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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO
Professora: Dra. Solyane Silveira Lima
Disciplina: História e Educação
Discente: Lucas Gesteira Ramos da Silva Data: 05 de Setembro de 2019

Referência bibliográfica: FONSECA, Thais Livia de Lima e. História da Educação e História


Cultural. In: FONSECA, Thais Livia de Lima e., VEIGA, Cynthia Geive. História e Historiografia
da Educação no Brasil. 1 ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2008, p. 49-76

Objeto de pesquisa: a relação entre a História da Educação e a História Cultural. (p. 56)

Objetivo: Iniciar a procura pelas diferentes leituras acerca da configuração da História Cultural no
conjunto da historiografia contemporânea e permitir a reflexão sobre o lugar da História da
Educação e de suas relações com as diversas possibilidades dessa abordagem. (p. 53)


Hipóteses: a relação entre a História da Educação e a História Cultural é marcada pela interseção
entre dois campos historiográficos ou pela influência dos pressupostos de uma na prática
investigativa e na problematização dos objetos da outra. (p. 57)


Metodologia: Pesquisa exclusivamente bibliográfica. Exposição de questões pertinentes à natureza
dos estudos em História Cultural e em História da Educação; Análise das possíveis implicações de
uma na outra; Síntese.

Fontes: Pesquisas de outros historiadores na área de História Cultural e História da Educação.

Principais conceitos utilizados pela autora:

Imaginário, segundo Baczko: sistema de representações da ordem social, dos atores sociais e das
relações recíprocas (hierarquia, dominação, obediência, conflito, etc.) bem como das instituições
sociais, em particular as que dizem respeito ao exercício de poder. (p. 63-64)

Circularidade Cultural: interações entre culturas numa sociedade. (p. 65)




Passeurs culturels: elementos - pessoas, objetos - que atuam como mediadores entre tempos e
espaços diversos, contribuindo na elaboração e na circulação de representações e do imaginário.

Principais conclusões da autora: A história cultural, plural em suas possibilidades de


investigação, muito tem contribuído para o avanço da historiografia, conforme foi bastante
enfatizado neste texto. Seus percursos e dilemas, desde o tempo em que se pretendia fazer a história
das mentalidades, abriram caminho para a reflexão acerca do fazer do historiador, diante das
novidades temáticas e metodológicas que se apresentaram. Como vimos, muitos campos da
historiografia têm se aproveitado do debate para repensar seus problemas e reorientar seus
interesses, o que também tem ocorrido com a História da Educação. Entendê-la mais próxima de
outros campos da investigação histórica é uma nccessidade em vista do seu próprio processo de
constituição, que a agastou do conjunto da historiografia, como se fosse um fazer à parte. Hoje,
mais do que nunca, percebe-se o esforço para a promoção dessa promoção e considero que seja um
procedimento amadurecido o constatar que sua especificidade é limitada, que ela não possui
autonomamente seus pressupostos teórico-metodológicos e que, à parte a especificidade do seu
objeto - que não lhe é, no entanto, exclusivo -, obedece às tendências gerais da historiografia quanto
aos procedimentos da investigação, ao trato com as fontes, à análise e à interpretação. (p. 76-77)

Comentário pessoal: Gostei do texto, mas senti falta que a autora detalhasse mais alguns conceitos,
como por exemplo o de representação e o de circularidade cultural, que em determinado momento
ela afirma serem centrais para a História Cultural, mas ela não traz efetivamente. A sensação é que
ela fala pressupondo que os leitores já soubessem seu significado, o que é na minha visão uma
falha. Fora isso, o texto é bem escrito e constitui interessantes análises a respeito de um assunto
interessante e que de fato merece ser estudado.

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