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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO-UFPE CENTRO FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA FILOSOFIA CLÍNICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO-UFPE CENTRO FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA

FILOSOFIA CLÍNICA E EDUCAÇÃO - ENSAIOS SOBRE UMA PEDAGOGIA REGIONAL

ANDRÉ CORREIA DE OLIVEIRA

RECIFE-PE

2019

André Correia de Oliveira FILOSOFIA PEDAGOGIA REGIONAL CLÍNICA E EDUCAÇÃO - ENSAIOS SOBRE UMA Projeto

André Correia de Oliveira

FILOSOFIA

PEDAGOGIA REGIONAL

CLÍNICA

E

EDUCAÇÃO

-

ENSAIOS

SOBRE

UMA

Projeto de Trabalho de Conclusão de Curso apresentado no Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFPE como requisito básico para a conclusão do Curso de Licenciatura em Filosofia

Orientador(a): Suzano de Aquino Guimarães

Recife-PE.

2019

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO-UFPE CENTRO FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA Título Provisório

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO-UFPE CENTRO FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA

Título Provisório: Filosofia Cínica e Educação.

Autor(a) do Projeto: André Correia de Oliveira,

Email : andre.oliveira.deh@gmail.com

Orientador(a):Suzano de Aquino Guimarães

Área de concentração - Linha de Pesquisa: Filosofia. Educação.

Duração: 12 meses TCCI (produção do Projeto) período de 1 Semestre (6 meses)

e TCC II (Finalização e Apresentação do TCC) período de 1 Semestre.

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO - FILOSOFIA CLÍNICA E EDUCAÇÃO

5

2. JUSTIFICATIVA

8

3. OBJETIVOS

9

3.1 GERAL

9

3.2 ESPECÍFICOS

9

4. METODOLOGIA DA PESQUISA

10

5. CRONOGRAMA

12

REFERÊNCIAS

13

1. INTRODUÇÃO - FILOSOFIA CLÍNICA E EDUCAÇÃO: Ensaios sobre uma Pedagogia Regional

Este trabalho defenderá a tese de que é possível - através de métodos de análise desenvolvidas pela Filosofia Clínica - e necessário uma Abordagem Pedagógica Regional, que diz respeito a cada instituição que trabalharemos o Ensino de Filosofia para que voltemos as problemáticas, leituras de obras e aulas de Filosofia no Ensino Médio a refletir sobre o meio em que vivemos. Esta abordagem pretende apresentar o Ensino de Filosofia como uma “Ontologia de Si - e do meio em que vivemos no presente". Toda Escola é um Multiverso. Multiverso no sentido de abarcar em si, vários universos (professores(a), alunos(a), pais, técnicos(as) de vários âmbitos do funcionamento escolar, Instituição, políticas institucionais, comunidade a qual a Escola faz parte) diferentes que coexistem entre si, por si e pelo outro. Sendo assim, para cada Escola ou Multiverso existente no Brasil há um jeito único, particular, essencial e privilegiado de vivenciar este múltiplo de universos únicos e singulares e as relações que acontecem entre eles e entre os universos que vivem ao redor da escola (comunidade que ela atende e abarca, relações com a universidade local, políticas educacionais e etc). Sendo assim, de modo geral, é congruente afirmar também que, entre outras coisas, uma “abordagem geral de modelo pedagógico nas escolas” não compele o todo necessário para que cada Escola em particular atenda às necessidades de cada lugar onde ela atua e atenda as pessoas a quem ela preocupa-se.

Este trabalho tem como objetivo problematizar o Ensino de Filosofia em um viés estrutural para promoção da criação de uma Pedagogia Regional fundamentada nas reflexões sobre O Ensino de Filosofia no Brasil e as ferramentas que nos permitem conhecer melhor os(as) alunos(as) e a instituição criados pela Filosofia Clínica e adaptados à Educação nos trabalhos de Mônica Aiub. Neste texto dividido em cinco capítulos, irei expor pesquisas em várias áreas do Ensino de Filosofia e apresentar como estes problemas nos convidam para a criação de uma Pedagogia Regional como solução pedagógica, no sentido de, entre outras finalidades pedagógicas, uma melhora na relações (de convívio, de cuidado e de ensino- aprendizagem) entre professores(as), alunos(as) e Instituição.

Sendo assim, no Capítulo 1 – Tratará do problema "Quem é o Aluno?”. Partindo do pressuposto de que o(a) Professor(a) de Filosofia que não está centrado tanto na saúde- epistêmica do seus alunos(as) - ciente de estudos sobre o desenvolvimentos cognitivos como os de Piaget, Vigotsky e o desenvolvimento de múltiplos tipos de inteligências exposta em Havard por Howard Gardner voltados a Pedagogia. Que não observa, produz diagnósticos e problematiza a instituição que trabalha em conjunto com a comunidade em que esta instituição está inserida, não estará, também, instrumentalizado para promover com eficácia seu trabalho, já que essa exigência vem da demanda, de nós, seres humanos, subjetivos e habitantes de um planeta em início de um novo Século. Se um(a) Professor(a) atende os(as) alunos(as) pela ótica de suas limitações - seja o lugar em que vive, situação social em que vive, cor, orientação sexual, religião ou qualquer outro pressuposto que não sejam aqueles que o(a) aluno(a) apresentar para você 'a posteriori' de seu contato inicial - mazelas irão aparecer por todos os lados, talvez inclusive, mazelas estas inferidas pelo(a) próprio(a) professor(a) aos alunos(as).

Contra esta concepção descrita anteriormente este capítulo 1 pretende iniciar a abordagem do Ensino de Filosofia segundo um viés epistêmico-biológico. Segundo o desenvolvimento-cognitivo de crianças e adolescentes nas descobertas de Piaget, Vigotsky, Gardner. Dentro deste capítulo haverá uma problemática escondida que vive dentro do Ensino de Filosofia e permeia a vida de educandos como um todo; “-é necessário, ao preparo do Professor-filósofo para o Ensino de Filosofia o conhecimento apenas da Filosofia ou além de sermos professores de Filosofia somos também Epistemólogos (estudantes e profissionais do "saber")?”.

No entanto, deixarei exposto que apesar de conheceres exatamente todos os processos cognitivos a nível biológico e epistêmico do(a) aluno(a). Mesmo que o(a) professor(a) saiba detalhadamente cada conhecimento desenvolvido sobre o desenvolvimento humano, o(a) professor(a) ainda não saberá nada sobre o aluno(a) de maneira singular, partindo do ponto de vista que não há conhecimentos inatos sobre os alunos. Eis um dos maiores paradigmas do ensino de filosofia que o professor ou professora de filosofia devem encarar, conscientemente ou não. Mesmo que ele conheça todos os princípios e conceitos acerca da anatomia dos(as) alunos(as) isso não quer dizer que o(a) profissional de educação conheça os(as) alunos(as). O(a) professor(a) deve abandonar todos preconceitos sobre os(as) alunos(as) e seu desenvolvimento. Os conhecimentos do desenvolvimento cognitivo existem, acredito eu, para que possamos diagnosticar e desenvolver estratégias para o desenvolvimento de certa capacidade do(a) aluno(a) (capacidades estas, discutidas também na formação do Currículo em um capítulo posterior), "-ela(e) precisa desenvolver melhor a dicção? A escrita? A leitura?", "- quais estratégias seriam melhores para eles(as)?".

Sendo assim, haverá neste texto do capítulo 1, uma negação a julgamentos "a priori" do aluno e uma ascendência a um julgamento flexível e "a posteriori" de seus atos. Flexível no sentido da crença na mudança do(a) mesmo(a) e "a posteriori" porque será fundamentado no( a) aluno(a) após a nossa experiência com ele(a). Também ficará claro no texto que a concepção de que o Aluno é uma "tábua-rasa", "zerada" além de errôneo e supérfluo, deve ficar longe da mente de um filósofo professor(a) de filosofia. Em uma análise dos livros de Paulo Freire e Gaston Bachelard será defendido a posição de que "-Quem é ensinado também deve ensinar" partindo de um princípio de que o aluno(a) já chega na escola com concepções formadas e um modelo de mundo ao qual conhecer serve de ferramenta para ensinar ao próprio(a) aluno (a). Ensinar a quem? Ao professor, ensina-lhes quem ele(a) é e se apresenta, como melhor eles(as) se adaptam as aulas, aos conteúdos e a aquisição de capacidades e como eles(as) podem ajudar

a melhorar a si mesmo, as aulas, a escola e a comunidade. O que nos leva a outro problema. Se

a formação e o conhecimento sobre o Aluno(a) encontra-se na nossa relação dele(a) com a Escola, nasce daí outra pergunta: O que é esta Escola?

No Capítulo 2 deste texto trataremos do problema do ensino de filosofia na questão "-O que

é A Escola?". Partindo do pressuposto de que a Escola não é um lugar fora dos sistemas

político-administrativo da legislação brasileira, este capítulo nos aparece sob a forma de uma

análise crítica do papel da Filosofia presente dentro das políticas de administração e as legislações que norteiam o ensino da Filosofia no Brasil dentro das instituições públicas e privadas. Neste capítulo trabalharemos como se mostra o papel da Filosofia dentro de um viés político-administrativo apresentados pela LBD (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) , OCNEM (Orientações Curriculares Nacionais para o Ensino Médio) e o BNCC (Base Nacional Comum Curricular) criticar um viés que acorrenta o Ensino de Filosofia onde não há uma

"Filosofia Livre" mas enviesada perceptível principalmente em seu "Currículo" e "Currículo Oculto" como veremos. E apresentaremos como estratégia contra estas "correntes" que predem

o Ensino de Filosofia as pautas do artigo 12 da LDB onde se lista as atribuições das unidades

de ensino. Destacarei a de "elaborar e executar a proposta pedagógica (inciso I)" e a de "cuidar

para que seja cumprido o plano de trabalho de cada docente (inciso IV)". Entende-se com o

primeiro que cada escola deve ter seu projeto, que pode ser diferente - e até divergente - do das demais. Da mesma forma, as medidas governamentais não podem ignorar a existência dessas propostas pedagógicas nem atrapalhar sua execução. Com o segundo, depreende-se que cada professor tem o direito de ter um plano de trabalho próprio como promoção de escape contra uma unilateralidade do Ensino de Filosofia no Brasil. Conscientes do que seria “A Escola” e “O(a) Aluno(a)” remetemo-nos ao próximo passo que é o problema do Significado da Filosofia

e de sua importância.

No Capítulo 3 o problema "O que é a Filosofia?" será nosso convidado. Caminharemos com esta pergunta enquanto nos vislumbramos com os diálogos escritos por Platão sobre o filósofo Sócrates. Em principal "A Apologia de Sócrates". "O que é Filosofia?” para o Ensino de Filosofia. É uma pergunta muito difícil de responder para mim, e creio que nenhum filósofo definirá tal conceito da mesma maneira e com as mesmas palavras, como poderia acontecer com quem definissem outras áreas do conhecimento como Biologia, Sociologia, Antropologia

e etc. Entretanto, na Apologia de Sócrates, o filósofo grego consegue nos fazer entender que a

Filosofia está além da teorização das coisas e dos acontecimentos (sejam da pólis ou da physys).

A filosofia está presente no Filosofar e este ato é tão importante para a filosofia que Sócrates

afirma: "[

filósofo que está centrado no Ensino de Filosofia e também não está centrado no Filosofar

perde da Filosofia sua maior forma de expressão.

"O que é o Ensino de Filosofia?" será a pergunta do capítulo 4. O que ensinar? Quais são as competências mais importantes para um filósofo segundo Grandes Filósofos da nossa história? Com este problema, leremos como Kant e Hegel que além de grandes filósofos e nomes importantes da história da filosofia abordaram o Ensino da Filosofia como Filósofos e Professores, como se postaram diante desta tarefa de ensinar a filosofia e demarcar quais seriam as capacidades e exercícios que o(a) aluno(a) deveria exercer para sua autonomia de pensamento. Figuras como Sócrates com o "cuidado de si" e a postura de produção e promoção de uma "Ontologia de Si-mesmo no presente" foucaultiana brotarão como ideias primordiais no Ensino de Filosofia a esta apropriação do pensamento filosófico.

é preferível morrer a parar de filosofar". Será defendido neste capítulo que o

]

Sendo assim, apresentando um tipo de articulação do discurso que faz com que a solução que cada problema apresentado anteriormente (do capítulo 1 ao capítulo 4) se encontre

no mesmo âmbito, no âmbito de uma necessidade de uma pedagogia trabalhada para cada caso,

turma e instituição eu exibirei a pesquisa de Monica Aiub em Filosofia Clínica adaptada a educação no dia-a-dia do filósofo nas escolas. O aparato exibido por Monica que tem bases na Filosofia Clínica e que adaptado a educação propõe uma criação de um modelo pedagógico que vem das informações adquiridas pelo professor de alguns processos de elucidação sobre o aluno através de estudos como os de Interseção, Significação entre outras ferramentas usada pela Filosofia Clínica para a produção de uma abordagem que tem como objetivo os alunos de uma certa turma ou instituição especificamente. Esta Pedagogia Regional terá como objetivo o flexibilizar-se através dos problemas filosóficos e pedagógicos no dia-a-dia do cotidiano escolar trazendo soluções para estes problemas.

2 - JUSTIFICATIVA

Se a proposição: “Toda Escola é um grande Universo particular e único”, é verdadeira

- se o espaço escolar é um fenômeno sem igual em toda o campo de atuação escola do país -.

Então é necessário também uma maneira particular de atuar em cada uma dessas Instituições “multiuniversais”. Uma análise sobre a história da educação brasileira demonstra que, desde

os jesuítas, importamos modelos de educação de outras realidades e culturas de todas as partes

do mundo para o Brasil, tentando adaptá-los as nossas necessidades. Esta atitude parte de uma

premissa que diz mais ou menos assim: “-Se este modelo deu certo em outras culturas, dará certo também em nossa cultura”. Nossa história demonstra, também, o fracasso de tais modelos com problemas que aparecem em trabalhos como “A Reprodução” de Bourdieu ou “Pedagogia do Oprimido” de Paulo Freire. A importação de modelos de educação que não são produzidos em nossa cultura ou culturas semelhantes à nossa acarreta, geralmente, em uma não- apropriação das capacidades exigidas pelo modelo importado, o que faz com que alguns profissionais de educação – como, por exemplo, os “escolanovistas” do século XX apresentados por Rosiley Aparecida Teixeira Souto em seu trabalho A ESCOLA NOVA E O ESTADO: UMA CRÍTICA HISTORIOGRÁFICA DO CONCEITO DE “TECNIFICAÇÃO DA EDUCAÇÃO” - culparem os alunos pela não-adaptação e apropriação do modelo pedagógico importado como a causa do fracasso de alguns destes modelos importados e adaptados.

Este trabalho visa primeiramente expor problemas dentro do Ensino de Filosofia no Brasil muitas vezes enviesado por políticas que pressupõem um certo “tipo de ser-humano correto” e exclui os demais do processo de ensino-aprendizagem na forma de punições- institucionais como punições nas notas e na falta de energia e esforço para conhecer e se apropriar de novas ferramentas de aprendizado para o(a) aluno(a). Depois de expostos os problemas e refletido sobre eles na ótica de alguns autores, partiremos para uma sugestão de criação de uma Pedagogia Regional focada principalmente na Instituição que estaremos trabalhando no presente. Uma pedagogia flexível no sentido de estar aberta a atualizações e mudanças, uma pedagogia focada no(a) aluno(a) e com participação deles(as) como uma ferramenta para a superação dos problemas apresentados anteriormente. Uma Pedagogia Regional que vai tratar da realidade do(a) aluno(a), profissionais que atuam na escola e da realidade das comunidades que rodeiam a escola.

Com a crença de que a Filosofia Clínica apresentada pela autora Monica Aiub em seu trabalho “Filosofia Clínica e Educação - a atuação do filósofo no cotidiano escolar” teremos as ferramentas de análise dos(as) alunos(as), da escola e da comunidade ao redor da escola e usar as informações presente nestas análises para a produção de uma pedagogia voltada a esta “escola em específico”, e estes “alunos em específico” onde trataremos de um projeto de três anos (período do ensino médio) que se possa ser revista, atualizada e até mesmo mudada devido

a novas informações e novos modelos de lidar com a relação ensino-aprendizagem e iniciação

a pesquisa nesta escola. Um Ensaio de uma pedagogia voltada ao ambiente que estais

trabalhando afim de trazer para este ambiente o melhor modelo de Ensino de Filosofia possível.

3 OBJETIVOS

A produção e promoção de uma Pedagogia Regional condiz com a liberdade e autonomia nas escolas que as obras de pensadores como Paulo Freire e Pierre Bourdieu nos mostram como necessárias para o desenvolvimento da educação no Brasil e no Mundo. Trazer a referência de aprendizado para a realidade do aluno é essencial para uma “Educação Problematizadora” necessária para O Ensino de Filosofia. Há uma importância enorme sim, dos conteúdos filosóficos presentes nas obras filosóficas como vamos ver nas reflexões de Hegel acerca do Ensino de Filosofia. Entretanto, o desenvolver da autonomia de pensamento, da livre pesquisa, de pensamento crítico e ético é essencial para a formação tanto do ser- humano filósofo como também no ser-humano cidadão.

3.1 - OBJETIVOS GERAIS

Trazer a discussão para a produção de uma Pedagogia Regional da Escola e usar as ferramentas e pressupostos da Filosofia Clínica para criar uma abordagem direcionada especificamente a Instituição que estamos trabalhando no momento. As análises da Filosofia Clínica abordadas para educação servem como aparato prático-teórico para uma pedagogia feita para os alunos em conjunto com eles seja direta ou indiretamente -.

3.2 - OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Primeiramente usar a exposição de problemas filosóficos dentro do Ensino de Filosofia (” O que é a Escola?” ,"Quem é o Aluno?”, “O que é Filosofia?”) no Brasil. Ou seja, um filosofar sobre o Ensino de Filosofia e a apresentação de um modo de refletir sobre o Ensino de Filosofia que nos remete a criação de um Pedagogia voltada à Instituição e seus(as) alunos(as) de maneira singular.

Dentro do direcionamento explicado anteriormente, tratar do problema que nos acompanha como professores que é a pauta de “todo professor tem que ser um “epistemólogo”?. Que no caso de um Filósofo Professor de Filosofia parece ter um teor maior e importante devido ao fato de epistemologia ter nascido como uma área dos estudos filosóficos.

Posteriormente tratar das pautas político-administrativas afim de analisar e formar uma imagem de “qual o papel da filosofia?” nas escolas segundo estes documentos e expor ferramentas para uma análise filosófica da escola através das técnicas desenvolvidas pela Filosofia Clínica.

4 METODOLOGIA DA PESQUISA

O Método abordado pelo autor deste texto será um Ensaio, com formato de vários artigos (no total de 4) que terão como objetivo problematizar diferentes ângulos do Ensino de Filosofia como Problema Filosófico (seja ele o Papel da Filosofia, Sejam as Capacidades necessárias para o autodidatismo da filosofia, Seja o Papel do professor de filosofia ou a Abordagem quanto ao Ensino de Filosofia) que se vão se direcionar à mesma solução “A Necessidade de Uma Abordagem Direcionada e Fundamentada apenas no Fenômeno Escola que Estamos trabalhando no Momento”, pressupondo que em cada Escola, em cada época, em cada projeto de 3 anos ou mais com os alunos(as) uma abordagem diferente, especificada ao momento, ao aluno e a instituição como um todo se mostra necessária ou, no mínimo, como uma opção válida. A análise do discurso será o dos métodos ao qual trabalharemos no ensaio.

O 5º Capítulo será abordado individualmente de forma a expor o aparato de “ferramentas” de diagnósticos da Filosofia Clínica e adaptá-lo a educação de modo a produzir uma nova abordagem pedagógica focada na instituição em específico, os fenômenos dentro do Problema do Ensino de filosofia, a saber: “O Aluno”, “A Sala de Aula”, “A Filosofia” e o “Ensino de Filosofia” nos levarão chamarão a mesma solução: Um abraçar das políticas de autonomia da escola e do professor, para uma criação de uma abordagem pedagógica feita para os alunos e a escola com a participação destes. Em um rápido resumo:

Capítulo I: Será escrito um artigo sobre (Quem é o Aluno? Uma abordagem sobre O Ensino de Filosofia e o Desenvolvimento Cognitivo do Aluno). Este artigo que objetiva levar o leitor a uma reflexão sobre “QUEM É O ALUNO?” nos remeterá a alguns textos de Epistemologia voltadas a Teoria da Aprendizagem em uma abordagem psicológica voltada a educação como apresentado nos trabalhos de Piaget, Vigotsky e Howard Gadner no amadurecer do desenvolvimento humano. Apresentará elucidações sobre processos comportamentais/behavioristas que são impostos psicologicamente sobre o sujeito através de seu ambiente trabalhos presentes nos escritos dos behavioristas Skinner, Pavlov e Watson e obras como a do Filósofo Foucault “Vigiar e Punir” – para uma melhor compreensão do ambiente escolar, a comunidade em que está inserida a Instituição e de seus pressupostos comportamentais. E por fim uma análise pedagógica de Paulo Freire e Gaston Bacherland sobre o processo epistêmico e cognitivo de uma didática de trazer o conhecimento acadêmico para os exemplos de seus aparecimentos no dia-a-dia e uma necessária Pedagogia Regional e Educação Problematizadora, como ferramenta para uma melhor relação ensino-aprendizagem com a Filosofia e o Ensino de Filosofia.

Capítulo II: “O que é A “Escola”?” Será apresentado um artigo sobre o fenômeno “sala de aula” e as forças políticas que controlam suas atividades (tanto dentro da sala quanto dentro da instituição escolar). Neste capítulo o texto vai se voltar para políticas educacionais e através de

uma análise Hermenêutica dos textos da LDB, OCNEM entre outros eu pretendo expor uma figura do aluno que estes documentos pressupõem, uma figura pressuposta da filosofia nestes documentos e propor uma pedagogia baseada no indivíduo contra os problemas que a aceitação destes pressupostos podem acarretar.

Capítulo III: “O que é a Filosofia?” o artigo terá o sentido de falar sobre “O que é Filosofia – A relação da Filosofia com o Filosofar”. Aqui, além de adicionarmos uma reflexão acerca da passagem do Mito para Filosofia estaremos acompanhados dos textos de Foucault e Platão e passeando levemente por autores como Deleuze e Adorno pretendo expor uma filosofia que se expressa no sujeito através do ato de filosofar. A necessidade do livre “filosofar” e de uma abertura para o florescer deste ato tão necessário a filosofia. Dentro desta questão, nasce um modo de problematizar a filosofia segundo um Ontologia do Eu no momento presente foucaultiano e traz consigo a ideia de uma filosofia voltada aos problemas da escola, dos alunos e da comunidade como um todo para que possamos enxergar a prática do filosofar no dia-a-dia escolar e social.

Capítulo IV: “O que é o Ensino de Filosofia” e quais capacidade são necessárias para um livre pensar crítico e autônomo? Aqui as cartas e obras de Hegel e Kant darão sentido ao que seria “prudente” para se pensar sobre o Ensino de Filosofia. A iluminação sobre o “esclarecimento” de Kant e a sua relação com a maioridade. A importância dos conteúdos em Hegel e uma reflexão sobre o ensino básico e universitário. Por fim Foucault entra em questão com sua “Ontologia do Eu no Presente”.

Capítulo V: Trará uma síntese destes quatro últimos capítulos e através da promoção de uma Pedagogia Regional trazer as ferramentas da Filosofia Clínica como aparato didático para a produção desta pedagogia baseada nos alunos(as) e na instituição em específico. Aqui refletiremos sobre os projetos de 3 anos (1º/2º/3º anos do ensino médio) que os professores de filosofia em escolas públicas no Brasil. Através da necessidade de uma pedagogia que traga o conhecimento para o dia-a-dia do aluno. Que problematize a instituição, as leis e as políticas de onde trabalhas, tenha a sala-de-aula como referência para problematizações e a promoção de uma Ontologia de Si mesmo no presente baseada nas discussões apresentadas nos conteúdos de filosofia promover uma Pedagogia feita exclusivamente para cada instituição sob as informações adquiridas através de processos presentes da Filosofia Clínica exposta por Monica Aiub. Como conclusão, pretendo transparecer a necessidade de criação ou ao menos uma problematização filosófica do Ensino de Filosofia.

5 CRONOGRAMA

Atividade

JUN

JUL

AGO

 

SET

 

OUT

NOV

Pesquisa do

Entrega do

Quem é o Aluno?

O

que é A

O que é A

O problema

Síntese e

Tema

Relatório

Instituição

Filosofia?

do Ensino

junção dos

artigos ao

 

“Escola”?”

de Filosofia

trabalho

completo

Pesquisa

Filosofia

Até 20 de jul:

Até 15 de ago:

Até dia 15:

Pesquisa até

Até o dia 10:

Bibliográfica

Clínica e

Ler Paulo

Ler

o

dia 15:

Síntese,

educação de

Freire(4),

pesquisar

Apologia de

Kant (8,9),

produção e

Monica

Bachelard(3),

em

Sócrates(19)

Hegel(6,7,8)

complement

Aiub

Foucault,

LDB/96(18)

,

Pedagogia

e

Foucault

ação dos

(10)(11)

Vigotsky,

,

em Foucault

 

artigos sobre

Skinner,

PCNEM(17,

e

Deleuze

as normas

Pavlov,

16)

 

da ABNT

OCNEM(14

), Michael

Apple(12),

Silvio

Gallo(13)

Apresentação e

Até o dia 15 de jun

Até 25 de Jul

Até 20 de Ago

Discussões

Discussões

Discussões até o dia 15

discussão dos

até o dia 20

até o dia 20

dados

     

Elaboração

Até o dia 20 de jun

Até 30 de Julho: Artigo; quem é o Aluno?

Até o dia 26

Elaboração

Elaboração

Elaboração até o dia 20

do Trabalho

de

Ago

do artigo até

do artigo até

   

o

dia 26

o

dia 26

 

Entrega do

Até o dia 25 de jun

Até 31 de Jul

Até o dia 30 de ago

Entrega do artigo até o dia 31

Entrega do argigo até o dia 30

Entrega até o dia 25

Trabalho

Números em “Pesquisa Bibliográfica” referentes a obra na Bibliografia/Referência.

6 - REFERÊNCIAS

1- MONTERO, M. O Ensino de Filosofia no Ensino Médio Brasileiro: Antecedentes e Perspectivas. São Paulo; Port de Ideias, 2014

2- FREIRE, P. Pedagogia do Oprimido. 17º ed. Rio de Janeiro. Paz e Terra. 1987.

3- Bachelard, Gaston, 1884-1962. A formação do espírito científico: contribuição para uma psicanálise do conhecimento / Gaston Bachelard; tradução Esteia dos Santos Abreu. - Rio de Janeiro: Contraponto, 1996. 316 p. Tradução de: La Formation de 1'esprit scientifique : contribution à une psychanalyse de Ia connaissance ISBN 85-

85910-11-9

4- Freire, Paulo. Pedagogia da autonomia saberes: necessários à prática educativa / Paulo Freire. São Paulo: Paz e Terra.96. (Coleção Leitura)

5- . O ensino da filosofia e o papel do professor filósofo em Hegel. Trans/Form/Ação, Marília, v.31, n.2, 2008.

6- HEGEL, F. Ciencia de la lógica. Trad. Augusta e Rodolfo Mondolfo. Buenos Aires: Solar AS; Hachette, 1968.

7- Carta de Hegel a Niethammer. In. Escritos pedagógicos. México: Fondo de Cultura Económica, 1991c.

8- Discurso sobre educação. Lisboa: Edições Colibri, 1994g. HORN, G. B. Do ensino

da filosofia à filosofia do ensino: contraposições entre Kant e Hegel. In: REUNIÃO

ANUAL DA ANPED, 26. 2003, Poços de Caldas. Anais eletrônicos

Caldas: ANPED.

Poços de

9- KANT, I. Que é o esclarecimento? (Aufklärung). In: CARNEIRO LEÃO, E. (Org.) Immanuel Kant: textos seletos. Petrópolis: Vozes, 1985.

10- Aiub. Monica. Filosofia Clínica e Educação: a atuação no cotidiano escolar / Monica Aiub. 2.ed. Rio de Janeiro:Wak Editora,2018. 132p.: 21cm

11- Packter, Lúcio. Filosofia Clínica - Propedêutica / Lúcio Packter. Artigo presente no site: (http://www.filosofiaadistancia.com.br/turma%2028/Filosofia_Clnica_- _Propedeutica.pdf) Acesso em 29 de junho de 2019.

12- APPLE, Michael W.; FIGUEIRA, Vinicius; FISCHER, Maria Clara Bueno (Trad.). Ideologia e currículo. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006. 288 p. (Currículo, política e práticas; 12). ISBN 9788536305981 (broch.).

13- ASPIS, Renata Lima; GALLO, Silvio. Ensinar Filosofia: um livro para professores. São Paulo: Atta Mídia e Educação, 2009. 151p. ISBN 9788562971006 (broch.).

14- Orientações Curriculares Nacionais para O Ensino Médio (OCNEM) Edição 3:

Ciências Humanas e Suas Tecnologias. Livro presente no site do MEC (http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/book_volume_03_internet.pdf). Acesso

06/06/2019

15- Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCNEM): Bases Legais (PCN). Presente no site do MEC (http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/blegais.pdf). Acesso 06/06/2019

16- Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCNEM): Ciências Humanas e suas Tecnologias (PCN) Secretaria de Educação Média e Tecnológica Ruy Leite Berger Filho Coordenação Geral de Ensino Médio Avelino Romero Simões Pereira Coordenação da elaboração dos PCNEM Eny Marisa Maia. Livro presente no site do MEC (http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/cienciah.pdf). Acesso

06/06/2019

17- Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCNEM): Ciências Humanas e suas Tecnologias (PCN+). Livro presente no portal do MEC (http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/CienciasHumanas.pdf) Acesso 06/06/2019

18- Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (2005). Livro Presente no site do Senado (https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/70320/65.pdf) Acesso

06/06/2019

19- Platão. Apologia de Sócrates, tradução de Edson Bini. 2 ed. - São Paulo. EDIPRO 2015. Série: Clássicos EDIPRO

20- Gelamo, Rodrigo Pelloso. O ensino da filosofia no limiar da contemporaneidade:

o que faz o filósofo quando seu ofício é ser professor de filosofia? / Rodrigo Pelloso Gelamo. - São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009.

21-