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ESCOLA SENAI

CURSO DE TÉCNICO EM CONSTRUÇÃO CIVÍL

DRENAGEM
PAREDES (CORTINAS) DE SUBSOLO
Trabalho realizado por: Andressa, Karen, Ana,
Cláudio, Eduardo e Natan.

17/6/2010

O trabalho realizado sobre sistema de drenagem aborda conceitos,


características, questionamentos e possíveis soluções técnicas
encontradas no mercado.
Sumário

Introdução sobre vedações


verticais...............................................................................03

1. Tecnologia de vedações
verticais.............................................................................04

1.1
Classificações................................................................................
....................................06

1.2 Tipos de vedação


vertical...........................................................................................
08

2. Drenagem de cortinas com


geocomposto................................................................11

2.1
Conceito.........................................................................................
..................................12

2.2
Características...............................................................................
................................12

2.3
Instalação......................................................................................
.................................13

2.4
Utilização.......................................................................................
................................13

3. Cortinas de concreto em subsolos de edifícios e estruturas


enterradas em

2
geral .............................................................................................
..........................................15

3.1 Drenagem de cortinas com sistema


cristalizante.................................................17

3.2 Impermeabilização com sistema


cristalizante......................................................18

3.3
Vantagens......................................................................................
.................................19

3.4
Benefícios......................................................................................
..................................20

4. Impermeabilização de cortinas sujeitas a variação de lençol


freático............21

3
INTRODUÇÃO
SOBRE
VEDAÇÕES VERTICAIS

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TECNOLOGIA DE VEDAÇÕES VERTICAIS

CONCEITUAÇÃO:

A vedação vertical pode ser entendida como sendo um subsistema do edifício


constituído por elementos que compartimentam e definem os ambientes internos,
controlando a ação de agentes indesejáveis. Pode-se dizer que seja o invólucro do
edifício.

O EDIFÍCIO COMO UM SISTEMA:

Encarando-se o edifício como um sistema, do ponto de vista construtivo pode-se


dividi-lo nas seguintes partes:

Fundações Estrutura Vedações Verticais


Esquadrias Instalações Revestimentos
Vedações Horizontais Cobertura Impermeabilização

Considerando-se o aspecto funcional do edifício, pode-se dizer que as esquadrias e o


revestimento vertical são partes inerentes à vedação vertical. Porém, do ponto de vista
construtivo é natural que sejam abordados separadamente, em função principalmente
da seqüência de execução destas atividades no conjunto dos serviços.
Cabe observar ainda que, apesar do estudo em separado de cada um destes
subsistemas, eles fazem parte de um conjunto maior que é o edifício; e assim sendo,
possuem relações intrínsecas, que sempre devem ser observadas durante todas as
etapas de produção.

FUNÇÕES:

A principal função da vedação vertical está contida na sua própria definição, ou seja: é
o subsistema do edifício constituído por elementos destinados à compartimentação e à
definição vertical dos espaços internos, bem como, ao controle da ação de agentes
indesejáveis.

Para desempenhar tais funções, este subsistema deve apresentar determinadas


propriedades ou requisitos de desempenho, que também podem ser denominados
requisitos funcionais, dentre os quais se destacam:

Desempenho térmico Desempenho estrutural (estabilidade)


Desempenho acústico Desempenho estrutural (resistência)
Estanqueidade à água Facilidade de limpeza e higienização
Controle de passagem de ar Durabilidade
Proteção/resistência contra ação do fogo Custos iniciais e de manutenção

O que deve conter um projeto de impermeabilização:

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De acordo com a NBR 13531:1995 - Elaboração de projetos de edificações -
Atividades técnicas, aplicável em conjunto com a NBR 9575:1998 - Projeto de
impermeabilização, e Projeto NBR 9575:2003, o projeto de impermeabilização
compõe-se de um conjunto de informações gráficas e descritivas que definem
integralmente as características de todos os sistemas de impermeabilização
empregados em uma dada construção, de forma a orientar sua produção. O projeto de
impermeabilização deverá ser constituído de dois projetos que se complementam:
projeto básico e projeto executivo (veja tabela abaixo).

Projeto Desenhos Textos


Plantas de localização e identificação das
impermeabilizações, bem como dos locais de
detalhamento construtivo.

Detalhes construtivos que descrevem


graficamente as soluções adotadas no projeto Memorial descritivo dos
de arquitetura para o equacionamento das tipos de impermeabilização
Projeto interferências existentes entre todos os selecionados para os
Básico elementos e componentes construtivos. diversos locais que
necessitem de
Detalhes construtivos que explicitem as impermeabilização.
soluções adotadas no projeto de arquitetura
para o atendimento das exigências de
desempenho em relação à estanqueidade dos
elementos construtivos e à durabilidade frente à
ação da água, da umidade e do vapor de água.
Memorial descritivo de
materiais e camadas de
impermeabilização.
Plantas de localização e identificação das
impermeabilizações, bem como dos locais de Memorial descritivo de
detalhamento construtivo. procedimentos de execução
Projeto e de segurança do trabalho.
Executivo Detalhes genéricos e específicos que
descrevam graficamente todas as soluções de Planilha de quantitativos de
impermeabilização projetadas e que sejam materiais e serviços.
necessários para a inequívoca execução destas.
Planilha de descrição de
ensaios de campo e
tecnológicos.

IMPORTÂNCIA NO CONJUNTO DO EDIFÍCIO:

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A importância das vedações verticais vai além do que seu custo representa no custo
total do edifício, uma vez que as vedações determinam as diretrizes para o
planejamento e programação da execução, pois podem estar no caminho crítico da
obra:

- determinam o potencial de racionalização da produção, na medida em que interferem


com as instalações elétricas e hidro-sanitárias, com as esquadrias, com a
impermeabilização e com os revestimentos.
- determinam grande parte do desempenho do edifício como um todo, por serem
responsáveis pelos aspectos relativos à habitabilidade tais como: conforto, higiene,
saúde, segurança de utilização.
- têm profunda relação com a ocorrência de problemas patológicos, como fissuras,
descolamento de revestimentos, entre outros; e ainda em muitos casos constituem a
própria estrutura do edifício como nos edifícios construídos com alvenarias estruturais
ou painéis portantes e podem ser ainda, parte acessória da estrutura, quando servem
de travamento da estrutura de concreto armado.

CLASSIFICAÇÕES:

Como salientado anteriormente, a Vedação Vertical compreende o fechamento


propriamente dito (vedos), os revestimentos, as aberturas e esquadrias. E estes
requisitos são exigidos em maior e menor grau de intensidade conforme a posição que
a Vedação ocupa no edifício.
Observe-se, por exemplo, a diferença, enquanto níveis de exigência dos requisitos de
desempenho, de uma vedação vertical localizada num subsolo em contato com o meio
exterior e de uma vedação vertical que separa dois dormitórios. Assim sendo, as
vedações verticais podem ser estudadas sob diversos pontos de vista. Por isso,
propõe-se uma classificação segundo diferente enfoques, destacados a seguir.

Quanto à função que desempenha no conjunto do edifício, as vedações verticais


podem ser divididas em:

- envoltória externa ou vedação de fachada - proteção lateral contra ação de agentes


externos;
- de compartimentação Interna ou divisória interna – divisão entre ambientes
internos a uma mesma edificação;
- de separação ou divisória entre unidades e área comum.

Quanto à técnica de execução empregada na produção das vedações, elas podem ser
divididas em:

- por conformação: são as vedações verticais moldadas ou elevadas no próprio local,


com o emprego de água, denominada usualmente de “construção úmida” ou “wet
construction”. Trata-se das vedações em alvenaria ou de painéis moldados no local:

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- por acoplamento a seco: são as vedações verticais montadas a seco, sem a
necessidade do emprego de água, usualmente denominadas “construção seca” ou
“dry construcion”. Trata-se de vedações produzidas com painéis leves;
- por acoplamento úmido: são as vedações verticais montadas com solidarização
com argamassa. Trata-se de vedações, produzidas com elementos pré-moldados ou
pré-fabricados de concreto.

Quanto à Mobilidade:

A mobilidade de uma vedação refere-se à facilidade ou não de sua remoção do local


no qual fora inicialmente aplicada. Assim, quanto à mobilidade, as vedações verticais
podem ser divididas em:

- fixas: são as vedações imutáveis, que necessitam receber os acabamentos no local.


Em caso de transformação do espaço, os elementos constituintes
dificilmente são recuperáveis;
- desmontáveis: são as vedações passíveis de serem desmontadas com pouca
degradação. A remontagem irá requerer a reposição de algumas peças e levará mais
tempo para a execução dos ajustes necessários;
- removíveis: são as vedações passíveis de serem montadas e desmontadas
facilmente, sem degradação dos elementos constituintes. Trata-se de elementos
totalmente modulares.

Quanto à Densidade Superficial:

A densidade superficial de uma vedação refere-se à relação entre a sua massa pela
área que ocupa. Assim, quanto à densidade superficial, as vedações verticais podem
ser divididas em:

- leves: são as vedações verticais não estruturais, de densidade superficial baixa,


sendo o limite convencional de aproximadamente 100Kg/m²; e
- pesadas são as vedações verticais que podem ser estruturais ou não, de
densidade superficial superior ao limite pré-determinado de aproximadamente
100Kg / m².

Quanto à Continuidade do Pano:

Essa classificação considera a relação entre a continuidade do pano, em função da


distribuição dos esforços pelo mesmo. E, com isso, as vedações verticais podem ser
divididas em:

- monolíticas: quando a absorção dos esforços transmitidos à vedação é feita por


todo o conjunto dos elementos, que trabalham solidariamente, como por exemplo é o
caso das alvenarias;

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- modulares: quando a absorção dos esforços transmitidos à vedação é feita pelos
componentes de modo individual, em função da existência de elementos de juntas,
como é o caso dos painéis de gesso acartonado, por exemplo.

Quanto ao Acabamento:

Essa classificação considera o momento em que o acabamento da vedação vertical é


incorporado a ela. Assim, segundo esse enfoque, as vedações verticais podem ser
divididas em:

- com revestimento incorporado: trata-se das vedações verticais que são


posicionadas acabadas em seus lugares definitivos, sem a necessidade de
aplicação de revestimentos a posteriori. É o caso, por exemplo, dos painéis
prémoldados de concreto com prévia aplicação de cerâmica e das divisórias leves com
estrutura em colméia e acabamento com chapas de laminado melamínico;
- com revestimento a posteriori: tratam-se das vedações verticais que são
executadas em seus lugares definitivos, sem a aplicação prévia de
revestimentos. É o caso, por exemplo, das alvenarias de um modo geral e dos
painéis de gesso acartonado;
- sem revestimento: são as vedações verticais que não necessitam da
aplicação de revestimentos. Podem ser utilizadas aparente ou receberem
unicamente uma pintura. É o caso de alguns tipos de alvenaria, cujas
características lhe garantem estanqueidade.

TIPOS DE VEDAÇÃO VERTICAL:

Em função da classificação anteriormente proposta, pode-se definir claramente cada


um dos tipos de vedação vertical mais empregados, quais sejam:

Paredes de alvenaria ou maciças Painéis pré-moldados / pré-fabricados


Painéis leves Fachada e cortina

Parede: um elemento da vedação vertical que pode ser envoltória externa, de


compartimentação interna ou de separação; produzida por conformação ou por
acoplamento úmido; fixa; pesada; auto-suportante; monolítica; com revestimento a
posterior ou sem revestimento; descontínuas.

As paredes podem ser sub-classificadas em função de seu desempenho funcional


como estrutura, em:

- Estruturais: atua como estrutura portante do edifício;


- De contraventamento: tem função de aumentar a rigidez da estrutura reticulada e
absorver os esforços decorrentes da deformação do pórtico; e
- De vedação: atua somente como componente de vedação.

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a) Paredes de Alvenaria

O termo alvenaria pode ser definido como: componente complexo, conformado em


obra, constituído por tijolos ou blocos unidos por si por juntas de argamassa
formando um conjunto rígido e coeso.

A partir dessa definição pode-se fazer uma classificação das alvenarias segundo o
material empregado. Essa classificação é apresentada a seguir:

Quais as principais consequências da umidade:

Tanto as estruturas quanto os ocupantes dos imóveis são vítimas da umidade. Um


ambiente úmido e insalubre cheira a mofo e propicia o desenvolvimento de
colônias de fungos e bactérias, condições que ameaçam diretamente a saúde
dos usuários. Isso sem falar da possibilidade de inundação das áreas de
subsolo, com grandes prejuízos aos condôminos. Para a edificação, as
consequências mais visíveis da infiltração são a desagregação do revestimento,
eflorescências no concreto e em argamassas, deterioração e embolhamento de
pinturas, e comprometimento da estrutura no longo prazo.

A umidade em cada área do edifício

Áreas Problemas Soluções


Umidade ascendente com
deterioração da argamassa de
Impermeabilização rígida, como
revestimento nos pés de paredes,
cristalizantes e argamassas poliméricas, ou
podendo chegar até alturas > 1,00
flexíveis, como membranas de asfalto
m
Fundações modificado com polímeros em solução ou
mantas asfálticas
Infiltração de água e inundação
das áreas próximas.

Insalubridade do ambiente.
Deterioração da argamassa de
revestimento.
Paredes Internamente, impermeabilização rígida,
em contato Embolhamento e deterioração da como cristalizantes (somente para
com o pintura. substratos maciços) e argamassas
solo, poliméricas. Externamente,
cortinas e Deterioração de móveis impermeabilizações pré-fabricadas, como
paredes- encostados nas paredes, quadros, mantas asfálticas ou membranas moldadas
diafragma revestimentos. no local à base de solução asfáltica.

Insalubridade do ambiente

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Pilares
(estruturas Ataque as armaduras, com Os pilares recebem a mesma
de comprometimento da estrutura. impermeabilização de pisos e paredes.
concreto)
Pode ser tratado com sistemas rígidos,
como argamassa polimérica e cristalizantes,
ou flexíveis (mantas asfálticas, emulsões ou
Concreto soluções asfálticas, etc.). A opção vai
Comprometimento da estrutura
aparente depender das particularidades de cada
obra. Caso seja possível rebaixar o lençol
freático, pode-se optar por um sistema
flexível aplicado externamente.

Mitos e desculpas que podem colocar a obra ‘agua abaixo’:

”Não podemos lutar contra a água, vamos conviver com ela.”

”O subsolo não terá acesso ao público, somente os manobristas vão entrar lá.”

”Não há sistema de impermeabilização eficiente para conter lençol freático.”

”Não vamos fazer porque não foi considerado em nosso orçamento.”

”Estamos com as cortinas concretadas há meses e elas estão secas (até a


primeira cheia ou até receber a primeira pintura).”

DRENAGEM

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DE CORTINAS

COM GEOCOMPOSTO

12
Geocomposto Drenante

Um geocomposto é constituído pela combinação de um ou mais geossintéticos, com a


finalidade de aumentar o desempenho de cada um, quando usado isoladamente. O
geocomposto drenante (Engepol) consiste de uma geonet de PEAD aderida, por calor,
ao geotêxtil não-tecido em uma ou nas duas faces. O geotêxtil não-tecido poderá ser
termo-fixado ou não, de polipropileno ou de poliéster, dependendo da exigência do
projeto, a qual geralmente é função do resíduo ou do efluente a ser armazenado e da
vazão que será drenada.

Características dos Produtos

A Geonet substitui drenos de agregados naturais de brita ou de areia, com vantagens


de maior rapidez de execução do dreno e maior espaço para armazenamento dos
resíduos, nos casos de valas, pois sua espessura varia de 5 a 7 mm (Ex. Uma geonet
de 5mm de espessura pode substituir uma camada drenante de areia grossa de 30
cm).

A geonet não deve ficar em contato direto com o solo ou com o resíduo, deve ser
usada em forma de sanduíche com geotêxtil não-tecido, na forma de geocomposto, ou
em contato com superfícies como a geomembrana e o concreto, para que seus canais
não sejam obstruídos.

O geocomposto é um produto ideal quando o projeto e/ou os materiais em contato


com a geonet exigem um geotêxtil, pois a combinação dos dois geossintéticos
proporciona o aumento da resistência ao deslizamento entre os geossintéticos,
quando utilizado em taludes.

Vantagens da utilização da Geonet e do Geocomposto Drenante

- Menor tempo de execução da camada drenante.

- Menor custo em relação aos agregados naturais.

- Permite a construção de taludes mais íngremes.

- Fácil instalação em qualquer condição ambiental, não exige mão de obra


especializada e nem equipamentos especiais.

- Substitui materiais inertes locais.

- Elimina os filtros graduados resultando em redução de custos de material e de


instalação.

- Alta transmissividade sob carregamento.

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Instalação

A Geonet e o geocomposto são fornecidos em rolos de 2,08 metros de largura por


50 metros de comprimento e espessura de 5 e 7mm, podendo também ser
fornecidos com dimensões conforme a necessidade da obra. Sua colocação no
local do dreno é simples e rápida, bastando desenrolar o rolo.

Os geonets, podem suportar cargas de até 400 kPA, exigidas em alguns projetos, com
boa capacidade drenante e além de excelentes resistências químicas, biológica e aos
raios ultravioleta.

Em muros pode ser presa por grampos de aço ao muro de concreto ou, para
pequenas alturas, simplesmente colocado à medida que sobe a cota do reaterro.
Neste caso, usa-se o geocomposto de uma geonet com o geotêxtil não aderido na
face oposta a de contato com o muro.

- Utilização do Geocomposto

Pode ser utilizado em uma grande variedade de aplicação com custo menor do que os
sistemas drenantes com areia e brita. É importante observar que cada aplicação
possui uma exigência específica quanto à vazão de escoamento, transmissividade,
durabilidade, compostamento sob grandes carregamentos e resistência química, que
são parâmetros críticos para o bom desempenho do dreno.Cujas características
exigem uma boa drenagem , se for mal projetada ou mesmo omitida, surgirão
problemas cuja solução será mais dispendiosa do que se o assunto fosse
equacionado da forma correta desde o início, ou seja, fazendo uma drenagem
necessária.

Os problemas que usualmente ocorrem neste caso são do tipo:

- Aumento do esforço horizontal, atuante em muros de arrimo;

- Subpressão em lajes de piso de subsolo de edifícios, ocasionado infiltrações, trincas,


podendo inclusive levantar a laje, dependendo da sua intensidade;

- Manchas em paredes ocasionadas pela umidade resultante da água represada;

- Carregamento de partículas de solo, provocando a reto-erosão progressiva, chamada


de piping, que pode ocasionar a instabilidade de taludes.

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CORTINAS DE CONCRETO EM SUBSOLOS DE EDIFÍCIOS E ESTRUTURAS
ENTERRADAS EM GERAL

Para drenagem vertical de estruturas enterradas como subsolos de edifícios, túneis e


cortinas de contenção, o geocomposto tem a vantagem de poder ser instalado até a
profundidade de 50m. Nestes casos, o tipo SGC é mais indicado, instalado com a face
de geonet junto a parede de concreto e a de Geotêxtil em contato com o solo.

Observações:

1. Profundidade limite de aplicação para drenagem vertical: 50m


2. Dimensionamento do tipo mais apropriado: deve ser em função da vazão
máxima que passará pelo dreno, a qual é determinada em função da
topografia, quantidade de preciptação (chuva), profundidade da instalação do
dreno.

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DRENAGEM DE CORTINAS
COM SISTEMA
CRISTALIZANTE

Água no interior do concreto forçando o


cristalizante tradicional e em contato com o
aço estrutural

1. CONCRETO (NÂO TRATADO)


Um corpo de provas de concreto foi secionado a 5 cm da
superfície. A face secionada mostra alguns dos
subprodutos da hidratação do cimento utilizados pelo
Xypex. Precipitações de hidróxido de cálcio junto com
partículas cúbicas e rômbicas são visíveis.

2. INÍCIO DA FORMAÇÃO DOS CRISTAIS XYPEX


Tirada de um corpo de prova tratado com Xypex e
secionado a 5 cm de profundidade, esta fotografia mostra
o início da formação de cristais após a aplicação de
Xypex Concentrado na superfície.

3. CRISTAIS XYPEX
Esta foto foi tirada de um corpo de prova secionado a 5
cm de profundidade, 26 dias após a aplicação de Xypex
Concentrado na superfície. Uma estrutura cristalina densa
e totalmente desenvolvida formou-se nos poros e
capilaridades do concreto para bloquear completamente a
passagem de água ou substâncias agressivas.
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Impermeabilização com sistema cristalizante

Não existe um produto impermeabilizante e sim sistemas de impermeabilização, onde


produtos são utilizados.
Para que uma estrutura seja impermeabilizada é necessário analisar as interferências,
o substrato, qual a sua constituição, se tem fissuras ou não? Qual será a sua
utilização, se será submetido a produtos químicos, qual o tráfego sobre ela, se ela
sofrerá com pressão hidrostática (positiva ou negativa), se ela será exposta às
intempéries ou não, entre outros questionamentos.
A partir dos questionamentos e análise visual da estrutura é que se pode determinar o
sistema de impermeabilização e quais produtos deverão ser utilizados.
O sucesso da impermeabilização também depende, e muito, da preparação da base,
bem como: da mistura do produto, da sua aplicação correta, do intervalo entre
demãos, da sua cura (quando for o caso), da sua proteção, do tratamento diferenciado
das interferências (tubulação incrustada, ralos, encontro entre pisos e paredes -
principalmente quando a parede é de alvenaria – encontro entre pisos e pilares, juntas
de retração, de dilatação e juntas frias, bicheiras, fissuras e trincas....).
O que se deve fazer é exigir referências e atestados dos produtos que fazem parte do
sistema de impermeabilização especificado, por organizações e institutos nacionais e
internacionais com comprovada idoneidade técnica, bem como, solicitar do fabricante
ou representante local a metodologia de aplicação, para que se possa fazer a
fiscalização da obra, e não apenas delegar ao aplicador que execute a
impermeabilização.

Cristalizantes Tradicionais

Os cristalizantes tradicionais atuam, basicamente, formando uma película com alta


aderência ao substrato e com grande poder impermeabilizante, ou seja, funcionam
como uma barreira impermeável. Eles são produtos de alta qualidade e têm grande
utilidade em diversos sistemas de impermeabilização.
Com tudo, como são produtos formadores de película, quando agredidos e danificados
perdem o efeito impermeabilizante nestes pontos. Normalmente são muito eficientes
quando aplicados para combater a pressão hidrostática pelo lado positivo, que é
quando a pressão hidrostática atua diretamente sobre ele. Quando aplicado pelo lado
negativo, como é o caso da aplicação típica em subsolos, onde a estrutura ficará
sujeita a ação do lençol freático, existem algumas considerações a fazer. Primeiro, o
produto terá sua eficiência ligada diretamente à aderência ao substrato, com isso a
qualidade do concreto é de suma importância para sua eficiência e segundo, a
irregularidade e textura da superfície do concreto podem contribuir para reduzir a
espessura do produto aplicado em alguns pontos, reduzindo sua eficiência, ao mesmo
tempo em, que pode propiciar defeitos na continuidade do impermeabilizante.
O concreto armado ou protendido impermeabilizado como este sistema, sofrerá com o
efeito secagem e molhagem, devido a variação do nível do lençol freático. Neste caso

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a água terá livre acesso para transitar no concreto, visto que, a impermeabilização é
executada pelo lado negativo, possibilitando o surgimento de células de corrosão na
armadura da estrutura, propiciando futuros serviços de recuperação de estruturas.
Outra possibilidade de falha é encontrada nas interfaces entre peças estruturais, ou
seja, piso/pilares, pisos/parede, juntas serradas, etc. Estes pontos críticos podem
propiciar a descontinuidade da camada impermeabilizante, provocando pontos falhos
no sistema. Concluindo: os produtos cristalizantes tradicionais têm sua eficiência
impermeável ligada diretamente à continuidade e uniformidade da espessura de sua
película, aderência ao substrato e principalmente a não agressão de sua camada
impermeabilizante.

Sistema PENETRON de impermeabilização integral do concreto

A penetron possui produtos voltados para a impermeabilização integral do concreto.


Seus produtos são compostos de uma gama de aditivos ativos que reagem com vários
compostos químicos e umidade do concreto, para formando cristais insolúveis. Estes
cristais selam fissuras de retração e capilares. Os agentes químicos presentes na
formulação dos produtos Penetron, penetram profundamente no concreto por pressão
de osmose, resultando de uma impermeabilização profunda e proteção contra agentes
químicos, carbonatação e cloretos.

Vantagens em relação aos sistemas com os cristalizantes tradicionais:

- Torna-se parte integrante do concreto;


- Aumenta a resistência à compressão do concreto, devido a eliminação dos vazios;
- Protege o concreto, aumentando, com isso, sua durabilidade;
- Pode ser aplicado pelo lado positivo ou negativo;
- Resiste a altas pressões hidrostáticas;
- Resiste a ataques químicos (pH 3 -11);
- Permite que o concreto respire, eliminando a possibilidade de pressão de vapores;
- Reduz a carbonatação e a penetração do cloreto, auxiliando contra a corrosão das
armaduras;
- Podem ser aplicados em superfícies úmidas;
- Não é tóxico, não afetam a potabilidade da água;
- As propriedades impermeabilizantes e proteção se mantém intactas quando a
superfície é danificada;
- Auto cicatriza fissuras de até 0,4mm e tem fácil aplicação.

Atuação do Penetron

Os produtos Penetron têm sua característica principal a impermeabilização integral do


concreto. Esta qualidade confere ao concreto uma situação muito vantajosa com
relação a estanqueidade da estrutura, pois a mesma continuará estanque
independente da direção que vier a tentativa de penetração da água ou de qualquer
líquido. Esta característica importante dos produtos da Penetron possibilita a execução
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de concreto integralmente estanque. Com isso, fica fácil entender que uma
impermeabilização não deve contemplar apenas a estanqueidade estética da
estrutura, e sim, a sua integridade perante aos contaminantes da região em que a
estrutura estiver inserida. É muito mais danoso para estrutura o que está ocorrendo
em seu interior do que na sua superfície, que mostra apenas o efeito das causas
internas.

Efeito dos produtos Penetron

O composto penetra profundamente nos capilares do concreto por pressão de osmose


e forma cristais que vedam completamente os capilares e as fissuras de retração, para
eliminar a umidade. O processo trabalha com ou contra a pressão da água. Na
ausência da umidade os componentes do Penetron permanecem inativos. Se a
umidade aparecer a qualquer momento, a ação química e o processo de vedação
repetem-se automaticamente e avança ainda mais profundo no concreto. Os produtos
químicos do Penetron irão vedar e re-vedar continuamente devido à sua natureza
química.

Benefícios do Sistema Penetron

Penetron é recomendado para uso em qualquer estrutura de concreto ou bloco onde


seja necessário manter a água dentro ou fora. Pode ser aplicado também em
estruturas expostas a ataques em potencial de água ou produtos químicos e que,
portanto, exijam impermeabilização e proteção permanente. Sua aplicação do lado
positivo ou negativo atende as exigências de impermeabilização.

BENEFÍCIOS
1) Torna-se parte integrante do concreto formando um corpo completo de resistência e
durabilidade. Não pode ser confundido com um revestimento ou uma membrana.
2) Penetra profundamente e veda os capilares e fissuras de retração do concreto.
3) Pode ser aplicado no lado positivo ou negativo.
4) As propriedades de impermeabilização e resistência química permanecem intactas
mesmo se a superfície for danificada.
5) Completamente eficaz contra alta pressão hidrostática.
6) Facilidade de aplicação.
7) Aumenta a resistência à compressão do concreto.
8) Não se separa nas junções, rasgos ou punções.
9) Não exige proteção durante os aterros, colocação de aço ou tela de arame e outros
procedimentos comuns.
10) Veda fissuras de até 0,4 mm. Não apenas mascara ou realiza ponte em
capilares e fissuras de retração.
11) Permite que o concreto respire, eliminando a formação de vapor d’água, deixando
o concreto completamente seco.
12) Resiste ao ataque químico e proporciona uma ampla gama de proteção contra os
ciclos de congelamento/desgelo, água subterrâneas agressivas, águas do mar,
carbonatos, cloretos, sulfatos e nitratos.
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13) Pode ser aplicado em concreto úmido ou verde.
14)Protege o aço de reforço.
15) Não é tóxico.
16) Aprovado para uso em estrutura de confinamento de água potável.
17) Sem longos tempos de cura (exceto em condições muito quentes ou de baixa
umidade).

Impermeabilização de sub-solos sujeitos a variação do lençol freático

As estruturas dos sub-solos sujeitos a variação do lençol freático, funcionam como


uma piscina invertida, sendo que, só existe a possibilidade de executar a
impermeabilização pelo lado negativo. Normalmente, no projeto, não é pensado qual o
sistema de impermeabilização a ser adotado. Pensa-se na estabilidade da estrutura,
ou seja, que ela resista às forças impostas pela pressão hidrostática, presumindo-se
também que o concreto será totalmente estanque. Quando existe a liberação do
rebaixamento do lençol freático e que os vazamentos aparecem, é que vai se buscar
qual a solução. Como já é de conhecimento de todos, brigar com a água,
normalmente, é uma luta inglória. Não estamos querendo dizer que não se consiga
fazer a impermeabilização, mas com certeza, seu custo será bem maior, caso já
tivesse sido pensado no projeto. Na realidade não é comum fazer um projeto de
impermeabilização, com raras exceções, principalmente nas obras imobiliárias. Em
muitos casos a impermeabilização nem é cogitada, espera-se que o concreto possa
conter a passagem d’água e se paga para ver. Quando o concreto não segura, o que
se vê é um custo muito alto, e o que é pior, sem previsão orçamentária prevista. Ou
seja, prejuízo sem ter de onde tirar.
Levando em consideração estes argumentos, notamos que existem duas
possibilidades para executar a impermeabilização das estruturas do subsolo:
Primeiro - antes da execução da laje de sub-pressão, poços de elevadores e paredes
de concreto de contenção lateral e segundo - após suas execuções.
Com isso, antes da execução das estruturas de concreto que serão responsáveis pelo
confinamento e estanqueidade do subsolo, deve-se ter a consciência de qual pressão
máxima o lençol freático vai promover em cada estrutura. Estes dados deverão ser
levados em consideração quando da elaboração do cálculo estrutural, evitando o
aparecimento de fissuras, deformações além do previsto e até mesmo a elevação da
laje de subpressão. Outra questão importante é que, normalmente, a laje de
subpressão vai receber posteriormente um “overlay” de concreto simples de
regularização. Às vezes incorpora-se apenas malha de aço para combater a retração
hidráulica do concreto. Caso a regularização seja executada ainda com o
rebaixamento do lençol freático, corre-se o risco da laje de subpressão não ser
estanque e a pressão hidráulica supere o peso próprio do “overlay”. Deste modo
haverá a elevação do revestimento provocando um alto custo para solucionar o
problema. Às vezes também pode ocorrer de se executar o “overlay” com o
rebaixamento liberado, mas, o lençol se encontrar no nível abaixo do máximo,
podendo em um futuro bem próximo, causar os mesmos danos anteriores. Também é
comum proceder a impermeabilização da laje de sub-pressão com argamassa
polimérica que depende diretamente da continuidade de seu filme, espessura da
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película aplicada, da aderência ao substrato, que incide diretamente na preparação da
base, entre outros cuidados. Não estamos querendo dizer com isso que a
impermeabilização por barreira não funcione, e sim, que as variáveis a serem
estudada para que ela não sofra redução da sua eficiência são muito grandes. O que
importante salientar é que: caso a impermeabilização da laje de subsolo falhe, a C
diretamente na laje de regularização é muito mais complicada e onerosa.

Observação importante:

Com a impermeabilização com os cristalizantes tradicionais, após a sua aplicação a


laje fica completamente estanque. À medida que a água atinge sua película,
negativamente, podem ocorrer vazamentos por pontos falhos.
Já com a impermeabilização com PENETRON, logo após a sua aplicação, podem
aparecer manchas com vazamentos, mas, imediatamente começam a se formar
cristais no interior do concreto, que vai debelando o vazamento paulatinamente.

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