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Este relatório se ocupará do registro sistematizado de todas as atividades


desenvolvidas durante o Estágio Supervisionado I, Coordenado pelo
Professor Oswaldo Gomes Oliveira, na turma IV de Letras.

Para uma melhor organização e apresentação, o dividiremos da seguinte


forma:
1 – Instituição de Ensino onde o estágio foi realizado;
2 – Etapa de Observação;
3 – Aplicação de Projeto Educacional;
4 – Considerações finais;
5 – Anexos.

Com isso acreditamos ser possível apresentar, de forma resumida, todas


as atividades realizadas nessa disciplina, que é tão importante para o
acadêmico do Curso de Letras, uma vez que é no Estágio Supervisionado
que o futuro professor tem contato com a sua atividade-fim, qual seja: o
ato de ensinar; de como ensinar e todas as suas implicações.
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1 INSTITUIÇÃO DE ENSINO ONDE O ESTÁGIO FOI REALIZADO

1.1 – Identificação:
Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Ivete Brustolin.
Endereço: Avenida Paraná, 590 - Quadra 33, Setor 06 (Parque São
Paulo).

1.2 – Proposta Pedagógica:


Crítica Social dos conteúdos.

1.3 – Avaliação:
A avaliação será constante, contínua e cumulativa e terá por
objetivo a verificação da aprendizagem, o aproveitamento e o
desenvolvimento do educando.

1.4 – Recuperação:
Os estudos de recuperação serão oferecidos durante o ano letivo, no
momento em que se manifestar a deficiência do aluno de forma contínua
e processual e será oferecida no final do ano letivo.

1.5 – Justificativa:
Justifica-se a elaboração do Projeto Político-Pedagógico em face de
adequações contemporâneas em educação, visto algumas necessidades
detectadas na rotina escolar e também pelos novos paradigmas
pedagógicos surgidos em decorrência das constantes evoluções sociais,
sabendo-se que a escola encontra-se a serviço da sociedade. Isto posto,
somos de pensamento que uma prática educacional eficaz deverá
proporcionar aos educandos meios para a aquisição de conhecimentos
associados a experiências acumuladas pelas gerações anteriores, quando
então, pela preocupação em ofertar um ensino de qualidade, procura-se
delinear o campo de ação de cada agente educativo, os quais, muito
embora venham a atuar em campos distintos somam esforços para um
resultado que reflita o coletivo. E isto somente é possível pela socialização
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de experiências no cotidiano escolar, sabendo da importância que cada


um tem na organização do sistema como um todo podendo e devendo dar
sua parcela de contribuição na construção de uma educação
verdadeiramente modificadora.
Dessa forma, sabendo-se que a escola está a serviço do aluno para
proporcionar-lhe uma formação básica, preparando-o para os desafios da
vida pessoal e social, concluímos que a prática educacional se orienta,
necessariamente, para alcançar objetivos por meio de uma ação
intencional e sistemática quanto ao desenvolvimento e exercício de uma
cidadania crítico-criativa, pois entendemos que não basta apenas
qualificar o aluno, proporcionando-lhe conhecimentos que o mundo exige,
mas ensiná-lo a aprender e pensar, ressignificando projetos de vida.

1.6 – Histórico da Escola:


Foi criada e denominada Escola Municipal de Ensino Fundamental
Professora Ivete Brustolin, pelo Decreto de Criação nº 1.893/92, localizada
na Av. Paraná, nº 590, quadra 33, Setor VI, Parque São Paulo, Bairro Nova
Vilhena, Município de Vilhena. No aspecto sócio-econômico atende uma
clientela bastante diversificada na modalidade do ensino fundamental (1ª
a 9ª séries), constituindo-se basicamente por filhos de comerciantes,
funcionários públicos e trabalhadores de economia informal. Neste
sentido, atende famílias pobres de baixa renda às famílias de melhor
poder aquisitivo. No aspecto antropológico, consideramos sua clientela de
origem cultural também bastante diversificada, isso levando-se em conta
as raízes de formação étnica. No tocante a moradia dos alunos, também
percebe-se uma diversidade de situações como na sociedade de um modo
geral, desde construções modernas, confortáveis a barracos, moradias de
conjunto populares, predominando, no entanto moradias de padrão médio
e regular.
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2 ETAPA DE OBSERVAÇÃO

2.1 – Observação em sala de aula:


Realizamos observação em sala de aula, conforme se verifica no
Anexo 02, Mapas de Atividade de Estágio (Observação).

2.2 – Observação do espaço físico da escola:


Realizamos também observação do espaço físico da escola conforme
se verifica no Anexo 03, desenho simplificado da estrutura física da
Escola. Quanto a salas, carteiras, móveis, estão muito ruins, já bastante
usadas e sem padronização (umas mais altas que as outras, por exemplo)
parece que foram reaproveitadas. Os quadros-brancos, das quatro salas
em que eu trabalhei, estão bons. A secretaria da escola é pequena, mas
está bem equipada com boas cadeiras, mesas, computadores. A biblioteca
é bem pequena, e por um tempo, funcionou junto com a sala dos
professores. Algumas salas de aulas são bem estreitas (7ª “A”, por
exemplo) e dificulta a disposição dos alunos, fazendo com que os últimos
da sala fiquem muito longe do quadro-branco e da professora. No espaço
comum (uma espécie de hall que é utilizado para palestras, avisos aos
alunos, apresentações, etc.) faltam entradas para ventilação natural, o
que o torna muito abafado.
Ao menos quanto às salas de aulas, há perspectivas de melhoras,
visto que um novo bloco com seis salas está em fase adiantada de
construção.
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3 APLICAÇÃO DE PROJETO EDUCACIONAL

Aplicamos, em conjunto com as acadêmicas Ana Cláudia da Silva,


Arlete Catarina de Lima Cardoso, Leonis Ribeiro Vieira Gamba, Marilúcia
Maria Neves e Vanda Francisca da Silva, também na Escola Municipal de
Ensino Fundamental Professora Ivete Brustolin, o projeto Técnica
dinâmica e criativa de produção de textos relacionados às
variantes linguísticas, diversidades culturais, valores regionais do
Brasil e, principalmente, do estado de Rondônia. Esse projeto foi
aplicado em quatro turmas, duas da 7ª (“A” e “B”) e duas da 8ª (“A” e
“B”).
Em todas as turmas, usamos a seguinte metodologia: na primeira aula,
após as apresentações, expúnhamos no que consistia o projeto, como ele
seria realizado, o porquê da escolha de assunto variedade linguística, o
porquê de trabalhar com a escrita, o porquê de escrever nos livretos e não
em folhas normais e os materiais necessários. Assim, íamos preparando os
alunos para a aula seguinte, quando iniciaríamos a parte prática do
projeto. Essa estratégia funcionou bem e conseguimos a participação de
todos os alunos, até daqueles que não são muito interessados pelas
atividades escolares. Nesse ponto, contamos com a ajuda da professora
Francélia, que utilizou o trabalho como parte da avaliação, mas
precisamente, a participação nas atividades do projeto valeria três pontos
na média bimestral de Língua Portuguesa.
Na segunda aula de cada turma, iniciávamos a parte prática do projeto,
qual seja: uma oficina sobre diversidade cultural, variedade linguística e
valores regionais do Brasil. Para tanto, realizávamos – com algumas
variações de uma turma para outra – as ações abaixo discriminadas:
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• Preparação da sala: disposição dos alunos em círculo, deixando o


meio da sala de aula livre;
• Levantamento da naturalidade dos alunos e seus pais, para mostrar
a diversidade e mistura de culturas que existe em nosso país;
• Levantamento do conhecimento prévio dos alunos referente a
palavras que eram faladas de forma diferente por algum parente,
conhecido, amigo. Como exemplo, citávamos: galfo, malmita,
bassoura, veve (em vez de vive). Visando, com isso, à preparação
para o trabalho com variedade linguística.
• Execução da música “Forró dos Estados”, que fala de todos os
estados brasileiros, como exemplo de manifestação cultural (em
algumas salas os alunos dançaram, após incentivos do professores
estagiários);
• Execução da música “Vermelho” como exemplo música típica de
uma região (Amazônica) para ver se algum dos alunos conheciam;
• Execução da música “Brasil”, como exemplo de música que fala de
todo o país;
• Após a execução das músicas, nós explicávamos sobre as diferenças
culturais e seus valores, tendo como exemplo as três músicas
apresentadas;
• Leitura de algumas lendas: dos Bois Garantido e Caprichoso, do
Boitatá, da origem da mandioca (indígena);
• Divisão da sala em 5 grupos, feita por meio de uma dinâmica, muito
divertida que ajudou os alunos se descontraírem e participarem das
atividades;
• Distribuição dos materiais: cartolina, cola, tesoura, revistas, imagens
representativas de culturas, povos, raças, etc.
Ao final dessas oficinas, nós pedíamos para os alunos escreverem dois
textos: o primeiro, um relatório da oficina, sua participação, críticas,
elogios e sugestões; o segundo, texto sobre cultura, diversidade cultural
ou sobre qualquer das manifestações culturais vistas durante a oficina.
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Da terceira aula em diante, tratávamos da escrita e produção dos


livretos artesanais, produzindo e ensinando aos alunos a técnica de
produção.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Após desenvolver todas essas atividades, ter esse primeiro contato


com a escola sem ser na condição de aluno, sentimos o quão importante é
o papel do professor, pois é ele que irá ajudar o aluno – se exercer com
eficiência o seu mister – a formar seu senso crítico, a buscar os meios para
o seu crescimento pessoal, que, invariavelmente, reflete no crescimento
profissional.
Por outro lado, percebemos que a tarefa do professor pode ser muito
gratificante, pois, em que pese ser muito trabalhosa e pouco valorizada
em nosso país, os resultados pretendidos, quando são alcançados, como é
o nosso caso, compensa todo o esforço e responsabilidade assumidos pelo
professor.
É essa a percepção que temos, ao ler os livretos, e ver alguma menção
elogiosa aluno ao trabalho desenvolvido, ou ouvir elogios de funcionários
da escola: professores, supervisora, diretora.
Nesse sentido, podemos dizer que as atividades do Estágio
Supervisionado I, foram realizadas com êxito, diremos até mesmo que
superaram as nossas expectativas, pois que, inicialmente, nos daríamos
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por satisfeitos em conseguir “cumprir” a carga horária, acabamos por


participar ativamente de um projeto com grandes proporções, como se viu
na confraternização de encerramento no dia 17/06/10.

5 ANEXOS

5.1 – Atestados de Frequência Mensal.

5.2 – Mapas de Atividade de Estágio (Observação).

5.3 – Desenho simplificado da estrutura física da escola.

5.4 – Listas de Frequência dos alunos participantes do


projeto.

5.5 – Fotos diversas da aplicação e encerramento do projeto.