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Giulia Mussatto Berton

Rafaela Müller Rettore


Vanessa Fernandes do Amaral

ÍNDIGO: UM ENSAIO SOBRE A INTELIGÊNCIA E A


INDEPENDÊNCIA DAS CRIANÇAS DA ATUALIDADE

Caxias do Sul,
2018.

1
Giulia Mussatto Berton
Rafaela Müller Rettore
Vanessa Fernandes do Amaral

ÍNDIGO: UM ENSAIO SOBRE A INTELIGÊNCIA E A


INDEPENDÊNCIA DAS CRIANÇAS DA ATUALIDADE

Artigo final apresentado, como parte


das exigências para o estudo científico do
projeto SJB Eu Sou.
Caxias do Sul, 20 de outubro de 2018.

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RESUMO

O fenômeno índigo é um termo da psicologia comportamental surgido nos


anos 70 manifestado principalmente em crianças. Isso consiste em uma serie de
comportamentos muito mais maduros e racionais do que o esperado, segundo as
bases da psicologia na época, em crianças com tão pouca idade. Esse trabalho tem
por objetivo compreender melhor esse fenômeno e relacioná-lo à independência e
inteligência das crianças da atualidade. Realizou-se estudo bibliográfico com leitura
de artigos, livros e entrevistas de estudiosos da psicologia cognitiva e
comportamental visando compreender como a inteligência dessas crianças se
manifesta por meio de suas atitudes e comportamentos, bem como propostas para
melhorar sua educação nas escolas. Além disso, realizou-se uma pesquisa de
opinião online a respeito do fenômeno índigo e do conceito de inteligência e tudo
que o cerca.

PALAVRAS-CHAVE: índigo; parapsicologia; educação; psicologia;

1. INTRODUÇÃO

Índigo é um fenômeno psicológico e comportamental que surgiu no mundo


por volta dos anos 1970. Esse fenômeno se manifestou em crianças com
comportamentos muito mais maduros e inteligentes do que o esperado para a idade.
A partir da análise desse fenômeno, muitas pesquisas nas áreas da saúde e da
psicologia foram desenvolvidas.
As crianças índigo são muito maduras e têm objetivos bem específicos no
mundo. Seu comportamento peculiar muitas vezes faz pessoas desavisadas as
confundirem com pacientes com TDA (Transtorno de Déficit de Atenção), o que leva
pais e professores a educarem as crianças de forma errônea, não desenvolvendo
completamente seu potencial.
A intenção deste trabalho é compreender motivos pelos quais as crianças de
hoje são tão inteligentes e independentes. Num mundo repleto de inovação e

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tecnologia, as crianças recebem os mais variados estímulos auditivos, visuais e
cognitivos. Porém, seriam apenas esses estímulos os responsáveis por um
comportamento tão avançado?
O presente artigo aborda o fenômeno índigo, qual sua origem, como se
relaciona com o homem moderno, bem como as características de crianças índigos
e sua diferença em relação aos superdotados, quais são os tipos de índigo, como
são suas relações interpessoais. Além disso, serão abordadas as 7 inteligências
múltiplas que um ser humano pode desenvolver, uma pesquisa de opinião sobre o
fenômeno índigo e propostas de metodologias educacionais adaptadas para essas
crianças.

2. DESENVOLVIMENTO

I. O que é o Fenômeno índigo?


Em meados de 1970, surgiram fenômenos na psicologia. Crianças com
comportamentos e pensamentos muito distintos do esperado para a idade, de
acordo com a época. Porém, esse fenômeno só foi descoberto e classificado no
início de 1980, com a estudiosa, escritora e palestrante sobre comportamento
humano, Nancy Ann Tape.

Nancy classificava os padrões e os nomeou em grupos, por meio de cores.


De acordo com ela:
“Cada pessoa emite uma cor que identifica sua

missão na vida. Consigo ver essa cor e, por meio dela, saber

qual é sua principal missão no planeta, ou seja, o que veio

aprender ou fazer aqui (Nancy Ann Tape, 1999).”

A pesquisadora, conforme avançava em seus estudos, percebeu que novos


comportamentos estavam a caminho, consequentemente novas cores viriam a ser
descobertas. Seu primeiro contato com um índigo foi em 1982, durante uma
pesquisa sobre perfis, que realizava na Universidade de San Diego, junto com o
psiquiatra McGreggor. Após esse contato, Nancy publicou um livro chamado
“Understanding Your Life Through Color” (Entendendo sua vida pelas cores, em uma
tradução literal), em 1986, onde fala sobre suas classificações comportamentais por

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cores.
As crianças índigo, entendem que têm um propósito no mundo e fazem
questão de que as pessoas com quem convivem saibam e entendam isso . Elas têm
características comportamentais bastante específicas: são muito alegres,
equilibradas, firmes e determinadas desde os 2/3 anos de idade, sentem fenômenos
paranormais e têm um senso de justiça além do normal.

II. O homem moderno e o Fenômeno Índigo:


Conforme o tempo foi avançando, a humanidade se desenvolveu em
aspectos fisiológicos, espirituais, mentais e emocionais. Com isso, ocorreram muitos
avanços na ciência que possibilitaram diversas descobertas na medicina, psicologia,
etc. Uma dessas grandes descobertas são as crianças índigo.
Segundo Egidio Vecchio, autor do livro “Educando Crianças Índigo” (Butterfly
Editora, 2006), existe um método prático de determinar essas mudanças, o chamado
triângulo vital. Esse triângulo estabelece uma relação direta e mais visual de como o
DNA, o cérebro e o comportamento estão entrelaçados e, de como a mudança de
um afeta os outros. De acordo com esse triângulo, o DNA transmite informações ao
cérebro, que retransmite ao sistema nervoso, gerando comportamentos que servem
como um retorno ao estímulo nervoso e que enriquecem o DNA. (Anexo 1)
Análises feitas com os índigos revelam que as maiores evidências dessas
mudanças nos seres humanos se mostram pelos comportamentos psicomotores
dessas crianças, que são capazes de sentir e compreender fenômenos
parapsíquicos espirituais e adotam condutas cuja maturidade supera o esperado
para a idade. Seccionando essas mudanças, temos:

● Fisiológicas: segundo descobertas da médica norte americana Berrenda


Fox, doutora em Fisiologia e Naturopatia, as crianças índigo possuem duas
hélices a mais em seu DNA.

● Mentais: o psicólogo Howard Gardner apresentou uma teoria que


remodelou as bases da psicologia cognitiva. Segundo seus estudos,
existem 7 tipos de inteligências que se manifestam nos seres humanos da
atualidade.
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● Espirituais: desenvolvimentos de comportamentos mais centrados em
valores individuais e coletivos tais como a Ética, Amor, Paz, Verdade e a
Não Violência, bem como os aspectos físicos, intelectuais, mentais,
espirituais e psíquicos que os envolvem.

III. Características e tipos de crianças índigo:


Segundo a The National Foundation for Gifted and Creative Children
(Fundação Nacional para Crianças com Habilidades Especiais), cuja sede fica em
Warwick, Rhode Island, são características das crianças índigo:
● Sensibilidade extrema;
● Facilidade de ficar entediada ou desinteressada;
● Dificuldade de concentração;
● Necessidade de estar rodeada por pessoas emocionalmente estáveis e
seguras;
● Resistência a qualquer tipo de autoridade que não seja democrática;
● Ter métodos próprios de aprendizado;
● Frustrar-se facilmente quando suas grandes ideias não podem ser
executadas por falta de recursos ou compreensão por parte das pessoas;
● Aprendem pela própria experiência;
● Emotivos, temem perder pessoas que amam;
● Podem vir a se traumatizar com seus erros, causando o desenvolvimento
de bloqueios permanentes de aprendizado.
Muitas vezes essas crianças podem ser confundidas com pacientes com
quadros de TDA (Transtorno de Déficit de Atenção) ou TDAH (Transtorno de Déficit
de Atenção com Hiperatividade), uma vez que sua personalidade peculiar pode se
assemelhar aos sintomas deste tipo de transtorno, que geralmente se desenvolve
durante a infância e pode persistir na vida adulta.
Além disso, os índigos podem ser classificados em quatro tipos, de acordo
com características psicológicas, de personalidade e por sua missão no mundo .

Essa classificação foi feita por Nancy Ann Tape, em 1985. Segundo ela, os índigos

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se dividem em:
● Humanistas: trabalham com as massas. No futuro podem vir a ser médicos,

advogados, professores, vendedores, executivos e até mesmo políticos . São


hiperativos e muito sociáveis, são simpáticos com todos e têm opinião
própria, sendo pouco influenciável. Podem ter comportamentos estranhos por

causa da hiperatividade. Não conseguem brincar com uma coisa por vez,
tiram todos os brinquedos do lugar, mesmo que seja para ficar olhando para
eles. São distraídos e precisam ser constantemente lembrados de seus

deveres e de manter o foco. Além disso, tendem a ser leitores vorazes.

● Conceituais: manifestam mais interesse por projetos do que por pessoas.


Podem vir a ser engenheiros, arquitetos, designers, pilotos e oficiais militares
no futuro. Tem porte grande e atlético e grande capacidade de controlar
situações a seu favor, exercendo grande poder de persuasão sobre seus
pais. São propensos a desenvolver vícios na adolescência, tais como álcool

e drogas. São crianças que devem ser constantemente monitoradas,


especialmente se não permitirem que entrem em seu quarto ou olhem suas
coisas, pois isso é sinal de que escondem algo.

● Artísticos: são mais sensíveis e de menor estatura. Podem ser cirurgiões ou


pesquisadores, caso estudem medicina ou atores muito renomados, se
decidirem estudar teatro. Dos quatro aos dez anos de idade, tendem a se
voltar aos mais diversos tipos de arte, embora não se interessem pela
mesma coisa por muito tempo. Por isso, recomenda-se aos pais dessas
crianças que aluguem os instrumentos musicais ao invés de compra-los; uma
vez que podem aprender cerca de cinco a seis instrumentos durante a
infância, para escolher um na adolescência.

● Interdimensionais: têm uma estrutura física mais desenvolvida em relação


aos outros índigos. Aos dois anos de idade já sabem se posicionar e se

colocar como autossuficientes para realizar determinadas tarefas . Serão os

responsáveis por trazer ao mundo novas filosofias e religiões. Seu tamanho e

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o fato de não se encaixarem perfeitamente em um grupo social, podem ser o
estopim para um comportamento agressivo por parte dessas crianças.

IV. Diferenças entre índigos e superdotados:

Muitos podem confundir as crianças índigos com crianças talentosas/


superdotadas, principalmente por não conhecerem completamente as características
desses dois tipos de crianças. Reconhecendo isso, os escritores Lee Carroll e Jan
Tober elaboraram um comparativo que explica as diferenças entre os dois tipos, o
qual foi reproduzido na tabela a seguir.
TALENTOSOS ÍNDIGOS
Apresentam QI altíssimo Nem sempre têm QI alto, porém
tendem a ser muito inteligentes
Revelam grande inteligência que os Estão sempre entre os 30% mais
coloca sempre à frente dos demais inteligentes, mesmo que não sejam
necessariamente os mais talentosos
Usam quase exclusivamente o lado Usam quase exclusivamente o lado
esquerdo do cérebro direito do cérebro
Apresentam, geralmente, sérios Apresentam grande equilíbrio
problemas emocionais emocional
Alguns chegam a Deus depois de um Nascem com predisposição para crer
longo processo de entendimento em Deus
Poucos preocupam-se com valores A maioria cultiva desde a infância
espirituais (paz, alegria, justiça, valores de paz, alegria, justiça, etc
tolerância)
Têm facilidade para se desequilibrar Dificilmente se desequilibram
emocionalmente emocionalmente
Quando desequilibrados, têm Têm facilidade para voltar a um estado
dificuldade de retomar a serenidade de serenidade
(Tabela 1. Fonte: CARROLL, L.; TOBER, J.; Crianças Índigo. São Paulo. Butterfly Editora, 2005)

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V. Relação interpessoal e com o ambiente:
Por serem crianças muito diferentes, os índigos podem ter uma relação
delicada com ambiente e com as pessoas. Há um consenso entre os estudiosos da

área e os pais quanto a três principais problemas enfrentados pelos índigos . São
eles:
1) Exigem mais atenção que as crianças comuns e sentem que a vida é algo
precioso demais para ser desperdiçada;
2) Ficam frustrados quando compreendem o fato de que as pessoas não
conhecem ou não entendem o fenômeno índigo;
3) São, por muitas vezes, confundidos com pacientes portadores de TDA ou
TDAH.

Além disso, são muito empáticos e sentem as emoções alheias . Essa


empatia, por muitas vezes ultrapassa a barreira do psicológico e se manifesta de
forma física. Para a física quântica, DNA que compõe os humanos é feito de

energia. Com essa energia presente no seu código genético, podem se conectar aos

outros e ao mundo por meio de vibrações. Suas emoções, pensamentos e desejos


vibram e emanam para o todo, que é o responsável pela materialização dessa
energia.
Um estudo realizado pelo Instituto HeartMath (especializado em pesquisa e
educação voltada a ajudar pessoas a reduzir estados de estresse e controlar as
emoções e melhorar sua energia), coordenado por Gregg Braden, um escritor norte
americano cuja literatura tem muito enfoque na física quântica, comprovou a relação
estabelecida pelo triângulo vital. No estudo em questão, 28 amostras de placenta

humana foram colocadas em placas, em meio de cultura . As placas em questão,


foram distribuídos a 28 paranormais treinados para gerar emoções e sentimentos,
foram colocados eletrodos neles, a fim de medir suas ondas cerebrais. Simultâneo a
essa transmissão de sentimentos, foram colocados eletrodos nas células, para medir
as alterações elétricas no DNA.
Conforme as emoções iam surgindo, as ondas cerebrais iam se alterando,
ondas de mesmo potencial surgiam nas placas, evitando uma conexão entre os
doadores e o DNA. Para entender se as alterações elétricas eram fruto da
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proximidade entre os doadores e as placas, elas foram afastadas fisicamente dos
mesmos. Porém, as alterações se mantiveram até a distância de 80 quilômetros dos

doadores. Assim, foi possível concluir que o que liga a mente e o DNA são as

emoções, que por si só são pura energia e portanto, são vibrações . Além disso, os
pesquisadores também observaram que emoções negativas e densas como raiva,
medo ou estresse fizeram o DNA encurtar e perder informações importantes. Ao
passo que emoções positivas e leves fizeram com que os filamentos de DNA se
alongassem, como se entrassem em um estado de relaxamento.
Os índigos, por terem uma estrutura de DNA mais complexa que o normal,
também são mais sensíveis e captam e interpretam mais facilmente essas
vibrações. Índigos com o dom da sensibilidade, também chamado de empatia,
podem ser classificados em três tipos:
● Tipo 1: capacidade de captar o que acontece com outra pessoa a nível
celular, como mal-estar ou até mesmo doenças físicas mais complexas. Os
índigos sensitivos, como são chamados os que apresentam esse tipo de
empatia, tendem a apresentar em si os sintomas das doenças que captou
de outras pessoas. Isso ocorre pois existe um encontro entre dois campos
vitais que vibram na mesma frequência, nesse caso o da criança índigo e o
da outra pessoa.
● Tipo 2: é mais frequente e se constitui pela capacidade de captar emoções
e sentimentos de quem está ao seu redor, por meio da intuição emocional
avançada que os índigos possuem. Esse tipo de índigo é uma espécie de
radar de sentimentos positivos e negativos, o que influencia seu
comportamento interpessoal, uma vez que evitam estar perto de pessoas
com alta concentração de energias negativas.

● Tipo 3: consiste em uma intuição mental. Nesse caso, o lado direito do


cérebro dos índigos sintoniza com os pensamentos de quem está ao seu
redor, permitindo que “veja” o que há na mente de quem o rodeia . Esse
empático é extremamente intuitivo e tem a capacidade de captar as
sensações de forma involuntária e surpreendentemente rápida .
Além da empatia, os índigos também podem ser classificados por seu

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comportamento em relação aos outros e à forma como se adequam ao ambiente em
que vivem. Dentro disso, Egidio Vecchio estabelece qu00atro classificações, são
elas:
● Manipuladores conscientes: tendem a ser mais egocêntricos, não tendo
escrúpulos para manipular, invadir espaços e se colocar como o “dono” do
ambiente em que vive.

● Manipuladores semiconscientes: tendem a ser arrogantes e não se


importam em manipular as pessoas para conseguirem o que almejam,
embora a arrogância não seja sempre algo consciente, ou seja, não sabem
que estão agindo desta forma. Quando encontram algum tipo de obstáculo,
tendem a usar pessoas para se livrar dele, justificando seu comportamento
como uma forma de sobrevivência.

● Manipuladores submissos: geralmente tem baixa autoestima, são facilmente


impressionados e pouco assertivos e tendem a ser medrosos. Usam a
emoção como norte de suas análises e se afastam das pessoas quando
confrontados por algum motivo.

● Assertivos – Participativos: são os índigos de personalidade e


comportamento mais saudáveis, são muito determinados. Não invadem o

espaço alheio e desprezam jogos de poder. São flexíveis e cooperativos,

mas se recusam a abandonar seus princípios morais.

VI. Tipos de inteligência e metodologias educacionais para os índigos


Para o psicólogo cognitivo e educacional Howard Gardner, os testes e suas
correlações deveriam ser abandonados para observar as fontes de informações
mais naturalistas sobre como as pessoas desenvolvem capacidades.
De acordo com suas observações sobre desenvolvimento, colapsos,
populações especiais e assim por diante, reuniu uma grande quantidade de
informações. Com o objetivo de organizá-las, Gardner teorizou as sete inteligências:
linguística, lógico-matemática, espacial, musical, corporal-cinestésica, interpessoal e
intrapessoal.

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● Inteligência linguística: referente a capacidade de usar palavras de forma
efetiva e inclui a capacidade de manipular vários domínios da linguagem, de
forma oral ou escrita.
● Inteligência lógico-matemática: possui a capacidade de usar os números de
forma efetiva e de racionar bem.
● Inteligência espacial: envolve sensibilidade à cor, linha, forma, configuração e
espaço. Inclui a capacidade de visualizar, de representar graficamente ideias
e de orientar-se de forma apropriada em uma matriz espacial.
● Inteligência musical: capacidade de perceber e expressar formas musicais,
tendo sensibilidade ao ritmo, tom ou melodia e timbre, tendo entendimento
figural ou geral da música, um entendimento formal detalhado, ou ambos.
● Inteligência corporal-cinestésica: uso do corpo para expressar ideias e
sentimentos e facilidade para produzir ou transformar algo com as mãos.
Inclui habilidades físicas específicas, como coordenação, equilíbrio, destreza,
força, flexibilidade e velocidade.
● Inteligência interpessoal: possui a capacidade de perceber e fazer distinções
no humor, intenções, motivações e sentimentos de outros indivíduos.
● Inteligência intrapessoal: representado pelo autoconhecimento e a
capacidade de agir adaptativamente com base neste conhecimento.
Alfred Binet, pedagogo e psicólogo francês, demonstrava grande interesse em
estudar e compreender o raciocínio, criando testes de inteligência e habilidades para
avaliar os indivíduos. Os estudantes franceses estavam causando preocupação pelo
baixo rendimento, levando os pais a convidarem Binet para que aplicasse seus
testes. O pedagogo associou-se a Theodore Simon, criando uma escala para aferir a
inteligência das crianças e introduzindo o conceito de idade mental. Defendeu que
alunos com dificuldades no processo de aprendizado não eram necessariamente
casos de inaptidão.
Em 1912, Wilhelm Stern usou o termo coeficiente de inteligência, o “QI”. Seu
cálculo consistia na relação entre idade mental e idade cronológica e representava o
nível mental do indivíduo. Lewis Madison Therman sugeriu que o resultado desse
cálculo fosse multiplicado por 100, para eliminar casas decimais. Therman
desenvolveu um teste com questões sobre vocabulário e matemática, vendo a
inteligência como uma habilidade natural inata que poderia ser medida.

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Os testes de QI causaram grande influência nos Estados Unidos, o que
causou o preconceito de inteligência, chegando ao ponto de concluir que pessoas
com QI menor ou igual a 75 deviam ser afastadas da sociedade e impedidas de
gerar filhos. O maior problema é que toda a atenção foi direcionada ao
desenvolvimento da inteligência racional, exaltando o lado lógico e analítico. Com
isso, o lado mais criativo e sonhador e a inteligência emocional não foram
desenvolvidos.
As crianças índigo que enfrentam dificuldades de inclusão queixam-se de não
serem compreendidas e podem fomentar a indisciplina e a desordem. Pela falta de
informação e formação das pessoas ao seu redor, podem não ter o
acompanhamento adequado. Para reduzir as dificuldades enfrentadas por essas
crianças, seria desejável que os educadores apresentassem formação especializada
em Educação Especial. A escola deve mostrar-se preocupada em desenvolver as
capacidades da natureza humana, com novas técnicas que despertem o interesse e
sejam capazes de fomentar a autoaprendizagem.

VII. Pesquisa de opinião: fenômeno índigo e inteligências.


Visando compreender a visão pública sobre o fenômeno índigo e a questão
da inteligência, realizou-se uma pesquisa de opinião online, através dos formulários
Google, com perguntas elaboradas pelo grupo. Foram feitas as seguintes perguntas:

● Você acredita que as crianças de hoje possuem uma inteligência e


independência maior que as do passado?
● Você conhece alguma criança que possui uma maturidade avançada para a
idade?
● Você acredita em evolução espiritual?
● Você acredita que as gerações mais novas estão chegando para gerar
mudanças na sociedade?
● Você já ouviu falar no fenômeno índigo?
● Você acredita que conhece alguém que seja índigo?
● Você concorda que existam múltiplas inteligências?
● Se sim, quantas você acredita que são?

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● Você conhece alguma criança diagnosticada com TDAH (transtorno de déficit
de atenção com hiperatividade)?
● Se sim, você acredita que ela possa ter alguma habilidade especial?
A pesquisa contou com 87 participantes e revelou que muitas pessoas
acreditam que as crianças da atualidade são mais inteligentes, independentes
(Anexo 2) e maduras (Anexo 3), quando comparadas às gerações que as
antecederam. Também acreditam em uma evolução espiritual do ser em si e do ser
social (Anexo 4). Os resultados revelam um entendimento de que as novas gerações
vieram construir um novo modelo social, para substituir as visões antiquadas de
mundo (Anexo 5)).
Muitos não conhecem o fenômeno índigo e suas características (Anexo 6),
portanto, não podem identificar se conhecem ou não um índigo (Anexo 7). Porém,
vários reconhecem a existência de múltiplas inteligências (Anexo 8), mesmo que não
saibam a quantas são de fato (Anexo 9). Além disso, observou-se que grande parte
dos participantes conhecem pessoas com diagnóstico de TDAH (Anexo 10) e
acreditam que isso possa ser um dom incompreendido pelas pessoas e, portanto,
não desenvolvido corretamente, ou erroneamente confundido com esse transtorno
(Anexo 11).

3. CONCLUSÃO

Com os estudos bibliográficos se pôde concluir que a evolução humana foi


muito além do campo fisiológico, se manifestando de formas impactantes nos
campos psicológicos, espirituais e biológicos. Essa evolução, chamada índigo,
manifestou-se de forma perceptível principalmente em crianças, uma vez que há
uma expectativa de que se comportem de uma forma específica e essas crianças
romperam com essa idealização. E esse fator foi determinante para uma mudança
nas bases da psicologia cognitiva levando à novas descobertas sobre a inteligência
humana e consequentemente, a novos métodos educacionais.
Através da pesquisa de opinião pública, pode-se concluir que a maioria das
pessoas acredita que as crianças da atualidade são mais inteligentes,
independentes e maduras, em comparação às gerações anteriores, bem como em

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uma evolução espiritual dos seres. O público entende que as novas gerações estão
vindo para quebrar velhos paradigmas e construir uma nova sociedade. Muitos não
conhecem o fenômeno índigo e suas características, porém, compreendem a
existência de múltiplas inteligências, comprovando a existência da evolução e do
desenvolvimento de dons, muitas vezes confundidos com transtornos psiquiátricos.
Tendo em vista os resultados apresentados pela pesquisa e a revisão
bibliográfica, se pode concluir que embora seja um conceito muito importante dentro
da psicologia, o fenômeno índigo é pouco conhecido e difundido entre o público
geral. É fato que as crianças de hoje são muito influenciadas pelos resultados e
criações do “boom” tecnológico e, que muitas têm talentos incríveis desde muito
pequenas. Porém, o fenômeno índigo é uma quebra de paradigmas e uma prova de
evolução que não pode mais ser ignorada. Por tanto, o próximo passo é se
desamarrar do ceticismo e abrir a mente para as transformações que esses
indivíduos podem promover no mundo. Bem como, ajuda-los a desenvolver suas
capacidades e habilidades para que possam construir o futuro da nossa sociedade
de forma benéfica.

4. REFERÊNCIAS

SALVINO, Fernando; “O que é a Parapsicologia?”; 2016;


http://www.abpcm.org.br/en/top/oque-e-parapsicologia/
Acesso em: 08 de agosto de 2018.

DE OLIVEIRA, Douglas Rodrigues Aguiar; “Parapsicologia, a ‘ciência’ que tornou-se


pseudociência”; 2016;
https://universoracionalista.org/parapsicologia-a-ciencia-que-tornou-se-
pseudociencia/
Acesso em: 08 de agosto de 2018.

AMARAL, Flávio; “PARAPSICOLOGIA É CIÊNCIA?”; 2016;


http://arquivopsi.com/parapsicologia/parapsicologia-e-ciencia-1/
Acesso em: 08 de agosto de 2018.

DE NORONHA, Lígia; “AS NOVAS CRIANÇAS – ‘ÍNDIGO’ e ‘CRISTAL’”; 2016;


http://www.ligiadenoronha.com/wp-content/uploads/2010/03/Criancas-Indigo-e-
Cristal1.pdf
Acesso em: 08 de agosto de 2018.

Texto adaptado do livro ‘Crianças Índigos - uma geração de ponte com outras

15
dimensões...No planeta índigo da nova era.’; “As crianças índigo e suas
características”; 2011;
http://www.blogespirita.org/2011/11/as-criancas-indigo-e-suas.html?m=1
Acesso em: 08 de agosto de 2018.

CARROLL, Lee; TOBER, Jan; “Crianças Índigo”; 1999;


https://books.google.com.br/books?hl=pt-
BR&lr=&id=iFPb1A9bHx4C&oi=fnd&pg=PA13&dq=crian%C3%A7as+%C3%ADndigo
&ots=ZiTR8F4Sgf&sig=AkpIoqyAotzSLc_mJmlwESyGD4k#v=onepage&q&f=false
Acesso em: 04, 12, 21 e 24 de setembro de 2018.

VECCHIO, Egidio; “Educando crianças índigo”; 2006;


https://books.google.com.br/books?hl=pt-
BR&lr=&id=A7Ioy4di3L8C&oi=fnd&pg=PA26&dq=crian%C3%A7as+%C3%ADndigo&
ots=ha9Vqr-rIb&sig=RPU19fX-59GLTps0epNGoV5nrms#v=onepage&q&f=false
Acesso em: 12, 21, 24 de setembro de 2018.

ROMÃO, Célia Francisco; “A cooperação entre educadores de infância e docentes


de educação especial na inclusão de crianças NEE. E as crianças índigo? Qual seu
lugar?”; 2012;
https://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/3595/3/DM_celiaromao.pdf
Acesso em: 26 de setembro.

GUERRA, Teresa Maria Azêdo Pimentel; “Caracterização da Fundação Casa Índigo


Novas Investigações Pedagógicas”; 2012;
https://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/3350/1/TD_26917.pdf
Acesso em: 26 de setembro.

RENATA, Patrícia; “Valores humanos: princípios de uma educação além do eu”;


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Acesso em: 12 de setembro de 2018.

BRADEN, Gregg; “OS CIENTISTAS DA NOVA ERA- Primeira parte-Gregg Braden e


A Matriz Divina”; 2015;
https://portal2013br.wordpress.com/2015/06/24/os-cientistas-da-nova-era-primeira-
parte-gregg-braden-e-a-matriz-divina/
Acesso em: 21 e 24 de setembro de 2018.

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5. ANEXOS

● Anexo 1:

(Fonte: Livro “Crianças Índigo”, editora Butterfly, 1999)

● Anexo 2:

● Anexo 3:

17
● Anexo 4:

● Anexo 5:

● Anexo 6:

18
● Anexo 7:

● Anexo 8:

● Anexo 9:

19
● Anexo 10:

● Anexo 11:

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