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Caracterização de ruptura

Existem diferentes formas de se caracterizar ruptura a partir de curvas tensão x deformação


1) tensão de pico;
(2) máxima razão das tensões principais;
(3) deformação limite;
(4) estado crítico, a partir do qual as deformações passam a ser nulas;
(5) resistência residual.

Coeficente de empuxo K0 – constante característica do solos, varia entre 0,4 e 0,5 para areias e 0,5 e 0,7 para argilas.
K0 = 1 – sen φ ( φ ângulo de atrito interno do solo)
Argila sobre adensadas => K0 =0,5 RSA0,5
OBS>: O K0 representada os solos sedimentares. Devido a sua formação, solos residuais e solos que sofreram transformações têm a
determinação de K0 muito difícil.
TENSÕES NUM PLANO GENÉRICO
Compressão (+ positiva)
 cisalhamento (+positivo) anti-horário
Ângulo (+ positivo) anti-horário

RESISTÊNCIA DOS SOLOS


Ruptura – quase sempre em função do cisalhamento (pode se dar por rolamento ou deslizamento das partículas)
Atrito – nas areias ocorre diretamente entre os minerais, nas argilas existe água adsorvida entre os contatos fazendo com que a
velocidade de carregamento influencie a resistência.
Coesão – atração química entre as partículas que causa aumento da resistência.
CRITÉRIOS DE RUPTURA
Coulomb – não há ruptura se a tensão de cisalhamento não ultrapassar o valor dado pela expressão c + f. σ , sendo c e f
constantes do material. E σ a tensão normal existente no plano de cisalhamento.
C = coesão
F = coef. De atrito
Morh – não há ruptura enquanto o círculo representativo do estado de tensões se encontrar no interior de uma curva, que é a
envoltória dos círculos relativos a estados de ruptura.
CRITÉRIOS MOHR – COULOMB
Não leva em conta σ 2

Embricamento - O embricamento é definido com o trabalho necessário para movimentar a partícula ascendentemente. No caso do
solo fofo (Figura 22a) os grãos movimentam-se horizontalmente, sendo mobilizada a resistência entre grãos. Já no caso do solo
denso (Figura 22b) existe um trabalho adicional para superar o embricamento entre partículas, causando necessariamente uma
expansão volumétrica durante o cisalhamento (dilatância). Assim, quanto mais denso for o solo, maior a parcela de interlocking e,
conseqüentemente, maior a resistência do solo.
Solo fofo – expande
Solo denso – comprime
Em resumo, o mecanismo de interlocking interfere na resistência do solo da seguinte forma:
↓ índice de vazios (e) ↑ embricamento ↑ resistência ↑ dilatância
↑ tensão normal ( σ ) ↓ embricamento ↓ dilatância

Neste esquema, a envoltória de


resistência é definida pela equação de uma reta, segundo
o critério de Mohr-Coulomb, dada por
ctan
cujos termos são:
c´= intercepto de coesão
´ = ângulo de atrito

Fatores que afetam a Envoltória de Resistência


Velocidade de cisalhamento
A resistência ao cisalhamento de areias não é afetada pela velocidade de cisalhamento; isto é, se o carregamento até
a ruptura dura 5 seg ou 5 min, o ângulo de atrito é idêntico.
No caso das argilas, os efeitos da velocidade de carregamento são significativos. Carregamentos rápidos geram excessos de
poropressão; quando positivos, estes excessos causam redução na resistência do material; quando negativos produzem
comportamento contrário.
ENSAIO DE CISALHAMENTO DIRETO
CURVA DO ENSAIO τ × ∆ h - Usaddo em situações em não preciso conhecer ∆ u , pois nesse ensaio não tenho como
saber.
O SENSAIO TEM QUE SER FEITO LENTAMENTE PARA OCORRER DISSIPAÇÃO E ∆ u SER=0,
ensaio consiste na imposição de um plano de ruptura em uma amostra prismática
A amostra é colocada em uma caixa bipartida, onde se aplica a força normal N, constante, aumentando-se progressivamente a força
tangencial T e provocando-se o deslocamento de uma das partes da caixa em relação à outra, até a ruptura.
A velocidade de ensaio deve garantir uma condição drenada de carregamento. A velocidade depende do coeficiente de
adensamento (cv), que reflete as características do solo: permeabilidade e compressibilidade.
O ensaio de cisalhamento direto apresenta como principais vantagens sua simplicidade e facilidade de execução. Como
desvantagens têm-se:
1) Plano de ruptura
A ruptura ocorre em um plano pré-determinado
2) Controle de drenagem
Uma deficiência importante do ensaio de cisalhamento direto é a impossibilidade de controle da drenagem no corpo-de-prova, pois
a caixa não tem um sistema de vedação adequado.
Por estas razões, a única solução é conduzir o ensaio em condições totalmente drenadas, mantendo nulas as poropressões. Isto é
feito controlando-se a velocidade de ensaio (ensaio lento).
3) Deformações não uniformes
Uma vez iniciado o cisalhamento não se tem qualquer informação sobre o estado de tensão ou de deformações da
amostra, sendo impossível saber quais as trajetórias de tensões e deformações e obter módulos de deformação, como o
de Young e o coeficiente de Poisson.
As únicas informações obtidas são os deslocamentos no plano de ruptura. Assim, o resultado do ensaio de cisalhamento
direto de um corpo de prova é somente um ponto no diagrama de Mohr, pelo qual podem ser traçados vários
círculos.
4) Tensões em outros planos
As tensões normal e cisalhante são determinadas exclusivamente no plano, horizontal, aonde ocorre a ruptura. A
determinação dos estados de tensão em outros planos só é possível após o traçado da envoltória de ruptura

Pólo:
Ponto do circulo de Mohr que correlaciona estado de tensões ( σ , τ ) com a
inclinação do plano correspondente. Por exemplo, a reta horizontal que passa pelo
Pólo indica que as tensões σ f, τ f atuam no plano horizontal; σ 1 e σ 3
atuam em planos inclinados.
Para definir a posição do Pólo, basta conhecer um estado de tensões e em que plano atua.

 Não há controle de drenagem – nas areias as pressões são dissipadas para realização de ensaio
ENSAIO DE COMPRESSÃO TRIAXIAL
O ensaio triaxial é o mais comum e versátil para a determinação das propriedades de tensão-deformação e resistência dos solos em
laboratório.
Assim como o ensaio de cisalhamento direto, este é realizado em duas etapas: na primeira aplica-se uma tensão confinante
isotrópica ( σ c) e, na fase de cisalhamento, mantém-se constante o valor de σ c e aumenta-se o valor da tensão axial, σ 1
através da aplicação da tensão desviadora
∆ σ 1 = σ 1 - σ 3, conforme mostra a Figura 42 A trajetória de tensões é composta de dois trechos: um
horizontal, correspondente à compressão isotrópica (fase 1), e o outro inclinado de 45° à direita, correspondente ao
aumento da tensão desviadora (fase 2)

Tensão Desviadora
A aplicação da tensão desviadora pode ser feita por:
Ensaio de deformação controlada => neste ensaio impõe-se deformações e medem-se as tensões resultantes.
Ensaio de tensão controlada => neste ensaio impõe-se tensões e medem-se as deformações resultantes.

Controle de drenagem
Dependendo das condições de drenagem, os ensaios podem ser classificados como:
- Ensaio adensado e drenado (CD ou CID) = a drenagem é mantida aberta em todas as fases. Com isso o ensaio permite que a
amostra seja adensada para o nível de tensão efetiva desejado antes do cisalhamento e que a variação volumétrica seja monitorada.
- Ensaio adensado e não drenado (CU ou CIU) = a drenagem é mantida fechada durante o cisalhamento. Com isso o ensaio permite
que a amostra seja adensada para o nível de tensão efetiva desejado antes do cisalhamento. Quando se mede poropressão na fase
de cisalhamento ensaio é representado pelo símbolo ´ .
CU
Ensaio não adensado e não drenado (UU) = a drenagem é mantida fechada em todas as fases do ensaio. Com isso as poropressões
são geradas em ambas as fases de consolidação e cisalhamento. Neste caso, pode-se medir as poropressões através de transdutores
instalados nas saídas de drenagem. Quando se mede poropressão o ensaio é representado pelo símbolo UU ´ .
Na etapa de cisalhamento, os círculos de tensão total serão diferentes, pois se iniciam em níveis de tensão diferentes. Entretanto os
círculos efetivos serão coincidentes
Parâmetros de poropressão - Solicitação não drenada
A estimativa da poropressão gerada em ensaio triaxial pode ser feita admitindo a validade da lei de Hooke; isto é, para materiais
elásticos, isotrópicos e lineares.
B ≅ 1 no caso de solo saturado e
Ensaio triaxial ∆ u=B {∆ σ 3 + A ( ∆ σ 1−∆ σ 3 ) }
O parâmetro A varia com :
- tipo de solo;

- nível de tensões:

-histórico de tensões
-sistema de tensões
No caso de deformação plana a deformação em um dos eixos é nula ( ε 2 = 0). Com isso, tem-se: A = ½

Cálculos ENSAIO TRIAXIAL


Fase de preparação da amostra
Nesta fase, são determinados alguns índices físicos:
teor de umidade,
peso específico total
densidade dos grãos.
Aplicação da Tensão confinante ( σ c) A tensão confinante é isotrópica, portanto, se S=100% => ∆ u = σ c
-Ao final do processo de consolidação, calcula-se o novo índice de vazios
-Em seguida, determina-se o grau de saturação
Fase de cisalhamento
-A variação da seção da amostra é considerada no ensaio através da correção da área em função da deformação axial, conforme
mostra a Figura 62

QUANDO PRECISO SABER ∆ U ?


Areia – não preciso saber, pois o carregamento é instantâneo ∆ u=0
Argila – Preciso saber qual o momento mais crítico:
Carregamento ∆ u>0 , preciso conhecer ∆ u , por isso faço o ensaio Triaxial
Descarregamento ∆ u<¿ 0 NÃO preciso conhecer ∆ u , posso fazer ensaio Cisalhamento direto ,

.
1º Fase 2º Fase
Drenagem aberta (C) Drenagem aberta (D)
Drenagem fechada (U)
Drenagem fechada (U) Drenagem aberta (D)
Drenagem fechada (U)
1º Fase – aplicação de σc 2º Fase aplicação de σd

Drenagem aberta (C) Drenagem aberta (D)


' '
σ v=σ h=σ ' amostra + σc=σc
u= uamostra ≅ 0
σv=σh=σc Drenagem fechada (U)

Drenagem fechada (U) Drenagem aberta (D)


' ' Drenagem fechada (U)
σ v=σ h=σ ' amostra
u= uamostra +σc
σv=σh=σc