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UNIP - “Universidade Paulista”

Jacson da Silva Gregorio UP18220603


Fernanda Borges Pereira Lopes UP18225980
Ana Patrícia Bezerra dos Santos UP18222973
Jéssica Santos Baião UP18122551
Rejane dos Santos Toledo UP18224720
Deivid Pereira dos Santos UP18224719

“GUINDASTE HIDRÁULICO”

GRUPO B

GOIÂNIA

2019
UNIP - UNIVERSIDADE PAULISTA

Atividades Práticas Supervisionadas,

2º e 3° Período de Engenharia Civil

Apresentado na Universidade Paulista.

Orientador: Profº Rui Ferreira da Silva Júnior

GRUPO B

GOIÂNIA

2019
DEDICATÓRIA

А Deus, que nos criou, e foi criativo nesta parte.


Agradeço ао mundo pоr mudar аs coisas,
pоr nunca fazê-las serem dа mesma forma,
pois assim nãоteríamos о qυе pesquisar,
о qυе descobrir е o qυе fazer, pois através
dіstо conseguimos concluir mais
um projeto.
AGRADECIMENTOS

A Deus por ter nos dado saúde е força pаrа superar as dificuldades.
Agradeço à colaboração de todos do grupo de APS.Enfrentamos muitos
desafios, recomeçamos e nos unimos para conseguir entregar esse belo
trabalho feito através da nossa união e compreensão.
“As conquistas dependem 50% de inspiração, criatividade e sonhos, 50% de
disciplina, trabalho árduo e determinação. São duas pernas que devem caminhar
juntas.”

(Augusto Cury)
Resumo

Neste trabalho, foi desenvolvido um guindaste hidráulico em uma escala


relativamente menor. Utilizando mangueiras e seringas, cumprindo assim as
especificações transmitidas pelo corpo docente, seguindo o conceito de
hidráulica.

Palavras-chave: Guindaste hidráulico, seringas.


Objetivo

Projetar e construir um guindaste hidráulico com seringas, que permita o


levantamento e transporte de uma massa padrão para posições
pré-estabelecidas.
Esta atividade proporciona aos alunos conhecer de forma prática os conteúdos
estudados no semestre corrente e semestres anteriores, integrando as disciplinas de
Fenômenos de Transporte (onde foi estudado conteúdos de equilíbrio hidráulico), e
Cinemática dos Sólidos (onde foi estudado movimentos de translação e rotação em
torno de eixo fixo).
LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Sumário
DEDICATÓRIA ........................................................................................................................3
AGRADECIMENTOS...............................................................................................................4
Resumo ........................................................................................................................ 6
Objetivo ........................................................................................................................ 7
1. Introdução ................................................................................................................. 9
1.1 Hidrodinâmica .................................................................................................... 11
1.2 Princípio de Pascal ............................................................................................. 11
1.3 Cálculos utilizados ............................................................................................. 14
2. Construção do Guindaste ........................................................................................ 15
2.1 Funcionamento do Guindaste............................................................................. 15
3. Eletroímã ................................................................................................................. 16
3.1 Funcionamento do Eletroímã .............................................................................. 17
3.2 O que é um eletroímã ......................................................................................... 17
4. Desenho Técnico .................................................................................................... 18
5.Tabela de Gastos e Materiais utilizados .................................................................... 19
6. Resultados dos Testes Preliminares ........................................................................ 20
Conclusão................................................................................................................... 21
Bibliografia .................................................................................................................. 22
Imagens: ................................................................................................................. 22
1. Introdução

Pesquisa sobre Guindaste Hidráulico

Os guindastes hidráulicos possuem uma construção bem simples, mas


podem executar tarefas difíceis que de outra forma pareceriam impossíveis. Em
questão de minutos, essas máquinas são capazes de levantar vigas de muitas
toneladas para pontes em autoestradas, equipamento pesado em fábricas ou até
mesmo erguer casas de praia sobre pilastras. Eles também são usados para içar
baleias orca para fora de seus tanques, quando lugares que transfere as baleias
para outro destino.
Ao observar um guindaste em ação é difícil imaginar quanto peso
está levantando, porque trabalha com objetos de várias toneladas com
relativa facilidade. Em geral, um guindaste levanta objetos que tem um
peso equivalente ao seu.
Um guindaste hidráulico é baseado em um conceito simples: a
transmissão de forças de um ponto a outro através de um fluido. A maioria
das máquinas hidráulicas usa algum tipo de fluido incompressível, que se
encontra em sua condição de densidade máxima. O óleo é o fluido
incompressível mais usado para máquinas hidráulicas, incluindo guindastes
hidráulicos. Em um sistema hidráulico simples, quando o pistão empurra o
óleo para baixo, ele transmite toda a força original para outro pistão, que é,
então, acionado para cima.
A maioria dos caminhões-guindaste possui uma lança com várias
seções telescópicas. Um caminhão-guindaste Link-Belt (em inglês) de 63
toneladas, por exemplo, possui uma lança com três seções telescópicas. Esta
lança em particular possui um comprimento de 40 m (127 pés). Algumas
lanças são equipadas com um braço extensor, que é uma estrutura treliçada
conectada na sua extremidade. Em um caminhão-guindaste de 70 toneladas,
o braço extensor é de 20 m (67 pés) de comprimento, dando ao guindaste um
comprimento total de 60 m (194 pés). À medida que a carga é alçada, as
seções se estendem para atingir a altura desejada.
Linhas de cabos de aço reforçados correm de um carretel bem atrás da
cabine de comando do operador, estendendo-se por sobre a lança e o braço
extensor. Cada cabo é capaz de sustentar uma carga máxima de 6,350 Kg (14
mil libras).
Assim sendo, um caminhão hidráulico de 70 toneladas pode usar até 10
linhas de cabos de aço para um total de 70 toneladas. As linhas correm pela
lança e braço extensor e são presas a uma bola de metal de 129 kg (285
libras), que mantém as linhas esticadas quando não há carga presa no gancho.
Caminhões-guindaste são usados para elevar cargas pesadas a
grandes alturas. É importante que o caminhão esteja completamente estável
durante a operação de içamento. Os pneus não oferecem a estabilidade
necessária, portanto, o caminhão utiliza suportes que agem para evitar que o
guindaste não incline para um lado ou para o outro. Os suportes usam
dispositivos hidráulicos para levantar do chão todo o caminhão, inclusive os
pneus. Eles são compostos pelas vigas, que são as pernas do suporte e as
sapatas, que são os pés. Às vezes, são colocados calços embaixo das
sapatas para dissipar a força do guindaste e da carga contra o concreto ou
pavimento. Estes são geralmente tábuas de madeira, alinhadas para criar uma
base maior que a própria sapata.
Os suportes são somente um mecanismo usado para equilibrar o
guindaste durante a operação. Existem também contrapesos destacáveis que
são colocados na traseira do guindaste, na parte de baixo da cabine de
comando. Estes contrapesos evitam que ele tombe para a frente durante o
trabalho. A quantidade de contrapeso necessário para um alçamento em
particular é determinado pelo peso da carga, o raio da lança e seu ângulo
durante a operação. Depois eles são removidos para que o caminhão possa se
locomover.
Os caminhões-guindaste
fornecem força bruta para mover objetos,
máquinas e até grandes animais, que do
contrário seria muito difícil deslocar.
Usando princípios hidráulicos muito
simples, estas máquinas movem
toneladas com relativa facilidade,
tornando-as essenciais para a maioria
dos projetos de construção e um grande
exemplo do poder da física básica.
1.1 Hidrodinâmica

Em física, hidrodinâmica (ou dinâmica de fluídos) é uma sub-disciplina de


mecânica dos fluídos que lida com a ciência de fluxo de fluído. Tem várias
especialidades em si, incluindo a aerodinâmica (o estudo do ar e outros gases em
movimento) e hidráulica (o estudo dos líquidos em movimento).
Dinâmica de fluídos tem uma vasta gama de aplicações, incluindo o cálculo das
forças e momentos nas aeronaves, a determinação da taxa de fluxo de massa de
petróleo através de gasodutos, a previsão de condições meteorológicas, a
compreensão de nebulosas no espaço interestelar, modelagem de detonação de
armas de fissão. Alguns de seus princípios são ainda
utilizados em engenharia de tráfego, onde o tráfego é tratado como um fluído contínuo.
Dinâmica de fluídos oferece uma estrutura sistemática subjacente a estas
disciplinas práticas, que abrange as leis empíricas e semi-empíricos, a partir de
medição de vazão e utilizados para resolver problemas práticos. A solução para um
problema de dinâmica de fluídos normalmente consiste em calcular várias
propriedades do fluído, tais como velocidade, pressão, densidade e temperatura, como
as funções do tempo e espaço.

1.2 Princípio de Pascal

Blaise Pascal (1623-1662) foi um físico, filósofo e matemático francês de curta


existência, que como filósofo e místico teve uma das afirmações mais pronunciadas
pela humanidade nos séculos posteriores: “O coração tem razões que a própria razão
desconhece”. Como físico, em um de seus estudos, esclareceu o princípio
barométrico, a prensa hidráulica e a transmissibilidade das pressões.
O Princípio de Pascal, ou Lei de Pascal, que se emprega aos elevadores
hidráulicos de postos de combustíveis e aos freios hidráulicos, estabelece que a
alteração de pressão produzida num fluído em equilíbrio transmite-se integralmente a
todos os pontos do líquido e às paredes do recipiente.
A diferença de pressão devida a uma diferença na elevação de uma coluna de
fluído é dada por:
ΔP = pg(Δh)

Onde, usando o Sistema Internacional de unidades:

 “ΔP” é a pressão hidrostática (em pascal), ou a diferença de pressão entre


dois pontos da coluna de fluído, devido ao peso do fluído;
 “p” é a densidade do fluído (em quilogramas por metro cúbico);
 “g” é aceleração da gravidade da Terra ao nível do mar (em metros por
segundo ao quadrado);
 “Δh” é a altura do fluído acima (em metros), ou a diferença entre dois pontos
da coluna de fluído.

Consideremos um líquido em equilíbrio colocado em um recipiente. Vamos


supor que as pressões hidrostáticas nos pontos A e B (veja a figura 2) sejam,
respectivamente, 0,2 e 0,5 atm.
Se através de um êmbolo comprimirmos o líquido (F), produzindo uma pressão
de 0,1 atm, todos os pontos do líquido, sofrerão o mesmo acréscimo de pressão.
Portanto os pontos A e B apresentarão pressões de 0,3 atm e 0,6 atm, respectivamente.
Uma aplicação simples deste princípio é a prensa hidráulica. A prensa é um
dispositivo com dois vasos comunicantes, que possui dois êmbolos de diferentes
áreas sobre a superfície do líquido.
Figura 2: Exemplo de Lei de Pascal

As prensas hidráulicas em geral, sistemas multiplicadores de força, são


construídos com base no Princípio de Pascal. Uma aplicação importante é encontrada
nos freios hidráulicos usados em automóveis, caminhões, etc. Quando se exerce uma
força no pedal, produz-se uma pressão que é transmitida integralmente para as rodas
através de um líquido, no caso, o óleo.
A figura seguinte esquematiza uma das aplicações práticas da prensa

Figura 3: Prensa
para carros
hidráulica: o elevador de automóveis usado nos postos de gasolina.
O ar comprimido, empurrando o óleo no tubo estreito, produz um acréscimo de
pressão (D p), que pelo princípio de Pascal, se transmite integralmente para o tubo
largo, onde se encontra o automóvel.
Sendo D p1 = D p2 e lembrando que D p = F/A , escrevemos:

Como A2 > A1 , temos F2 > F1 , ou seja, a intensidade da força é diretamente


proporcional à área do tubo. A prensa hidráulica é uma máquina que multiplica a força
aplicada.
Por outro lado, admitindo-se que não existam perdas na máquina, o trabalho
motor realizado pela força do ar comprimido é igual ao trabalho resistente realizado
pelo peso do automóvel.

Desse modo, os deslocamentos – o do automóvel e o do nível do óleo – são


inversamente proporcionais às áreas dos tubos:

 1 =  2  F1d1 = F2d2

Mas na prensa hidráulica ocorre o seguinte:

Comparando-se com a expressão anterior, obtemos:

Figura 4: Exemplo elevador hidráulico


1.3 Cálculos utilizados

 Fórmula para encontrar a área da seringa (área do cilindro):

Ac = (2π.r²).h a) Área seringa 20ml


Diâmetro = 24mm = 2,40cm
A = Área Altura = 100mm = 10,00cm
r = raio A = (2 . 3,1415 . 1,2²) . 10
h = altura A = 90,48cm³

 Fórmula da Pressão :
Obs.: Para a determinação da pressão será utilizada uma força “F” hipotética de 10N aplicada
em cada seringa menor.

P=F/A

P = Pressão (Pa) a) Para seringa de 20ml


F = Força (N) P = 10 / 90,48
A = Área (cm³) P = 0,111 Pa

 Fórmula de Força:

F=A.P
a) Força da seringa de 20ml
F = Força resultante na seringa maior F = 90,48 . 0,111
A = Área da seringa maior F = 10,04N
P = Pressão resultante na seringa menor
2. Construção do Guindaste

Para construção do Guindaste Hidráulico, primeiramente foi pego as seringas e


testado para ver como seria o funcionamento hidráulico. Em seguida foram coletadas
as medidas do projeto para medir o tamanho dos braços mecânicos. Ao montar os
braços com o eletroímã, foi calculado o peso do braço principal. Colocamos um contra
peso ao contrário do eletroímã para balancear e para o braço não subir ou descer
sozinho (assim como é realizado nos guindastes em tamanho real quando exercem
grande força para erguer ou movimentar grande peso). Também para ter um melhor
controle hidráulico.

2.1 Funcionamento do Guindaste

O guindaste funciona com 3 seringas que são como pistões hidráulicos, e 3 seringas
que são os comandos hidráulicos. As seringas que funcionam como pistões
hidráulicos são as seringas A,B e C. A seringa A faz o braço mecânico mover para
cima e para baixo, a seringa B faz o outro braço mecânico esticar ou encolher a haste,
nessa haste está equipada o eletroímã, a última seringa (C) faz o braço mecânico
principal virar para a esquerda e para a direita.
3. Eletroímã

Utilizamos um fio de cobre, onde o envolvemos no corpo de um prego, que


colocamos na ponta da terceira parte do braço, em sua terceira articulação.
Antes de fixarmos o prego envolto pelo fio de cobre, realizamos testes com
pequenos objetos de metais. As duas pontas do fio de cobre, descascamos e
unimos aos polos positivo e negativo de pilhas conectadas.
2.2 Funcionamento do Eletroímã

O eletroímã funciona com 4 pilhas grandes para um melhor desempenho ,e


também para manter a peça içada por mais tempo. Foi instalado um botão de on-off
para energizar e desligar o eletroímã. O suporte das pilhas foi feito com uma
caixinha de madeira.

Quando um solenoide é percorrido por corrente elétrica


cria um campo magnético em seu interior e exterior
apresentando assim uma configuração de campo magnético
semelhante ao de um ímã em forma de barra.
Acrescentando um núcleo de ferro a este solenoide
(bobina) o campo magnético torna-se mais intenso. Criamos,
então, um eletroímã, ou seja, um ímã obtido por meio de
corrente elétrica. A corrente elétrica passando pelas espirais da
bobina gera o campo magnético, o qual faz com que os ímãs
elementares do núcleo de ferro se orientem, imantando-o e,
consequentemente, gerando a propriedade
de atrair outros materiais ferro magnéticos. Observando a figura
abaixo vemos que no eletroímã as linhas de campo entram em
uma extremidade e saem na outra, já no imã, elas entram no polo
sul e saem no polo norte de maneira praticamente igual

2.3 O que é um eletroímã


Os eletroímãs têm muitas aplicações, dentre elas,
podemos destacar: nos motores, nas campainhas, nos
telefones, na indústria de construção naval e
no guindaste eletromagnético.

Figura 12: Guindaste Eletromagnético

4. Desenho Técnico
5. Tabela de Gastos e Materiais utilizados

A tabela abaixo está apresentando o material utilizado para a conclusão do nosso


projeto. Com materiais doados, materiais comprados e materiais de uso pessoal.

Quantidade Material Preço/Unidade Preço Total


1 Tábua de madeira 10x10 R$30,00 R$30,00
3 Madeira + Bloco de Madeira R$15,00 R$15,00
1 4 m de mangueira R$10,00 R$10,00
6 Seringas R$10,00 R$10,00
x Ferragista R$35,50 R$35,50
x Recorte de madeira R$12,00 R$12,00
X Ferragista R$11,00 R$11,00
x Papelaria (papel colorido) R$26,40 R$26,40
6 Seringas novas R$12,00 R$12,00
TOTAL R$ 161,40
6. Resultados dos Testes Preliminares
No teste de movimentação do braço do guindaste, fizemos testes de
sustentação, através da pressão ideal, para equilibrar o braço. Montamos as seringas
com suas respectivas mangueiras e fixamos na madeira base do projeto, colocamos
o eletroimã na ponta da terçeira articulação do guindaste e testamos seus
movimentos. Em seguida colorimos com tinta guache de uso pessoal, para manter
distintos os líquidos de cada movimento.
7. Conclusão
Foi concluído que os objetivos solicitados inicialmente foram cumpridos, visto
que o guindaste encontra-se em perfeito funcionamento. Tal projeto proporcionou
estudo prático das leis físicas estudadas durante o curso que descrevem o
magnetismo, lei das alavancas, pressão, volume entre outros.
Ao desenvolvermos o projeto, o conceito de trabalho em equipe foi aprimorado
e enriquecido de forma que as atividades foram subdivididas e executadas de modo
uniforme por todos os integrantes. Nada teria sido realizado sem o esforço de cada
um, juntos pesquisamos, pensamos e desenvolvemos esse projeto. Crescemos como
estudantes e companheiros. Agradecemos a nossa universidade e orientador, por nos
presentear com esse trabalho.
Bibliografia
http://ciencia.hsw.uol.com.br/guindastes-hidraulicos.htm

http://pt.cyclopaedia.net/wiki/Dinamica-de-fluidos

http://www.brasilescola.com/fisica/principio-de-pascal.htm

http://www.academia.edu/8380065/Guindaste_Hidr%C3%A1ulico

Imagens:

• Arquivo Pessoal
• www.google.com.br

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