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Produtividade é a ordem

João Ademar de Andrade Lima, M.Sc.

Produtividade estratégica

Etimologicamente, estratégia (do grego strategos) significa “arte do gene-


ral”, o que denota a origem militar do conceito. Em nosso meio, há um consenso
de que estratégia envolve ações ou padrões necessários para se atingirem certos
objetivos pré-estabelecidos e, num sentido amplo, é considerada como um con-
junto de regras de decisão e como elemento norteador que delimita o campo de
atuação de uma empresa.
Para alguns autores, há uma diferença entre o seu conceito e o de tática,
de modo que a estratégia se ocupa do longo prazo e a tática das questões de mé-
dio e curto prazo.
Produtividade estratégica é a capacitação apenas dos recursos produtivos
que confiram vantagens competitivas à empresa, significando uma concentração
de esforços para aumentar rápida e expressivamente a produtividade desses recur-
sos. A relação entre produtividade e competitividade é vital para a empresa que,
para ser competitiva, deve perseguir a obtenção da alta qualidade.

Produtividade e qualidade

Esforços para elevação da produtividade normalmente se vêem com uma


melhor qualidade, ou seja, incrementar e desenvolver a qualidade (tanto no
produto como na produção) é um meio de alcançar excelência e de estabelecer
uma vantagem competitiva.
Ganhos de produtividade resultam numa maior folga de investimento,
pois diluem os custos operacionais da empresa; ademais, a produtividade deve
sempre estar subordinada à estratégia da empresa e, assim sendo, a qualidade pas-
sa a figurar como um elemento importante a ser considerado, entendendo-se qua-
lidade como a capacidade de oferecer ao cliente o produto desejado no tempo, da
maneira e com o preço requerido.

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Benefícios com o aumento da produtividade

Os principais benefícios advindos do aumento da produtividade são:


1. A redução dos preços dos produtos;
2. A redução da jornada de trabalho;
3. A geração de emprego na industria de bens de capital; e
4. O aumento da renda per capta.
Aparentemente, a dificuldade de se atingir esse aumento de produtividade
está conectada com o perfil da mão de obra necessária para tal que, notadamente,
deve ser mais bem capacitada.

Crescimento, desenvolvimento econômico e bem-estar social

Como já mencionado, aumentado-se a produtividade, diminui-se progres-


sivamente o custo fixo de produção e, em cadeia, o preço final do produto; com
produtos mais baratos, o poder de compra do trabalhador comum se eleva; com a
elevação do poder de compra, o trabalhador ver aumentado seu espectro de bens
consumidos, ou “consumíveis”; com a possibilidade de consumir bens até então
não acessíveis, o trabalhador ver aumentado seu bem estar social... etc.. É uma
seqüência óbvia!
Com o aumento do consumo, a empresa necessita aumentar a produção;
para aumentar a produção, a empresa necessita de mais mão de obra; mais mão de
obra significa mais trabalhadores na ativa, recebendo o salário; mais trabalhado-
res assalariados é mais dinheiro circulando na economia... etc.. Mais uma seqüên-
cia óbvia!
Contudo, para que tal equação se mostre positiva, é necessário que a eco-
nomia cresça e se mantenha em aclive. No caso brasileiro, esse crescimento deve
ser da ordem de 5% ou 7% ao ano, de forma sustentada, durante vários anos, para
que não haja desemprego; infelizmente é o que não ocorre.
Assim, só se cogitará real conciliação entre crescimento, desenvolvimen-
to econômico e bem-estar social se aquela seqüência ora mencionada for equacio-
nada com uma melhor distribuição de renda (que no Brasil se mostra
absurdamente mal realizada) e progressivo crescimento econômico, elevando o

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mente mal realizada) e progressivo crescimento econômico, elevando o poder de
compra da massa salarial. Daí vêem questões adjacentes como uma melhor capa-
citação profissional da mão de obra disponível, advindo de uma base educacional
melhor estruturada, melhores condições de saúde e moradia, menores impostos na
produção etc..

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