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O curso de “Ética, Valores e Saúde na Escola” apresenta a metodologia que

acrescenta para o desenvolvimento do campo escolar. O início do curso


aprendemos sobre o tipo de Aprendizagem Baseada em Problemas, um modelo
de aprendizagem que pode ser visto como uma interação entre o sujeito que
aprende e os objetos de conhecimento. O aluno tem de questionar, pesquisar e
descobrir coisas novas, que é mesmo o professor não havia pensado e, assim,
o foco passa do ensino para a aprendizagem. O professor exerce funções de é
claro, professor, mas além disso, de um tutor, que precisa instigar seus alunos a
encontrarem o problema da questão, criar hipóteses buscar respostas na
realidade. A análise e apresentação desse modelo de aprendizagem foi
realizado com a participação dos alunos da USP Leste e da Universidade
Federal de São Carlos, sob a tutoria do Professor Ulisses Araújo. No segundo
módulo, o curso apresentou um projeto de professores e alunos de uma escola
estadual localizada em Campinas, que escolheram um rio da região como objeto
de estudo e desenvolveram ali a prática da transversalidade e a
interdisciplinaridade. Conforme o professor da USP Nilson José Machado
explica: “A interdisciplinaridade surgiu como um chamado para que as disciplinas
não mudassem seus objetos mas que houvesse relações mais fortes entre as
disciplinas.” Ele ainda diz que a reação na organização curricular em relação a
fragmentação disciplinar foi a busca pela transversalidade, que é a busca por
temas que perpassam por todas as disciplinas, como por exemplo, os valores,
que não se encaixa em nenhuma disciplina de ensino básico. O módulo três
apresenta o trabalho com a estratégia de projetos, que leva em consideração a
participação dos alunos no processo de aprendizagem, desde a escola do tema
a ser estudado, ao percurso que esta pesquisa deve seguir. O quarto módulo
mostra dois exemplos de projetos elaborados por escolas para trabalhar a
educação moral. O primeiro, da escola Esmeralda Sanches da Rocha, no interior
de São Paulo, que promove a convivência inter-racial questionando e
entendendo o racismo em atividades de três disciplinas: educação artística,
Língua Portuguesa e História. Já a escola Giulio David Leone exercita a reflexão
política, desenvolvendo partidos e candidatos à presidência, que são os próprios
alunos, e uma simulação de eleição. O quinto módulo, com o tema “Saúde na
escola” fala sobre a reflexão sobre a seguinte questão: Por que algumas crianças
tem dificuldade em aprender? E para responder essa questão, foi realizada uma
análise em três diferentes instituições escolares municipais de São Paulo com
entrevistas com professores e coordenadores pedagógicos e depois esse
material foi analisado por duas especialistas, que afirmaram que é injusto
responsabilizar os alunos e as famílias pelos problemas e criticam o ensino como
um método que precisa ser repensado. O sexto módulo apresenta a história da
menina Isabela de Jesus Santos, 13 anos, que possui dislexia e estuda em uma
escola municipal localizada em Itapecerica da Serra. A dislexia compromete a
capacidade de aprender a ler e escrever com correção e fluência e também
dificulta a compreensão de um texto. O módulo apresenta uma metodologia que
professores e a escola em si podem realizar para lidar com este tipo de distúrbio
de aprendizagem em sala de aula. A aluna Isabela faz parte de um grupo de
crianças e adolescentes de escolas estaduais de São Paulo que busca melhorar
o desempenho dessas crianças em sala de aula e foi idealizado pela
psicopedagoga Ana Luisa Borba da Associação Brasileira de Dislexia. Podemos
concluir que o curso “Ética, Valores e Saúde na escola” apresentou o tipo de
metodologia necessários para que a ética, os valores e a saúde dos estudantes
sejam estudados e cuidados no ambiente escolar. O Assistente Social na área
da educação também precisa ter a função de educador social, e a partir de um
trabalho multidisciplinar, trabalhar com os alunos sobre as questões sociais seja
na comunidade em que vivem ou lugares pelo brasil que sofrem com a
desigualdade, preconceito, etc. Acredito que é um trabalho do Assistente Social
dentro das escolas, além de colaborar com a gestão e administração da escola,
de promover ações que combatam a desigualdade social, etc., também pode ser
um educador social para os estudantes, apresentando e instigando os alunos a
serem pessoas civis ativas em sua comunidade.

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