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DAÇÃO

FU N
FUPAC

Fundação Presidente Antônio Carlos

Faculdade Presidente Antônio Carlos de Governador Valadares

Aluna: Cinthia Maria de Faria Dias

Professor: Luiz Carlos Ribeiro dos Santos

Brincar e interagir nos espaços da escola infantil


HORN, Maria G.. Brincar e interagir nos espaços da escola infantil. Porto Alegre:
Penso, 2017.

A obra brincar e interagir nos espaços da escola infantil possui seis capítulos nos quais
analisa os espaços das instituições infantis considerando sua estrutura física, os
espaços e os tempos destinados às brincadeiras e interações da criança.

No primeiro capitulo A organização dos espaços e dos materiais e o cotidiano na


educação infantil, baseado na lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB – lei n.
9394/96), a autora discute as propostas pedagógicas das instituições infantis,
considerando a concepção da infância e a organização dos espaços e tempos, fazendo
do professor como mediador neste cotidiano, uma vez que essas categorias são
integrantes do currículo da escola. Com base em dois autores da sociologia da infância,
Sarmento (2004) e Corsaro (2011), discorrem meio, cultura e a construção social fatores
principais que difere o ser humano de outras espécies, por se capaz de criar e
simbolizar. Complementa que nos ambientes e espaços das instituições, é a afetividade,
as sensações, recordações, simbologia e criações que envolve nas relações que se
estabelecem entre os indivíduos criações que perpassa por esses espaços e adentram
a vida cotidiana das crianças.

Na obra também é analisado baseando-se em Wallon (1989) e em Vygotsky (1989) a


interação entre crianças nesses espaços e abre a discursão sobre a descentralização
da figura do adulto nas praticas pedagógica.

No segundo capitulo As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil:


Brincar e Interagir, é abordado que visando o bem estar e a construção moral e
intelectual das crianças existe a diversidade de produtos culturais, brinquedos, objetos e
infra estrura que devem ser pensadas nas instituições infantis, e aponta que as
atividades sejam planejadas de acordo com a faixa etária das crianças. Ainda é
abordado uma discussão pautada nas ideias de Edwards, Gandini e Forman (2016)
sobre o ritmo das crianças e a importância de seu protagonismo.

No terceiro capitulo O protagonismo das crianças diante dos desafios dos objetos e dos
materiais, neste capitulo é sugerido ações efetivas para tornar o protagonismo da
criança efetivo no cotidiano escolar, a autora apropria-se dos conceitos de Mallaguzzi
(2016) e Goodson (2001), autores italianos, da região de Régio Emília, sobre o currículo
emergente ou narrativo, e nos faz pensar sobre os espaços da escola, como lugares
para crianças e adultos partilharem a vida cotidiana.
No quarto capitulo Brincar, explorar e interagir nos diferentes espaços das instituições
de Educação Infantil, os professores devem considerar as necessidade fisiológicas,
afetivas, anatômicas e corporais das crianças em todos os espaços pois todos os
espaços educam. Fica exposto que os espaços externos, são importantes para o
desenvolvimento e envolvimento entre criança e professor. E sugestões de mobiliários,
objetos e elementos importantes para cada espaço.

No quinto capitulo Brincar, explorar e interagir nos espaços externos das instituições de
Educação Infantil, é sugerido que a construção de uma instituição infantil seja planejada
para as interações e o protagonismo das crianças, e é analisado a importância dos
espaços externos e sugestões de mobiliários, objetos e elementos importantes para
cada espaço.

No sexto capitulo Para avaliar e refletir, mostra como é importante se repensar os


espaços nas instituições de Educação Infantil, assim como repensar também nos
modelos pedagógicos vivenciados nesses espaços.

Conforme Horn (2017), “Ao planejar vivências nos espaços das instituições de
educação infantil, devemos prever quais as atividades são fundamentais para a faixa
etária a que se destinam, pensando na adequação da colocação dos móveis e objetos
que contribuirão para o pleno desenvolvimento das crianças.” (p. 25). Entendemos, com
base na autora, que existem experiências/brincadeiras que estimulam a aprendizagem
de cada fase do desenvolvimento infantil.

“Portanto, a disponibilidade de um tempo capaz de permitir às crianças iniciarem, darem


continuidade e concluírem seus projetos é fator decisivo no entendimento de uma
criança protagonista, na medida em que lhe possibilita fazer escolhas de acordo com
seu interesse, refletir sobre os materiais escolhidos, manipulá-los elaborando conceitos,
para construir toda a sequência de ações, do início ao fim.” (P. 31)

Portanto, um bom planejamento das práticas educativas para crianças pequenas, as


possibilita de liberdade de escolhas e ações, fazendo delas crianças protagonistas, e
não meros coadjuvantes, que tem sua autonomia interrompida por rotinas inflexíveis, e
conteúdos pré-estabelecidos.

O livro apresenta discussões importantes para a Educação Infantil, uma vez que a
autora nos leva a pensar que o protagonismo das crianças é tarefa de muita ação e
empenho, e que exige humildade por parte dos educadores. Trata-se de um livro
essencial a todos aqueles que almejam seguir a carreira profissional como docentes da
Educação Infantil.
Crianças podem aprender em qualquer espaço, mas para um aprendizado amplo que
gere um boa influencia na criança o professor terá que intervir neste ambiente, criando
um espaço rico, um exemplo é crianças de 0 a 2 anos brincando com diferentes texturas
e cores, objetos sonoros, animais de pelúcia, etc. o professor deve conferir se os
objetos que a criança esta usando esta de acordo com sua fase, outro exemplo é que
crianças maiores entram na fase de observação, a criança imita gestos e costumes de
outras pessoas, imagina objetos ou ações, usando o faz-de-conta. Ou seja cada fase é
um aprendizado diferente e o professor deve oferecer apoio no espaço em que a
criança se encontra pois isto ira ajudar no seu desenvolvimento social e intelectual.