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Centro Federal de Educação Tecnológica de

Minas Gerais
Departamento Acadêmico de Engenharia Elétrica

IMPLEMENTAÇÃO EM LABORATÓRIO DE
UM SISTEMA DE AUTOMAÇÃO DE
COMPORTAS DESLIZANTES DE TOMADA
D’ÁGUA POR MEIO DE CLP

Gustavo Costa Carvalho


05/07/2016
Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais
Departamento Acadêmico de Engenharia Elétrica
(31) 99665-1000 – gustavocostacarvalho@hotmail.com

Gustavo Costa Carvalho

IMPLEMENTAÇÃO EM LABORATÓRIO DE UM
SISTEMA DE AUTOMAÇÃO DE COMPORTAS
DESLIZANTES DE TOMADA D’ÁGUA POR
MEIO DE CLP

Trabalho de conclusão de curso submetida à


banca examinadora designada pelo
Colegiado do Departamento de Engenharia
Elétricado Centro Federal de Educação
Tecnológica de Minas Gerais, como parte dos
requisitos necessários à obtenção do grau de
Bacharel em Engenharia Elétrica.

Área de Concentração:Engenharia Elétrica


Orientador(a):Prof. Dr. Euler Cunha Martins

Belo Horizonte
Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais
05 de Julho de 2016
Dedico este trabalho a toda
minha família e amigos.
Agradecimentos

Agradeço a todas as pessoas envolvidas em minha formação pessoal e acadêmica,


em especial a:

A toda minha família por sempre me apoiar e acreditar nos meus sonhos.

Aos meus amigos por sempre estarem ao meu lado e me apoiarem nos momentos
difíceis.

Agradeço a todos os companheiros de trabalho da Energ/Snef por me ajudarem


tanto na minha formação de forma complementar.

Agradeço também ao professor Euler por sua orientação visando um melhor


aprendizado.

Por fim, agradeço a todos os professores que participaram da minha formação.


Resumo

O presente trabalho abrange todos os passos necessários para a realização da


automação de uma comporta deslizante, no contexto de uma PCH (Pequena Central
Hidrelétrica). Como objeto de estudo foi considerada a PCH Apucaraninha, localizada no
município de Tamarana, Paraná. Este trabalho fundamenta-se no estudo do atual sistema
instalado na PCH Apucaraninha e, posteriormente, com a proposição de um projeto de
automação para o sistema das comportas da tomada d’água de uma pequena central de
geração hidroelétrica. A partir desta proposta passou-se à atividade de definição dos
pontos básicos e pertinentes de entrada/saída (I/O) da planta. Assim, definida a filosofia
de automação foram especificados os equipamentos e os instrumentos que devem fazer
parte dos sistemas de automação, proteção e supervisão adequados às necessidades da
planta. Em seguida foram criados os diagramas lógicos dos sistemas de controle das
comportas deslizantes, com suas pré-condições e seus intertravamentos. Ao final do
trabalho foi realizada a simulação da lógica proposta.

i
Abstract

This work covers the necessary steps to carry out the automation of a sliding gate,
in the context of a Small Hydroelectric Power Project (SHP). As the object of study was
considered the SHP Apucaraninha, located in Tamarama, Paraná. This work is based on
the study of the current system installed on SHP Apucaraninha and later proposing an
automation project to be implemented on the sliding gates. After that, it was defined the
basic and relevant points of input / output (I / O) of the plant. After defined the philosophy
of automation, equipment and instruments were specified that are part of the automation,
protection and supervision appropriate to the needs of the project. Finally, it was created
the logic diagrams of sliding gates control system with its preconditions and its interlocks.
At the end of the work, the simulation logic of the proposal was held.

ii
Sumário

Resumo.................................................................................................................................................. i
Abstract ................................................................................................................................................ ii
Sumário .............................................................................................................................................. iii
Lista de Figuras ................................................................................................................................ vi
Lista de Tabelas.............................................................................................................................. vii
Lista de Siglas ................................................................................................................................. viii
Capítulo 1 - Introdução ................................................................................................................... 8
1.1. Relevância do Tema ................................................................................................................................. 8
1.2. Objetivos ....................................................................................................................................................... 9
1.3. Metodologia ................................................................................................................................................. 9
1.4. Organização do Trabalho ................................................................................................................... 10
Capítulo 2 – Conceitos Básicos .................................................................................................. 11
2.1. Introdução ................................................................................................................................................. 11
2.2. Usina Hidrelétrica .................................................................................................................................. 11
2.3. Comportas Deslizantes ........................................................................................................................ 14
2.3.1. Construção ................................................................................................................................................... 15
2.3.2. Funcionamento .......................................................................................................................................... 15
2.4. Considerações Finais ............................................................................................................................ 17
Capítulo 3 – Descritivo Funcional do Sistema ..................................................................... 18
3.1. Introdução ................................................................................................................................................. 18
3.2. Descrição Geral do Sistema de Acionamento das Comportas Deslizantes................. 18
3.3. Descritivo da Lógica de Automação .............................................................................................. 22
3.4. Etapas de abertura das Comportas ............................................................................................... 24
3.4.1. Abertura inicial (cracking) .................................................................................................................... 24
3.4.2. Falha do cracking ...................................................................................................................................... 25
3.4.3. Recuperação de posição ......................................................................................................................... 25
3.4.4. Falha na reposição .................................................................................................................................... 26
3.4.5. Fechamento normal das comportas.................................................................................................. 26

iii
3.4.6. Fechamento de emergência das comportas................................................................................... 26
3.5. Considerações Finais ............................................................................................................................ 27
Capítulo 4 – Equipamentos do Sistema .................................................................................. 28
4.1. Introdução ................................................................................................................................................. 28
4.2. Definição da lista de equipamentos .............................................................................................. 28
4.3. Definição do CLP..................................................................................................................................... 31
4.4. Considerações Finais ............................................................................................................................ 32
Capítulo 5 – Projeto de Automação ......................................................................................... 33
5.1. Introdução ................................................................................................................................................. 33
5.1.1. Linguagem Ladder.................................................................................................................................... 33
5.1.2. Sistema de supervisão e aquisição de dados (SCADA) .............................................................. 34
5.2. Programação Ladder ............................................................................................................................ 35
5.2.1. Entradas........................................................................................................................................................ 35
5.2.2. Saídas ............................................................................................................................................................. 37
5.2.3. Descritivo das Rotinas Lógicas ............................................................................................................ 37
5.2.3.1. Principal ............................................................................................................................................... 38
5.2.3.2. Alternância de Bombas .................................................................................................................. 39
5.2.3.3. Ventagem das Bombas ................................................................................................................... 39
5.2.3.4. Abertura da Comporta ................................................................................................................... 40
5.2.3.5. Fechamento da Comporta............................................................................................................. 40
5.2.3.6. Reposição da Comporta ................................................................................................................. 40
5.3. Sistema Supervisório ........................................................................................................................... 41
5.3.1. Representações Gráficas ........................................................................................................................ 41
5.3.1.1. Tela 1 - Apresentação ..................................................................................................................... 42
5.3.1.2. Tela 3 – Visão Geral do sistema de automação da comporta deslizante ................... 42
5.3.1.3. Tela 4 – Sistema hidráulico de movimentação da comporta.......................................... 43
5.3.1.4. Tela 5 – Sistema de posicionamento da comporta ............................................................. 44
5.3.1.5. Tela 6 – Alarmes ............................................................................................................................... 46
Capítulo 6 - Conclusão .................................................................................................................. 47
6.1. Conclusão ................................................................................................................................................... 47
6.2. Trabalhos Futuros ................................................................................................................................. 47
Referências Bibliográficas ......................................................................................................... 48
Anexo I ............................................................................................................................................... 49
Anexo II ............................................................................................................................................. 50

iv
Anexo III............................................................................................................................................ 56
Anexo IV ............................................................................................................................................ 59
Anexo V ............................................................................................................................................. 63
Anexo VI ............................................................................................................................................ 65
Anexo VII .......................................................................................................................................... 67

v
Lista de Figuras

Figura 2.1 – Usina hidrelétrica em corte.[2]........................................................................................... 12


Figura 2.2 – Comporta Deslizante [5]. ....................................................................................................... 14
Figura 2.3 – Acionamento por Rosca sem fim.[5] ................................................................................ 16
Figura 2.4 – Acionamento por pistão hidráulico [5]. ......................................................................... 17
Figura 3.1 – Diagrama Hidráulico................................................................................................................ 19
Figura 5.1 – Configuração de contatos no diagrama Ladder. ......................................................... 33
Figura 5.2 – Tela de Apresentação do Supervisório. .......................................................................... 42
Figura 5.3 – Tela de Visão Geral do Sistema ........................................................................................... 43
Figura 5.4 – Tela do Sistema Hidráulico de Movimentação da Comporta ............................... 44
Figura 5.5 – Tela do Sistema de Posicionamento da Comporta e Pressão de Equalização
............................................................................................................................................................................ 45
Figura 5.6 – Tela de Alarme do Supervisório ......................................................................................... 46
Figura 6.1 – Diagrama P&I. ............................................................................................................................. 49

vi
Lista de Tabelas

Tabela 4.1- Tabela de instrumentos ........................................................................................................... 31


Tabela 4.2- Tabela comparativa dos modelos de CLP ....................................................................... 32
Tabela 5.3- Tabela das entradas do CLP................................................................................................... 36
Tabela 5.4- Tabela das saídas do CLP ........................................................................................................ 37

vii
Lista de Siglas

CA – Corrente Alternada
CLP - Controlador Lógico Programável
COPEL – Companhia Paranaense de Energia
LSL – Chave de Nível Baixo
LSLL - Chave de Nível Muito Baixo
LI – Indicador de Nível
PCH – Pequena Central Hidrelétrica
PI – Indicador de Pressão
PSH - Chave de Pressão Alta
PSL - Chave de Pressão Baixa
PT – Transmissor de Pressão
TI – Indicador de Temperatura
TSH – Chave de Temperatua Alta
TSHH – Chave de Temperatura Muito Alta
ZSH – Chave de Posição Alta
ZSHH – Chave de Posição Muito Alta
ZSL – Chave de Posição Baixa
ZSLL – Chave de Posição Muito Baixa

viii
Capítulo 1

Introdução

1.1. Relevância do Tema

A Usina de Apucaraninha, localizada no município de Tamarana, PR, teve sua


construção iniciada na década de 40, com o objetivo de fornecer energia elétrica para a
cidade de Londrina e região. A automação industrial e o controle das máquinas,
implementados na sua construção, eram realizados por painéis, relés e muitas vezes por
controle manual, realizado por operadores da usina.
Visando a melhoria da qualidade e da confiabilidade de produção da PCH
Apucaraninha, propõe-se reformas a fim de se automatizar diversos sistemas. Uma das
áreas a ser automatizada, visando a uma maior segurança de operação e controle remoto
de operações, é a tomada d’água.
Com a automação das comportas da tomada d’água é possível reduzir o custo de
operação da usina, reduzir o número de operadores e aumentar a confiabilidade do
sistema. A automação do sistema em estudo se torna viável tendo em vista que o valor
investido será pago ao longo do período de funcionamento do sistema.
Diversos estudos mostram que no cenário atual é impossível pensar em automação
e controle de processos sem a utilização dos CLP’s (Controlador Lógico Programável). Sua
utilização se dá devido a adaptação de diversas funcionalidades, a aplicação em sistemas
já existentes, com o mínimo de alterações, e ao baixo custo. A utilização dos CLP’s em
detrimento de painéis com lógica de relés se justifica pela economia de espaço obtida,
tendo em vista que um programa de CLP realiza a função de diversos relés, e o número de
pontos possíveis de falha que são reduzidos.
Com a introdução do CLP no sistema automatizado obtem-se a diminuição do custo
de operação, o aumento da confiabilidade do sistema e o aumento da produção final.

8
1.2. Objetivos

Este trabalho tem como objetivos principais o estudo e a análise do funcionamento


de uma comporta deslizante e a apresentação de uma proposta de automação para o
sistema. A automatização será feita utilizando um Controlador Lógico Programável por
meio da sua lógica de programação.
Para que seja possível desenvolver a lógica de controle do sistema serão definidos
os equipamentos ,sensores e atuadores, necessários a automação do processo e será feita
uma avaliação das plataformas de software e hardware disponíveis no mercado.
Para atingir os objetivos deste trabalho, as seguintes tarefas serão realizadas:
· Estudo do processo da viabilidade de implantação do sistema de automação da
comporta deslizante;
· Determinação dos parâmetros operacionais básicos da automação da PCH;
· Definição dos equipamentos a serem utilizados no sistema;
· Avaliação das plataformas de software e hardware comerciais;
· Desenvolvimento da lógica de controle
· Simulação da automação proposta.

1.3. Metodologia

O desenvolvimento da lógica de automação da comporta deslizante, a ser


implementada no CLP, será baseada no descritivo funcional desenvolvido neste trabalho
e nos conhecimentos adquiridos durante a graduação.
Para a implementação do programa será definido, com base nos produtos de
mercado, o controlador lógico programável a ser utilizado bem como a linguagem de
programação. A comparação dos CLPs terá como base os dados fornecidos pelos data
books de cada fabricante.
A confirmação da lógica desenvolvida será feita utilizando-se a simulação em uma
plataforma que possibilite a análise dos dados.

9
1.4. Organização do Trabalho

O presente trabalho está divido em 6 capítulos, incluindo o capítulo introdutório.


No capítulo 2 são apresentados conceitos básicos e de grande importância à
compreensão acerca do tema, tendo como foco uma explicação geral do funcionamento
de uma usina hidrelétrica e da comporta deslizante.
No capítulo 3 são apresentados o descritivo funcional da automação proposta para
a comporta em estudo e os equipamentos necessários para sua implementação.
No capítulo 4 é feito um estudo para a definição da plataforma CLP mais indicada
para esta aplicação, utilizando produtos disponíveis no atual mercado.
No capítulo 5 é apresentada a metodologia de automação feita assim como a
implementação do sistema supervisório.
No capítulo 6 conclui-se que a implementação da automação pode ser feita a partir
dos dados reunidos assim como a criação de um sistema supervisório, e que ambos
atenderam o propósito de automação do sistema de movimentação de comportas
deslizantes de uma PCH.

10
Capítulo 2

Conceitos Básicos

2.1. Introdução

A maior parte da energia elétrica produzida no Brasil advém de usinas


hidrelétricas. Nesse tipo de usina, a energia potencial da água represada é transformada
em energia cinética, girando as pás das turbinas, produzindo energia elétrica a partir do
acionamento de um gerador CA [1].
De fato, usinas hidrelétricas são consideradas geradoras de energia limpa, pois não
envolvem a queima de combustíveis como as usinas térmicas, também não geram
resíduos nocivos a saúde, como as usinas nucleares. Este tipo de geração, produzida por
hidrelétrica, utiliza uma fonte renovável, a água, sem que exista contaminação ou grande
alteração no ciclo hidrológico [1].
Portanto, este capítulo tem como objetivo a definição dos conceitos acerca do
funcionamento de uma usina hidrelétrica concomitantemente a uma visão geral sobre as
características das comportas deslizantes.

2.2. Usina Hidrelétrica

Uma usina hidrelétrica é composta essencialmente pela casa de força (2),


subestação (3) e barragem (1), como mostrado na Figura 2.1.

11
Figura 2.1 – Usina hidrelétrica em corte [2].

A casa de força é onde se localizam as unidades geradoras (turbinas e geradores),


os sistemas de controle e os sistemas auxiliares. A casa de força tem como finalidade
alojar as unidades geradoras e equipamentos de forma a possibilitar sua operação e
manutenção.
A subestação de uma usina hidrelétrica tem como finalidade abrigar os
equipamentos de proteção e controle, medir e distribuir a energia gerada.
Uma barragem ligada a uma usina pode ter três finalidades: a concentração do
desnível de um rio para produzir uma queda, a criação de um grande reservatório
regularizador do fluxo da água ou uma estrutura que possibilite a entrada da água em um
canal ou tubo que conduza a água para as turbinas.
Para a retenção da água e sua condução controlada através de canais deve ser
construída uma estrutura denominada tomada d´água [3].
A tomada d’água é onde ocorre a entrada da água do reservatório para o túnel de
adução que conduzirá a mesma até a casa de força, onde será feita a geração da energia
elétrica pela unidade geradora [4].
Na tomada d’água existem comportas que eventualmente podem ser fechadas para
esvaziamento do túnel de adução por motivos de manutenção ou devido a atuação da
12
proteção da unidade geradora, evitando que a máquina atinja uma sobre-velocidade
durante uma falha de rejeição de carga, a qual seja provocada pela abertura do disjuntor
e assim a perda do conjugado frenante, estas comportas são denominas comportas
deslizantes.
Neste local, a tomada d’água, existem grades antes das comportas para evitar que
objetos ou matérias de grande porte, tais como troncos de arvores, animais mortos, etc,
que possam chegar até a unidade geradora e danificar a mesma. Para a limpeza desta
grade existem máquinas chamadas limpa-grades, que funcionam como pentes arrastando
a sujeira para a superfície onde esta possa ser coletada [4].
Para o controle dos sistemas instalados na tomada d´água há uma sala elétrica
responsável por abrigar os painéis que recebem os sinais de campo e, por meio de
condições pré-estabelecidas, enviam sinais que controlam os sistemas da tomada d’água.
Existem também comportas secundárias chamadas de stop-logs que são inseridas
quando se deseja fazer manutenção na comporta principal ou quando a operação da
mesma está indisponível. A inserção destas comportas é feita pelo pórtico rolante,
equipamento de levantamento e movimentação capaz de suspender elevadas cargas ao
local. As comportas stop-logs não possuem mecanismos próprios de acionamento manual
ou automático de inserção, por isso necessitam do auxilio do pórtico rolante.
A PCH Apucaraninha foi incorporada em 1975 pela COPEL junto à Empresa Elétrica
de Londrina S/A. A PCH teve o seu início de sua operação comercial em 1949, oriundo do
aproveitamento do Salto Grande, no Rio Apucaraninha, no município de Tamarana
(desmembrado de Londrina). Este Salto, com 125m de altura, localiza-se em um vale
suspenso na margem do leito do rio Tibagi.
A PCH possui como principais referencias técnicas:
· Enchimento do reservatório. – 1958
· Início da operação - 1949
· Potência efetiva (MW) - 9,50
· Energia firme (MW) - 8,10
· Numero de unidades - 3
· Tipo de turbina – FRANCIS

13
2.3. Comportas Deslizantes

Uma comporta deslizante, mostrada na Figura 2.2, funciona como uma comporta
gaveta que é a comporta plana de mais simples funcionamento. Seu funcionamento
consiste basicamente em um tabuleiro que desliza sobre guias laterais embutidas no
concreto.
Para que haja o deslizamento são utilizadas superfícies metálicas no tabuleiro sobre
as guias com o intuito de diminuir o atrito entre a comporta e a guia [5].

Figura 2.2 – Comporta Deslizante [5].

As comportas do tipo deslizante são largamente utilizadas devido ao seu


funcionamento simples e seguro. Este tipo de comporta é utilizado como dispositivo de
controle para canais de irrigação, decantadores, obras de saneamento, descargas de fundo,
pequenos sangradouros e tomadas d’água [3].

14
2.3.1. Construção

As comportas deslizantes apresentam algumas vantagens de funcionamento,tais


como a transmissão uniforme da carga hidráulica no concreto e a ausência de vibrações
em aberturas parciais, devido ao alto valor de atrito entre as superfícies de deslizamento.
Esta última característica, é altamente desejada para comportas utilizadas em tomadas
d’água em virtude da necessidade da abertura parcial para a equalização de pressão.
Porém, esta característica faz com que a comporta não se feche por meio do seu próprio
peso, pois o atrito entre as superfícies deslizantes atingem valores muito elevados. Em
consequência este alto valor de atrito entre as superfícies é necessário uma força para que
a comporta realize o movimento de subida e descida.
Os tabuleiros são construídos normalmente em madeira ou em aço. Enquanto a
construção metálica é utilizada em comportas que necessitam suportar grande pressão
hidráulica, as comportas em madeiras são utilizadas em projetos que necessitem
comportas leves, com baixo grau de corrosão e econômicas.

2.3.2. Funcionamento

Para a movimentação das comportas deslizantes é necessário vencer a força


hidráulica do sistema, o peso da comporta e o atrito entre as partes moveis e fixas da
mesma. Para que isso ocorra são utilizados acionamentos hidráulicos ou por fusos.
O acionamento manual por fuso, utilizado atualmente na comporta em estudo, é
feito por meio de uma haste rosca (rosca sem fim) que liga a comporta a um acionamento
por um volante que permite a movimentação de subida e descida da comporta, como
mostrado na Figura 2.3.

15
Figura 2.3 – Acionamento por Rosca sem fim [5].

O acionamento hidráulico é um dos métodos de acionamento de comportas mais


utilizados devido à alta capacidade de carga e à simplicidade de funcionamento. Este
acionamento consiste em um cilindro hidráulico que movimenta a comporta e é acionado
pela pressão do óleo gerada por uma unidade hidráulica. Na Figura 2.4 pode-se observar o
projeto de uma comporta que utiliza o acionamento hidráulico.

16
Figura 2.4 – Acionamento por pistão hidráulico [5].

2.4. Considerações Finais

No Capítulo 2 foram apresentados os conceitos básicos sobre usinas hidrelétricas


apresentando cada uma de suas partes(casa de força, subestação e tomada d’água).
Neste capítulo abordou-se o tema das comportas deslizantes, sendo explicadas suas
características, aplicações e formas de acionamento. As comportas deslizantes são
largamente utilizadas na engenharia devido a sua simplicidade construtiva e funcional.
Para a criação do projeto de automação deve ser desenvolvido o descritivo do
sistema que será apresentado no Capítulo 3.

17
Capítulo 3

Descritivo Funcional do Sistema

3.1. Introdução
Para que seja possível o desenvolvimento da programação e o levantamento dos
pontos de entrada e saída é necessário primeiramente entender o funcionamento total do
sistema. Este entendimento é feito por meio do descritivo funcional, que tem por objetivo
apresentar todas as características básicas do sistema e dos equipamentos, bem como os
aspectos relativos a operação, controle e proteção das comportas deslizantes da tomada
d’água da PCH Apucaraninha.
Este descritivo serve como base para o desenvolvimento do sistema de comando,
proteção e controle que faz referência as comportas acima citadas.

3.2. Descrição Geral do Sistema de Acionamento das Comportas


Deslizantes

O sistema de acionamento e controle das comportas deslizantes será constituído


de uma unidade hidráulica que tem como função fornecer óleo sob pressão para a
abertura e fechamento de duas comportas deslizantes, comporta deslizante 01(Unidades
Geradoras 1 e 2) e comporta deslizante 02 (Unidade Geradora 03). O diagrama hidráulico
é mostrado na Figura 3.1:

18
Figura 3.1 – Diagrama Hidráulico [5].

19
A unidade hidráulica utilizada neste caso será comum às duas comportas
deslizantes, possuindo duas bombas acionadas por motores elétricos (itens 7.1 e 7.2) e
uma bomba de acionamento manual (item 10).
As comportas deslizantes têm como função interromper ou liberar o fornecimento
de água vinda do reservatório.
Para o comando das comportas deslizantes são previstos duas possibilidades de
operação. São elas:
· Controle manual – Via bomba manual e atuação local nas válvulas direcionais
manuais;

· Controle automático – Controle feito de forma automática, implementada por meio


de uma lógica de programação e acionamento das botoeiras de ligar/desligar
bombas e abre/fecha comportas;

Em todas as possibilidades de operação, as proteções e pré-condições de operação


são soberanas, de forma que ocorra sempre uma operação segura, tanto para os
operadores quanto para os equipamento da planta.
Válvulas direcionais localizadas nas respectivas tubulações (itens 17.1 e 17.3),
responsáveis pela abertura ou fechamento das comportas 01 e 02, direcionarão o óleo
pressurizado até os cabeçotes dos cilindros de abertura das comportas deslizantes.
Será considerado que a bomba B1, assim como a bomba B2, terá capacidade de
abrir as duas comportas.
Em cada tubulação de fornecimento de óleo existe uma válvula de retenção (item
19), desta forma, quando o fornecimento de óleo de pressurização da linha estiver sendo
realizado pela tubulação da bomba B1, este será impossibilitado de retornar ao tanque
pela tubulação de fornecimento via moto-bomba B2, pois é barrado pela válvula de
retenção instalada na tubulação da moto-bomba B2 e vice-versa.
Quando o sistema estiver sendo pressurizado pelas bombas B1 e B2, a válvula
solenóide S6 deverá ser energizada. Quando a solenóide S6 é energizada, a válvula
direcional faz com que o óleo bombeado retorne para o tanque (processo de ventagem).
A ventagem é o retorno do óleo para o tanque sem pressurizar a linha. Esse
processo acontece sempre nos primeiros instantes, quando é iniciada a partida da
unidade hidráulica ou quando a pressão na linha ultrapassar um valor limite da válvula

20
de escape. Ao voltar para o reservatório, o óleo do processo de ventagem passa por um
filtro de retorno.
O processo de ventagem durante a partida da unidade hidráulica é necessário para
evitar cargas excessivas nas bombas (trancos) no momento da partida, ou seja, é o
procedimento que garante que as bombas partam em vazio para serem colocadas em
carga posteriormente.
Uma vez realizado o comando de partida da unidade hidráulica, a moto-bomba
selecionada para operação ficará em regime de operação permanente (satisfeitas as pré-
condições de partida da bomba) permitindo o comando de abertura da comporta.
Caso a pressão na linha da moto-bomba B1 ou B2 comece a aumentar além dos
níveis determinados para ventagem e esta não ocorra, será acionada (automatismo
mecânico) a válvula de escape (item 9) que permitirá que o óleo pressurizado em excesso
retorne para o reservatório de óleo.
A abertura ou fechamento das comportas deslizantes, via bomba B1 ou B2, é
realizada pela energização da solenóide S1, o qual liberará o óleo pressurizado no sistema
de acionamento e os seguintes comandos poderão ser realizados:
· A abertura da comporta deslizante 01 será feita pela energização da
solenóide S2. Com este comando, o óleo pressurizado deslocará o pistão
hidráulico até a abertura da mesma. A velocidade pode ser controlada pelo
ajuste da válvula reguladora de fluxo (item 27.1 do diagrama hidráulico).
· O fechamento da comporta deslizante 01 será feita pela energização da
solenóide S3. Com este comando, o óleo pressurizado deslocará o pistão
hidráulico para o fechamento da mesma. A velocidade será controlada pelo
ajuste da válvula reguladora de fluxo (item 27.1 do diagrama hidráulico).
· A abertura da comporta deslizante 02 será feita pela energização da
solenóide S4. Com este comando, o óleo pressurizado deslocará o pistão
hidráulico até a abertura da mesma comporta deslizante. A velocidade será
controlada pelo ajuste da válvula reguladora de fluxo (item 27.2 do
diagrama hidráulico).
· O fechamento da comporta deslizante 02 será feita pela energização da
solenóide S5. Com este comando, o óleo pressurizado deslocará o pistão
hidráulico para o fechamento da mesma. A velocidade será controlada pelo
ajuste da válvula reguladora de fluxo (item 27.2 do diagrama hidráulico).
21
Antes do retorno ao tanque, o óleo bombeado passa por um filtro (item 9 do
diagrama hidráulico) para que sejam coletadas as impurezas admitidas no processo. Além
disso, no reservatório de óleo existem dois bastões magnéticos (item 12) que atraem para
si as limalhas provenientes do atrito das engrenagens das bombas, não deixando assim
que estas sejam bombeadas para a tubulação de acionamento das comportas.
Podem existir pequenos vazamentos de pressão entre as câmaras dos pistões da
comporta, o que faz com que a comporta tenda a fechar devido ao contrapeso. Quando
isto ocorrer deve ser realizada a reposição da posição da comporta, isto é, efetuado um
novo comando de abertura da comporta deslizante (energizar S2 ou S4).

3.3. Descritivo da Lógica de Automação

O CLP receberá todas as informações necessárias para efetuar as lógicas digitais


tais como:
· Sinais de nível de óleo da unidade hidráulica;
· Sinais de pressão de óleo da unidade hidráulica;
· Chaves fim de curso;
· Sinal das posições das comportas;
· Sinal dos disjuntores motores;
· Botoeiras de acionamento;
· Sinal de filtro sujo da unidade hidraúlica;
· Sinais de temperatura de óleo da unidade hidraúlica;

Quando em modo automático, a lógica de controle da unidade hidráulica será


digital, implementada no CLP e os comandos serão realizados por botoeiras em um painel
local.
Com base em alguns dados de entrada recebidos pelo CLP serão previstas
proteções atuando nas bombas (paralisação, bloqueio de partida, etc.). Caso haja a
atuação de algum sensor, indicando sinais que possam danificar as bombas ou até mesmo
equipamentos referentes ao sistema hidráulico, como por exemplo pressão alta e nível de
óleo, a lógica de automação será responsável pela interrupção da operação.

22
Comandada a partida da bomba principal, esta deverá operar a vazio (Solenóide S6
energizada) durante um intervalo de tempo (parametrizável) até que alcance sua
velocidade de rotação nominal (processo de ventagem). Se o demarrador estiver
indisponível, ou pressão na barra continuar insuficiente ou ainda o intervalo de tempo de
retorno de funcionamento expirar, a bomba principal deverá ser desligada e a bomba
reserva ligada automaticamente.
Se a bomba reserva apresentar os mesmos defeitos descritos acima, demarrador
indisponível ou pressão baixa no circuito hidráulico ou intervalo de tempo expirado, esta
deverá também ser desligada (via demarrador) e o sistema de controle deverá bloquear
a operação de partida da unidade hidráulica emitindo sinal de falha (alarme) para o
sistema de controle e supervisão.
Transcorrido o intervalo de tempo da ventagem (parâmetro operacional), deverá
ser energizada a válvula solenóide S1. Com isso, será iniciada a pressurização do sistema
hidráulico e, assim que a pressão do circuito hidráulico atingir aproximadamente o valor
necessário (parâmetro operacional), o sistema de controle desligará a bomba em
operação.
Após a sequência de partida da unidade hidráulica, a pressão do sistema estará
dentro da faixa de trabalho (parametrizável) e a unidade hidráulica hábil a executar a
abertura das comportas.
Os conjuntos moto-bomba deverão operar durante um intervalo de tempo
(parâmetro operacional editável) fixo, de forma que ora o conjunto moto-bomba 1 seja o
principal e o conjunto moto-bomba 2 reserva, e vice-versa.
A alternância de moto-bomba principal e reserva, descrita acima, será em função
do tempo de operação da bomba e em função da última bomba que esteve em operação.
O operador terá a possibilidade de executar a operação manual de forma que ele
poderá escolher avcomporta. Após selecionar a comporta, o operador poderá dar o
comando iniciando o processo de abertura ou fechamento da comporta selecionada.
A reposição das comportas ocorrerá caso as mesmas se movimentem abaixo de um
valor definido no CLP.
A reposição deverá ocorrer durante um intervalo de tempo (parametrizável)
especificado. Ultrapassado o tempo pré-programado e se a comporta não atingir a posição
programada, automaticamente deverá ser sinalizado a falha da reposição (alarme) no
sistema de controle e supervisão.
23
Caso não seja solicitado novo procedimento de abertura de comporta após um
tempo previamente estabelecido, será efetuada a parada da bomba.
Após a abertura da comporta, o sistema digital deverá executar,
permanentemente, a lógica de controle de posição desta comporta, ou seja, habilitar a
rotina que executará sua reposição quando a posição ultrapassar um valor mínimo
permitido.
Existirão intertravamentos que impeçam a aceitação de um comando de abertura
caso a comporta já esteja totalmente aberta, assim como no comando de fechamento.
O comando de fechamento terá prioridade em relação ao comando de abertura de
modo que ao iniciar um comando de abertura e for solicitado o fechamento da comporta
a mesma deverá iniciar imediatamente o processo de fechamento.

3.4. Etapas de abertura das Comportas

A energização dos solenóides S2 (comporta 01), pelo comando de “abrir comporta”


será interrompida quando a comporta alcançar a posição de “Comporta em cracking”,
abertura parcial da comporta para igualar a pressão entre o conduto e o reservatório. O
comando de abertura total da comporta será permitido após um determinado tempo,
onde se observará o equilíbrio de pressão entre montante e jusante da tomada d’água
sendo novamente energizada o solenóide S2. A mesma lógica será utilizada nos comandos
de abertura da comporta deslizante 02 com o solenóide S4.

3.4.1. Abertura inicial (cracking)

Durante a operação de abertura, a comporta se movimentará até atingir a posição


de “Comporta em cracking” sinalizada por um sensor local.
A abertura será interrompida numa posição pré-determinada para enchimento do
conduto forçado, permanecendo a comporta nesta posição até a obtenção do equilíbrio de
pressões entre montante e jusante da tomada d’água, determinada por meio de medidores
de pressão, e até que seja dado novo comando para continuação da abertura da comporta
deslizante.

24
Com a finalidade de segurança da chave fim-de-curso, uma lógica temporizada no
CLP garantirá a parada da comporta na abertura de posição cracking. O CLP será ajustado
para interromper a alimentação elétrica da solenóide de abertura em operação quando a
comporta tiver percorrido o percurso equivalente para alcançar a referida chave fim-de-
curso, mantendo o corte da alimentação elétrica pelo tempo necessário a garantir o
equilíbrio das pressões.

3.4.2. Falha do cracking

Cada comporta deslizante (01 e 02) possui ainda uma chave fim-de-curso cuja
função é detectar falha no posicionamento cracking. A função desta chave é sinalizar ao
operador falha (alarme) no processo de abertura da comporta deslizante.
Impreterivelmente, a comporta deslizante não poderá ser aberta antes de realizada sua
equalização de pressão (abertura da comporta com segurança).
Detectada essa posição, o sistema de controle realizará a lógica do comando de
fechamento de emergência da comporta deslizante, ou seja, acionará a bomba B1ou B2 e
energizará a solenóide S3 para a comporta deslizante 01 e a solenóide S5 para a comporta
deslizante 02.

3.4.3. Recuperação de posição

Quedas de pressão ocorrem na unidade hidráulica provenientes da transferência


do óleo entre as câmaras dos pistões das comportas, o que faz com que as comportas
tendam a fechar devido ao contrapeso. Quando isto ocorrer será realizada a reposição da
pressão na tubulação da unidade hidráulica.
A reposição inicia-se a partir de um novo comando de abertura da comporta. Após
a abertura da comporta o sistema deverá executar, permanentemente, a lógica de controle
de posição, ou seja, habilitar a rotina que executará sua reposição quando as chaves ZSHH-
1066 (comporta totalmente aberta para comporta deslizante 01) e ZSHH-2066 (comporta
totalmente aberta para comporta deslizante 02) forem liberadas, sendo que não haja
comando de fechamento e nem comando de fechamento de emergência.

25
Durante a operação de reposição, as solenóides S1 e S2 (comporta deslizante 01)
ou as solenóides S1 e S4 (comporta deslizante 02) via bomba 1 ou 2, permanecerão
energizadas, respectivamente, até a atuação das chaves fim-de-curso ZSHH-1066 e ZSHH-
2066. Depois de acionado o fim-de-curso, as solenóides S1, S2 e S3 (comporta deslizante
01) ou S1, S4 e S5 (comporta deslizante 02) deverão ser desenergizadas e a solenóide S6
será energizada.

3.4.4. Falha na reposição

Cada comporta deslizante (01 ou 02) possui ainda uma chave fim-de-curso cuja
função é detectar falha na reposição. A função desta chave é sinalizar ao operador a
ocorrência de falha na reposição, que será habilitada somente após o processo de abertura
total (ZSHH).

3.4.5. Fechamento normal das comportas

No comando de fechamento, o sistema de controle energizará a solenóide “S3” para


a comporta deslizante 01 e a solenóide “S5” para a comporta deslizante 02. E acionará o
conjunto motobomba 1 ou 2 que comandará o fechamento da comporta.

3.4.6. Fechamento de emergência das comportas

O fechamento da comporta, em condição de emergência, deverá ser comandado


pelas seguintes ocorrências:

· Acionamento do botão de emergência no painel de comando local ;


· Acionamento mecânico da chave fim-de-curso responsável pela posição
“Falha cracking”;

26
3.5. Considerações Finais

No presente capítulo foi apresentado o descritivo funcional do sistema de


acionamento das comportas deslizantes. O descritivo apresentado serve como base para
a criação da lógica de automação das comportas bem como para a verificação de
funcionamento da automação proposta.
Ao longo do trabalho foram apresentadas as diversas situações nas quais pode-se
operar o sistema em estudo e quais as respostas esperadas do mesmo. O descritivo será
utilizado como base para a definição dos equipamentos propostos no sistema e a definição
de entradas e saídas do sistema, apresentado no Capítulo 4.

27
Capítulo 4

Equipamentos do Sistema

4.1. Introdução
Atualmente, em função da infinidade de modelos e de equipamentos para
automação de plantas de geração, com os mais variados recursos, faz-se necessário um
estudo de viabilidade técnica/econômica com o enfoque no sistema a ser aplicado. A
escolha e a configuração correta podem representar um grande diferencial no custo do
projeto e no tempo de implementação, destarte são definidos neste capítulo alguns dos
principais ítens do sistema em estudo [6].
A escolha do CLP utilizado no sistema de automação das comportas deslizantes
será feito por meio de um comparativo, em que serão levantadas características e custos
de implementação de produtos disponíveis no mercado.
A partir da definição dos equipamentos utilizados, bem como o CLP, é iniciada a
implementação da lógica de automação do sistema estudado.

4.2. Definição da lista de equipamentos

Para que seja implementada a lógica de automação, descrita no Capítulo 3, serão


utilizados os seguintes instrumentos e equipamentos:
· Reservatório de óleo, construído em aço-carbono, equipado com porta de
inspeção, visor de nível, filtro de ar e bocal de enchimento, bastões magnéticos e
válvula de esvaziamento;
· Comportas do tipo Deslizante;
· Conjunto bombas de engrenagens com acionamento por motor elétrico;
· Bomba de engrenagem com acionamento manual;
· Válvulas para circuito de óleo;

28
· Eletro-válvulas, quando energizadas, as solenóides alteram sua posição mecânica,
permitindo ou bloqueando o fluxo de óleo em determinado caminho e/ou direção
seguindo as necessidades operacionais (válvulas solenóides).
· Quadro de comando e controle local de sobrepor, que possibilita o controle
automático do sistema das unidades hidráulicas. Fazer a seleção manual de
bombas. Comandar abertura/fechamento das comportas deslizantes. Possibilitar
sinalização local do status de funcionamento da unidade hidráulica e das
comportas.
· Transmissor de nível Piezo-resistivo;
· Chaves de posição Mecânica – fim-de-curso;
· Indicador/ termostato;
· Chave de nível com dois contatos;
· Manômetro;
· Indicador de Nível tipo Régua;
· Pressostato;
· Controlador Lógico Programável.
· Medidores de pressão

Para a identificação de cada instrumento utilizado no controle das comportas


deslizantes foi criada a Tabela 4.1 de especificações:

IDENTIFICAÇÃO
DESCRIÇÃO AÇÕES/ OBSERVAÇÕES
(TAG)

TSHH-0001 Termômetro
Detectar temperatura muito alta do óleo no tanque
digital com
da unidade hidráulica
contatos secos
Termômetro
Detectar temperatura alta do óleo no tanque da
TSH-0002 digital com
unidade hidráulica
contatos secos

Termômetro Indicar temperatura do óleo no tanque da unidade


TI-0003
digital hidráulica

29
Detectar nível baixo de óleo no tanque da unidade
LSL-0004 Chave de nível
hidráulica

Detectar nível muito baixo de óleo no tanque da


LSLL-0005 Chave de nível
unidade hidráulica

Indicador de Indicar nível de óleo no tanque da unidade


LI-0006
nível ( visor) hidráulica

Detectar pressão baixa de óleo no circuito


PSL-0007 Pressostato
hidráulico da unidade

Detectar pressão alta de óleo no circuito hidráulico


PSH-0008 Pressostato
da unidade

Indicar pressão no circuito hidráulico de abertura da


PI-101 Manômetro
comporta 01 da unidade

Indicar pressão no circuito hidráulico de abertura da


PI-102 Manômetro
comporta 02 da unidade

Chave de Detectar posição totalmente fechada da comporta


ZSLL-101
posição 01

Chave de
ZSL-102 Detectar posição de cracking da comporta 01
posição

Chave de
ZSH-108 Detectar posição falha de cracking da comporta 01
posição

Chave de
ZSH-103 Detectar posição de deriva da comporta 01
posição

Chave de Detectar posição de falha na reposição da


ZSH-104
posição comporta 01

Chave de
ZSH-105 Detectar posição de reposição da comporta 01
posição

Chave de
ZSHH-106 Detectar posição totalmente aberta da comporta 01
posição

Chave de Detectar posição de totalmente fechada da


ZSLL-201
posição comporta 02

Chave de
ZSL-202 Detectar posição de cracking da comporta 02
posição

Chave de
ZSH-208 Detectar posição falha de cracking da comporta 02
posição

Chave de
ZSH-203 Detectar posição de deriva da comporta 02
posição

30
Chave de Detectar posição de falha na reposição da
ZSH-204
posição comporta 02

Chave de
ZSH-205 Detectar posição de reposição da comporta 02
posição

Chave de
ZSHH-206 Detectar posição totalmente aberta da comporta 02
posição

Medidor de
PT-001 Medidor de Pressão de Montante
pressão

Medidor de
PT-101 Medidor de Pressão do Conduto Forçado 01
pressão

Medidor de
PT-201 Medidor de Pressão do Conduto Forçado 02
pressão

Tabela 4.1- Tabela de instrumentos

Para uma melhor visualização da instrumentação proposta o diagrama P&I do


sistema é apresentado no Anexo I.

4.3. Definição do CLP

A escolha do CLP a ser utilizado na planta em estudo será definido com base nas
seguintes características:
· Custo
· Facilidade em Desenvolvimento
· Modularidade
· Memória Interna
· Velocidade de Processamento
Para a comparação foram definidos modelos disponíveis no atual mercado que são
utilizados em diversas plantas de automação, estes são:
· Versamax CLP, Fabricante GE;
· RXi Controller, Fabricante GE;
· Compact Logix, Fabricante Rockwell;
· S7 200, Fabricante Siemens.
A partir da consulta dos Data books de cada modelo foi criada a Tabela 4.2:

31
Modelo Velocidade de Memória Modularidade Tempo Custo
processamento Interna (nº de racks) de scan
VersaMax 48 MHz 256 K Bytes 8 18ms/k Baixo
Rxi 1.1 GHz 5 Mega Bytes 8 7,2ms/k Alto
Controller
Compact 1.1 GHz 1.5 Mega 16 9ms/k Médio
Logix Bytes
S7 200 0.8 GHz 1 Mega Byte 7 22ms/k Médio

Tabela 4.2- Tabela comparativa dos modelos de CLP

Devido ao sistema das comportas delizantes não demandar uma alta taxa de
processamentode dados, devido a inércia do sistema hidráulico em estudo, e utilizar
poucas entradas e saídas digitais, a escolha do CLP é feita pelo custo de implantação do
projeto. Para a maior viabilidade do projeto o CLP a ser utilizado será o versa Max
fabricado pela GE.
A programação será feita em diagramas Ladder, que é uma linguagem gráfica de
programação. Feita inicialmente com contatos simples que simulam a abertura e
fechamento de relés, a programação Ladder foi expandida para abranger as funções como
contadores, temporizadores, registradores de deslocamento e operações matemáticas.

4.4. Considerações Finais

No Capítulo 4 foram definidos o CLP, os instrumentos e os equipamentos


necessários à implantação do sistema. A definição do CLP foi feita por meio de um
comparativo dos dispositivos disponíveis no mercado A partir desta definição foi
escolhida a linguagem de programação a ser utilizada.
A instrumentação utilizada foi definida a partir do descritivo funcional,
apresentado o Capítulo 3, de forma a abranger todas as funcionalidade necessárias do
sistema das comportas deslizantes.

32
Capítulo 5

Projeto de Automação

5.1. Introdução

5.1.1. Linguagem Ladder

A linguagem de programação Ladder é atualmente a mais utilizada nos CLPs. Esta


linguagem é formada por um diagrama de contatos que simulam um diagrama elétrico
com sua devida simbologia. Esta forma de linguagem permite a programação desde
funções básicas binárias até complexas funções de controle e automação de um sistema
que esteja interligado ao PLC.
A linguagem de programção Ladder é baseada em símbolos semelhantes aos
encontrados nos esquemas de diagramas elétricos (contatos e bobinas) e é aplicada uma
lógica semelhante, devido ao recursos serem parecidos. O diagrama ladder é uma forma
clara de apresentar a programção do PLC, uma vez que a apresentação dos contatos NA,
NF e relés já é familiar a técnicos e engenheiros [9], como mostrado na figura 5.1.

Figura 5.1 – Configuração de contatos no diagrama Ladder.

Os dispositivos de saída(bobina, contador, temporizador, etc.), assim como no


diagrama elétrico, são acionados somente após a sua energização lógica. Para isso é
utilizada a lógica booleana, na qual é implementado os sinais examine ON e examine OFF
para a formação das operações básicas e o conjunto destas operações aciona cada
instrução de saída.

33
As instruções da lógica booleana podem ser combinadas compondo operações
lógicas fundamentais como as lógicas “AND”, “OR”, “NAND”, “NOR”, etc. Fomando assim a
programação necessaria para o controle e/ou a automação do sistema[10].
A instrução de energizar saída é controlada pela condição lógica que a precede em
uma linha, a saída é energizada caso as condições da linha sejam verdadeiras. Ela é
equivalente a uma bobina de relé nos diagramas elétricos. Quando existe continuidade
lógica em uma linha, a condição energizada é gravada no local da memória associado a
esta instrução. Se o endereço for o de um dispositivo de saída externo, o CLP energiza
saída durante a varredura das saídas, se for falsa, o CLP desenergiza a saída. Esta instrução
controla dispositivos externos.

5.1.2. Sistema de supervisão e aquisição de dados (SCADA)

O sistema supervisório SCADA (Supervisory Control and Data Aquisition) permite


que sejam monitoradas e rastreadas informações de um processo produtivo ou instalação
física. Tais informações são coletadas através de equipamentos de aquisição de dados e,
em seguida, manipulados, analisados, armazenados e, posteriormente, apresentados ao
usuário. [11]
Atualmente os sistemas de automação utilizam-se de métodos computacionais
para automatizar a monitoração e o controle de plantas e processos, efetuando a coleta
de dados nos ambientes industriais com as mais diversas características. O SCADA
apresenta todos os dados para o operador de forma simples e objetiva, com recursos
gráficos e de multimídia, incluindo alarmes, relatórios, etc.
Para que seja possível esta interação, os sistemas SCADA identificam todas as
variáveis analógicas ou digitais envolvidas no processo no qual o sistema esta implantado.
Podendo assim executar funções computacionais ou representar os pontos de entrada e
saída dos sistema que esta sendo gerenciado e apresentá-las aos operadores. O sistema
SCADA também permite ao programador determinar condições limites ou faixas de
operação e assim criar determinados alarmes que possam identificar falhas no sistema.
Todas estas informações são repasssadas ao usuário de forma dinâmica e simplificada
para permitir a sua operação e reduzir ao máximo o número de falhas.[12]

34
5.2. Programação Ladder

O modelo do projeto de automação proposto neste trabalho foi feito em um PLC


da Allen Bradley Micrologix 1200 com de 14 entradas digitais e 10 saídas digitais, além da
utilização de um cartão de expansão com 2 entradas e 2 saídas analógicas. A implantação
do projeto neste PLC se deu em função da disponibilidade de uso dos PLCs encontrados
nos laboratórios do CEFET-MG. Após a definição da marca e do modelo do PLC a receber
o programa foi definido que a programação seria realizada no software RS Logix 500
disponível nos laboratórios do CEFET-MG. A restrição do número de entradas e saídas
disponíveis para a implantação do projeto levou a definição de que seria feito a
programação do PLC e do supervisório de somente uma comporta, tendo em vista que a
lógica de automação para 1 ou 2 comportas seria muito semelhante, acrescido somente
do número de entradas e saídas necessárias.
Para um melhor entendimento do projeto de automação proposto foi
implementada um modelo de programação no qual as diversas funções realizadas pelo
sistema são separadas em sub-rotinas (módulos). Os diferentes módulos da lógica
implementada são descritos nos tópicos subsequentes assim como a definição das
entradas e saídas essenciais a implementação do projeto.

5.2.1. Entradas

As entradas de sinais para o projeto de automação foram definidas a partir da


limitação de 14 entradas digitais e 2 entradas analógicas. Foram priorizados os sinais
essenciais para a implementação do projeto. Segue abaixo a tabela que mostra as entradas
utilizadas no projeto de automação com seus respectivos endereços e a lista das variáveis
que foram suprimidas (Tabela 5.1):

Endereço no Sinal recebido TAG


PLC
I:0/0 Botoeira – Abre Comporta 1 ABRE1
I:0/1 Botoeira – Fecha Comporta 1 FECHA1
I:0/2 Filtro Sujo da Unidade Hidráulica FILTRO_SUJO
35
I:0/3 Limite Superior – Pressão alta do Óleo POMA
I:0/4 Seletora – Manual/Automático MANUAL/AUTOMATICO
I:0/5 Fim de Curso – Comporta 1 Fechada C1_FECHADA
I:0/6 Fim de Curso – Comporta 1 em Cracking C1_CRACKING
I:0/7 Fim de Curso – Comporta 1 Falha em C1_FALHACRACK
Cracking
I:0/8 Fim de Curso – Comporta 1 a Deriva C1_DERIVA
I:0/9 Fim de Curso – Comporta 1 em Reposição C1_REPOSIÇÃO
I:0/10 Fim de Curso – Comporta 1 Aberta C1_ABERTA
I:0/11 Bomba 2 Disponível B2DISP
I:0/12 Bomba 1 Disponível B1DISP
I:0/13 Limite Inferior – Pressão Baixa do Óleo PBO
I:2.0 Pressão- Tomada D’água PM
I:2.1 Pressão – Conduto Forçado 1 PC1

Tabela 5.3- Tabela das entradas do CLP

Lista de sinais não utilizados para a implementação do sistema simulado:


· Botoeira – Abre Comporta 2
· Botoeira – Fecha Comporta 2
· Limite Inferior – Chave de Nível de Óleo Baixo
· Limite Inferior – Chave de Nível de Óleo Muito Baixo
· Limite Superior – Temperatura muito alta do óleo
· Limite Superior – Temperatura alta do óleo
· Fim de Curso – Comporta 2 Fechada
· Fim de Curso – Comporta 2 em Cracking
· Fim de Curso – Comporta 2 Falha em Cracking
· Fim de Curso – Comporta 2 a Deriva
· Fim de Curso – Comporta 2 em Reposição
· Fim de Curso – Comporta 2 Aberta
· Bomba 1 Ligada
· Bomba 2 Ligada

36
· Pressão – Conduto Forçado2

5.2.2. Saídas

Devido ao baixo número de saídas do sistema foi possível trabalhar com todas
utilizando os 10 pontos disponíveis do PLC. As saídas implementadas para a lógica de
automação do sistemas estão listadas na tabela 5.2 com os respectivos endereços e TAGs:
Endereço no PLC Sinal recebido TAG
O:0/0 Bomba 1 BOMBA1
O:0/1 Bomba 2 BOMBA2
O:0/2 Central Oleodinâmica – Liberar pressão na linha SOL1
S1
O:0/3 Central Oleodinâmica – Abrir Comporta 1 S2 SOL2
O:0/4 Central Oleodinâmica – Fechar Comporta 1 S3 SOL3
O:0/5 Central Oleodinâmica – Abrir Comporta 2 S4 SOL4
O:0/6 Central Oleodinâmica – Fechar Comporta 2 S5 SOL5
O:0/7 Central Oleodinâmica – Bomba em Ventagem S6 SOL6

Tabela 5.4- Tabela das saídas do CLP

5.2.3. Descritivo das Rotinas Lógicas

Este tópico tem como objetivo apresentar as lógicas implementadas para a


realização da automação. A programação Ladder feita no software RS Logix 500 seguiu a
lógica de contatos normalmente abertos em campo, ou seja o sinal se torna positivo
quando a ação descrita no endereço ocorre. As rotinas feitas podem ser consultadas na
integra nos anexos deste documento de acordo com a listagem abaixo:
· Principal – Anexo II
· Alternância de Bombas – Anexo III
· Ventagem- AnexoIV
· Abertura da Comporta- Anexo V
· Fechamento da Comporta – Anexo VI
37
· Reposição da Comporta – Anexo VII

5.2.3.1. Principal

A rotina lógica “Principal” foi programada com o intuito de fazer as interações com
as demais sub-rotinas e verificar alguns pré-requisitos para o funcionamento do sistema.
Na primeira parte deste programa são verificados as condições básicas de segurança para
o funcionamento do sistema, tais como o nível de óleo do reservatório (NIOMB), a
condição do filtro de óleo (FILTRO_SUJO) e a temperatura do óleo (TOMA). Caso ocorra
algo que faça que estas condições se tornem adversas ao funcionamento seguro do
sistema, um alarme foi programado para que todo o funcionamento do programa seja
interrompido.
Na segunda parte é programado um reset de falhas que será efetuado caso as duas
bombas apresentem falhas na partida/ventagem. Em seguida é iniciada a lógica de
abertura da comporta, que tem como partida o acionamento do botão de abertura da
comporta (ABRE1). Após acionada a abertura da comporta, a solenóide S6 é energizada
para permitir que as bombas possam partir sem carga (ventagem). O processo de
ventagem é verificado em outro módulo a ser apresentado. A partida das Bombas é
controlada através da rotina de alternância de bombas, em que é verificado a
disponibilidade das bombas e é definida a bomba principal.
Posteriormente, a lógica apresenta o movimento de abertura da comporta até a
posição de cracking (C1_CRACKING). O início da abertura tem como condições iniciais a
ausência de falhas no sistema, a liberação de pressão pela energização da solenóide S1 e
a sinalização de abertura da comporta. O movimento de cracking da comporta é verificado
através de um temporizador que aciona um sinal de falha caso a comporta não atinja a
posição de cracking após determinado tempo.
Caso ocorra tudo normalmente após o movimento de cracking são verificadas as
duas entradas analógicas de pressão, montante e jusante da comporta, para que no
momento em que a pressão for igualada, seja liberada a continuação do movimento de
abertura da comporta. O restante da abertura da comporta, o fechamento da comporta e
a reposição são definidos em sub-rotinas distintas que são apresentadas a seguir.

38
5.2.3.2. Alternância de Bombas

A sub-rotina de alternância de bombas é iniciada com a requisição da rotina


“Principal” para o acionamento de umas das duas bombas. Inicialmente é definido a lógica
de acionamento da Bomba 1 quando atua como bomba principal. Esta lógica de
acionamento da Bomba 1 verifica a disponibilidade da bomba, o temporizador
responsável pela alternância da bomba principal e o sinal de acionamento da bomba
principal pelo programa. Posteriormente esta mesma lógica de acionamento é aplicada a
Bomba 2 quando atuando como principal. Esta alternância entre a definição da bomba
principal é feita através de temporizadores que travam ou destravam a condição lógica de
acionamento das bombas.
Em sequência, nas linhas 5 e 6, é feita a lógica de acionamento das Bombas 1 e 2,
respectivamente, quando atuam como bomba reserva. Esta lógica faz com que a
solicitação da bomba reserva pela rotina principal obedeça exatamente a ordem contraria
da lógica de definição da bomba principal, utilizando-se dos mesmos temporizadores.
Finalmente, o acionamento das Bombas 1 ou 2 é feito nas linhas 7 e 8,
respectivamente, através do acionamento das bombas como principal ou reserva de
acordo com a alternância feita automaticamente pelo PLC.

5.2.3.3. Ventagem das Bombas

O processo de ventagem, estado de espera das bombas a fim de reduzir a corrente


de partida e o desgaste das bombas, é controlado por temporizadores, que após um
determinado tempo do acionamento da bomba, sua saída de óleo é interligada ao sistema
de pressão de óleo. Para a verificação do correto funcionamento da bomba, a lógica de
partida verifica se após este tempo de ventagem a bomba está gerando uma pressão
mínima solicitada pelo sistema. Em caso positivo, a bomba é conectada ao sistema
hidráulico de levantamento da comporta e, assim, os demais movimentos da comporta
são permitidos. Em caso da bomba não apresentar as características mínimas para
funcionamento, a bomba reserva é acionada e é emitido um sinal de falha da bomba
principal.

39
A bomba reserva, quando solicitada, passa pelo mesmo processo de verificação de
funcionamento para que sua saída de óleo possa ser interligada ao sistema. Em caso da
bomba reserva também não apresentar as características mínimas para funcionamento é
sinalizada a sua falha e o processo de movimentação das comportas é interrompido.

5.2.3.4. Abertura da Comporta

O sistema de abertura da comporta após o cracking, abertura inicial para equilíbrio


de pressão, é feito pela lógica de recuperação de posição da comporta(sub-rotina) ou pelo
simples comando de abrir a comporta inicialmente. Para a abertura são observados: a
condição de segurança do sistema e a liberação do óleo na linha, que só é acionado quando
atingido pressão mínima do óleo no sistema (PMOB) para a movimentação da comporta.
Obedecida as condições para a abertura, o movimento de abertura só é interrompido
quando a comporta atinge a posição totalmente aberta, identificado pela chave de posição
(C1_ABERTA).

5.2.3.5. Fechamento da Comporta

O fechamento da comporta pode ocorrer de duas formas na lógica implementada.


A primeira forma seria com a falha do cracking da comporta, em que a chave de posição
de Falha de Cracking (C1_FALHACRACK) é acionada antes que a lógica de abertura e
equalização da pressão seja feita. A outra forma de fechamento seria pelo simples
acionamento da botoeira de fechamento da comporta. Ambas as lógicas de fechamento
não podem ser interrompidas no meio do processo por medidas de segurança.

5.2.3.6. Reposição da Comporta

A lógica de reposição da comporta só é iniciada após a abertura completa da


comporta feita através da solicitação de abertura pela botoeira. A reposição é feita
quando, devido as perdas hidráulicas que ocorrem no sistema, a comporta atinge a

40
posição de reposição (C1_REPOSIÇÃO) e é necessária uma nova pressurização do pistão
de levantamento da comporta. A instrução de reposição da comporta é interrompida
quando esta atinge novamente a posição totalmente aberta (C1_ABERTA) ou se é
solicitado, de alguma forma, o fechamento; lembrando que o fechamento da comporta tem
prioridade lógica por medidas de segurança.

5.3. Sistema Supervisório

5.3.1. Representações Gráficas

O sistema supervisório é feito de modo que o operador tenha o controle de todo o


processo e tenha o acesso ao histórico de dados coletatos pelo mesmo. Neste caso o
sistema supervisório proposto realiza a coleta de dados em tempo real do CLP e com base
nas necessidades, são criada telas que apresentam o sistema de forma animada e
dispostas similarmente a uma planta real. Quando sensores, alarmes e atuadores são
acionados, um aviso (animação ou luz) é mostrado na tela em tempo real.
A representação do sistema foi feita na plataforma do Elipse [12] com o objetivo
de permitir ao operador verificar as condições do sistema e possibilitar o acionamento
remoto. Para uma maior organização e clareza de todos elementos (entradas e saídas)
contemplados na automação, as telas do supervisório são apresentadas na seguinte
sequência:
· Tela 1 – Apresentação do projeto
· Tela 2 – Visão geral do sistema de automação da comporta deslizante
· Tela 3 – Sistema hidráulico de movimentação da comporta
· Tela 4– Sistema de posicionamento da comporta e indicação das pressões
de montante/conduto forçado
· Tela 5 - Alarmes
A apresentação de cada uma das telas será feita nos tópicos a seguir.

41
5.3.1.1. Tela 1 - Apresentação

A tela de Apresentação do projeto traz informações para a identificação dos


autores do projeto, a instituição/empresa onde foi desenvolvido, a data de
desenvolvimento, o título do projeto e algumas outras informações básicas como vimos
na Figura 5.2.

Figura 5.2 – Tela de Apresentação do Supervisório.

A pagina de apresentação permite ao usuário iniciar a navegação pelo supervisório


sendo levado a página de visão geral, onde o usuário pode solicitar a visão de qualquer
uma das telas do projeto do sistema de movimentação da comporta deslizante.

5.3.1.2. Tela 3 – Visão Geral do sistema de automação da comporta


deslizante

A apresentação desta tela é fundamental para o projeto, pois é necessário mostrar


ao usuário, de uma forma simples e clara, o sistema de movimentação da comporta como
um todo. Esta tela permite ao usúario que, através de um clique sobre as figuras, sejam
acessadas as telas que mostram as partes do sistema de forma mais detalhada, os botões
42
de acionamento e os sinais de leituras específicos. Como observado na Figura 5.3, é
apresentado o sistema hidráulico de movimentação da comporta deslizante, assim como
a própria comporta e as medições de pressão de água feita na tomada d’água e no conduto
forçado, necessárias para a operação da comporta em segurança.

Figura 5.3 – Tela de Visão Geral do Sistema

5.3.1.3. Tela 4 – Sistema hidráulico de movimentação da comporta

Esta tela do sistema hidráulico de movimentação da comporta foi desenvolvida


para que o usuário possa verificar a condição da unidade hidráulica e realizar o
acionamento das solenóides que permitem a subida e a descida da comporta. Através
desta tela é possível que seja feita a seleção do modo de funcionamento do sistema
(Manual ou Automático) e a verificação dos seguintes sinais recebidos do PLC:
· Limite Superior – Pressão alta do Óleo (POMA)
· Bomba 2 Disponível (B2_DISP)
· Bomba 1 Disponível (B1_DISP)
· Filtro Sujo da Unidade Hidráulica (FILTRO_SUJO)
· Limite Inferior – Pressão Baixa do Óleo (PBO)

43
Todas as animações obedecerão a mesma lógica de sinalização, em que o item que
estiver em cor vermelha o mesmo estará desligado e/ou em falta e, na cor verde, o sinal
será de ligado e em operação normal. Isso pode ser observado na Figura 5.4 onde as
Bomba 01 está em funcionamento, os sensores de filtro sujo e pressão alta do óleo não
acusam falhas e o sensor de pressão baixa de óleo mostra que há um problema com a
pressurização do óleo.
Nesta tela é possível também acionar a chave seletora manual/automático, na qual
é possível utilizar o sistema em modo manual ou em modo automático. No modo
automático é permitido ao operador comandar a abertura e fechamento da comporta e a
realizar a leitura em tempo real do estado do sistema. Em modo manual todo o sistema de
acionamento por botões é travado na lógica ladder, permitindo ao operador somente
receber informações do sistema supervisório.

Figura 5.4 – Tela do Sistema Hidráulico de Movimentação da Comporta

5.3.1.4. Tela 5 – Sistema de posicionamento da comporta

A apresentação do posicionamento da comporta é feita nesta tela, a qual também


apresenta os comando de abertura e de fechamento da comporta. O posicionamento da

44
comporta é demonstrado através de chaves de posições representadas ao lado do
desenho da comporta, as quais ficam na cor verde quando a comporta está na posição
descrita por elas. Os níveis possíveis que a comporta pode assumir são os seguintes:
· Comporta 1 Fechada (C1_FECHADA)
· Comporta 1 em Cracking (C1_CRACKING)
· Comporta 1 Falha em Cracking (C1_FALHACRACK)
· Comporta 1 a Deriva (C1_DERIVA)
· Comporta 1 em Reposição (C1_REPOSIÇÃO)
· Comporta 1 Aberta (C1_ABERTA)
Outro recurso apresentado nesta tela é a pressão da água a montante e a jusante
da comporta, informação relevante para a segurança e a continuidade do processo de
abertura da comporta quando o conduto estiver vazio.
Na Figura 5.5 pode-se verificar que a comporta neste momento da simulação se
encontrava na posição de Comporta em Reposição e as pressões medidas eram iguais a
17 psi a montante e 16 psi a jusante.

Figura 5.5 – Tela do Sistema de Posicionamento da Comporta e Pressão de Equalização

45
5.3.1.5. Tela 6 – Alarmes

As falhas apresentadas pelo sistema poderão ser verificadas através desta tela que,
como mostrado na Figura 5.6, são descritas em uma caixa de mensagens. Esta caixa de
mensagem apresenta a descrição da falha ou alarme ocorrido e quando este evento
ocorreu. Este registro de operações é de extrema importância para os operadores do
sistema para a detecção da falha em tempo real e assim agirem a fim de soluciona-lás de
forma mais rápida possível.

Figura 5.6 – Tela de Alarme do Supervisório

46
Capítulo 6

Conclusão

6.1. Conclusão

Com o desenvolvimento desse trabalho foi possível a apresentação da filosofia de


funcionamento e a metodologia de definição dos equipamentos e do CLP a serem
utilizados na automação de uma comporta deslizante de uma Pequena Central
Hidrelétrica.
A partir da definição de todos os parâmetros do sistema estudado foi possível
desenvolver a sua lógica de programação, a fim de automatizar todo o sistema. A
automação da planta tem como objetivos tornar o sistema mais confiável, mais seguro e
ser a solução que apresente um menor custo de operação.
A implantação do projeto foi feita com sucesso em um CLP no laboratório do
CEFET-MG, utilizando da linguagem de programação Ladder e com a implantação de um
sistema supervisório da ELIPSE. Para a verificação de funcionamento foi efetuada a
montagem da simulação, utilizando-se chaves, botões e contatores de operação que
respondeu de forma satisfatória aos objetivos propostos.
Em suma, neste trabalho foram apresentados todos os dados necessários para uma
programação e implementação de um sistema automatizado das comportas deslizantes.

6.2. Trabalhos Futuros

Para trabalhos futuros, a sugestão é realizar a automação para todo o sistema descrito,
ou seja, com um maior número de entradas e saídas, em um CLP que possibilite isso. Outra
sugestão é que possa ser feito uma maquete de funcionamento do sistema e esta seja
disponibilizada para os alunos em futuras aulas e estudos de automação, de modo a trazer
para perto do aluno o conhecimento adquirido nas aulas e sua aplicabilidades.

47
Referências Bibliográficas

1. BAGGIO, F. A., & GOUVEA, F. F. “SOLUÇÕES PARA VIABILIZAÇÃO DE


PEQUENAS CENTRAIS HIDRELÉTRICAS”. SNPTEE Seminário Nacional de
Produção e Transmissão de Energia Elétrica, Brasília, DF, 2012.
2. Wikipedia: the free encyclopedia [Internet]. St. Petersburg (FL): Wikimedia
Foundation, Inc. 2001-[citado em 2014 agosto
13]. Disponívelem:http://pt.wikipedia.org/wiki/Usina_hidrel%C3%A9trica
3. SCHREIBER, G. P.Usinas Hidrelétricas. Engevix Rio de Janeiro, RJ. 1977.
4. ELETROBRÁS/D.N.A.E.E - “Manual de Pequenas Centrais Hidrelétricas” S/A –Rio de
Janeiro - BR- 1982
5. ERBIST, P. C. Comportas Hidraulicas.Interciência .Rio de Janeiro,RJ.2002.
6. INTERNATIONAL ELECTROTECHNICAL COMISSION – IEC. IEC 61131-3
Programmable Controllers . Programming Languages, IEC, 1993.
7. ABRAHÃO, E. M.; SOUZA, L. E. Metodologia para automação de pequenas
centrais hidrelétricas. Eletricidade Moderna, São Paulo, fev.2002.
8. CARNEIRO, E. M.; HOJO, T.; OURA, J. M.; Critérios para Modernização de Usinas
Antigas e em Operação. LAC/Copel. Revista Eletricidade Moderna.São Paulo,
SP, Maio 1996.
9. SILVEIRA, Paulo Rogério da. Automação e controle discreto/ Paulo Rogério da
Silveira, winderson E. Dos Santos. – São Paulo: Érica, 2002
10. WAKERLY, J.F. Digital design. 4th ed., Prentice-Hall, 2006. d'Amore, R. VHDL -
descrição e síntese de circuitos digitais. LTC, 2005.
11. CASTRUCCI, P.; MORAES, C. C.; Engenharia de Automação Industrial. 2ª Ed. São
Paulo: LTC, 2007.
12. Tutorial ElipseScada. Elipse Software Ltda. Versão 2.29 . São Paulo, 2015

48
Anexo I

Figura 6.1 – Diagrama P&I.

49
Anexo II

50
TEST FINAL 08-06

LAD 2 - PRINCIPAL --- Total Rungs in File = 23

Segurança Inicial para Funcionamento


Seletora Manual/ Nível de Óleo Muito Temperatura Muito
Automático Baixo Filtro Sujo Alta do Óleo Segurança
MA NIOMB FILTRO_SUJO TOMA SEG
I:0 I:0 I:0 I:0 B3:0
0000
4 >ON 14 2 15 0

Desliga Bomba
Segurança Principal
SEG D_PRINC
B3:0 B3:0
0001
0 3

Comporta 1 Aberta
C1ABERTA
I:0

10

Comando de fechar
comporta Comporta 1 Fechada
C_FECHAR C1FECHADA
B3:0 I:0

13 5

PARAR APOS
FECHAMENTO DE
EMERGENCIA
P_EMERG
B3:1

Tempo de verificaçao
ocorrido
VERIF_DN
T4:3

DN

Desliga Bomba
Segurança Reserva
SEG D_RESER
B3:0 B3:0
0002
0 5

Comporta 1 Aberta
C1ABERTA
I:0

10

Comando de fechar
comporta Comporta 1 Fechada
C_FECHAR C1FECHADA
B3:0 I:0

13 5

Ventagem Reserva
Feito
VENT2_FT
B3:0

Page 1 Wednesday, June 22, 2016 - 15:18:59


TEST FINAL 08-06

LAD 2 - PRINCIPAL --- Total Rungs in File = 23

Inicio da Ventagem p/ que a bomba parta com um Ip menor


Tempo de verificação
do Funcionamento da
Reset Falhas Bomba principal
RESET T_VERIF
B3:1 T4:3
0003 RES
0
Tempo de verificação
de Funcionamento da
Bomba reserva
T_VERIF2
T4:4
RES

Tempo de ventagem
Principal
T_VENT
T4:2
RES

Acionamento de Abertura da Comporta


Botoeira Abre
Comporta 1 Comando de Abrir
ABRE1 C_ABRIR
I:0 B3:0
0004 L
>OFF 0 7

Abrir Comporta por


reposição
A_REPOSI
B3:1

Acionamento de Abertura da Comporta


Comporta 1 Aberta Comando de Abrir
C1ABERTA C_ABRIR
I:0 B3:0
0005 U
10 7

Segurança
SEG
B3:0

Comando de fechar
comporta
C_FECHAR
B3:0

13

Comando Fecha Comando de fechar


Comporta Comporta 1 Fechada comporta
FECHA1 C1FECHADA C_FECHAR
I:0 I:0 B3:0
0006 L
>OFF 1 5 13

Fechar comporta
O:0

Page 2 Wednesday, June 22, 2016 - 15:18:59


TEST FINAL 08-06

LAD 2 - PRINCIPAL --- Total Rungs in File = 23

Comando de fechar
Comporta 1 Fechada comporta
C1FECHADA C_FECHAR
I:0 B3:0
0007 U
5 13

PARAR APOS
Falha Bomba FECHAMENTO DE Ligar Bomba
Principal Comporta 1 Aberta Comando de Abrir EMERGENCIA Principal
FALHA_P C1ABERTA C_ABRIR P_EMERG L_PRINC
B3:0 I:0 B3:0 B3:1 B3:0
0008
8 10 7 9 1

Ligar Bomba
Principal
L_PRINC
B3:0

Comando de fechar
comporta
C_FECHAR
B3:0

13

PARAR APOS
FECHAMENTO DE Falha Bomba
EMERGENCIA Comporta 1 Aberta Principal Liga Bomba Reserva
P_EMERG C1ABERTA FALHA_P L_RESER
B3:1 I:0 B3:0 B3:0
0009
9 10 8 4

Chama Subrotina
ALTERNA
JSR
0010 Jump To Subroutine
SBR File Number U:3

Bomba em Ventagem
JSR
0011 Jump To Subroutine
SBR File Number U:7

Page 3 Wednesday, June 22, 2016 - 15:18:59


TEST FINAL 08-06

LAD 2 - PRINCIPAL --- Total Rungs in File = 23

Liberar Pressão na
Linha Comando de Abrir Comporta 1 Cracking Falha de Cracking
SOL1 C_ABRIR C1CRACKING T_FALHA
O:0 B3:0 I:0 T4:5
0012
2 7 6 DN

Comando abrir
comporta 1 antes do
cracking
A_ACRACK
B3:0

14

Comando abrir
comporta 1 antes do
cracking
Fechar comporta A_ACRACK
O:0 B3:0

8 14

Comando abrir
comporta 1 antes do Tempo Limite de
cracking Cracking
A_ACRACK T_CRACKING
B3:0 TON
0013 Timer On Delay EN
14 Timer T4:5
Time Base 1.0 DN
Preset 30<
Accum 0<

Comando abrir
comporta apos o
cracking Falha de Cracking Falha de Cracking
A_DCRACK T_FALHA FALHA_CRACKING
B3:0 T4:5 B3:1
0014 L
15 DN 5

Comporta 1 Cracking Falha de Cracking


C1CRACKING FALHA_CRACKING
I:0 B3:1
0015 U
6 5

Reset Falhas
RESET
B3:1

PRESSAO DE MONTANTE
MOV
0016 Move
Source I:2.0
17584<
Dest N7:0
17584<

Page 4 Wednesday, June 22, 2016 - 15:18:59


TEST FINAL 08-06

LAD 2 - PRINCIPAL --- Total Rungs in File = 23

PRESSÃO DO CONDUTO 1
MOV
0017 Move
Source I:2.1
30624<
Dest N7:1
30624<

Comando abrir
Liberar Pressão na comporta apos o
Linha Comporta 1 Aberta cracking
PRESSÃO DO CONDUTO 1 SOL1 C1ABERTA A_DCRACK
EQU O:0 I:0 B3:0
0018 Equal
Source A N7:1 2 10 15
30624<
Source B N7:0
17584<

Comando abrir
comporta apos o
cracking
A_DCRACK
B3:0

15

Abertura da Comporta
JSR
0019 Jump To Subroutine
SBR File Number U:4

Fechamento da
Comporta
JSR
0020 Jump To Subroutine
SBR File Number U:5

Recuperação de
Posição
JSR
0021 Jump To Subroutine
SBR File Number U:6

0022 END

Page 5 Wednesday, June 22, 2016 - 15:18:59



Anexo•III•

• •

56•

TEST FINAL 08-06

LAD 3 - ALTERNA - Alternancia de bombas --- Total Rungs in File = 11

Ligar Bomba Desliga Bomba


Principal Alternancia de Principal Bomba 2 Ligada Bomba 1 Disponível
L_PRINC Bombas 1 D_PRINC B2_ON B1DIS
B3:0 T4:0 B3:0 O:0 I:0
0000
1 DN 3 1 12

Ligar Bomba 1/1


LB1
B3:1

Segurança Ligar Bomba 1/1


SEG LB1
B3:0 B3:1

0 1

Bomba 2 Ligada Alternancia de


B2_ON Bombas
O:0 O:0 RTO
0001 Retentive Timer On EN
9 1 Timer T4:0
Time Base 1.0 DN
Preset 60<
Accum 0<

Ligar Bomba Desliga Bomba


Principal Alternancia de Principal Bomba 2 Disponivel Segurança
L_PRINC Bombas 1 D_PRINC B2DIS SEG
B3:0 T4:0 B3:0 O:0 I:0 B3:0
0002
1 DN 3 9 11 0

Ligar Bomba 2/1


LB2
B3:1

Ligar Bomba 2/1


LB2
B3:1

Bomba 2 Ligada Alternancia de Alternancia de


B2_ON Bombas 1 Bombas 2
O:0 O:0 T4:0 RTO
0003 Retentive Timer On EN
1 9 DN Timer T4:1
Time Base 1.0 DN
Preset 60<
Accum 0<

Alternancia de
Alternancia Completa Bombas
T4:1 T4:0
0004 RES
DN
Alternancia de
Bombas 2
T4:1
RES

Page 1 Wednesday, June 22, 2016 - 15:20:33


TEST FINAL 08-06

LAD 3 - ALTERNA - Alternancia de bombas --- Total Rungs in File = 11

Desliga Bomba
Liga Bomba Reserva Alternancia de Reserva Bomba 2 Disponivel Segurança
L_RESER Bombas 1 D_RESER B2DIS SEG
B3:0 T4:0 B3:0 I:0 B3:0
0005
4 DN 5 11 0

Ligar Bomba 2/2


LB22
B3:1

Ligar Bomba 2/2


LB22
B3:1

Desliga Bomba
Liga Bomba Reserva Alternancia de Reserva Bomba 1 Disponível Segurança
L_RESER Bombas 1 D_RESER B1DIS SEG
B3:0 T4:0 B3:0 I:0 B3:0
0006
4 DN 5 12 0

Ligar Bomba 1/2


LB12
B3:1

Ligar Bomba 1/2


LB12
B3:1

Ligar Bomba 1/1


LB1
B3:1 O:0
0007
1 9

Ligar Bomba 1/2


LB12
B3:1

Ligar Bomba 2/1 Bomba 2 Ligada


LB2 B2_ON
B3:1 O:0
0008
2 1

Ligar Bomba 2/2


LB22
B3:1

RET
0009 Return

0010 END

Page 2 Wednesday, June 22, 2016 - 15:20:33



Anexo•IV•

• •

59•

TEST FINAL 08-06

LAD 7 - VENTAGEM --- Total Rungs in File = 16

Inicio da Ventagem p/ que a bomba parta com um Ip menor


Tempo de ventagem
Comando de Abrir Principal
C_ABRIR T_VENT
B3:0 TON
0000 Timer On Delay EN
7 Timer T4:2
Time Base 1.0 DN
Comando de fechar Preset 3<
comporta Accum 3<
C_FECHAR
B3:0

13

Tempo de verificaçao Tempo de Ventagem


ocorrido Comando de Abrir Reserva
VERIF_DN C_ABRIR T_VENT_RESER
T4:3 B3:0 TON
0001 Timer On Delay EN
DN 7 Timer T4:6
Time Base 1.0 DN
Comando de fechar Preset 3<
comporta Accum 0<
C_FECHAR
B3:0

13

Tempo de verificaçao
ocorrido Comando de Abrir Bomba em Ventagem
VERIF_DN C_ABRIR SOL6
T4:3 B3:0 O:0
0002
DN 7 7

Tempo de Ventagem Comando de fechar


Reserva comporta
T_VENT_RESER/DN C_FECHAR
T4:6 B3:0

DN 13

Tempo de ventagem
Ocorrido Bomba em Ventagem
VENT_DN SOL6
T4:2 O:0
0003 U
DN 7

Ventagem principal
Feita
VENT_FT
B3:0

Tempo de Ventagem
Reserva Bomba em Ventagem
T_VENT_RESER/DN SOL6
T4:6 O:0
0004 U
DN 7

Ventagem Reserva
Feito
VENT2_FT
B3:0

Page 1 Wednesday, June 22, 2016 - 15:20:11


TEST FINAL 08-06

LAD 7 - VENTAGEM --- Total Rungs in File = 16

Ventagem principal Pressão Baixa do Falha Bomba


PARAR S1 Feita Óleo Principal Liberar pressao por
PARAR_S1 VENT_FT PBO FALHA_P ventagem principal
B3:0 B3:0 I:0 B3:0 B3:0
0005
2 6 13 8 11

Liberar pressao por


ventagem principal
B3:0

11

Ventagem Reserva Pressão Baixa do


PARAR S1 Feito Óleo Falha Bomba Reserva Liberar pressao por
PARAR_S1 VENT2_FT PBO FALHA_R ventagem reserva
B3:0 B3:0 I:0 B3:0 B3:0
0006
2 9 13 10 12

Liberar pressao por


ventagem reserva
B3:0

12

Ventagem Reserva Pressão Baixa do


Feito Óleo Liberar pressao por
VENT2_FT PBO ventagem reserva
B3:0 I:0 B3:0
0007
9 13 12

Liberar Pressão na
Liberar pressao por Segurança PARAR S1 Linha
ventagem principal SEG PARAR_S1 SOL1
B3:0 B3:0 B3:0 O:0
0008
11 0 2 2

Liberar pressao por


ventagem reserva
B3:0

12

Liberar Pressão na
Linha
SOL1
O:0

Page 2 Wednesday, June 22, 2016 - 15:20:11


TEST FINAL 08-06

LAD 7 - VENTAGEM --- Total Rungs in File = 16

Comporta 1 Aberta PARAR S1


C1ABERTA PARAR_S1
I:0 B3:0
0009
10 2

Comando de fechar
Comporta 1 Fechada comporta
C1FECHADA C_FECHAR
I:0 B3:0

5 13

PARAR APOS
FECHAMENTO DE
EMERGENCIA
P_EMERG
B3:1

Em caso de problemas na Bomba principal e ela nao fornecer pressão suficiente para a linha a Bomba reserva devera ser acionada.
Tempo de verificação
Ventagem principal Pressão Baixa do do Funcionamento da
Feita Óleo Bomba principal
VENT_FT PBO T_VERIF
B3:0 I:0 TON
0010 Timer On Delay EN
6 13 Timer T4:3
Time Base 1.0 DN
Preset 15<
Accum 0<

Tempo de verificação
Ventagem Reserva Pressão Baixa do de Funcionamento da
Feito Óleo Bomba reserva
VENT2_FT PBO T_VERIF2
B3:0 I:0 TON
0011 Timer On Delay EN
9 13 Timer T4:4
Time Base 1.0 DN
Preset 15<
Accum 0<

Tempo de verificaçao Falha Bomba


ocorrido Principal
VERIF_DN FALHA_P
T4:3 B3:0
0012
DN 8

Tempo de verificação
de Funcionamento da Ventagem principal Ventagem Reserva
Bomba reserva Feita Feito Falha Bomba Reserva
T_VERIF2/DN VENT_FT VENT2_FT FALHA_R
T4:4 B3:0 B3:0 B3:0
0013
DN 6 9 10

RET
0014 Return

0015 END

Page 3 Wednesday, June 22, 2016 - 15:20:11



Anexo•V•

• •

63•

TEST FINAL 08-06

LAD 4 - ABERTURA - Medição do equilibrio de pressão --- Total Rungs in File = 3

Comando abrir
comporta 1 antes do Liberar Pressão na
cracking Comporta 1 Aberta Linha Abrir Comporta 1
A_ACRACK C1ABERTA SOL1 Fechar comporta SOL2
B3:0 I:0 O:0 O:0 O:0
0000
14 10 2 8 3

Comando abrir
comporta apos o
cracking
A_DCRACK
B3:0

15

Abrir Comporta por


reposição
A_REPOSI
B3:1

RET
0001 Return

0002 END

Page 1 Wednesday, June 22, 2016 - 15:20:54



Anexo•VI•

• •

65•

TEST FINAL 08-06

LAD 5 - FECHAMENTO --- Total Rungs in File = 8

Comando abrir
Comporta 1 Falha comporta apos o Fechamento-
Cracking cracking Falha de Cracking
C1FALHACRACK A_DCRACK FECHAR_CRACKING
I:0 B3:0 B3:1
0000
7 15 6

Falha de Cracking
FALHA_CRACKING
B3:1

TRAVA DE FALHA
Fechar comporta FALHA_CRACKI
O:0 B3:1
0001 L
8 10

PARAR APOS
FECHAMENTO DE
Comporta 1 Fechada TRAVA DE FALHA EMERGENCIA
C1FECHADA FALHA_CRACKI P_EMERG
I:0 B3:1 B3:1
0002
5 10 9

PARAR APOS
FECHAMENTO DE
EMERGENCIA
P_EMERG
B3:1 TON
0003 Timer On Delay EN
9 Timer T4:7
Time Base 1.0 DN
Preset 2<
Accum 0<

TRAVA DE FALHA
FALHA_CRACKI
T4:7 B3:1
0004 U
DN 10

Fechamento-
Falha de Cracking Comporta 1 Fechada
FECHAR_CRACKING C1FECHADA Fechar comporta
B3:1 I:0 O:0
0005
6 5 8

Fechar comporta
O:0

Comando de fechar
comporta
C_FECHAR
B3:0

13

RET
0006 Return

0007 END

Page 1 Wednesday, June 22, 2016 - 15:21:14



Anexo•VII•



• •

67•

TEST FINAL 08-06

LAD 6 - RECUP. --- Total Rungs in File = 4

Comporta 1 Aberta
Fechar comporta C1ABERTA Ativar Reposição
O:0 I:0 B3:1
0000
8 10 7

Ativar Reposição
B3:1

Abrir Comporta por


Comporta 1 Reposição Comporta 1 Aberta reposição
C1REPOSIÇÃO C1ABERTA Fechar comporta A_REPOSI
I:0 I:0 O:0 B3:1
0001
9 10 8 8

Abrir Comporta por


reposição
A_REPOSI
B3:1

RET
0002 Return

0003 END

Page 1 Wednesday, June 22, 2016 - 15:21:36

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