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O Evento

Apesar de as construtoras terem pisado no "freio de arrumação" em 2013, muitas obras ainda seguem com
atrasos e problemas de execução. O volume simultâneo de obras, que para algumas construtoras dobrou nos
últimos três anos, impôs sérias dificuldades nos canteiros. Com isso, aumentaram vertiginosamente também os
riscos de falhas e má execução de alguns serviços, que no futuro poderão se configurar passivos técnicos caros
para construtores e incorporadores. Neste momento, é fundamental estudar e conhecer as principais causas
desses problemas, visando a prevenção e a utilização de técnicas adequadas de reparo. O objetivo deste
seminário da PINI é reunir especialistas e profissionais de reconhecida competência nas principais etapas de
execução de obra para apresentar e discutir, de maneira prática e objetiva, as causas e as decorrências dessas
falhas. Serão abordados problemas em fundações, estruturas, vedações e revestimentos, sempre com base em
casos reais verificados nos canteiros.

Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 1


Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 2
Palestrante: ERCIO THOMAZ

Engenheiro civil formado pela Universidade Mackenzie


e doutor pela Escola Politécnica da Universidade de São
Paulo, Ercio Thomaz atua desde 1980 no Instituto de
Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT).
Pesquisa e presta consultoria nas áreas de materiais de
construção, estruturas, componentes e sistemas
construtivos. Autor dos livros "Trincas em Edifícios" e
"Tecnologia, Gerenciamento e Qualidade na
Construção", publicados pela PINI, lecionou durante 25
anos na Faculdade de Engenharia de Sorocaba e na
Faculdade de Engenharia da Fundação Armando Álvares
Penteado. Coordena a cadeira de Patologias da
Construção do Mestrado Profissional do IPT.

O conteúdo a seguir é um resumo do material


apresentado no seminário.

Palestra: PATOLOGIA NA CONSTRUÇÃO CIVIL E BOAS PRÁTICAS DE OBRA

Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 3


patologia na construção civil e boas
práticas de obra
ERCIO THOMAZ (ethomaz@ipt.br)
Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT
Recife - setembro / 2013

patologia na construção civil


e boas práticas
 agentes e causas mais comuns das patologias
 modificações na construção civil ao longo do tempo
 principais patologias das estruturas de concreto
 principais patologias das alvenarias
boas práticas: projeto da produção
 boas práticas: materiais e processos construtivos
 boas práticas: gestão da qualidade

Seminário Patologia das Edificações


11 de setembro de 2013

Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 4


Comentários: ___________________________________________________________
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Seminário Patologia das Edificações


11 de setembro de 2013

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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 5


9

Comentários: ___________________________________________________________

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MODIFICAÇÕES NA CONSTRUÇÃO CIVIL AO LONGO DO TEMPO


- Edifícios cada vez mais altos
- Velocidade de execução cada vez maior
- Introdução de novos materiais (plásticos de engenharia, GFRC, porcelanatos, etc)
- Modificação das características de materiais existentes (concreto, aço etc)
- Introdução de novas tecnologias de contenções e de fundações
- Alvenarias com menor espessura, blocos com dimensões mais acentuadas
- Flexibilização / maior esbeltez das estruturas;
- Novas concepções estruturais (estrutura pilar/laje, lajes nervuradas, alveolares etc)
- Novos sistemas estruturais (estruturas mistas, steel deck, cordoalhas engraxadas)
- Novos sistemas prediais (lógica, segurança, aspiração central, automatização)
- Novas técnicas de execução (projeção de argamassas, concreto ato-adensável)
- Novos sistemas de fachadas (glazing, fachadas ventiladas, painéis pré-moldados)

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11 de setembro de 2013

Comentários: ___________________________________________________________
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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 6


Patologias das estruturas de concreto
• falhas de locação • ninhos de concretagem
• abertura das fôrmas • lascamentos
• desbitolamentos • enfraquecimentos / furos em vigas
• desaprumos • fissuração excessiva
• desalinhamentos • desagregação do concreto
• desnivelamentos • afloramento de armaduras
• afastamentos de cota • corrosão de armaduras
• retorcimentos • manchas
• embaciamentos • esborcinamento de juntas
• alta densidade de armaduras • destacamento de alvenarias e rev.
• flechas muito pronunciadas • lixiviação do concreto
• deformação lenta • carbonatação do concreto

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Comentários: ___________________________________________________________
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 SOBRECARGAS NÃO PREVISTAS NO PROJETO DA ESTRUTURA 23

• Armazenamento impróprio de materiais;


• Armazenamento impróprio de entulho;
• Vibrações e golpes de equipamentos;
• Engrossamento de revestimentos,
enchimento de lajes

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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 7


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 COORDENAÇÃO INADEQUADA COM INSTALAÇÕES
- hidráulica, elétrica, gás
- ar condicionado, automatização etc

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 INADEQUAÇÃO DE APOIOS

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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 8


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PRINCIPAIS PATOLOGIAS DAS ALVENARIAS


 falhas de modulação / coordenação dimensional
 falhas de locação de eletrodutos, caixas e outros
 desaprumos / desalinhamentos
 ausência ou insuficiência de vergas, cintas, contravergas
 fissuras horizontais / esmagamentos / rupturas por compressão
 fissuras inclinadas a partir dos vãos de portas e de janelas
 destacamentos alvenarias x estrutura
 inadequada isolação térmica
 inadequada isolação acústica
 falta de estanqueidade

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INTERAÇÕES MAL SOLUCIONADAS

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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 9


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NECESSIDADES GERAIS

ELABORAR NORMAS TÉCNICAS MAIS TÉCNICAS

OBEDECER ÀS NORMAS TÉCNICAS

EMPRESAS CONSTRUTORAS VOLTAREM A CONSTRUIR

ENSINO + EFETIVO DA ENGENHARIA E DA ARQUITETURA

MENOR ÊNFASE EM LIDERANÇA, EMPREENDEDORISMO ETC

MAIOR DISTÂNCIA PARA O “ENSINO À DISTÂNCIA”

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11 de setembro de 2013

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NECESSIDADES ESPECÍFICAS
ARQUITETURA  DEFORMABILIDADE / CONSTRUTIBILIDADE

PROJETO DA ESTRUTURA  + ATENÇÃO ÀS DEFORMAÇÕES

PROJETO DE ALVENARIAS / VEDAÇÕES / REVESTIMENTOS

PESQUISAS / ACOMPANHAMENTO DE OBRAS

MAIS ENGENHARIA NA EXECUÇÃO DAS OBRAS

RACIONALIZAR A “RACIONALIZAÇÃO”

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Comentários: ___________________________________________________________
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GESTÃO
INTEGRADA

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Comentários: ___________________________________________________________
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11 de setembro de 2013

Comentários: ___________________________________________________________
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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 11


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Os projetos convencionais estabelecem “o quê fazer” e “com
quais materiais”. Resta definir “como fazer”, “quem vai fazer”,
“onde e quando vai ser feito”, etc.
É necessário desenvolver o projeto da produção,
englobando:
- organização do canteiro
- detalhamento dos processos
- dimensionamento das equipes
- definição de equipamentos e ferramentas
- subcontratações
- previsão das medidas de segurança
- estabelecimento dos planos de inspeções e ensaios
- concatenação das fases e etapas de construção num
cronograma coerente no espaço e no tempo

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11 de setembro de 2013

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PRODUÇÃO DA ESTRUTURA

 projeto e recebimento do sistema de fôrmas;


 montagem das fôrmas e armaduras dos pilares;
 liberação dos pilares;
 montagem das fôrmas de vigas e lajes;
 liberação das fôrmas de vigas e lajes;
 concretagem dos pilares;
 montagem da armadura de vigas e lajes;
 liberação da armadura de vigas e lajes;
 concretagem de vigas e lajes;
 desenforma / cura.

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11 de setembro de 2013

Comentários: ___________________________________________________________
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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 12


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Classe de agressividade
ambiental, resistência à
compressão do concreto
e relação água - cimento

Classe de agressividade
Ambiental e cobrimento
nominal para Δc = 10mm
Δc = tolerância de execu-
ção para o cobrimento

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11 de setembro de 2013

Comentários: ___________________________________________________________
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PRODUÇÃO DAS ALVENARIAS

 seleção do sistema de alvenaria;


 modulação, amarração entre paredes
 dimensões, peso dos blocos;
 porosidade / absorção de água;
 argamassa de assentamento;
 argamassa de fixação / encunhamento;
 ligações com pilares;
 vergas, contravergas e cintas;
 fixação de esquadrias;
 Embutimento de dutos e caixinhas de elétrica

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11 de setembro de 2013

Comentários: ___________________________________________________________
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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 13


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Seminário Patologia das Edificações


11 de setembro de 2013

Comentários: ___________________________________________________________

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Seminário Patologia das Edificações


11 de setembro de 2013

Comentários: ___________________________________________________________
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Seminário Patologia das Edificações


11 de setembro de 2013

Comentários: ___________________________________________________________

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Comentários: ___________________________________________________________
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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 15


Palestrante: IVAN JOPPERT

Engenheiro civil formado pela Faculdade de Engenharia da


Universidade Mackenzie, atuou como docente na
Fundação Armando Álvares Penteado, no Instituto
Educacional Oswaldo Cruz e Escolas de Engenharia e
Arquitetura da Universidade Mackenzie. Atuou como
diretor técnico na Geostática Engenharia e na MG&A
Consultores. Possui diversos artigos publicados e é autor
do livro "Fundações e Contenções de Edifícios: Qualidade
Total na Gestão do Projeto e Execução", publicado pela
Editora Pini. Atualmente, atua como sócio-diretor da
Infraestrutura Engenharia.

O conteúdo a seguir é um resumo baseado na


apresentação do seminário.

Palestra: PATOLOGIAS DE FUNDAÇÕES, CONTENÇÕES E DRENAGEM

Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 16


Patologias em Fundações e Contenções de
Edifícios
Ivan de Oliveira Joppert Jr.
Engenheiro Civil
Diretor

Infr aestr utur a


Engenhar ia Ltda

Comentários: ___________________________________________________________

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Patologias em Fundações e Contenções de Edifícios

Acidentes que envolvem as obras em solo invariavelmente são de grandes proporções e


muitas vezes levam à ruína total das edificações que estão implantadas no local.
Destacam-se as patologias em edificações ocupados por pessoas tais como edifícios
residenciais ou comerciais pois eles normalmente causam maiores traumas devido ao seu
uso e exposição ao público.
As patologias provocadas pelos solos nos edifícios normalmente são causadas pelas
fundações que servem de apoio a sua estrutura e/ou por contenções que reagem contra a
estrutura dessas edificações.
A recuperação dessas patologias resultam em custos de elevados, pois além dos valores
diretos da recuperação da edificação tais como como reforços da estrutura e fundações,
existem os custos indiretos decorrentes das ações judiciais por parte dos proprietários dos
imóveis, necessidade de interdição e desocupação dos imóveis com conseqüente
acomodação dos moradores das edificações envolvidas em hotéis, etc.

Seminário Patologia das Edificações


11 de setembro de 2013 Infr aestr utur a
Engenhar ia Ltda

Comentários: ___________________________________________________________
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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 17


Comentários: ___________________________________________________________
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As patologias causadas por fundações são ocasionadas por recalques e/ou ruptura dessas
estruturas enterradas que recebem as cargas da superestrutura e as transmitem para o
solo. As causas dos recalques podem ser por deficiência na interação solo / estrutura e/ou
deformações do solo de apoio devido ao acréscimo de tensões provocados pela edificação
ou elementos exteriores.
Algumas trincas na estrutura e desaprumos são sinais característicos de recalques nas
fundações tais como:

recalque recalque recalque

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11 de setembro de 2013 Infr aestr utur a
Engenhar ia Ltda

Comentários: ___________________________________________________________
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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 18


Pode-se apontar como causadores do comportamento inadequado das fundações os
seguintes fatores:

a) Investigações do solo deficiente devido a:

1) Ausência de investigações do subsolo (sondagem tipo SPT, sondagem a trado, poço


de prova, etc) que identifique as características do solo onde serão implantadas as
fundações (granulometria, resistência, lençol freático).
2) Quantidade de sondagens ou ensaios insuficientes induzindo a generalização das
soluções de fundações quando na realidade existe variação do tipo de solos.
3) Erros na execução das investigações tais como:
• Nas sondagens tipo SPT: peso e altura de queda não padronizado, uso de
amostrador não padronizado, uso de perfuração com lavagem sem
necessidade, erro na interpretação dos dados de campo
• Classificação táctil visual deficiente induzindo a adoção de parâmetros de solos
errados.
• Erro na determinação do nível do lençol freático,
• Má fé por parte do executor da sondagem que, por exemplo, aumenta o
comprimento das perfurações, etc.

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11 de setembro de 2013 Infr aestr utur a
Engenhar ia Ltda

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1-HORIZONTE DE SOLO ORGÂNICO QUE PODE NÃO SER INTERCEPTADO NA


SONDAGEM

2-EXISTÊNCIA DE VAZIOS NÃO INTERCEPTADOS NAS SONDAGENS

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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 19


b) Deficiência nos projetos de fundações devido a:
1) Interpretação errada das sondagens e ensaios complementares provocados por erro
na execução ou na adoção dos parâmetros de resistência do solo.
2) Escolha inadequada da solução técnica do tipo de fundações gerando problemas
executivos (desbarrancamentos, comprimento de estacas insuficientes, etc.).
3) Dimensionamento errado das fundações no que se refere à capacidade de carga dos
elementos projetados, falta de análise dos recalques e projeto estrutural das
fundações deficiente.
4) Detalhamento deficiente do projeto de fundações gerando dúvidas e erros na
execução devido à falta de:
• Capacidade de carga adotada nos elementos de fundações (cargas e tensões
admissíveis).
• Previsão das cotas de apoio das fundações.
• Especificações dos materiais a serem utilizados no que se refere a resistência,
consumo mínimo de cimento, fator a/c, trabalhabilidade, módulo de deformação,
etc.
• Especificações técnicas e construtivas incluindo etapas executivas de cada fase
da obra.
• Elementos de referência tais como planta de carga, sondagens, etc.

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11 de setembro de 2013 Infr aestr utur a
Engenhar ia Ltda

Comentários: ___________________________________________________________

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5) Acompanhamento técnico da execução da obra deficiente devido a :


• Falta de engenheiro de solos acompanhando e adequando as fundações às
condições locais.
• Falta de controle de qualidade durante a execução das fundações (controle
executivo tais como retiradas de negas das estacas, verificação da resistência
do solo).
• Falta de controle de qualidade dos materiais utilizados nas fundações a
exemplo da resistência do concreto e aço).
• Falta de controle geométrico (excentricidade, profundidade, bitola e
desaprumo).
• Falta de controle do desempenho das fundações com medidas de recalques e
células de carga ao longo do carregamento da obra.
• Falta do as built final das fundações para análise de eventual patologia, caso
haja necessidade.

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11 de setembro de 2013 Infr aestr utur a
Engenhar ia Ltda

Comentários: ___________________________________________________________
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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 20


c) Execução deficiente das fundações:

Falhas na execução das fundações constituem um item extremamente complexo e que


podem ser minimizados com algumas precauções, tais como:

• Contratação de mão-de-obra especializada, com experiência comprovada na


execução de obras similares e com equipamentos apropriados para os serviços,
• Acompanhamento técnico sistemático por parte da empreiteira, por encarregados e
engenheiros, bem como por engenheiro consultor de solos.
• Utilização de materiais compatíveis com a especificação do projeto.
• Controle de qualidade da mão-de-obra no que se refere à geometria (prumo,
bitolas, profundidade, etc.) e aplicação dos materiais (concretagem, cravação, etc.)
• Execução de ensaios complementares, tais como provas de carga, ensaio de
integridade, etc.
• Implantação de dispositivos para controle de desempenho das fundações ao longo
do tempo, tais como medidores de recalque, células de carga.

A seguir estão apresentados, em forma de tabelas, os problemas executivos mais


freqüentes bem como as suas prováveis conseqüências para cada tipo de fundações.

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11 de setembro de 2013 Infr aestr utur a
Engenhar ia Ltda

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Sapatas

Croquis Problemas Executivos Mais Comuns Conseqüências

1- Terreno de apoio não apropriado

a- Sapata apoiada em solo não Recalque das


compatível com a tensão de fundações.
SOLO MÁ QUALIDADE
trabalho prevista em projeto.
SOLO BOA QUALIDADE

2- Sapatas assentadas em solo com diferente capacidade de


suporte

a- Sapata assentada em região de Recalque diferencial das


d

TRINCAS
corte e aterro. fundações gerando trincas
e desaprumo na estrutura.
ATERRO

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11 de setembro de 2013 Infr aestr utur a
Engenhar ia Ltda

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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 21


Sapatas

Croquis Problemas Executivos Mais Comuns Conseqüências

1- Terreno de apoio não apropriado

a- Sapata apoiada em solo não Recalque das


compatível com a tensão de fundações.
SOLO MÁ QUALIDADE
trabalho prevista em projeto.
SOLO BOA QUALIDADE

2- Sapatas assentadas em solo com diferente capacidade de


suporte

a- Sapata assentada em região de Recalque diferencial das


d

TRINCAS
corte e aterro. fundações gerando trincas
e desaprumo na estrutura.
ATERRO

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11 de setembro de 2013 Infr aestr utur a
Engenhar ia Ltda

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Sapatas

Croquis Problemas Executivos Mais Comuns Conseqüências

5- Sapata assentada sobre terreno amolgado

a- Ocorrência no fundo da cava de solo Recalque isolado da


DESBARRANCAMENTO
mole proveniente de barrancamento, sapata gerando diferencial
pisoteamento ou lama entre as demais sapatas
implicando em trincas na
SOLO "SOLTO"
SEM LIMPEZA estrutura.

b- Reaterro do fundo da cava sem Recalque isolado da


compactação, controle ou com sapata gerando diferencial
materiais impróprios. entre as demais sapatas
implicando em trincas na
estrutura.
REATERRO

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11 de setembro de 2013 Infr aestr utur a
Engenhar ia Ltda

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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 22


Sapatas

Croquis Problemas Executivos Mais Comuns Conseqüências

6- Sapatas assentadas próximas a interferências enterradas

Possibilidade de ruptura
a- Existência de fossa ou poço antigo
lateral da fossa com
próxima a sapata.
descalçamento da sapata.
Deformações diferencias
da sapata devido ao
POÇO/FOSSO adensamento do material
que compõe a fossa

b- Existência de tubulação enterrada. .Possibilidade de ruptura


da tubulação com ruptura
e/ou recalque da sapata.
Possibilidade de
vazamento da tubulação
TUBO com saturação do terreno
gerando recalque.

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11 de setembro de 2013 Infr aestr utur a
Engenhar ia Ltda

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Sapatas

Croquis Problemas Executivos Mais Comuns Conseqüências

7- Apoio de sapatas em desnível


a- Sapatas apoiadas em cotas Descarregamento das
diferentes desrespeitando as pressões provenientes da
recomendações da NBR 6122/10 base da sapata superior
no topo da sapata inferior
gerando sobrecargas não
POÇO DO
ELEVADOR previstas e prováveis
deformações.

b- Possibilidade de desbarrancamento Descalçamento do terreno


do terreno de apoio da sapata de apoio da sapata
superior quando é executada a superior, que irá
escavação da sapata anexa em descarregar as pressões
cota inferior. provenientes dela em solo
de reaterro.

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11 de setembro de 2013 Infr aestr utur a
Engenhar ia Ltda

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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 23


Comentários: ___________________________________________________________
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Sapatas

Croquis Problemas Executivos Mais Comuns Conseqüências

9- Deficiência estrutural da sapata


a- Resistência característica abaixo do Comprometimento
requisitado em projeto. estrutural

b- Abatimento inadequado e/ou Comprometimento


adensamento do concreto sem da integridade da sapata
eficiência. gerando vazios na peça
e/ou falta de
recobrimento.

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11 de setembro de 2013 Infr aestr utur a
Engenhar ia Ltda

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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 24


Sapatas

Croquis Problemas Executivos Mais Comuns Conseqüências

c- Execução das sapatas com Comprometimento


dimensões inferiores as projetadas. estrutural e geotécnico
devido ao aumento das
PROJETO OBRA
tensões de trabalho no
solo.

PROJETO OBRA

d- Posicionamento errado da armação. Comprometimento


estrutural devido a falta
de armação em região
tracionada.

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11 de setembro de 2013 Infr aestr utur a
Engenhar ia Ltda

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Estacas Escavadas Mecanicamente (Broca Mecânica) sem auxílio de Lama

Croquis Problemas Executivos Mais Comuns Conseqüências

2- Durante a escavação e a concretagem


DESBARRANCAMENTO
ANTES DA DEPOIS DA
CONCRETAGEM CONCRETAGEM a- Instabilidade do terreno causando Integridade e continuidade
DESBARRANCO desbarrancamentos após a das estacas ficam
escavação ou durante a comprometidas devido a
concretagem. inexistência de resistência
SOLO de ponta e/ou diminuição
SOLTO
do comprimento

CONCRETO COM
BAIXA RESISTÊNCIA
b- Presença de água nas escavações. Comprometimento da
N.A. E VAZIOS capacidade de carga da
estaca , continuidade e
resistência do concreto de
enchimento.

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11 de setembro de 2013 Infr aestr utur a
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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 25


Estacas Escavadas Mecanicamente (Broca Mecânica) sem auxílio de Lama

Croquis Problemas Executivos Mais Comuns Conseqüências

c- Falta de limpeza do material Redução da resistência


segregado na ponta da estaca. da ponta da estaca com
conseqüente redução da
capacidade de carga.

d- Escavação simultânea de um Possibilidade de


conjunto de estacas pertencentes a comunicação entre
um mesmo bloco estacas anexas ou
desbarrancamento durante
a concretagem de um
conjunto de estacas
pertencente a um
mesmo bloco.

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11 de setembro de 2013 Infr aestr utur a
Engenhar ia Ltda

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Estacas Escavadas Mecanicamente (Broca Mecânica) sem auxílio de Lama

Croquis Problemas Executivos Mais Comuns Conseqüências

e- Estacas expostas por um longo Desbarrancamentos ao


DESBARRAN- período sem concretagem, sem a longo do tempo em que
CAMENTO
verificação da necessidade da elas estiverem abertas
limpeza de fundo. com conseqüente
eliminação da resistência
SOLO de ponta e redução
SOLTO da capacidade de
carga.

CHUVA
f- Estacas expostas a intempéries por Acúmulo de água devido
um longo período. a infiltração e/ou chuva
com conseqüente
comprometimento da
capacidade de carga da
estaca , continuidade e
N.A.
resistência do concreto de
enchimento

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11 de setembro de 2013 Infr aestr utur a
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Estacas Escavadas Mecanicamente (Broca Mecânica) sem auxílio de Lama

Croquis Problemas Executivos Mais Comuns Conseqüências

e- Estacas expostas por um longo Desbarrancamentos ao


DESBARRAN- período sem concretagem, sem a longo do tempo em que
CAMENTO
verificação da necessidade da elas estiverem abertas
limpeza de fundo. com conseqüente
eliminação da resistência
SOLO de ponta e redução
SOLTO da capacidade de
carga.

CHUVA
f- Estacas expostas a intempéries por Acúmulo de água devido
um longo período. a infiltração e/ou chuva
com conseqüente
comprometimento da
capacidade de carga da
estaca , continuidade e
N.A.
resistência do concreto de
enchimento

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11 de setembro de 2013 Infr aestr utur a
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Estacas Escavadas Mecanicamente (Broca Mecânica) sem auxílio de Lama

Croquis Problemas Executivos Mais Comuns Conseqüências

3- Após a concretagem

a- Escavação em local não Excentricidades que irão


especificado por erro de locação ou gerar esforços adicionais
má execução. nas estacas caso não
sejam corrigidas.

4- Deficiências no concreto de enchimento

a- Slump com abatimento baixo. Formação de vazios na


estaca.
VAZIOS

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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 27


Estacas Escavadas Mecanicamente (Broca Mecânica) sem auxílio de Lama

Croquis Problemas Executivos Mais Comuns Conseqüências

b- Falta de limpeza na cabeça da Ligação deficiente entre a


estaca (eliminação do concreto estaca e bloco de
podre). coroamento.

c- Concretagem interrompida por Formação de junta seca


falta de concreto e reiniciada com grande potencial de
posteriormente. formação de vazios na
estaca.

d- Baixo consumo de cimento e/ou Baixa resistência do


fator a/c acima do recomendável. concreto de enchimento
da estaca.

e- Concreto heterogêneo sem controle Resistências variáveis


de qualidade. para cada estaca.

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Estacas Pré-Moldadas de Concreto

Croquis Problemas Executivos Mais Comuns Conseqüências

1- As estacas são fornecidas com defeitos


a- existência de desalinhamento e As estacas com
bitolas menores do que as redução de resistências
especificadas em projeto. laterais e de ponta

b- Fissuras, sinais de remendos, Possibilidade de quebra


existência de vazios. durante a cravação e/ou
comprometimento da
integridade quando ela
estiver em uso.

2- Durante a cravação
a- Equipamento com problemas tais Quebra excessiva das
como torre desaprumada, capacete estacas e/ou implantação
incompatível com a seção, falta de das estacas com
coxim de madeira, martelo com peso desaprumo e trincas com
incompatível com a estaca. possibilidade de colapso
quando forem utilizadas.

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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 28


Estacas Pré-Moldadas de Concreto

Croquis Problemas Executivos Mais Comuns Conseqüências


b- Emendas com solda deficiente. Perda de continuidade da
estaca com possibilidade
de colapso.
c- Estacas com comprimentos
Estacas com capacidade
diferentes no mesmo bloco.
de carga diferente com
possibilidade de
comportamento diferencial

d- Levantamento da estaca anexa Recalque da estaca anexa


(ponta em material muito resistente quando ela estiver um uso.
tipo argila dura ).

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Estacas Tipo Hélice Contínua

Croquis Problemas Executivos Mais Comuns Conseqüências

1- Equipamentos com problemas tais como:

a- Torque para arrancamento Diminuição da resistência


insuficiente necessitando executar lateral devido ao alívio de
“alívio” de escavação. pressões horizontais a e
possibilidade de
desbarrancamento o se
PERFURAÇÃO ALÍVIO retirar trado.
PERFURAÇÃO

b- Trado com comprimento insuficiente Diminuição da resistência


sendo necessário o uso de prolonga lateral devido ao alívio de
para atingir comprimento de projeto. pressões horizontais ao se
retirar trado e
possibilidade de
desbarrancamento.

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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 29


Estacas Escavadas Mecanicamente com auxílio de Lama Bentonítica

Croquis Problemas Executivos Mais Comuns Conseqüências

1- Durante as Escavações

LAMA REGIÃO COM a- Utilização de lama após ocorrer a Criação de regiões com
SEM

POTENCIAL DE
DESBARRANCAMENTO
instabilidade da escavação. potencial de novas
instabilidades durante as
escavações e
LAMA
COM

concretagem.
DESBARRANCAMENTO

b- Falta de controle de qualidade da Instabilidade durante a


lama antes da escavação. escavação.

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Estacas Escavadas Mecanicamente com auxílio de Lama Bentonítica

Croquis Problemas Executivos Mais Comuns Conseqüências

c- Durante a concretagem o tubo Devido à necessidade de


tremonha entope ou falta concreto. se sacar o tubo tremonha,
existirá uma junta seca
entre o concreto antigo e o
novo gerando uma região
frágil na estaca com
provável descontinuidade.

d- Ao se sacar o tubo tremonha, não se Descontinuidade da


prevê o embutimento mínimo da estaca.
ponta do mesmo no concreto.

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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 30


b) Raízes de árvores próximas à edificação

ÁRVORES DE GRANDE
PORTE CORTADAS

c) Degradação dos materiais que compõem os elementos das fundações (concreto e aço)
ocasionada por ataques químicos do solo e/ou infiltrações de elementos externos
agressivos
d) Carregamentos provenientes da superestrutura acima dos previstos.
e) Movimento de massa de solo decorrente de obras externas tais como escavações para
implantação de obras enterradas (subsolos de edifícios, canalização de concessionárias,
metrô, etc.), bem como arrimos de aterro implantados juntos às edificações.

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Nas obras urbanas, uma grande parte das patologias é ocasionada pela escavação de
subsolos junto às divisas que possuem edificações já executadas.

Observa-se por vezes a escavação a prumo junto ao alinhamento do terreno, sem qualquer
escoramento ou contenções que, devido a deformações excessivas, acaba por abalar as
edificações vizinhas.

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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 31


Contenções Atirantadas
As contenções executadas nas escavações dos subsolos dos edifícios urbanos quando são
atirantadas tem um grande potencial para ocorrência de patologias nas edificações vizinhas a
obra como por exemplo:
 A ocorrência de camada de areia no início da perfuração dos tirantes pode causar a
lavagem e o carreamento de grãos para a parte interna da obra criando vazios no solo
do terreno vizinho.
 Durante a perfuração pode ocorrer a interferência das fundações da edificação vizinha
causando abalo da sua estrutura.
 Durante a injeção dos tirantes pode ocorrer o levantamento do piso do terreno vizinho, ou
abalo da fundação da sua edificação causando danos a sua estrutura.
 Durante a injeção dos tirantes pode ocorrer o vazamento da nata entupindo a
canalização enterrada dos vizinhos.
 Durante as escavações, após o atirantamento, podem ocorrer deslocamentos horizontais
devido a translação e rotação da contenção causados por:
 estimativa de cargas horizontais ( empuxos de solo e água ) subestimadas.
 atuação de sobrecargas externas não computadas nos cálculos iniciais.
 tirantes executados sem controle de qualidade do material e da protensão.
 deficiência estrutural da contenção.

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Controle do Desempenho das Contenções e Fundações

Para avaliar com precisão o comportamento das contenções e fundações durante as etapas
de escavação da obra, recomenda-se a instalação de instrumentação para controle de
deformações da contenção e recalques das edificações vizinhas, tais como:

a) Para as contenções:

• Instalação de pinos de recalques estrategicamente implantados nas estruturas das


edificações vizinhas, com medição periódica de recalques por meio de aparelhos
topográficos de grande precisão.
• Controle de trincas nas edificações vizinhas.
• Instalação de medidores de convergência interna de contenções.
• Verificação periódica do alinhamento da contenção.
• Instalação de piezômetros na região externa à obra quando houver rebaixamento do
lençol freático durante as escavações.
• Instalação de inclinômetro a jusante da contenção.

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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 32


Reforço das Fundações

Os reforços de fundações tem como objetivo substituir as fundações existentes que estejam
subdimensionadas para o carregamento a que elas estão sendo submetidas.
Os reforços podem ser provisórios quando são feitos por exemplo para permitir a execução
de obras que irão submeter as estruturas a carregamentos maiores que os que estão
atuando, ou permanentes , executados para substituir as fundações existentes.
Os reforços podem ser executados com as seguintes técnicas:
A. Reforçando a própria estrutura para a melhoria do desempenho das fundações:
• Aumento da área de uma sapata ou da base de um tubulão;
• Enrijecimento da estrutura para minimizar recalques diferenciais.
B. Utilizando a própria estrutura para a implantação do reforço das fundações:
• Mega de concreto;
• Mega de tubo rosqueado de aço
• Mega com perfis soldados.
C. Implantando novas fundações independente da estrutura existente para posterior
incorporação na estrutura:
• Estacas tipo raiz ou injetadas
• Estacas tipo pré-moldadas de aço ou concreto
• Estacas escavadas (broca, strauss, hélice, etc.).

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As condicionantes que levam a escolha do tipo de reforço a ser utilizado estão relacionados
aos seguintes aspectos:

• Possibilidade de acesso de equipamentos;


• Condições geológicas;
• Condições estruturais da edificação a ser reforçada.

A. Reforço da própria estrutura para a melhoria do desempenho das fundações:


• Aumento da área da base de um tubulão
O método visa diminuir as tensões atuantes na base por meio do aumento da sua
área, entretanto, além das interferências geométricas das base, as escavações em torno
do fuste para acessar a região de reforço podem gerar recalques adicionais nos tubulões
devido à perda da resistência lateral existente no fuste.
• Aumento da área da sapata
O método visa diminuir as tensões atuantes no solo por meio do aumento da sua
área, porém deve-se levar em consideração limitações geométricas – estruturais tais
como necessidade de aumento da altura estrutural e/ou reforço da armação e
interferência com outras sapatas.

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B. Utilização da estrutura para a implantação de estacas por prensagem (estacas mega).
As estacas são instaladas no solo por meio de segmentos pré-moldados de concreto ou
aço, cravadas com macaco hidráulico que utiliza como reação a estrutura existente. A
utilização dessa técnica traz enormes vantagens tais como:
• Ausência de vibrações;
• Facilidade de acesso dos equipamentos;
• Transferência imediata das cargas para a estrutura;
• Aferição de carga que está sendo aplicada na estrutura

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1. Mega de Concreto
As estacas mega de concreto são compostas por segmentos pré-moldados de
concreto com (seção circular diâmetro normalmente de 20cm, 25cm, 30cm com
cargas em torno de 25tf, 40tf E 60tf respectivamente) e segmentos com
comprimento entre 50cm e 100cm.
Elas são vazadas e após a sua cravação é comum a instalação de barra de aço e
preenchimento dessa perfuração com argamassa ou concreto com a finalidade de
ser garantida uma certa continuidade da estaca.
A utilização desse tipo de estacas pode trazer problemas posteriores a sua
instalação caso haja uma camada de pedregulho ou aterros com entulho que ela
não consiga ultrapassar ficando a sua ponta comprometida e ela mais curta do que
deveria.

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2. Mega de tubo de aço rosqueado
As estacas megas de tubo rosqueado são compostas por segmentos tubos tipo
scheduell (1100 Kg/cm²) com seção circular de diâmetro 4”, 5”, 6” utilizados para
cargas de 30tf, 50tf e 70tf respectivamente. Os segmentos, com comprimento entre
50cm e 100cm, são emendados com luvas rosqueáveis. A utilização dessa técnica
permite que, posteriormente a sua cravação, seja executada uma injeção de nata
de cimento pela parte superior do tubo, com o objetivo de consolidar a estaca
através do preenchimento dos vazios que por ventura venham a existir devido ao
alargamento da perfuração da estaca decorrente da existência da luva de emenda
que é mais larga que a seção da estaca.
Em comparação com as estacas de concreto elas têm a vantagem de penetrar
mais no solo devido a sua menor área de ponta e possibilidade de induzir lavagem
por circulação de água por dentro do tubo, eliminando o embuchamento e
facilitando assim a penetração em maiores profundidades até que seja atingido
solos competentes.
Outra vantagem da utilização dessa estaca é a possibilidade da aplicação de
injeção de consolidação posterior a cravação, técnica que costuma aumentar a
capacidade de carga da estaca entre 30% e 50%.

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3. Mega de perfil soldado


As estacas mega executadas com perfil soldado são compostas por segmentos de
perfis tipo I ou H soldados. Eles são utilizados para cargas estruturais previstas em
Norma, já levando-se em consideração a corrosão. Os segmentos, com
comprimento entre 50cm e 100cm, são emendados com soldas reforçadas por talas
que garantem a continuidade da estaca.
Em comparação com as estacas de concreto elas tem a vantagem de penetrar
mais no solo devido a sua menor área de ponta, ultrapassando, com mais
facilidade, camadas de pedregulhos ou entulho.

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C. Implantando novas fundações independentes da estrutura existente para a sua posterior
incorporação.
1. Estacas tipo raiz ou injetadas
O reforço executado com estacas raiz ou estacas injetadas pode ser feito
perfurando-se a própria estrutura da fundação com posterior reforço da estrutura da
fundação. Outra possibilidade é executá-las em região anexa as fundações
existentes para a sua posterior incorporação a estrutura antiga por meio de um
bloco de concreto armado.

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A utilização desse tipo de estacas pode trazer problemas posteriores a sua


instalação caso haja uma camada de pedregulho ou aterros com entulho que ela
não consiga ultrapassar ficando a sua ponta comprometida e ela mais curta do que
deveria.
Essa técnica pode trazer os seguintes transtornos:
• Devido a necessidade da utilização da lavagem para perfurar as estacas o
solo poderá saturar gerando recalques e a diminuição da capacidade de carga
das estacas existentes, induzindo a deformações adicionais a estrutura já
danificada.
• O acesso do equipamento tem restrições com relação a altura do pé direito.
• Após a incorporação das estacas na antiga estrutura ela ainda deverá
deformar para que as estacas de reforço comecem a trabalhar.

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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 36


2. Estacas pré-moldadas de aço ou concreto ou escavadas
Essa solução conta com a execução das estacas de reforço na região anexa as
fundações existentes para a sua posterior incorporação a estrutura antiga por meio
de um bloco de concreto armado.
A utilização desse tipo de estacas pode trazer problemas posteriores a sua
instalação caso haja uma camada de pedregulho ou aterros com entulho que ela
não consiga ultrapassar ficando a sua ponta comprometida e ela mais curta do que
deveria.

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Comentários: ___________________________________________________________
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Essa técnica pode trazer os seguintes transtornos:


• No caso de estacas cravadas, devido a vibração causada durante a sua
implantação poderão ocorrer recalques, induzindo a deformações adicionais a
estrutura já danificada.
• No caso de estacas escavadas, devido ao alívio de pressões horizontais
causado pela escavação com retirada de solo, poderão ocorrer recalques,
induzindo a deformações adicionais a estrutura já danificada.
• O acesso do equipamento deve ser observado antes de especificar a solução.
• Após a incorporação das estacas na antiga estrutura, ela ainda deverá
deformar para que as estacas de reforço comecem a trabalhar.

Seminário Patologia das Edificações


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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 37


PALESTRANTE: RICARDO FRANÇA

Ricardo França é graduado em engenharia, mestre e doutor pela


Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Ricardo França
atuou nessa Universidade, como professor de graduação e pós-
graduação.
É Diretor-presidente da França & Associados Engenharia. Também
opera como membro da comissão de revisão da NBR 6118 (NB1).
Recebeu diversos prêmios na área de engenharia e possui artigos e
entrevistas técnicas publicadas.
Membro do ACI, CEB/FIB, IABSE, IBRACON e ABECE, Ricardo França
é autor de vários projetos de edifícios de grande porte na cidade de
São Paulo, atua como palestrante em diversos eventos da
Construção.ANÇA

O conteúdo a seguir é um resumo baseado na


apresentação do seminário.

Palestra: PATOLOGIA DAS ESTRUTURAS DE CONCRETO

Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 38


2013
Como Evitar Falhas de Projeto e
Execução em Estruturas de Concreto
Problemas na Concepção da Estrutura projetada.
Falhas no detalhamento das armaduras.
Falhas decorrentes do detalhamento automático
feito pelos programas de estruturas, e não
detectadas por revisão de um engenheiro
experiente.
Falhas decorrentes de interferências não detectadas
na fase de projeto e coordenação.
Falhas da execução das armaduras na obra.
Falhas no processo de concretageme cura.
Falhas no fornecimento dos materiais.

Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 39


O Gogó da Ema e as armaduras
Edifício no Rio de Janeiro

Queda de uma Marquise em 1993, após 15 anos de sua construção.

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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 40


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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 41


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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 42


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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 43


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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 44


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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 45


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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 46


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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 47


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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 48


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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 49


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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 51
Palestrante: JONAS SILVESTRE MEDEIROS

Engenheiro civil pela Universidade Federal da Paraíba, mestre e


doutor em Engenharia de Construção Civil pela Escola Politécnica
da Universidade de São Paulo, foi docente e pesquisador da Poli-
USP e estudou Concrete Masonry Technology, no Besser Research
Center, nos Estados Unidos. Sua tese de doutorado sobre Projeto e
Execução de Revestimentos Cerâmicos de Fachada e os trabalhos
desenvolvidos a partir dela tiveram repercussão internacional. Foi
consultor de entidades como a ABCP (Associação Brasileira de
Cimento Portland) e a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do
Estado de São Paulo). Autor de 43 artigos nacionais e
internacionais, Jonas proferiu dezenas de palestras e cursos sobre
patologia de alvenarias e revestimentos, tecnologia de alvenaria de
vedação e estrutural, projeto e execução de revestimentos
cerâmicos e de argamassa. Atualmente é diretor técnico da
Inovatec e professor convidado da Universidade Federal de Santa
Catarina e da Universidade Federal de São Carlos.

O conteúdo a seguir é uma entrevista retirada da


Revista Téchne, Edição 76 - julho/2003

Palestra: PATOLOGIA DE REVESTIMENTOS DE FACHADAS: ESTUDOS DE CASO,

PREVENÇÃO E RECUPERAÇÃO

Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 52


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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 53
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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 54
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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 55
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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 56


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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 57


Anotações Gerais:

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Seminário – PATOLOGIAS DAS EDIFICAÇÕES 58

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