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FBT – 0532 Tecnologia Químico-Farmacêutica


BALANÇO MATERIAL
Prof. Mauri Palma
Prof. Wilson Miguel Salvagnini

INTRODUÇÃO
A indústria química e, analogamente, a indústria químico-farmacêutica,
normalmente consiste de um sistema complexo de operações, movimentação de materiais,
insumos e pessoas.

Figura 1 – Fotografia aérea de uma indústria química típica.

Apesar desta complexidade uma fábrica é uma empresa e como tal deve:
- atender o mercado
- gerar lucros
- ter ação social
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Muitas vezes a fábrica gera prejuízos em vez de lucros e dá prejuízos quando não
está bem administrada.
Bem administrada não quer dizer somente controle sobre as finanças, mas é,
também, saber onde estão os problemas:

- técnicos
- legais e fiscais
- gerenciais
- ambientais
- trabalhistas, etc.
e resolve-los.
A quem cabe resolver os problemas citados?

CORPO TÉCNICO DA EMPRESA

Na indústria química uma das ferramentas mais poderosas para se ter controle do
que acontece é o BALANÇO (MATERIAL, ENERGÉTICO E FINANCEIRO).

A idéia é exatamente a mesma do balanço que fazemos nas nossas contas no fim do
mês: quanto recebi, quanto gastei e onde gastei. Na Indústria Química, no que concerne à
parte técnica fazem-se balanços de massa e energia tanto de toda a unidade como de setores
da fábrica e muitas vezes de equipamentos individuais.

BALANÇO GLOBAL

Por exemplo, a nossa contabilidade no fim do mês:

 receitas em R$ -  gastos em R$ = Variação em R$

Se a variação é positiva tem–se o saldo, é possível fazer uma poupança.


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Se a variação é negativa, tem-se que lançar mão das reservas ou fazer dívida.
Se a variação é negativa devo ver onde estou gastando muito dinheiro. Comida, taxas,
serviços, noitadas etc. Sabendo onde está o rombo posso procurar resolve-lo.

Nas indústrias a figura é a mesma, só que, para fazer este balanço é preciso ter
algum conhecimento técnico para entender o que acontece.

A Indústria Química usa muito o balanço material (historicamente podemos lembrar


que Lavoisier foi o primeiro a aplicar o balanço na Química).

DEFINIÇÕES

Acúmulo: aumento ou diminuição da massa do sistema (em massa ou moles).


Acúmulo negativo: diminuição da massa no sistema
Balanço material: equação do balanço de massa ou da conservação da massa
Balanço por componente: balanço material de uma substância química no sistema
Condição inicial: a quantidade de massa no processo no início do processo
Condição final: a quantidade de massa no processo no final do processo
Conservação da massa: a massa nunca é criada e nem destruída (Princípio de Lavoisier)
Consumo: a diminuição da massa de um componente em um sistema devido a uma reação
química
Entrada: massa que entra em um sistema
Geração: o surgimento de um componente em um sistema devido a uma reação química
Processo batelada: um processo no qual a massa não é adicionada nem removida do
processo durante a sua operação.
Processo semi-batelada: um processo no qual há entrada de massa, mas o produto não é
removido durante o a operação
Regime permanente: operação de um processo no qual todas as condições (por ex.,
temperatura, pressão, quantidade de massa, vazões, etc) são mantidas constantes com o
tempo
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Regime transiente: operação de um processo no qual uma ou mais das condições (por ex.,
temperatura, pressão, quantidade de massa, vazões, etc) variam com o tempo
Saída: massa que deixa o sistema
Sistema: parte do processo global considerada para a análise. É uma região limitada do
espaço por uma superfície fictícia ou física
Superfície do sistema: superfície fechada que contém a parte do processo a ser analisada
Sistema aberto: aquele no qual massa atravessa a sua superfície
Sistema fechado: aquele no qual massa não atravessa a sua superfície
Vazão: quantidade de material que atravessa a superfície do sistema por unidade de tempo
(por ex., kg/h, moles/h, L/min, etc)
Volume de controle: região do espaço no qual faremos o balanço de massa

EXEMPLOS DE SISTEMAS

Figura 02 – Sistema fechado (1 componente) – Tanque com água.


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Figura 03 – Sistema aberto em regime permanente (1 componente) – Tanque com


entrada e saída.

Figura 04 – Sistema aberto em regime transiente com acúmulo positivo (t = 0 min, 1


componente) – Vazão de saída menor que a vazão de entrada.
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Figura 05 – Sistema aberto em regime transiente com acúmulo positivo (t = 50 min, 1


componente) – Vazão de saída menor que a vazão de entrada.

Figura 06 – Sistema aberto em regime transiente com acúmulo negativo (t = 0 min, 1


componente) – Vazão de saída maior que a vazão de entrada.
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Figura 07 – Sistema aberto em regime transiente com acúmulo negativo (t = 50 min, 1


componente) – Vazão de saída maior que a vazão de entrada.

Figura 08 – Sistema aberto em regime transiente (2 componentes)


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A concentração de açúcar no tanque cresce com o tempo. Para um tempo


longo as composições de entrada, no tanque e na saída serão iguais.

Figura 09 – Câmara de combustão (Regime permanente).

Figura 10 – Balanço mássico de nitrogênio na biosfera (milhões de tons)


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BALANÇO MATERIAL

O balanço material é uma contabilidade de fluxos de entrada e de saída e das


alterações no interior do sistema. A expressão mais geral de um balanço material aplicável
a processos com ou sem reação química pode ser colocada na seguinte forma:

Figura 11 – Expressão geral para o balanço material

O Balanço Material pode ser aplicado a sistemas de um ou mais componentes, com


ou sem reação química e em regime permanente ou transiente.
Algumas simplificações da eq.(1) são mostradas a seguir.

A) REGIME PERMANENTE

O termo de acúmulo é nulo.

ENTRA - SAI + PRODUÇÃO – CONSUMO = 0


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Se não houver reações químicas:

ENTRA - SAI = 0

Exemplos: Tanques agitados nos quais as vazões de entrada e de saída são iguais (Figuras
03, 09 e 10).

B) REGIME TRANSIENTE

O termo de acúmulo é diferente de zero.

ENTRA - SAI + PRODUÇÃO -CONSUMO = ACÚMULO

Se não houver reações químicas:

ENTRA - SAI = ACÚMULO

Exemplos: Tanques agitados nos quais as vazões de entrada e de saída são diferentes
(Figuras 04 a 07), composições de entrada e saída são diferentes (Figura 08) e
os casos esquematizados a seguir.

Figura 12 – Processos em regime transiente


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EXEMPLOS NUMÉRICOS

(1) Aumento da concentração de NaOH de um fluxo diluído através da mistura


com um fluxo de NaOH concentrado

Figura 13 – Mistura de uma corrente de NaOH diluído com uma corrente de NaOH
concentrado
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(2) Concentração de células com uma centrífuga

Figura 14 – Concentração de células com uma centrífuga


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ONDE SE APLICAM OS BALANÇOS MATERIAIS?

O balanço se aplica na região mais conveniente, a qual tem o maior interesse. Isso é
um pouco arbitrário, depende da experiência e é chamado de VOLUME DE CONTROLE
(VC).

Figura 15 – Exemplos de volume de controle

ETAPAS DE UM BALANÇO MATERIAL


1) Visualizar o processo considerado.
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2) Esquematizar o processo segundo um fluxograma simplificado indicando todas as


correntes que intervém no processo bem como as suas composições.

Exemplos

SECAGEM

EXTRAÇÃO LÍQUIDO-LÍQUIDO

OBS.: O soluto “A” é mais solúvel no solvente do que na água.

LIXIVIAÇÃO
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OBS.: A solução de óleo em hexano pode ser separada por destilação simples ou
destilação a vácuo.
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REATOR BATELADA MULTIPROPÓSITO

ESQUEMATIZAÇÃO DE UM PROCESSO GENÉRICO

3) Estabelecer um sistema de equações relacionando vazões de todas as correntes de


entrada e saída e concentrações de todas as espécies químicas presentes. O número
de incógnitas deve ser igual ao número de equações.
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As equações são obtidas através de Balanços Materiais Globais (BMG) e Parciais


(BMP).
Os BMGs correspondem à contabilidade das correntes de entrada e de saída.
Os BMPs correspondem à contabilidade das espécies químicas.

TIPOS DE BALANÇOS
A) Em massa

Balanço de massa global sem reação química

WE - WS = dM/dt (2)

Balanço de massa parcial sem reação química

WE.xiE - WS.xiS = dMi/dt = d(xiS.M)/dt

Portanto: WE.xiE - WS.xiS = M.d(xiS)/dt + xiS.d(M)/dt (3)

B) Em mols

Balanço de massa global com reação química

ŴE - ŴS = dN/dt + Ri (4)

Balanço de massa parcial com reação química


ŴE.yiE - ŴS. yiS = dNi/dt + Ri (5)

Onde: i = componente i
E = entrada
S = saída
W = vazão mássica total (kg/min, ton/dia, etc)
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Ŵ = vazão molar total (gmol/min, kgmol/dia, etc)


M = massa total dentro do sistema (kg, ton, etc)
N = número total de moles dentro do sistema (gmol, kgmol, etc)
R = velocidade de consumo por reação química (gmol/min, kgmol/dia, etc)
xi = fração mássica do componente i
yi = fração molar do componente i

BALANÇO MATERIAL EM UM REATOR DE BATELADA

Aplicando a expressão do balanço de massa, eq.(1) e eq.(5):

(1)
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(5)
Para o componente A:

dN A
 RA
dt
R A  (rA )V Onde:
rA = velocidade da reação (mol/L.s)
V = volume do reator (constante)
CA = concentração molar (mol/L)

d (VC A )
 (  rAV )
dt

dC A
V   (  rAV )
dt
dC A
   rA
dt
CA
dC A t
   rA  0 dt
CA0

O BM em termos de concentração molar para o reator batelada é dado pela eq.(6):

CA
dC A
t 
CA0
 rA
(6)
20

Definindo a conversão do componente A:

N A0  N A C A0V  C AV C A0  C A
XA    (7)
N A0 C A0V C A0

dX A dC
 A (8) Condição de contorno: CA = CA0  XA = 0 (9)
dt C A0

Substituindo as eqs.(8) e (9) na eq.(6), obtém-se o BM em termos de conversão para


o reator batelada:

 C A0 dX A
XA XA
dX A
t   C A0  (10)
XA0
 rA 0
 rA

APLICAÇÃO DA EQ. (10) PARA REAÇÕES DE 1ª. E 2ª. ORDEM

Reação Elementar Irreversível de 1ª. Ordem

A  Produtos (11)

C A0  C A
Da eq.(7): X A   C A  C A0 (1  X A ) (12)
C A0

Portanto:  rA  kCA  kCA0 (1  X A ) (13)

Substituindo a eq.(13) na eq.(10):


XA
dX A 1
t  C A0  kC
0 A0 (1  X A )
  ln(1  X A )
k
(14)
21

Reação Elementar Irreversível de 2ª. Ordem

A + B  Produtos (15)

Caso 1: CA0 e CB0 não estequiométricos


CB0
M 1 (16)
C A0

C A0  C A
XA 
C A0
 X AC A0  X B CB0  C A0  C A  CB0  CB (17)

CB0  CB
XB  CB  CB0  (C A0  C A ) (18)
CB0

 rA  kC A C B (19)

Substituindo a eq.(18) na eq.(19), obtém-se:

 rA  kCA CB0  (C A0  C A ) (20)

Substituindo a eq.(20) na eq.(6):

CA
dC A
t 
CA0
kC A C B 0  (C A0  C A )
(21)

Resolvendo a eq.(21) obtém-se:

C B 0  (C A0  C A )
ln  C A0 ( M  1)kt (22)
MC A
22

C B 0  C A0  C A 1
t  ln (23)
MC A C A0 ( M  1)k

Resolvendo a eq.(21) em termos de XA, obtém-se:

M  XA
ln  C A0 ( M  1)kt (24)
M (1  X A )
M  XA 1
t  ln (25)
M (1  X A ) C A0 ( M  1)k

Caso 2: CA0 = CB0  CA = CB


Alimentação estequiométrica ou reação do tipo 2A  Produtos

 rA  kCA2 (26)

Substituindo a eq.(26) na eq.(6) e resolvendo, obtém-se:

1 1 1 
t    (27)
k  C A C A0 

1 1 XA 
t   (28)
k  C A0 1  X A 

Caso 3: CB0 muito maior que CA0  CB0  CB Constante


A cinética da equação de 2ª. ordem comporta-se como a de 1ª. ordem e aplicam-se
as equações obtidas para 1ª. ordem:

 rA  kC A C B kCB  k '  constante da taxa da reação de pseudo 1a. ordem


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EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

1 - Entram em um tanque 5kg/min de água e saem 2,5kg/min. O tanque tem uma


capacidade de 50 litros. A densidade da água é de 1kg/L. Calcular o tempo para
encher o tanque.

RESOLUÇÃO

dM d VTanque 
 5,0kg / min  2,5kg / min 
dt dt

d VTanque 
 2,5
dt
tf tf 50 tf
50
 dV  2,5 dt   dV  2,5 dt 50  0  2,5tf  tf   20 min
ti ti 0 0
2,5
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2 - Suponha agora que a saída de água do tanque depende da quantidade de água no


tanque, cuja relação é SAÍDA = K.M onde M é massa de água em kg no tanque e K
uma constante que vale 0,05 min-1.

RESOLUÇÃO

dM
 5,0  KM
dt
d VTanque 
 5,0  KM
dt
d VTanque  5,0 M
 K
dt  
d VTanque 
 5,0  0,05.VTanque
dt
50
 1 
tf tf 50 tf

ti 5,0  0,05V  ti dt  0 5,0  0,05V  0 dt  tf   0,05 . ln5  0,05V  0
dV dV

tf   20 ln5  0,05.50   20 ln5  0

tf  20 ln5  0,05.50  20 ln 5


tf  13,9 min
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3 - Em uma operação de secagem verifica-se que 1000 kg/h de um produto com 20%
em massa de água perde 150 kg/h de água. Sabendo-se que o ar quente utilizado na
secagem apresenta 3% em massa de água e que este deixa o secador apresentando
25% em massa de água, calcular a massa de ar quente utilizado e a massa de ar que
deixa o secador.

RESOLUÇÃO

BMG
W1 + W2 = W3 + W4
W1 +150 = W3
W4 = W2 – 150  W2 – W4 = 150

BMP
Ar: 0,97.W1 = 0,75.W3
W1 = 0,75/0,97.W3
Água: 0,03.W1 + 0,2.W2 = 0,25.W3 + y/100.W4
W2 = 1000
y/100.W4 = 50
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Produto: 0,8.W2 = x/100.W4


Esta equação é redundante. Basta fazer o BMG e (N-1) BMP, onde
N= número de componentes.
As equações resultantes são:
1) W1 = W3 -150
2) W1 = 0,75/0,97.W3

Resolvendo as equações (1) e (2) obtemos:


W1 = 511,4 kg/h
W3 = 661,4 kg/h

4 - Um processo industrial de fabricação de 1,5-diamino naftaleno fornece, num dado


estágio da fabricação, uma solução aquosa de 1,5-diamino naftaleno contendo
3,01% desta base em massa. A recuperação do produto é feita por extração da
solução aquosa em contracorrente com éter etílico contendo 1,25% de água em
massa. O extrato etéreo contém 15,2% da base e 3,67% de água em massa. A fase
aquosa extraída (refinado) encerra uma quantidade desprezível da base, mas contém
3,24% de éter em massa.
Pergunta-se:
a. Quanto éter isento de água foi usado por 1000 kg de base extraída?
b. Qual a porcentagem do éter utilizado contido na fase aquosa extraída?
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RESOLUÇÃO

BMG
W1 + W2 = W3 + W4 (1)

BMP
Base: 0,0301W1 = 0,152.W3 (2)
0,152.W3 = 1000

Éter: 0,9875.W2 = 0,8113.W3 +0,324.W4 (3)

Água: 0,9699.W1 + 0,0125.W2=0,0367.W3 + 0,9676.W4 (4)


Esta equação é redundante. Basta fazer o BMG e (N-1) BMP, onde
N= número de componentes.

Dos balanços, concluímos:

W3 = 1000/0,1522 = 6.578,95 kg

Da eq.(2): W1 = 1000/0,0301 = 33.222,59 kg

Isolando W2 na eq. (3) e substituindo na eq.(1):

W4 = 33.135,90 kg

Da eq.(1):
W2 = W3 + W4 –W1
W2 = 6.492,26 kg
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Pergunta A
Éter isento de água em W2 = 0,9875.6492,26 = 6411,11 kg para cada 1000 kg de
base

Pergunta B
Éter na fase aquosa extraída = 0,0324.33135,90 = 1073,60 kg
% Éter utilizado na fase aquosa extraída = 1073,60/6411,11 . 100 = 16,75%

5 – A N-Butil-2-fenil acetamida pode ser obtida através da reação do fenilacetato de


etila com n-butilamina em meio aquoso e será produzida em um reator de batelada
de volume V = 5000L. As condições do processo são as seguintes (Glasoe e
Audrieth, J. Am. CHem. Soc., v.63, p.2965, 1941):
Concentração inicial do acetato de etil fenila = 2,24 mol/L
Concentração inicial da n-butil amina = 4,36 mol/L
Concentração inicial de água = 11,2 mol/L
T = 25ºC
A reação é elementar e de segunda ordem segundo a equação:

C6H5CH2COOC2H5 + C4H9NH2  C6H5CH2CONHC4H9 + C2H5OH

A + B  C + D

A constante da taxa da reação é k = 10,4x10-3 L/mol.h. Pede-se para calcular o


tempo da batelada para que a conversão, X, do éster atinja 80%.
Qual será a composição molar da solução no reator no final da batelada (X = 80%)?

Resolução
CA0 = 2,24 mol/L
CB0 = 4,36 mol/L
k = 10,4x10-3/3600 =2,889x10-6 L/mol.s
M = 4,36/2,24 = 1,946
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XA = 0,8

1 M  XA
t ln
C A0 ( M  1)k M (1  X A )

1 1,946  0,8
t ln = 49 horas
2,24(1,946  1)2,888x10  6 1,946(1  0,8)

CA = CA0(1 – XA) = 2,24(1-0,8)=0,448 mol/L


CA0XA = CB0XB  XB = 2,24x0,8/4,36 = 0,411
CB = CB0(1 – XB) = 4,36x(1 – 0,411) = 2,57 mol/L

O que reagiu?
CA0XA = 0,8x2,24 = 1,792 mol/L

Portanto: CC = CD = 1,792 mol/L


CH2O = 11,2 mol/L

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Chemical Reaction Engineering


Octave Levenspiel, 3rd. Ed.
Wiley, New York, 1999

Basic Principles and Calculations in Chemical Engineering


David M. Himmelblau, James B. Riggs, 7th. Ed.
Prentice Hall Int. Series, 2004