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UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS-UFLA

DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO

Disciplina: Introdução a Língua Brasileira de Sinais- Libras

Docente: Josiane Marques da Costa

Discente: Rayane de Castro

Respostas da atividade referente ao estudo dirigido sobre o texto “Introdução a


Gramática da Libras”.

1- “De acordo com a autora, a Linguagem, faz referência a qualquer sistema de


comunicação natural ou artificial, humana ou não, podendo referir-se com o termo
linguagem à capacidade que todo ser humano possui de aprender uma língua. Assim,
fazemos um uso mais restrito da palavra linguagem. O termo linguagem remete a algo
de cunho individual, sem uma estruturação bem definida. A língua, por sua vez, define-
se como um conjunto de palavras, sinais e expressões organizados a partir de regras,
sendo utilizado por um povo para a interação. Sendo assim, a língua seria uma forma de
linguagem: a linguagem verbal. As línguas estariam em uma posição de destaque entre
todas as linguagens, pois ela pode servir de “interpretante” para todas as outras, ou seja,
podemos falar da linguagem da música ou da linguagem da pintura, usando as palavras
ou os sinais de uma língua, expressando os mais diversos sentidos. Sendo assim,
entendemos que uma das principais características das línguas é o fato de elas serem
sociais, pertencendo assim a um povo, que, no caso da Libras, é a comunidade surda”.
(SILVA, 2014, p.1).

2- A estrutura da LIBRAS é constituída a partir de parâmetros que se combinam,


principalmente com base na correlação. Os cincos aspectos fonológicos da Libras
segundo a autora são; Configuração de Mão (CM), Ponto de Articulação (PA),
Movimento (M), Orientação da palma da mão e Expressões não-manuais. Cada um
desses tópicos tem suas particularidades, assim explica autora que:

• Configuração de mãos(CM) “São sinais idênticos que se diferenciam apenas pela


mudança da forma assumida pela mão no momento da articulação do sinal. A
configuração de mão é essa forma da mão, a qual compõe a estrutura do sinal”.
• Ponto de Articulação(PA) “É a área do corpo na qual ou próxima da qual se articula o
sinal. Por exemplo, os sinais de aprender e sábado se distinguem apenas pelo PA, o
primeiro tem como PA a testa e o segundo, a boca”.

• Movimento(M) “É o movimento realizado pelas mãos do enunciador no espaço. Por


exemplo, os sinais de trabalhar e vídeo se opõem quanto ao movimento realizado”.

• Orientação da Palma da Mão “De acordo com Quadros e Karnopp (2004), apud Silva
(2014) o parâmetro orientação é a direção para a qual a palma da mão aponta quando
produzimos o sinal. Existem seis tipos de orientação de mão: para cima e para baixo,
para dentro (em direção ao corpo do sinalizador) e para fora, para os lados. Vejam
abaixo as ilustrações que mostram as diferentes orientações das mãos”.

• Expressões não manuais “São as expressões faciais e corporais, movimentos do corpo,


da face, da cabeça e dos olhos realizados no momento da articulação do sinal”.

Devemos entender que todos esses parâmetros desempenham uma função especifica, ou
seja, a mudança de apenas um dos parâmetros, mantendo os outros iguais, podendo dar
origem a um sinal totalmente diferente.

3- A iconicidade será as características semelhantes que o ícone tem em comum com o


objeto que representa. Por ser uma língua de modalidade vísuo-espacial, a iconicidade
está presente em grande parte dos sinais da libras, pois a relação entre a “forma” e o
“sentido” é mais visível. Já a ideia de arbitrariedade da língua se relaciona com a ideia
de convenção: enquanto a palavra “cadeira” é icônica na língua de sinais, na língua
portuguesa, por exemplo, ela é arbitrária, pois só recebe esse nome devido a uma
convenção que estabelece esse conceito e não porque há uma relação entre o som da
palavra e o objeto que ela designa.

4- Os classificadores permitem tornam mais claro e compreensível o significado do que


se quer enunciar. Em Libras os classificadores desempenham uma função descritiva
podendo detalhar som, tamanho, textura, paladar, tato, cheiro, formas em geral de
objetos inanimados e seres animados eles, não seguem uma formação de sinais,
constituindo-se como um componente diverso do núcleo lexical, como está descrito no
texto, mas ele está em estreita relação com este. Os classificadores assumiriam um papel
importante na constituição do léxico, já que proporcionam a formação de novos sinais,
expandindo o léxico da língua.
5- Os empréstimos entre línguas são uma realidade comum a todas as línguas. De
acordo com a autora “As línguas de sinais, quando emprestam uma palavra de uma
língua oral, o fazem através do alfabeto manual, já que são línguas de modalidades
diferentes. O simples fato de um surdo utilizar a datilologia no dia-a-dia para referir-se
ao nome de uma pessoa, de uma loja ou para utilizar um termo técnico em português
não significa que essa palavra passa a fazer parte do léxico da língua de sinais.
Precisamos distinguir claramente o que é datilologia e os elementos que configuram
empréstimos”. (SILVA, 2014, p.10). A Libras, como as demais línguas, também
incorpora léxico de outras línguas. Existem casos em que a língua de sinais faz o
empréstimo de palavras de uma língua oral, e o fazem através da soletração manual.

6- Para todas as pessoas a comunicação é a maneira mais importante para expressar seu
pensamento, seu sentimento, sua opinião. Para isso utilizamos uma língua, podemos
dizer que a linguagem é natural do ser humano. A língua portuguesa é uma língua oral-
auditiva, já a Libras é importante compreender sobre a língua de sinais, é uma língua
visual-gestual, o que se diferencia da nossa língua portuguesa, que é oral-auditiva,
porém tem seus significados, suas regras e exercem o papel fundamental de um língua, a
comunicação, expressando o sentimento, vontades e ideias do narrador. A língua de
sinais, assim como a língua oral é a representação da cultura de um povo, a Libras,
assim como diversas línguas existentes, é composta por níveis linguísticos: fonologia,
morfologia, sintaxe e semântica. Deste modo constitui um sistema linguístico de
transmissão de ideias e fatos na qual há uma forma de comunicação e expressão, de
natureza visual- motora, com estrutura gramatical própria que a comunidade surda usa e
consideram como sua língua materna.

Referências

SILVA Mara Giselli. Introdução a Gramática da Libras. 201. Disponível em <


file:///C:/Users/Windows%207/Pictures/Introd_a_Gram_Libras.pdf>

STROBEL Karin e FERNANDES Sueli - Aspectos Linguísticos da Libras - SEED-


PR. Lucinda Ferreira Brito - (1995).

FERREIRA, Luísa Bischof Justus. Língua Brasileira de Sinais- Libras, Língua


Natural do Sujeito Surdo. UNICENTRO. 2015. Disponível em <
https://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2015/18948_8134.pdf>