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Residência Multiprofissional

LEGISLAÇÃO DO SUS - 2020


Prof. Rômulo Passos

Assistência Médico-previdenciária no Brasil


• Em 1923, foi celebrado o convênio entre o Brasil e a Fundação
Rockefeller e promulgada a Lei Eloy Chaves → considerada o marco
do início da Previdência Social no Brasil e que criou as Caixas de
Aposentadorias e Pensões (CAP).

Assistência médico-previdenciária

1
Era Vargas (1930-1964)
• 1930: Criação do Ministério da Educação e Saúde (MESP);
A saúde pública era de responsabilidade do MESP, ou melhor, tudo o que
fosse relacionado à saúde da população e que não se encontrava na área
da medicina previdenciária era desenvolvido no Ministério do Trabalho,
Indústria e Comércio.

Nesse sentido, o MESP prestava serviços para os identificados como pré-


cidadãos: os pobres, os desempregados, os que exerciam atividades
informais, ou seja, as pessoas que não eram seguradas da previdência
social (BRASIL, 2011).

Era Vargas (1930-1964)

• 1933: Instituto de Aposentadoria e Pensões (IAP), organização dos


trabalhadores em categorias profissionais;

• 1953: Criação do Ministério da Saúde.

2
Autoritarismo (1964-1985)
• A saúde pública era de baixa qualidade e limitada;

• 1966: fusão dos IAPs, o que resultou na criação do Instituto Nacional


de Previdência Social (INPS);

• 1977: Criação do Instituto Nacional de Assistência Médica e


Previdência Social (INAMPS);

trabalhadores de determinadas empresas;


CAPs
financiadas pelos empregados e pelos
Medicina empregadores;
Previdenciária
(assistência trabalhadores de determinadas
médica restrita aos categorias profissionais;
IAPs financiados pelos empregados, pelos
trabalhadores que
exerciam atividade empregadores e pelo governo;
remunerada e aos unificação dos IAPs, com a reunião de
seus dependentes) todos os trabalhadores;
INPS e
INAMPS financiada pelos empregados, pelos
empregadores e pelo governo.

3
1. (Residência Multiprofissional UFPR/EBSERH/COREMU/2019) No Brasil,
antes do estabelecimento do SUS, a assistência médica estatal surgiu
vinculada à Previdência Social. Com base na história das políticas de saúde
no Brasil, assinale a alternativa correta.
a) O financiamento vinculado à Previdência Social permanece até hoje.
b) Os Institutos de Aposentadorias e Pensões seguem o modelo de
seguridade social inglês.
c) A assistência médica estatal vinculada à Previdência Social no Brasil
garantiu acesso a todos os brasileiros.

Modelo Modelo
Bismarckiano Beveridgiano
- Originou-se na Alemanha (1883); - Originou-se na Inglaterra (1942);
- Seguro social; - Welfare State;
- Contributivo. - Não contributivo;
- Universal.

4
1. (Residência Multiprofissional UFPR/EBSERH/COREMU/2019)
d) As primeiras formas de assistência médica estatal foram as Caixas de
Aposentadorias e Pensões (CAPs).
e) A assistência médica estatal vinculada à Previdência Social no Brasil foi
responsável por uma assistência tanto individual quanto coletiva.

2. (Residência Multiprofissional UFPR/EBSERH/COREMU/2019) Em 1986, a


________________________________________ aprovou o conceito da
saúde como um direito do cidadão e delineou os fundamentos do SUS,
com base no desenvolvimento de várias estratégias que permitiram a
coordenação, a integração e a transferência de recursos entre as
instituições de saúde federais, estaduais e municipais. Essas mudanças
administrativas estabeleceram os alicerces para a construção do SUS. Qual
item abaixo corresponde ao contexto político descrito?
a) 8ª Conferência Nacional de Saúde
b) Conferência Internacional de Adelaide
c) Política Nacional de Promoção da Saúde
d) Rede de Megapaíses para a Promoção da Saúde

5
Nova República (1985-1988)

• 1986: 8ª Conferência Nacional de Saúde;

Pela primeira vez na história do país, essa Conferência permitiu a


participação da sociedade civil organizada no processo de construção de
um novo ideário para a saúde. Foi norteada pelo princípio da “saúde
como direito de todos e dever do Estado”. Suas principais deliberações
foram a base para a institucionalização do SUS pela Constituição Federal
de 1988 (BRASIL, 2007).

A Ordem Social na CF/88 é formada de diversas áreas. Dentre elas,


destaca-se a Seguridade Social, que é composta por um conjunto de ações
integradas de saúde, de assistência e da previdência social, conforme
podemos observar no esquema abaixo:
Assistência Social;
Seguridade Social
Previdência Social;
(conjunto integrado
CF/88
de ações) Saúde (arts. 196 a 200).
Ordem Social
(Título VIII) Educação, Cultura e Desporto; Ciência e Tecnologia;
Comunicação Social; Meio Ambiente; Família,
Criança, Adolescente, Jovem, Idoso e Índios.

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Memorize! As ações de saúde, de assistência e de previdência social devem
ser promovidas de forma INTEGRADA, sem relação de SUBORDINAÇÃO.

• direito de todos e dever do Estado;


SAÚDE
• independe de contribuição.

PREVIDÊNCIA • direito do trabalhador e de seus dependentes;


SOCIAL • caráter contributivo e compulsório.

ASSISTÊNCIA • direito de todos os que necessitarem;


SOCIAL • independe de contribuição.

3. (Residências em Áreas Profissionais de Saúde/UPE/2019) A Constituição


Federal de 1988 definiu a seguridade social. Sobre os direitos que estão
incluídos nesse conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes
Públicos e da sociedade, analise os itens abaixo:
I. Saúde
II. Previdência Social
III. Assistência Social
IV. Educação
V. Segurança Social

7
3. (Residências em Áreas Profissionais de Saúde/UPE/2019)
Está(ão) CORRETO(S)
a) I, II, III, IV e V.
b) I, II, III e IV, apenas.
c) I, II e III, apenas.
d) I e II, apenas.
e) I, apenas.

Princípios do SUS

preservação
universalidade integralidade
da autonomia

direito à divulgação de
igualdade
informação informação

utilização da participação da
epidemiologia comunidade;

8
Descentralização;

saneamento
integração ação de saúde
básico;

conjugação dos recursos financeiros, tecnológicos, materiais


e humanos;

capacidade de resolução dos serviços;

evitar duplicidade de meios para fins idênticos;

organização de atendimento público específico e especializado para mulheres e


vítimas de violência doméstica em geral, que garanta, entre outros, atendimento,
acompanhamento psicológico e cirurgias plásticas reparadoras.

Princípios do SUS
INTEGRALIDADE
UNIVERSALIDADE
é entendida como um conjunto
é a garantia de que todos devem
articulado e contínuo das ações e
ter acesso aos serviços de saúde
dos serviços preventivos e
em todos os níveis de assistência.
curativos, individuais e coletivos,
exigidos para cada caso em todos
os níveis de complexidade do
sistema.

9
Igualdade Equidade

Equidade

Regiões em condições Pessoas com mais Usuários em situações


piores de saúde vulnerabilidade e risco clínicas mais graves

• requerem mais • merecem ser tratadas • devem ser atendidos


investimentos do que as com prioridade no SUS; mais rapidamente.
mais estruturadas;

10
4. (Residência em Enfermagem UFF/COSEAC/2019) O princípio do SUS que
estabelece o acesso amplo e irrestrito aos serviços de saúde em todos os
níveis de assistência é conhecido como princípio da:
a) integralidade.
b) impessoalidade.
c) publicidade.
d) universalidade.

Objetivos e Atribuições do SUS


identificar os fatores condicionantes e
e divulgar determinantes da saúde;
Objetivos do SUS

e promover, nos campos econômico e


formular a
social, a observância do disposto no § 1°
política de saúde
do art. 2° dessa Lei (dever do Estado);

ações de promoção, proteção e


promover a recuperação da saúde → integração das
assistência às ações assistenciais e das atividades
pessoas preventivas.

11
5. (Residência em Enfermagem UFF/COSEAC/2019) Todas as alternativas
apresentam objetivos do Sistema Único de Saúde (SUS), exceto:
a) a identificação e divulgação dos fatores condicionantes e determinantes
da saúde.
b) a definição do perfil demográfico da região.
c) a formulação de política de saúde.
d) a assistência às pessoas por intermédio de ações de promoção, proteção
e recuperação da saúde, com a realização integrada das ações assistenciais e
das atividades preventivas.

Estão incluídas no campo de atuação do SUS:

vigilância saúde do
vigilância sanitária;
epidemiológica; trabalhador;

assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica;

12
Estão incluídas no campo de atuação do SUS:
fiscalização de serviços, de produtos e
de substâncias;
saneamento básico;
fiscalização e inspeção de alimentos,
recursos humanos; de água e de bebidas;
vigilância nutricional; produtos psicoativos, tóxicos e
radioativos;
proteção do meio ambiente;
desenvolvimento científico
política de medicamentos,
e tecnológico;
equipamentos, imunobiológicos;
política de sangue e seus derivados.

6. (Residência em Enfermagem UFF/COSEAC/2019) De acordo com o art.


200 da Constituição Federal do Brasil é competência do SUS:
a) participar da formulação da política externa e da execução das ações de
saneamento básico.
b) executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica nos casos de
epidemias.
c) incrementar em sua área de atuação o desenvolvimento científico e
tecnológico restrito às doenças emergentes.
d) ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde.

13
Saúde Direito fundamental

[
• condições indispensáveis ao seu pleno exercício;
Estado • redução de riscos de doenças e de outros agravos;
• acesso universal e igualitário às ações e aos serviços;
• promoção, proteção e recuperação.

não exclui o das das e da


Dever
pessoas, da família empresas sociedade.

(Residência em Enfermagem SES-DF/IADES/2019) A Lei nº 8.080/1990 e a


Lei nº 8.142/1990 são definidas como leis orgânicas de saúde, pois
dispõem quanto aos métodos organizativos e aos gestores do Sistema
Único de Saúde (SUS), traçam as diretrizes e os princípios deste e regem o
respectivo funcionamento para todo o Brasil.
Com relação ao conteúdo dessas leis, julgue os itens a seguir.
7. A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado
prover as condições indispensáveis ao pleno exercício desse direito.
( ) Certo ( ) Errado

14
Determinantes e condicionantes
Os níveis de saúde expressam a organização social e econômica do País,
tendo a saúde como determinantes e condicionantes, entre outros:

alimentação; atividade física; trabalho;

meio ambiente; renda; transporte, lazer;

acesso aos bens e aos


educação; moradia, saneamento;
serviços essenciais.

(Residência em Enfermagem SES-DF/IADES/2019)


8. Os níveis de saúde expressam a organização social e econômica do País,
tendo a saúde como determinantes e condicionantes, entre outros, a
alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho,
a renda, a educação, a atividade física, o transporte, o lazer e o acesso aos
bens e serviços essenciais.
( ) Certo ( ) Errado

15
(Residência em Enfermagem SES-DF/IADES/2019)
9. O incremento, na respectiva área de atuação, do desenvolvimento
científico e tecnológico é princípio do SUS.
( ) Certo ( ) Errado

Vigilância Epidemiológica

16
(Residência em Enfermagem SES-DF/IADES/2019)
10. Vigilância epidemiológica consiste em um conjunto de ações capazes de
eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas
sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens
e da prestação de serviços de interesse da saúde.
( ) Certo ( ) Errado

Art. 19-G. O Subsistema de Atenção § 1° O Subsistema de que trata


à Saúde Indígena é o caput desse artigo

descentralizado, hierarquizado e terá como base os Distritos Sanitários


regionalizado. Especiais Indígenas.

17
Subsistema de
Retaguarda e
Art. 19 G, §2° SUS Atenção à Saúde
referência
Indígena

Adaptações na estrutura e na organização do SUS nas


regiões onde residem as populações indígenas.
Acesso garantido ao SUS → local, regional e de centros
especializados, de acordo com suas necessidades.
Direito de participar dos organismos colegiados de formulação,
acompanhamento e avaliação das políticas de saúde.

(Residência em Enfermagem SES-DF/IADES/2019)


11. O Subsistema de Atenção à Saúde Indígena deverá ser, como o SUS,
autônomo, equânime e paritário.
( ) Certo ( ) Errado

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Conselhos de Saúde Conferências de Saúde

caráter permanente e deliberativo; a cada quatro anos;


órgãos colegiados com avaliar a situação de saúde;
representantes de vários
segmentos; propor as diretrizes;

participam da formulação de convocada pelo Poder Executivo;


estratégias;
e, extraordinariamente, por esta ou
participam no controle da pelo Conselho de Saúde.
execução da política de saúde;
atuam inclusive nos aspectos
econômicos e financeiros.

As decisões dos Conselhos e das Conferências de Saúde serão


homologadas pelo chefe do poder legalmente constituído em cada esfera
do governo.
O CONASS e o CONASEMS terão representação no Conselho Nacional de
Saúde.

A representação dos usuários nos Conselhos e nas Conferências de Saúde


será paritária em relação ao conjunto dos demais segmentos.
A organização e as normas de funcionamento das Conferências e dos
Conselhos de Saúde serão definidas em regimento próprio aprovado pelo
respectivo conselho.

19
(Residência em Enfermagem SES-DF/IADES/2019)
12. As conferências de saúde e os conselhos de saúde terão a respectiva
organização e as normas de funcionamento definidas pelo Congresso
Nacional e aprovadas pelo Ministério da Saúde.
( ) Certo ( ) Errado

Os recursos do FNS serão alocados como:

I
despesas de custeio e de capital do Ministério da Saúde, seus
órgãos e entidades, da administração direta e indireta;

II
investimentos previstos em lei orçamentária, de iniciativa do
Poder Legislativo e aprovados pelo Congresso Nacional;

20
Os recursos do FNS serão alocados como:

III
investimentos previstos no Plano Quinquenal do Ministério da
Saúde;

IV
cobertura das ações e dos serviços de saúde a serem implementados
pelos municípios, pelos estados e pelo Distrito Federal.

(Residência em Enfermagem SES-DF/IADES/2019)


13. Os recursos do Fundo Nacional de Saúde (FNS) poderão ser alocados
como despesas de custeio e de capital do Ministério da Saúde, dos
respectivos órgãos e das entidades da administração direta e indireta.
( ) Certo ( ) Errado

21
Para ser instituída, a Região de Saúde deve conter, no mínimo,
ações e serviços de (art. 5°):

I
• atenção primária;

II
• urgência e emergência;

III
• atenção psicossocial;

Para ser instituída, a Região de Saúde deve conter, no mínimo,


ações e serviços de (art. 5°):

IV
• atenção ambulatorial especializada e hospitalar;

V
• vigilância em saúde.

22
Atenção! As Regiões de Saúde serão referência para as transferências
de recursos entre os entes federativos (art. 6°).

Os entes federativos definirão os seguintes elementos em relação às


Regiões de Saúde:
I - seus limites geográficos;
II - população usuária das ações e dos serviços;
III - rol de ações e serviços que serão ofertados; e
IV - respectivas responsabilidades, critérios de acessibilidade e escala
para conformação dos serviços.

[
pelos estados;
Regiões de Saúde em articulação com os municípios;
serão instituídas
respeitadas as diretrizes gerais
pactuadas na Comissão Intergestores
Tripartite (CIT);

23
Poderão ser
instituídas
Regiões de Saúde
interestaduais [ compostas por municípios limítrofes;

por ato conjunto dos respectivos


estados em articulação com os
municípios.

A instituição de Regiões de Saúde situadas em áreas de fronteira com


outros países deverá respeitar as normas que regem as relações
internacionais.

As Regiões de Saúde serão referência para as transferências de


recursos entre os entes federativos.

14. (Residência em Enfermagem/UNIRIO/2019) Pode-se afirmar que a


organização do SUS, a partir do Decreto 7.508 de 28 de junho de 2011,
deve ocorrer pelas Regiões de Saúde. Quanto à instituição das Regiões de
Saúde é CORRETO afirmar que:
a) A Região de Saúde é instituída pelo conjunto de serviços que garantam o
planejamento integral do SUS.
b) Para instituir uma Região de Saúde, a CIB deve definir os serviços que
garantem a integralidade e a gestão do SUS.
c) A instituição das Regiões de Saúde deve respeitar o espaço geográfico
contínuo dos municípios limítrofes dentro de cada estado.

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14. (Residência em Enfermagem/UNIRIO/2019)
d) A Região de Saúde deve conter, no mínimo, ações e serviços de atenção
primária, atenção hospitalar, e atenção psicossocial.
e) As Regiões de Saúde situadas em áreas de fronteira com outros países
deverão respeitar as normas que regem as relações internacionais.

CIT

Representantes Representantes Representantes


do MS; do CONASS; do CONASEMS.

Representantes da SES;
CIB
Representantes da COSEMS.

25
15. (Residência USP/FUVEST/2020) Espaços estaduais de articulação e
pactuação política que objetivam orientar, regulamentar e avaliar os
aspectos operacionais do processo de descentralização das ações de
saúde. São constituídas, paritariamente, por representantes do governo
estadual – indicados pelo Secretário de Estado da Saúde – e dos secretários
municipais de Saúde – indicados pelo órgão de representação do conjunto
dos municípios do Estado, em geral, denominado Conselho de Secretários
Municipais de Saúde (Cosems).
Esse texto refere‐se à definição de
a) Comissões Intergestores Bipartites (CIB).
b) Comissão Intergestores Tripartite (CIT).

15. (Residência USP/FUVEST/2020).


c) Colegiados de Gestão Regional.
d) Comissão Permanente de Integração Ensino‐Serviço.
e) Comissão Intergestores do ProgeSUS (CIP).

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um médico, preferencialmente da especialidade medicina de
família e comunidade;
um enfermeiro, preferencialmente especialista em saúde da
família;
Composição
um auxiliar ou técnico de enfermagem;
mínima da
eSF
agentes comunitários de saúde;

podem-se ACE e os profissionais de saúde


acrescentar a essa bucal: um cirurgião dentista
composição, como (preferencialmente especialista em
parte da equipe saúde de família) e um auxiliar ou
multiprofissional, técnico em saúde bucal.

O nº de ACS por equipe é definido conforme a base populacional e os


critérios demográficos, epidemiológicos e socioeconômicos, de acordo
com a definição local.

Em áreas de grande dispersão territorial, de risco e de vulnerabilidade


social → recomenda-se a cobertura de 100% da população com, no
máximo, 750 pessoas por ACS.

Para a eSF, é obrigatório uma carga horária de 40 horas semanais para


todos os profissionais de saúde membros da ESF. Dessa forma, os
profissionais da ESF poderão estar vinculados a apenas uma equipe de SF,
no SCNES vigente.

27
Equipe de Atenção Básica (eAB)

médicos, preferencialmente da especialidade medicina


de família e comunidade;
enfermeiro, preferencialmente especialista em saúde da
família;
Composição
um auxiliar ou técnico de enfermagem;
mínima da
eAB
podem-se acrescentar ACE, ACS e os profissionais
a essa composição, de saúde bucal: dentistas,
como parte da equipe auxiliares ou técnicos em
multiprofissional, saúde bucal;

Equipe de Atenção Básica (eAB)

a composição da carga horária mínima, por categoria profissional,


deverá ser de 10 horas, com, no máximo, três profissionais por
categoria, o que deve somar, no mínimo, 40 horas/semanais.

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16. (Residência USP/FUVEST/2020) Atualizada em 2017, a Política Nacional
de Atenção Básica (PNAB), no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS),
estabelece parâmetros mínimos de alcance, infraestrutura e
funcionamento dos serviços. Acerca da PNAB, é correto afirmar:
a) A Equipe de Saúde da Família é composta, no mínimo, por enfermeiro,
auxiliar e/ou técnico de enfermagem e agente comunitário de saúde.
b) Em áreas de grande dispersão territorial, áreas de risco e vulnerabilidade
social, recomenda‐se a cobertura de 100% da população, com número
máximo de 750 pessoas por agente comunitário de saúde.

16. (Residência USP/FUVEST/2020)


c) As Unidades Básicas de Saúde devem funcionar com carga horária mínima
de 30 horas semanais, no mínimo cinco dias da semana.
d) A população adscrita por equipe de Atenção Básica/Saúde da Família deve
ser de 3.000 a 4.500 pessoas.
e) Os Núcleos Ampliados de Saúde da Família e Atenção Básica (Nasf‐AB) são
serviços com unidades físicas independentes e especiais, de livre acesso
para atendimento individual ou coletivo.

29
Rumo à aprovação!

Residência Multiprofissional
LEGISLAÇÃO DO SUS - 2020
Prof. Natale Oliveira

30
(Residência em Enfermagem SES-DF/IADES/2019) A atenção domiciliar
(AD) possibilita a desinstitucionalização de pacientes que se encontram
internados nos serviços hospitalares, além de evitar hospitalizações
desnecessárias, a partir de serviços de pronto atendimento, e de apoiar as
equipes de atenção básica no cuidado àqueles pacientes que necessitam (e
se beneficiam) de atenção à saúde prestada no domicílio, de acordo com
os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), em especial, o acesso, o
acolhimento e a humanização.
A respeito da política de atenção domiciliar Melhor em Casa, julgue os
itens a seguir.

Assistência Domiciliar
Na atenção domiciliar, a equipe deve respeitar o espaço do familiar, ser
capaz de preservar os laços afetivos das pessoas e fortalecer a
autoestima, ajudando a construir ambientes mais favoráveis à
recuperação da saúde.

Essa assistência prestada no ambiente privado das relações sociais


contribui para a humanização da atenção à saúde, por envolver as
pessoas no processo de cuidado, potencializando a participação ativa
do sujeito no processo saúde-doença.
MEDEIROS, 2018

31
(Residência em Enfermagem SES-DF/IADES/2019)
17. Na atenção domiciliar, a equipe deve respeitar o espaço familiar, ser
capaz de preservar os laços afetivos das pessoas e fortalecer a autoestima,
ajudando a construir ambientes mais favoráveis à recuperação da saúde.
( ) Certo ( ) Errado

Modalidades de Atenção Domiciliar

Indicação de AD

Cuidados com menor frequência e com menor


AD 1 necessidade de intervenções multiprofissionais
Estabilidade e cuidados satisfatórios pelos
cuidadores.

Responsabilidade AB
acompanhamento regular em Apoio do NASF e de ambulatórios
domicílio, de acordo com as de especialidades e reabilitação
especificidades de cada caso.
Fonte: Portaria GM/MS 825/2016

32
Modalidades de Atenção Domiciliar
Indicação de AD com o fim de abreviar ou evitar
hospitalização e apresente:
afecções agudas ou crônicas agudizadas, com
AD 2 necessidade de cuidados intensificados e sequenciais,
como tratamentos parenterais ou reabilitação;
Afecções crônico-degenerativas, com grau de
comprometimento causado pela doença, que demande
atendimento no mínimo semanal;
Fonte: Portaria GM/MS 825/2016

Modalidades de Atenção Domiciliar


Indicação de AD com o fim de abreviar ou evitar
hospitalização e apresente:
afecções agudas ou crônicas agudizadas, com necessidade de
AD 2 cuidados intensificados e sequenciais, como tratamentos
parenterais ou reabilitação;
Afecções crônico-degenerativas, com grau de
comprometimento causado pela doença, que demande
atendimento no mínimo semanal;
Fonte: Portaria GM/MS 825/2016

CURSO COMPLETO DE ENFERMAGEM PARA CONCURSOS

33
Modalidades de Atenção Domiciliar
Responsabilidade do SAD.

Usualmente demandando períodos maiores de


AD 3 acompanhamento domiciliar.

Situações listadas na modalidade AD 2, quando necessitar de


cuidado multiprofissional mais frequente, uso de
equipamento(s) ou agregação de procedimento(s) de maior
complexidade:

Ventilação Paracentese Nutrição Transfusão


mecânica de repetição parenteral sanguínea
Fonte: Portaria GM/MS 825/2016

(Residência em Enfermagem SES-DF/IADES/2019)


18. Na modalidade AD3 de atenção domiciliar, estarão os usuários que
possuam problemas de saúde controlados/compensados com algum grau de
dependência para as atividades da vida diária (não podendo se deslocar até
a unidade de saúde).
( ) Certo ( ) Errado

34
Vigilância Epidemiológica

Vigilância Sanitária

35
Saúde do Trabalhador
A saúde do trabalhador visa promover a saúde e reduzir a
morbimortalidade da população trabalhadora por meio da integração de
ações que intervenham nos agravos e em seus determinantes, decorrentes
dos modelos de desenvolvimento e de processo produtivos.

Vigilância Ambiental

36
19. (Residência Multiprofissional em Saúde/UFRN/2019) A vigilância em
saúde está relacionada às práticas de atenção e promoção da saúde e aos
mecanismos adotados para prevenção de doenças, integrando diversas
áreas de conhecimento em saúde. Com base nessa assertiva, os
componentes em que se divide a vigilância em saúde são:
a) vigilância epidemiológica, ambiental, sanitária e saúde do trabalhador.
b) busca ativa de casos clínicos, prevenção de doenças, promoção da saúde
e evento sentinela.
c) atenção primária, assistência farmacêutica, saúde na escola e saúde
ocupacional.
d) inquérito epidemiológico, controle de endemias, redução de fatores de
risco e saneamento básico.

20. (Residência Multiprofissional em saúde/UFG/2019) A incidência e a


prevalência são as diferentes formas de medir a ocorrência de doenças nas
populações. A prevalência refere-se ao número de casos encontrados em
uma população definida em um determinado ponto no tempo.
O aumento da taxa de prevalência de uma doença pode ser influenciado
por alguns fatores, tais como:
a) maior letalidade, diminuição da incidência, emigração de casos e aumento
da taxa de cura.
b) menor duração, redução de casos novos, imigração de susceptíveis e
melhora dos recursos diagnósticos.

37
20. (Residência Multiprofissional em saúde/UFG/2019)
c) menor número de casos novos, aumento da taxa de cura, imigração de
pessoas sadias e menor duração.
d) maior duração, imigração de casos, aumento da incidência e emigração de
pessoas sadias.

Diretrizes
Segue, abaixo, a descrição sucinta das diretrizes da PNH (BRASIL, 2013):
• acolher é reconhecer o que o outro traz como
legítima e singular necessidade de saúde;
Acolhimento
• requer a escuta qualificada, o compromisso e
o vínculo entre os atores envolvidos;
• expressa tanto a inclusão de novos sujeitos nos
processos de análise e de decisão quanto a
Gestão
ampliação das tarefas da gestão;
participativa
• espaços para o desenvolvimento: rodas,
e cogestão
colegiados gestores, câmaras técnicas e gerência
de porta aberta;

38
• espaços saudáveis, acolhedores e confortáveis,
que respeitem a privacidade, propiciem mudanças
Ambiência
no processo de trabalho e sejam lugares de
encontro entre as pessoas;

• apresenta a finalidade de contribuir para uma


abordagem clínica do adoecimento e do sofrimento,
Clínica
que considere a singularidade do sujeito e a
ampliada e
compartilhada complexidade do processo saúde/doença;
• preconiza o afeto nas relações, a qualificação do
diálogo e as decisões compartilhadas;

• é importante dar visibilidade à experiência dos


Valorização
trabalhadores e incluí-los na tomada de decisão e
do
apostar em sua capacidade de analisar, definir e
trabalhador
qualificar os processos de trabalho;

• os usuários de saúde têm direitos garantidos por


Defesa dos lei, e os serviços de saúde devem incentivá-los a
direitos dos conhecer esses direitos e assegurar que eles sejam
usuários cumpridos em todas as fases do cuidado, desde a
recepção até a alta.

39
21. (Residência em Área Profissional da Saúde/CEFETBAHIA/2019) De
acordo com o Ministério da Saúde, a humanização deve ser encarada não
apenas como um programa, mas “[...] como uma política pública que [...]
transversaliza as diferentes ações e instâncias gestoras do [...]” (BRASIL,
2010, p. 17) Sistema Único de Saúde (SUS) estando, dessa forma, presente
em todos os espaços de produção de saúde.
Sobre a humanização da atenção e da gestão na saúde proposta pela
Política Nacional de Humanização (HumanizaSUS), é correto afirmar que
a) incentiva a valorização da ambiência, com organização de espaços de
trabalho saudáveis e acolhedores.

21. (Residência em Área Profissional da Saúde/CEFETBAHIA/2019)


b) insere a proposta de um trabalho coletivo para que o SUS seja mais
acolhedor e mais ágil, ainda que menos resolutivo.
c) estimula o fortalecimento do controle social, com caráter participativo,
em todas as instâncias do SUS, exceto no âmbito da gestão.
d) busca estabelecer mudanças nos modelos de atenção e de gestão, por
meio da dissociabilidade entre as ações de cuidado e o fazer dos gestores.
e) propõe um fomento à autonomia e ao protagonismo dos usuários,
reduzindo parte da responsabilidade dos trabalhadores da saúde sobre as
ações de cuidado.

40
São temas prioritários da Política Nacional de Promoção da
Saúde (PNPS):
I - formação e educação permanente, que compreende mobilizar, sensibilizar e
promover capacitações para gestores, trabalhadores da saúde e de outros
setores para o desenvolvimento de ações de educação em promoção da saúde e
incluí-la nos espaços de educação permanente;
II - alimentação adequada e saudável, que compreende promover ações relativas
à alimentação adequada e saudável, visando à promoção da saúde e à segurança
alimentar e nutricional, contribuindo com as ações e metas de redução da
pobreza, com a inclusão social e com a garantia do direito humano à alimentação
adequada e saudável;
Fonte: Portaria GM/MS 2.446/2014

São temas prioritários da Política Nacional de Promoção da


Saúde (PNPS):
III - práticas corporais e atividades físicas, que compreende promover ações,
aconselhamento e divulgação de práticas corporais e atividades físicas,
incentivando a melhoria das condições dos espaços públicos, considerando a
cultura local e incorporando brincadeiras, jogos, danças populares, dentre outras
práticas;
IV - enfrentamento do uso do tabaco e seus derivados, que compreende
promover, articular e mobilizar ações para redução e controle do uso do tabaco,
incluindo ações educativas, legislativas, econômicas, ambientais, culturais e
sociais;
Fonte: Portaria GM/MS 2.446/2014

41
São temas prioritários da Política Nacional de Promoção da
Saúde (PNPS):
V - enfrentamento do uso abusivo de álcool e outras drogas, que compreende
promover, articular e mobilizar ações para redução do consumo abusivo de
álcool e outras drogas, com a corresponsabilização e autonomia da população,
incluindo ações educativas, legislativas, econômicas, ambientais, culturais e
sociais;
VI - promoção da mobilidade segura, que compreende:
a) buscar avançar na articulação intersetorial e intrasetorial, envolvendo a
vigilância em saúde, a atenção básica e as redes de urgência e emergência do
território na produção do cuidado e na redução da morbimortalidade decorrente
do trânsito; Fonte: Portaria GM/MS 2.446/2014

São temas prioritários da Política Nacional de Promoção da


Saúde (PNPS):
b) orientar ações integradas e intersetoriais nos territórios, incluindo saúde,
educação, trânsito, fiscalização, ambiente e demais setores envolvidos, além da
sociedade, visando definir um planejamento integrado, parcerias, atribuições,
responsabilidades e especificidades de cada setor para a promoção da
mobilidade segura; e
c) avançar na promoção de ações educativas, legislativas, econômicas,
ambientais, culturais e sociais, fundamentadas em informação qualificada e em
planejamento integrado, que garantam o trânsito seguro, a redução de
morbimortalidade e a paz no trânsito;
Fonte: Portaria GM/MS 2.446/2014

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São temas prioritários da Política Nacional de Promoção da
Saúde (PNPS):
VII - promoção da cultura da paz e de direitos humanos, que compreende
promover, articular e mobilizar ações que estimulem a convivência, a
solidariedade, o respeito à vida e o fortalecimento de vínculos, para o
desenvolvimento de tecnologias sociais que favoreçam a mediação de conflitos,
o respeito às diversidades e diferenças de gênero, de orientação sexual e
identidade de gênero, entre gerações, étnico-raciais, culturais, territoriais, de
classe social e relacionada às pessoas com deficiências e necessidades especiais,
garantindo os direitos humanos e as liberdades fundamentais, articulando a RAS
com as demais redes de proteção social, produzindo informação qualificada e
capaz de gerar intervenções individuais e coletivas, contribuindo para a redução
das violências e para a cultura de paz; e Fonte: Portaria GM/MS 2.446/2014

São temas prioritários da Política Nacional de Promoção da


Saúde (PNPS):
VIII - promoção do desenvolvimento sustentável, que compreende promover,
mobilizar e articular ações governamentais, não governamentais, incluindo o
setor privado e a sociedade civil, nos diferentes cenários, como cidades, campo,
floresta, águas, bairros, territórios, comunidades, habitações, escolas, igrejas,
empresas e outros, permitindo a interação entre saúde, meio ambiente e
desenvolvimento sustentável na produção social da saúde em articulação com os
demais temas prioritários.
Fonte: Portaria GM/MS 2.446/2014

43
22. (Residência Multiprofissional/UFRJ/2019) A promoção da saúde
envolve um conjunto de estratégias e formas de produzir saúde, tanto
individuais quanto coletivas, com o objetivo de atender às necessidades
sociais de saúde e a melhorar a qualidade de vida. A Política Nacional de
Promoção da Saúde, revisada em 2014, aponta entre seus temas
prioritários:
a) Promoção da cultura da paz e de direitos humanos; Alimentação
adequada e saudável; Enfrentamento ao uso do tabaco e seus derivados.
b) Enfrentamento do uso abusivo de álcool e outras drogas; Promoção da
mobilidade segura e sustentável; Controle das endemias focais.

22. (Residência Multiprofissional/UFRJ/2019)


c) Práticas corporais e atividades físicas; Redução das desigualdades
regionais; Saúde da população indígena.
d) Enfrentamento da desigualdade de gênero; Promoção das práticas
integrativas e complementares; Expansão do programa de imunizações.

44
Pacto em Defesa do SUS
Expressou os compromissos entre os gestores do SUS com a consolidação do
processo da Reforma Sanitária Brasileira;

Articulou as ações que visavam qualificar e assegurar o SUS como política


pública;
Expressou um movimento de repolitização da saúde, com uma clara
estratégia de mobilização social;

Buscou um financiamento compatível com as necessidades de saúde por


parte dos entes federados.

23. (Residência Multiprofissional - COREMU/UFAL/EBSERH – 2019) O


Pacto em Defesa do SUS (Portaria MS nº 399, de 22 de fevereiro de 2006)
firma-se em torno de ações que contribuam para aproximar a sociedade
brasileira do SUS. Tal Pacto se concretiza a partir de um movimento de
repolitização da saúde, como movimento que retoma a Reforma
Sanitária Brasileira, atualizando as discussões em torno dos desafios
atuais do SUS.
Uma das prioridades desse pacto é implementar um projeto permanente
de mobilização social com a finalidade de
a) alcançar, no curto prazo, a regulamentação da Emenda Constitucional nº
5, pelo Congresso Nacional.

45
23. ((Residência Multiprofissional - COREMU/UFAL/EBSERH – 2019)
b) mostrar a saúde como direito de cidadania e o SUS como sistema
público universal garantidor desses direitos.
c) garantir assistência em nível de atenção terciária exclusivamente a todos
os trabalhadores brasileiros.
d) garantir, no curto e médio prazos, o incremento dos recursos
orçamentários e financeiros para a saúde, educação e moradia.
e) aprovar o orçamento do SUS, composto exclusivamente pelo orçamento
da esfera federal de gestão, explicitando seu compromisso com a saúde.

O modelo de Dahlgren e Whitehead

Determinantes Distais ou
Macrodeterminantes

Determinantes
Intermediários

Microdeterminantes ou determinantes proximais Fonte: CNDSS, 2008.

46
24. (Residências em Áreas Profissionais de Saúde/UPE/2019) O modelo
de Dahlgren e Whitehead abrange os determinantes sociais da saúde em
camadas concêntricas, desde uma camada mais próxima aos
determinantes individuais até uma distal em que se situam os
macrodeterminantes. É CORRETO afirmar que as características de idade,
sexo e herança genética, as quais influenciam nas condições de saúde,
situam-se
a) na camada 5, exercendo grande influência sobre as camadas
subjacentes.
b) na camada 4, representando os determinantes intermediários.
c) na camada 1, no centro do modelo.

24. (Residências em Áreas Profissionais de Saúde/UPE/2019)


d) na camada 2, determinantes proximais.
e) na camada 3, sob grande influência das redes sociais.

47
Redes de Atenção à Saúde (RAS)

A RAS é definida como um arranjo organizativo de ações e serviços de


saúde, de diferentes densidades tecnológicas que, integradas por meio de
sistemas de apoio técnico, logístico e de gestão, visam garantir a
integralidade do cuidado.

Objetivos das RAS

Promover a integração sistêmica de ações e de serviços de saúde;

Prover atenção contínua, integral, de boa qualidade, responsável e


humanizada;

Incrementar o desempenho do sistema, em termos de acesso, equidade,


eficácia clínica e sanitária e eficiência econômica.

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25. (Residência Multiprofissional em Saúde/UFPI/2019) As Redes de
Atenção à Saúde (RAS), no âmbito do SUS, “São arranjos organizativos de
ações e serviços de saúde, de diferentes densidades tecnológicas, que
integradas por meio de sistemas de apoio técnico, logístico e de gestão,
buscam garantir a integralidade do cuidado.” (BRASIL, 2010). Entre as
principais características das RAS, está(ão):
a) a formação de relações verticais e hierárquicas entre os pontos de
atenção, tendo a Atenção Básica como centro de comunicação.
b) a centralidade nas demandas de saúde da população.
c) o cuidado especializado em todos os pontos da rede.

25. (Residência Multiprofissional em Saúde/UFPI/2019)


d) a responsabilização por atenção contínua e integral.
e) o compartilhamento de cuidados e compromissos com resultados entre
os familiares e os usuários.

49
Fundamentos da Rede de Atenção à Saúde (RAS)
Para assegurar resolutividade na rede de atenção, alguns
fundamentos precisam ser considerados:
• lógica fundamental na organização da rede de atenção à saúde;
• integração vertical e horizontal;
• processos de substituição;
• região de saúde ou abrangência;
• níveis de atenção.

Vertical – consiste na articulação de diversas organizações ou


Integração vertical

unidades de produção de saúde responsáveis por ações e


serviços de natureza diferenciada, sendo complementar
e horizontal

(agregando resolutividade e qualidade neste processo).

Horizontal – consiste na articulação ou fusão de unidades e serviços de


saúde de mesma natureza ou especialidade.

50
Processos de
substituição

É o reagrupamento contínuo de recursos entre e dentro dos


serviços de saúde para explorar soluções melhores e de menos
custos.
Região de saúde
ou abrangência

A organização da RAS exige a definição da região de saúde, que


implica em estabelecer seus limites geográficos e sua população
e o rol de ações e serviços que serão ofertados nessa região de
saúde.

menor densidade (atenção primária à saúde);


Níveis de atenção

densidade tecnológica intermediária (atenção secundária à saúde);

maior densidade tecnológica (atenção terciária à saúde);

51
26. (Residência em Área Profissional da Saúde/CEFETBAHIA/2019) Ao
tratar da organização da assistência à saúde no Brasil, a proposta das
Redes de Atenção à Saúde (RAS) emerge como um grande avanço no
sentido de “[...] superar a intensa fragmentação das ações e serviços de
saúde e qualificar a gestão do cuidado no contexto atual” (BRASIL, 2010, p.
4).
Em relação à organização da assistência à saúde, analise as assertivas e
identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) A “Integração Vertical” consiste na articulação ou fusão de unidades e
serviços de saúde de mesma natureza ou especialidade.
( ) Os chamados “Níveis de Atenção” se estruturam por meio de arranjos
produtivos conformados segundo as densidades tecnológicas singulares.

26. (Residência em Área Profissional da Saúde/CEFETBAHIA/2019)


( ) A ideia de “Região de Saúde” trazida pelas RAS implica na definição de
seus limites geográficos e sua população, e no estabelecimento do rol de
ações e serviços ofertados.
( ) A proposta de “Integração Horizontal” consiste na articulação de diversas
organizações ou unidades de produção de saúde responsáveis por ações e
serviços de natureza diferenciada.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
a) V V F F
b) V F F V
c) F V V F
d) F F V V
e) F V F V

52
Política Nacional de Atenção Integral à
Saúde da Criança (PNAISC)

A PNAISC se estrutura em 7 eixos estratégicos, com a finalidade de


orientar e qualificar as ações e serviços de saúde da criança no território
nacional, considerando os determinantes sociais e condicionantes para
garantir o direito à vida e à saúde (art. 6º).
Fonte: Portaria GM/MS 1.130/2015

Vejamos Alguns Eixos Estratégicos da PNAISC:


II - aleitamento materno e alimentação complementar saudável.

III - promoção e acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento


integral: consiste na vigilância e estímulo do pleno crescimento e
desenvolvimento da criança, em especial do "Desenvolvimento na Primeira
Infância (DPI)", pela atenção básica à saúde, conforme as orientações da
"Caderneta de Saúde da Criança", incluindo ações de apoio às famílias para o
fortalecimento de vínculos familiares.

VII - vigilância e prevenção do óbito infantil, fetal e materno.

53
27. (Residência em Saúde/UFSM/2019) A Política Nacional de Atenção
Integral à Saúde da Criança (PNAISC) foi instituída pela Portaria nº 1.130,
de 5 de agosto de 2015, com o objetivo de promover e proteger a saúde
da criança e o aleitamento materno, mediante atenção e cuidados
integrais e integrados da gestação aos 9 (nove) anos de vida.
Com relação a essa política, considere as afirmativas a seguir.
I - Segundo a PNAISC, considera-se primeira infância: pessoa na faixa etária
de 0 (zero) a 9 (nove) anos, ou seja, de 0 (zero) a 120 (cento e vinte)
meses.

27. (Residência em Saúde/UFSM/2019)


II. Essa política se estrutura em sete eixos estratégicos com finalidade de
orientar e qualificar as ações e os serviços de saúde da criança no
território nacional.
III. Entre os eixos estratégicos está a vigilância e prevenção do óbito
infantil, fetal e materno.
IV. A implementação da "Linha de Cuidado para a Atenção integral à Saúde
de Crianças, Adolescentes e suas Famílias em Situação de Violência" é uma
ação estratégica do eixo Promoção e Acompanhamento do Crescimento e
do Desenvolvimento Integral.

54
27. (Residência em Saúde/UFSM/2019)
Estão corretas
a) apenas I e III.
b) apenas I e IV.
c) apenas II e III.
d) apenas III e IV.
e) apenas I, II e IV.

28. (Residência Multiprofissional em Saúde/UEPA/2019) A Educação


Permanente em Saúde (EPS) é uma proposta ético-político-pedagógica
que visa transformar e qualificar a atenção à saúde, os processos
formativos, as práticas de educação em saúde, além de incentivar a
organização das ações e dos serviços numa perspectiva intersetorial
(BRASIL, 2004). Nesse contexto as metodologias ativas surgem como
proposta para focar o processo de ensinar e aprender na busca da
participação ativa de todos os envolvidos, centrados na realidade em
que estão inseridos. Como enfrentamento ao modelo tradicional
imposto e aceito ao longo do tempo, tem-se lançado mão das
metodologias ativas de ensino e aprendizagem. Em decorrência disso,
um dos recursos básicos utilizados pela EPS passou a ser a chamada
aprendizagem significativa, que vem a ser:

55
28. (Residência Multiprofissional em Saúde/UEPA/2019)
a) a uma moderna técnica pedagógica para o ensino fundamental.
b) o uso de metodologias mnemotécnicas que facilitam a memorização de
informações.
c) a aprendizagem baseada nas adversidades vivenciadas por adultos nos
impasses do cotidiano, assim como dos conhecimentos prévios de cada
um.
d) o treinamento continuado dos profissionais de saúde.
e) uma aprendizagem baseada nas adversidades vivenciadas pelas crianças
e os adolescentes nos impasses dos cotidianos, assim como saberes
prévios de cada um.

Vejamos alguns exemplos de coeficientes e índices mais utilizados


em saúde pública (ROUQUAYROL; GURGEL, 2013):

COEFICIENTE DE MORTALIDADE GERAL

CGM = Total de óbitos registrados em certa área durante o ano X 1.000


População da área ajustada para o meio do ano

COEFICIENTE DE MORTALIDADE INFANTIL

CMI = Nº de óbitos em menores de um ano em certa área durante o ano X 1.000


Total de nascidos vivos nessa área durante o ano

56
COEFICIENTE DE MORTALIDADE NEONATAL

CMN = Nº de óbitos em menores de 28 dias em certa área durante o ano X 1.000


Total de nascidos vivos nessa área durante o ano

Obs.: É importante considerar que o componente da mortalidade infantil


inclui outros três componentes: mortalidade neonatal precoce (zero a seis
dias), neonatal tardia (sete a 27 dias) e pós-neonatal (28 a 364 dias)
(RIPSA, 2008).
COEFICIENTE DE MORTALIDADE MATERNA
Nº de óbitos por causas ligadas à gestação, ao parto
CMM = e ao puerpério em determinada área no ano X 100.000
Total de nascidos vivos nessa área durante o ano

Vejamos alguns exemplos de coeficientes relacionados à letalidade, à


incidência e à prevalência de determinada doença (ROUQUAYROL;
GURGEL, 2013):
COEFICIENTE DE LETALIDADE
Nº de óbitos de determinada doença em
CL = determinado período de tempo X 100
Nº de casos dessa doença nesse mesmo período de tempo

COEFICIENTE DE INCIDÊNCIA

CI = Nº de casos novos (iniciados) em determinado período numa área X 100.000


População exposta ao risco nesse período na área

57
COEFICIENTE DE PREVALÊNCIA
Nº de casos existentes (novos + antigos) em
CP = determinado período numa área X 100.000
População da área no mesmo período

29. (Residência Multiprofissional/UPE/2018) O IBGE, em 2015, apontou


que a taxa de Mortalidade Infantil foi a menor em 11 anos. Apesar das
conquistas, observa-se que as regiões mais pobres do país ainda
permanecem com taxas de mortalidade de aproximadamente duas vezes
maior que as localidades mais favorecidas. Considerando o exposto e os
dados abaixo disponíveis, realize o cálculo da taxa de mortalidade infantil
do Nordeste em 2015 e assinale o valor mais próximo.

58
29. (Residência Multiprofissional/UPE/2018)

a) 0,1%
b) 14%
c) 20%
d) 30%
e) 50%

29. (Residência Multiprofissional/UPE/2018)


COEFICIENTE DE MORTALIDADE INFANTIL
CMI = Nº de óbitos em menores de um ano em certa área durante o ano X 1.000
Total de nascidos vivos nessa área durante o ano

CMI = 12.000X 1.000


850.000

a) 0,1%
b) 14%
c) 20%
d) 30%
e) 50%

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Gabarito
1- D 11- Errado 21- A
2- A 12- Errado 22- A
3- C 13- Certo 23- B
4- D 14- E 24- C
5- B 15- A 25- D
6- D 16- B 26- C
7- Certo 17- Certo 27- C
8- Certo 18- Errado 28- C
9- Errado 19- A 29- B
10- Errado 20- D

Rumo à aprovação!

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