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Eng.

MARCO STIPKOVIC FILHO


PIoL Ph:no do DcplO . de J\kcinlc~ da
1-:5<:01.1 d~ Engenharia Mauá
Prol: Tllul;tr Ol' Elemenlo~ lIc Máquina' do
E~~ola de Eng.:nharaJ ~Lckenzlc
ProL Regl:nle d~ MáqUinas Op('rulrizc~ da
Facu ldade L1~ Engenharia F ..\.r\.P.
Prol'. Tilul~r de Projtdl1 L1c J\!;iquin,l' .lil
l~uld3d.: de Tc(nologia de São Paulo (FATt:C)

ENGRENAGENS

GEOMETRIA
DIMENSIONAMENTO
CONTROLE
GERAÇÃO

NEW-YORK ·sr.
LOUIS ·SAN FRANCISCO • , ,..
sÃo PAULO
RIO DE JANEIRO AUCKLANO·BOGOTA·DÜSSELDORF'JOHANNESBURG ~~ A
C':"",e
BELO HORIZONTE
PORTO ALEGRE

RECIFE
I<UALA LUMPUR· LONDON ·MADRID .,...E:l(lCO

MONTREAL 'NEW DELHI .PANAMÁ ·PARIS


SINGAPORE ·SYDNEY ·lOKYO -TORONTO
ITn

Copylight © 1973 da Editora McGra\\-HIIJ do !lram. Ltda.

Nenhuma parte de~11l publi':i1ção poderá ..er rcprodulldll. guardada


Prefácio

pelo sutema "retrieval" Oll trlln,mluda de qUillque r modo ou por


qualqucr outro meIo. ~eja l'stc eletrôllIco. mccànico. de !otoCÓplll.
de grav:I.\ão,ou outros, sem prévia ilutonz.ação por escrito d.a Editora. A realização deste trabalho teve como objetivo maior dar
atendImento técnico e didático ao estudo especifico das engrenagens
e suas apltcações.
Originou-se de experiencl3S vivIdas no âmbito do magistério. no
desenvolvimento profJSS.ionaJ ligado aos projetos de sistemas engrenados
e apoiado em obras de autores consagrados citados bibliograficamente.
Longe de caracterizar-se como um tratado sobre a matéria, tem
modesta pretensão de contribUir na fonnação. em nlvel técnico-superior
dos estudantes de engenharia e de escolas técnicas, auxUíando-os, até
mesmo, em suas futuras atividades prolissionais.
Aborda, em linhas gerais, problemas relativos a geometria do
engrenamento, aspectos de seu d.tmensionamento, J tecnologia de sua
geração e os recursos utilizados em seu controle.
Finalmente tomo extensivo meus agradecimentos a todos que,
direta ou indiretamente, contriburram para concretização desta obra.

o AUTOR

1977

Todos os direitos pora Ifngua portuguesa resl'n'ados pl'la


EDITORA McGRAW-HILL DO BRASIL, LTDA.
Rua Tabapuã. 110S Av. Paulo de Frontin. 679
SÃO PAULO RIO DE lANElRO
ESTADO DE SÁO PAULO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

\v. Bernardo Monteiro. 447 Av. Alberlo Rins. 32S s/29


BELO HORIZONTE PORTO ALEGRE
MINAS GERAIS RIO GRANDE DO SUL
Av. João de Barros. 1.750 til I
RECIFE
PERNAMBUCO

Impresso no Br~i1

Prinfl'd in BrClzil
Sumário

CAP JTULO I

Conceitos Básicos ..... . . .... . . .. . .... .. .. ... . .. .. . .. 1

I . Ti pos de Transmissões engrenadas . . ......... . ..... .. ... .. I

2. Lei do Engrenamento . . . . ..... . . . .. . .. .. . .... . ... •. . . I

3. Linha de Engrenamento . .. . . . . . . ......•.. ••.. •. •..••.. 3

CAPfTULO 11

Engrenagens CiHndricas de Dentes Retos . . . . .... . .......... 7

1. Características geométricas ( Formulário) .. . . .. . . ..... . ... .. 7

2. Correção de engrenagens . . . . . .. ... . . . . . . . .. .. . • . • • •.. 9

3. Grau de recobrimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . • . . . . . . • •• . • 12

4. Forças no engrenamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15

5. Distribuição dos esforços do engrenamento sobre eixos e mancais . . 17

6. Dimensionamento Engrenagens cil índricas de dentes retos 21

6.1 - Dimensionamento pelo critério de pressão . .. . . . . . . . . . . .. 22

6.2 - DImensionamento pelo criténo de resistência .. ... ....... 26

7. Módulos normalizados . .• . , .•. . . . . . . •. 31

CAPfTU LO 1\ \
Engrenagens Cilíndricas de Dentes delicoidais . . . . . ... . . . ... . . 32

I. Caracterisl1cas geométncas (Formulário) • . .. .. .. .. .. .... •... 32

2. Numero Z/I de dentes tomados na normal •. •• . . . •.•••.. . ••.• 34

3. Grau de recobrimenLo . . . . • . . . • . .. .. . .. . . •• .... .• . .. . . 3S


4. Esforços no engrenamenLo (Engrenagens cilíndricas helicoidais) . . . • . 37

5 Distribuição dos esforços do engrenrunento sobre elXOS e mancais . . . 39

6. Dimensionamento de engrenagens cilinuricas helicoidais. . . . . . . . .. 40

6. 1 - Critério de pressão ..... . .' . . . . . . . . .. . . . . . .... . . . 41

6.2 - Critério de resistência . . . • . . . • . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 41

CAPJTULO IV

Engrenagens Cônicas de Dentes Retos •• ....... • ... .. .•... . , 43

1. Características geométricas I,Formulário) ... . . .•• . . . • .. • . . . .. 43

2. Forças no engrcnamen ro •... . , . . . • • . • . . . . • • • . . . . . . . . . .. 48

3. Distribuic;ão de esforços sobre eixos e mancais . .• . . . . . . . • . . . •. 49

4. Dimensionamento das engrenagens cônicas de dentes reios , ... . . •. 5I

4, J - Critério de pressão • . . . •••. . . . . , .. . .. .... .•.. . .. 51

.1 - Critério de resistência . .. .. .. •. . ....•. ... • ... . .... , 51

CAPrTUlO v
CAPrTUlO VII

Trammissào Curoa- Parafuso Sem Fim ... .. .. . ..•....•..... 53


Geração de Engrenagens . . . ... . . . . .•.. . .. . . ... .. . ...... 113

I . Cnracteristicas geométricas (Formulário) ... . . . . .. .. . ....... . 53


I . Corte do dente com fresa de forma .. .. ..... . ...........•.. 113

~. Grau de recobrimento médio d0 engrenamcnto cOroa sem fim ..• 55


2. Corte ue dentes por geraçãll ..... , ..... ... . .•.••..••.••• 114

3. Número minimo de dentes ..... . .. . . . . . . ....•.. . ... . . .. 56


.3 . Engrenagem de den tes rc tos . . ..•... . ... . .. .. .. . . . .. . . . .. 117

4. Correção ue dentes .............. . . . . ..•. . •.. . . .. . . . .. 5ó


4 . Engrenagem dlindrica helicoidal (Fellows) . . , .. .. .. . . .. , . .. . . I~O

5. Esforços no engrenamento coroa sem lim ... . ...••. . . . . " . . . 57


5 Geração com cremai hei ra de corte (Maag) . . .. . .. "" ' . . ... . • . 121

h. Distribuição dos esforços sobre os mancais c eiXLlS ..•..• 58


6 . i\ Cremalheira de corte , . . . . . .. . .. .. . . .. . 1~3

7. Oimeusionamento ue engrenamenlO coroa·sem fi m , .... . .. .. . 59


7 Geraçâu com sem·l1m cortador ou caracol de corte .. . . , . .. . •.. . 127

7. 1 - Determinação do torque no eixo do parafuso sem fim ..•. 59


~ . Características do cortador caracol. . .... . • .. ... . . .. . 128

7.:!. - Estabelecimento ua relação dc multiplicação ..... . 60


9. Geração de coroas parJ trabalho acoplado com roscas sem-fim . .. ,. 132

7.3 - Fixaçãu do número de entradas do parafuso se m fi m .. .. , , . 60


9 . 1 - Filetes Irapezoldms .. . , .... . . .. . .. . . . ..• ... 132

7.4 - Definição do número de uCnles para a coroa , . . ..... . 60


9 . ~ - Ftlelcs gerados por um tronco de cone de revolução .. . . , ..• 133

7.5 - Fixação da disLância entre centros .. .. , ' ,. . ,,. ,. . , 60


9.3 - f-i1eles de superncies helicoidaIS desenvolvidas (Helicóide) .•... 133

7.6 - SeJcçãl) UOS materÍ3is para corOa e sem fim ..•. . . " . . . . . 61
9.3.1 . - Com avanço radial . . . , . . .. . • , . . . . .... . 134

7.7 - Fix.açàQ da tells:Jo ou pressão de contato ....•. . . ... , . . . 6~ 9 .3.2 , - Com avanço tilngenclal . ' . . . • . .. . • ' . .. , . .. . . . 135

7.8 - Fixação de caracterisllcas búsicas do sem fim . , . , . .. . " . . . 63

7.9 - Determinação do rendimenlll par coroa-scm fim •.. . , . . .. . 64

. 10 - Determinação da veloCIdade peri rérlca da coroa .. ' , . , . " " . . 65

7. 11 - Determina~'ão da velocidade de deslizamento entre

coroa-sem Iim .••...........•.......•...... . ... 65

7. 12 - Verificação dJ corou ,:i Resistencia ......... . " . . .... ,. {)b

. 13 - Cálculo da superfície de troca de éal or ou de refrigeração

ôo par coro:j·sem fim (Redut ores de velocidade) ........ . 66

8. ExercíCIOS de aplicação ... , ...... , .••.......••. . , . . .. . . 68

8. 1 - Engrenagens cil índricas retas ............. . . ........ . 68

8.2 - Eugrcnagem ctlíndrica helicoidal ... _ . •.•..• . . , . • . . .. .. 71

8.3 - Engrenagens cônicas de dentes retos •...... . ••..•.. . •.. 7-+


8.4 - Transmissão coroa parafuso .sem 11m . . ................ . 76

CÃprTULO VI

Controle de Engrenagens , . . . . . . . . . . . . . . . . _ . . . , . . . . . . . . . 81

I . COlIsíderações sobre o controle das engrenagens .....•..••.••.. 81

1.1 - Câlibrc de duplo cursor para engrenagens .• . ' .......... 81

1.2 - A evolvente de circulo •.....•.•...•.•. . .........•. 84

1.3 - Micrômetro de discos para medida It' .. . . . .. . ....•.•..• 88

IA - Determinação d:l medida cOlda (IV) para a engrenagem cilíndrica


ue dentes relos ..........•........•.... . ..•. , ... 00
1.5 - Detenninação da medidil 11' para engrenagens cil indricas com

dentes helicoidais . .. ... . ..• , . , • • . . . • • . . • . • • • . . • .. 9

2. Controle de engrenagem cilindrica através de roletes calibrados . . • •. 101

2. 1 - Controle da rouü cilíndrica com dentes retos no lado externo;


perfil a evolvente com número par de dentes e com dois coletes .. 10 t
2.2 - Control\! de engrenagem cil índrica de dentes relOS ex lern:llllen te !

com número ímpa.r de denlt!s e com dOIS roletes •...• . . . .. 1O-t


2.3 - Controle da engrenugem cil indricu com dentes retos externamellte

com número ímpar de L1ellles e com lrés roletes . •...•. , 105

2.4 - Controle de engrenagem cíl imlrica com dentes re lOS in ternos com
números par de den tes e com dOIS roletes .••. . ....•. , ... t 05
2.5 - Controle de engrenagem cilíndrica de dentes retos internos com

número ímpar de den tcs e com dois ruletcs •••.•••.. . . . _ . 107

~ . 6 - Controle de engrenagem cllindrica com dentes hc:licoidais exter­

narmeme. com número par ue dentes e com dOIS roletes . . . . .. 107

2.7 - Controle da engrenagem cilíndrica com dentes helicoidais exter­

namente com nÚmerí) ímpar de uentes e com dois roleles . . . .. 110

3. Medida do p3SS0 • • • • • • • • • • • • • • , . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . lia


3. 1 - .'\ parelho de medi'ião meC:llllc;J ..•••.••. .' . . . . • • . . • • • .• 1 10

CAPíTULO I

CONCEITOS BÁSICOS

.1 - TlPOS DE TRANSMISSÕES ENGRENADAS:

Quando se pretende fixar num projeto de transmissão engrenada um


detenninado tipo de engrenamento, entre as diferentes formas COnstrutivWi exis­
tentes, é necessário que se considere claramente as condições de funcionamento,
a adequação da melhor disposição construtiva e, ainda avaliar seu custo aproxi­
mado comparando-o a priori, com outras possíveis soluções.
A pnmeua distinção que se pode fazer é relativa ao posicionamento
de seus eixos, ass.im sendo. temos:
engrenagens com eixos paralelos.

- engrenagens com elXOS que se cortam.

- engrenagens com eixos que se cruzam.

Cada qual, naturalmente, atenderá determinadas faixas de potênctas, de


velocidades e relações de multiplicação.
Os quadros representados por (I), (11) e (UI) nos orientarão mais clara·
mente sobre os diferentes tipos existentes.

2 - LEI DO ENGRENAMENTO:

A relação das velocidades angulares w. e W2 das rodas L e 2 é chama­


da de relação de multiplicação. e expressa por:

W. /I.
"'~ = 17l

Onde, n. c nl são respeclivamente as rotações dos eixos da roda 1 e 2.


Essas rodas dentadàs giram em torno dos centros O. e O2 • de tal for­
ma que seus flancos se tocam continuadamente (ver figo 1).
A roda dentada 1 gira com velocidade angular Wl e, no ponto de con­
tato B dos flancos, transfere à roda dentada 2 uma velocidade angular instan­
tãnea W2
2
Cap. lJ Co nceilos básicos 3
ENGRENAGENS [Cap. l

Por semelhança de triângulos. temos:


Fig. 1

o, /.'
~1:_
q"./ ': \ "
.~ _
,r//
; --
,
r2
__ . O2
'I == 81g2
r;: '

"l~"./ ~ , fi
.:.2.---- -;:==::::­
><.,/
concluindo-se, portanto que: A relação de ' multiplicação I pode ser expressa por:

,7 / / '-·.. . w2 i = ~ =
'-'2
.!!.L
fll
= !2.
'I
= g2
gl

Assim. sendo. a lez do engrellamento poderá ser enunciada da seguinte forma.

DWlS curvas quaisquer podem ser admitidas como flancos de dentes.


sempre que a 1I0rmal comum NN às cun'as em um panca de contato qualquer
RELAÇÕES DE VELOCIDADE
(8J, paw! <.'orztinuadamenre por C. chamado de pala e que diJoide o segmento
CHAJ\lIANDO DE 17 a tangente comum aos flancos no ponto 8. NN OI e O2 na relação im'ersa das velocidades QnguLares.
a normal comum também em 8 e. respectivamente QI e Ql as distâncias de 8
li OI e O2 e gl e g2 as normais a Nfl desde OI e O,. a velocidade instantânea
das rodas dcntad1l.'l I e 2 em B será: (3)- UNHA DE ENGRENAMENTO
VI = '-'I • ~I Auxiliado pela lei do engrenamento, pode-se afmnar que. um ponto
e qualquer do flan co de um determinado dente (E I ), entrará em contato com
um outro ponto (E-z) do outro flanco (contra flanco), quando a noonal comum
V2 = w, . Q2
a esses flancos passar por C (fig. 2)

Projetando-as nas direções da tangente e normal comuns, teremos: A linha de engrenamento é o "lugar geométrico de todos os pontos
de engrenamento de um par de flancos em contato",
CI 81
e
C2 g, De acordo com essa afirmação é possível. dado um dos flancos e mais
VI =1'; V, =1;" os círculos primitivos I e 2, construir geometricamente por sucessão de pontos
a linha de engrenamento e o contra flanco (2), como ilustra a figo 2,
Sendo admitido que as codas dentadas se tocam continuadamente, de­
ve-se fazer CI == C2 ; portanto:

V 1gl- -- '" 281


­
~I Ql

"tf10
.' t."CI"'~
ou ainda:
,-\,,\l~
n g,

ou seja:
WI
81
QI ~ = W2 "2 Q2
- "'-,
,lia' oJ. fl -"""
"""
111
,,11'4 ".
J

'-'Igl = W2g1, 'l.cu~,(·r"C':


,,1"" t'''·
de onde:

I
w.1 , e g1
'-'l gl ríg.2
DESIGNAÇÃO
DESENHO POSiÇÃO
DE EIXO OBSERVAÇÕES

DENTES RETOS
PARALELOS

Podem ser montadas COm Um


ou mais pare engrenados.
A relação de tran:;missão
DENTES
máxima por par não deve
INCU ADOS
e ceder a J : 8.
HELlCOI DAL) PARALELOS Podem transmitir potências
da ordem de 20 000 - 2S 000 CV
Com velocidades tangenciais
de até 150 ~OO m/s.
Apresentam alto rendimento
95- 99%.

CREMALHEIRA
PARALELOS

POSIÇÃO
DESIGNAÇÃO DESENHO .OBSERVAÇÕES
DE EIXO

Utilizada para transmitir


pequenas potências e pequenas
distâncias de centro a centro.
ENGRENAGENS CRUZADOS
CILf DRlCAS
Apresentam rendimentos
próximos das engrenagens
DENTES

cilíndricas helicOIdais e
HEUCOIDAJS

aplicam-se para relação de


multiplicação dE: até 1 : 5

São empregada nos casos oC ~


» li
C .s

de necessidade de cruzamento
de eixos. J:J s:
Atingem relações de O

= .

DENTES RETOS CORTAM-SE


multiplicação até 1 : 6 B
Às vezes são mon Lados no
sistema engrenado com outros
pares de engrenagens cilíndricas
retas.
Para melhorar a capacidade
de carga e ainda o rendimento,
atenuando o problema de
roído, utilizam-se de dentes
DENTES espiraIS ou hipOldais
CORTAM-SE
INCLINADOS (com deslocamemo).
O seu rendimento é comparável
às engrenagens cilíndricas.
DESIGNAÇ-O DESENHO r\nonn" ... ~r\""'"

DESIGNAÇÃO DESENHO OBSERVAÇÕES

São empregados nos casos


de necessidade de cruzamento
de eixo.
DENTEs ALmgem relações de
CORTAM E
CIl ESPIRAIS multiplicação até 1 : 6.
-< As vezes são mon tadas em
~
Z sistemas engrenado com
-O
u outros pares de engrenagens
CIl cilíndricas retas.
Z
tl.I
() Para melhorar a capacidade
O
Z
-< de carga e ainda o rendimento
atenuando o problema de ruído
C
» ~
~
c.:> REVERSOS utilizam-se de dentes espirais
C
~ ~>
zUJ DENTES ou ou hipoidais (com O Cl
f'!1
HIPOlDAIS COM DES· de locamento). :J!
LOCAMENTO O seu rendimento é comparável '"
às engrenagens cilindncas.

Empregam-se para relações


de transmissões, em um só par,
variando de I : 10 até 1 : 100.
Apresentam baixos rendimentos
ENGRENAGENS CRUZADOS variando de 45% até 95%.
COROA / SEM FJM
Podem transnutir potências
até 1000 CV com velocidades
tangenciaj máXimas de
60-70 m/sego aproximadamente.

=
...
g1=!
~
Qo
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8 ENGRENAGENS [Cap. 2 Engrcn.llJ'!II J dlindriCl.ll de dentes ~to '9
Cap. 2)

Denominação Símbolo Fórmula Símbolo F6nnula


Denominação
d dOa _
Número de dentes Z Z =....!L • _ Z2 _ 111
m Relação de transmissão 1- -
Zl
-
do

n2
I
lo
Módulo ·m m=­
11'
ou m =­ d;:0 b
LaIgura do dente

Passo ( 1J)-,. lo = lo lo ::; m • 11' Passo medido na linha le te::; to' cos ao
de engrenamento
- to _ _ E.E2
Espessura no primitivo $0 =$0 So =2 (com f~ de flanco nula) Grau de recobrimento e t:--­
te

Vão entre dentes no


~::;2u lo =2
to
(com r~ de flanco nula) Nota : lndice 1 para pinhão e 2 para engrenagem ou coroa
primitivo

Diâmetro primitivo do do =m·:: ou d _ 2· ao


- OI - (i + I) 2 - CORREÇÃO DE ENGRENAGENS
d +d
Distância entre centros ao a ::; OI °2 jZI +Z2) Nos engrenamentos a evolvente sabemos que o comportamento das en·
° 2 - - -2--' m
cnagens com relação à. variação de centro a centro é insensível.
Altura comum do dente h 11 =. 2m A figuro 2 nos orientará mais claramente no entendimt:oto do que é a
correção. Observa-se pela figura 3 caracterização dos deslocamentos da crema·
lheira geradora do perfil e o reflexo que isto causa na forma geométrica do dent~_ __
Altura da cabeça do dente hk hk =m
o:c' 1 ~ C\-v.J...)
~ra do p6 do dente h, Ir, :: 1,2 • m
'c1.J

Altura do den}e Iv) hz


~

": ::; 2.2 . m


.. ~

Folga da cabeça Sk Sk = 0,2 . fi!

Díámetro externo ou d k = do t 2 • hc ou
da cabeça dk
dk = (z t 2) • I'l

Diâmetro do pé do dente dI di = do - 2 • h
l

Diâmetro de base dg d, ::; 40 • cos ao

Ãngulo de preMão ao 20°

positiva e negatiVII
Cap. 21 Engren.gens cilíndricas de dentes tetos II
10 ENGRENAGENS [Cap. 2

No engrenamento zero ocorre a condição de identidade entre o centro


A anotação pos!Uva (+ x . m) e a negativa (- x • m) detenrunam. res­ a centro te6nco e que vaJe
pectivamente o recuo da ferramenta (cremalheira) e o avanço da mesma. Este
procedimento causará, naturalmente, as formas representadas na figura 2. e tem m(zs + Z2)
vitaJ importância sob o ponto de vista do dimensionamento da engrenagem. ao = 2
Sabemos, outrossim, que existem três possibilidades de engrenamento:
engrenamento Zero
com o centro a centro proposto, admitida folga de flanco nula.
engrenamento Vzero
No engrenamento Vzero ocorre que no par engrenado as duas engrena­
engrenamento V
gens ou engrenagem e pinhão são corrigIdas de taJ forma que, a soma algébric.
das correções é nula. Justificam-se essas correções para atender condições de
projeto e dimensionamento.
No engrenamento 1', o centro a centro calculado não confere com o
CURVA, LltllTE proposto . nesse caso, portanto, haverá necessidade de compensar essa diferença

+1 \y positiva ou negativa corrigmdo-se somente pinhão ou engrenagem ou até mesmo


ambos.
I
I Convém lembrar que existirá uma limitação no vaJor dessa correção em
I
I1 função do número de dentes. Sabemos que, independentemente da existência ou
não da correção, existem limitações geométricas e de geração de perfis que nos
I impõe um número mínimo de dentes para os engrenamentos a evolvente. A$

+ 0, 5
-,I
(
.
m/li
correções poderão alterar essa condição. Observada a figura 3 teremos essa po­
sição aclarada. A figura 3 representa uma curva que delimita a correção mál'Cima
'ti .. -I
C) "l\" 1 (positiva ou negntsva) em função do número de dentes.
\~ 1
...
c;,)o j
I
I I
Será interessante agora que fixemos na forma da tabela n<? 2 envolvi­
~
I 1\
~
C)

I
\ .' mento desse problema
....
... x--+ O
j

.1 .v.
-f
..
'T~'1

C)
\ . Tabela n9 2 -: Fórnudtirio para perjis corrígidos
~ \
...
C)

~
\

Lo,.
Denominação Símbolo Fórmula
\
- 0,':1 \ ., hk
\ Número mínimo de dentes
\
para engrenamento a
Zg == senl- ao 'm
\ Zg
para hk == I . e !lo == :Wo
"\ evolvcntc c;om 0:0= ~Oo
/11

Zg == 17
\
\
.- --~ -J
Número minimo de
=; ~ 5/6 Zg para
-1
dentes pr-.itico
hk =I . UI e !lo -= 20°
z; == 14
Número mínimo de dentes parll Qo == 20°

levantado em conta 0
·nliO
e .\' ::: +OAl m
aspecto da correção z mlI1 = 7
Fh:. 3 F. lor de corrc(ào em funç50 elo numero II ~ \lentel para
com O:n .. 20° -
12 ENGRENAGENS [Cap.
Cap 21 EngrenagellS cilindrlC31 de dente<; ret05 13

Denominação Símbolo Fórmula

Correção

x(l)
±X· m

ou x(2)
± .t" • m

(I) - pinhão
= ± eM

(2) - engrenagem (coroa)


// o,
Fator de correção
para 11" =I .m e ao =20°
x min X - 14 - :
min ---17­

So:= ~o =SO + (2x, In Igao)


lo
para 10 =-:;­
Espessura do dente Só -
:ló = m( t + .' • x . tg ao)
IpJ1.1 rolgôl nula no tlanco)

al < =00 + (x, +X1)·m


Dístâncía entre centros valendo para

corrigida
ai' '1 • XI +x~ ~ 0015
.. "I +:, ~ ,
, fnoml.l VIr-. 870)

Engrenamenlo zero tJ > 14 (- +.,.)


I
(distância entre centros) Z1 > 14 ao := '"I 2 '"2 • m
(ao = :!O0) /

Engrenamento Vzero =\ +=2 =28 (z \ + Zl) _


ao := 2 • til

(distância entre centros)


(ao = 20°) XI + X2 =O

dk. <1 =m(zl


·
+1+2XI ').
Diãmetro externo ou valendo para

da cabeça
tik\< 001­
-., • .\"1+
=, + .;\'1.,;:::
1 , "" , :>
inorma DlN 870)

Novo ângulo de pressão cio


para engrenamenlo V
Q", tOS a", =ã; . cos ao
- - ---- . _. - ----

Fig. 4 - Grau de recobrimento


3 - GRAU DE RECOBRIMENTO

o
grau de recobrimento é o número que detennina quantos pares de
dentes se encontram engrenados simultaneamente. O grau de recobrimento deverá ser sempre maíoT ou igual a um (1),

Com o auxílio da figura 4 será mais fácil relacionar o grau de reco­


brimento peja expressão ; E = E.El ;;;t ]
I~

lsto para não prejudicar a continuidade de moyimento no engrenamento.


Da geometria temos;
[c.p. 2 Cap.21 Engrenagens clJíndlicu de dentes retos 15
14 ENGRENAGENS

Faz-se o desdobramento do grau de recobrunento em duas parcelas re­

*=
y'I~k I.~g.
+ J~k 2 - r2 ' -
Ir.
Qo • sen 0:0
para engrenamento normal
feridas respectIvamente ao pinhão (z.) e à coroa (Z2)

lO • COS 0:0
*=. EC
=__
2 _ Ele
e *=2
j~ ~.---7
+
g,v' KII2 -,.2'
g2
frI
- Q~ • sen O:w te te

e=-'---'------:----"'---------- para engrenamento V.


lO • COS 0:0

Existe, entretanto, o diagrama da figura 5 que nos orienta COm respeito


f == fi + El -J
ao grau de recobrimento no engrenamento normal com 0:0 = 20°.

4 - FORÇAS NO ENGRENAMENTO

No dentado a envolvente, decompondo-se a força ou pressão normal Pn '


EJ(il) c­ cuja direção forma com a tangente às circunferências primitivas o ângulo de
f 1(2)=

\ r.
engrenamento (ângulo de pressão), em duns componentes, uma tangencial Pu e
outra radial Pro passando ambas pelo ponto C~ somente a componente tangencial
lO ç: E,+ '2 Pu transmitirá força, pois que a radial Pr não produzirá rotação alguma.
Utilizar-nos-emos da figura 6 para equacionar as diferentes expressões
'llle relacionam U) C('mpllIlCl1tc~ tlu trall~llll s)ão . aS \'clllciuatles lJngcncia.is. os
2
momentos e n potência transferida.

10
.....
...:'!i
~

4~ t-­
6
E,
5

4 " ~ ,
'~a~ -'. r- Qo _~~ -=-- 1 I ao

3 \
o,,--~­
I / \
2 -IF---+t­
1 9.
1 I I '
I ,/
,--Y~
j---- u--t-~--Tz; ­
0,&0 0,&5 0,10 0.7S qso 0,8S 0,9 O Q9S
l b .1

FítI· 5 - Dingrnma para dClermínaçúo do ,g nu de rc:cobrimento pllra c:ngrenarnc:nlo normal


Fi O i'~ lfjl'\Jio,'J,-, J". ""1'1[,,1)' num p~r ... n~r.:l1 .. d
c:om Il'o "" 2n o
Capo 21 Engrenagcni cUíndTicas de dentes relos
f.NGRI:.-NAGENS [üp. 2

5 - ' DISTRIBUIÇÃO DOS ESFORÇOS DO ENGRENAMENTO SOBRE


Fazen!lo EIXOS E MANCAIS
Pu Corça tangencial em Kp
p, Corça normal (atuando na linha de engrenamelllo) em Kp De acordo com as figuras de 1 li 10 procuraremos em cada caso detrr.
minar o valor da componente IPI) que atuará sobre o eixo .
[l. foreja radial em Kp
rv - potência em CV
rotação em Lp.m.
d · momento torçor em Kp • em
\
...
\
o
,., .........

.,r- - --- ~ . . ...


~
"
velocidade tangencial em m/s
PL,~sPN_~,
".
""". Zl
li diâmetro primitivo em em
a.. ãngulo de pressão
Teremos enquadradas, agora, as seguintes' expressões:

r - Velocidade tangenâl1/ (I')


(r-~; I ~we
1

_\
'0, _ \\\
\ \, I I /
z,'
1,=PN/1
I' = 7r 'do . 11 _ do • 11 . /'
60 X 100 ' -19TO (mjs) (I) ,,/
---------~
Flg. 7 Distribuição ue ~,rorçu' p.lr;, um pilr 111 1.= I
11 - Força rangendo/ (Pu)
Pu a = 0'0 para engrenamento zero

P" =cos a
~ o valor de a será:

P, =Pu . tg a o: = 0:", para engrcnamenlO V

Pu ' 75 ,; N (Kp) ou P =McJ ."- (Kp) (lI)


u do

11I Momellw torçor (Md ) ------- ..... ----- .. -....


, /,,- "',~ " ".
L, ..
p. . p•. ,,__
J
(/t\~. . '~!" ~ - -t'",PN ;'{\
Ma " 7162041- (Kp . em) (1lI)

Z; I C
­ - - - ; !I,.,
:2- ."..
,'' '­ ,I

Relacionando as expressões OI) e (1lI) teremos: \, I I :


" , ---_.,- "
p = 71 620 • N . 2 (Kp) (IV) , :'
1/ ri • do ,. "
------
,
Ao:. três componentes relacionam·se em funçãO do ângulo de pressão ao Pi , " 2P',
por:

p =~ (Kp)
hg. 8 l~ ngrc.n:III1CI110 l i . l2 . 1.) u.Ilnhado\ - .ll '* Zl "'!= 1-,

n COS 00 IV) e [ P, o Pu • ' . . . (Kp) Pl2 = 2 ['u


18 ENGRENAGENS [Cap. 2
Cap. 2J Engrenagens cilíndricas de dentes retos 19

-~----- -- -- - --- .... _- ............


\
---- --" / /" -',,- \

\"

" \ " I \

'/ ' I ! \ 1 )z.


J !.
':
z.\ (
' -- o.
!
., "'P '
,
I

'• , p. > __ ,
,,
/ ,N
''
\ " ,
' ............ --- --- ----
, -~
/
, ',----­
-------

Fig. 11 - F\lorço~ tran\milido$ ao\ mancais com l'ngrenagem em bJlanço.


Fig. 9 - Engrenamento z .. Z2. z] alinhados -
P = O
II * l2. zl "* z3 e Zl = z3
LI

Na figura 10 temos uma dupla redução, isto é, sobre o eixo dois (2)
existem duas engrenagens montadas Z2 e Z3'

z, PL ,

1 ~p.
,,--------- ......... --...'" ,..".-------- -1l~PN.

"
" z, --,,
'~N'
"
r.--­
" ---~ ~ \,

Li
it
( --'
I 'I' \/ I •\
\ Fig. 12 - E~orços tr1Iosmitidos aos mancais com engrenagem entre dois apoios.
\ I
J } z.
,
" I
',----" I I
I

I "I,, I
Em ambos os casos, as componentes PL e PL que atuam respectiva·
, """ I 11
PN1 -" ............ I , ,

--
........... ... ----,;'"

mente sobre os mancais J e II são expressas em função da componente normal

Fig. 10 - Dupla redução (ZI. ll) 1Z3. Z4)


Pn por.
p
LI
=- pri . ,"
e
I I

e p'
LO
p
n ,I
~

Relacionaremos a seguir. para diferentes disposições, a distribuição de Nas figuras 13 e 14 são representadas duas engrenagens montadas sobre
esforços transferidos aos mancais. o eixo. No caso da Ogura 13 uma delas está em balanço e a outra bi-apOlada
e. na figura 14 ambas estão bi-apoiadas.
Na figura 11 e 12, os esforços são detenninados para uma engrenagem
bi.apoiada. respectivameme. em balanço (figura 11), entre apoios (figura 12). Notar·se-á também que as componentes PL I: PL estão projetadas se­
gundo as direções tangencial e radial 1 II
[NC,RfS,\GE:I/S 21 Engrenagens cilíndrica. de dentes retos 21

I
ICap.2 (31"

P I!rv - P'l . 211


PL = PJ - P, :- '1 (A)
Q
J,
---
'1 '2
L~
.----1 ~
~~
.. -~""' 1 I. .1
.______t l
- __ ~,~rr _ "


Pu I . QIV + PU2 ' Q"
PL = P, + P, = (B)
lu li, UI Q

P'I • .Q) ± P'l . QIlI


PUi n' PL = P" ± Pu
~
(e)
11, 'I '2

_ Pu'). ~1Il ± PU, • Q)


PL = Pu ± Pu - Q (D)
Fig.13 L \ 1 'tll~ll\ 11.111'111111.1,,, .111' /1l.1lh.ll' pl" dll~\ "n~"'I1~;!"'I1\ ,'I1m IInw '!c'IJ\ em b;lhanço U2 UI
11 ti

As expressões (A) e tB) são válidas Jl1dlStmLamellte para as liguras 13


e 14. entretanto. para as expressões (C) e (D) obedecem os sinais:
(+) para figura 13
expressão (e)
(- ) para figura 14

e,

(+) para figura )4

expressão (O)
( -) para figura 13

6 - DIMENSIONAMENTO - ENGRENAGENS
oLíNDRIeAS DE DENTES RETOS

o dimensionamento das engrenagens cilíndricas de dentes retos poderá


ser feito por dois pnncipais critérios, o critério de resistência e o critério da
pressão (pitting).
Convém sempre. entretanto. analisar preliminarmente qual o critério de
cálculo e qual o de Ilerificação, isto é. através das características de naturez.a
Flg. 14 bftuço\ IrJII,mllh.l." <tu' maneJa- pur IlUJ~ "llglcllolgen\ hl·apuludu'.
geométricas da engrenagem ou do pinhão pode-se. a priori, determinar qual IJ
critério de cálculo. Nos casos por exemplo. em que o dente apresentar ai to
índice de adelgaçamento do dente no engastamento da coroa é. sem dúvida. in­
São válidas. portanto, as expressões:
teressante f LX ar-se como critério de cálculo o' critério de resistência fazendo-st:
u seguir uma veril1cação pelo critério de pressão.
p
LI
=
"I
rp~
L)
+ p!
LI
e PL ;::; ,,(PI + PI . Em algum casos especiais também. faz-se a veritlcação au crnério de
, u " 1L lIu nscagem. A ri~cagcrn constitui·~e num fenômeno de desgaste do nanc!) do denie
dJSlilllo do que OCOrrC' por prcssiío (pltllllg nu plpocamento) e, deTermlnad.) pelo
DII forma como estão orielltados os esforços, os valores das com n­ tu Ja DCh l.ulaJu lwn de óleo mOlelor n .. COnl:iICl cnlre flancQs dos
les radiais ,c· tangenciais são dados ptlr"
ENGRENAGE.!I;S
ICap. 2 'j p. 21 l·. ngrcnugcn~ cilíndricas dI: "'cnlc\ rCI\)~ 23
22
De Jcordo com a fórmul:l de Hcrtz. a pressão máxima Pnlfu verifica-se
6.1 _ DIMENS10NAMENfO PELO cRrrtRIO DE PRESSÃO
110centro de uma pequena faixa de contato \!l1tre dois cilindros paralelo:; e é
uadu por:
Esse cálculo deverá levar em conta a pressão determmada no contato
entre os flancos dos dentes de duas rodas dentadas engrenadas (I) e (2) e, ain­
, 0.35 . f' \
da, sua duração ou vida expressa em horas efetivas de trabalho.
II;lIa.T b
. 1...,1... + 1 •
~ ' rl - 'l' lKg/ l!m~ I
Para alLxiliar esse estudo vamos nos apoiar na figura L ~ (,), + f:.~~ )

onde:

l'" == esforço normal às superfícies em contato (Kg)

h = largura da supl.'rfícic de contato (cm.!

FI,~ = módulos de elasti\.!idade IKg/cmll

ri ) = mias de curvatura dos cilIndros em contato [em]

Para a aplicação da expressão de Hertz às engrenagens cilíndricas de


dentes retos com traçado a ~~volvente pode-se fazer:

d
P,
ri =-..,- sen ao

e d
r1 = ~2 sen ao

A relação (i) de multiplicação do par engrenado vale :


d
i =J1.
dp ,

Resultará, portanto:

J (...L +.1.) == _ _=---_ fi ~ 1)


2' '1 -'2 d
PI
sen ao I

o sinal (+) para convexidade e (-) para concavidade.


Sabemos ainda que o esforço tangenciaJ (Pu') relaciona-se com o esforço
normal (Prv) através de'

Pu = PN cos ao
A pressão [Po max] que se estabelece para o par engrenado será. por­
, tanto:

POmax
+ i )
0.35
cos ao . sen ao
J Pu . • i
b - dp1
~ I I Kg/cm1 1
1
Fij! I
24 ENGRENAGENS [Capo 2 Op.2] Engrenagel1s cUíndric:u de dentes retos 15

De acordo com estes dados, o esforço noanal (PN) transferível será Para um ãngulo de pressão ao = 20° teremos para diferentes pares en­
expresso por: grenados os segujntes valores de (fJ.

K . b (Kgl valores de UI
P.v = 1(l- + 1-)
T'I r~
pinhão de aço lEl = 2,1 X 10+6 Kg/cm']
1512
Onde lKJ representa o coeficiente teórico de pressão de contato de engrenagem de aço lEI = 2,! X 10+6 Kg/cm 2 1
rodamento.
pinhão de aço [E I = 2,1 X 10+6 Kg/cm 1 ]
1234
, . 1..( _1 +_1_) engrenagem de ferro fundido [E, = 1,05 X 10+6 Kg/cm 1 ]
K = 2,86 Pmax 2 EI E2
pinhão de ferro funclido [E I = J ,05 X 10+6 Kg/ em 1 I
1069
A pressão no ponto C de contato entre os flancos dos dentes valerá~ engrenagem de ferro funclido lEl = ),05 X 10+6 Kg/cm'l

K ---~--­
Pu i ± I
o - cos ao . sen ao b •d . - i- -­ . De outro lado, momento (MIL) = transferido ao eixo da engrenagem (1)
PI

(pinhão] será:
Para ãngulo de pressão ao = 20°:

.J. d
p1
M ""PU - ­
'i 2
3,12 • Pu • i ~ 1 [Kg/cm 1 1

Ko = b •d I
PI sendo Pu = PN • cos ao

Resultará portanto'

Esse valor de Ko deverá ser menor ou igual a pressão admissível

Ko ~ Kadm bct;,1 =2[2 1


M'1 • i~ I [cm3]
P 1(2)adm
Assim sendo:

Ko para lko '" 20°;


P,- 1,.86. "2 ( E, + E, 1 I I)
b . d2. = 6,25 Mil • i j 1 [cm3]
PI K 1(2)adm
Pode-se expressar lanlbém a pressão POmar por:

Po mIU
. =J • ;;; Pl
-~

d . i I~ I [Kg/ em'1
b . u
Sendo:

M'l = 71620 ~ [Kg. em)

onde, Po mar ~ Padnr;ssfll~1 N = potência em [CVl

ti. = rotação do eixo (1) [rpm]

O fator lf] equivalerá a: teremos.

f= I 0.35 bd l = 447.500
N i ± 1
. - .- [cm 3 ]
J ( 1 1 PI K l(21adm tIl I
'2 EI + E) cos 0'0 sen
~ ,
0'0

~-­
26 ENGRENAGENS [Capo 2
o,p. 21 En~n38ens cilíndriC3.5 dI!" dente$ relos 27

3
oproduto 1/1I'P1 I representa exatamente o volume aproximado Icm ]
do pinhão [engrenagem (l)] capaz de transmitir uma potência N{cv). suportando
1
uma pressão KJ ad /li [Kg/cm ] .

Nota: O sinal (-). em [ i ~I 1 ] representa um engrenamento interno.

Analisaremos agora o problema que envolve a duração expressa em hcr


ras de funcionamento em função da pressão admissível no contato e o número
c::
que determina a sucessão dos contatos expresso em milhões de rotações. Q.. ~~.

A pressão admissível [Padm 1 depende da dureza e da duração em mi­


PARAS OtA O( IGUA L JUSI srêNC IA
ll1ões de rotação.

_ 48.1 . HB IKg/cm2 J
Padm = W ll6
.c
2
onde: HH é a dureza brinell [Kg/mrn l.

w = 60 . li • h
1000000
n = r.p.m. s
It = duração ou vida em horas de funcionamento.
/

Da mesma forma :
2 ru rOR
K "" 6800 HB • .!. [...L + _1 I lKg/cm2 ] OlÁ GRAMA
p
aJm - Wll3 2 EI E2 (jb=~
b. S2
Fixado. portanto, O KaJm através dessas mdicações poderemos sempre
estimar a duração expressa em horas de um sistema engrenado.
DIAGRAMA Dl COMPR(SSÃO

<:Til=-2
6.2 - DIMENSIONAMENTO PELO CRIT~RIO DE RESISTrNCIA bs

O esforço normal PN que atua na linha de engrenamento detcrminará


na sccção engastada lAB] do dente na coroa, esforços fletorcs e cortante devido
3 ação da componente l'H. esforços de compressão devido a ação da componente
PR , como mostra a figura (2).
Observar-5e-á pela figura (2) que o esforço PN normal aplJca-se ao vértice
do dente, início do engrenamento, com o propósito de determinar os maiores I·ig . ~

esforços considerados"
A componente PH • por sua vel.. aplica·se no ponto extremo da parábola Da ação desses esfoTl;os na secção AB igual (s • b) onde:
de igual resistência a uma distância lll] do engastamento do dente na coroa b = largura da engrenagem [em]
[secção AB]. e
O esforço cortanle representado por PN sen (' [Kg] será desprezado s = espessura do dente no engastamento [em1
nes~a nnálise. t~remos agindo as seguintes tensõcs;
Capo 2] Engrenagens cillndricas de dentes retos 29
28 ENGRENAGENS [Cap. 2

PH • h . 6 [Kg/cm 2 ] Resultando '


devido PH ~ Flexão ub = b.

I I
S2

devido PR ~ compressão Ud
P
=-,;-:-s
R
[Kg/cm 1 ] a_ <u:mq
De acordo com a figura (2) do lado (B) de tracionamento teremos uma
tensão máxima resultante. Introduz-se ainda um fator de carga fel =0.80 até 1,50.

Esse fator de carga dependerá naturalmente do regimen de utilização da

engrenagem c da incidência de aplicação da carga máxima.


cftuzx(B) -- cb PN • COS fi
- 0d = 6N
P' }I • sen fi

b • s
Para exempltficar tomMemos os seguintes extremos.
b • Sl
e = 0,80 para util.i2.ação e mcidêncla da carga máxJInu continuadamente.
No lado (A) da compressão essa tensão máxima valerá: e =- 1,50 para pouco uso e pequenas incidências de cargas máximas
Portanto:
6PN • h . sen fi PN • cos fi
a == a +o = - + -Ll_--:-_ _

/IIQ.T(A) b d b • S2 b . s

o - Pu' q 2
mwc - b . m . e Kglcm

Sabemos, outrossim, que os materiais em geral comportam-se melhor às


Devendo, sempre ser:
tensões de compressão do que às de tração, pennitindo-nos portanto afirmar que
o início de fissuramento no engastamento, por efeilo de fadiga, dar-se-á do lado
U ~ ub
(B) tracionado. max adm
A tensão máxima poderá assumir o valor:

Os valores correspondentes ao fator de forma [q) para ângulo de preso


Pu . sen fi • 11 • 6 Pu • COS E são ao =:;200 sem correção são apresentados a seguJf.
amax =- b. s'l • cos ao cos ao . b • s
PARA ENGRENAMENTO EXTERNO
Pu
onde : PN e Qo == ângulo de pressão 100 I 00
cosao
2.6 12.45
ou ainda.

Pu_ PARA ENGRENAMENTO INTERNO


a =- __ . (m . sen € • 11 • 6 _ m . cos fi)

ma b. m cos ao . Sl COS CIo • s


n9 de dentes lZ] 00

m = módulo [em] m =~ onde t == passo [em} fator [q) 2.45

Chamaremos de fator de forma [q] os valores de natureza geométrica Os valores do fator de forma [q'J a1teram·se quando a engrenagem for
enquadrados no paréntesis corrjgida.
Os novos valores assumidos pelo fator de forma [q] estão indicados no
m . sen fi • Iz • 6
q = .:..:..::....--==.:..-=-~::--.=;,. 111' "os
"
fi
diagrama abaixo em função da! correções para diferentes números de dentes lZ].
COS CIo • 52 COS CIo • s
.-----­
30 ENGRENAGENS [Cap. 2 Cap. 2] Engrenagens cillndric:as de dentes reto. 31

Concluindo, poderemos agora, equacionar os valores correspondentes à


componente tangencial Pu' o momento torsão Mt e a potência transmitida N
1(2)
a
Pu = -b adm
q - ' b . m ' e [ Kg ]

a b . ' ín ~· e . d
b adm ,.. p 1(2) [Kg!cm]
=-q-' 2

Ub b ' m • e . d • n 1(2)
- -q
N - adm •
- "I
P 1(2)
'71.c"n
(CV)
.

7 - MÓDULOS NORMALIZADOS
Os valores dos módulos [m] dados em mm apresentam-se normalizados
segundo a Norma DIN 780.
Assim sendo, temos:
de m = 0,3 até m = 1,0 mm de 0,1 mm em 0,1 mm
de m = 1,0 até m = 4,0 mm de 0.25 mm em 0.25 rnm
de m = 4.0 até m = 7,0 mm de 0,5 mm em 0.5 mm
de m = 7,0 até m = 16.0 rnm de 1,O mm em 1,0 mm
de m = 16,0 até m = 24,0 mm de 2,0 mm ~m 2,0 mm
de m = 24,0 até m = 45,0 mm de 3,0 mm em 3.0 mm
Flg. 3 de m = 45,0 até m =75,0 mm de 5.0 mm em 5.0 mm
Relativamente às tensões de flexão admissíveis [ub 1 para efeito de
dimensionamento poderão ser obtidas da tabela abaixo. adm Nos países que adotam o sistema inglês de medida define-se o Diametral
Pitch [D p 1 que expressa o número de dentes por polegada do diâmetro primitivo
e, ainda o Circular Pitch [Cp] que expressa o comprimento do passo em pole­
gadas medido sobre a circunferência primitiva.
Desta forma:
MATERIAL Tensão admissível de flexão ab [Kg/cm 1 ]

I
adm

bronze f05foroso 600 - 700 r~D.~25.4


m e
C
p
=~
25,4
ferro fundido cinzento 350 - 450
ferro fundido nodular 550 - 700
Aço fundido 700 - 900
onde m = módulo em mm.

Aços Carbono 1010 - 1020 700 - 900


ABNT 1045 - 10501 850 - 1200
Aços cromo-Niquel 1400 - 2000
ligado 1500 - 2000

teriais sintéticos (RESINAS) 300. - 400


Oap. 3) EngrenllgellJ dlíndricu de dentes hcllcoidlW 33

CAPITULO li'
Denominação Símbolo Fórmula
, do ,/
ENGRENAGENS CILINDRICAS
Número de dentes Z
ms
DE DENTES HELICOIDAIS .
Módulo frontal ou
·m r
tso
- n
= -­
m
o; m . sec (30 /
circunferencial 1r cos (30 n
Módulo nonnal ou ,m tno ,
Módulo do cortador 1T
"

I. CARAcrERÍSTICAS GEOMÉTRICAS (fORMULÃRlO) Passo frontal


, ~º =~o ms • 1T

Passo normal , t"o == tn o mn . 7T


Prl
[so
Espessura do dente frontal Sso == 8so T para folga de flanco nula

tno
Espessura do dente normal Sno =8no T para folga de Oanco nula

tso
Vão entre dentes frontal ~o == 2to 2"" para folga de flanco nula

tno
Vão entre dentes normal ~IIO =2no T para rolgn de flanco nula

2a o
..,,<~'I. .~ C> Diâmetro primitivo ~ do Z • "'$ ou do. = (i + 1)
'··1..
\. ~,
~r~
, ,~~
'Y"''-.,- ~ . . . . . .
~ Ângulo de hélice
.........
130
do
sec(3o = --=
200
.
Z·m" ZI,m n(I+1)

ZI +Z2
Distância entre centros ao , ms
2

Altura da cabeça do dente hfc "k =mn Norms DIN 867 e 862
',,-~
Altura do pé do dente h Ii,= 1,2m" Norma DIN 867 e 862
f
AI "-.
Altura total do dente hz h = 2 2m Norma OtN 867 e 862
z ' n

Fig, I - Engr'mugem cilÍndrica helicoid:ú Folga da cabeça Sk Sk =O,2m n Norma OtN 867 c 862
[Cap. 3
Cap. li f.lIgrenagen5 cilíndricas de dentes helicoidais 35
34
ENGRENAGENS

400 1
111111 1 11111111111111 I 1II I 1111111 I 1 1/1' I
Denominação Símbolo Fórmula
30 O ~*tmW:tt'"'
do + 2 • Iz k == Z . ms 2 mn 2 5O .I:=i~::t:t::-.
Diâmetro externo dk +

Diâmetro do pé do dente d do - 2 h
f f

Diâmetro de base dg do • cos etso

Raio imaginário medido ,n • ' /I ==


'o/cos ~o
'o
'0
cos1 Po
no plano normal
2rn Z

Número de dentes imaginário Zn Z/I ==--==---


mn 3
cos ~o

Ãngulo de pressão normal etno :20° DIN 867


\I 1 1 111111 1 1 1 1 I
tg etno
...'"
I
Ãngulo de pressão frontal et{o tg etso == cos ~o
25

\,
i
Z2
TouToun
dOI "1
Relação de multiplicação ~
I 1 20
I

\
b
111 = 1
3
Largura da engrenagem 15
CO S f30
7
17.

b • tg 130 17!7'1/!
Avanço do dente S
10~
Grau de recobrimento € =L=
b • sen
• 7T
/30 Lr 1 I 1 1 1 1I11111II1111111 ~ I 1 I 1 1 I 11111111 I I!I I
€s (so mn 8 10
frontal J 15 2 O 25 3 O LO 5 O 6 O70 80 90 100 150

Ed:l
- - onde Cs = cso • cos et.o z -
Grau de recobrimento € ISe e
normru Fig. 2

passo frontal

3 -- GRAU DE RECOBRIMENTO
Grau de recobrimento total €-=€+€
Eg g 5

o grau de recobnmento paro um engrenamento com engrenagens cilin­

dricas helicoidais é obtido da composição do grau de recobnrnento le I do den·

tado normal com as medidas do perfil frontal e do grau de recobrimento [e s I

que representa o avanço das linhas representativas dos flancos dos dentes. Re­

2 - NÚMERO Zn DE DENTES TOMADOS NA NORMAL sulta:

Para a obtenção direta do número Z" de dentes, medidos num plano


normal numa circunferência imaginária de raio 'n' uUliza·se do diagrama abaixo
€I( '" e + €Sl
(fig. 2), para diferentes ;ingulos de hélice {jo.
ENGRENAGENS [Cap. 3
Engre",lgcns cilíndricas de dl'ntcs helicoidais 3

36 011" 31
SO
o grau de recobrimento f, obtém-se da relação : f- I--;
T I I I I~;1 .- +.I~rtl~-rrt~~L+44~~~

ll J 1 1 V
_f- i
~~ ~ li I ~

ElE').
f=--=--­
t li
EOIE02
ts
confonne ilustra a figo 3. =
4, _ II I.11'
f--
"(i/I
/ 1~
1. :1.11
lL TI I

I I
I

e O
~
- t, ~/ti-r~~+-~~~/A-~~~/~U
1/

Do outro lado, a obtenção do grau de recobrimento Es pode-se fazer ~


40 ~ s -NTH~+MII~~~
1/ I

com a ajuda do gráfico representado pela figo 4, apresentando-o em função do I I1 J /I I

módulo normal [mil], da 13Igura [b) de engrenagem, para diferentes ângulos de I

hélice ~o. Esses valores podem ser expressos por: , I

3S I I I 1> 1 II I

1-,1

~I -J-~ ~~
I
fi o ..., f
I ,
, • I l/ ;/
= Jr:c I - r2 ' + J1 - r2' - ao sen a f- -\7

I I
E gl 1. g'). - SO I j - ." ~

tSo -cosaSo 30 I ... "


'\o '.I /l
1/1

I ,/ o /
I ~bv~-rÁ~~~~~'~'

I I o V

e , I .,f;) V

e'" 2, I o './
I J 1/ '.I ,'.I ~y o -#-V+-l~~
6:1" I 1/ 7 h,~I7+-+-I
S b·senJ1o Iof;) o
E
s
=-=
t m·rr
7 7 1."/?f--l-l-I--I

So 11

20 I : I '.I / ,

I I I

: I 11 I /,./ I

I './ I I

'1 V I

" f-~ ~~ ~~A/~~~++++++++~~


0,._ _ _ __ 1 7 /./

,/
,O
_ 7 / / / V '", ~~ " b . '.71 ~9 If
t,. mil " -+­
I!I~ ;J'./ I I • I I

\ !)

o 2 3 4 s 6

E, --J:>
/
~: Fig. 4 - Grau d~ rccobruncnlo s€

4 -- ESFORÇOS NO ENGRENAMENTO [Engrenagens cilíndricas helicoidais]

Para as engrenagens cilíndricas helicoidais a componente principal PN


_ _ _ _ _ _ • _ __ _ _ • _ _ _ _ _ _L _
que atua nonnalmente ao flanco do dente decompõe-se em três direções, uma
~
tangencial [Pu 1. uma radial [PR 1 e uma axial (Pa] '
A figura 5 evidencia claramente o relacionamento entre elas e os ângu­
Fig. 3 _. Grau de rccobrim<!nto [e) los de pressão e de hélice, juntamente com outras grandezas geométricas.
38 ENGRENAGENS (Cap. 3 ~p, 3) Eogrenmgcns cíJíndrícas de dentes helicoidab 39

onde: N:= potência em CV lransferida


11 = velocidade perirérica em m/s
ou ainda:
I Md • 2 [kg]
PU:= do

\{(±"
/ ~. _I. -:
onde : Md = momento torçor [kg eml
do :: diâmetro pnmitivo 1em J

ou, P := 7 I 620 . N • 2 lkg]


U n . do
o
a N == potência em CV

17 = número de r.p,m.

A componente axial vale: Po =Pu tg íJo [kg]

Pu . tg ali
e a componente raelial: P
R
:: P
U
tg ao = COS 130
o lkg]

• --- - .. I i 'll'tlD.. • 1--'-'


S - DISTRIBUIÇÃO DOS ESFORÇOS DO ENGRENAMENTO SOBRE

EIXOS E MANCAIS

Para melhor entendimento, vamos tomar um eixo montado com uma


",,/
• engrenagem cilíndrica helicoidal. biapoiado com a' engrenagem situada no 19 ca­
so entre apoios e no 29 caso em balanço. com representações respectivas de
acordo com as figuras 6 e 7.

P,
Fi~. 5 - OhtribulÇâo dos e\(or"os no engrcnamenlo com cilÍndricas heliCOidais
~"P,I.

P" ,

A componente tangencial [PtJ L e responsável pelo torque, relaciona-se


da seguinte forma:

Pu == 75/,' [kgl Fi>! 6 I nl!ro:n'llIl!m cilíndriclI l'llI'" ;IP\l'O~


40 ENGRENAGENS [Cap.3 Cap. 31 Engrenagcn$ cilíndricas de denteJI helicoidais 41

Nas mesmas expressões finais de cálculo ou de verificação, tanto no cri­


tério de pressão como no de resistência, são as mesmas, corrigidas de um fator
que envolve o ângulo de hélice ([30)'
\.1'
p.
Assim sendo, temos:

r­ - ·1
6.1 - CRITÉRIO DE PRESSÃO
P••
r.
_ I ::::::­ ·t·
1_-------------- bd 2 =2 • [2 Mt l i ± 1
'--..­ (cm l )
P~ (2) adm •
PI I
!fJp

ou ainda,

Fig. 7 - Engrenagem cillndrica em balanço


bd 2 = 2 •
PI
r l
7 j 620 • N
• !lI _ oI)
i ± 1
--,­
(cm l )
P 1(2) adm "'p
Dcacordo com as figuras, teremos:

PL = ~ + (PI - P I / onde: b = largura do pinhão (em)


I U R a
dp :: diâmetro primitivo do pinhão (cm)
I .
[ = fator que envolve características elásticas do par

~=~+~±~f
u U · R
N :: potência em (CV)

i :: relação de multiplicação

Pl(2) = pressão admissIvel de contato (kg/cm 2 )

sinal (+) para figo 7 IPp


:: fator de correção de hélice

sinal (-) para figo 8 /lI = rotação pinhão (r.p.m.)

Sendo que os valores respectivos das componentes tangenciais, radiais o fator (lPp ) é dado em função de ~o através da seguinte tabela:
e axiaiS, nos mancais I e U são:

P _ Pu - QU.
I.. - 2 . p
1 -
a
_ Pa "O

~

, P
IR
P
=R

'~n
Q
t.71
45°

e
p _ PU - QI. P _ Pa . 'o PR • 2.
"U - I! un - Q PIlp. =--2 Nestes casos também a pressão admissível de contato (Padm) deverá ser
estabelecida em função das características do material e da vida expressa em horas.

6.2 - CRITÉRIO DE RESlSTÉNCL4.


6 - DIMENSIONAMENTO DE ENGRENAGENS CILINDRICAS HELICOIDAIS

PII • q
a - (kg/cm 2 )
o dimensionamento
cWs engrenagens cilíndricas helicoidais desenvolve-se max - b • mTl • ,e ' !fJ,
de fonna análoga ao das engrenagens cilíndricas de dentes retos.
42 ENGRENAGENS (Cap. 3

Sendo que:
cAPfrULO IV

I °max ~ °adm 1

onde: Pu
= esforço tangenclaJ (kg) ENGRENAGENS CÔNICAS

q == fator de fonna

b == largura do pinhão (cm)

.DE DENTES RETOS

mn = m6dulo normal (cm)

e = fator de carga

'Pr = fator de correção de hélice

1 - CARACTEIÚSTICAS GEOMID'RICAS (Formulário)


Nestes casoS pam a determinação do fator de forma (q), utilizam-se os
mesmos valores das engrenagens cilíndricas de dentes retos, entretanto, deve-se O fonnulário abaixo refere-se às engrenagens cônicas de dentes retos.
tomar como número de dentes, o valor de Utilizar-nos-emos da figo 1 que mostm um par engrenado.

Z
Zn =­ cos J Po Denominação Símbolo Fórmula
I

do,
onde: Z = númerode dentes Número de dentes Z1(2) ZI =m I

~o ==ângulo de hélice
Zn == número de dentes tomados na normal to
Módulo m m =­
fi'
O fator ('Pr) é dado em função de (jo através da segulnte tabela.
d R_lL
'P, 1.36 Módulo médio mm m =...!!l ==~. m 9! O 8 • m
m Z Ra '
~ ~o
Passo to = to to =m· fi'

Espessura lo
no primitivo
5'0 =So So = T IXIm folga de flanco nula

Vão entre os den·


to
tes no primitivo Ia == Qo 110 = 2" com folga de flancn nula

Diâmetro primitivo dOI ('1). dol==m.Z,

Diâmetro dm , == do t-'ll­
- 1/;-,. sen li, e
pómitivo médio dm 1('1)
dm2 = dm I • i

Altura comum
do dente h h=-2·m

Altura da cabeça

~
do dente

hk "Ir = m
44 ENGRENAGENS [c.p. 4 cap. 4] EngrenllFlUi C:Ônica.s de dentes ~tos 45

Denominação Símbolo Fórmula Denominação Símbolo F6rmula

Altura do pé h "'
h =l.l-1.3.m ­ I zel =~ e ze2 ==~
do dente r f Fi
Número de dentes cos 6 1 COS Ó,
equivalentes Zel(2)
para 8 = 90° Z =Z .(~
e2 ti
Altura do dente hz h "; 2,1 - 2,3 • m
Raio primitivo dOI
da engrenagem
Folga na cabeça Sk Sk ==0,1 -0,3· m 'el(2) rei = 2 cos 8 1
equivalen te

dk ==do +2·m·cosli l ==m·(Zl +2cos8 1 ) . Z2


02
/=-:-
d
= - ::;---
sen Ôl
ri}
t 1
Relação de Zt sen 8 1
Diâmetro externo dOI "'2
ou da cabeça d" 1(2) d
k2
:
do,. + 2·m·cos 8 2 =m'(Z2 + 2cos 8 2 )
mul tiplicação
para 8 = 90° -+ i = 19 6 1
para lj := 90° -+ cos 8 2 = sen 6 1

Ângulo de pressão Qo Qo ;: 20° Norma DIN 867


dt;2
Abertura angular
entre eixos
8 6 = 81 + 62
(02

tg 6 2 == sen 6
Z
cos 6 + Z~
Conicidade da 'm2 "
90°, tg 8 2 = ~:
engrenagem relati· 6 1(2)
va ao primeiro para ô = :=. i

e 16 1=6-6 2 1

ôkt == ÓI + k
Conicidade de en·
k =­ h m ./"
grenagem relativa onde tg k:.-
Ô RI) R(1
ao diãmeiro k 1(2)

~
externo
para /) = 90° ..... 19 k == /"
~+Z;
dOI
RI) =2. sen 6 1 _I
Geratriz relativa
ao diâmetro para lj =90° ....
primitivo
Ra
RI) ­ - m • jZ'i +Z~ 4 '-d
- 01' N -4­
'"
" '~. .4...
Geratriz relaLiva R
m
==d
ml
.}1 + P 4
I
6

ao diâmetro pri­ Rm
m.itivo médio para 6 = 90° " .....,;

Largura do dente b b~lR ~8·m


3' ti
- -- -ig. 1
-
z. - - - - - .

...a
a
.. ..
....
<:>
a
Q

/
V

/
48 ENGRENAGENS (Cap.4 c.p. 4] Engre~M cônlcu de dentes retos 49

OBSERVAÇÕES E. ainda temos:

a) E.xistem tabelas que fornecem diretamente os valores da tg 02 ~2


em função direta do conhecunento de Z2 e Z 1 • I Pa = Pu • tg ao • sen Ol(2) (kg)
1(2)
b} É possível também a obtenção dos valores dos números de dentes
eqUivalentes Ze através de diagramas, conhecidos os valores do nÚIDeco (Z)
l
de dentes da en8J,nagem cônica considerada e da abertura angular ou conicidade
P, = Pu • tg CXo • COS Õ1(2) (kg)
Ó 112) como mostra a figo 2. 1(2)

2 - FORÇAS NO ENGRENAMENTO
Para os casos onde o
= 90° a componente axial de uma engrenagem é
Para facilidade da distribuição dos esforços no engrenamento de um par igual à componente radial da outra e vice-versa.
cônico de dentes retos, apoiar-nos-emos na figura 3 onde se destacam claramente
as componenles radiais, axiais e tangenciais.
A componenle nonnal Pn que atua na linha de engrenamento decom­
pôe-se em outras duas Pu e P,; sendo Pu a componente tangencial e P, a com­ 3 - DISTRIBUIÇÃO DE ESFORÇOS SOBRE EQCOS E MANCAIS
ponente radial à engrenagem equivalente e que dá origem às componentes P,
(radial) e Pa (axial).
O relacionamemo dessas componentes entre si e com a potência trans­
ferível, velocidades ou momentos e rotações faz-se através das seguintes expressões:

Força tangenc131 (Pu)

P = 75 • N (kg)
u V
m
sendo:
d . n

Vm ~n1n (m/seg)

ou:
P Md· 2 = 71 620 . -N • 2 (kg)
U dm n . .d
m
Onde:
Pu = força tangencial em Kp
Pn = força normal em Kp
Po = força axial em Kp
15
Pr = força radial em Kp c.

N = potência transferida em CV
1 :: rotação em r.p.m.

Md = momento torçor em Kp . em
V .= velocidade tangencial em m/seg
Vm =: velocidade .tangencial média em m/seg
d m = diâmetro primitivo médio wn em
do = diãmetro primitivo em em Fig.4
so ENGRENAGENS [Cap.4
Clp. 41 Engrenagenl cônlcu de dente, retos SI

4 - DIMENSIONAMENTO DAS ENGRENAGENS CÓNICAS DE

DENTES RETOS

O dimensionamento das engrenagens cônicas de dentes retos faz-se de

fonna análoga às engrenagens cilíndricas de dentes retos.

Utilizam-se dos dois critérios convencionaís de pressão e de resistênC13,

com o cuidado de Identificar a engrenagem cônica como uma engrenagem cilin­

drica de dentes retos equivalentes.

4.1 - CRI~RIO DE PRESSÃO: Apresentaremos diretamente as expressões fi·

nais de cálculo, assim sendo, temos:

Md 1 • COS 6l ;2 + 1
bd?
ml
= 2 • ['1
'2. . -- ;2­ cmJ
" "LU Pl(2) adm
'"
ou
--...
b • d2 ;= 2 • [2 • 71 620 • N • cos 6 1 P+1 CJTI3 ,
ml . -j2­
"1 . P ](2) adm
:1

Flg.5
Os valores das pressões admissíveis P1(2) adm e dos coeficientes f são os
mesmos assumidos para os casos de engrerl3gens cilíndricas.

As figuras 4 e 5, representam respectivamente a distribUlção dos esforços


para situações de eixo bi-apoiado com en~renagens em balanço e entre apoios. 4.2 - CRITÉRIO DE RESIS~NCIA: Da mesma foona, a tensão máxima será

Resultará: expressa por:

[u~::':'J
P '" .jP[ + (P, - P )~--, Pu • q
L I u "r
Ia Observando sempre:
Uf1Ul)C b. m •e
e In

PL
fi
=.;puu + (PU ± Pu )l~
r a
O fator de forma (q) deverá ser tomado da mesma forma que para as

Sendo que : sinal + para figo (5)


engrenagens cilíndricas baseado, entretanto, no número equivalente de dentes

sinal - para figo (4)


(Ze ) e que vale: .

l(2)

P - 2 Pu .21 Z1(2)
Onde: PI ;= U n Pu
/I 2 11 'l Ze1(2) cos 61(2)
P
Ir
;= P, . 211 Pu., = P, ~ 21
~. '
o fator de carga (e) variará entre 1,25 e 1,75 pod6tldo, entretanto, pa­
p. r Pa .,1ll
_ ra os casos gerais ser tornado (e = 1,5).
PI ~ a m.
a 2
Pu - 2
a O momento torçor poderá ser dado por:
S2 ENGRENAGENS [Cap.4

I MdI a"m • h nm • e . d m,
q'2
1 (kg em) CAPíTULO V
e, a potência: ~ ________________________________-,

N =
Uadm • b • m
m
. e • d
ml (CY)
TRANSMISSÃO
q • 2 . 71620
COROA - PARAFUSO SEM FIM
I . CARACTERÍSTICAS GEOMÉTRICAS (FORMULÂRIO)

1/

<> ...
: ~~ ~

Flg 1

Denominação 5(mboJo Fórmula

d
Número de' dentes da coroa Zc Zc = pc
m

Número de entradas do N esf=Ht


sem fim Nerf H = avanço


.,;, T
r = passo sem fun
1-' t
.,---. Il I l -Módulo
m m '" ~
54 ENGRENAGENS
[Cap• .s Cap. s1 Tl5n&11ÚS1iD CIOlOl'pat'IIUIO Jem ftrn ss

Denominação Símbolo Fórmula Denominação Símbolo Fórmula

Passo do sem flm t r =m • 'Ir


Distância entre centros Ao
_ d psf t d pc
Ao - - - 2
Módulo normal mn mn =m • cos À

Avanço do sem fun H H =N esf • t Largura Ú til da coroa b b = 2 jd
p1f
+ 1 ·m
m .
Passo normal In t = m • 11' =_t_
Largura da coroa
n n COJl À bo bo ~ b +m
mNesf L ~ 2 • (1 + $c) m
Ângulo de hélice À tg À = Comprimento do sem fim L
d es! L mínimo > 10 • m

Diâmetro primitivo m n • Nesf


d p1f d psf =
do sem fun sen À
Diâmetro primitivo d pc d pc =Zc • m
da coroa
para À < ISo he =m
Altura da cabeça do dente he para À > 15° he = mn
pata À < 15° hp = 1.2m
Altura do pé do dente hp
para À > 15° hp = 1.2mn

pata À < 15° h = 2.2m


Altura total do dente h pata À> 15" h <= 2.2mn

Diâmetro externo do sem fim d elf d esf <= d spf + 2he


Diãmetro interno ou
diâmetro do pé do sem fun d ls! dls! =d p1f - 2hp

d te ~ d ce + m onde
dee = diâmetro da cabeça da
Diámetro externo da coroa dee
coroa (externo) dado por:
(aproximado) Flg. 2
(dee = d pe t 2he)

Diâmetro interno do 2 - GRAU DE RECOBRIMENTO MtOIO DO ENGRENAMENTO COROA


pé da coroa
die d;c = d pc - 2hp SEM f]M e OBTEDQ DA RELAçÃO:

EEa
. T'/eif E
cos À /n
l "'-­
T/c
Relação de multiplicação i
reSUltando, através do awu1lo da figo 2 em:
T/e,! '" r.p.rn. do eixo sem fim
T'/c = r.p.rn· do eixo da coroa
€ ""
J r~ - ('fJl • COi Cloji - J,:c - ('pc' cos r:t.oj)2 i + hclsen ao.
cosàof' cos 2 X• t
56 E!\GRE.'líAGENS {capo 5 Capo sI Tran~ml!lSào coroa-parafuso sem fim S7
"
ollde (Xo/ ~ ângulo de pressão (rontal. 5 - ESFORÇOS NO ENGRENAMENTO COROA-SEM FIM

(\0 = ãngulo de press:io normal


19 (Xor "" tg ao À '-' ângulo de inclin:lção do mele ou da
l.!OS À

hélice

"
1>,'"
3 - NúMERO MINlMO DE DENTES .
\
o /
~
número mínimo estabelecido pela relação '

P.
2 ' he
z m{lIimo = ,
m' sen- (XoJ

4 - CORREÇÃO DF. OENTES


,\ \ -W~H
Para 11 caso de t:ngrenamento coroa sem fIm o valor correspondente ao
dcslocamcl1lo do perfil (x ' /11) C dado pela expressão: ' ....... -
\
1.

_ sen" (xII!' Lc . m ,
(x • m = "c - .~ )

A fig o 3 nos orienta mais claramente sobre (l exposto. É o novo centro


a centro corrigido IA I') Será dado por­ A

. Z(
(A,. = m. + Jps,t + x ' m)

,,~
Pu,

Fig.4

No engrenamento coroa-sem fim as forças decompõe-se segundo ilustra


a fig. 4:
Temos que: Pn = esforçQ nouna! de engrenamento (kg)
~Úc = esforço tangencial da coroa (kg)
cf PI1 ; esforço axial do sem fim (kg)
PUs! = esforço tangencial do sem fun (kg)
P, ,,; esforço radiaJ (kg)
Esses esforços rc)açiou!lm-se através de:
10- ~ p-' = P,/' cos ao ". cos " - P,Pn.- · sen "
rt,r !% Pn • COS 0'0 • sen ).. + P,Pn ' cos À
1·1l!. l 1', • !CCIO ao (XUl' P(I
Cap. s1 Tr.:llum,Wio c:oroa-puafluo sem fim
,
S8 ENGRENAGENS r~p. s 59

fazendo: cos ao ~ j e /.l:= tg p Sendo que. as reações de apoio serão dadas por:

onde: 1.1 = coeficiente de atrito e.


p = ângulo de atrito.
Pll = -Ipt + (P1 ± E- )2' _
I u 11 ~

teremos:
PUs!=Pa • tg (À+ p)
P'J.
rI
= -IP a + (PUfi ± Pn )2'
U r

A componente tangencial da coroa será: P2 == Jp~ + (Pm ± Pm )2'


m U Q ,.

PUC =Pa =PUsf • cotg (À - p)


P2 = Jp'tv + (PIV ±P
IVr
)2' ­
IV Q Q
sendo.
Pa
PUs! = cotg (À - p)

Relacionando-se agora com a potência transferida em (CV) e a rotação


em r p.m., terem03:

p _ 71 620 . N . 2 .1-(kg)
Uc - 11' d TI
c pc

onde: N = potência em CV
Fig.5
Ilc = rotações (r.p.m.) da coroa

dpe = diâmetro primitivo da coroa (em)

1/ == rendimento

6 - DISTRIBUIÇÃO DOS ESFORÇOS SOBRE OS MANCAIS E EIXOS

Determinaremos os esforços com auxflio da figo 5. De acordo com a


inclicação da figura os mancais receberam índices I e 11 para o sem fim e m
e rv para a coroa
Temos: 7 - DIMENSIONAMENTO DE ENGRENAMENTO - COROA-SEM FIM

MANCAL I MANCAL li MANCAL III MANCAL rv Para o dimensionamento do par coroa-sem fun procuraremos estabelecer
Um roteiro de cálculo, com uma saqüência mais ou menos lógica, fazendo quan­
_ Pa • resl P . r _ PUs! • re c PUs[ • rl!,C do necessário comentários e anexando infonnações:
p~!
PIa - e
$
Pu
a
'= Q

2, Pm ­ Q ~,
J>rvQ 2, Assim sendo, temos:
I
I 7.) - Determinação do torque 00 eixo de parafuso sem fim:
P, • io P, • 2. P, . ~V P _ Pr • 2m
PI Pu,. := PJJJ = IV -
r ll, 2$ r 2, r ll,
I
I
M, = 71 620 ~ (kg em)
PUrl • 211 _ PC/si • ~I
PI ~
P PUe • 21v P ~ rUe: • .12 mI =potência em CV

U
:=
nu - Q 'uIv = {ir IV U• ~
r
onde N
--_.­
$ I

Ir =número de r.p.m. du eixo sem fim

.....
60 ENGRENAGENS (Cal). 5 Cap.5 ] Trlll1smissão COlO3opa.rafUlO lIem fim
61
7.2 - Estlilelecimento da relaçao de m~tipHcação: onde:

Ao "" distância entre centros

i == rotação do eixo do sem fuo = N s[

rotação do eixo da coroa Nc


Zc = número de dentes da coroa

q' = número de dentes aparente do sem flIl1. ou melhor, representa o


7.3 - Fixação do o6mero de e:Jitradas do parafuso sem fim: número de módulos contidos no diâmetro primitivo do sem Om.
Nas transmissões coroa·sem fIm, pode-se. dependendo da relação de mui· UCOfll . máxima = tensão de confato máxima (kg!crn2 :)

tiplicação (I). estabelecer uma, duas, tJês e até quatro entradas ao parafuso M ,C =: torque no eixo da coroa
sem fim. Kc = fator de concentração de carga

Sabemos que as relações de multiplicação para os pares coroa·sem fim Kd ~ fator dinâmico de carga

podem variar de 10 até 100 aproximadamente. O fator de concentração de carga (Kc) poderá ser tomado Kc =: 1 quan­
Assim sendo, para 06 números de (I) mais próximos de 10 utilizaremos do houver uma regularidade de aplicação de i;arga. Nos casos. onde a carga é
um maior número de entradas, 3 ou 4 enlIadas e, para os valores de (I) próxi. variável. os valores de Kc podem assumir valores superiores. atingindo índice até
mos de 100 trabalha-3l! com 1 (uma) entrada. próximm de Kc == 2.

O recurso de se trabalhar com "ma ou mais entradas é aquele de per­ Os valores do valor dinâmico (Kci) assumem valores em função das ve­
DÚtir sempre para as pequenas relações de multiplicação principalmente. um nú­ locidades tangenciaiB da coroa. Assim sendo, temos:
mero minimo de dentes converuente para a coroa.
Kd = 1,0 - 1,1 pl Vcoroa ~ 3 m/s

7.4 - Defmição do mhnero de dentes para a coroa.


Kd::; 1,1 - 1.2 pl Vcoroa > 3 m/s

I Zc:: N~lf . { J Zc ::; número de dentes da coroa


Ni!lf ::; número de entradas do sem flIl1
Esses valores comparativamente às engrenagens helicoidais são Inferiores

em virtude da transmissão coroa-sem fim desenvolver-se mais suavemente.

7.6 - Seleção dos materiais para coroa e sem fIm.


7.5 - Fixação da djltlndl entre centros.
De maneira geral os materiais utilizados pata o parafuso sem f11ll e a
A ftxação da distância entre centros de um par coroa-sem fun pode ser coroa são:
feito através de dois critérios. Para parafuso sem fim: - Aços carbono
1. ImposilJôes de natureza construtiva. ABNT 1010 - 1020 cementados

2. Por compuação, consultando literatura especifica ou ainda <:3tálogos


- Aços carbono ABNT 1045 - 1050

de fabricações similares. - Aços temperados

Entretanto, apresentamos uma expressão que fixa essa distãncia entre


centros em função de diferentes valores, tais como, características dos materiais. As respectivas tensões admissíveis variarão em função das velocidades
número de dentes, esforços, coeftclentes de concentração de carga e dinâmicos. etc. de deslizamento do parafuso sem fim expr~ em m/s.
Essa expressão poderá também ser utilizada como critério de verificação. Assim sendo. temos:

VELOCIDADE DE DESUZAMENTO (m/s)


Temos: Ao =( ~ + I)
3
;f-zc 540
\11' X ac:ont m4:címa
)x M,c X Kc X Kd MATERIAL DO
SE.\f FIM < 0.5 0,5 - /,0 2.0 - 3,0 4,0 6.0
VALORES DE uadm (kgJcrn 1 )
Aço ABNT 1020 1600
Nota: Essa expressão ti válida para: cementado 2000
I 200 900 .­ -
Aços ABNT 1045 1500
Módulo de eluticldade do sem f11ll (3&0) E 1! = 2,1 X 106 kg/cm 1 1800
] 10{l­ 700 - -
Módulo de eluticidade da coroa (bronze·.1 EM ~ (0.9 - 1.2) X 106 kg/cm 2 Aços temperado! -
-
-
2200 1800 1200
62 ENGRENAGENS [Cap. S ~p. 5} TllIl/wnissão OOroa-para(WIO sem fim
63

Os materiais utilizados normalmente para a fabricação das coroas são 7.8 - Fixação de característiC8.!l básiC8.!l do sem fim.
bronzes fundidos em areia, coqullhas e até centrifugadas. Para efeito de resistén­
C1a podemos admitir os seguintes valores para as tensões- admissíveis:
No caso de engrenamento coroa sem fIm, o diâmetro primitivo do sem
fIm é expresso pelo produto do módulo (m) por Um número (q) que representa
o número de vezes que o módulo é contido no dJâmetro primitivo do sem fim.

Por analogia a um pinhão de engrenagem cilíndrica esse nÚmero (q) se­


BRONZE FUNDIDO EM AREIA ria aproximadamente o número (Z) de dentes desse pinhão.
(1odm kgJcm 2
OU COQUILHA - SAE 65
(dpr( =m • q)
onde:
BRONZE CENTRIFUGADO
G
odm = 2000 kg,lcm 2 dpsf = diâmetro primitivo do sem fim em (mm)
DIN Bz 12
m = módulo (mm)

o módulo frontal do sem flm será:


7.7 - Fixação da tensão ou pressão de contato:
1
Nos dimensionamentos coroa-sem fim, praticamente, os cálculos de re­ rtl
f =- m • tg {3 -=:: rtl ­
tg À

sistência ou pressão, são voltados ã coroa. O sem fim estará fatalmente bem dj· onde :

meruüonado quando atender as condições normaís deste tipo de engrenamento.


À =- ângulo de inclinação do filete
Faz-se entretanto, algumas verificações, como por exemplo, o flexiona· fJ = complemento do ângulo de inclinação do ruete
menta devido à ação das componentes do engrenamento que podem, admitido
o sem fllll bi-apoiado, causar uma flexa inadmissível prejudicando o par engre­ Como entretanto o sem fl1ll pode ser construído com maís de uma en­
nado em funcionamento. trada o valor do seu diâmetro prirrútivo passa a ser expresso por:
Desta forma, a tensia de contato estabelecIda para a coroa é dada em
função da velocidade de deslizamento entre coroa e sem fllll, dos materiais e N N
durezas (fiE) correspondente. dps! = rtl~
tg À ' fazendo-se'• ~;;
tg À q'
Corrige-se ainda esta tensão através de um fator de atuação de carga
(K). Portanto: detennina-se o diâmetro do sem fim pela relação: (d ! -=:: m • q).
pr
O valor de (ql tem relacionamento estreito com o rendimento do par

(1 -
conto mdxima = o'conto adm. X K coroa sem fim, definido de forma análoga ao do rendimento de Um parâmetro

l de um parafuso de filetagem comum.

onde aco"t máxima = tensão de contato máximo (kg/cm )

0::Ont. adm. = tensão de contato admissível (kg(c.m l )


_ tg À
K :; fator de atuação de carga f'/ - t8 (X + p) onde p == ângulo de atrito.
Esse fator K é dado por:

K;; Jl~7 ' Sabemos outrossim, que os rendímentos pares coroa sem fim são relati­
vamente baixos, variando com a condição de atrito e com o ângulo de inclinação

do filete.

onde Através do diagrama é possível avaliar o rendimento do parafuso 5em


fim (Ver gráfico ã parte).
N ;; número de ciclos aplicação de carga. N = 60 • H . n •
sendo Para efeito de orientação os melhores rendimentos sitlJil1Tl.:;e no faixa
TI = número de r.p.m. de 15° à 20°, dependendo naturalmente, seu valor do mgulo de IIln'lO •
H =­ número de horas de solicitaçãd Como (q') tem dependência do õngulo de .inclianção d o ·file I e. seus va­
i = número de vezes que o dente engrena numa volta lores oscilMn entre 6 e 13. (q' ~ 6 a 13).
64 ENGRENAGENS r~,,· s Cap. s] TDlDSITIlmo tOIo"paI1Ir mfim 65

V desl. em m/s p = ãngulo de atrito


j.J. :: t gr
0,1 - 1.5 6°(}()' -2"50'
2 2"30' - 2(;00'
2,5 2"10' - /"40'
3 2°00' - 1°20'
4 1°40' - 1"20'
100 7 J020' - 1"00'

/0
gO ~ importante que se considere também o grau de acabamento principal­
mente da superfície de flletagem do sem fun.
Fixados portanto os ângulos de inclinação À e o ângulo de atrito con­
60 venientes p. o rendimento do par coroa-sem ftm será detenninado por:

tg À
10 11 tg p, + p)
/
TJ/m la x 7.10 - Determinação da velocidade periférica da coroa.
60
A velocidade periférica da coroa será dada por:
t:1
O 50 1T - d • Nc
~
Vper = 60 t'IOOO
....~
l: ~O
dp (' ~ diâmetro primitivo da coroa (mm)
Q
~ Nc = rotação (r.p.m.) da corO:l
....
Q:
30 Corno: (dpc: :: m- Zc.) onde: m : módulo em (mm)
Zc = número de dentes da coroa

20 teremos: vpér -- 7T • Zc • m • Nc ( /)
60 X 1000 m s,

ro .11 - Determinação da velocidade de deslizamento entre coroa-sem fim.


A velocidade de deslizamento do par coroa-sem fun é a mesma do en­
grenamento de engrenagens cüindricas helicoidais com eixos cruzados a 90<' e,
0'1 ' 1I111' ! 1 " 1 1 1 1 1 1 1 ' 1 ;1 !" III I I l l 1 ' , . ! l l l l
dada pela relação:
2-3 O' 5
10 1S 20 2S 30 3 S ~O ~s
11' d n
V desl
r\NGULO DA HÊLICE I À )0 60 • 1000 • cos À

onde:
7.9 - Determinação do rendimento par coroa-5em fim. d :: diámetro do pinhão (mm)
Através da tabela ebaíxo recomendam-se valores do ângulo de atrito (p) n = rotação do pinhio (r.p.m.)
parli diferentes velocidades de deslizamento. (V desl) dada em m/s. À = IínguJo de hélice .­
66 ENGRENAGENS [Cap. 5
Cap. 5] Transmissão coroa-parafuso sem fim
-
67
Para o caso de engrenwnento coroa-sem fun o diâmetro do pinhão (d)
equivalerá ao diâmetro primitivo do sem fim, que por sua vez será: (d::::: m . q') Os redutores modernos coroa sem f.un, levando em conta esse problema
Resultando na expressão seguinte: são construidos com paredes nervurados recebendo inclusive refrigeração de ar
proveniente de um rotor ventilador montado na extremidade oposta da tornada
de força do eixo do parafuso sem fim.
V desl ::::: (
m.N f .J(N + q'l
.
In
S ).
.Xí't. tsf)1 (m/s) A figo 1 abaixo mostra-nos um redutor coroa sem ftm nervurado.

onde:

m = módulo em (mm)

N sf = número de r.p.m. do sem fun

Nelf = número de entradas do sem fim

Convém sempre verificar a compatibilidade entre esses valores determi­


nados com o utilizado anteriormente quando da fixação das condições de trabalho.

7.12 - Verificação da coroa à Resistência.


A tensão no engrenamento coroa-sem fun é s6 verificada para a coroa
pois comparativamente ao sem fim, este tem uma resistência mecânica muito
mais acentuada.
O cálculo ou verificação do dente da coroa é feito de forma análoga ao
das engrenagens cilíndricas helicoidais e, a tensão resistente será expressa por:

p • q

~ - ~ )kg/ 1
Fig. 1 - REDUTOR COROA SEM FIM NERVURADO COM VENTILADOR
~-h.m.e.~ ~
r
onde:

b = largura da coroa em centímetro (em)


Normalmente, para efeito de cálculo, fixa-se a temperatura do ar cir­
Ptg ::::: esforço tangencial na coroa (kg)
cundante em 20°C e a temperatura máxima do óleo lubrificante e refrigerante em
m = módulo em centímetro (cm) tomo de 60° a 70°C.
e = fator de carga Existem cálculos dimensionais modernos onde o aquecimento é fator
q = fator de carga (dado para a condição de engrenagem helicoidal e predominante.
de acordo com a correção (± x)
A potêneta perdida em (CV) devida ao rendimento do par coroa-sem
~r ::::: fator de correyão devido ao ângulo de hélice.
fun, converte-se na quantidade de calor Q (kcal/h) através da relação.
O valor dessa tensão resistente deverá ser: (ores ~ 0adm coroa) onde.
0adm coroa '" tensão admissível (kg/cml ) para material da coroa. Q :: 63-2 Np (kcal/h)

7.I 3 - Cálculo da superfície de troca de calor ou de refrigeração do par coroa-sem onde N p :: ?oténcia perdida (CV).
fim (Redutores de velocidade). Desta foona, em regimes de temperaturas, a superfície de troca de calor
Como foi visto, o rend1ffiento na transmissão coroa-sem fim é relativa­ em transmissão fechada, em banho de óleo, é obtida através do balanço tér­
mente baixo comparado aos demais sistemas engrenados . ITÚco que deverá ser estabelecido.

Essa perda é transformada em calor. No caso de caixas redutoras fecba­ Ainda deve-se considerar uma outra perda de calor, pela agitação que o
das coroa·sem fun, é extremamente importante. a consideração desse aspecto, pois, sem fim ou a coroa determina sobre o óleo. refrigerante e lubrificante.
é necessário que se crie suficiente superfrcie para a troca desse calor com o meio Para o caso do sem 1ÍD1 submergido no óleo, teremos:
ambiente.
(N
. ag = 1,2. X 10"'. X V tg sf X L.Jp. V tg sl)
6b El"GIU?"'IAGE!l:S Ic.~p. 5 C.aJ'. 51 Tmnsmiss.lo coro:t-parot'uso sem fim
69
onde: r:'liGRE."A.\fLNTO ~
,:: perua de potência por ugilaçãü do ól~o em (C
Xt m = U.5 X 6 3 mm
V • Ig if .= vllloc~dlJde tangencial do Iicrn fim fm/seg)
V = 3.14 X 0.090 X 500 ~"

60 _._Hl In/'

L =: comprimellll1 dosem fim (parte filel;,da) em em

F _ 75N ;5 X I ~ _ 477 k..


I - --I
J.I = viscosidlJde dínãmica do 6leo ã temperatura t"C (cenlipoisesl F, . 2.31i ­
Para cálcu10s aproximados. pode-se fixar preliminarmellte os seguintes
VERWICAÇÃO rHS ll'l.lSÕIS
rendimentos para esse tipo de transmissão dado em função do número de elitra·
F •q

das do !'.em fim . t


a ma.\ = h • 111 • T

J - 1.35 para n pmhJo


NÚMERO DE ENTRADAS RENDIME;-"'TO f = I 50 rar,l u (('rua
DO SEM FIM TOTAL APROXI~1ADO
DETER,\!I:\A(,' ..\O DOS r A roRES DI FORMA
0,7 - 0.75
2 0,75 0.82 p.m! plnh:io /.1 , 15
\1 = 10.5
dcnIC~} 1/1 = 2,65 (GRAFICOI
3 a 4 0.82 - 0.92
para coroa /, ,,59 dentl'~ } q, " 2.75
x; ~ 0.0 hem corr~rãoJ •
De qualquer fonna esse rendimento total será expresso por:
p"ra pmh:io 477 X 2.65 '= 260 kglcfTI 1
U ma \ = 6 X 0.6 X 1.35
TI = tg h . N
10m! tg (h + p) X (1 - ;/) /\1,'0 SAL 10611 - ct adm = 1500 k!-!/cm l
°ma\ < a,ulm

Portal1to l' 'atl\fatôrio.

nde:

Nag perda de potência por agitação do óleo em (CV)


para coroa 477 X '2.75 .. 243 kg/cm Z
=: Uma,
1'.,0 X 0.1'. X 1.5

N = poténcia total da transmissão em (CV)


tí.:rw funtlidu 26 kWlllm 1
0atllll ;: 500 k~h:ml
U mJ :\ < f.l adm
Portanlu ~allsf;lJ', .1 contlll:;JO
ti - EXERClclOS DE APLICAÇÃO
2, V~ril1~a! pl'lll 'TII':riq iJ,' prc"Jo o par ~nj!ren:Jdo com aI \cguintc\ C'Jra~l.:rÍ5licas ,
8.1 - ENGRENAGENS CILINDRICAS RETAS DADOS

\' ~ 15 CV
1. VeriftCltT a~ len~õcs rc,i,lel1lc~ dQ pinhão c dn corOJl para um pAr engrenado quclroln't­
mil.: uma potência .V ~ 15 CV. Pinhão: ZI = 15
m = f) mm
'1 • 1S dentes
h ,,(,I) 10m
l2 = 59 denle\

1/1 .. 6 mm
matuwl .. aço i\BNT-I060
mlllcri.tJ do pính:ío: nço SAL 1060
/; t '" .2,1 • I fi" kll.'~·m'
"I = 500 r .p.m,
material 11:1 engrenagem: rem) fundido 26 kg[mm1

~'cl2'{-
rOLO,:io tio I'IXO do pinhão: "1 .. 500 Lp.1TI
('n m;t " /., = 59
coneç:ill plJ~itlvu ~oment~ no pinhão de, +O.s 111
C; " 1,05 " 106 I..gJI.:m Z
h ~ 60 mm
mJkrlll1 = ferro funtlidu
cc = 225 mm

DE'fP.R~II~AçAn no ESFORÇO TANGENOAL


.. v
, "--7r onde FI
~, Llklllu~ Ui)) díãnwtros prunillv'ls
d_ " 1/1 .7. 1
I" . , . D·.tI I
~~

'" m • Z I L 6 XIS ., QO
I
IJ .. m . L 2
pJ
70 ENGRENAGENS [Cap.s C.ap. 51 Tnllllmlssio coroa-puúuso Item nm
71

2. Cálculo da distância centro a centro do par


d +d Como; IV _ 60 1/ It
cc
por -
_ PI
2
P2 90 + 354
2
_.lli
- 2
-lõ6
cepar = 222 teremo~ '

11 _ W '106 201,356· 106


3. Cálculo da correção: - 60· 1/" 60 X 500

225 - 222 =x • m

x 'm =3
h = 6712 hom

x =6 = +0,5
x = (XI + xl) Xl" O

{ XI .. 0,5
8.1 - ENGRENAGEM CILINDRJCA HELICOIDAL
4. Cálculo do momento tonor no pinhão:
N
1011, = 71 620-, I,
,1.1'1
15
= 71 620 :mo- = 71
....L
620 ' 100
MI I = 2148,6 kp • em
5. Dimensíonarnento - critério de pressão
"Somente do pinhão"

bd2 =2[2.~,~
PI pl
I adm

I .. ICE, e E1 ) ~ tabela I'" 1234.

b :: 60 mm = 6 cm

d p I
.. 90 mm =9 em

MIl = 2148,6 kp 'cm

; = ~~ '" 3,933 ~ 4

Re~ta nessa expressão levantar valor da pressão, confrontando·a em seguida com a pres­

são tolerável para o /TUlterial para um detemúnado número de horas de vida.

Ddrol '" .02[2 • -


r'Q
"'ti 1+1'
- ,- ­
bdp~ f

Fig . I
Podml .. J2 • (1234)2 .2148,6 ,~ = 10 3 • v'i6.ã3 9: 4080 kg/cm 2

6 • 92 ..
Dudo o C'ngrcnamcnlo e~qucmatÍU1do na figura v~rific.i-Io Quan to à re!Ístêncla e •
[;adm I '" 4080 kg/cm
l
I pn:~são .

DADOS : Material
Vamos verificar em seguida qual a VÍda em horas pam esta condição de engrenamento, ,\, = 50 CV pinhão lO SAE4340
admitindo como pres-io o valor obtido pelo cálculo. "1 =: 1000 r.fI .m. coroa = SAE 4340
Padm = 4080 kg,Icm1 ',, 4
(1 '" :100
Padm ,. 49 '. f!B

W
a:"0 ,, 20° fcvolvcntel. CL'= 180 mm

HB : 200 kFJcm' (aço ABNT-I060)

b '= 80 mm coruiderar rendimento /I

4080 =49 • 200


ROTEIRO DOS CÁLCULOS
W' .­
\ . Rxa~'Üo do número til' dCl1t~
1/6 _ 49 X 200 .9800 "" , 4' 1 r:;,.:Inlmol parll o pinhão Z I " 18 dentes
W - 4080 - 4õBõ - -, ­
i = 4 portanto Xl" 72 dc:nl

U6
W :: 2.421 I\' = 201.356 1 .. /8 dentes

Z, =- 72 dentes
12 ENGRENAGENS [Cap.s Capo. 5] TransmWio coroa-panflUO sem Om
73

Mr = 71620 N
2. Determinação do módulo frontal ms n

a: -= ms
(Z,+Z~)
2
2·cc
mr = Z I ~ Z2
Mr = 71 62~ 1&2& = 3581 kg em

_ 2 • 180
ms - 18 + n ~ 1M!_
90 - 4
Fr = 2 i]lll E!: 1000 kJl [ FI = 1000 kg I
b) Determinação do fator de fonna q

ms '" 4 mm
q '" F (Zi e x) ZI = número de dentes imaginário

3. Determinação do módulo normal In n


. Z 18 J.L

ZI = - l= - - = 0,828 .. 21,7
In

n cos 13 0,939 3
In =-- mn = m, cos/3 13 = 20 0 ; cos 200 = 0.939
S co~ 13 Zi = 22 dentes
m., '" 4 • 0.939 '" 3.756
m n = 3,756 mm Entrando no Jlláfico de q com
q
Zi:22 }

4. Fixação do módulo mn norma.lizado mn = 3,75 mm :c = + 0,24 ~ tiramos q E! 2,95

c) Outros fatores

Fator de carga e

5. Recálculo do módulo frontal ms


e = 1 (adotado)

In n 3.75

ms ;: cos 13 = 0,939 -= 3,98 I Ins -= 3.98 mm Fator de correção do ângulo de hélice 'l'R

I{JR = F <Po) tabelado

0
2.95/ .......
6. Cálculo da distância centro a centro do par a: '
/30 = 20 'l'R = 1,35

,
cc=m (
Z I + Z2
2 )=3,98(
18 + 72
.~
X

):3.9845-179.10 d) Verificação

s Ft • q

a,. ~ aadm

cc' '" 179.1 mm b • m n • e • I{JR

7. Determinação do rator de correção :c Ft = 1000 kg a = 1000 X 2,95 2950


q = 2.95 8 X 0,375 X 1 X 1.35 ., 4õ,3'" ,. 72,80
XI = fator de correção dO. pínhão
:c =:c I + X'Z
{ %2 -= fatol de correção da coroa E: b::8cm
.\' In" '" cc - cc' e mn = 3;15 mm = 0.375 em o :: 72,8 kg/cm 1
~
n '" 180 - 179,1 = 0,9
x TII
I a,. 72,8 k81em 2 < Oadm = 1700 Icg/cm 1

x m = + 0.9 (correção positiva)


n ~ está verificado quan to à resistência.

x = 3~~5 '" 0,24 9. Verificação do pinhão quanto a pressão

Para este caso faremos


btJ2 = 2[1 Mr • i...!....!.

2
Xl • 0,24
Padm • 'l'p
X2 = O

~
2[2 • .~I i + 1 d
8. Verificação do pinhão quanto à resistência p=
bd1 • 'l'p
·-.-<pom
,
a = FI • q <; Oadm
b • m" • e • 'l'R

Material do pinhão SAE 4340


I11lIterial do pinhão SAE 4340 aadm -= 1700 kg/em1

M! = 3581 kg em 'Pp = fator de correção do ângulo de hélice


a) Determinação da forç:J tangencial Ft
F: 1512 '" = F(p )
b=8cm 'P
FI =!/!1-
p,
d
p,
="',' Z, '; 3.98 • 18 '" 71,64 mm d "" 7,16 em

d
Pt
= 71,64 mm '" 7,164 em I ,. 4 Po • 20 0
'Pp ,. l.40

ENGRENAGENS {c.p. s
74 Cap.5) Tnnsmb:são C01'Oa'J)IWUIO tem fim 7S

RESOLUÇÃO:

2 X 15121 X 3581 .4+ 1= 230 X}~q~KX 3581 ,. 10

p 1) Determinação do diâmetro médio do pinhão:

8 X 7,162 X 1,4 -;r-

Como neste caso o pinhão dado do problema deve ter um furo de 35 rom. o diâmetro
médio do pinhão dm deve ser tomado, por condição construtiva, dm ~ 2d.
P ,. 102 fi300J.<"35 8 l,,, 59,9 X lO' fixando: dm = 2d • 2 • 35 = -10 mIO

p .: 5990 kgJcm'J. 2) Em seguida, determinamos o ralo médio geratrlz:

(l:;7f' f1;4

10. CálculO do núroetO de horas (vida) 2


Conhecida B pressão de trabalho P = 5990 kgJcm procuraremos detennlnar a vida
Rm = d ml y -=-:r- c 70 y-r-- = 78,2 mm

paIa esta pressão expressa em horas. 3) A l:u:gura b do dente pode ser dada em função do módulo ou então em função do
mo Rtz da geratriz.
p "" 49 • HB

-
Wll6
Para este caso vamos fazer:
2 b =Rm
2,5
= 31,3 Fíxar: b ". 30 mm
para ABNT 4340 - H/l ,. 260 kgjmm
w1'6 _ 49 ~ HB _ 49"';Kl60 .. 2,12 4) Fixação do módulo médio:
Para engrenagem rônicas, de maneira geral o módulo médio pode ser dado peja tl:lllção:
b b
W ~95 .,., a W=mm

dai Iesulta:

h = W • 10
6

Neste caso fixaremos mm ;:.; t ~ 37° S!' 4 mm


W .. 60", h

106 ­ 60 • nl Z I '" dm '"


mm ..
11L '" 17,5
6 Faremos, Z 1 ,. 18 dentes e Z2 '" 36 dentes.
95 •• 1000
h = 60 10 =1580 horas
5) Detennlnação do ângulo 52
8,3 _ ENGRENAGENS CONICAS DE DENTES RETOS
Ig Ôl ". ~~ .. ~: ., 2 .. 5, = 63~6'1"
4. Determinar o dimen!ionamcnto de um par engrenado cônico com os alxos a 90 gJ1lI1!,
com os seguintes dados:
Ôl = 90 - 52 = 90° - 63°26'1" ~ 26°33'59"
N = 15 CV

i ,. I : 2 (relação de mulúplicaçâo) 2

6) DetcnninaJ.-;ão do m6dulo m (módulo da ferramenta)

Pinhão de aço com dureZJJ no flDnco HB = 600 kp/mm


Este m6dulo deven ser nounalizado.

n = 600 r.p.m. (rotação de entrada)


dml+hsenÔl 70+30'0,447

O mód1
u o m édad o poI: m,. ~ '" ii! "" 46
,

Toma.se o módulo normalizado 4,5 e, com este valor m ,. 4,5 calcu1a.se as dimensões
principais do par engrenado. Assim sendo, temos:
l
'" 7) Diâmetros primitivos:
~ do '" m • Z do 1 '" mZ I ;, 4,5 • 18 :! 81 mm
d02 • mZ"l =4,5 • 36 .. 162 mm
8) Diâmetro externo ou diâmetro da cabeça:

d kl
'" m(ZI + 2 cO.'! Ô1) ., 4,5 (18 + 2 • 0,89) '" 89,05 mm

dA: '" m(Z2 + 2 sen 8l ) ., 4,5 (36 + 2 • 0.44) = 166,02 mm

2 •

PI.... . lOO ROIA 9) O raio gemtri%:

r
~ 15'
D_
nu '" aO
I .J~ '" 81 V~ '" 90,56 mm

10) Recalculando o m6dulo m~jo: mm .. 3,75


. (em 4,0)
76 OIp. S] Transmissão ooroa·panluso $Cm Cim
ENGRENAGENS [Cap. S 77

11) Verificação da resisténcta:


PII • q
umax = :---~
b • m • e
n
-'_1 Pu " 71 620 • N • 2 " 71620 • 15 • 2 - 530 k
A componen te tan gen...... nl • dml 600 • 6,758 - P
Deteoninação dos Z equivalentes para, em seguida, determ1ruu:mos os Vo.101'C9 do fator
de forma
Z
Ze . , -~
(1),(2) - cos OI, 2
Ze\ ~ 20 q\ = 3.4 de acordo com as tabelas de fatores de formas.
Ze, :!! 80 q, ~ 2,6
Fator de ClITgfI" O fator de carga vamos admitir como dado. e" 1,5
Determinação das ten~ões máximas para pinhão e coroa.

Puq 1 530 • 3,4 :!! 11 00 kg/em'

omu. "b me · 3 • 0,375 • 1,5

n
Puq2 Fig. 1
530 • 2,6 :!! 820 kg/em1
Omax1 = b m e 3 • 0,375 ' 1,5
n DADOS:
Essas tensões se enquadtam perfeitamente bem com relação às tensões admissíveis sus­ material do parafuso - aço ABNT 1045

tentadas pelo aço de sua fabricação. material da coroa - broou SAE 65 cenWugado '

Aço carbono DIN Sl C 1661: R ,. 60 kp/mm' duração - LII ,,20000 horas

1
Para chegar à dureza HB = 600 kp/mm deve ser submetido a tratamento térmico.
ROTEIRO DE CÁLCULO:

12) Verificação da pressão 1) Determinação do momento forçor no ptllafuso sem flDl

2/1'71620NcoSÔ1
~ Mr " 71 620 N
n N = 10 CV

bdm~ " - - - - - - : - 1 ­
nl • Padm
jl n " 980 r.p.m.
Mr = 71 620 ~ = 730 kg em -+ Mr " 730 kg em
/para aço = 1512

2/'J = 4,6 • 10 6
2) Cálculo da l'dação de multiplicação

N = 15 CV

n = 600 r.p.m. 2 4,6 • 10 6


• 71 620 • 15 • 0,89 4 + 1 i = *, -+ I" 968~ '" 16,3 -+ i = 16,3

b = 3 em p\ Cldm " 3 • 45.6 • 600 • -4­


d
m1
= 6,758 em 3) Fixação do número de entradas d.o sem fim
Neste caso, como a relação de multiplicação ~ relativamente baixa, ex.ploraremos um
~I " 45.6 em' [P1txim" 2S40-kg/ em ' J ] sem fim com 3 entradas.
CO! ÔI ,,0,89 Ncsf :' 3
i .. 2 4) Detcnni.naçãa do número de dentes da coroa
;2 ,,4
Zc ... N esf X ; = 3 X 16.3 " 48,9
OBSERVAÇÃO : Uma vez obtida 3 pressão .adrrús.sÍvel é possível expresstll a vida em fixa-se: Zc = 49 dentes.
milhões de relações ou em horas de trabalho.
5) Dctemúnaçâo ou verificação da tensão ou pressão de contato
8.4 - TRANSMISSÃO COROA PARAFUSO SEM FIM A pressão ou tensão de contato é dada em função da velocidade de deslisamento da
COroa e do parafuso sem fim. em função dos materiais empregndos na fabricação da
coroa e do parafuso ~em fim e da dureza em HB do parafu~o stm fim. Conige-;;e esta
S. Calcular um redutor de velocidade coroa par.lfuso sem fim com potência nomirul d tensão ou premo de contato. através de um fator de regime ou fator de CaIp (k).
10 CV com n ,,980 r.p.m. (entrada) e ns .. ~O r.p.m. (saída), verificando as condições
Portanto a tensão máxJma de contato deve satisfazer q seguinte condição:
de pressão de contato e determinando as dimensões básicas do parafuso e da coroa (ver
esquema anexo. flS". I). O'max contato .. Oadm contato X k
78 ENGRENAGENS (Cap. S· Cap. sI TllIJIsmlssio coroa·pan!UJO sem fim
79

Este fator d~ earga k é expresso em Junção do número UC cldos dI! sohcítação, do par 7) Verificação da distância centro a centro.
engIl:nado Para a verificação da distância centro a centro pelo critério de pressão ou tensão de
rontsto, utilizaremos li seguinte expre~são:
k = J)~7 onde N é o número de delos de aplicação de cargas
jr(";""z-e---S-4-O---:)-lC---,-'' -' -C-'-' -.c-'-k--'
I
o = (-# + 1) I

N '" 60 HII i
q 3/1 - r • O ma:.; contato
q
d
H '" núm;;-ro d,' hora.~ cm~crv\lio

11 = número de rotações por minuto


Fixnremos o coeficiente dinâmico de carga "d'" 1.1 e o fator de concentrH.ção de CIU'
i ~ número di: vezc~ que o denl\! ...rigrcnll em 1 volla (nc:~tc ca~o i = I)
&li ke '" L
2

uadm contIJto = 2100 kg/em O momento torçor da coroa


(bronze SAE 65)

H '" 20 000 horas

' ~{te =Mtr! ' j • 11 = 730 X 16,3 X 0,87


"coroa = 60 r.p.m.

; =1 Teremos portanto : i = 16,3

T1 '" 0.87

Umax conlalo = 2100 8 !60 X 20000


-107
X 1 X 60
'
Mte e! 10000 kg cm

M rsr = 730 kg em

2
amax contlllo = 1640 kg/cm Portanto o centro a centro Ao ~CIá:
6) Caracterl~lica~ rcfcn:ntc~
ao p,uafuso \L:m fim
No caso de engrcnarncnlo coroa pararu~o sem fUTl o diámelro primitivo do parafuso
sc,'m fim é dado pelo produlo :
Ao'" ( TI
49 + 1)
3
!I( 49 540)2 X 10000 X 1,0 X 1,1
TI X 1640
= 20,6 cm

J psj =1/1 • q onde: /1/ - móúulo


, q - número de "Cles em qUIl este modulo e contIdo no Como o centro a centro fixado é de 2JO mm, verificou,,>e pelo critério de pressão,
pou; encontramos um valor de 206 mm.
di;lmelro primílÍ\'o do parafu~o sem fim
lsto rcprc5t:nla uma analo~ia a um pinhão d\! engrenagem ciclindrica helicoidal. 8) Deternúnação da velOCidade tangencíal (ou periférica) da coroa.

Como se deve trabalhar com um módulo frontal e :tinda considerar o número de entra­
1T X dpc X ne . n = 60 r.p.m.

Vper
~n V .nftl't.
Cm/~)
_
c
d..s do parafu~o wm fim. o diâmo:lro I'flmllivo do :w m fim passará 11 sc:r ':'l.prcs\o por: d pc = 111 Le
• N esl
Jpsj"=m • q q =~ Com relação ao m6dulo, fixado o centro 3 centro Ao = 210 mm q' =11 e o número
de dentes da corou Zc = 49, temo!:
À - :in guIo de hélice
mq' + m Zc = 210 -..!!!. (q' + Zc) = 2]0
Para I!~te ca,o tomarem05 q' = 1\ resultando um ingulo de inclinação de fiktJIgcm X:
2 2 " 2

• Nesl N es[
q = tg X .... 19 X =q
3

=TI = 0.17 X = 15" 15'

m o: 2 X 210

q' + Ze
... 420 _ 7 mm
m=W­

E.~ta característica do paraíu~o ~em fim ~m:untradll. tem r.:ôLI ImportâncUl ~ob o ponto
então: In =7 mrn (valor nonnalizado)

de vista do renulmento do parafuso ~xprCS$O por : portanJo: d pc =- til Zc = 7 X 49 = 343 mm

1) ,.
IgX . p - - Io
anPl dc atnto
.

f' 3.14 X 343 X 60 = 1 08 ml~


Ig eX '+ pl
IKr 60 X \000 '
Este ângulo de atrito p o! lixado em íunção da velocidade de dcshsamcnto (mIl) do
par coroa p3rafu~o ~cm fim.
9, Verificação da velocidadl! de deslisamcnto.
P-df3 0\ casos de ei'Cos cnJZlldos :J 90" temos;
E~timando-sc em 4 m/s li velocidade de di.'slhamcnto o valor de p pode ser tomado rrd ·X n
conforme tabela: p %: \°40', resultando um rendrml!nto (7}) para o engn:namento coroa V _ PS/ Ir (m/,
des ,n v ,"" ........ v...... )

parafu~o ~m fim .

1"1 . tl1S' 15"15'


= rI; 05° - 087
+ 1°40') - ,
Como o diâmetro primitivo do parafuso .\ cm fim ncuc caso vale:
'1
~prr '"' mq'
Observação: Devc~ ... levnr i!m conta, na fixa,Jo do ângulo d~ atrito, o gr.lU de acabs­ P<KIe-se !ltllizar da~eguinte cxp~s5ão pàrl a determinação da velocidJJde de de,lislI­
mento da 5uperfíc:ic da ntctalrcm c do naneo do dente da coro:a. menta:
ENGRENAGENS [Cap.5
80

l' _ lIIxn)
sr +
,l
CAPITULO VI
desl - ( 19100
2.
jNesr q

(m/s)

Teremos portanto'

V =<7X980)J3 2 +lI Z 'S!41m/s


desl 19100 '
este valor encontrado saLisfaz o anteriormente flxado para a condição de fixação do
CONTROLE DE ENGRENAGENS

ângulo de atrito.
lO} Verificação do dente da coroa à ~ondlção de resistência.
Esta verificação pode ser feita por analogia ;1 uma engrenagem cilíndrica helicoidal,
onde
Pr • q
(kglcm1 )
1 - CONSIDERÁÇÕES SOBRE O CONTROLE DAS ENGRENAGENS
ares '" b' m • e • iflR
A particular importância dada à engrenagem no campo da construção
Pr - componente tangcnciaJ (kg)
de máquinas tem determinado não só um notável desenvolvimento da máquina
q _ falar de Corma (dado em função do número de dentes e da correção)

operatriz destinada a sua construção, mas também aos .instrumentos necessários


e - f:Ilof de carga

b - largura da coroa (em)


para o controle de suas principais características.
m - módulo (em)
Destacam-se ai, a espessura do dente, seu perfiJ, ângulo de hélice, me­
«JR - Cator de correção devido ao ângulo de hélice

dida centro a centro, etc.


A laigura da coroa é dada por
Os instrumentos destinados ao controle das engrenagens oferecem uma

b =2 J~
~+ 1 Xm -
f77-:-:'
b = 2 ,..; T + 1 X 7
grande variedade de tipos, de conceito e de aplicação: desde o tradicional caü·
bre de duplo cursor ao comparador milesimal ou ainda, aos complexos instru­
b : : ;,., 48.4 -+ b = 50
mentos de verificação de perfIl.
e =1 (fixado)
Limitaremos a nossa expOSição ao instrumento para o controle da en­
Para o ângulo de héU~ ISO - «JR " 1,33
grenagem cilíndrica com perfIl a evolvente.
O fator de forma q para Ze = 49 dentes e :c '"' O é: q "" 2.85

1.1 - CALIBRE DE DUPLO CURSOR PARA ENGRENAGENS


e a componente tange ncial P,
P = Mte X2 = 10 000 X 2 - 582 kp

t dpc 0,7 )( 49

a '"' 582 X 2.82 ~ 350 kg/cml


5 X 0,7 X 1 X 1,33 .
ten~õcs adml~Mvci5
2
As para o bronze centriCugado SAI? 65 variam de 400 a 600 kg/cm
portanto lemos verificada esta condição também.

Fig. 1
Cap- 6] Conttole de engrenaJ!llns
83
ENGRENAGENS tCap.6
82 TABELA I

Serve para medira espessura do dente sobre uma superfície cilIndrica


de raio r qualquer e em particular sobre o círculo primitivo. MEDIDA DA ESPESSURA DOS DENTES DE ENGRENAGENS
O instrumento pode ser empregado para O controle da engrenagem cilín· ClL1NDRICAS DE DENTES RETOS.
drica de dentes retos como aquelas de dentes helicoidais, com dificuldades de
orientação no caso de dentes helicoidais. sendo limitado seu uso quase que exclu­ PARA ENGRENAGEM CILCNDRlCA DE DENTES RETOS
NQ DE
sivamente às engrenagens cilíndricas de dentes retos.
DENTES Para módulo: m = 1 mm Para passo: P = J mm
Este inStrumento como se pode ver na Fig. 1 é constituído pela com­
binação de dois calibres com cursor (C. e C1 ) dispostos a 90°.
Z h li h li
Para obtenção da medida é necessário regular a posição do cursor C ••
de modo que, quando a borda inferior da haste solidária a este, coincidir sobre
10 ] ,0616 ) ,5643 0,3379 0,4979
a metade do dente, as pontas P e P' do bico do calibre C, possam ser postas 11 1,0566 1,5654 0,3361 0,4983
em contato com o flanco do dente sobre o diâmetro primitivo. Para se fazer 12 1,0514 1,5663 0,3346 0,4986
isto basta fixar sobre o calibre C 1 a altura" (veja Fig. 2) já que a escala de C 1 , 13 1,0474 1,5669 0,3333 0,4988
dá imediatamente a distânica do bordo inferior da haste da junção da espiga 14 1,0441 1,5674 0,3323 0,4990
inferior das duas pontas P e P'. 15 1,0411 1,5679 0,3313 0,4991
16 1,0385 1,5682 0,3305 0,4992
17 1,0363 1,5685 0,3298 0.4993
18 1,0343 1,5688 0,3291 0,4994
19 1,0325 1,5690 0,3286 0,4994
20 J ,0308 1,5692 0,3281 0,4994
21 1,0293 1,5693 0,3276 0,4995
" 22 1,0281 1.5694 0,3272 0,4995
1 I r
\ ~ '. II
/
/,."
, Fig.2
23
24
) ,0268
1,0257
1,5695
1,5696
0,3268
0,3265
0,4995
0,4995'
\Tf
\! ",.
25
26
1,0246
1,0237
1,5697
1,5697
0,3260
0,3258
0,4996
0,4996

_t-
PosiCionando o instrumento como na Fig. 2, com o cuidado de dispor o
27
28
29
30
1.0228
I,Q221
1.0212
1,0206
1,5698
1,5699
1,5700
1,5700
0,3255
0.3253
0,3251
0,3249
0,4996
0,4997
0,4997
0,4998
32 1,0192 1,5701 0,3244 0,4998
calibre C. paralelo ao eixo de simetria da secção do dente, e fazendo correr o 34 1,0182 1,5702 0,3241 0,4998
cursor do calibre C2 as pontas P e P' estarão tocando o flanco do dente em 36 ),0171 1.5703 0.3238 0,4998
A e B podendo-~e ler o comprimento da corda AR. 38 1,0162 I.S703 0,3235 0,4999
Se o dente tiver uma espessura exata a leitura feita será igual a li. 40 1,0154 1,5704 0,3232 0,4999
42 1,0146 1,5704 0,3229 0,4999
Sobre tudo que foi dito acima e admitindo-se que o diâmetro externO 44 1,0141 1,5705 0,3228 0,4999
da roda tenha o valor teórico exato: 46 1,0134 1,5705 0,3226 0,4999
48 1,0123 1,5706 O,~224 0,4999
D :: m(Z
e
+ 2)
50 1,0123 1,5707 0,3222 0.4999
Assim, antes de proceder a leitura. será necessário medir o diámetro 60 1,0103 1,5708 0,3216 0,5000
externo real D, e variar consequentemente O valor de " da quantidade: 70 1,0088 1,5708 0,3211 0,5000
D, - De 97 J,0064 1,5708 0,3203 0,5000
2
O valor de h e de li estão indicados na tabela 1, em função do número
de dentes Z da roda, para m6dulo e passo unitários.
-
Cremalheira 1,0000 1,5708 0.3183 0,5000
ENGRENAGENS [Cap.f6 Controle de engrenagens 85
84 Cap. 6]

1.2 - A EVOLVENTE DE cIRCULO

Antes de seguir em frente, achamos oportuno relembrar algumas noções

fundamentaIS sobre a evolvente de círculo.

Se defIne evolvente de círculo a curva descrita por um ponto P de uma

p.
reta s que gira sem escorregar sobre uma circunferência de raio Rb chamada
1
circunferência de base (veja Fig. 3).
I
I
'H---t..L-~ \ Fig. 4
, ....
-... ..
~

o~ r" 4

Fig. 3

p.

!oi Po

Fig. S

Na Fig. 3 temos :
p--;;T = TP = Rb . 11 e a coordenada de um ponto qualquer P da evol·
o
vente resulta:
rUi . 1j

x =OM + NP
Com referência a Fig 5, seja O o polo. a o eixo poiar. OP :. p o raio
mas : OM == Rb . cos (3

vetor. ê o argumento e () o parãmetro.


e NP = TP • seu /3 == R b íf sen /3

oângulo () compreendido entre o raio vetor e o raio da circunferência


assim: x = Rb . cos /3 + Rb • t sen f3
de base passando pelo ponto de tangência T é evidentemente igual ao ângulo
formado pelo raio vetor com a tangente a evolvente no ponto P; O é assim defi·
AnuJogamente:
nido ângulo de inclinaçãO da evolvente no ponto P considerado.
y = MN = MT - NT = Rb (sen {J - ~ cos (3)
O segmento rI' da reta geratriz é normal a evolvente no ponto P, e
Se a origem da evolvente é fixada sobre O eixo y e o ponto de tangên· mede o raio da curvatura em tal ponto, donde se conclui:
da da reta s se toma sobre a circunferência de base no sentido horário (ver --.
Fig. 4) a equação da evolvente dá: ô = PoT - 8'
Rb
x == Rb (seu f3 - ~ cos ~)
porém : f;T '" PT = Rb • 19 8
y =Rb (cos /3 - ~ sen /3)
daqui ô = tg O - Ô
A aplicação da evolvente no perftl da roda dentada, é unlversalmen Lc Rb
por isso que
empregada à equação em coordenadas polares. P=cosO'
lClp.6 Cap. 61 Controle de engrenll8el\$ 89
ENGRENAGENS
88
_ variando o ponto de tangência B, por exemplo em B', se obterá um segmento
a equação paramétrica da evolvente em coordenadas polares, é: E'íi'íY igual a EBD em virtude deste ser Igual a ABC.
o flanco do dente é nonnaI a ED respectivamente nos pontos E e D, para o
Rb
p '" cos B que as suas tangentes em E e D resultam paralelas. O mesmo pode-se dizer
confrontand<rse em outro segmento EV
Ô :: tg f) - Õ
O que acima foi dito é o suficiente para entender o uso do instrumento
Na terminologia em usO para as engrenagens, o ângulo '5 é chamado em pauta cUJos d1 ~os paralelos se põem em posição tangente ao flanco dos den­
teS Resulta, evidentemente, além disso, que ao fun da medida não tenha impor­
involuta de O e é mdicado com o símbolo inv f) ou ev O.
tância a orientação do eixo do instrumento.
Temos assim a expressão:

Naturalmente o ponto de contato entre o flanco e os discos devem cair


ev e :: 19 /} - ê (com e e,x.presso em radianOS)
na porção do flanco correspondente ao arco de circunferência base compreendido
entre os flancos abraçados.
el' 8 -= tg 8 - ~80'l, (com O expresso em graus)
No caso da Fig. 6 a medida feita sobre os flancos opostos dos dentes
1 e 3, pode ser feita também sobre o flanco de um mesmo dente (ver Fig. 7).
A tabela Il dá os valores Já calculados da função ev B para pequenos
intervalos do ângulo e.
sendo possível interpolar os valores tabulares com sufi­
cientes aproximações. (vide tabelas nas páginas pIeéedentes)­

1.3 _ MICRO METRO DE DISCOS PARA MEDIDA W

O micrômetro de disco penníte obter a medida da corda em diver.;oS


dentes na engrenagem cilíndrica.
Se define medida da corda W (ver Fig. 6) o comprimento de um seg­ Fi!. 7
mento EíiD, tangente li circunferência de base. interceptando entre os flancos
não homólogos de dois dentes da engrenagem.

Porém ainda que neste caso o contato corret o entre o mstrumento e a


engrenagem é lmutado ao arco HM e !L, no caso da Fig. 6 é utilizável toda a
, Ag.6 amplitude do flanco (naturalmente. a porçãq que está no exterior do círculo de
}',
~ base). ficando assim mais fácil e segura a medição.
Em função do angulo de pressão e do número de dentes da engrenagem
é assim calculado o número de vãos que deve ser tomado entre os discos do
micrômetro, para que se possa usar o instrumento de maneira mais cômoda (me­
dida executada nas proximidades da circunferência primitiva).
A vantagem derivada deste sistema de controle se pode resumir nos se­
w
guintes pontos:
a) Emprego de um instrumento de medir baseado no princípio do parafuso mi­

Determina-se dai: crométrico. que atenda aos mesmos requisitos do micrômetro.


o segmento EBD é igual ao arcO de circunferência base ABC. interceptado da b) Execução de uma medida direta
duas evolventes aoS quais pertencem os flancos dos dois dentes abraçados.
90 ENGRENAGENS [Cap.6 c"p. 6] Controle de engre/Ulgens
91
c) Obtenção de uma dImensão fundamental cujo valor facilite avaliar a precisão onde

conseguida. 111 = módulo da engrenagem

d) Notável amplitude da medida feita e também menor erro complementar re­ / =númcro de dentes

lativo. I' = número de vãos compreendidos no arco a ser medido


e) Facilidade para medir cada tipo de engrenagem cilíndrica de dentes retos ou O = ângulo de pressão expresso em graus
helicoidais com perfIl a evolvente do círculo. Ô = ;íngulo de pressão expresso em radianos
I) Precisão de leitura e de medição na generalidade dos casos.
g) Independência na medida de outra dimensão da engrenagem.
h) Possibilidade de controlar a dimensão da corda no curso da fabricação da en­
grenagem e estabelecer. consequcntemente a posição que o aparelho deve atin­
gir para que o dente tcnha a espessura desejada.
O micrômetro empregado para medir a dunensão da corda é de cons­
trução idêntica a do micrômetro com uma única diferença que o plano de con­
tato é substituído com discos de superfícies bem planas, paralelas entre si e nor­ 'l-y ,
mais ao eixo de rotação da rosca (ver Fig. 8). ,' q,'" I
' :"",ó ,

;
I; "
/
./ Fig. 9

.-6--
/

Fig. 8
Sb

Supondo-sc que os pontos E e D Figo 6 estejam colocados na circun­


ferência primitiva poderemos atmgir mais facilmente o nosso objetivo. sem que
~ja constituída uma limitação para o que foi exposto anteriormente. Feita esta
Observação, consideremos a Figo 9 na qual E e D estão situados sobre a circun­
rerêncla Primitiva: da mesma Figo 9 tem
IA - DETERMINAÇÃO DE MEDIDA CORDA 111'1 PARA A
ENGRENAGEM CILlNDRlCA DE DENTES RETOS - .---.. .....,.
W = EBD = ABe ::; (11 - I) P + Sb
b
Fazendo referência a engrenagem cilíndrica de dentes retos, o valor teó­ onde:
rico W ela corda é cxpresso pela relação:
n = número de dentes compreendidos na medida

Pb =passo medido sobre a circunrerencia de base

[ W~m' cosO· r,(J'+O,5)+Z(rsB-9'l] Na Fig. 9, P ::; .•{Fi

b
S; = espessura do dente medido sobre a circunferência base
[Cap, 6 Cap. 6] Controle de engrenagens 93
ENGRENAGENS
92 .s
Ou, finalmente:
Se indicarmos com Rp e Rb respectivamente o raio da circunferência
primitiva e da circunferência base, o passo medido sobre a circunferência primi­
tiva valerá:
2 • 11" • Rp
P= Z
Se no curso da fabricação da engrenagem se mede um comprimento da
corda W' superior de 2b em relação ao valor teórico e se quer detenninar o afas­
tamento radial x da cremalhejra para trazer a medida da corda ao valor preten­
o passo sobre a circunferência de base:
dido bastará ter presente que a medida W' e W são referidas ao pedaço de evol­
vente paralela.
2 11"' Rb .
Pb = Z pOIS que: 'w

Rb =Rp • cos f), resulta: w

pb ~ P • cos f) =" . m cos 8

Sempre da Fig. 9 temos:

Fig.10
'""'
Sb = 2
........
FC + CC'
.-.....
onde Fã =Rb • S
o ângulo -g se obtém da equação:

AR =Rb (Ô + 6)
" .
BE = AR = Rb • tg (J donde : 6 : : tg 8 - Ô

e: '""'.... ~
Da Fig. 10 obtemos:
FC :; Rb • Ó :; Rb (tg (J - fJ)
b =x • sen 8; X = W' - W]
o valor de GG' obtém-se da proporção entre o arco e o respectivo raio:
(para dente com módulo unitário)

[ 2 sen 8

-.. Rb Pondo, cos 8 [11' (V + 0,5' + Z (tg 8 - ~)] =c

CC' = Sp R;:; Sp . cos fJ = 1T~ cos 8


p A expressão J pode ser escrita sob a fonna .
substituindo:
W=mc
Sb ;:; 2 FG + é(;. =2Rb Õ + rr;: cos 8 = 2 m/ cos 8 (tg fJ - Õ) +
e r W':; m[(c ± 2b)]
+ rr~n cos (J =m cos 8 [~ + Z (tg (J - 8)1

Daqui:

ÁJic = W ;:; (n - 1) Pb + ~ = (n - 1) 11" m cos O + m cos 8 [}+ Z(tg 8 - 8)1::::


onde W' =medida
As tabc.las
sobre dentes com correção (± x).
e IV trazem o valor de , para ângulos de pressão de IS°
{IJ
.
e 20° e para engrenagens com números de dentes de 12 até 155.
= m • cos (1 [rr (n - 0,5) + Z (tg O - Ô)] CD
TABELA lU TABELA IV
.-­ CORDA "C" E N? DE VÃOS "V"
CORDA "C" E N9 DE V.~OS "V" pl m '" 1 mm e (J '" 200

O • 15°
p/m ~ (mrn c
, ...­ v C z v
C z ~.
C
y C l v C z
z v C z f-­
9
29,4697 l'1 1
4,5963 60
6
20.0292 108
12
38,4143
60 5
17.0464 108
12 ( 4.6231 4757
13
6103
61
7
22,9953 109
4283

61
0524 109

13 6290 4816
1.\ 6243
62
23.0091 110
4423

62
0583 110

14 6350 111 4875


15
6383
63
0233 111
4563

6409 63 0642 6523


- 64
4703

15 112
4935
16
0373 112

6469 64
0702 2
7,6184 65
0513 13
41.4304
16 113
4994
17
113

6528 65
0761 6324
66
4504

17 114
5054
L8 0654 114

6587 66 0821 6464


67
4644

18 115
5113
19
0794 115

6647 67 0880 6605


68
0934 4784

L9 116
5173
20
116

6706 68
0939
20

117
5232
21
6745
69
1074
1I7 4924

6766 69
0999 6885
70
8
26,0735 5064

2L
22 6825 70
6
1058
20.1463
118
119

10 52,5637
5696
I,
22

23
7025
71
0875
118

119
5204

23 2 7,7130 71 5755
24
7165
72
1015
120 , 5344

72 1522 120

24
7289 121
5815
25
7305
73
1155
121
5485

7349 73 1582 3
10,6966 74
1295
122
14
44,5146
25 1641 122
5874
26

26 7408 74 5934
27
7L06 75
1435
123
5286

170\ \23
27 7467 75
5993
28
7246
76
1575
124
5426

76
1760 L24
28 7527 6053
29
7386
77
1715
125
5566

77 1819 125

29 7586 6112
30
7526
78
9
29.J377 126
5706

78
1879 126

30
7646

6171
31
7666
79
1517
127
5846

79 1938
127
31 7705 6231
32
7806
80
1657
128
5986

80 1998 128

32 7765 11 35.6636
33
7946
81
1797
129
6126

81
2057 129
15
47.5788
33 7824 6695
34
8086
82
1937
130

82 2116 130

34
7883 675;\
35
0\ 13,1748 83
2077
131
5928

83 7 23.2521 131
6068

35 3 \0.8288 6814
36
7888
84
2217
132

84 2581 132
37
6208

36 8348 6873
8028
85
2357
133

85 2640 133
38
8L68 86
2497
134
6348

31 8407 134
6933

8466 86
2700 39
8308
87
10
32,2159 135
6488

38 2759 135
6992

8526 87 7051
40
8448
88
2299
136
&628
39 2818 136

40
8585 88

711 t 41
8588
89
2439
137
6768

89 2878 137
42
2579
138
6908

4\ 8645 7170
8728
90

90 2937 138
43
2719
139
50.6569
42 8704 7229
8868
91
16

91 2997 139
44
2859
140
6709

43 8763 7i89
5
16.8530 92

92 3056 140
45
2999
)41 6849

44 8823 12 38.7694
8669
93

93 3115 14\ 46

45 8882 7753
88\0 94
3139
142
6989

94 8
26.3520 142
47

46 8942 7813
8950
95
3219
143
7129

95 3580 143
48

47 4 \3.9346 7872
9090
96
11
35,2940 144
7270

96 3639 144
49
7410

48 9406 7932
9230
97
3080
145

97
3698 145
50

49 9465 1991
9370
98
3220
146
7550

98
37!i8 146

50
9525 .51

8050
9510
99
3361
147
7690

99 3817 147
52
53.7351
51
9584 8\10
6
19,9171 100
3501
148
17

100 3877 148


S3 7191

52 9643 8169
9311
101
3641
149

10\ 3936 149


S4 7631

53 9103 L50
8229
9451
102
3781
150

102 3995 5S 1771

9762 8288
9592
103
3921
151

li "
54 4055 151

55 9822 103

4114
- 152
8347
57
9732
104
12
38,3582 152
7911

56 9881 104

13
9872
105
3722
153
8051

105
4174 153 " 8192

57 9940 41.81"
8812 59
20,0012 106
3862
154

106 9 ' 29.4579 154 8332

58 14.0000 155
8871~ '____
0152 107
4002
ISS
107
4638
59 5
17.0405
[Cap.6 Cap. 6 J Contlole de engnmagens 97
ENGRENAGENS
96
Admitindo-se agoro uma correção r:r==:+ 0.3sl
o número V é dado pela relação:
teremos.
b=x'sen200
v == z ':0 0,50 ­
portanto
b = + 0.35 X 0,34
2 • b = 0,238
= 0,119
ccsuJtando :
encontrada fazendo-se a medição na altura da circunferência primitiva, supondo W' '" m (c + 2 • b)
assim que os pontos E e D estejam realmente situados sobre a dita circunferência. W' '" 39,4725 mm
W' '" 5 (7,6605 + O,238)
Da Fig. 9 pode-se obter. indicando com n o número de dentes com­
preendidos no arcO de grandeza. W' = medida ~obre dentes corrlgída.

ED == Pb (rr -1) + Sb == 2 BE = 2Rp sen IJ l.S - DETERMINAÇÃO DA MEDIDA W PARA ENGRENAGENS


CILINDRlCAS COM DENTES HELICOIDAIS
e substituindo o valor precedentemente encontrado:
A determinação da medida da corda W no caso de engrenagem cilín­
drica de dentes helicoidais justifica uma recordação de algumas relações entre os
(n _ 1) 1T • m cos 8 + m cos O{1f + Z(tg O- O)} = 2 ,;Z sen 8
elementos característicos destes tipos de dentes.

da qual se obtém ri =Z ~ + 0,5 == Z 1:00 + 0,5 ou:

V =n - 1 == Z 1:00 - 0,5

Devendo ser o número de vãos V necessari3.IJlente inteiro, esse torna um


valor constante para um grupo de número de dentes e pode-se tomar como média Fig. 11

aproximada do valor calculado ao extremo.

EXERCÍClO SOBRE A MEDIDA W

Se desenvolvermos uma porção do cilindro primitivo da roda, suficien­


DADOS:

engrenagem cilíndrica reta sem coneção Ix" ID


temente ampla, contendo ao menos a h.élice homóloga de dois dentes sucessivos
z '" 20 dentes
(ver Fig. 11), podemos obter o passo frontal PI' o passo normal Pn e o axial
m =5 mm Pa' ligados entre si pela relação:
ex;: 200
ri = 3 (número de dentes sobre o~ quais tomaremos a medida W) Pn ='Pf • cos I{J =Pa sen I{J
Y .. 2 (número de vãos sobre os quais tomaremos Il medida W)
P - P • tg <li
O = 200 (ângulo de pressão) PP -- COS
_n_
I{J - a ....
da tabela. temos:
z v c sendo I{J, o ângulo de inclinação da hélice.
20 2 7.6605 Repetindo analogamente o desenvolvimento para o cilindro de base, pc­
~remos determinar a relação entre o passo frontal Pbf' e o normal Pbn' refe­
portanto: ndo ao cilindro correspondente:
li' .. m • c =5 X 7,660S
[ li' = 38.3025 mm ] Pbtt :: Pbl • cos I{J'
98 ENGRENAGENS [Cap. 6 Cap. 6] Controle de lengrenagens 99

sen .p' = tg If := tg .p _
)1 + tg2 'I' +~ ';1 + tg2.p + tt 8,,(1 + tt 'Pi
cos' 'I'
= sen 'I' cos 0n
Fig. 12
Pois que: P = _Pn_ = __
Pb n_ resulta:
a sen .p sen '1"
Pbn =Pn • cos 8n

Das equações anteriores pode-se concluir que:

Pb/ • cos .p' = Pn • cos 0n. e sendo:


onde '1" representa a inc1mação da hélice de base (ver Fig. 12).
A hélice de base e á hélice primitiva têm o mesmo passo Pe. como Pbf =Pf' cos 8, Pn =Pf' cos 'I'
também o mesmo passo axial Dezudindo-se:

Pa =;P (Z = número de dentes da roda)


onde:
cos O • cos '1" = cos .p • cos (J"

, cos.p· cos 0 11
COS 'P = cos (J
mas situados sobre dois cilindros de raios respectivamente Rb e Rp ; pode-se por­
tanto escrever:

2 1T Rb _ 2 1T Rp

Pe = tg '1" - tg.p

Sendo Rb = Rp cos O_ resultará:

tg .p' = tg .p • cos O

o ângulo de pressão frontal O é merudo no plano noonal ao eixo da


engrenagem e o ângulo de pressão nonnal 0n' medido num plano perpendicular
a hélice primitiva.
Assim sendo. resultará a relação: Fig. 13

tg 011 = tg O • cos .p
't'
como é possível deduzir da figura 13 onde:

tg O = ~; tg On =~ e BC' = BC tg .p

Recordando-se que: !:!Õ I


~
~~ .
tg .p'
e cos O Q~ I
sen '1" .J 1 + tg' '1',- 0+ tg2 O'
Fig. 14
100 ENGRENAGENS fCap. 6 Cap. 6 J Controle de engrenagens
101
Seccionernos uma engrenagem helicoidal com um plano tangente ao ci­ 2 - CONTROLE DE ENGRENAGEM ClLINDRICA

lindro de base: sejam t e r ' a intersecção entre este plano e o flanco antihom6­ ATRAvtS DE ROlETES CALIBRADOS

logo de dois dentes situados do lado oposto com relação a geratriz de contato
(ver Fig. 14). Esta intersecção será uma reta incLmada com relação ao eixo, de
Um método bastante usado, para engrenagens cilfndricas de dentes he­
um ângulo .p' da tangente à hélice de base.
licoidais, é aquele a que se utiliza de coletes calibrados.
A medida da corda SfI' medida nonualmente ao flanco do dente, será:
Trata-se em definitivo de medir a distáncja entre o plano tangente a dois
ou três coletes calibrados, inseridos no vão diametralmente opostos da roda den­
S = S . cos .p'
tada, e confrontar a dJstância medida com a dimensão teórica, a dIferença posi­
" uva ou negativa. se atribUIrá o slgruficado de erro, e este pode ser tolerado ou
sendo S a medida da corda. medida sobre um plano normal ao eixo da roda, não, confomle seja a função da engrenagem_
por isso igual àquela Ja determinada.
O método pode ser aplicado tanto a engrenagem com dentes internos
Tem-se então;
como a dentes externos e, como dissemos, pode-se empregar dOIS ou três roletes
calibrados.
Sn =m • cos (J • cos.p' [1T(V + 0,5) + Z(tg (J - Ô)]
No curso deste assunto distmguirem05 os diversos casos que Se apresen­
tendo-se em conta as expressões anteriores e fazendo m =mf; teremos: tam, segundo que se trate de engrenagem com dentes internos ou externos como
também, que o número de dentes da roda seja número par ou ímpar, e que se
S" == mIl • cosO" [7T (V + 0,5) + Z(tg () - ô)] empreguem dois ou três roletes calibrados.

[ n] 2.1 - CONTROLE DA RODA ClLfNDRICA COM DENTES RETOS NO


-I'
I A l/f I X/ LADO EXTERNO. PERf1L A EVOLVENTE COM NÜMERO
lJit11~
3S PAR DE DENTES E COM DOIS ROLETES
I I I I +-H-+-+-+-+-i/ pj
I Y í/'Y I~, I
10
uil I ,F 17V I J..:~·LrL
)fj [.:.1' JZY L&?l~
2S ~rL-~..l-~
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l'Ií-r I I I I , I I I I /"

'To 100 I!.O 200 CZ1


FIg. 15

O diagrama representado pela Fig. 15 permite obter com suficiente apro­


ximação, o número de dentes n = V + 1, compreendidos na medJda da corda
(medida W) em função do número de dentes Z da engrenagem para ângulo de
pressão noonaI (J n de I 5o e 20" e para inclinação da hélice primjtjva (",) de
0° a 40°_
A medida da corda I Ui I na engrenagem helicoidal será evidentemente
possível s6 no caso que a largura da faixa dentada lenha valor maior do ,que Fig_ 16

S • sen ",' Indicando com Qc :J dlst:lllci;J entre" plan,) tallgente 110 rolete inserido
" no vão diametralmente oposto da roda da Fig [b se tem:
102 ENGRENAGENS [Cap. 6 Cap.6} Controle de engrenagens
103

Qe = 2 (R + r) na qual S e a espessura do dente medido sobre a circunferência primitiva (para­


lela ao comprimento do arco PQ) e a qual se chega com uma simples proporção
onde: R:: raio da circunferêncja que passa pelo eixo do role te entre o arco e o respectivo raio.
r :: raio do rolete calibrado Pelo que dito antes, o arco fC vale:
Devemos determinar R, que representa a incógnita da equação acima.
Do lriângulo retãngulo FEO, cuja ltipotenusa é R e os dois catetos são fC = f!V (} • Rb
respectivamente o raio da base Rb ·e a tangente conduzida do centro da secção
do rolete à circunferência base no ponto E se obtém: e substituindo o valor encontrado na equação anterior obtém-se:

- R S·R
R = ~::_b_ LC = _ .b + e~o (J • Rb
cos 8 1 COS 81 p
,-..
o comprimento do arco CH resulta igual ao segmlinto Fr. Sendo as duas evol­
porque:
ventes (CP') e (HF) paralelas geradas por dois pontos da mesma reta geratriz
Rb = Rp cos O onde Rp = raio da circunferência primitiva. portanto:
(J :: ângulo de pre~~~os deBtes~ ...........

se obtém de: CH =r
R = Rp • cos O
onde r é o raio do rolete calibrado.
cos (J I
Resultará pois:
A determinação de 81 , única incógnita será possível, recordando a de­
finição de evolvente: S . R R +
=--......:.Jz. + el' O· b r
[jj 2· Rp
S
+ ell
ell 8. = tg 8. - Ô1 Ir Rb 2R (J + ....!....

b p Rb
Da figura 16 deduz-se que: e S + 8+ R . rcos _lL
el' (J 1 = 2R f!V f) Z

p p

~ ~ ~ ...-..... ~

ev 8. = H N = LH - LN =LH _ LN Conhecido o valor da função ev 01 , tira-se O. e, consequentemente, R


Rb Rb Rb Rb por meio de :

mas LN é metade do passo medido sobre a circunferência da base pelo que: R • cos (J

R pO
cos I
~em
­
seguida o valor nominal de:

""" 2 1T Rb
LN = 2Z _.1I..
Rb Rb Z
o diámetro do colete calibrado deve estar compreendido entre o limite:
sendo Z o número de dentes da roda.
2r = (1 ,68 - I ,82) m
Ainda da Fig. 16 temos que:
..........................
Exemplo:
LH _LC + CH Controlar a roda cilíndrica de dentes retos externamente tendo as se­
Rb - Rb guintes características:
....... .................... ........ S·R módulo 2mm

mas LC == LT + TC e LT = _ _b ângulo de pressão O = 20°

2·Rp
número de dentes : Z = 40

Cap. 6] Controle de engrenagens 105


ENGRENAGENS lCap.6
104
Observando a Fig. 17 notamos que a distância Qe entre os planos tan­
R =m.Z",2X40=40mm
p 2 gentes aos rolos e neste caso:
Rb '" Rp • cos 8 '" 40 X 0,93969 = 37 ,5876 mm
QI! = 2
(R • cos 9r + r)
diâmetro do roJete : 2r = 3,5 mm
para determinar R faz-se o mesmo como em 2.1
s =~ = 3,1416~ X 2 = 3,1416
2
2.3 - CONTROLE DA ENGRENAGEM CILINDRlCA COM DENTES
Valor da função el' 8: ev 20
0
= 0.014904
RETOS EXTERNAMENTE COM NúMERo IMPAR DE
DENTES E COM TRÊS ROLETES
Valor da função 01:

8 =3,1416 + 0014904 + 1.75 _ 3.1416 =0022211


ev I 2.40' 37.5876 40 '

Valor do ângulo (J I

(J
I
= 22 0 + 1l. -
100 -
2,043'48"
­ OI
a

Raio da circunferência que passa pelo eixo do rolete:

_ Rp • cos B = 37,;876 = 40,754 mm


R - cos (j I 0,9_235
Plg _ 18
Valor nominal da medida entre os planos tangentes aos roletes:
Na Fig. 18 está esquematizado este caso; da mesma figura tirwnos:
Qe = 2 (R + r) = 2 (40,754 + 1,75) =85,008 mm
0 0
Q = R + R . cos 180 ... 2r = R( 1 + cos 180 ) + 2r
(! Z Z
2.2 - CONTROLE DE ENGRENAGEM CILINDRlCA DE DENTES

RETOS EXTERNAMENTE, COM NúMERO fMp AR DE


Para calcular R procede-se como em 2.1
DENTES E COM DOIS ROlETES

2.4 - CONTROLE DE ENGRENAGEM cn.INpRICA COM DENTES RETOS


INTERNOS COM NúMERO PAR DE DENTES E
COM DOIS ROLETES

A distância entre o plano tangente ao rolete no vão diametralmente


.;/ oposto aos den tes é (Fig. 19)

Qi =2 (Ri - r)

-- onde:
Ri = raio da circunferência que passo pelo centro do role te
r = raio do role te
lQg . 17
ENGRENAGENS ICap. 6
106 Cap- 6] Controle de engrenlren 107

v 2.5 - CONTROLE DE ENGRENAGEM CILINDRICA DE DENTES RETOS


INTERNOS COM NúMERO IMPAR DE DENTES E COM
DOIS ROLETES

... 9
\\ /I
I'L/~~
Ii \ .

"
t." 92
\
\
8

81' /
I /
II
/ .q
<l-
j
"

/
/
~
;0,.""­
~ I ~~
\\\. ,I i"/
i\\ J/ '/ ~~
ai

. /I '/ · /"
/1"/ ..... -lp'"
~
-1

Fig. 19
FIg.20
Determinemos agora o valor de Ri ' fazendo referência a Fig. 19.
Se observannos a Fig. 20 e se tomannos em conta o que fOl exposto
Do triângulo FEO tiramos:
para o caso II.2, pode-se escrever:
Rb Rp • COS O
R
I
=- - =--"---­
cos Ol COS O2
Q. = 2 (R. cos 90
0
- r)
I I Z

e o valor de 8 2 fica determinado pela função:


e o valor de Ri se determina como em 2.4
.......... .......... -'"""'

ell 82 =LH =LC _ HC e sendo:

LC:1+«v8
R b
. Rb

2Rp
Rb Rb

e
Rb
-

HC =.L
Rb

2.6 - CONTROLE DE ENGRENAGEM CILINDRICA COM DENTES


HELICOIDAIS EXTERNAMENTE; COM NúMERO PAR DE
DENTES E COM DOIS ROLETES

-~cos
. r
A distância entre o plano tangente aos dois roletes inseridos nos vãos
chega-se a. -1. + eJI 8 O
opostos é agora:
ev 82 - 2R p

Qe =2 (R + r)
Conhecido o valor de ev 81 pode-se obter e determinar:
onde:
Rp • cos 8 .
Ri = 8 e daqUI o valor de Q{ . R = raio da circunferência que passa pelo centro dos coletes
cos 2
r = raio do rolete
Cap.6] Controle de engrena~1U 109
108 E..~GR.ENAGENS (C.p. 6

passo frontal:

Com o mesmo procedimento do caso precedente se chega a expressão

do valor de R: Pr =1t • m, = 3,1416 X 2,7295 :: 8,575 mm

R = Rp • cos 8 espessura frontal do dente:


COS 81
S -- 8,575
2 = 4,2875 mm
onde:
Rp :: raio da cucunferéncia primitiva raio primitivo:
O :: ângulo de pressão aparente
m[ • Z :: 2,7295 X 40 = 54,59 mm
OI = ângulo função da evolvente Rp :: 2 2

O ângulo de pressão aparente (J se deduz da relação já vista ângulo de pressão aparente:

tg 8" _ tg O" _ tg 20° _

tg 8 - -
cos- - cos "'><0..,0 ...... " - 0,44155
t8 (J = cos 1,0 I{J

oode 8 :;.. 23°49'21"


na qual:
8" :: ângulo de pressão normal
1,0 = mclinação da hélice medida sobre a circunferêncja primitiva e da tabela de evolvente tira·se:

O ângulo 8. se obtém da função:


eJI 8 :: 0,02574

ângulo I{J' da hélice com relação a circunferência base:


S 8+ r _.1!... tg = cos 8 • tg I{> ::: 0,91473 X 0,68678 = 0,6282
ev 8. :: - R p + ev
.,- •- cosI{J' • R p cos 8 Z I{>'

que lhe corresponde um ângulo:

na qual todos os termos são conhecidos, menos o ângulo 1,0', que representa a I{J' :: 32°8'16"
incUnação da hélice medida sobre a circunferência de base, cujo valor é obtido
da conhecida relação: cálculo da função ev 8 1

tg 1,0' = cos 8 • tg 1,0 _ 4,287 2 _ 3,1416 ::


eJI 81 - 109,18 + 0,02574 + 0,84677 X 54,59 X 0,91473 40
Exemplo: =0,0377
Deterntinar a dimensão teórica Qe de uma engrenagem cilíndrica com
dentes helicoidais externamente com as seguintes características: donde:

número de dentes: Z = 40
. 81 = 25°56'

ângulo de pressão normal: 8" :: 20°


Em ruo:

módulo normal: mil = 2,25 mm


R • cosO
ãngulo da hélice primitiva: I{J = 34°28'47" Q = 2 (R + r) :: 2 ( P + r) 109,18 X 0,91473 + 4 =
e cos 8 1 cos 25°56'
diâmetro do rolete: 2r = 4 mrn :: 115,055 mm
módulo frontal:
Obtida a medida teórica de Qe faz-se a medida sobre a roda dentada e
m, = mIl
cos I{J -
_ 2,25
0,8243 =2,7295 mm
.confronta-se o valor com relação· a um pré estabelecido campo de tolerância.
110 f.NGRENAGENS (Cap.6 Cap. 6 J Controle de cnsrcnagcn~
111

2.7 CONTROLE DA ENGRENAGEM CILlNDRICA COM DENTES

HELICOIDAIS EXTERNAMENTE COM NÚMERO lMPAR DE

DENTES E COM DOIS ROLETES

.~\
A relação que exprima a distânica entre o plano tangente ao rolete in­
/ /
serido no vão é agora:

Qe == 2(R cos 90° + i)


Z .

e o proced!mento é repetição do que foi exposto em 2.2 e em 2.6


Para dentes helicoidais internos, com numero par e ímpar de dentes.
se adota o mesmo procedimento exposto no caso conespondente já examinado. Fig. 21

Pbn '" Pn • cos 011


3 - MEDIDA DO PASSO
Um terceiro apalpador c cuja posição é regulável segundo o módulo dos dentes
Diferença ainda que reduzida no passo, além de ser, a causa de ruído
serve unicamente para ter a superfície SQ comprimida contra o dente da roda.
na engrenagem produz choque. e solicitaçã'o dinâmica no dente, que poderá ser
muito maior do que a noonal para uma determinada potência transrmtida. Outro aparelho com vários acessórios, compreende um comparador em
quadrante. geralmente com possibilidade de aproximação de 2 mUésimos de ml
Por esta razão são construídos aparelhos de grande precisão que penni­
lúnetro, o qual indica 3 distância entre o plano SQ e Sb'
tem medir o passo com um erro inferior a 0,002 mm.
Variando a orientação do aparelho muda·se a posição de contato da su­
perfície SQ e S,. com o flanco do dente. mas este segmento pennanece sempre
3.1 - APARELHO DE MEDIÇÃO MECÂNICA em um plano tangente ao cilindro base e a distância entre esse, dado pelo com­
parador, mede sempre o passo base.
No caso de roda cilindrica de dentes retos, a unifonnidade do passo Porém, se os demes estiverem bem certos, o aparelho deve dar uma in­
pode ser controlada de maneira muHo simples, colocando duas barras cilíndricas dicação constante de qualquer maneira que varie a sua orientação porque, na­
retificadas de mesmo diâmetro em dois vãos sucessivos e medindo a sua distân­ turalmente, o contato entre os apalpadores a e b e os dentes da engrenagem se
cia; ambas as barras estão distanciadas de um passo e se levanta novamente a sua verifica ao longo da parte do Oanco que é pernJada segundo uma evolvente; a
distância; a diferença levantada, repetindo a operação sobre lodos os dentes, con· indicação permanece porém invariável quando se passa de um par de dentes a
siste em apreciar a maior ou menor uniformidade do passo. um outro da mesma engrenagem.
O método resulta um tanto incerto pOIS que li medida depende do even­ Em alguns tipos de medidores, os apalpadores planos, são substituídos
tual erro do vão entre dente a dente. por três esferas, duas no lugar. do apalpador fixo a e uma terceira no lugar do
Este método não se pode naturalmente apUcar aos dentes helicoidaIs. apalpador móvel b com esta disposição é possível medir o passo base além que
A medida do passo para dentes retos ou helicoidaIS pode facilmente ser conse· paxa roda cilíndrica de dentes retos, como também para a engrenagem cilíndrica
guida com "Medidor de dentes" de dentes llelicoidais.
Este instrumento é essencialmente constituído de dois apalpadores a e Se além da verificação da exatidão do passo base, se quer medir o valor
b (ver Fig. 21) dos quais o primeiro é fixo e o segundo, sobre a ação de um pe­ real deste último, deve·se zerar (colocar em zero) o índice do comparador do
queno deslocador, pode deslocar·se conservando sempre sua face plana Sb para· instrumento sobre a medida do passo base, materializada pelo bloco padrão, c~
leIa a face plana S(J do outro. mo mostra a Fig. 22.
A operação de azeramento resulta facilitada pelo bloco da face inclinada
As duas faces SQ e Sb podem-se considerar como flancos homôrtimos de K, que assegura uma boa colocação das duas esferas de apOlO a. fazendo oscilar
dois dentes de uma cremalheira. porém se esse se apoia sobre o flanco de dois o instrumento em um plano perpendicular a superfície de referência do bloco,
dentes sucessivos de uma roda. a sua distância resultará jgual ao passo base nonnal: o índice do compaxador deverá tocar o zero em correspondência com a medida Pb'
112 ENGRENAGENS [Cap. 6

PII

tt
CAPITULO VII

GERAÇÃO DE ENGRENAGENS

Fig. 22 Convém, antes do exame da operação de corte propriamente dita, de­


senvolvida pelas ferramentas geradoras, discorrer rapidamente sobre as diferentes
Todo instrumento é provido de alguns pares de esferas de apoio a. de formas possíveis de obtenção ou geração de urna engrenagem cilíndrica de ma­
diâmetros diferentes, para estabelecer o contato nas proximidades do cilindro neira geral.
primitivo da engrenagem. A remoção de material compreendido entre 2 dentes consecutivos, ou
Para controlar o valor real do passo base de uma engrenagem, uma vez seja, o vão dos dentes, é obtida através de métodos diversos.
feito o azeramento, bastará introduzir a esfera de apoio a em um vão e fazer Pode-se, entretanto, enquadrá-los em 2 processos gerais:

apoiar o apalpador m6vel b sobre o flanco do dente, como mostra a Fig. 23. - Processo direto com fresas de forma.

- Processo indireto ou por geração.

1 - CORTE DO DENTE COM FRESA DE FORMA:

A principal vantagem deste método de corte é devido a possibilidade de


se poder conseguir o trabalho sem que se recorra a uma máquina especialmente
const rulda, podendo-se utilizar de fresadoras Universais.
-... -... A fresa de forma pode ser de topo ou de disco, estas últimas são mais
freqüentemente usadas, porque mantém inalterado o seu perfil, ainda depois de
numerosas mações.
Fig.23

Se o passo base da engrenagem é eXJlto, fazendo oscilar o medidor de


dentes em um plano perpendicular a direção dos dentes, deve-se refazer o azera·
mento do índice em correspondência à tangente t do cilindro de base.
Recordamos que o passo base, na roda cilíndrica de dentes retos, é ex­
presso pela relação:

Pb = 1T • m • cos 8
\

sendo que o passo base nonnal. para a roda cilíndrica de dentes helicoidais vale:

Pb n =m n • 1T • COS 8n
1-' Fig. 1
Ctp.7) Geração de engrenagens IlS
114 ENCRENAGENS (Cap. 1
u
Na figura 1 estilo esquematizados uma fresa de disco e uma de topo c
para o corte de engrenagem cjJ{ndrica .
Entretanto a ferramenta deverá ter ~rfu coincidente com aquele da se­
ção Jlormal do vão entre os dentes d.. engrenagem.
Se a fresa é de topo. seu eixo de rotação deverá ser orientado radial­
mente com relação à roda; se é 40 tipo dísco o plano médiO do cortador passará
pelo eixo da el)grenagem. no caso que este último seja de dentes retos, e será
tangente a hélice primitiva do dente. tratando-se de engrenagem de dentes he­
licoidaís.
A fresa de topo emprega-se somente no caso em que não é possível ""-.. C
recorrer-se à fresa de disco (por exemplo, no caso do corte de uma engrenagem
bi·helicoidal ou dente de Serra com dente continuo).
Quando para o corte do dente se emprega uma fresa de forma, o tra­
balho pode ser conduzido sobre uma máquina fresadora comum, estando esta ~p
equipada com um divisor; tratando-se de uma engrenagem de dentes retos será Fig. 2
suficiente uma fresadora simples; no caso de uma engrenagem de dentes heli­
coidais, se deverá empregar uma fresadora universal. sobre a circunferência interna C de um disco P de material plástico (ver Flg. 2).

O corte do dente com a fresa de forma apresenta o grave inconveniente O perfll do dente obtido sobre a disco p, resultará conjugado Com o do
de utilizar uma série enorme de cortadores. pela variação do perftl do vão moti­ dente da roda gera triz; podemos construir rocbs de diversos números de dentes,
vada não s6 pelo módulo, como também pelo número de dentes da engrenagem. mas, naturalmente, do mesmo módulo. Estas rodas engrenarão corretamente entre
si, porque os dentes da roda geratriz U são exatamente iguais 80S da roda do
Em outras palavras, um perfil exato só pode ser obtido com a fabrica­ disco P.
ção de um cortador que atenda o módulo, e o núme ro de dentes da engrenagem
a ser fresada Uma apHcação deste último sistema de geração encontra-se no processo
Anderson : No dísco de aço do qual se deve obter li roda é preso o plástico me­
Evidentemente razões práticas têm determinado a limitação do núme ro diante aquecimento a cerca de 120QoC; em contato com essa se põe a roda
de fresas de founa destinadas ao corte de todas as rodas dentadas de um de ter­ geratriz, que é mantida fria com circulação d'água internamente.
minado módulo; normalmente a série completa dos cortadores, para cada valor
do módulo. compreende de 8 a 15 fresas e com as quais cortam-se rodas denta­ As duas rodas são montadas sobre doís eixos em rotação, com relação
das acima de 12 dentes. de transmissão dependendo da respectivo número de dentes. e apertados forte­
mente entre si.
O corte do dente com o método direto. além dos inconvenientes já
assinalados da não perfeita correspondência entre o perfil obtido e o teórico, O dente da roda geratriz penetra sempre mais profundamente no vão
necessita um tempo excessivamente alto. da roda em construção e a operação fica tenninada quando as duas c1rcunferêncl3S
primitivas resultarem tangentes.
Para a exigência de uma produção normal, o corte das dentes de uma
engrenagem na fresadora pode ser considerada como um trabalho especial ao qual No dimenslOnamento da roda geratriz e na avaliação da distância entre
se recorre quando se deve fazer poucas peças, sem muitas exigências no que con­ eixos, ao atingir o final da operação, deve-se ter em conta problemas de conuaçâo
após resfriamento.
cerne a exatidão do perfIl do dente. Nounalmente em situações de emergêncL8
de manutenção. A construção de roda dentada cilíndrica, de dentes retos ou helicoidais,
como processo de mode1ação. aSSJm como com deformação plástica é normal­
mente executável mediante uma operação de corte, removendo-se o material com­
2 - CORTE DE DENTES POR GERAÇÃO preendido entre os dentes.
Á!, máquinas operatrizes destinadas a estes tipos de trabalho são chama­
No corte de dentes por geração se utiliza da característica do perfil das fresadoras de engrenagens. As ferramentas empregadas para esse corte podem
conjugado. ser, basicamente. de três tipos: engrenagem de corte (fellow), cremalheira de
O sistema mais simples de uma geração pode ser realizado fazendo-se corte (maall) e sem-fim cortador ou caracol (Rhcnania),
rodar a circunferência primitiva C de uma roda dentada U (chamada roda geratriz)
ENGRENAGENS (Cap. 7 Glp. 7]
116 Geração de enarenasens
tl7

Vejamos agora. como uma superfície deste tipo pode ser geometricamen­ Vejamos como será possível gerar materialmente essa superfície heliCOidal
te gerada. por meIo de um rebolo de disco ou de uma fresa com face ativa plana e façamos
a
rererência ao caso do filete da rosca sem-fim .

/
/
/
/
/ A
C

c
cC "Y2
Fig. 4

Seja V uma rosca (Fig. 4) de eixo a, a e hélice traçada sobre o cilindro


de base de diâmetro Db' A tangente i à hélice de base e, inclinada de um ãn­
gulo «J' com relação ao eixo da rosca, é a geratriz dessa superfície helicoidal
desenvolvida passando peJo ponto I .

Se despresannos a face ativa do rebolo perpendicular ao plano da figur'd
e' orientado segundo a tangente i (a face ativa do rebolo corresponde ao plano
Fíg. 3 f3 da Fig. 3). o plano horizontal tangente ao cilindro de base (que corresponde
ao plano a da Fig. 3) resultará perpendIcular à face ativa do rebolo. como tam·
Seja C (Fig. 3) um cilindro de eixo a, a e a um plano a essa tangente bém a superfície do filete da rosca segundo a geratriz i da superfíCie helicoidal
ao longo da getatriz g; ao plano a, e perpendicular a ele. fica fixado um segundo e este plano será paralelo ao eixo do rebolo.
plano fJ. A intersecção i entce os dois planos forma com a geratriz g um ângulo op'.
A execução do flanco da rosca pode ser cfctuada inclinando o eixo do
Se rolarmos. sem escorregamento, o plano a sobre o cilindro C. o ponto rebolo de um ãngulo (~ - «J') e registrando a profundidade li ao valor desejado.
I de tangência entre a reta i e o cilindro C, descreverá uma hélice cilíndrica e,
Pelo que relaciona o movimento de geração do filete, é evidente que a
enquanto (I). com sucessivas posições, gerará uma superfície helicoidiaJ.
cada giro da rosca deverá corresponder uma translação axial do rebolo igual ao
Essa superfície helicoidal desem'olvido pode-se definir como a superfície passo Pe da hélíce
gerada pelas sucesSivas posições ocupadas pela tangente a uma hélice cilíndrica.
A rosca construída conforme modelo ilustrado na Fig. 4 é assim obtida
O plano Q resultará portanto normal a esta superfície ao longo da reta L
com um s6 registro angular da face ativa do rebolo de disco.
A intersecção entre essa superfície helicoidal e um plano perpendicular
É conveniente distinguir entre o corte da engr{;nagem cil{ndrlca de den­
ao seu eixo a, a é um arco de evolvente com círculo de base C. tes retos e engrenagem cilindrica de dentes helicoidais.
Na Fíg. 3 o arco de evolvente está indicado traccJado " representa a
trajetória do ponto M.
Se op' ~ O, isto é, a reta i resulta paralela ao eixo a. a do cilindro C, 3 - ENGRENAGEM DE DENTES RETOS
essa descreverá, com o rolamento do plano Q sobre o cilindro de base uma suo
perfície cilíndrica onde a diretriz é uma evolvl!nte de circulo (caso de roda den­ O cortado r tem a forma aproximada de um prisma dentado.
tada de dentes retos). A espiga de corte resulta da intersecção entre a superfície frontal AB
ENGRENAGENS (Cap. 7 Cap.7] Gel'llç:io de engrenagens 119
118

e 3 superfície lateral do cortador, esta espiga se proJeta, sobre um plano perpen· Correspondem à pOSição (2) e são ligados entre si, e COm o diâmetro
dicular ao eixo. segundo o perftl a evolvente de um denlado conjugado com o de base Db pela relação: Dh '" Df, • cos () = Z . m . cos fi .
da roda a ser fresada (ver Flg. 5). Com a indicação da Fig. 5, resulta para a secção (1) :

De '" Dp + 1,5 mie. a espessura do dente o: 7T ; m.

Com o cortador novo tem·se sempre a posição I situada a uma distância

t
da 2 de cerca de 1/3 de sua vida útil.
O ângulo de saída frontal 'Y complica notavelmente a geometria do cor­
tador. para 'Y = O o nanco de cada dente do cortador roda deverá ser constituído
de uma porção de superfície helicoidal cuja hélice primitiva tem uma inclinação
referida ao eixo do cilindro primitivo nominal, dependente da inclinação lateral
que se quer dar ao cortador.
No caso citado de 'Y = O a intersecção entre essa superfície helicoidal
com urna série de planos paralelos, todos perpendiculares ao eixo do cortador,
serão evidentemente de evolvente do mesmo circulo base.
A máquina fresadora trabalha como representa o esquema da Fig. 6.

O:;:

"
~,
~~/ --::::::
Fig. 5

A aflação é feita na superfície cônica frontal AB.


A faca-roda deve sempre gamntir o corte dos dentes do mesmo passo ...a
base P , como também o diâmelro base Db devera permanecer constante Se Z
II
é o número de dentes da engrenagem, de'lerá ser:

Z . Pb
Db =----.;r-

Na Fig. 5 estão indicadas as três posições da superfície de aOação:


Fi~. ti
posição 1 - com cortador novo.

posição 2 - definido como estado de afiação teórica.

A faca é dotada de movimento alternatIVo em direção vertical, o disco


posição 3 - com cortador em última a fiação .

onde se deve gerar os denles é disposto com o eixo vertical. mas este eixo pode
Os valores nominais dos elementos característicos do cortado!: transladar paralelamente a si mesmo.
Diâmetro primitivo (D p )
No inicio da operação o perfLI cortante da faca será externo ao cUsco;
Ângulo de pressão (fi)
encostando lentarneOle ao cortador faz-se penetror o dente deste último sempre
Módulo (m)
rn.ais prohmdumente no interior do t1i~co
120 ENGRENAGENS [Cap. Cap. 1] GelllçiO de engrenagens
121
o avanço da peça terá flfJl quando as duas circunferências primitivas es­ 5 - GERAÇÃO COM CREMALHEIRA DE CORTE (MAAG)
tiverem tangentes. Desta posição tem inicio um movimento de rotação da cir­
cunferéncia primitiva da faca-roda sobre a circunferência primitiva da engrenagem
A geração da engrenagem cilIndrica pode ser conseguida, tanlO com a
a ser construída e o cortador gera por envolvimento o dente da roda, removendo
engrenagem de corte (felIows) como com a cremalheira de corte (m aag) , estes
o material compreendido entre eles.
instrumentos apTesentam a vantagem de uma major sjmphcldade construtiva para
os flancos de dentes retos.

C f UflORO 'RIH/rI ro
4 - ENGRENAGEM ClLlNDRlCA HELICOIDAL (FELLOWS)

Para o corte de roda cilíndrica com dentes helicOIdais o cortador deve


ter dente helicoidal e ser de movimento retilíneo alternativo, já considerado para
o corte de roda cilíndrica com dentes retos, de um movimento de rotação em
tomo do próprio eixo, capaz de descrever, com a face de corte, a superfície de
um dente helicoidal, conjugada com aquela a ser gerada sobre a roda. ~I/C""HrlU
cU'OOI/~ Fig. 8
A este movimento do cortador se deve juntar o movimento de rotação
das duas Circunferências primitivas. como no caso do corte de dentes retos.
'T"

o prinCIpIo
• da geração de uma engrenagem cilindrica de dentes retos
está esquematizado na Fig. 8, ainda que na Fig. 9, está esquematizado idêntico
Fig. 1
princ(pio para o caso de uma engrenagem cilfndrica de dentes heliCOidais.

"""ORO
PRIH l r,. o

Pelo que se relaciona ã geometria do cortador, reportamo-nos a consi­


deração feita a propósito do cortadoI destinada ao corte de roda cilíndrica de
dentes retos , devemos somente observar que a aftação deve ser praticada dente
por dente, com plano além de normal a direção da hélice primitiva, inclinando
de um ângulo de saida frontal "I (ver Fig. 7).
As características do corta dor são:

Mn = módulo normal

8" = ângulo de pressão normal

Z = número de dentes do cortador

.p = ângulo de inclinação da hélice primitiva

- . .. Z X Mn

D "" diâm elro pnmltlVo = --~


p coo.p
A saída do flanco do dente do cortador é agora obtida com uma super­
fície helicoidal desenvolvida. que fornece uma solução aproxunada, como Já foi
dito.
V'm!
o cortadof encontra o campo de emPrego maIS importante na construção
de dentes internamente. onde não é poss{vel reCOrrer-se a cortadores de outro
Lipa. fig. 9
[Capo ~7 Cap. 7} Geração de engrenageM 123
122 ENGRENAGENS

29) tenha-se um movimento de rotação do cilindro pnrnitivo da foda 8 ser fre­


Nos dois casos o cilindro primitivo da roda deve rolar, sem deslisaI.
sada sobre o plano prinútivo da fresa geradora equivalente ao mesmo.
sobre o plano pnmitivo da ferramenta geradora, no caso da Fig. 8 o dente da
ferramenta tem direção paralela ao eixo da roda, e aqueles da Fig. 9 são incli­
nados com relação ao mesmo eixo, do ângulo de hélice primitiva ..p.
6 - A CREMALHEIRA DE CORTE
Para que a construção dos dentes seja possível, é necessária que:
19) o cortador lenha o perfil cortante igual ao da ferramenta geratriz e seja A fresa geradora será constituída da projeção do cortador sobre um
animado de um movimento de trabalho retilíneo alternado na direção do plano ortogonal à direção do movimento de trabalho e dito cortante. resultará
dente : este movimento será paralelo ao eIXo da roda ou será inclinado de um a intersecção entre a superfície inclinada (de saída) do dente com a superfície
ângulo .p segundo tratar-se de denLes relos ou de denles helicoidais frontal de afiação.
(ver Fig 10). A saída do dente da cremalheira de corte é muito simples, sendo esta
de forma prismática; o perfIl do cortador deve permanecer constante nos diversos
CRCHALH(/RA
estados de afrnção.
Na Fig. 11 estão mostrados, em forma esquemática, o cortador Maag e
I
o cortador Sunderland, nomes de dois fabricantes de ferramentas.
I
RODA
o '":z:
~
:z:
~
oq;
oq; co
co oq;

..,....
<t Q;

...
IQ::

i II
~
1_
...<:>
...
::.:
~
;;;
Q
~

r
1

i Hoag
C~I"~"'H(lll1
j NOHINAL_ _ [
$UndUlalld

Fig. L I

.............' .J_ 1/111


No cortador Maag o ângulo de saída frontai é oblido dispondo a faca­
dentada inclinada do mesmo ângulo, no porta ferramentas da máquina. entretan­
to a ferramenta Sunderland é inclinada frontalmente no curso da construção.
Em relação ao ciclo estabelecido ~ara a construção da engrenagem, se adotl,l a
ferramenta com perfIl cortante de diversas formas; tem-se ferramentas acabadoras,
Fig. 10 ferramentas desbastadoras.
124 ENGRENAGENS [Cap. 7 Cap. 7] Get1çiO de engrenagell&
125

Para a construção da faca-dente será necessário, conhecer o ângulo de


pressão 8 da fresa geratriz e o ângulo de inclinação da ferramenta determinar
o ângulo de abertUIa (8 I) do diedro, que deve pertencer o flanco do dente, por­
E que a projeção da espiga cortante, sobre um plano normal ao movimento de
I trabalho, coincide com o perfil tia fresa geratriz. Na Fig. 13a está desenhada a
E
E secção (1) deste diedro com um plano normal 30 mesmo; a Fig. 13c representa
'"
.... o perfJ.1 da iresa geratriz .

Com as indicações da Fig. 13 tem-se:


~l~ L-I
19 8
-r
=-r
Fig. 12
Na Figo 12 está representado o cortador de operação de acabamento.
e se "'I e a representam respectivamente o ângulo de inclinação frontal e lateral,
O corte de uma engrenagem cillndrica de dentes retos ou helicoidais, temos na secção 1:
desprezando-se o caso que os dentes tenham a forma de uma espinha de peixe,
que dificulta o movímento do cortador é sempre realizável com a cremalheira L -I
de corte de dentes retos; devemos todavia observar que. no caso de dentes heli­ -2­
tg 8) b tg 8 cos 'Y

coidais, a ferramenta geradora será definida em base ao elemento da secção nor­ cos"'l cos ('Y + a) cos ("'I + a)

mal a hélice prunítiva da engrenagem a ser fresada .

Podemos ainda deteoninar o valor de 8" ângulo do diedro segundo uma

A secção paralela à face de afiação:

L - 2
T
a}

bJ tg 8 2 = tg O • cos 'Y
êõSf
Esta relação é indispensável para a construção e controle do cortador
Maag e Sunderland de dentes retos

c)

.J .
""I

Fig. 13 Fig. 14
Cap_ 7] Gera\'io de engrenagens 127
126 ENGRENAGENS (Cap. 7

Detém o porta ferramenta na posição superior, fora do contato com


A afiação do cortado r dos dois tipos é feita sobre a face frontal e tem a engrenagem.
[onna diferente em relação ao valor do módulo: para módulos pequenos a super­
fície de aflação é plana, para módulos médios cada dente é afiado simplesmente Bloqueia o movimento de geração.
com uma superfície côncava, como mostra 3 Fig. 14. - Faz retroceder. de um espaço p. iguaJ ao passo do cortador. o carri­
Na fresa Maag o eixo da roda a ser fresada é disposto verticalmente, o I nho sobre o qual está montada a roda. Durante este retrocesso a en-
cortado r é dotado somente de movimento de trabalho retilíneo alternado, amda grenagem não roda. I

que o cilindro primitivo da engrenagem roda sobre o plano primitivo da ferra­ Reintegrar-se, ao mesmo tempo. 'seja do movimento de trabalho seja
menta geratriz. do de geração.
Na fresa Sunderland -o eixo da engrenagem a ser fresada ~ disposto ho­ O den·te 1 do cortador se encontrará nO vão 2' da coda, na idêntica
rizontalmente; seu próprio eixo e a fresa é dotada, ao mesmo tel,!lpo. de movi­ posição em que se encontrava o de~te 2 antes da translação.
mento de trabn1ho e de movimento de translação conjugado com o da engrenagem. O diSpositivo automático intervirá novamente quando o ei.xo da roda terá
J

Descreveremos esta translação para a fresadora Maag. utilizando-nos da avançado dé um passo e assim sucessivamente até o fun do trabalho ...
Fig. 15.

7 - GERAÇÃO COM SEM-FIM CORTADOR OU CARACOL DE CORTE

O caracol de corte ou sem-fun cortador caracteriza-se como uma rosca


sem fun. apresentando o mete interrompido por uma série de sulcos helicoidais
S, normais a hélice primitiva (ver Fig. 16).

Fig. t6

A espiga de corte resulta da intersecção entre a superfície frontal do


dente e a superfície dorsal do mete: o dente do gerador é inclinado, sobre o
dorso e seus flancos, de maneira tal que a afiação feita sobre a face frontal não
altera o perm do . dente.
A rosca equivalente. relativa a engrenagem a .ser [resada, pode-se consi­
derar como uma roda helicoidial e com um númerO de dentes igual ao número
Fig. 15
de metes.
A operação se desenvolve como mmtra a Fig. 15. Já observamos, descrevendo o corte de dentes com a engrenagem de
Dispõe-se o cortador na justa profundidade" com relação à roda e se corte (fellows), que! com uma roda cilindnca de dentes relOs ou helicoidais
inicia o corte. (cortndor), é possível genu uma série ilimitada de engrenagens, de dentes retos
ou heliCOidais. todas com o mesmo módulo e o mesmo ângulo de pressão; como
Quando o eixo da roda é deslocado. da posição de início, do valor (Q.) conseqüência. com um gerador de módulo e ângulo de pressão normal, respec­
e o dente I do cortador tenha tenninado o trabalho de execução do vão 1', tivamente. M n e fJ n podemos cortar infmitas rodas cilíndricas de mesmo módulo
intervém um dispositivo automático que providencia as seguintes operações su­ M" e de mesmo ângulo de pressão On'
cessivas:
128 ENGRENAGENS [Cap: 7
Cap. 7} Geração de engrenage/IJI
129
8 - CARACTERtsTICAS DO CORTADOR CARACOL
~
O flanco do mete de um gerador. destinado ao corte de rodas dentadas
deverá ser constituído de uma superfície helicoidal desenvolvida.
Tomemos em consideração o corte de uma engrenagem Cilíndrica de
dentes retos, com o eixo disposto verticalmente (ver Fig. 17).

---
('I( 1"'0 •
o or
- .......l1 --
- ....... 8 43("

------
E: /f, -....... ---..........
I..... } . ............. I

-....... -....... rI
-.. . .

I".. ..j OO ,or"


R

---
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N()
FIg . 17 RD PI/IHI TlVO II ____ -..!.!11('.
C/o ===
. ~""'i'
...~
c
/ ~.o
" '+,;
'\ ..;,~

Fig. 19

Na Fig. J 9 representa-se uma porção do mete da rosca equivalente ao

gerador correspondente à zona de corte, na hipótese que tal filete seja consti

tu(do de uma superfície helicoidal ~esenvolvida.

N ~ A geratriz i dessa superfície helicoidal desenvolvida é tangente em 1 na

IR
hélice de base. O plano vertical a. que contém i e a tangente n ã héltce primitiva

~ e', é tangente a essa superfíCie helicoidial segundo a meSma geratriz í.

Fig, UI Isto equivale dizer que se dispusermos a tangente ~ hélice primitiva do

gerador orientada segundo /l, o mete da rosca será uma superfície helicoidal ge­

rada do envolvunento do plano a.

Para a execução dos dentes da engrenagem R (ver Fig, 18), o cuindro


primitivo da roda deverá ficar tangente ao cilindro primitivo C do gerador Se, unido ao plano a, considerarmos o plano vertical, tangente ao cilin­
No ponLo de coniato N entre os dois. cilindros. 3 hélice primitiva (!' do dro primitivo da roda e ao cilindro primitivo ~o cortador, e fizermos rodar o
cortador e a roda a ser (lesada de modo 11 satisfazer a relativa relação de trans­
gerador e 05 dentes da roda Lerão a mesma tangente lI,tangente que será vçrti­
missão. estaremos nos identificando com (l corte atrav~s di: cremalheira de corte
cal ~e, como ficou dilO, a engrenagem é de dentes retos e o eixo da roda vertical. (Maag).
Cap. 7 J Ceração de eIlgteJllien, 131
ENGRENAGENS [c.p_ 7
130
O cortadOI caracol deverá ser montado com o próprio eixo deslocado
De falo se seccionannos o plano a com o plano horizontal ~, passando do ângulo E = <P2 ± 'fJ1 , com relação à nonnal do eixo da peça para fazer coin­
por N, obteremos na intersecção o perfi) equivalente. Este pernJ está representa­ cidir Q tangente à hélice primitiva do cortado r com a tangente à hélice primitiva
do na Fig. 19. do dente da roda a ser fresada. No caso de uma engrenagem de dentes retos já
A dentadura equivalente ao cortador será caracterizada pelo plano pri­ vimos ser € = il'1 (Fig. 17).
mitivo "1, que roda sem escorregar sobre o cilindro primitivo da roda, e do dente Se deve ter em conta, na rotação E do eixo do cortador, se este é hé­
gerado como envolvimento do plano a durante o movimento de avanço. lice direita ou esquerda e, no caso de roda cilindnca de dentes helicoidais, se
É porém necessário tomar em conta que a semelhança entre o corte a hél1ce do cortador e da engrenagem são ambas inclinadas no mesmo sentido
com o cortador caracol e o corte com o processo cremalheira (Maag) é somente ou em sentidos dJVersos, digo. contrários

teórica. A dentadura equivaJenre do cortado r (ver Pig. 20) tem os dentes orien­
No corte com cremalheira a geração do perfil a evolvente é obtida tados segundo a direção (1) isto é, com a mesma inclinação 'P2 do dente da rod ..
através de sucessivas posições do cortador; tem-se por isso uma descontinuidade Consideremos, por enquanto, sô o movimento de alimentação do car­
no sentído de avanço e continuidade no sentido do movimento de trabalho no rinho sobre o qual está montado o cortador, abstraindo-se o movimento neces­
corte com o cortador caracol tem-se uma dupla conúnuidade. sáno para a divisão da roda.
O corte de uma engrenagem cilíndrica de dentes helicoidais com incli­ Veremos em seguida na descrição da geração com cortador caracol. que
nação 'P2 da hélice primitiva, mediante um cortado r caracol com hélice primitiva o cortador é possuído de um suporte móvel em direção vertical. Se o avanço se
com inclinação 'PI , está esquematizado na Fig. 20. efetua segundo a direção (1), os dentes equivalentes ao cortador caracol não so­
frerão variação de posicionamento e a roda resultará com o euw fL'w; se ao invés
o avanço é feito segundo a dIreção vertical (2). ao movimento de ltanslação da
'"<l cortadora geratriz deverá ..também haver um movimento de rotação da roda.

~
'"
'O;
.I
_ .~
Para uma translação NA do cortado r a roda deve dar uma "rotação com­
o plementar" que, sobre a circunferência primitiva da roda, será representada pelo
......
.::'" arco AR.
("'-t'r; .0-4 lndicando-se com:
11 o número de entradas no cortador
z o número de dentes da roda
e o movimento de translação do cortador dá lugar segundo a direção (1), a cada
giro deste último, a engrenagem deverá cumprir uma fração de giro dada por
(1]); pois que a translação do cortador caminha segundo a direção vertical (2),
a "relação de transmissão referida sofrerá uma variação.

lndicando-se com:
Dp = o diâmetro primitivo da roda
'P2 = o ângulo de inclinação da. hélice primitiva da engrenagem
Pe ~ o passo da hélice do dente da engrenagem será

1T X Dp
P
tg '1'2

A rotação complementar poderá ser detenninada tendo presente que pa­


ra uma translação vertical Pe do gerador corrcsponderá uma rotação complemen­
tar da roda de I (um) giro; para uma translação vertical do cortador de NA a
rotação complementar da roda será dada por:
Fig . 20
132 ENGRENAGENS [Cap' 17 Cap. 71 I Geração de enp-enageru 133

A construção desta rosca pode ser feita no tomo mecânico paralelo Uni­
m- =
P rr X Dp
-m--X:-:--"t...!;g-I{J-l versal ou' em máquina especial de ftletagem que emprega um cortador tipo Fellows
de dentes helicoidais; a tangente a hélice primitiva do cortador deverá ter a mes­
ma inclinação da hélice primitiva da rosca.
Esta rotação deverá ser somada ou subtraída àquela necessana para a
divisão da engrenagem segundo ser a hélice direita ou esquerda.
9.2 - FILETES GERADOS POR UM TRONCO DE CONE DE REVOLUÇÃO
Ainda que possa ser construída no tomo mecânico paralelo utiliza-se
9 - GERAÇÃO DE COROAS PARA TRABALHO para a sua construção máquinas especi:us que empregam ferramentas tais como
ACOPLADO COM ROSCAS SEM-FIM fresas (bjcôrucas), ou lambém fresas de topo cônicas.
Essas fresas poderão ser substituídas por ferramentas aorasivas análogas
o cortado r caracol, além de executar o corte das engrenagens cilíndricas
como pode ser visto na Fig. 2~.
de delltes retos ou helicoidais, executa também o corte de rodas dentadas des­
tinadas ao conjunto com rosca sem·fun.
A foana de metagem da rosca sem·fIm, destinada ao acoplamento com
roda helicoidal (coroa), pode ser de três tipos fundamentais~
1 - Filete trapezoidal

2 - Filete gerado de tronco de cone

3 - Filete de superfície helicoidal desenvolvida.

9.1 - FILETES TRAPEZOIDAIS


A seção da rosca com um plano passando pelo eixo é representada por
um dente com flanco retilíneo, simetricamente inclinado de um ângulo de pres­
são 8 (ver Fig. 21).

Fig. 22

9.3 - FILETES DE SUPERFtCIES" HELICOIDAIS


DESENVOIcVIDAS (HELICÓIDE)
Desta rosca já nos ocupamos amplamente, descrevendo as características
geométricas do fIlete do cortador.
A rosca equiya1ente, correspondente no cortàdor empregado para o cor­
te, deverá ser idêntica a rosca sem fun com a qual a roda será sucessivamente
acoplada.
A construção desta particular roda dentada pode ser efetuada com dois
métodos diferentes:
1 - com avanço radial
FIg. 21 2 -com avanço tangencial
134 ENGRENAGENS [Capo Cap. 7] Gençio de enpenagene I3S

9.3.1 - COM AVANÇO RADIAL


Este método de corte apresenta a vantagem de permitir uma maior pro­
dução, sendo que sua aplicação se limita à construção de f o das dentadas heli­
coidais (coroas) para rosca sem-fim com ângulo "'I
de inclinação da tangente
a hélice primitiva não superior a (6° _8°) (ver Fig. 23).

I
--f-~
i ' ~,
' ' '. "

I,' '\
tt-
\
\

\\ '\ ,
I
I R
-j­

/
~
\ "

\ 'f,

\ 'l,
/"
\
r, C.i. 4
/
l ar
,
/
./

Fig. 24

Como já foi dito, a espiga de corte do cortador C deve constituir uma


rosca equjvalente idêntica àquela com a qual será acoplada a roda R (coroa).
Supondo-se' o cortado r de uma entrada e a roda de z dentes, a cada
volta do cortado r a roda deverá cumprir (1 /z) voI tas.
O eixo do ·gerador será naturalmente ortogonal com o eixo da engrena­
c
gem a ser aberta. A ação de corte terá inicio em correspondência dos cantos
A e B da roda, devido aos diferentes raios de curvatura entre a parte externa
" r.23 ACB. e o cilindro de diâmetro Dt do gerador. Chamado PQ o passo axial deste
último, o ãngulo de Íl}clinação da hélice correspondente a um ponto situado so­
bre a metade do cortador será.
Fig. 23
PQ
",j = are tg 1T X De ' sendo o ângulo de inclinação máximo:
Para outros diferentes valores do ângulo "' I, o cortador gera interferência
p

que enfraquece demasiadamente o dente da roda correspondente ao flanco ex­


terno (ver Fig. 24).
, , ",i' = are tg rr? Df

I~
Cap.7J Geração de engrenagens
136 ENGRENAGENS ICap. '7 137

Ainda que a peça e o cortador rodam com a relação de transmissão já O corte de uma roda dentada com o cortador simples necessita um tem­
considerada. o cortador deverá gradualmente avançar de uma certa quantidade po maior daquele necessário quando mesmo trabalho é feito com o cortador
ar' para cada volta da roda, até que a distãncia entre eixos do par atinja o valor
sem-fllll.
estabelecido.
Para toda profundidade do vão o cortador trabalhará com a metade da
SUa lace cortante que tem mclinação .,oi: tanto a tanto que o cortador a~' ança,
I
participam do corte pontos da face cortante de maior inclinação até um máximo
1
&~ •
Na Fig. 24 está representada em forma esquemática. a interferência ge­ J.U ._ _----"0._: ~ (\fI" , ídll i,f ,. ~ I L
r,({("\,,
rada com este processo de corte; A espiga ACB. que deverá estar disposta em
1" C n". resultará por cálculo em A 'C'B" e as duas zonas tracejadas represen­
tam a porção de matenal tirado em excesso. Quando a roda helicoidal assim
construida for acoplada com a rosca sem fun, o contato entre o mete desta
última e o dente da rodn não estarão regularmente apoiado sobre toda a largura
da roda. mas somente numa porção dela.

9.3.2 - COM AVANÇO TANGENCIAL


O inconveniente acima mencionado não se verificará fazendo-se o corte
da roda dentada com avanço tangencial do corta.dor, enquanto este último tra­
balhe nas mesmas condições da rosca sem-fIm com a qual a engrenagem deverá
acoplar.
Com este processo o eixo do cortador I1ca colocado na mesma posição
que será assumido em seguida pelo eixo da rosca sem-fim. Fig.25
,\ relação de tmnsmlssão entre o cortador C e a roda R. fica estabele­
cida como no caso precedente ; o mOVimento de alimentação será agora econômi­
co sob o ponto de vista do cortador, que 3vanç3Iá axialmcntc de uma certa
quantIdade 0 0 a cada volta da peça . A alimentação axial 0(J dctenninará uma
variação na relação de transmissão no par gerador-roda já considerado no que
conceme a divisão: veremos em seguida como se terá a prova dIsto, t1ustrando-se
~..:=" -~
com um cngrenamento.
~ --- ~
o cortador deve ser totalmente plano do lado de entrada. O dente na
pane cônica tem encorpamento progressivo de acordo com o vão, enquanto que
:Tr
\1 I
.+
a p~lrte cilíndrica efetua o acabamento.
O cortador é sem duvida o mais adaptado para o corte de foda helkoidal \1 \
destinada ao acoplamento com rosca scm-fun porém, a diferença do cortadO! já
considerada para o corte da engrenagem cilindrica di3 dentes retos ou helicoidais,
com o qual um só cortador é capaz de cortar toda a série de rodas de mesmo
módulo e ãngulo de pressão. o cortado! para esta roda deve ser construido es­
pecialmente. como já foi dito, e o seu perfil deve constituir uma rosca idêntica
- .

$ --0- _ _j

àquela com 3 qual a roda será sucessivamente ~coplada.


PqJ isso se rocorre ao emprego ue
uma ferramenta de um só corte mui­
Fig.26
to simples de ser construída e de preço muito mais modesto.
138 ENGRENAGENS (Cap.

A figo 26 representa um cortador simples montado sobrc o seu mandril.


O perfU cortante da fresa deve representar exatamente a seção do filete
da rosca sem fim segundo um plano normal ;i sua hélice primitiva.
Ao dimensionar o cortador ter·se-á naturalmente em conta que esse dt!­
ve assegurar o jogo necessário enLre o filete da rosca e O vão praticado na roda.
O perfIl do cortador. em relação a~ diversas formas de metes Já consi­
d('rado~ pode ser encontrado com uma construção gráfica ou com o cálculo. re­
SUIL<l pvrtm maJs convenIente fixar o cortado r no seu mandril , depois fazê·lo
passar por tratamento lermlCO com um desbaste preliminar, e perfilá-lo com uma
operação de aftação
O cortador deverá ser sucessivamente afiado em sua superficie de saída Bibliografia
segundo uma direção perpendicular à tangen te da hélice primitiva.
A inclinaq«o nos flancos e na cabeça do cortador é normalmente feita
1. BUCKlNGHAN. E - Ana~Ytical Meclumics o[ Gears - New York - 1949
a mão sem alteração do perfil do cortador.. .
2. CHIEROSIN, P. - Taglio Degli lngrallaggi - Apostila - Faculdade de
Engenharia de Genova - 1965.
3. DOBROVOLSKY, V. - Machine Elements .- MOSCOU - MIR - 1970
4. I?UDLEY, D. W. - Praticai Gear Design - New York - Graw Hill - 1954­
5. HENRIOT, G. - Traité Theorétique cf Pratique des Engrenages - Paris ­
DUNOT - 1949
6. ME RRIT , 11. - Gears - London - Pitman - 1955
7. NIEMANN , G. - Maschillene/emellts - BERLlN - SPRINGER-VERLAG ­
1960
8. NIEMANN, G. - WalzenprcSSLmg ulld Grubcllenbildung Sei Zohllradem ­
BERLJN VOl - VERLAG - 1940
9. THOMAS, A. K. Die Tragfahigkeil der Zahnrader - MUNCHEN - 1954
10. THOMAS, A_ K. Die Bereclmungsweise des Zulassigen Zalmbealls Pruclumg
MUNCHEN - 1943
11. TRIER, H. - Die Zalmformem der Zalmrader - VERLAG SPRINGER ­
BERUN - 1945
índice Remissivo

Ângulo
coroa-sem fim. 53

de atrito, 63, 65
correção de, 9, 56

de hc!lice, S4
dimen,ionamento de, 21,40,51.59

de Inclinação do filete, 63
geração de. 11 3

de pressão, 8, 12, 44
tipos de, 4, 5, 6

de pre~'lil0 frontal, 34
Evolvente

de pressão normal, 34
ddlnição, 84

CJIacti!IisticlI\ geoméuica~
valores de (tabelas). 86. 81

ctlindrlcas hclicoidab, 32
fator de carga, 29

cilindriC:l~ reta,. 8
Falor de forma

cônicas, 43
em função da correção (diagramá I. 30

coroa-sem fim, 53
valores de. 29

Cenrro a centro 8 33, 55


Forç3

corri[tldo ICltindric3'J, 11
axial, 39, 49, 57

fixação do IcorOD-sem fim), 60


normal. 16, 51

Controle de engrenagens
radial, 16, 39. 49, 57

medida W, 90
tangcnciol, 16 , 38, 48, 57

medição mecânica, 110


Geração

micrômetro de discos , 88
com fre$3 de forma, 113

rolete\ cahbrado~, 101. 104, lOS,


~istem3 cortado r caracol. 127

107, 110
~istema Fcllow~. 120

Correção
~1~t"mJ Maa!!. 121

de cn~cnagens. 9, S6
Módulo

folor de: correção, 10


diametral Pltch, 31

Cortador
do cortador, 33

C3mctcri,ucas do, 128


Ironlal Ihelu:oldaJ), 33

geração com, 127


mEdio (cônicas). 43

CrcmalhcU1l
normaliz.ação, 31

de cont 123
Mcdlda I\'

geração com, 121


d 'tllrminaç-Jo da tdlindricu~ retul. 90

Dentes
determinação da (helicoidais). 97

correção de:. 9, 56
xercicio sobre. 96

cone do, 112


Pressão de contacto

equivalentes, 45
udml~sjvel, 26

número mínimo de. 11, 56


falor de correç-Jo de. 41

Dimtnslonamenlo
fixação da Icoroa·scm fim I. 62

I,:oroa-~m tim. 59

Hertz (pre>são má:uma"). 23

engrenagens ciljndric:a~ de dentes he­


Passo
licoidais, 40
medida do 110

en~nagen~ cilíndricas de dentes rc­


Relaç-Jo de multiplica~'áo, 9, 34, 45, 54

to~, 21

RecobTlmento

engren~gcm cônicas de dentes reto~,

dctermlna"Jo do grau (diagrama). 14.

5I
36, 37

Engrenomento
grau de, 12. 35, 5S

esr(lrço~ no. 15. 31. 48. 57


Rendimento

lLOha de, 3
do parafuso sem fim, 63, 65. 68

IC'I do, 1
Tran)missões

tipo dl', 10
tipos de, I
Engrenagens
TcnWes admi,sivc:is, 3D, 62
dlindril-Js de denlt:~ helLcolcbh, 32
Velocidade~ de desllznmentos (coroa-~m
cilíndricas de denres rClos, 7
fim). 65
cóniCll5 de dentes relOs. 43
câlculo de, 66

conuole de, 81
tabela de, 61

Interesses relacionados