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GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO

SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA


UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE CÁCERES “JANE VANINI”
DEPARTAMENTO DE DIREITO
DOCENTE: CARLOS ALBERTO REYES MALDONADO

BRUNO DE JESUS BARROS

TRABALHO DE FILOSOFIA DO DIREITO (AS RELAÇÕES DO ESTADO NOS


VINCULOS AFETIVOS ENTRE HOMEM E MULHER)

CÁCERES-MT
2015
COMO É A RELAÇÃO DO ESTADO NOS VINCULOS AFETIVOS ENTRE O HOMEM
E A MULHER?

É interessante analisar a interferência do estado em nossas vidas. Quando


acordamos até dormirmos. Estamos sendo influenciados por uma força de coerção, e
nada menos diferente do que nos vínculos amorosos e nos relacionamentos
familiares. A família é a base da sociedade, de acordo com o art. 226 da Constituição
Federal de 1988, ela tem total proteção do estado, o que garante seu controle e
segurança. Pois bem, em alguns países, inclusive no Brasil, o estado exerce um
controle até certo ponto, “exagerado”, entre o homem e a mulher. Um exemplo bem
simples, é o caso da China, o controle de natalidade que ficou conhecido como
“política do filho único”, um fato que gerou muita polêmica em todo o mundo.

Desde os primórdios da sociedade, o estado sempre exerceu seu poder nos


relacionamentos, evidentemente, sua atuação, com o passar dos tempos e com o
surgimento de novas culturas, foi tornando-se mais complexo. Enfim, a sociedade foi
se amoldando até o sistema atual. Nas sociedades primitivas, as mulheres tinham
poucos direitos dentro do relacionamento, porém, como por exemplo, no direito de
família no código de Hammurabi, dá-se a notar, no entanto, uma inovação no direito,
pois o mesmo foi o pioneiro a dar características jurídicas à mulher, prescrevendo os
direitos aos bens após o casamento civil, como é elucidado no livro Fundamentos de
História do Direito de Antonio Carlos Woalkmer, no capítulo que trata sobre o direito
na Mesopotâmia e no Egito, “É prevista a possibilidade de repúdio da mulher pelo
marido, mas a recíproca é igualmente verdadeira: a mulher pode alegar má conduta
do marido e propor ação para retomar a sua família originária, levando de volta o seu
patrimônio” (Wolkmer, Antonio, 2008).

Se procurar a definição de casamento, pode-se conceituá-lo como um


contrato entre o estado e duas pessoas com o objetivo de constituir família. Ou seja,
nesta ideia, o casamento, nada menos é um contrato em que o governo estabelece
com o casal para regulamentar esta relação. Portanto, a partir de agora, pode-se
chamar o casamento como um contrato.

São vários os projetos e as leis que prescrevem estes vínculos. Foi a partir
das relações afetivas que surgiram leis como a Maria da Penha, (para evitar e
sancionar atos de agressões contra a mulher), também uma lei que é completamente
polêmica, a Lei da Palmada, que impede os pais de cometerem agressões físicas nos
filhos. Até que ponto o estado pode exercer seu poder dentro da família? Pois bem,
no caso da Lei da Palmada, alguns filósofos como Luiz Felipe Pondé, em uma
entrevista especifica à TV Justiça, defende a ideia de que a Lei da Palmada seria uma
lei fascista, um “fascismo do bem”, o mesmo diz que a lei faz com que o estado, que
acha que deve se meter nas relações de pais e filhos, desarticula os relacionamentos
familiares, diante disso, passa a interferir de maneira exagerada nas relações
privadas, ultrapassando um limite da liberdade pessoal, pois a educação familiar deve
ser surgida dos pais e não do estado.

São várias as discussões sobre a interferência do estado na família. Nessa


lógica, não pode limitar-se aos exemplos como esses, pois o assunto é mais amplo.
Ademais, deve-se ter em conta que vimemos sob influência de um estado “pré-
fascista”, que tenta impor seus preceitos além dos limites de liberdades pessoais. Por
outro lado, no caso dos relacionamentos, não deve-se descartar a importância do
estado na regulação desses vínculos, até porque ele é crucial em estabelecer os
direito “equipotentes” entre o homem e a mulher, até o ponto em que se passa dos
limites. Portanto, o estado deve regulamentar estas relações, porém, até um certo
ponto em que não se passa dos limites privados.