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História das ações antrópicas sobre os ecossistemas

vegetais nativos das regiões norte e noroeste do Estado


do Rio de Janeiro
Texto correspondente à palestra proferida na 19ª Jornada Fluminense de Botânica. Sociedade
Botânica do Brasil e Universidade Estadual do Norte Fluminense. Campos dos Goytacazes: 14 de
novembro de 1999.
Arthur Soffiati
Doutor em História Social - UFRJ
Professor do Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional da Universidade Federal Fluminense.

Resumo
Este artigo tem o objetivo de contribuir para o conhecimento
das formações geológicas das regiões norte e noroeste do Estado
do Rio de Janeiro, uma das unidades da Federação Brasileira, e
para o diagnóstico dos ecossistemas vegetais nativos em sua
fisionomia original e em seus problemas, sugerindo instrumentos
que permitam a preservação de amostras significativas e funcionais
dos mesmos.

Correspondência: Palavras-chave
Rua Salvador Correa, 139 - Centro ações antrópicas, ecossistemas do Estado do Rio de Janeiro.
28035-310 - Campos dos Goytacazes - RJ
Telefone:+55 (22) 2733.1414
Fax: +55 (22) 2722.9677
e-mail: isecensa@isecensa.com.br

PERSPECTIVAS, Campos dos Goytacazes, v.4, n.7, p. 67-79, janeiro/julho 2005


History of antropic actions on the native vegetable
ecosystems in the north and northwest of the State of Rio
de Janeiro
Arthur Soffiati
D.Sc. in Social History - UFRJ
Teacher of the Institute of Society Sciences and Regional Development - Federal Fluminense University

Abstract
This article hopes to contribute for the knowledge of geologic
formations in the north and northwest areas of the State of Rio de
Janeiro (Brazil) and for the diagnosis of the native vegetable
ecosystems in its original appearance and problems, suggesting
instruments that allow the preservation of significant and functional
samples of the same ones.

Correspondence: Key works:


Rua Salvador Correa, 139 - Centro antropic actions, state of Rio de Janeiro ecosystems
28035-310 - Campos dos Goytacazes - RJ
Phone number:+55 (22) 2733.1414
Fax: +55 (22) 2722.9677
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A formação geológica da região norte- curso, invadindo a chamada baía de Campos.
noroeste fluminense Sem abandonar, contudo, seu primitivo leito,
forma-se agora um delta do tipo “arqueado”
Em termos de geologia genética, e não ou “Niger-Ródano”, com dois braços que se
somente descritiva, o norte-noroeste separam em local distante da futura linha da
fluminense teve em Alberto Ribeiro Lamego costa: o mais curto era o córrego do Cula e o
seu primeiro grande intérprete. Ele concorda mais longo, o atual baixo Paraíba do Sul. Aos
com Charles Frederick Hartt quanto à origem poucos, o rio, correndo em leito mais firme
pré-cambriana do planalto cristalino e do que o antigo, consolida o segundo canal
pliocênica dos tabuleiros, onde se estendiam com aluviões depositados nas enchentes e
as florestas estacionais e onde, atualmente, vai abandonando o primeiro, que se torna
encontram-se seus últimos fragmentos. A apenas auxiliar no tempo das águas. Lamego
Baixada dos Goitacás, na sua amplitude, ele diz que as lagoas e riachos do Peru,
a vê como resultado de dois processos Tingidouro, Cambaíba, Saquarema, Colomins,
concomitantes e intrinsecamente associados: Jacarés, Taí Pequeno (na Barreirinha do
a planície formada de aluviões trazidos pelo Caetá, entrando, juntamente com o Jacarés,
rio Paraíba do Sul da zona cristalina e a pela lagoa de Bananeiras e rio do Colégio no
planície marinha, resultante de movimentos grande reservatório do Mulaco, escoando
oceânicos de transgressão e regressão. Aqui, pela laguna do Açu) testificam esta mudança
o rio Paraíba do Sul cumpre papel crucial e de rota. Nas palavras do autor da teoria,
ganha vida de ator nas palavras do geólogo.
Em fase pretérita, ele desembocava numa Em períodos normais e nas vazantes
grande baía de águas rasas em mar aberto o rio escoava-se por uma só foz.
que confinava com a zona cristalina, talvez Nas cheias, além desta, vários
passando por trás da serra do Sapateiro e pequenos braços dispersavam as
afluindo para o rio Muriaé que, futuramente, águas sobre a planície e, com as
transformar-se-ia em seu afluente. Daí, maiores descargas sólidas nas
pouco a pouco, avançou mar adentro, na vizinhanças do leito, foi-se este
direção sudeste, quiçá por influxo do Muriaé, erguendo progressivamente, com
que tem esta orientação. Lançando desnível crescente sobre o primitivo
sedimentos de um lado e de outro, o rio e baixo delta, de nível próximo ao
construiu seu próprio leito dentro da baía, até do mar (Lamego, 1955, 1974).
atingir o que seria a futura linha de costa,
num ponto situado entre os atuais Cabo de A colmatação da baía de Campos
São Tomé e Barra do Furado, onde processou-se de forma mais intensa do que
desembocaria por um delta do tipo “pé de a da baía da lagoa Feia. Naquela, restou uma
ganso” ou “Mississipi”. Este canal ainda miríade de lagoas e lagunas, ao passo que
existia no século XVIII com o nome de nesta a grande Lagoa Feia permaneceu como
Córrego Grande ou do Cula. Couto Reis dele amostra de uma das duas grandes baías
dá notícia e diz que era navegável em tempos holocênicas construídas pelo leito antigo do
de cheia, pois funcionava como um Paraíba do Sul. Por fim, delineou-se um delta
extravasor secundário do excedente hídrico simples − que Lamego chama “em bico” ou
do Paraíba do Sul. Este primeiro leito dividiu “em cúspide” ou ainda de tipo “Tibre” ou
a grande baía em duas menores: a baía da “Paraíba” − na extremidade do canal
lagoa Feia e a baía de Campos. esquerdo do grande rio, canal que se
Num determinado momento da sua estabilizou primeiramente por ação natural e
história, o leito do Paraíba do Sul muda de depois por ação antrópica. Além destes três

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deltas, Lamego aponta ainda o delta velocidade no contato, depositando
extravasor da lagoa Feia, grande reservatório os sedimentos numa fita paralela à
d’água que ficou aberto até o advento das praia. Qualquer dos dois extremos
restingas. Depois de fechado, a força da água da enseada serve de ponto de apoio
acumulada, notadamente no período das para o início da formação de uma
cheias, sulcou vários canais distributários ao restinga. Um pontal ou uma ilhota
sul do manancial lacustre. A maior parte de rocha, vizinha à costa, pode ter
reuniu-se no antigo leito do rio Iguaçu, hoje a mesma função, visto que a
lagoa do Açu, que desembocava no ponto corrente ao contorná-los, dá com
mais baixo da costa, até a abertura do canal águas mais tranqüilas do outro lado
do Furado, em 1688, pelo capitão José de (Lamego, 1955, 1974).
Barcelos Machado. Diz Lamego que “Com
exceção do Carapebas que se dirige para a A partir da década de 80, a
Barra do Furado, o caminho natural dessa interpretação de Lamego, que se tornou
rede labiríntica era o Rio Açu que também clássica, vem sendo revista por um grupo de
recebe, na margem esquerda, o Rio Novo e geólogos. Gilberto T. M. Dias contesta a
vai buscar uma saída para o mar, num possibilidade de um delta “pé de ganso” em
tortuoso curso entre restingas.”(1955, 1974). mar aberto, face à grande energia oceânica.
Por fim, cabe ressaltar a vedação da Em vez, sustenta que o paleodelta do Paraíba
planície deltaica pelas restingas. Este tipo de do Sul apresentaria configuração semelhante
formação geomorfológica se constitui pela à atual (Dias, 1981).
ação de correntes marinhas conduzindo Recentemente, os geólogos Louis
sedimentos emulsionados que, ao Martin, Kenitiro Suguiu, Jean-Marie Flexor
encontrarem um acidente na costa, perdem e José Maria Landim Dominguez, partindo
velocidade e formam, progressivamente, uma de informações obtidas sobretudo com
faixa de areia perpendicular ao litoral. Pode, métodos químico-radioativos de datação,
também, se formar pelo processo de apresentaram um quadro bastante
transgressão (avanço do mar) e regressão abrangente que teria passado por sete
(recuo do mar), bastante acentuado no estádios (1997). Estádio 1: provavelmente
Pleistoceno e no Holoceno. De acordo com durante o Plioceno, sob a vigência de um
a explicação de Lamego, clima semi-árido sujeito a chuvas esporádicas
e torrenciais, teria ocorrido a sedimentação
Uma corrente costeira secundária da Formação Barreiras; o nível do mar
margina o litoral a pouca distância deveria ser mais baixo do que o atual,
da praia. É ela devida aos ventos permitindo que os sedimentos desta formação
dominantes ou a contracorrentes cobrissem, completamente, parte da
formadas por uma corrente plataforma continental. Estádio 2: o clima
principal ao costear um cabo que passa a ser mais úmido; já no Pleistoceno,
proteja uma enseada. No primeiro deve ter ocorrido uma transgressão, erodindo
caso, deve-se notar que, no litoral a parte externa da Formação Barreiras e
no norte fluminense, as correntes formando uma linha de falésias. Em muitos
modificam a sua direção, porque os locais, essas falésias foram erodidas durante
ventos sopram intermitentemente de a penúltima e a última transgressões. Dizem
NE ou SW sendo os de nordeste os autores que, no trecho estudado, não
predominantes. A corrente existem mais falésias, esquecendo-se da
tangenciando a massa d’água que falésia da praia da Lagoa Doce, que se
a separa da linha costeira perde propõe proteger por uma unidade de proteção

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ambiental, visto ser o único exemplar desta abaixamento do nível relativo do mar,
formação que resistiu, na região norte subseqüente ao último máximo transgressivo,
fluminense, aos intensos processos ensejando a construção de terraços marinhos
geológicos. Estádio 3: na fase regressiva a partir das ilhas-barreiras originais, quando
subseqüente ao máximo da antepenúltima elas existiam, ou diretamente a partir dos
transgressão, o clima parece ter retornado à terraços pleistocênicos, ou ainda, das falésias
semi-aridez pelo menos nos estados da Bahia, esculpidas em sedimentos da Formação
Sergipe e Alagoas. Essa volta às condições Barreiras. Verifica-se gradual transformação
semelhantes às de deposição da Formação das lagunas em lagos de água doce e,
Barreiras levou à sedimentação de novos finalmente, em pântanos. Também registram-
depósitos continentais no sopé de escarpas, se flutuações do nível marinho de pequena
agora mais baixas, esculpidas nos sedimentos amplitude e curta duração após 5.100 anos
dos tabuleiros. No norte-noroeste fluminense, A.P.
não se conhecem evidências dessa fase. É Alertam os autores que os estudos
provável que elas tenham sido erodidas realizados na planície costeira do rio Paraíba
durante a penúltima transgressão, que do Sul por Lamego (1955) e Araújo et al.
também fez desaparecer a antiga linha de (1975) consideraram o clima, as flutuações
falésias. Estádio 4: corresponde ao máximo de descarga fluvial e de carga sedimentar,
da penúltima transgressão (com o nível processos associados à desembocadura
maximum maximorum atingido há cerca de fluvial, energia das ondas, regime das marés,
123.000 anos A.P), quando o mar erodiu total ventos, correntes litorâneas, declividade da
ou parcialmente os depósitos continentais do plataforma tectônica e geometria da bacia
estádio anterior. Os baixos cursos dos vales receptora. Nenhum, porém, considerou o
fluviais foram afogados dando origem a papel desempenhado pelas flutuações do nível
estuários e lagunas. Os sedimentos da do mar.
Formação Barreiras foram novamente Ao nos deter nos estádios 6 e 7,
erodidos, formando-se nova linha de falésias. correspondentes às últimas transgressão e
Estádio 5: durante a regressão subseqüente, regressão marinhas, a nova explicação
foram construídos os terraços arenosos identifica, entre o máximo da última
pleistocênicos formados por cristas praiais transgressão e a situação atual, doze
progradantes. Estádio 6: máximo da última momentos de pequenas transgressões e
transgressão (5.100 anos A.P), quando o mar regressões que não cabe pormenorizar aqui.
deve ter erodido, total ou parcialmente, os Basta dizer que a transgressão marinha sobre
terraços marinhos pleistocênicos, com o os tabuleiros pliocênicos entre Quissamã e
afogamento da Formação Barreiras externa Manguinhos começou anteriormente a 5.100
e das planícies pleistocênicas, formando-se A.P., erodindo, de novo, a parte externa das
sistemas lagunares. A constituição de ilhas- restingas e da Formação Barreiras e criando
barreiras isolou do contato direto com o mar falésias na forma de ilhas-barreiras. Estas
aberto testemunhos de antigos terraços ilhas constituíram um pontilhado próximo da
marinhos ou de antigas falésias esculpidas linha da costa atual. No seu interior, formou-
nos sedimentos da Formação Barreiras. se uma laguna com algumas aberturas para
Surgem lagunas atrás do cordão de ilhas- o mar. Nela, passou a desembocar o rio
barreiras. Essas ilhas já estavam instaladas Paraíba do Sul.
antes do pico máximo da última transgressão. Após o último máximo transgressivo,
Quando um rio desemboca nessas lagunas, cerca de 5.100 A.P, o mar inicia seu descenso,
começam a desenvolver-se deltas permitindo que o rio Paraíba prograde no
intralagunares. Estádio 7: ocorre um novo interior da laguna semi-aberta ou da baía

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semifechada. Ao norte do futuro cabo de São terraço é baixa e, a partir da lagoa de
Tomé, uma concavidade produz a Carapebus, as areias da praia atual, de origem
acumulação de areia impulsionada por ondas holocênica, transgridem sobre as areias
provenientes do sul, iniciando a formação da pleistocênicas. A presença de cristas praiais
restinga setentrional. No interior da laguna, na superfície dos depósitos arenosos
os braços do Paraíba continuam depositando pleistocênicos dá aso a pensar-se que estes
sedimentos trazidos de partes altas e terraços não foram afogados durante a última
avançando sem atingir o oceano aberto, até transgressão, sugerindo para ela um processo
que, antes de 4.200 A.P, quando ocorre um de subsidência após 5.100 A.P., responsável
abaixamento brusco do nível do mar, um dos por sua baixa altitude atual. Entre a foz dos
braços do delta intralagunar do Paraíba do rios Itapemirim e Guaxindiba, os depósitos
Sul chega ao mar aberto, próximo da foz arenosos pleistocênicos atingem um
atual. Este braço passa a funcionar como desenvolvimento notável somente no vale do
barragem para a areia, aumentando a rio Itabapoana.
progradação da restinga norte. A restinga norte, por sua vez,
Daí em diante, uma seqüência de formou-se após a última transgressão, cujo
períodos de transgressão e de regressão, de máximo foi alcançado em 5.100 A.P, sendo,
erosão e de construção acaba por consolidar portanto, uma restinga holocênica bem nova
a desembocadura oceânica do Paraíba do Sul quando comparada com a restinga sul. Os
e da restinga norte, a maior do Estado do Rio autores retomam o delta pé de ganso proposto
de Janeiro. Aos poucos, a laguna interior vai por Lamego e negado por Gilberto Dias. De
sendo colmatada pela progradação do delta fato, este tem razão em contestar aquele
intralagunar, ensejando a formação de quanto a tal tipo de delta, porquanto ele seria
lagunas, como a Salgada, das Ostras, da inviável em mar aberto. Não, contudo, no
Flecha, do Mololô e outras. O braço oceânico interior de uma laguna semi-aberta (Martin,
do Paraíba do Sul atua como um espigão Suguiu, Dominguez e Flexor, 1997).
hidráulico que retém areia na margem sul de
sua foz e, ao que parece, deposita sedimentos
na margem norte. As formações vegetais nativas da
Colmatada a lagoa interior e soldadas região norte-noroeste do Estado do
as ilhas-barreiras, formam-se lagoas e uma Rio de Janeiro
faixa contínua de restinga entre Quissamã e
Manguinhos, posto que com larguras As regiões norte e noroeste do Estado
distintas. A linha da costa, antes mais recuada, do Rio de Janeiro desmembraram-se, nos
aproxima-se da fisionomia que apresenta anos 80, da grande região norte-fluminense
atualmente. Num determinado momento, por ato oficial do Governo estadual e foram
chegou mesmo a ultrapassar a linha atual, consideradas como mesorregiões pelo IBGE.
sobretudo na altura do Cabo de São Tomé, Todavia, para os fins deste estudo, continua-
onde seu recuo originou parcéis até hoje se a mantê-las reunidas com o nome de
encontrados naquele ponto. região norte-noroeste fluminense. Nela, ainda
Constituem-se, assim, duas grandes se encontram, potencial ou efetivamente,
extensões de restinga. A do sul, entre Macaé amostras de florestas ombrófilas densas
e Barra do Furado, data do Pleistoceno. Sua submontanas e montanas, de florestas
constituição deve-se a cristas praiais estacionais semideciduais de terras baixas e
progradantes associadas à regressão que se submontanas, de formações psamófilas
operou após o máximo transgressivo ocorrido costeiras (vegetação de restinga) arbóreas,
há 123.000 anos A.P. A altitude costeira deste arbustivas e herbáceas, de manguezais, de

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florestas higrófilas, de refúgios vegetacionais 6 Refúgios vegetacionais (Campos de
(campos de altitude) e de ecótonos. Ao tempo altitude): Pedra do Desengano e Pico
em que Renato da Silveira Mendes publicou do Frade, na Serra do Mar, à margem
sua pioneira tese de doutorado sobre a direita do rio Paraíba do Sul.
Baixada Fluminense (1950), já existiam pelo
menos quatro classificações da vegetação
nativa no recorte brasileiro. Todavia, o Complexo da planície aluvial
geógrafo agrupa-as em floresta tropical,
campos, vegetação de brejos, mangues e De todos os ecossistemas vegetais
vegetação de restinga. Em seus mapas sobre nativos acima referidos, os mais adulterados
o recuo das matas, todas as formações por uma secular ação antrópica localizam-se
vegetais nativas reúnem-se sob a rubrica na planície aluvial, cuja formação se deve,
florestas. em sua maior parte, aos sedimentos
Da costa para o interior, sucedem-se, depositados pelo rio Paraíba do Sul num
na região norte-noroeste fluminense, as sistema intralagunar, a partir de 5.100 anos
seguintes formações vegetais nativas: antes do presente (Martin, Suguiu,
manguezais (nas embocaduras dos rios Dominguez e Flexor, 1997). De tal forma os
Itabapoana, Guaxindiba, Paraíba do Sul e campos nativos foram explorados e
Macaé e nas lagunas de Guriri, de Buena, de substituídos por espécies vegetais exóticas
Manguinhos, de Grussaí, de Iquipari e do Açu, cultivadas para a agricultura (cana-de-
na ilha da Carapeba − em Campos dos açúcar, principalmente) e para a pecuária
Goitacazes − e na Fazenda São Miguel − em (forrageiras) que nenhum remanescente
Quissamã); vegetação psamófila costeira, restou deles. Hoje, nem sequer se sabe que
florestas ombrófilas de planície fluvial, espécies vegetais herbáceas medravam
florestas estacionais, florestas ombrófilas e nesses campos, tornando-se necessário, para
campos de altitude. Associando-as às grandes conhecê-las, possivelmente um rastreamento
unidades geológicas da região, identificam- paleopalinológico ou arqueopalinológico. Por
se os seguintes grandes conjuntos, consoante outro lado, as florestas higrófilas, outrora
mapa nº 1: ocupando as partes mais altas da planície,
foram reduzidas a fragmentos mínimos. O
1 Manguezais: restingas úmidas ecossistema formado pela vegetação
(alagadas e alagáveis); herbácea nativa foi tão sumariamente
erradicado que nem mesmo, talvez, a
2 Formações psamófilas costeiras: cessação das atividades agropecuárias
restingas secas e semi-secas; praticadas na planície aluvial permita a sua
auto-regeneração. Trata-se, enfim, de um
3 Florestas ombrófilas de planície aluvial; ecossistema extinto, irrecuperável sem a ação
humana de pesquisa refinada e de
4 Florestas estacionais semideciduais: restauração. Já os fragmentos de florestas
Formação Barreiras norte e sul e higrófilas possibilitam um conhecimento
planalto cristalino da margem esquerda razoável de sua composição florística e de
do rio Paraíba do Sul; seus processos ecológicos. Um deles,
inclusive, a Mata do Mergulhão, vem sendo
5 Florestas ombrófilas densas: Planalto estudado por um grupo de cientistas da
Cristalino da Serra do Mar à margem Universidade Estadual do Norte Fluminense
direita do rio Paraíba do Sul; e (Nascimento, Mazurec, Moreno, Assumpção
e Moraes, 1996). Conclui-se,

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lastimavelmente, que investimentos com esquerda do rio Paraíba do Sul revelam
vistas a retornos de curto e médio prazos no composições florísticas nitidamente diferentes.
que concerne à restauração dos ecossistemas Os da margem esquerda, conforme os autores,
nativos da planície aluvial do norte fluminense guardam semelhanças marcantes com as florestas
do Espírito Santo. Com efeito, a fatores
são desaconselhados. Esta planície é, de
topográficos, climáticos e hídricos existentes à
longe, a unidade geológica do norte margem esquerda do rio Paraíba do Sul, onde, no
fluminense que mais mereceu estudos por norte-noroeste fluminense, os rios Pomba, Muriaé
parte das universidades, dos centros de e Itabapoana, sobressaem como os seus mais
pesquisa e de órgãos governamentais ou conspícuos afluentes, devem ser creditadas tais
privados, notadamente no que tange ao solo particularidades da fitofisionomia. Veloso, Rangel
e aos ecossistemas de água doce. Não para Filho e Lima (1991) dizem dela que
fins de conhecimento puramente científico,
mas para melhor dominá-la e colocá-la a O conceito ecológico deste tipo de
serviço da agropecuária e da agroindústria vegetação está condicionado pela
sucro-alcooleira principalmente, graças a seu dupla estacionalidade climática.
prodigioso solo de massapê. A contar da Uma tropical com época de intensas
década de 70, realizaram-se alguns estudos chuvas de verão seguida por
sobre ecossistemas lagunares e, ao que estiagens acentuadas e outra
consta, apenas um sobre as florestas subtropical sem período seco, mas
higrófilas ali existentes (Nascimento, com seca fisiológica provocada pelo
Mazurec, Moreno, Assumpção e Moraes, intenso frio do inverno, com
1996). A única unidade de proteção ambiental temperaturas médias inferiores a
existente nela é a APA do Lagamar, se é que 15 o C. (...) É constituída por
podemos considerar esta lagoa como fanerófitos com gemas foliares
inteiramente situada em seu interior. protegidas da seca por escamas
Mencionem-se, também, as áreas da lagoa (catáfilos e pêlos), tendo folhas
Feia e das margens do rio Paraíba do Sul, adultas esclerófitas ou
incluídas na Reserva da Biosfera da Mata membranáceas deciduais. Em tal
Atlântica como Zonas de Transição e de tipo de vegetação, a porcentagem
Pesquisa Experimental e Recuperação das árvores caducifólias no
(Soffiati, 1996). conjunto florestal e não das espécies
que perdem as folhas
individualmente situa-se entre 20 e
Florestas estacionais 50%. Nas áreas tropicais é
composta por mesofanerófitos que
O segundo conjunto mais revestem em geral solos areníticos
profundamente devastado no norte-noroeste distróficos (...) Esta floresta possui
fluminense é a floresta estacional semidecidual, dominância de gêneros amazônicos
que, como já visto, alastrava-se contínua pela de distribuição brasileira, como
Formação Barreiras e pela zona cristalina baixa, por exemplo: Parapiptadenia,
na margem esquerda do rio Paraíba do Sul, entre Peltophorum, Cariniana, Lecythis,
os rios Itabapoana e Pomba, no Estado do Rio de
Tabebuia, Astronium e outros de
Janeiro. Ultrapassando estes limites, desenvolvia-
se no sul do Espírito Santo e na Zona da Mata
menor importância fisionômica.
mineira. Jorge Pedro Pereira Carauta e Elizabeth
de Souza Ferreira da Rocha (1988) sustentam, No norte-noroeste fluminense,
baseados em larga experiência de campo, que os encontram-se como formações propriamente
remanescentes florestais das margens direita e ditas da floresta estacional semidecidual, as

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de terras baixas e a submontana, com peroba (peroba-de-campos) da
prevalência da primeira, conforme mapa família Bignoniaceae, de dispersão
Reserva da Biosfera da Mata Atlântica- pantropical, mas com ecótipos
Estado do Rio de Janeiro-1994. A floresta exclusivos dos Estados do Espírito
estacional semidecidual reveste ainda, Santo, Rio de Janeiro e Minas
conquanto bastante adulterada, vários pontos Gerais.
do tabuleiro norte, onde se destaca a Mata
do Carvão, o maior fragmento dela no norte- Quanto aos fragmentos de floresta
noroeste fluminense, teoricamente protegida estacional semidecidual encontrados entre os
pela Estação Ecológica Estadual de rios Pomba e Itabapoana, cabe mencionar
Guaxindiba; o maciço de Morro do Coco; as os estudos efetuados por Carauta e Ferreira
imediações de Rosal, no vale do rio da Rocha (1988); Carauta, Széchy, Rizzini,
Itabapoana; e a Serra do Monteverde, afora Almeida, Santos, Rosa, Lima e Brito (1989);
diminutos fragmentos na extremidade um grupo de cientistas da Universidade
noroeste do Estado do Rio de Janeiro que Estadual do Norte Fluminense sobre a mata
merecem proteção por meio de unidade do Carvão (Nascimento e Silva - 1996;
especial, a fim de reagrupá-los numa porção Villela, Aragão, Buffon e Nascimento - 1996;
representativa e funcional. Villela, Buffon, Aragão e Caiaffa - 1996); os
Prosseguem os mesmos autores levantamentos multi e interdisciplinares do
(1991), com relação à floresta estacional Projeto Managé, na bacia do Rio Itabapoana,
semidecidual das terras baixas: conquanto não tenham ainda contemplado as
formações vegetais nativas (1997, 1998); e
É uma formação encontrada as intenções de pesquisa do Consórcio da
freqüentemente revestindo Bacia do Rio Muriaé. Nenhuma unidade de
tabuleiros do Pliopleistoceno do proteção ambiental foi criada neste domínio,
Grupo Barreiras, desde o sul da com exceção das áreas incluídas na Reserva
cidade de Natal até o norte do da Biosfera da Mata Atlântica como Zonas
Estado do Rio de Janeiro, nas Núcleo I e II, de Amortecimento, de
cercanias de Campos bem como até Transição e de Pesquisa Experimental e
as proximidades de Cabo Frio, aí Recuperação.
então já em terreno quaternário (...)
É um tipo florestal caracterizado
pelo gênero Caesalpinia de origem Formações vegetais nativas de restinga
africana, destacando-se pelo
inegável valor histórico a espécie Pode-se considerar as formações
C. echinata, o pau-brasil, e outros vegetais nativas de restinga como o terceiro
gêneros brasileiros como: Lecythis conjunto mais atingido por atividades
que domina no baixo vale do rio humanas. Tanto quanto a planície aluvial, os
Doce, acompanhado por outros ecossistemas de restinga já eram explorados
gêneros da mesma família pelos povos dos sambaquis, pelos goitacás
Lecythidaceae (afro-amazônica) e, a partir do século XVII, pelos europeus e
que bem caracterizam esta floresta seus descendentes. José Augusto Drummond
semidecidual, tais como Cariniana explica que as planícies − e não as montanhas
(jequitibá) e Eschweilera (gonçalo- florestadas, como costumeiramente se pensa,
alves). Para terminar a − foram preferidas quer pelos povos
caracterização desta formação, indígenas quer pelos europeus (1997). No
pode-se citar o táxon Paratecoma norte fluminense, situam-se os dois maiores

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sistemas de restinga do Estado do Rio de se constituir num Parque e APA criados pelo
Janeiro. O do sul, mais antigo, estende-se de governo municipal de Macaé, mas ainda não
Macaé a Quissamã. O do norte, o mais implantados, foi também abrangido pela
dilatado de todos, posto bem recente, vai do Reserva da Biosfera da Mata Atlântica na
Cabo de São Tomé à Praia de Manguinhos. condição de Zonas Núcleo II, de
Por várias razões, entre elas a virulência do Amortecimento e de Transição.
mar, a restinga sul ficou mais protegida dos
golpes humanos que a restinga norte.
O sistema de restinga norte conta Manguezais
com alguns estudos de Araújo, Henriques e
Maciel (1984); de Assumpção (1998); e de Em termos de destruição, seguem-se
Assumpção, Nascimento e Moreno (1996). os manguezais, também alvo de exploração
Existe a intenção de se criar uma APA pelos povos dos sambaquis, pelos goitacás e
municipal em São João da Barra e outra em pelos europeus e seus descendentes.
São Francisco de Itabapoana. Pleiteia-se, Levando-se em conta, entrementes, a sua
aqui, a criação de uma APA acoplada à capacidade de auto-regeneração, pode-se
Estação Ecológica da Mata do Carvão que considerá-los em situação menos crítica que
possa salvaguardar a única falésia e a mais as formações vegetais de restinga. Áreas de
selvagem praia da região, a de Lagoa Doce, preservação permanente em toda sua
além da curiosíssima vegetação nativa que extensão pelo só efeito das Leis Federais nº
medra na interface da praia com o tabuleiro 4.771/65 e nº 6.938/81, bem como da
e o sítio arqueológico da provável Vila da Resolução Conama nº 303/2002, nem por isto
Rainha, o segundo mais antigo núcleo do os manguezais acham-se protegidos
povoamento europeu do Rio de Janeiro. Por efetivamente. Acresça-se que o manguezal
sua vez, o sistema de restinga sul, segundo sito no delta do rio Paraíba do Sul foi tombado
informações de Esteves, é um dos biomas por ato do poder executivo do Estado do Rio
mais bem esquadrinhados do Brasil, com 19 de Janeiro em 9 de dezembro de 1985, medida
artigos em revistas nacionais, 26 artigos em que também não o salvou de ataques
revistas internacionais, 20 dissertações de predatórios. O mesmo poder-se-á dizer dos
mestrado, 14 teses de doutorado, 105 demais manguezais da região norte-
apresentações em congressos e 30 palestras fluminense, com apenas o do rio Paraíba do
(Folha da Manhã, 1998). Para coroar o Sul incluído como Área Núcleo da Reserva
trabalho infatigável do professor Francisco da Biosfera da Mata Atlântica.
de Assis Esteves e de sua equipe, bem como
de outros pesquisadores, o presidente
Fernando Henrique Cardoso assinou decreto Floresta ombrófila
no dia 29 de abril de 1998 criando o Parque
Nacional de Jurubatiba, que envolve uma Em seguida, alinha-se a floresta
área com vegetação nativa de restingas e ombrófila densa, por muito tempo
lagoas costeiras das mais íntegras do Brasil. resguardada dos assaltos humanos, visto
No mais, ecossistemas das duas restingas medrar nas encostas e nos cimos da Serra
do norte fluminense foram integrados à do Mar, locais de difícil acesso no período
Reserva da Biosfera da Mata Atlântica das chuvas, mormente quando não se dispõe
como Zona Núcleo II, Zona de Transição e de tecnologia avançada. Sua destruição só
Zona de Pesquisa Experimental e se intensificou no século XX, com a abertura
Recuperação. Cabe um destaque especial de estradas. Malgrado tudo, ainda hoje as
para o arquipélago de Santana, que, além de partes mais elevadas estão relativamente a

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salvo da exploração florestal e do solo. de Amortecimento e Zona de Transição.
Alexandre Curt Brade e Santos Lima Infelizmente, nunca houve interesse do
efetuaram estudos sobre a floresta ombrófila governo estadual na implantação efetiva do
densa já na década de 30. Bem mais tarde, Parque do Desengano, hoje uma pálida
pesquisadores da Fundação Estadual de reminiscência dos tempos de sua criação, em
Engenharia do Meio Ambiente, como Oliveira, 1970.
Araujo, Vianna e Carauta (1978),
debruçaram-se especialmente sobre a
vegetação contida no âmbito do Parque do Campos de altitude
Desengano, encontrando uma profusão de
espécies vegetais e alertando para o Por fim, os ecossistemas mais bem
desconhecimento que ainda reina sobre elas. protegidos, a bem dizer ainda íntegros, são
Seus autores mencionam espécies raras, a os campos de altitude da Pedra do
exemplo das pertencentes ao gênero Desengano e do Pico do Frade. A altura e a
Magdaleneae, da família dificuldade de acesso respondem pelo seu
Scrophulariaceae, da Bradea brasiliensis, estado. Os campos de altitude da Pedra do
da família Rubiaceae, e da Dorstenia elata, Desengano e do Pico do Frade, embora
da família Moraceae, só conhecida de incluídos na Reserva da Biosfera da Mata
herbários e observada pela primeira vez in Atlântica, o primeiro no âmago de uma Zona
vivu, a 25 de novembro de 1977. Toda a Serra Núcleo I, assim como no interior do Parque
do Mar está contemplada pela Reserva da Estadual do Desengano, e o segundo numa
Biosfera da Mata Atlântica. O Parque do Zona Núcleo II, são mais protegidos pela
Desengano, a maior unidade de proteção topografia acidentada e pelo clima úmido do
ambiental sob responsabilidade do Estado do que pela legislação. A Pedra do Desengano
Rio de Janeiro e já contando 35 anos de mereceu estudos pioneiros de Brade e Santos
existência, foi incluído como Zona Núcleo I. Lima e, na década de 80, de Martinelli (1989).
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