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Título do sermão: Quais as marcas do verdadeiro cristão?

Introdução/Necessidade:

 Precisamos entender que dentro da igreja sempre haverá os que são de Cristo e os
que não são. Mas, conforme Jesus disse: “pelo fruto se conhece a árvore” –
Mateus 12.33.

 É possível, até provável, que muitos que pensam ser cristãos, na verdade, não são.
Jesus fala em Mateus 7:21-23: “Nem todo o que diz ‘Senhor, Senhor’, entrará no
reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus.
Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: ‘Senhor, Senhor! Porventura, não temos
nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu
nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente:’ nunca vos
conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade’”

 Por esta razão que 2º Pedro 1.10-11 afirma: “Por isso, irmãos, procurai com
diligência cada vez maior, confirmar a vossa eleição; porquanto, procedendo
assim, não tropeçareis em tempo algum. Pois desta maneira é que vos será
amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus
Cristo”.

 É importante sabermos quais são as características dos verdadeiros e dos falsos


cristãos e, diante disto, fazermos uma autoavaliação.

Objetivo: Chamar ao arrependimento os falsos e incentivar à perseverança os


verdadeiros.
1) O verdadeiro cristão:

A. É grato pelo que Cristo fez em sua vida (v.1-3).

Explicação: Os verso de 1 a 3 dizem: “Seis dias antes da Páscoa, foi Jesus para
Betânia, onde estava Lázaro, a quem ele ressuscitara dentre os mortos. Deram-lhe, pois,
uma ceia; Marta servia, sendo Lázaro um dos que estavam com ele à mesa. Então,
Maria, tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, mui precioso, ungiu os pés de Jesus
e os enxugou com os seus cabelos”

Maria estava transbordando de alegria pela ressurreição de Lázaro. Como


expressão de gratidão, ela traz uma oferta de amor à Cristo. A conjunção conclusiva
“então” mostra isto. É porque seu irmão Lázaro foi ressuscitado por Jesus que ela traz
uma oferta de amor ao Senhor. Ela age em profunda gratidão.

Um detalhe importante: A ressurreição de Lázaro foi a causa final para os líderes


decidirem matar Jesus. Mesmo sabendo disto, Jesus ressuscita a Lázaro. Ele salva Lázaro
da morte mas, com isto, se torna um condenado à morte. Essa é uma poderosa ilustração
da sua obra por nós. É porque Ele morreu que nós podemos viver. A maior ação de Cristo
por nossas vidas foi sua morte em nosso lugar.

Correlação: 1 Pedro 3.18 diz: “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos
pecados, o justo pelos injustos para conduzir-nos a Deus”.

Isaías 53.5: “Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas
nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele e pelas suas pisaduras
fomos sarados”

Aplicação: Por meio da sua morte temos a vida. Temos consciência do que Cristo
fez por nós? Somos gratos pela sua cruz ? Um cristão verdadeiro é grato pelo Cristo fez
em sua vida.
B. Dá o seu melhor para Cristo (v.3).
“tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, mui precioso”

Maria traz “uma libra de bálsamo puro, mui precioso”. Tratava-se de uma
especiaria muito cara. Valia mais do que um ano inteiro de trabalho. Ela, cheia de
gratidão, dedica isso a Cristo. Provavelmente, Maria era uma mulher rica. Contudo,
apesar de ser rica, ela não amava seus riquezas mais do que a Cristo.

Como temos tratado nossas riquezas? Como temos tratado os nossos recursos
financeiros, emocionais e físicos? Maria não hesitou em dar um ano de trabalho a Cristo.
Temos ao menos dado 10 por cento de nossas rendas? Temos nos importado em nos
sacrificar por Cristo?

Porque Deus rejeitou a oferta de Caim, mas aceitou a de Abel? Veja o que a
Palavra diz: “Aconteceu que, no fim de uns tempos, trouxe Caim do fruto da terra uma
oferta ao Senhor. Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura
deste. Agradou-se o Senhor de Abel e da sua oferta; ao passo que de Caim e sua oferta
não se agradou”.

O que houve? Caim trouxe um pouco do que tinha. Mas Abel deu o melhor daquilo
que tinha para o Senhor. Um cristão verdadeiro dá o seu melhor para Cristo.

C. Reconhece sua pequenez e a grandeza de Cristo (v.3).


“ungiu os pés de Jesus”

O texto afirma que ela ungiu os pés de Cristo com nardo puro. Nas ruas de barro
da palestina, a parte mais suja do corpo era o pé. E limpar o pé era trabalho do escravo da
família. Ele limpava os pés de seu dono com água. Maria, apesar de rica e com status
social, se considera uma serva, uma escrava de Cristo. Lava os seus pés demonstrando
profunda humildade, reconhecendo sua pequenez. Mas não somente lava os pés de Cristo,
como também lava com nardo! Um óleo caríssimo! Com isso, ela reconhece a suprema
grandeza de Cristo.

Algo sublime deve ser notado. Em João 13.5, Jesus lava os pés dos apóstolos e os
ensina o valor da humildade. Ao fazer isto antes deste ensinamento, Maria mostra que, o
que os apóstolos ainda precisam aprender ela já sabia: a humildade é fundamental.
Tiago 4.10 diz: “Humilhai-vos na presença do Senhor”. Jó 22.29 testifica: “Deus
salvará o humilde!”. Provérbios 29.23: “A soberba do homem o abaterá, mas o humilde
de espírito obterá honra”.

Temos nos humilhado aos pés de Cristo ou temos sido arrogantes ? Nossas orações
são cheias de quebrantamento ou são palavras ríspidas dirigidas a Deus sem nenhum amor
ou reverência? O exemplo de Maria deve nos inspirar, pois um cristão verdadeiro
reconhece sua pequenez e reconhece a grandeza de Cristo.

Mas, posto isto, quais são as marcas dos falsos cristãos ?

2) O falso cristão:

A. Ignora os feitos de Cristo em sua vida (v.4).

“Mas Judas Iscariotes, que estava para traí-lo, disse: (...)”

Apesar de todo o poder de Cristo que se manifestou bem diante de seus olhos,
Judas estava para trair Cristo. Ele acabara de ver um morto ressuscitar e ainda assim não
servia sinceramente ao Senhor. Ele recebeu poder de Cristo para fazer proezas, mas ainda
assim não creu.

Quem ignora os feitos de Cristo, não considera a cruz, a ressurreição e assunção


de Cristo algo pelo qual deva ser infinitamente grato está no caminho de Judas. A
mensagem da cruz ainda lhe arranca lágrimas? Estamos levando em conta a grandiosa
obra do Salvador? Hebreus 6.4-6 traz uma verdade assombrosa:

“É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, e provaram o
dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra
de Deus, e os poderes do mundo vindouro, e caíram, sim, é impossível renová-los para
arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus,
e expondo-o a ignomínia.”

Oh, se esse for nosso caso, que Deus tenha piedade de nós e abra nossos olhos.
Não há beleza maior do que a glória de Cristo. Quem a ignora perde o sentido da vida.
Um falso cristão ignora os feitos de Cristo.
B. É hipócrita (v.6).

“Isto disse ele, não porque tivesse cuidado dos pobres, mas porque era ladrão, e
tendo a bolsa, tirava o que nela se achava”

Judas reclamou da atitude de Maria dizendo que aquele dinheiro podia ser
investido nos pobres. Na verdade, diz João, ele não se importava como os pobres. Ele era
ladrão e queria aquele valor para si. Mas diante dos outros, se mostra um homem caridoso,
bondoso e íntegro.

Não há nada de errado em ajudar os pobres. No entanto, quando forjamos uma


imagem nossa que não condiga com a verdadeira, estamos no caminho de Judas, no
caminho da falsidade e perdição. O Senhor abomina a santidade falsa.

Ananias e Safira mentiram sobre o valor do terreno que venderam para parecerem
mais santos. Foram hipócritas. É melhor admitir o pecado e pedir ajuda do que fingir a
santidade. Um falso cristão é hipócrita.

C. Ama mais as riquezas do que Cristo. v.5

“Porque não se vendeu este perfume por trezentos denários e não se deu aos pobres?”

Judas protesta que Maria “desperdiça” 300 denários que poderiam ser dados aos
pobres, mas vende Cristo por 30 moedas – o preço de um escravo. Ele era ambicioso e
ganancioso. Cristo não era o centro de sua vida. Seu deus era o dinheiro. Para ele, o
dinheiro não era um meio para servir a Cristo, mas era a própria finalidade de servir a
Cristo.

Precisamos ter cuidado com as riquezas. Assim como Moisés “considerou o opróbrio
de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito” – Hebreus 11.26, precisamos
considerar Cristo nossa maior riqueza, nosso tesouro.

1 Timóteo 6.9-10 diz: “Os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em
muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam o homem na ruína e
perdição. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça,
se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores”
E no verso 17 se conclui dizendo: “Exorta aos ricos do presente século que não sejam
orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus,
que tudo nos proporciona para nosso aprazimento”.

Nunca procure Cristo para ter riquezas, mas use suas riquezas para servir a Cristo.
São os falsos cristãos que amam mais as riquezas do que Cristo.

Conclusão e aplicação

Os cristãos verdadeiros: são gratos pelo que Cristo fez em suas vidas; dão o seu
melhor a Cristo; São espiritualmente humildes.

Os cristãos falsos: ignoram os feitos de Cristo em suas vidas; são hipócritas e


amam mais as riquezas do o Cristo vivo.

Diante disto, precisamos nos perguntar com sinceridade: Em que grupo estamos?
Hoje, me pareço mais com Maria ou com Judas ?

Se fossemos resumir este sermão em uma frase, seria esta: O verdadeiro cristão
vive para adorar a Deus. E, no presente texto, a ênfase é: o verdadeiro cristão adora a
Deus com tudo o que tem, inclusive suas finanças.

Maria oferta algo caríssimo ao Senhor. Judas rouba o dinheiro do grupo


apostólico. Eles tratam o dinheiro de maneiras diferentes. Enquanto Maria possui
dinheiro, Judas é possuído pelo dinheiro.

Deixe-me afirmar categoricamente algo: a maneira como gastamos nosso


dinheiro mostra as nossas prioridades.

Quem não serve a Deus com seu dinheiro provavelmente não serve a Deus em
nada.

Esse texto nos desafia a repensarmos a maneira que usamos nosso dinheiro.

Que nossos bens sejam usados para a glória de Deus.

É assim que um cristão verdadeiro age. Amém.