 7 no CP/40 - de direito material penal

COMPETÊNCIA PELO LUGAR DA INFRAÇÃO

A TEORIA QUE AS CIÊNCIAS CRIMINAIS ADOTAM PARA A APLICAÇÃO DA LEI PENAL NO ESPAÇO É
A TEORIA DA UBIQUIDADE (que não tem nada a ver com a competência pelo lugar da infração)

- REGRA GERAL DA COMPETÊNCIA PELO LUGAR DA INFRAÇÃ - o juízo competente para o


julgamente de crimes é o do lugar da infração ou, em caso de tentativa, o juízo onde ocorreu o
último ato de execucação

conceito de infração penal - bipartem-se em crime/delito ou contravenção ( a infração é gênero


do qual se constitutem como espécies o crime e a contravenção penal)

LEI DAS CONTRAVENÇÕES PENAIS

artigo 70, caput do CP

Art. 70. A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração,
ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de execução.

§ 1o Se, iniciada a execução no território nacional, a infração se consumar fora dele, a


competência será determinada pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o último ato de
execução.

§ 2o Quando o último ato de execução for praticado fora do território nacional, será competente
o juiz do lugar em que o crime, embora parcialmente, tenha produzido ou devia produzir seu
resultado.
§ 3o Quando incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições, ou quando incerta a
jurisdição por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições,
a competência firmar-se-á pela prevenção.

inter criminis - caminho que a conduta criminosa percorre até ela se exaurir - um dos últimos
estágios do inter criminis

. este critério de fixação de competência pelo lugar da infração - é a regra geral - lugar em que se
consumou a infração - ONDE OCORRE A FASE DE CONSUMAÇÃO DA INFRAÇÃO, não
necessariamente de exaurimento - local do juízo compente para o julgamento daquela infração
penal, via de regra - exemplo: onde houve a grave ameça (consumação) e não necessariamente
onde o agente auferiu a vantagem ilícita da extorsão (mero exaurimento do crime)

. tentativa - é o local onde foi praticado o último ato da execução - fase anterior da consumação

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