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UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL

CAMPUS: LARANJEIRAS DO SUL

CURSO: LEDOC

INTRODUÇÃO À PEDAGOGIA

PROFESSOR: GRACIALINO DA SILVA DIAS

ACADÊMICO: INDIAMARA DIAS OLIVEIRA

TEMA: texto-resumo sobre o que é a


Pedagogia Histórico-crítica, e
texto-resumo sobre o que é
Pedagogia Libertadora.

LARANJEIRAS DO SUL-PR, 24 de junho de 2019.


Pedagogia Histórico-crítica

Na pedagogia histórico-crítica, a educação é abordada como transformadora


do indivíduo e a partir daí, construtora e influenciadora na história de uma
sociedade, tendo a partir da prática social a vivência entre professor e aluno, os
quais se aprofundam na compreensão e busca por soluções dos problemas
encontrados na prática social, dispondo de instrumentos teóricos e práticos que
viabilizem este método.
Quanto a Pedagogia Histórico-Crítica, é chamada por Saviani de Histórico
pelo fato de que a educação interfere na construção da sociedade. E Crítica porque
tem consciência da determinação exercida pela sociedade sobre a educação.
Esta pedagogia tem como objetivo apontar as características e
condicionantes histórico sociais da educação, resgatando o importante papel da
escola na reorganização do processo educativo enfatizando o saber sistematizado.
Tendo em seu método de ensino o estímulo do professor para o diálogo com os
alunos, levando em consideração a cultura histórica, os interesses dos alunos e os
ritmos de aprendizagem, mas sempre atento a uma sistematização de ensino para
uma melhor assimilação do conteúdo.
A Pedagogia Histórico-Crítica é embasada no Materialismo
Histórico-Dialético de Marx, o qual tem seus fundamentos na interpretação da
realidade, no entendimento sobre o mundo, na prática associada a teoria, na
organização do homem em sociedade, e a construção de sua própria história, tendo
como princípio básico a contradição, tese, antítese e síncrese.
Outra teoria que embasa esta pedagogia é a Teoria Histórico- Cultural de
Vigotski, na qual o homem é visto como um ser histórico, moldado a partir do seu
crescimento e vivência do cotidiano, se diferenciando dos outros seres por sua
característica transformadora, por meio de suas ferramentas criadas e
desenvolvidas ao longo do tempo.
Nessa teoria, o conhecimento é gerado pela existência dos homens, a partir
do trabalho humano durante o processo de transformação do mundo e da
sociedade, ou seja, a partir da base material, da vivência com as organizações e
transformações do ambiente.
De acordo com Gasparin (2014), a didática da Pedagogia Histórico-Critica é formada
por cinco passos, os quais exigem do educador um novo modo de pensar os temas
abordados, objetivando um equilíbrio entre teoria e prática. A seguir os cinco passos
descritos por Gasparin (2014):
1º passo, Prática Social Inicial: verifica o nível de desenvolvimento atual do
educando, no conhecimento prévio do professor e dos educandos. verifica o que o
professor e alunos já sabem sobre o conteúdo.
2º passo, Problematização: busca a explicação dos principais problemas postos pela
prática social, relacionados ao conteúdo que será tratado.
3º passo, Instrumentalização: Essa se expressa na dedicação do professor e dos
educandos para se obter a aprendizagem.
4º passo, Catarse: é a elaboração de uma nova forma, de um novo meio para
entender a teoria e a prática social.
5º passo, Prática social final - novo nível de desenvolvimento atual do educando,
consiste em assumir uma nova proposta de ação a partir do que foi aprendido.

Referências:

GASPARIN, João Luiz; PETENUCCI, Maria Cristina. Pedagogia histórico crítica: da teoria à
prática no contexto escolar. ​Acesso em​, v. 2, n. 02, 2014.
ZUCK, Débora Villetti. DIDÁTICA CRÍTICA: CONTRIBUIÇÕES PARA A FORMAÇÃO
DOCENTE.
Pedagogia Libertadora

A pedagogia libertadora teve seu início com o movimento da educação


popular, no final dos anos 50 e início dos anos 60, sendo interrompida pelo golpe
militar de 1964, e retomando o seu desenvolvimento no final dos anos 70 e início
dos anos 80.
A pedagogia Libertadora é baseada na “pedagogia do oprimido” de Paulo
Freire, a qual tem como proposta uma educação crítica levando em conta as
transformações que ocorrem na sociedade em todos os contextos (político, social,
econômico, entre outros) para que sejam superadas as desigualdades existentes na
sociedade.
Também acredita que o processo de aprendizado deve passar pelo próprio
homem, pois, ele é o próprio agente histórico da libertação. O processo de
aprendizagem é abordado em cima de discussões de temas sociais e políticos e em
ações sobre a realidade vivida na sociedade, analisando os problemas, os fatores
determinantes buscando-se uma alternativa para que se possa transformar a
realidade social e política.
Muitas das idéias sugeridas por esta pedagogia, viraram referências para
reflexão e crítica das práticas pedagógicas desenvolvidas pela educação formal,
entendendo que a educação tem um papel de relevante importância na
transformação da sociedade, iniciando já nas relações sociais estabelecidas em seu
campo.
A partir destas idéias, a relação professor-aluno passa a ter um novo
significado, ou seja, a educação passa a ser uma atividade na qual professores e
alunos apreendem e extraem o conteúdo da aprendizagem, atingindo um nível de
consciência dessa mesma realidade, atuando no objetivo de transformação social.
Tendo como princípio o fato de que a educação exercida é um ato político, no
qual há a construção do conhecimento e de formação de outra sociedade, que seja
mais ética, justa, humana e mais solidária, se transformando em um instrumento em
favor das classes oprimidas, luta pela liberdade e igualdade.
Concluindo, é fundamental entender que o aluno, é tido como o agente
principal do processo de aprendizagem, sem desconsiderar o educador que também
deve aprender a ser sempre aluno, pois estes ensinam e aprendem um com o outro
nos espaços de construção do conhecimento.

Referências:

MENEZES, Ebenezer Takuno de; SANTOS, Thais Helena dos. Verbete pedagogia libertadora.
Dicionário Interativo da Educação Brasileira -​ ​Educabrasil​. São Paulo: Midiamix, 2001.
Disponível em: <​https://www.educabrasil.com.br/pedagogia-libertadora/​>. Acesso em: 24 de jun.
2019.