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CASO 1

CASO CONCRETO

Determinado governador do Estado do Acre está em forte debate com a Assembleia


Legislativa. Apesar de ter sido eleito em primeiro turno com uma expressiva maioria de
votos, sua Assembleia é hoje composta em maioria considerável pela oposição
?ressentida por não ter reeleito o antigo governador, candidato da situação. Diante
deste conflito político, o governador não consegue aprovar a lei orçamentária que se
manifesta compatível com suas propostas. Sendo assim, decide baixar o orçamento
por medida provisória. Deputado da oposição se recusa a votar a medida provisória e
levanta argumentos tecnicamente adequados. Pergunta-se:

a) Quais seriam estes argumentos?

R: O principal argumento seria de que a C F/88, no a r t.62 , §1º ,”d” , veda


expressamente, a edição de Medida Provisória para aprovação de lei
Orçamentária.

Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá


adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato
ao Congresso Nacional.

§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria:

I – relativa a:
a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito
eleitoral;
b) direito penal, processual penal e processual civil;
c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a
garantia de seus membros;
d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais
e suplementares, ressalvado o previsto no art. 167, § 3º;
II – que vise a detenção ou seqüestro de bens, de poupança popular ou qualquer
outro ativo financeiro;
III – reservada a lei complementar;
IV – já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e
pendente de sanção ou veto do Presidente da República.

B) Pode o governador editar medida provisória?

Sim pode, não há proibiçãoexpressa para matéria. Mesmo sendo a Medida


Provisória umaatribuição do Presidente da República, a doutrina constitucional,
pelo princípio da simetria, também seria do Governador

c) Cabe medida provisória em Direito Financeiro.

R: Cabe, só não cabe em Lei Orçamentária.


OBJETIVA

Identifique qual das opções abaixo traz situação que será objeto de aplicação das
regras do Direito Financeiro:

d) previsão de gastos com pessoal da Universidade Federal do Rio Grande do


Norte

SEMANA 2

Caso Concreto:

Em meio a uma crise política e econômica em 2015, o Governo Federal apresentou ao


Congresso Nacional um projeto de lei orçamentária com um déficit de 30,5 bilhões de
reais. À época, questionamentos políticos e econômicos foram levantados e o cerne
da questão gira em torno de um dos princípios orçamentários mais relevantes, que
congrega todos os elementos da atividade financeira do estado. Indaga-se:

1) A questão que se levantou é se estaria o poder executivo autorizado a propor um


projeto de lei com este desequilíbrio? Identifique o princípio orçamentário referente e
como os elementos do Direito Financeiro se relacionam no caso.

R: Aqui temos o principio do Equilíbrio, um princípio do direito financeiro que


todo projeto precisa ter.

Não seria possível propor tal projetode lei com tamanho desiquilíbrio, uma vez
que no artigo 167, inc. II e III da CF, diz que são vedados a realização de
despesas que excedem os créditos orçamentários ou adicionais .

Art. 167. São vedados:

II - a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam


os créditos orçamentários ou adicionais;

III - a realização de operações de créditos que excedam o montante das


despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos
suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder
Legislativo por maioria absoluta;

2) Como ficaria com base na legislação atual?

NÃO VAI CAIR! ELE NEM CORRIGIU!

Questão objetiva

Julgue os seguintes itens relativos à receita pública e marque a opção correta.

d) Receita originária é aquela em que o Estado atua como particular e receita


derivada é aquela em que o Estado atua através do seu poder de império.

SEMANA 3
Caso Concreto

O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, no ano de 2014, aplicou multas no


valor total de R$278.000,00 a 69 prefeituras por descumprimento da Lei de
Responsabilidade Fiscal. Estas prefeituras deixaram de encaminhar no prazo legal
àquele Tribunal o Relatório de Gestão Fiscal, o Relatório Resumido de Gestão
Orçamentária e o Comparativo das Metas Bimestrais de arrecadação. Neste sentido,
considerando a natureza do Tribunal de Contas e as regras da Lei de
Responsabilidade fiscal, responda:

1) A aplicação de multas do Tribunal de Contas é ato regular?

R: Sim, a aplicação de multas pelo Tribunal de Contas é um ato regulador.

O tribunal de contas é um órgão geradore fiscalizador da gestão pública. Entre


tanto, pode ser órgão aplicador de multa. Artigo 71 ss 3º CF, como ato regulador.

Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o
auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete:
§ 3º As decisões do Tribunal de que resulte imputação de débito ou multa terão
eficácia de título executivo.

2) Estas multas podem ser questionadas perante o Poder Judiciário, ou já se


encontram alcançadas pela coisa julgada?

R: Sim, suas decisões nãofazem coisa julgada, podendo ser apreciada pelo
poder judiciário.

3) Independente da solução aplicada pelo Tribunal de Contas, qual é o princípio


contido na Lei de Responsabilidade Fiscal relacionado com os relatórios exigidos?

R: A não entrega de relatórios viola o princípio da transparência.

Questão objetiva O Tribunal de Contas

(x ) a. auxilia o Legislativo na fiscalização da aplicação de subvenções e na


apreciação de renúncia de receitas.

Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e


patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à
legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia
de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e
pelo sistema de controle interno de cada Poder.

Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou


privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e
valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta,
assuma obrigações de natureza pecuniária.
Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o
auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete:

d) O tribunal de contas não integra nenhum dos Poderes, condição assegurada


por cláusula pétrea constitucional.

SEMANA 4

Caso Concreto Ao dispor sobre o plano de custeio da Seguridade Social, a União


cuidou de regular a cobrança de várias contribuições cujos fatos geradores dizem
respeito à atividades do contribuinte como a remuneração paga ou creditada aos
segurados que prestem serviço às empresas, dos empregadores domésticos, dos
trabalhadores (incidentes sobre o seu salário-de-contribuição), incidentes sobre o
faturamento e lucro das empresas e sobre a receita de concursos de prognósticos.
Estas contribuições são, por lei, designadas de contribuições sociais. A mesma lei que
as institui estabelecia um prazo de dez anos para a apuração e constituição dos
créditos da seguridade social. Sabendo que normas gerais do Direito Tributário são
reservadas pela Constituição para lei complementar, identifique e analise o dispositivo,
tendo para tanto a compreensão da natureza da cobrança realizada e, portanto, o
ordenamento jurídico específico ao qual está submetida.

R: Direito Tributário, as contribuições sociais são espécies tributárias.

A cobrança estabelecida como fonte de custeio da seguridade social está


submetida ao conceito de tributo previsto no ART 3° do CTN e no ART 149 da
constituição, o STF ao identificar a contribuição social como uma espécie
tributária entendeu que ela está submetida ao regime jurídico do direito
tributário, razão pela qual suas normas gerais devem ser objeto de lei
complementar na forma do ART 146, III da CF.

CTN -0020

Art. 3º Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor


nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei
e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.

Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de


intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais
ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas,
observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto
no art. 195, § 6º, relativamente às contribuições a que alude o dispositivo.

§ 1º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão contribuição,


cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime
previdenciário de que trata o art. 40, cuja alíquota não será inferior à da
contribuição dos servidores titulares de cargos efetivos da União.

§ 2º As contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico de que


trata o caput deste artigo:

I - não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação;


II - poderão incidir sobre a importação de petróleo e seus derivados, gás natural
e seus derivados e álcool combustível;

II - incidirão também sobre a importação de produtos estrangeiros ou serviços;

III - poderão ter alíquotas:

a) ad valorem, tendo por base o faturamento, a receita bruta ou o valor da


operação e, no caso de importação, o valor aduaneiro

b) específica, tendo por base a unidade de medida adotada.

§ 3º A pessoa natural destinatária das operações de importação poderá ser


equiparada a pessoa jurídica, na forma da lei.

§ 4º A lei definirá as hipóteses em que as contribuições incidirão uma única vez.

Art. 149-A Os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir contribuição, na


forma das respectivas leis, para o custeio do serviço de iluminação pública,
observado o disposto no art. 150, I e III.

Parágrafo único. É facultada a cobrança da contribuição a que se refere o caput,


na fatura de consumo de energia elétrica.

Art. 146. Cabe à lei complementar:

III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente


sobre:

a) definição de tributos e de suas espécies, bem como, em relação aos impostos


discriminados nesta Constituição, a dos respectivos fatos geradores, bases de
cálculo e contribuintes;

b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários;

c) adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades


cooperativas.

d) definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e


para as empresas de pequeno porte, inclusive regimes especiais ou
simplificados no caso do imposto previsto no art. 155, II, das contribuições
previstas no art. 195, I e §§ 12 e 13, e da contribuição a que se refere o art. 239.
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)

Parágrafo único. A lei complementar de que trata o inciso III, d, também poderá
instituir um regime único de arrecadação dos impostos e contribuições da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, observado que:

I - será opcional para o contribuinte


II - poderão ser estabelecidas condições de enquadramento diferenciadas por
Estado;

III - o recolhimento será unificado e centralizado e a distribuição da parcela de


recursos pertencentes aos respectivos entes federados será imediata, vedada
qualquer retenção ou condicionamento;

IV - a arrecadação, a fiscalização e a cobrança poderão ser compartilhadas pelos


entes federados, adotado cadastro nacional único de contribuintes.

Art. 146-A. Lei complementar poderá estabelecer critérios especiais de


tributação, com o objetivo de prevenir desequilíbrios da concorrência, sem
prejuízo da competência de a União, por lei, estabelecer normas de igual
objetivo.

Questão objetiva (CETREDE – 2016) Como se chama o tributo que tem por
características ser não vinculado a uma atividade estatal, admite, por expressa e
excepcional previsão constitucional, destinação específica do produto da arrecadação
e não admite previsão de restituição ao final de determinado período?

D (x ) Imposto.

CTN - Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma
situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao
contribuinte.

SEMANA 5

CASO CONCRETO

A União através de lei ordinária isenta tributo do Estado sob o fundamento de que
deve fomentar o desenvolvimento das microempresas e empresas de pequeno porte.
Comente a legalidade e a Constitucionalidade da referida lei.

R: Não, é vedada a isenção heterônoma , Art. 151, III.

O ART 151, III da CF, veda a chamada isenção heterônoma, ou seja, a união não
pode conceder este benefício fiscal em relação aos tributos de competência dos
estados e municípios.

Art. 151. É vedado à União:

III - instituir isenções de tributos da competência dos Estados, do Distrito


Federal ou dos Municípios.

Questão objetiva

Relativamente à competência tributária, assinale as alternativas corretas (todas estão


corretas).

a) A União Federal tem competência para instituir impostos extraordinários em


caso de guerra. b) Os Municípios têm competência para instituir impostos sobre
a propriedade predial e territorial urbana.
c) contribuições previdenciárias, podem ser instituídas pelos estados e
municípios.

d) As taxas e as contribuições de melhoria são consideradas, pela doutrina,


tributos de competência comum.

Art. 6º A atribuição constitucional de competência tributária compreende a


competência legislativa plena, ressalvadas as limitações contidas na
Constituição Federal, nas Constituições dos Estados e nas Leis Orgânicas do
Distrito Federal e dos Municípios, e observado o disposto nesta Lei.

Parágrafo único. Os tributos cuja receita seja distribuída, no todo ou em


parte, a outras pessoas jurídicas de direito público pertencerá à competência
legislativa daquela a que tenham sido atribuídos.

SEMANA 6

Caso Concreto Servidor estadual ingressa com ação de repetição de indébito


contra o Estado respectivo em função de uma retenção na fonte de imposto de renda
retido na fonte pelo órgão ao qual pertencia a servidora. O Estado alega ilegitimidade
passiva tendo em vista que a competência tributária para legislar sobre o imposto de
renda é da União. Comente se procede a alegação do Estado.

R: Servidor do Estado, a retenção é com o Estado que a reteve.

A competência tributária no imposto de renda é de fato da união, entretanto o


Estado é parte legítima para figurar no polo passivo da ação de repetição de
indébito promovida por seus servidores em relação ao imposto retido na fonte
pagadora, esse é o posicionamento do STJ veiculado na súmula 447. Isso
porque, o ART 157, I, da CF, dispõe que pertence ao Estado 100% do produto da
arrecadação do IR incidente na fonte sobre os rendimentos pagos por eles aos
seus servidores.

Art. 157. Pertencem aos Estados e ao Distrito Federal:

I - o produto da arrecadação do imposto da União sobre renda e proventos de


qualquer natureza, incidente na fonte, sobre rendimentos pagos, a qualquer
título, por eles, suas autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem;

II - vinte por cento do produto da arrecadação do imposto que a União instituir


no exercício da competência que lhe é atribuída pelo art. 154, I.

Súmula 447 -Os Estados e o Distrito Federal são partes legítimas na ação de
restituição de imposto de renda retido na fonte proposta por seus servidores.

Caso concreto 7 - Governador de um Estado da Federação propõe Ação Direta de


Inconstitucionalidade contra emenda constitucional que cria um imposto sobre toda e
qualquer movimentação financeira, inclusive as realizadas por pessoas jurídicas de
direito público e que entraria em vigor imediatamente. Incialmente, os argumentos da
afronta a duas limitações constitucionais ao poder de tributar, a saber a imunidade
recíproca (vedação à imposição de impostos entre os entes federativos) e
anterioridade (obrigatoriedade de aguardar até o exercício financeiro para que se
possa cobrar o tributo) parecem corretas. Mas há uma preliminar questionada: a
possibilidade de se questionar a constitucionalidade de dispositivo constitucional.
Analise a questão e indique o posicionamento do Supremo Tribunal Federal.

O Governador pode propor a ADI sobre a Emenda Constitucional, uma vez que a
Emenda a Constituição não pode instituir tributo, apenas pode delimitar a
Competência Tributaria pelos Entes tributáveis realizarem a criação ou
majoração dos tributos .

Sim, o Governador pode questionar a constitucionalidade da emenda


constitucional. No Direito Tributário, a função da Emenda Constitucional é
apenas delimitar a competência tributária, para que os entes tributáveis
realizem a criação ou majoração desses tributos. Ou seja, não pode instituir
novo imposto.

A instituição do tributo em si deve ser feita por meio de lei, pois a função da
Constituição é estabelecer as competências.

Caso concreto 8 - O Município de Angra dos Reis promulga lei em 30.05.2006,


estabelecendo a incidência do ITBI sobre as embarcações alienadas no território
municipal, já que esses bens são garantidos por hipoteca, o que demonstraria a
natureza imobiliária das embarcações. Ester efetua alienação de uma embarcação
para Moisés (ambos domiciliados naquele Município, mediante contrato lavrado em
cartório no dia 30.05.2007. Firme na legislação municipal, a Fazenda Pública de Angra
dos Reis efetua o lançamento de ofício do ITBI. Ester apresenta impugnação na via
administrativa, pleiteando o seu direito de não pagar o tributo em tela. Examine o caso,
em suas várias nuances, sob a ótica das normas do CTN sobre interpretação.

As embarcações não são consideradas como bens imóveis pela legislação em


geral, tão pouco o código civil às classifica expressamente desta forma, razão
pela qual não procede a alegação do município. Ademais, o código tributário
nacional não permite a utilização de conceitos de outros ramos do direito para
ampliar as competências tributárias, e consequentemente a tributação.

Usaremos para responder esta questão os métodos interpretativos,


(interpretações literais, históricas, teleológicas, entre outras) para entendermos
que não se pode tributar as embarcações que não são verdadeiros imóveis em
sua essência e que seu alcance estaria apenas servindo ao interesse de ampliar
o alcance da competência do Município.

Caso Concreto 9 - Lei federal, publicada no ano passado, majorar alíquotas do


Imposto de Renda incidente em determinadas importações e determina a incidência
sobre o exercício passado cuja declaração será feita neste exercício. Neste caso,
inicia-se forte discussão sobre o tema da segurança jurídica e dos princípios tributários
atinentes. Para verificação da constitucionalidade do tema, apresenta o entendimento
do STF e sua evolução até os dias atuais.
De acordo com a súmula 584 do STF não há nenhum impedimento a que se
altere a legislação aplicável a declaração de imposto de renda no mesmo
exercício em que a mesma será entregue. Não obstante, é inconstitucional que
uma lei nova atinge fatos geradores já ocorridos, para onerar-se a tributação.

Caso concreto aula 10 - O Estado do Rio de Janeiro decide alterar a sua legislação
tributária relativa ao ITCMD para aumentar as alíquotas do imposto e, portanto,
aumentar sua arrecadação. Em função disso, aumenta a alíquota do imposto para
4,5% (quando se tratar de transferências realizadas em montante de até 400.000
unidades fiscais de referência) e de 5% (quando se tratar de transferências em
montante superior a 400.000 unidades fiscais de referência). Contribuinte questiona a
alíquota progressiva do tributo diante de falta de autorização expressa da Constituição
neste sentido. Assim tratando, análise como se posiciona o Supremo Tribunal Federal
sobre o assunto.
A legislação diz que sempre que possível os impostos terão caráter pessoal e
serão graduados conforme a capacidade de contribuinte, facultado a
administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses
objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o
patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte. A lei
estipula 3 tipos de impostos progressivos: IR, IPTU e ITR, porém o STF já se
manifestou no sentido de admitir a aplicação do princípio da progressividade ao
ITCMD.

Caso Concreto 12 - O Estado de Pernambuco, de forma a incrementar sua


arrecadação tributária e ampliar a sua receita, decide criar alíquota diferenciada para
veículos de fabricação estrangeira importados ao Brasil. Esta alíquota é maior do que
as dos veículos nacionais. Desta forma, encaminha a proposta à sua assessoria
jurídica que após pesquisa à jurisprudência das Cortes Superiores lhe dá parecer. O
parecer mais adequado deve ser em que sentido?
Em face da isonomia tributária, o STF decidiu pela inadmissibilidade da
diferenciação entre as alíquotas de IPVA aplicáveis aos veículos importados e
aos de procedência nacional. Pelo princípio da vedação à concessão de
isenções heterônomas. O tributo não é estadual e sim Fede ral . Portanto, os
Estados e DF não podem estabelecer al í quotas de IPVA.

Caso concreto 13 - A prefeitura do município de Rio Branco enviou carnê de IPTU


para a Locadora de Veículos Localizada em terreno da Infraero ao lado do Aeroporto
Internacional Plácido de Castro. A Locadora promoveu ação anulatória e o processo
se encontra hoje no STF aguardando julgamento de recurso extraordinário. Neste
sentido, apresenta os argumentos favoráveis ao fisco e ao contribuinte.
De acordo com o entendimento do STF, é afastada a imunidade tributária para
cobrança de imposto municipal de terreno público cedido a empresa privada ou
de economia mista, com o fundamento de que a imunidade recíproca prevista
na Constitui ção Fe de ral , que impede entes federativos de cobrarem tributos
uns dos outros, não alcança imóveis públicos ocupados por empresas que
exerçam atividade econômica com fins lucrativos.
Caso concreto 14 - A legislação do Imposto de Renda da Pessoa Física atribui ao
contribuinte uma série de obrigações e deveres. Analise os dispositivos abaixo
elencados e
indique sua natureza específica. Em seguida, identifique o ato normativo que pode
tratar de cada uma das matérias e o regime jurídico ao qual devem se submeter.

A) Lei 7.713/1988
Art. 3º O imposto incidirá sobre o rendimento bruto, sem qualquer dedução, ressalvado
o disposto nos arts. 9º a 14 desta Lei.
Nesta lei nota-se a Obrigação tributária principal que é a obrigação de pagar o
tributo propriamente dito ( portanto, obrigação de dar), eventualmente acrescido
de juros e multas. Além da obrigação acessória que são as prestações de fazer
ou não fazer determinados atos e m cumprimento do interesse do exercício
fiscalizatório do Estado. Tratam-se de deve re s instrumentais, que auxiliam o
Fisco nas suas atividades.

B) Lei 7.713/1988
Art. 53. Os juros e as multas serão calculados sobre o imposto ou quota, observado o
seguinte:
a) quando expresso em BTN serão convertidos em cruzados novos pelo valor do BTN
no mês do pagamento; b) quando expresso em BTN Fiscal, serão convertidos em
cruzados novos pelo valor do BTN Fiscal no dia do pagamento.
Obrigação tributária principal de prestação de tributo. Deve ser instituída por
Lei Ordinária. Submete-se às regras do Direito Tributário.

C) Instrução Normativa 1613/2016


Art. 2º Está obrigada a apresentar a Declaração de Ajuste Anual referente ao exercício
de 2016, a pessoa física residente no Brasil que, no ano-calendário de 2015:
I - recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi
superior a R$ 28.123,91 (vinte e oito mil, cento e vinte e três reais e noventa e um
centavos);
Obrigação Tributária acessória ou dever jurídico instrumental. Comportamento
do contribuinte de prestar declarações.

Caso concreto 15 - Em processo administrativo discute-se a base de cálculo do


ISSQN incidente sobre a prestação de serviço de transporte coletivo de passageiros.
O ponto central do problema é se a base de cálculo para efeito do recolhimento do
ISSQN seria o preço efetivamente pago pelo usuário no ato da compra e venda dos
bilhetes (seja vale-transporte ou passagem escolar), posição adotada pelo contribuinte
ou se o vigente no momento posterior em que se dá a efetiva prestação, posição
adotada pelo Fisco. Considerando que no momento em que se deu a efetiva prestação
o preço já estaria majorado, qual o seu parecer jurídico sobre o tema? qual dos
elementos referente ao fato gerador integral está em discussão?
O informativo 505 do STJ diz que a base de cál cul o do ISS incidente sobre a
prestação de serviço de transporte coletivo de passageiros é o preço
efetivamente pago pelo usuário no ato da compra e venda dos bilhetes (seja
vale - transporte ou passagem escolar), não o vigente no momento posterior em
que se dá a efetiva prestação. Assim, mostra-se indevido o recolhimento do
tributo sobre a diferença verificada quando da majoração da tarifa de transporte
ocorrida entre a compra do bilhete antecipado e a efetiva prestação do serviço,
pois o momento da incidência do fato gerador é o da compra das passagens.

Caso concreto 16 - Filipe sócio da sociedade FILIPE & FERNANDA LTDA com intuito
de prestigiar seus funcionários resolveram pagar o 15º salário (criado por eles). Diante
disso a sociedade por falta de planejamento ficou em dificuldades financeiras motivo
que levou ao inadimplemento do IRPJ. O patrimônio da sociedade não era suficiente
para arcar com a dívida tributária e a Receita Federal do Brasil resolveu redirecionar a
execução fiscal contra o sócio Filipe. Responda se Filipe é parte legítima para figurar
no polo passivo da execução invocando os fundamentos que sustentam a relação
jurídica de direito material.
Filipe não tem legitimidade para figurar no polo passivo da execução, visto que
para tanto deveria estar enquadrado no art. 135, CTN, o que no presente caso
não ocorreu, pois o mero inadimplemento do tributo não gera a
responsabilidade automática para sócio. O inadimplemento não configura
infração à lei , e o fato de não haver bens bastantes para garantir a execução não
autoriza o seu redirecionamento automático, o qual somente se admite se
comprovada alguma das hipótese s previstas no art. 135, III, do CTN, ou a
dissolução irregular da sociedade.