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Anatomia e prazer da

Vulva
A ereção da vulva

Tanto pênis quanto


vulvas têm ereções,
mas nas vulvas ela
não é normalmente
visível. Perceba a
semelhança entre
as duas anatomias.
Em linha
pontilhada, você
pode ver o tecido
erétil intumescido.
Mas, afinal, o que é tecido erétil?

Parte dos tecidos do nosso corpo são eréteis, ou seja, eles podem se preencher
de algum fluido (normalmente sangue) e ficar maiores, bem como mais
sensíveis. Esses tecidos são compostos de capilares, que são os vasos
sanguíneos mais finos do corpo. Diferente dos capilares comuns, eles são
capazes de reter os fluidos por algum tempo. Veja a diferença abaixo:
Capilar regular Capilar Erétil
Os detalhes dos tecidos eréteis

Os tecidos eréteis
do pênis são
externos. O pênis
intumesce com
sangue. A próstata
também fica ereta,
mas com fluido
prostático. A
próstata das
pessoas com pênis
fica em volta da
uretra.
Os detalhes dos tecidos eréteis. Parte II.

Já na vulva, o
tecido erétil é
quase
completamente
interno. Pessoas
com vulva também
têm uma próstata
(também
chamada de ponto
G). O fluido
prostático é
produzido no ponto
G. A próstata
“feminina” também
fica em volta da
uretra.
O que acontece
durante a ereção
da vulva.
- Maior sensibilidade
- Maior elasticidade
- Aumento de tamanho
- Mudança de local de
alguns órgãos.
- Certos estímulos que não
eram agradáveis tornam-se
prazerosos.
Anatomia

Você pode pensar no aparelho genital como se


fosse um bolo com várias camadas:
1. Camada externa (Cobertura do bolo): Pele,
pelos pubianos e mucosa que reveste a parte
externa.
2. Primeira camada de bolo: Músculos superficiais
do assoalho pélvico 1. 2.
3. Segunda camada de bolo (mais profunda): Rede
de tecido erétil
4. Camada mais profunda do bolo: Músculos
profundos do assoalho pélvico.

3. 4.
Anatomia Externa

A anatomia externa (cobertura do bolo) também pode ser


vista como se fosse uma casa, com varanda e jardim. Como
se fossem três círculos um dentro do outro. Vamos entrar me
mais detalhes nos próximos slides.
Anatomia Externa

Jardim Varanda Interior


- Monte Púbico - Pequenos lábios (Lábios - Parede vaginal interna
Internos)
- Grandes Lábios (Lábios - Parede anal interna
Externos) - Uretra
- Ponto G
- Orifício Vaginal (Introito)
- Períneo
- Orifício Anal
- Clitóris
- Capuz Clitoriano
- Glande
Sob a Pele – Anatomia Interna

Rede Erétil Feminina Glândulas Sistema Reprodutor


- Clitóris - Glândulas de Skene (Glândulas - Vagina
Parauretrais)
Glande - Útero

 - Colo do útero
Bulbo - Glândulas de Bartholin (Glândulas - Ligamento redondo
Pernas Vestibulares)
- Trompas de Falópio
- Esponja Uretral
- Ovários
- Esponja Perineal
- Bulbos Vestibulares
Sob a Pele – Anatomia Interna

Nervos Assoalho Pélvico Esfíncteres Anais


- Nervo Pudendo - Músculos PC - Esfíncter anal externo
- Nervo Pélvico - Esfíncter anal Interno
- Reto
Clitóris
- Glande
- 6 a 8 mil terminações nervosas

- Bulbo
- Liga a glande às pernas. Pode ser manipulado

- Pernas
- Dão a volta na vagina e ancoram o clitóris
Bulbos
Vestibulares
- São esses dois grandes tecidos à volta da entrada
da vagina na imagem ao lado, próximos das
pernas do clitóris.
- Tecido erétil atrás das paredes vaginais
- Geram parte da sensação de “inchaço” da
vagina e da vulva.
Esponja Uretral
(Ponto G)
- Localizado na parte anterior da vagina.
- Tubo que envolve a uretra
- É tecido erétil. Fica maior quando
excitado, sendo preenchido por fluido
prostático.
Algumas Imagens da Esponja Uretral
Alguns formatos possíveis da Esponja
Uretral

A sensibilidade no ponto G pode ser diferente dependendo do formato da Esponja


Uretral.
Esponja Perineal
- Fica entre o ânus e a vagina
- Composta de tecido erétil (É preenchida
por sangue)
- Uma das fontes de prazer durante o
estímulo anal
Glândulas de
Skene (Glândulas
Parauretrais)
- São preenchidas de fluido prostático
durante altos níveis de excitação.
- Podem provocar ejaculação feminina
- Têm função protetora
Glândulas de
Bartholin
(Glândulas
Vestibulares
- Secretam uma pequena quantidade
de muco durante a excitação que
contribui na lubrificação.
Vagina
-Tubo em camadas, com dobras.
- Paredes sensíveis por causa das estruturas
que ficam sob a pele.
Útero
Formato de Pêra
Órgao móvel
O colo do útero (área mais próxima da
vagina) pode ser sensível.
Colo do útero
(Cérvix)
Se move dependendo do grau de
excitação em algumas mulheres
Pode ser uma área sensível
Ligamentos
redondos
Conecta o útero ao músculo que circunda
a vagina
Pode gerar um movimento no útero de
algumas mulheres durante a excitação
sexual
Bexiga
- Armazena urina
- Os músculos podem ficar sensíveis
durante a excitação
Ligamentos
suspensórios e
Ovários
Os ovários ficam aninhados ao lado do
útero
Os ligamentos suspensórios ajudam ao
capuz do clitóris subir durante a excitação
Nervos
Nervo Pudendo: irriga a área mais externa da
vulva, clitóris e parte externa da esponja uretral.
(Imagem à esquerda)
Nervo Pélvico: Irriga a parte mais interna da
vagina, colo do útero e útero, assim como a parte
interna da esponja uretral. (Imagem à direita.)
Assoalho Pélvico e
Músculos PC
Bacia formada por 3 ossos: Os ilíacos e o
sacro. Eles se conectan no osso púbico.
Músculos PC: Rede de músculos em todo o
quadril. Os esfíncteres se conectam com
outros esfíncteres do corpo.
Ânus
Dois esfíncters concêntricos, um externo e
outro interno
Área rica em terminações nervosas,
conexão com esponja perineal e nervo
pélvico.
Estágios da Excitação
Trajetória possível de excitação

Leve formigamento
- O sangue começa a ser isolado nos tecidos
eréteis
- Início de lubrificação

- O tecido erétil vai enchendo de sangue e isso
cria um líquido na mucosa

A temperatura sobe!
- Clitóris e bulbos vestibulares incham
enquanto o sangue é preso nos capilares, os
genitais ficam mais quentes e inchados, a
respiração fica mais profunda e mais rápida.
Trajetória possível de excitação

Voluptuoso e gostoso
A excitação aumenta, ocorre uma espécie de
ereção, as glânduals vulvovaginais secretam um
líquido mais viscoso para lubrificar o canal. Um
orgasmo clitoriano pode surgir em um momento
próximo
O que pode ocorrer durante um
orgasmo clitoriano?
- A primeira lubrificação umedece a vagina
- O clitóris se enche de sangue
- Quando a excitação aumenta, a esponja
perineal e a esponja uretral incham,
facilitando o processo de acúmulo de
esperma.
- Quando o clímax ocorre, os músculos do
assoalho pélvico têm espasmos rítmicos e
jogam o sangue de volta na circulação
sanguínea.
- - O útero pode se mover durante o
orgasmo.
Trajetória possível de excitação

Despertar do ponto G
A próstata feminina incha enquanto fluido
prostático preenche as glândulas
parauretrais.
O útero pode subir e puxar o colo do útero
para trás, se já não tiver subido.

Ejaculação
O ponto G acorda e ejacula

Relaxamento
Ondas orgásmicas a levam a um
relaxamento completo, terminando em um
estado de calma profunda.
Outro exemplo da subida do útero
O que pode ocorrer durante um orgasmo
do ponto G?

- Estímulo manual da parede vaginal anterior.


-A esponja uretral ou próstata feminina enche
de fluido prostático
-Empurrar os músculos vaginais para baixo e
para fora bombeia o fluido prostático para fora
dos dutos parauretrais.
Dicas para incrementar o prazer e a excitação

- Mantenha a respiração profunda e conectada com as sensações na pelve.


- Alterne períodos de excitação e relaxamento
- mantenha a mandíbula solta e os dentes separados
- Faça sons de prazer do fundo da garganta.
- Cuidado para não jogar o pescoço para trás rapidamente para evitar a sensação
- Mantenha-se conectada com o seu assoalho pélvico.
- Contraia e relaxe os músculos do assoalho pélvico para aumentar o fluxo de sangue;
- Se mantenha conectada com você e/ou seu parceiro no momento presente. Se
começar a pensar em outra coisa (contas a pagar, agenda do dia seguinte, etc.) traga
sua mente de volta para o momento presente, respiração, as sensações do seu corpo.