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SAÚDE DO TRABALHADOR- ASPECTOS FÍSICOS E MENTAIS

CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. Uma imposição legal da CLT –


Consolidação das Leis do Trabalho.
Metade dos componentes da CIPA é indicada pela empresa e outra metade é escolhida pelo
voto dos funcionários, periodicamente. Cabe à CIPA apontar os atos inseguros dos trabalhadores
e as condições de segurança existentes na organização. Ela deve fiscalizar o que já existe,
enquanto os especialistas de RH apontam as soluções. A CIPA tem especial importância nos
programas de segurança das pequenas e médias empresas (100 colaboradores no mínimo)
Conceito de Segurança do Trabalho
Conjunto de medidas técnicas, educacionais e médicas utilizadas para prevenir acidentes, quer
eliminando as condições inseguras do ambiente, quer instruindo ou convencendo as pessoas
sobre a implantação de práticas preventivas.
Conceito de Higiene do trabalho
“Conjunto de normas e procedimentos voltado para a integridade física e mental do
trabalhador, preservando-o dos riscos de saúde inerentes às tarefas do cargo e ao ambiente
físico onde são executadas”
• Manutenção da saúde;
• Eliminação das causas das doenças profissionais;
• Prevenção do agravamento de doenças e lesões;
• Aumento da produtividade pelo controle do ambiente de trabalho.
Os principais itens do programa de higiene do trabalho estão relacionados com:

1. Ambiente físico de trabalho:

 Iluminação: luminosidade adequada a cada tipo de atividade


 Temperatura: manutenção de níveis adequados de temperatura.
 Ruídos: remoção de ruídos ou utilização de protetores auriculares.
 Ventilação: remoção de gases, fumaça e odores desagradáveis, bem como
afastamento de possíveis fumantes ou utilização de máscaras.
2. Ambiente psicológico de trabalho:

Relacionamentos humanos agradáveis.


Tipo de atividade agradável e motivadora.
Estilo de gerência democrático e participativo.
Eliminação de possíveis fontes de estresse.

3. Aplicação de princípios de ergonomia:

Máquinas e equipamentos adequados às características humanas.


Mesas e instalações ajustadas ao tamanho das pessoas.
Ferramentas que reduzam a necessidade de esforço físico humano.

4. Saúde ocupacional
PCMSO – Programa de Controle de Medicina e Saúde Ocupacional - Lei nº 24/94.
Saúde Mental
PSICOPATOLOGIA DO TRABALHO
A Psicopatologia do Trabalho estuda o sofrimento e as formas de defesa adotadas pelos
trabalhadores, frente à uma organização de trabalho imposta pelas empresas, bem como as
consequências de tal situação para os trabalhadores, para a própria empresa e para a sociedade
como um todo.
Um expoente na teoria da psicopatologia do trabalho é Christophe Dejours (1987),
médico francês, com formação em Psicossomática e Psicanálise, diretor científico do Laboratório
de Psicologia do Trabalho e da Ação em Paris.
Dejours (1987) acredita que a organização do trabalho exerce sobre o homem uma ação
específica, que em certas condições faz emergir um sofrimento que pode ser atribuído ao
choque entre uma história individual, portadora de projetos, de esperanças e de desejos e uma
organização do trabalho que os ignora.
A partir de um privilegiamento do estudo da normalidade, sobre o da patologia deu-se
a substituição do termo Psicopatologia do Trabalho para Psicodinâmica do Trabalho. O que
importa para a Psicodinâmica do Trabalho é conseguir compreender como os trabalhadores
alcançam e mantem um certo equilíbrio psíquico, mesmo estando submetidos a condições de
trabalho desestruturantes. (Dejours, 1993)
Na década de 90, a organização do trabalho passa a ser pontuada como algo mutável e
móvel, e o funcionamento psíquico do trabalhador capaz de transformar as situações de
trabalho de forma a trazer benefícios para a saúde mental do indivíduo.
A Psicodinâmica do Trabalho, de uma forma geral, busca compreender o que ocorre com
o indivíduo em sua relação com o trabalho propondo, com isso, um estudo dinâmico voltado
para os processos intersubjetivos e interativos desenvolvidos no ambiente de trabalho.
Ela entende que o caminho que direciona o indivíduo ao trabalho saudável precisa
respeitar a sua identidade pessoal, tornando-se necessário para isso, a flexibilidade da
organização do trabalho de forma a atender às necessidades do trabalhador.
Dejours (1986, 1994) propõe não a eliminação do sofrimento, e sim a elaboração de
condições que possibilitem aos trabalhadores gerir seu próprio sofrimento em proveito da saúde
e da produtividade. Para ele, as doenças mentais não são causadas pelo trabalho, no máximo
podem ser desencadeadas por ele, já que existe uma determinação psíquica anterior ao ingresso
do sujeito no mundo do trabalho.
Causas e consequências do sofrimento mental no trabalho
A falta de reconhecimento, a insatisfação no trabalho, condições físicas de trabalho
inadequadas, relacionamento difícil com a equipe de trabalho, pressão, orientações
contraditórias para a execução das tarefas, são fatores também relevantes e causadores de
sofrimento mental.
A respeito da visão social sobre o adoecimento psíquico: Os estigmas sociais a respeito
do sujeito com adoecimento psíquico são instituídos de preconceitos e desinformação.
A atuação do psicólogo em uma organização: Há pouca participação da psicologia nas
organizações, onde os psicólogos restringem-se a atividades administrativas e poucas pesquisas
são desenvolvidas na área de psicologia nesta área, há pouca utilização de instrumentos
psicológicos.
O profissional de psicologia deve identificar os sinais que um sujeito aparenta de seu
transtorno e combate-los a fim de promover a saúde mental dentro de uma organização. Para
argumentar com a organização a respeito dos benefícios de criar um programa sobre saúde
mental, é necessário que a empresa seja compreensiva a respeito de possíveis transtornos
mentais, esses conhecimento mínimo do que o sujeito que está sentindo capacita a organização
a elaborar estratégias para garantir a qualidade de vida desse sujeito, que logo, aumenta a
motivação e o interesse em produzir.
Há um custo dos transtornos mentais para a organização, sendo eles: a redução da
produtividade, conflitos interpessoais, aumente o do custo de vida.
Alguns desses transtornos são: estresse, estresse pós-traumático, transtorno
depressivo, transtornos não-orgânicos do sono, transtornos mentais e de comportamento
decorrentes do uso de álcool.