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UNIP – Universidade Paulista

Engenharia – Ciclo Básico

José Vitor Galdino de Matos

Raio Laser e suas aplicações na ciência e tecnologia

São José dos Campos


2019
SUMÁRIO
RESUMO

A palavra laser é um acrônimo do inglês "Light Amplification by Stimulated Emission


of Radiation", o quesignifica amplificação da luz pelo efeito da emissão estimulada
Radiação. Einstein (1917) foi o primeiro a elaborar a teoria do processo chamado
“Emissão” estimulada de radiação, o fundamento cientifico associado. Antes do
laser, Townes (1954) inventou a Maser, que significa amplificação de micro-ondas
pela emissão estimulada da radiação e tem o mesmo princípio de funcionamento. O
físico Theodore Maiman (1960) construiu o primeiro laser funcional nos laboratórios
Hughes, introduzindo uma tecnologia atualmente usada em muitos dispositivos
modernos de armazenamento de dados.
Em razão de suas características, o laser hoje é muito aplicado como, por exemplo,
nas cirurgias médicas, em pesquisas científicas, na holografia, nos leitores de CD e
DVD como também no laser pointer utilizado para apresentação de slides. Na
indústria o laser de dióxido de carbono tem sido muito utilizado, pois possibilita um
processo rápido de corte e solda de materiais. As aplicações do raio lazer são
inúmeras e tem se tornado cada vez mais diversificado, de forma que relacionar
todas elas fica impossível.
INTRODUÇÃO

Usado por determinados meios, o raio laser foi nos apresentado através da ficção
científica. O raio laser é um dispositivo que emite radiação eletromagnética e, por
meio disso, gera uma ação em cascata nas partículas de luz, os chamados fótons.
Hoje ele é um item essencial na tecnologia, podendo ser utilizado em diversos
meios, tais como: ler arquivos de mídia, código de barras, também pode ser utilizado
para efeito médico, tendo a capacidade de aumentar a microcirculação local, a
circulação linfática, proliferação de células epiteliais e fibroblastos, assim como
aumento da síntese de colágeno.

Fonte: Google, 2019

O raio laser veio das palavras que o definem em inglês (Light Amplification by
Stimulated Emission of Radiation) que significam "Amplificação da Luz por Emissão
Estimulada por Radiação". O laser possui características especiais como, por
exemplo, ele pode ser monocromática, coerente e colimada, além de ter
largaaplicação tecnológica e científica aonde vem se expandindo cada dia mais.
Como já dito, a luz do laser além de ser monocromática, ou seja, constituída por
radiações de uma única frequência, contém grande potência decorrente a grande
concentração de energia em pequenas áreas (pequenos feixes). O feixe de laser é
muito potente, podendo ser mais brilhante que uma lâmpada.
Existem lasers tão pequenos que cabem na palma da mão; outros exigem a
construção de enormes edifícios para abrigá-los. Há lasers contínuos que emitem
frações de miliwatt, e outros que enviam dezenas de quilowatts. Os lasers pulsados
podem chegar a terawatts. Há, portanto, uma variedade muito grande. Os pontos
comuns a todos esses representantes de uma mesma família são as propriedades
de radiação e de coerência espacial e temporal.
Os rendimentos energéticos são sempre muitos baixos, da ordem de 1% em casos
favoráveis, salvam exceções muito raras; entre estas se destaca o laser de CO2,
com um rendimento da ordem de 10%.
Entre os lasers de estado sólido, o rubi desempenha o papel de ancestral: é
pouquíssimo empregado atualmente só funcionando em regime pulsado com
energias emitidas por pulso de alguns joules a algumas dezenas de joules.
Os lasers de neodímio, tanto com matriz de vidro como YAG, são praticamente os
únicos representantes atuais dos lasers de estado sólido podendo funcionar em
contínuo ou em pulsos, as energias geralmente são de algumas centenas de
milijoules por pulso. O vidro de neodímio funciona apenas em pulso; suas energias
de saída e potência podem ser excepcionalmente elevadas.
Os lasers de gás podem todos emitir em contínuo, o mais antigo e mais difundido
dos lasers de gás é o de hélio-néon. Os lasers iônicos (a gás ionizado) são muito
mais potentes, sendo o mais usado o laser de argônio ionizado.
1. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA.

1.1 Tipos de radiação


Para gerar a luz do laser são necessários à transição de energia em átomos
ou moléculas, que incluem emissão espontânea estimulada, emissão/
absorção e decadência não radioativa, os elétrons em níveis diferentes,
geram energias maiores ou menores, onde se observa energia
eletromagnética irradiada.
A radiação do corpo negro (BBR) e níveis de energia são quaisquer
superfícies do objeto que pode irradiar calor do lado de fora, e um objeto para
absorver toda a radiação incidente, independendo das frequências e direções,
assim chamadas de corpo negro.
Emissão espontânea, absorção e emissão estimulada, são átomos de níveis
elevados que tendem a perder níveis de energia mais baixos, e ao mesmo
tempo libera radiação eletromagnética, com energia igual à diferença entre
eles, o chamado decaimento espontâneo.
Quando os átomos níveis mais baixos de energia de absorver a energia
incidente com frequência, correspondente, os mesmos pulam de estado para
superior, chamado de absorção estimulada.

Fonte: Google, 2019


Sob a ação do campo eletromagnético incidente com a freqüência que
corresponda átomos de nível superior à mesma pode saltar a para níveis
menores emitindo ondas eletromagnéticas ou fótons com a mesmo
freqüência, direção e fase, com ondas incidentes, chamado de emissão
estimulada.

1.2 Ressonadores Lasers


Existem vários tipos de ressonadores para cada tipo de aplicação, tais como,
os de cavidade, espelhos esféricos entre outros. Iremos descrever como
funciona o ressonante de cavidade.
Um amplificador laser (figura 1) pode ser constituído por um “material ativo”,
como um cilindro usinado a partir de um rubi, ou de outro material
conveniente, que será iluminado pela “fonte de bombeamento” constituída,
por exemplo, por uma lâmpada de flash, um refletor permitirá uma melhor
concentração da luz de bombeamento sobre o material ativo, sendo um feixe
de luz monocromático de comprimento com onda conveniente, que atinge
umas das faces segundo o eixo do cilindro, sairá pela outra face, ma mesma
direção, amplificado por emissão estimulada.

Figura 1 - Fonte: Google, 2019


Sabendo que apesar do termo o laser é uma fonte de radiação e não um
amplificador, por tanto, falta transformar o ressonador em amplificador, para
isso adotaremos a eletrônica: um dispositivo de reação ressonante,
constituída por um órgão ressonante. No caso da cavidade ressonante
(cavidade de Pérot- Fabry) é constituída por espelhos planos, perpendiculares
ao eixo da barra laser e situados ao lado de cada lado dessa barra, pelo
menos um desses espelhos e semitransparentes, de forma que na saída da
radiação no oscilador.

1.3 Elementos constituintes de uma fonte laser


Um oscilador deve contem três elementos fundamentais: o material ativo, a
cavidade de Petrot- Fabry e o dispositivo de bombeamento. O material ativo
pode ser um solido, um rubi, um vidro neodímio (vidro dopado por íons de
neodímio) ou o YAG (Yttrium ALuminium Garnet) usado geralmente em laser
sólidos. Essas três matérias representam a quase a totalidade dos
equipamentos a laser de estado solido.
O material ativo também pode ser um liquido ou gás, fechado em um
recipiente do quais duas paredes opostas são transparentes e planos,
geralmente usados em laboratórios de pesquisas. Os lasers de gás pelo
contraio são muito divulgado, principalmente o hélio-neónio, anidrido
carbônico, o argônio ionizado, o criptônio ionizado, etc.

Fonte: Google, 2019.


A cavidade de Petrot- Fabry pode apresentar varias relações de acordo com
tipo de laser, podendo ser espelhos esféricos entre outros.
Os lasers pulsados com bombeamento óptico o dispositivo é um flash,
podendo ser linear, ou helicoidal ao redor da barra. Finalmente o conjunto e
envolvido por um refletor ou difusor de forma conveniente.
1.4 Noções da interação do laser com os tecidos vivos

Em primeiro lugar, devemos ressaltar que cada meio ativo produz luz laser de
comprimento de onda específico e cada comprimento de onda reage de uma
maneira diferente com cada tecido.

Além do comprimento de onda, outros fatores interferem na interação com os


tecidos, tais como: densidade de potência; forma de emissão do laser (contínua,
pulsátil, desencadeada); tempo de duração da pulsação; raio focado ou desfocado e
contato direto ou a distância.

Além dos fatores inerentes aos lasers, devemos salientar as características próprias
de cada tecido, principalmente, as que controlam as reações moleculares e
bioquímicas.

A propriedade óptica de cada tecido vai determinar a extensão e a natureza da


resposta tecidual, que ocorre nos processos de absorção, transmissão, reflexão e
difusão da luz laser.

Assim, a extensão da interação entre os diversos lasers e os tecidos é, geralmente,


determinados pelos fatores comprimento de onda ( l ) e pelas características ópticas
de cada tecido.

Além destes fatores, devemos aclarar que durante a penetração de uma luz laser,
paralela a um material com textura heterogênea, por exemplo, os tecidos vivos, sofre
reflexões múltiplas. Assim, o raio perde seu paralelismo e se expande, resultando
em um efeito conhecido como difusão. Essa difusão da radiação laser nos tecidos é
complexa e necessita, ainda, de muito estudo. (Ver Brugnera Júnior & Pinheiro,
1998).

A absorção da luz laser pelos tecidos pode resultar em quatro processos, a saber:

• Fotoquímico;

• Foto térmico;

• Foto mecânico;

• Fotoelétrico;

1.4.1 Fotoquímico

Dentre os efeitos fotoquímicos, podemos incluir a bioestimulação.


A bioestimulação é o efeito da luz lasers sobre processos moleculares e bioquímicos
que normalmente ocorrem nos tecidos (cicatrizações e reparo tecidual)

A terapia fotodinâmica é um processo pelo qual o uso terapêutico do laser induz


reações tissulares e é utilizado no tratamento de processos patológicos.

A fluorescência tecidual é usada como um método de diagnóstico para detecção de


tecidos que refletem luz.

1.4.2 Foto térmico

Foto ablação: A foto ablação é uma manifestação do efeito fototérmico promovido


pelo laser. O processo se caracteriza pela remoção de tecido por sua vaporização e
pelo superaquecimento dos fluídos tissulares, promovendo, também a coagulação

Fotopirólise: A fotopirólise consiste na queima do tecido por aquecimento.

Nota: Os lasers de CO2 e Nd-YAG têm capacidade de eliminar tecidos por


vaporização e pirólise. Assim, esses lasers para atuar em tecidos duros dos dentes
(esmalte e dentina) necessitam de altas temperaturas para atingir a temperatura de
fusão desses tecidos e, assim, causam danos térmicos aos tecidos subjacentes.

Já, o laser Er-YAG produz uma ablação com eliminação de tecido duro (esmalte e
dentina) sem aquecer os tecidos subjacentes, uma vez que a energia laser é
aplicada em rápidas pulsações (milisegundos) e é absorvida pela água do tecido
superficial, aquecendo-a até que ela alcance sua temperatura de vaporização. Esta
vaporização da água produz uma expansão da mesma dentro do tecido. Essa
expansão causa aumento da pressão no interior do tecido produzindo sua explosão.
Assim, ocorre eliminação de tecido duro sem aquecimento dos tecidos subjacentes,
uma vez que não precisa atingir temperatura de fusão tecidual.

No caso do Er-YAG o volume de tecido eliminado vai depender dos seguinte fatores:

• Porcentagem de água no tecido: Para tecido que apresenta pouca água em sua
composição vai ser necessária maior energia de trabalho. O esmalte exige mais
energia de trabalho do laser, do que a dentina, pois o esmalte tem menos água em
sua estrutura do que a dentina.

• Alcançar a energia suficiente para produzir vaporização da água presente no


tecido. Caso seja utilizada energia insuficiente para atingir a vaporização da água,
no lugar de ablação, teremos aquecimento e dissecação tecidual.

• Usar uma distância focal de 12 a 15 mm, dependendo do laser, com o feixe focado
para obter maior rendimento e conseguir maior ablação. Com distância focal menor
ou maior e com o foco desfocado, a quantidade de tecido eliminado será menor,
para uma data quantidade de energia.
1.4.3 Foto mecânica

As interações foto mecânicas incluem a foto disrupção e a foto dissociação, que


consiste na quebra estrutural do tecido pela luz laser.

1.4.4 Fotoelétrico

O efeito fotoelétrico inclui a foto plasmólise, que é resultado da remoção tecidual


pela formação de íons e partículas carregadas eletricamente e que existem em um
estado semi-gasoso de alta energia. O plasma é o quarto estado da matéria (nem
sólido, nem líqüido e nem gasoso).

Antes de se iniciar qualquer procedimento clínico com um aparelho laser, devemos


conhecer os mecanismos de interação do laser com os diferentes tipos de tecidos
vivos.

Os efeitos dos lasers nos diferentes tecidos estão intimamente relacionados com a
distribuição da energia depositada. O aumento da temperatura local, em cada ponto
exposto é um resultado da distribuição energética. O aumento da temperatura é de
fundamental importância na determinação da extensão das modificações
morfológicas e químicas que ocorre nos tecidos irradiados.
2.0 Aplicações do raio laser na ciência e tecnologia

Depois do computador, o raio laser é que tem o maior número de aplicações em


diversas áreas, existem dois tipos básicos de raio laser o de (impulsos) a emissão se
dá da seguinte maneira: a energia acumulada nos átomos de um rubi, por exemplo,
é liberada em um tempo muito curto, e o de (emissão continua) é diferente: a luz é
constantemente refletida de um lado para o outro, dentro de um tubo que contém um
gás, a cada passagem do feixe de luz, a intensidade aumenta um pouco, se não
houver algo que absorva a luz, ao contrario a emissão se amortece.
Boa parte da população já se beneficia do raio laser, como por exemplo, na
medicina é utilizado em cirurgias plásticas e remoção de tatuagens, também é usado
no tratamento rejuvenescedor, fonte de energia limpa nuclear, tem áreas que o raio
laser, ainda esta sendo testado como é o caso da fusão termonuclear, que consiste
na união de núcleos atômicos leves para produzir um núcleo mais pesado, a fusão
termonuclear, é empregada nas bombas nucleares de hidrogênio, outro exemplo
onde esta testado é o emprego nas telecomunicações, por sua natureza coerente e
por possuir um único comprimento de onda, a radiação do laser se assemelha ao
transmissor de rádio, mais há dificuldades graves que impedem, atualmente, sua
baixa confiabilidade, e a influencia das condições atmosféricas.
Abaixo alguns exemplos de como o raio laser está presente em nosso dia a dia:
• Áreas de aplicações Exemplos;
• Medicina Tratamentos estético;
• Entretenimentos Casa noturna, Shows;
• Indústria mecânica Corte, Soldagem, Tratamento de superfície;
• Indústria Eletrônica CD, DVD, Blue-ray;
• Militar Armamentos nuclear;

Com a expansão do raio laser em diversas áreas, começaram a surgir novas


tecnologias de laser, abaixo alguns exemplos;

Lasers de gás
É o laser em qual a corrente elétrica é descarregada com gás para produzir a luz.
Lasers químicos
Nesse laser, a emissão de energia é obtida por intermédio de reações químicas
liberam energia de diversas formas. Portanto, através delas é possível formar tal
laser que é considerado um dos mais potentes. A maioria desses tipos de laser
emite seu raio na faixa do infravermelho, entre 1,06 e 10,6nm.

Lasers de nitrogênio
No laser de nitrogênio N2, a transição não se processa entre níveis devibração da
molécula, mas sim entre níveis eletrônicos excitados. A radiação emitida situa-se no
ultravioleta em 337,1 nm. Estes lasers funcionam apenas em regime pulsado, pois o
nível inferior da transição possui uma duração de vida mil vezes maior que a do nível
superior (5ns), Sua configuração estrutural assemelha-se grandemente à dos lasers
de CO2 de excitação transversa: eles liberam pulsos de uma energia de 1 mJ com
uma duração da ordem de 10 ns, ou seja, uma potência de pico de 10 KW.

Lasers químicos
Nos lasers químicos, uma fração de energia liberada em uma reação química
exotérmica é extraída sob forma de radiações laser, geralmente, as frequências de
oscilação correspondem a transições de um produto dereação formado em um
estado de energia interna muito excitado. Em alguns lasers químicos de
transferência, o bombeamento é indireto: o produto excitado da reação colisão
ressonante, sua energia para uma segunda espécie química, em cujo interior
transfere, por produzem-se a inversão de população e as transições laser.
Dois sistemas moleculares atingiram a maturidade e resultaram em potências
elevadas em regime contínuo, com rendimentos razoáveis. Em um deles, a molécula
H F é bombeada geralmente segundo uma ou mesmo ambas as seguintes reações
de excitação vibracional.
A estrutura dos lasers químicos varia consideravelmente, conforme os tipos de
reagentes. Entretanto, assemelha-se à dos lasers dinâmicos de C02, pois utiliza um
tubo. Aliás, esta molécula pode ser empregada em um laser químico, e então os
reativos serão D2, F2 e C02. Uma corrente de gás inerte, hélio, por exemplo, serve
como transportador para o gás ativo, como por exemplo, o flúor. Após aquecimento,
os gases sofrem uma expansão, em cujo interior é injetado o outro gás por uma
série de micro tubos, por exemplo, o hidrogênio, se o laser químico for um laser HF.
A reação química ocorre no interior da expansão, entre os espelhos da cavidade
óptica.

Lasers de semicondutores
Pouco tempo após a observação de uma emissão laser a partir de íons
ativosimplantados nos sólidos, ou ainda a partir de átomos em fase gasosa, a
viabilidade de uma emissão laserno interior de um semicondutor foi
experimentalmente no arsenieto de gálio (AsGa), e logo depois em numerosos
outros semicondutores, apesar de a emissão estimulada ser um ponto de contato
que os aproxima de todos os outros lasers, os princípios dos lasers de
semicondutores diferem profundamente dos princípios dos outros lasers.A
característica básica que os distingue está em que os elétrons que participam da
emissão laser podem deslocar-se livremente em uma vasta zona do semicondutor, e
consequentemente dependem do/potencial periódico espacial da rede cristalina do
material semicondutor.
Contrastando com as leis do equilíbrio termodinâmico dos átomos e das moléculas
cuja população, nos diferentes estados de energia, é expressa pelarelação de
Boltzmann, os diferentes estados de energia de um semicondutor podem ser
ocupados apenas por dois elétrons, devido ao princípio de exclusão de Pauli; e as
populações são governadas pela estatística de Fermi-Dirac, A temperatura de zero
absoluto, todos os níveis eletrônicos são preenchidos até um certo valor Ef
denominado energia de Fermi, e os níveis superiores (E >Ef) ficam vazios.
Em um semicondutor; as energias eletrônicas permitidas estão distribuídasem
bandas de energia bem determinadas. Entre estas bandas estão valores deenergia
proibidos a qualquer elétron. A banda preenchida, cuja energia eletrônica permitida é
a mais alta, é a banda de valência. Os estadosparcialmente ocupados, ou mesmo
desocupados, da banda próxima de energia superior formam a banda de condução
do sólido. A diferença entre a energia do vértice da banda de valência e a energia da
parte baixa da banda de condução denomina-se desvio energético Eg (band-gap).
Apresenta as posições dos respectivos níveis de energia, em função da constante k
de propagação dos elétrons em diferentes tipos de semicondutores,para haver
inversão de população, como em todo laser, a relação entre as populações dos
estados ocupados e as populações dos estados não ocupados próximos do mínimo
da banda de condução deve ser maior que a relação semelhante das populações
dos estados superiores da banda de valência, esta situação, que só pode existir em
condições de desequilíbriotermodinâmico, caracteriza um semicondutor duplamente
degenerado, quando uma onda eletromagnética de frequência propaga-se em um
semicondutor, ela pode induzir transições apenas para os estados não ocupados;
como estes estados estão situados acima dos estados ocupados, ocorre absorção.
O mesmo não acontece no sistema duplamente degenerado: as frequências ïµï€ ,
tais como EFc - EFv> h v >Eg .Portanto, a condição é necessária e suficiente para
que a emissão estimulada ocorra no interior de um semicondutor.De um modo geral,
existem três modos de bombeamento para criar essa inversão de população. No
primeiro método, um feixe de elétrons bombardeia omaterial epenetra para criar
pares de elétrons - buracos. Outro método consiste neste em irradiar o material com
uma radiação de energia levemente superior a Eg caso, porém a absorção limita
consideravelmente a potência, estando o volume ativo confinado próximo à
superfície um terceiro método, muito eficaz aplicasse às junções p-n: injetam-se
portadores minoritários nas regiões de tipo n e p passando-se uma corrente elétrica
no diodo.
A vantagem dos diodos lasers está no fato de serem extremamente compactos na
capacidade de converter diretamente energia elétrica em energia eletromagnética, e
na facilidade para modular a potência óptica modulando a corrente do diodo
apresenta um esquema de um diodo desse tipo, com largura de aproximadamente
meio milímetro, a junção plana possui faces perpendiculares clivadas de maneira a
formarem superfícies paralelas refletoras, criando assim uma cavidade dielétrica
para as radiações emitidas.
Os contatos metálicos nas outras faces constituem os eletrodos mostra a densidade
espacial dos elétrons na zona da junção p-n degenerada. Em equilíbrio, quando a
junção não está polarizada, o nível de Fermi Ef, possui um valor constante ao todo,
e todos os níveis de energia inferior a Ef. Quando se estabelece uma polarização
direta, ou seja, uma tensão positiva do lado p e uma tensão negativa do ladon,
estabelecem-se uma corrente de elétrons no sentido de n para p. Os elétrons
atraídos pelo eletrodo positivo penetram na região da junção, onde se recambiam
com os buracos atraídos pelo eletrodo negativo
V. EFEITO DO TRABALHO NA FORMAÇÃO DO ALUNO.
VI. CONCLUSÃO
VII. BIBLIOGRAFIA

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