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Contra a violência… É urgente encontrar tempo para gastar com a Família

Por Maria Susana Mexia

A família é o lugar onde se nasce, vive e morre de maneira natural. É o


espaço de vivência onde as pessoas são queridas não pelo que têm ou fazem
mas pelo que são.

A família é a nossa própria empresa, a primeira, a que tem de ter a cotação


mais alta na bolsa dos nossos valores, logo é nela que temos de investir a
maior parte do nosso capital, do nosso esforço e, naturalmente, do nosso
tempo.

Os pais modernos, para além de todos os requisitos indispensáveis e


necessários têm de ter também uma agenda e esta tem de estar tão
afectivamente organizada que não pode faltar tempo para “ gastar” com o
cônjuge, com os filhos e todos os restantes elementos que da família fazem
parte – tempo para amar, ensinar, brincar, ajudar e aprender a amar mais.

Paciência, pais! É de profunda sabedoria entender que para tudo há um


tempo e o que se dedica aos filhos é uma jóia preciosa que ficará mais
valorizada com o avançar dos anos.

Toda a criança precisa de uma família mas não de qualquer família. Nela tem
de haver afecto, protecção, normas, educação e também uma pitada de bom
humor. Só assim se pode combater a influência negativa e perniciosa a que
os nossos filhos estão sujeitos, só assim os podemos ajudar a ser felizes e a
poder ajudar outros a sê-lo também.

É na família que se aprende o que são os valores, as virtudes e, sobretudo, a


vivê-los. É nela que se indicam caminhos e se advertem os perigos. Na
família se ensina a escolher o melhor e a rejeitar o que não interessa ao
projecto de vida que se quer, não por ser proibido mas por ser contrário à
natureza do bem que se pretende para o ser humano íntegro, racional,
equilibrado e livre.
A liberdade será sempre um requisito indispensável para a educação e
crescimento salutar dos filhos.Todavia, não podemos confundi-la com
permissividade, laxismo, indiferença e, quiçá, libertinagem. Bom senso é a
palavra de ordem, é sabedoria popular, é não embarcar no opinável, à toa,
só porque há quem diga que é moda…

O mais importante na família é que haja vida de família, onde todos, para
além dos seus feitios e maus feitios, gostos e desgostos, se empenhem em
transformar a sua casa num lar e, de preferência, num lar luminoso e alegre
para onde é sempre bom voltar, deixando lá fora as vicissitudes ou
turbulências em que o quotidiano laboral e social, por vezes, nos aprisionam.

Se queremos acabar com a violência e a marginalidade de tantos jovens,


comecemos por valorizar a família.

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