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UNIVERSIDADE PAULISTA

ELAINE CRISTINA CORDEIRO RA: 1832143


LUIS PAULO ORTOLAN REIS RA:1826745
LUCIA COSTA SIMIONATO RA: 1834238
ALEX SANDRO PEREIRA TORRES RA: 1815417

INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E COMUNICAÇÃO


CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM GESTÃO DA QUALIDADE
ABIMADE

PROJETO INTEGRADO MULTIDISCIPLINAR – PIM VII

SÃO PAULO
2019
ELAINE CRISTINA CORDEIRO RA: 1832143
LUIS PAULO ORTOLAN REIS RA: 1826745
LUCIA COSTA SUMIONATO RA: 1835467
ALEX SANDRO PEREIRA TORRES RA: 1815417

PROJETO INTEGRADO MULTIDISCIPLINAR – PIM VII

Projeto Integrado Multidisciplinar – PIM VII,


apresentado como um dos pré-requisitos para
aprovação do bimestre vigente no Curso Superior de
Tecnologia em Gestão da Qualidade da Universidade
Paulista – UNIP.

Orientador: Prof. Luiz Felix

SÃO PAULO
2019
RESUMO

O desenvolvimento do PIM VII (Projeto Multidisciplinar VII) na empresa Abimade


tornou-se algo essencial para o melhor entendimento das matérias do bimestre vigente. Nesse
sentido, foi elaborado um trabalho com o propósito de evidenciar os principais assuntos
aprendidos e como as sistemáticas de cada um aplicam-se no dia a dia da empresa. Um sistema
de gestão que trabalha de forma integrada com todas as áreas fornece benefícios, como: a
automatização do fluxo das informações e garantia que essas sejam consistentes, redução de
erros e eliminação de retrabalho.
Durante a produção do PIM VII, percebeu-se que muitas das informações geradas
poderiam ser reutilizadas por outros sistemas institucionais. Viu-se como a empresa aplica as
atividades voltadas à logística, visando ao melhor desempenho para atender às necessidades
internas e as do cliente, no menor tempo e da forma mais segura possível. Em saúde e segurança
do trabalho mostrou-se os meios preventivos adotados para um melhor e mais seguro ambiente.
Já quanto ao desenvolvimento sustentável, apresentou-se as tratativas no descarte de resíduos e
melhorias no local de trabalho, garantindo a sustentabilidade da empresa em respeito ao meio
ambiente.

Palavras-chaves: Logística Integrada: Produção e Comércio. Saúde e Segurança no


Trabalho. Desenvolvimento Sustentável.
ABSTRACT

The development of PIM VII (multidisciplinary Project VII) in the company Abimade
has become essential for the better understanding of the materials of the current two months. In
this sense, a work was elaborated with the purpose of eviding the main subjects learned and
how the systematic ones of each apply in the day to day of the company. A management system
that works seamlessly with all areas provides benefits such as Automating the flow of
information and ensuring that these are consistent, reducing errors and eliminating rework.
During the production of PIM VII, it was perceived that many of the information
generated could be reused by other institutional systems. It was seen how the company applies
the activities focused on logistics, aiming at the best performance to meet the internal needs and
the customer, in the shortest time and in the safest possible way. In occupational health and
safety, the preventive means adopted for a better and safer environment were shown. As for
sustainable development, we presented the treatatives in waste disposal and improvements in
the workplace, guaranteeing the sustainability of the company in respect to the environment.

Key-words: Integrated logistics: Production and trade. Health and safety at work.
Sustainable development.
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ................................................................................................. 5

2 LOGÍSTICA INTEGRADA: COMÉRCIO E PRODUÇÃO ............................... 6

2.1. Operações da Logística ...................................................................................... 6

2.2. Integração da Cadeia de Suprimentos – SUPPLY CHAIN MANAGEMENT ........ 6

2.3. Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos ......................................................... 7

2.4. Gestão da Produção ........................................................................................... 7

2.5. Classificação ao Sistema de Produção................................................................. 8

2.6. Formas de Produção .......................................................................................... 8

2.7. Logística Integrada na Abimade ........................................................................ 8

2.8. Gerenciamento na Cadeia de Suprimentos da Abimade .................................... 10

2.9. Gestão da Produção na Abimade ..................................................................... 13

3 SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO ..................................................... 16

3.1. Normas Regulamentadoras de Saúde e Segurança no Trabalho ........................ 16

3.2. Saúde e Segurança no Trabalho na Abimade .................................................... 16

3.3. PPRA na Empresa Abimade ............................................................................ 16

3.4. Desenvolvimento do PPRA na Abimade ........................................................... 17

3.5. A Estratégia e Metodologia de Ação do PPRA na Abimade .............................. 17

3.6. Introdução e Considerações Gerais do PCMSO na Abimade ............................ 19

3.7. Planejamento Anual do PCMSO na Empresa Abimade .................................... 20

4 DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL ....................................................... 21

4.1. Desenvolvimento Sustentável na Abimade ........................................................ 21

5 CONCLUSÃO ................................................................................................. 24

6 REFERÊNCIAS .............................................................................................. 26
5

1 INTRODUÇÃO

Com base na pesquisa do Projeto Integrado Multidisciplinar, apresenta-se a empresa


Abimade Indústria e Comercio de Produtos Médicos Hospitalares Ltda. – Empresa de Pequeno
Porte (EPP). Fundada em 2010, na cidade de Santana de Parnaíba-SP, com a preocupação de
desenvolver produtos que atendam aos mais diversos tipos de necessidades na área de ortopedia,
reduzindo, dessa forma, a carência existente no mercado.
O objetivo do trabalho PIM – VII é relacionar o conteúdo aprendido no curso de Gestão
da Qualidade ao funcionamento de uma empresa real, onde serão analisados os assuntos
estudados que abrangem:
 Logística-Integrada: Produção e Comércio;
 Saúde e Segurança no Trabalho;
 Desenvolvimento Sustentável.
Serão demonstradas as ferramentas e métodos utilizados pela empresa, sempre
relacionando-os aos tópicos tratados no curso, apontando-se sugestões de melhoria em todo o
tempo que possível.
Através de contato com os gestores da companhia, foram conseguidas informações
relevantes que permitem um correto entendimento de cada matéria estudada, pois mostram, na
prática, os principais conceitos aprendidos.
A Abimade é uma empresa que preserva o bom funcionamento, utilizando-se da
Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 16 (ANVISA, 2013) implantada e tendo bom uso de
seu Manual da Qualidade e de seus procedimentos implementados, visando a uma boa
qualidade de seus produtos junto com sua equipe, fornecedores e clientes.
6

2 LOGÍSTICA INTEGRADA: COMÉRCIO E PRODUÇÃO

No mundo moderno e em constante evolução, as empresas travam batalhas ferrenhas


para conquistarem maiores espaços e aumentar o número de clientes, além de melhor atendê-
los. Por mais que as companhias atinjam esses objetivos, elas sempre vão deparar-se com outras
que façam mais, e é por isso que a busca pela excelência deve ser algo corriqueiro dentro das
organizações.
A logística hoje, é considerada por diversos autores e pelo mercado empresarial como
estratégica para os objetivos corporativos. Na última década, as mudanças foram diversas,
principalmente nas exigências dos consumidores, cada vez mais ativos e na expectativa de
produtos mais modernos e inovadores. As redes de suprimentos alternam-se entre mercado
doméstico e internacional, a tecnologia da informação alterou a velocidade decisória e a internet
trouxe as informações de mercado para o momento – real time.
Por mais que a logística seja importante para os anseios empresariais, ela não consegue
fazer nada sozinha, pois os consumidores não enxergam a empresa pelos departamentos e áreas
separadas, e sim por sua totalidade. O erro percebido pelo cliente atinge a companhia como um
todo.
Severo Filho (2006, p.20) define: “A logística é a organização do fluxo dos materiais,
desde o fornecedor até o cliente final”. Segundo o autor, o processo envolve todas as funções
de compras, Planejamento e Controle da Produção (PCP), além de distribuição, efetiva de
informações e uma estrita conformação com as necessidades dos clientes.

2.1. Operações da Logística

O fluxo de materiais está dividido em três setores: logística de suprimentos, logística de


apoio à manufatura e logística de distribuição física.

2.2. Integração da Cadeia de Suprimentos – SUPPLY CHAIN MANAGEMENT

Autores como Balou, Jacobsen, Ching e Novaes, além de muitos outros, dizem que a
logística não pode ficar somente com foco na movimentação de materiais, mas sim ter o aspecto
de integração entre os departamentos, fornecedores e clientes, sem deixar de lado o fluxo de
informação. Para atender a todos esses requisitos, a logística foi ampliada à Cadeia de
Suprimentos.
7

A cadeia de abastecimento ou suprimento corresponde ao conjunto de processos


requeridos para obter materiais e agregar‑lhes valor de acordo com a concepção dos
clientes e consumidores, bem como disponibilizar os produtos para o lugar (onde) e
para a data (quando) que os clientes e consumidores desejarem. (BERTAGLIA, 2009,
p.5).

Segundo o dicionário da APICS, uma Cadeia de Suprimentos pode ser definida como:
 Os processos que envolvem fornecedores e clientes e ligam empresas (desde a
fonte inicial de matéria‑prima até o ponto de consumo do produto acabado);
 As funções dentro e fora de uma empresa que garantem que a cadeia de valor
possa fazer e providenciar produtos e serviços aos clientes.

2.3. Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos

De acordo com Figueiredo, Fleury e Wanke (2013, p. 110), “o conceito de


gerenciamento da cadeia de suprimentos está baseado no fato de que nenhuma empresa existe
isoladamente no mercado”.
Uma complexa e interligada cadeia de fornecedores e clientes, na qual fluem matérias-
primas, produtos intermediários e acabados, informações e dinheiro, é responsável pela
viabilidade do abastecimento dos mercados consumidores.

2.4. Gestão da Produção

As origens mais primárias da gestão de operações são difíceis de se rastrear. Operações,


a rigor, sempre tiveram de ser gerenciadas, pois sempre houve organizações gerando e
entregando pacotes de valor a clientes, tenha isso acontecido de forma explícita ou não.
Segundo Wilson (1995), as grandes obras realizadas em tempos passados da
humanidade têm maior probabilidade de terem sido os primeiros tipos de processos produtivos
a requererem técnicas gerenciais para suas operações. Enormes projetos foram desenvolvidos
na Antiguidade, como: a Grande Muralha da China, as Pirâmides no Egito, as Estradas do
Império Romano ou as Grandes Catedrais. Certamente, uma construção dessa sofisticação
requereu grande esforço de coordenação.
8

2.5. Classificação do Sistema de Produção

Um sistema de produção pode ser definido como um “conjunto de atividades inter-


relacionadas envolvidas na produção de bens (caso de indústrias) ou de serviços.” (MOREIRA,
2000, p. 8).

2.6. Formas de Produção

De acordo com Moreira (ano), atualmente existem três tipos de formas de produção:
sistema de produção sob encomenda, sistema de produção em lote e sistema de produção
contínua.

2.7. Logística Integrada na Abimade

A logística integrada na Abimade tem sistema adaptado que estimula a ligação de


processos em várias áreas que fazem parte da empresa, incluindo os de recebimento de
matérias-primas e insumos até a distribuição do produto para o cliente final, ampliando a visão
sobre os processos produtivos, com o objetivo de satisfazer o consumidor.
Como exemplo cita-se a Ordem de Produção (OP) 190066, onde o componente
BN21140 foi recebido e gerou-se um lote interno conforme a Imagem 1.

Imagem 1 – Conferência de Materiais

Fonte: Arquivo Abimade, 2019.

Na Imagem 2 é apresentada uma Ordem de Produção que representa a lista de


componentes e matérias-primas com os devidos lotes, garantindo a rastreabilidade do produto
a ser fabricado.
9

Imagem 2 – Ordem de Produção

Fonte: Arquivo Abimade, 2019.

Na Imagem 3 apresenta-se um relatório de movimentação, onde consegue-se ver o lote


do produto vendido, a nota fiscal e o código do cliente. Dessa forma, pode-se observar que o
processo de recebimento, produção e vendas de produtos na Abimade, garante uma perfeita e
recuperável rastreabilidade das mercadorias.

Imagem 3 – Movimentação de Estoque

Fonte: Arquivo Abimade, 2019.

A Abimade tem como pilar principal a entrega imediata dos produtos e, sendo assim, o
tempo de emtrega fica por conta do meio de transporte que é de responsabilidade do cliente.
10

2.8. Gerenciamento na Cadeia de Suprimentos da Abimade

A gestão da Cadeia de Suprimentos na Abimade, por tratar-se de ramo hospitalar, é um


processo de grande importância quando o objetivo é produzir e prestar serviços de saúde com
qualidade a custos razoáveis e rastreáveis.
O bom funcionamento do sistema da empresa está diretamente relacionado à capacidade
de suprimento adequado dos materiais e insumos, que garantam a produtividade, execução dos
procedimentos com qualidade e satisfação, desde os fornecedores até os clientes.
Melhorar a eficiência interna da Abimade não é suficiente para que a empresa se
mantenha competitiva, é necessário administrar fatores externos que exercem influência sobre
a organização, como exemplo a qualificação e acompanhamento dos fornecedores.
Na Abimade segue-se um procedimento para homologação, monitoramento e
qualificação dos fornecedores chave para a cadeia de suprimentos.
A importância de compreendê-la é fundamental para identificar as necessidades da
Supply Chain Management (SCM) e conseguir otimizar todos os processos, unindo agilidade à
qualidade. Para que a Abimade tenha uma Cadeia de Suprimentos com alto padrão de
competência é necessário seguir seu procedimento: localização de fornecedores de matéria-
prima, fabricação do produto e previsão e planejamento do equilíbrio entre oferta e demanda,
armazenagem e entrega da mercadoria, feedback através do serviço de atendimento ao cliente
e melhoria do processo onde for necessário
Através do procedimento de compras são definidas as classes e classificações de
materiais e fornecedores. Também é estabelecida a forma de qualificação, avaliação e
acompanhamento dos provedores e produtos fornecidos.
São os fornecedores de materiais Classe A:
 Titânio e aço inox;
 Instrumentais semiacabados ou acabados;
 Terceirização de processos de fabricação de implantes, exceto serviços especiais,
como: têmpera, vulcanização, gravação e solda;
 Transportadora, frete;
 Fornecedores internacionais.
São os fornecedores de materiais Classe B:
 Polímeros que são matérias-primas com menor impacto no controle de risco;
 Embalagens;
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 Materiais aplicados diretamente sobre os produtos nos processos de fabricação,


como: óleos de corte, insumos para tratamentos químico e físico de superfície, ferramentas de
máquinas e outros;
 Equipamentos de inspeção, medição e ensaio;
 Atividades de apoio às etapas do processo de fabricação, como: venda ou
manutenção de máquinas e equipamentos e controle de pragas.
São os fornecedores de materiais Classe C:
 Materiais aplicados aos processos administrativos, como: material de escritório,
informática etc;
 Atividades de apoio às etapas do processo administrativo, como: limpeza geral,
aluguel de veículo etc;
 Materiais aplicados à segurança no trabalho, como: extintores, Equipamentos de
Proteção Individual (EPI) e outros.
Fornecedores Classe D:
 São os de laboratórios de análise química, física, mecânica etc, e fornecedores
de serviço de calibração.
Fornecedores Classe E:
 Oferecem serviços especiais como: têmpera, vulcanização, gravação, solda,
usinagem em componentes de instrumentais, prestação de serviços em geral onde o material a
ser beneficiado é fornecido e controlado pela Abimade.
Para fornecedores (fabricantes) internacionais, a qualificação e aprovação é dada pela
Carta de Autorização de Distribuição, onde o fabricante declara ter conhecimento e seguir os
requerimentos da RDC 16 (ANVISA, 2013), que aprova o Regulamento Técnico de Boas
Práticas de Fabricação de Produtos Médicos e Produtos para Diagnóstico de Uso In Vitro.
O primeiro passo para a avaliação de fornecedores é a solicitação da documentação de
regularidade do estabelecimento, que é avaliada pelo setor de Qualidade (Relatório de
Qualificação de Fornecedor). Este é aplicável aos fornecedores Classes A, B, D e E.
Esse relatório reúne os dados cadastrais do fornecedor e os questionários de avaliação,
que têm a finalidade de fornecer subsídios para aprovação de provimento.
A documentação requerida aos fornecedores está representada na Tabela 1.
Tabela 1– Documentação requerida aos fornecedores
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BOMBEIRO
CBPFC, CBPD,

CETESB (*)
CNPJ*, I.E.* e Alvará Municipal Acreditarão
Classe do ISO 13485 ou ISO
Ficha de Licença e REBLAS ou

(*)
Fornecedor 9001 (se declarar
Cadastral Funcionamento INMETRO
ter)

A X X X X X
B X X
D X X
E X X
Legenda: CNPJ = Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica I.E. = Inscrição Estadual (colocar dessa mesma
forma CBPFC, CBPD, ISO, REBLAS e INMETRO).
Fonte: Arquivo Abimade 2019.
Cálculo do IGQ – Índice Geral da Qualidade
O IGQ é calculado segundo a fórmula: IGQ = 10 IQ + 10 IP, onde:
IQ = Indicador da Qualidade
A Tabela 2 mostra o IQ do material entregue pelo fornecedor, em relação a sua
especificação, e as notas correspondentes que lhe são atribuídas.

Tabela 2 – Indicador do material entregue pelo fornecedor


Nota Descrição
0 Fornecimento de material ou serviço não conforme e rejeitado.
2 Fornecimento de material ou serviço não conforme, porém, passível de retrabalho.
3 Fornecimento de material ou serviço não conforme, porém, liberado com permissão de desvio.
5 Fornecimento de material ou serviço conforme.
Fonte: Arquivo Abimade 2019.

Na Tabela 3, são descritos os Indicadores de Prazo (IP) de atendimento às entregas de


produtos e/ou serviços e as notas que lhe são imputadas.

Tabela 3 – Indicador de prazo de atendimento


Nota Descrição
0 Fornecimento de material ou serviço não ocorrido ou com atraso superior a 5 dias.
2 Fornecimento de material ou serviço com atraso de até 5 dias (integral ou parcial).
3 Fornecimento parcial de material ou serviço em relação ao previsto e a ocorrência até o prazo esperado.
5 Fornecimento integral de material ou serviço em relação ao previsto e a ocorrência até o prazo esperado.
Fonte: Arquivo Abimade 2019.

Classifica-se o fornecedor em função do resultado obtido no cálculo como:


 Nível 1 – Fornecedor Qualificado: quando o IGQ for maior ou igual a 85%;
 Nível 2 – Fornecedor em Observação: quando o IGQ for maior ou igual a 60%
e menor do que 85%;
 Nível 3 – Fornecedor Desqualificado: quando o IGQ for menor que 60%.
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Os fornecedores em observação devem ser comunicados da sua situação através de e-


mail, para que tomem as devidas ações. Se o problema persistir, uma avaliação deve ser feita
pelos setores pertinentes, a fim de desqualificá-lo.
Se for do interesse da Abimade manter um fornecedor desqualificado, um acordo pode
ser firmado entre as duas partes, desde que aquele envie um documento com um plano de ação
corretiva e o prazo para conclui-lo. Um Relatório de Ocorrência deve ser aberto pelo setor de
Qualidade para acompanhamento do processo e a verificação da efetividade.

Imagem 4– Índice Geral da Qualidade

Fonte: Arquivo Abimade 2019.

2.9. Gestão da Produção na Abimade

Na Abimade utiliza-se na gestão da produção o processo em lote, onde há fabricação de


bens ou serviços padronizados em lotes, que seguem uma série de operações que necessitam
ser programadas à medida que as anteriores são atualizadas, ou seja, o sistema produtivo deve
ser contínuo, isto é, visando a atender diferentes pedidos dos clientes e flutuação da demanda.
Dentro do procedimento Planejamento e Controle de Produção está descrito o passo a
passo da sua gestão da produção:
Objetivo: Estabelecer a sistemática de planejamento e controle dos processos da
produção.
Documentos complementares:
 NPR-005 – Procedimento para Controle de Compras;
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 NPR-018 – Procedimento para Controle de Produto Não Conforme, Ocorrências


e Retrabalho. O gerente-técnico define o planejamento de produção e os processos de
retrabalho.
Definições: Materiais Produtivos, para efeito desse procedimento, são todos os
utilizados durante o processo de fabricação, como: matéria-prima, software, embalagem, rótulo,
ferramentas, insumos de produção, soluções para lubrificação, ativação, anodização etc.
Registro Mestre do Produto (RMP)/Procedimento Operacional Padrão (POP): é o POP
que contém grande parte do RMP, onde estão inclusos os procedimentos e especificações de
fabricação, os desenhos completos, os mecanismos e requisitos do controle de qualidade e os
do produto acabado relativos à embalagem e rotulagem.
O primeiro passo para todo o sistema de produção é fazer os cadastros:
Recursos (Setores, Grupo de Recursos e Recursos);
Tempo de Processo (Turno, Fases do Fluxo e Grupo de Fases do Fluxo de Fabricação).
Para fazer o Planejamento de Produção, visando à reposição do estoque ou com base na
previsão de vendas, o gerente-técnico emite um Relatório de Necessidade de Fabricação de
Produto Acabado e determina quais deverão ser produzidos e as prioridades de produção.
A seguir, verifica a disponibilidade de matéria-prima e insumos e, se não houver, faz
uma cotação e efetua a compra. Com o material disponível, insere uma nova OP. Em seguida,
imprime esta, a requisição eletrônica, uma cópia do desenho original (onde carimba o número
da OP e rubrica) e um Relatório de Inspeção e Ensaio de Processo e, depois, entrega toda a
documentação ao setor de logística para que seja feita a separação do material.
Confere o que foi recebido e os dados da OP e inicia o processo de produção conforme
o RMP/POP do produto.
Nas operações de controle de Qualidade, para fazer a inspeção das peças que o setor de
Produção entregou como conformes, de acordo com o RMP/POP, anota-se os resultados no
Relatório de Inspeções e Ensaios de controle de qualidade e seus tempos na OP de rascunho e
no sistema, da mesma forma que faz o auxiliar de produção nas suas operações.
Se houver peças não conformes, dá-se sequência ao procedimento para controle de
produto não conforme, ocorrências e retrabalho.
Quando o produto sai para um serviço terceirizado, como terceirização de processos,
têmpera ou solda, cabe ao controle de compras solicitar nota fiscal ao setor administrativo-
financeiro, anexar cópia ao seu registro histórico e encaminhar as peças ou a matéria-prima ao
fornecedor.
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Anotar data e horário na OP de rascunho e abrir a "linha" (fase) no sistema. No retorno,


ao concluir o recebimento, registrar, da mesma forma, data e horário na OP de rascunho, fechar
a "linha" no sistema e anexar cópia da nota fiscal de retorno no registro histórico do produto.
Assim, a responsabilidade pelo lançamento da operação no sistema é do setor de logística,
embora a operação seja de responsabilidade do fornecedor.
Ao final do processo de fabricação, após o procedimento de embalagem, segregar o lote
de produtos acabados e encaminhar a OP ao responsável técnico para a sua liberação final.
O responsável técnico abre a última fase no sistema para a aprovação do lote e dá baixa
na OP. A liberação baseia-se, essencialmente, numa verificação da consistência da
documentação, uma vez que o produto já foi inspecionado tanto pela Produção quanto pelo
controle da Qualidade. É analisado se todos os registros cabíveis estão anexados, legíveis e sem
rasura, se todos os testes foram feitos e as disposições estão corretas.
Após a baixa da OP, esta deve ser encaminhada ao setor de Qualidade. Conferir a
quantidade do lote com a quantia entregue e, se estiver correta, dar entrada no estoque.
Registro histórico do produto: Após a entrega do produto no setor de Qualidade, fechar
o registro histórico desse, organizar a documentação na ordem definida a seguir e encaminhar
a OP ao gerente da Qualidade, que confere se todos os documentos estão corretos.
O registro histórico do produto, quando aplicável, é composto pelos comprovantes que
seguem, organizados nesta sequência:
 Ordem de Produção preenchida manualmente;
 Requisição Eletrônica;
 Relatório de Inspeção e Ensaios, de produção;
 Relatório de Inspeção e Ensaios, de controle de Qualidade;
 Cópia de Relatórios de Ocorrências (ROs), se houver;
 Outros documentos (Cópias dos Pedidos de Compra, Relatório de Inspeção de
Recebimento, Ficha de Inventário, Certificado de Análise do Fornecedor, Nota Fiscal etc).

Uma sugestão de melhoria para Abimade seria a utilização de código de barras,


tecnologia aplicada para melhorar a precisão e a velocidade da transmissão dos dados, sendo
útil em todo o processo de negócio, na gestão de inventário ou atividades relacionadas, e traria
mais segurança na expedição de seus produtos.
16

3 SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO

De uma forma geral, há uma compreensão de que o trabalho é uma fonte de


adoecimento, de lesões ou mesmo de morte aos trabalhadores. Para melhor compreensão do
momento atual, é importante que possamos entender um pouco a origem das atividades
prevencionistas e a evolução de todo o conceito de Segurança no Trabalho.

3.1. Normas Regulamentadoras de Saúde e Segurança no Trabalho

Inicialmente, foram criadas 28 Normas Regulamentadoras (NRs), como a Portaria MTb


nº 3.214 (BRASIL, 1978), que vêm sendo atualizadas e modificadas periodicamente, de forma
a atender às convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT), bem como adequar
as exigências legais às mudanças que ocorrem no mundo trabalhista. As NRs foram baseadas
em normas análogas existentes em países mais desenvolvidos economicamente.

3.2. Saúde e Segurança no Trabalho na Abimade

Quando falamos em Segurança do Trabalho na empresa Abimade, estamos referindo-


nos às medidas que a companhia adotou para preservar a vida dos trabalhadores de possíveis
acidentes no ambiente.
Essa é uma das características mais marcantes da Segurança do Trabalho na Abimade:
o aspecto de prevenção.
De um modo geral, a empresa preocupa-se com as instalações em locais de serviço para
que não apresentem riscos de acidentes aos funcionários; orientam com os procedimentos
adotados no trabalho a fim de que não ofereçam situações de perigo, como utilizar os
equipamentos de proteção necessários para aquela atividade.
Os resultados obtidos são: mais qualidade de vida para o trabalhador, melhor
desempenho de suas atribuições e menor índice de absenteísmo.

3.3. PPRA na Empresa Abimade


17

O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) cumpre as determinações da


Norma Regulamentadora – NR-9 da Portaria 3214/78 do Ministério do Trabalho e Emprego
(MTE), modificada pela Portaria 25/94, que o institui.
Consiste na caracterização do processo produtivo, das atividades de cada setor e das
funções exercidas, do ambiente de trabalho e dos agentes de risco existentes no mesmo e/ou
inerentes às atividades de cada cargo, através de avaliação qualitativa, levantamento de dados
quantitativos e indicação das medidas de controle em uso, ou que devam ser adotadas, para
minimização da exposição a situações de risco, o controle das mesmas e a manutenção da
integridade física do trabalhador.
Entende-se por metodologia não só a utilizada para a elaboração do documento-base do
PPRA, fundamentada na NR-9, mas também aquela relativa aos procedimentos de coleta e
análises de dados, sejam elas qualitativas ou quantitativas.
O PPRA tem como objetivo promover a Segurança no Trabalho, através da prevenção
dos acidentes e o controle dos riscos ocupacionais, visando à proteção do meio ambiente e a
preservação do bom estado de saúde do trabalhador.

3.4. Desenvolvimento do PPRA na Abimade

Deve ser elaborado com base no desenvolvimento das etapas que seguem um Programa
de Higiene Ocupacional, sendo que essas consistem em antecipação, reconhecimento,
avaliação, monitoramento e controle dos riscos ambientais existentes no local de trabalho.
A amplitude e a complexidade do PPRA dependerão da identificação dos riscos
ambientais encontrados na fase da antecipação ou do reconhecimento. Caso aqueles sejam
verificados, o documento se resumirá à fase de antecipação deles, registro e divulgação dos
dados encontrados.
O levantamento dos riscos foi realizado por áreas e setores de trabalho obedecendo-se
para cada atividade:
 Índices encontrados e os exigidos pelo TEM: identificação dos riscos específicos
aos setores e dos gerais para toda empresa;
 Quando da existência de perigos, a quantidade de trabalhadores a eles expostos;
 Medidas de controle recomendadas para a eliminação ou a minimização desses
riscos.

3.5. A Estratégia e Metodologia de Ação do PPRA na Abimade


18

No presente estudo, foi tomando-se como base o reconhecimento, a avaliação e o


controle de riscos ambientais existentes nos diversos setores do trabalho. O recolhimento foi
realizado por um profissional especializado na área de Segurança do Trabalho, Wesley da Silva
Rodrigues
As medidas de controle foram desmembradas de forma unitária e estabeleceu-se um
cronograma de atividades para cada uma delas.

Imagem 5 – Plano de Ação para medidas de controle recomendadas

Fonte: Arquivo Abimade, 2019.

A NR-9 estabelece que todos têm a obrigação de promover ações com objetivo de
preservar a saúde e a integridade dos trabalhadores, por meio do reconhecimento, antecipação,
avaliação e consequente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes, ou que venham
a ocorrer no ambiente de trabalho, levando em consideração a proteção do meio ambiente e dos
recursos naturais. O PPRA é parte integrante de um conjunto mais amplo de iniciativas da
empresa no campo da preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores; está articulado
com o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO).
Objetivos do PPRA na empresa Abimade: Estabelecer ações que garantam a
preservação da saúde e integridade dos funcionários, considerando possíveis riscos nos
ambientes de trabalho.
A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) na empresa Abimade tem como
objetivo a precaução de acidentes e doenças ocupacionais e o auxílio ao Serviço Especializado
em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT). A diferença principal entre
19

esses dois órgãos internos da companhia consiste no fato de que o SESMT é composto,
exclusivamente, por profissionais especialistas em Segurança e Saúde no Trabalho.
Das responsabilidades: a visita técnica, na qual foi executado o levantamento de riscos
ambientais, foi realizada na data de 13/03/2019 e teve como acompanhante o Sr. Osvaldo
Piovezani, representante designado pelo empregador, sendo aquele responsável pelo
fornecimento das informações inerentes aos locais de trabalho, atividades desenvolvidas,
processos e produtos utilizados.
A implementação de medidas de controle e eliminação dos riscos constatados no
presente documento são de exclusiva responsabilidade do empregador, conforme determina o
subitem 9.1.1 da NR-9 da Portaria 25/94, que modificou o texto da Portaria 3214/78, Lei 6514.
A validade do presente documento está condicionada ao conhecimento e assinatura do
empregador ou preposto, após tomar ciência do seu conteúdo, responsabilizando-se pelas
medidas propostas, bem como a antecipação e controle de riscos ocupacionais dependem
inteiramente da comunicação, por parte dele, de eventuais modificações estruturais ou do
processo produtivo, inclusive a utilização ou armazenamento de novos produtos químicos ou
qualquer outra situação que implique em desfiguração do quadro estrutural e produtivo atual.

3.6. Introdução e Considerações Gerais do PCMSO na Abimade

A Norma Regulamentadora – NR-7, na Abimade, instaura o PCMSO, que estabelece o


controle de saúde física e mental dos trabalhadores, a partir da avaliação de suas atividades.
Para que seja possível uma eficiente fiscalização médica, a Abimade obriga o empregador a
realizar os exames médicos admissionais, de mudança de função, de retorno ao trabalho e os
periódicos.
Objetivo: Monitorar exames laboratoriais e identificar precocemente qualquer problema
que possa comprometer a saúde dos seus funcionários.
A Saúde Ocupacional tem por objetivo fundamental a preservação do bem-estar e
integridade física e mental dos trabalhadores. Para tal, devem atuar médicos, engenheiros e
técnicos de segurança, enfermagem, psicologia e dentista, todos contribuindo para a higidez do
colaborador.
O presente programa tem por finalidade atender às determinações legais emanadas do
Ministério do Trabalho (MT) através da NR-7, da Portaria 3214 de 08/06/78, alterada em
29/12/94 pela Portaria nº 24, publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 30/12/94, estando
em vigor a partir de então.
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O PCMSO é um programa de assistência médica, elaborado por médico do trabalho e


implantado na empresa em benefício dos funcionários, prevenindo os danos causados à saúde
por condições laborais ou agentes nocivos existentes no ambiente.
O escopo desse documento é programar, para um período de 12 meses, ação da
companhia no que se refere aos princípios da Medicina Preventiva para todos os seus
funcionários, assim como os riscos ambientais, e então estabelecer uma programação dos atos
médicos que culminarão com o relatório anual que sintetizará as atividades do exercício e
disporá de elementos para o ano seguinte.

3.7. Planejamento Anual do PCMSO na Empresa Abimade

O PCMSO deverá obedecer a um planejamento em que estejam previstas as ações de


saúde a serem executadas durante o ano, devendo essas ser objeto de relatório anual. Este deverá
ser apresentado e discutido na CIPA, de acordo com a NR-5, sendo sua cópia anexada ao livro
de atas daquela comissão.
O relatório anual deverá discriminar, por setores da empresa, o número e a natureza dos
exames médicos, incluindo avaliações clínicas e complementares, estatísticas de resultados
considerados anormais, assim como o planejamento para o próximo ano.
Os resultados do referido relatório, previsto na NR-7, serão confeccionados, conforme
data do início do contrato, pelo médico-coordenador desse PCMSO, utilizando os dados
coletados ao longo dos 12 meses em seu poder e sob sua responsabilidade, de todos os
funcionários e mais os dos admitidos no período.
Por tratar-se de uma empresa de ramo hospitalar, a Abimade tem clareza sobre o assunto
de Segurança no Trabalho; a equipe é treinada anualmente por uma organização, na qual todos
os funcionários têm conhecimento sobre a importância do uso de EPIs. A companhia mostrou-
se bem sinalizada com requisitos de segurança. Ao analisar o relatório deste mesmo ano, pode-
se verificar que foi notificada a correção da iluminação do ambiente de trabalho, onde havia
muitas lâmpadas queimadas necessitando de reparos.
O PPRA da empresa Abimade é elaborado pelo Técnico de Segurança do Trabalho,
Wesley da Silva Rodrigues, devidamente habilitado para exercer essa importante função.

Imagem 6 – Encerramento da elaboração do PPRA


21

Fonte: Arquivo Abimade, 2019.


4 DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

A degradação do meio ambiente começou a ser percebida e levada em consideração pela


esfera governamental após a primeira metade do século XX, corroborando com o lançamento
do livro Limites do Crescimento (The limitstogrowth), em 1972, por Meadows, que liderou
pesquisas sobre o tema no Clube de Roma. A publicação apresentava um primeiro diagnóstico
que ligava a degradação ambiental ao aumento da população mundial, sobretudo, nas áreas mais
pobres, com o agravante de que se não houvesse estabilidade no aumento da população, os
recursos naturais, e até mesmo os indivíduos, poderiam ser extintos. Então, iniciou-se uma
preocupação generalizada com a necessidade de continuarmos em desenvolvimento, mas de
maneira que se preservassem os recursos naturais e a natureza, elementos primordiais para a
vida humana.
O próximo passo foi a Organização das Nações Unidas (ONU) ter criado a Comissão
Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, em 1983, com o objetivo de iniciar um
movimento mundial com preocupação ambiental.
Ela ficou conhecida como Comissão Brundtland, pois foi presidida pela primeira-
ministra da Noruega à época, Gro Harlem Brundtland, e tinha o objetivo de sensibilizar e
conseguir cooperação universal para o tema, por meio de novas orientações para políticas que
viessem ao encontro dessas ideias, conscientizando pessoas, grupos de voluntariado, empresas
em geral e governos. Em 1987, a Comissão Brundtland encerrou sua análise e apresentou um
diagnóstico dos problemas globais ambientais (NOSSO FUTURO COMUM, 1991).

4.1. Desenvolvimento Sustentável na Abimade


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Como mostrado a seguir, a Abimade tem um procedimento para o Desenvolvimento


Sustentável, o que mostra que a empresa é comprometida com as legislações.
Imagem 7 – Procedimento 012-05

Fonte: Arquivo Abimade, 2019.


Esse procedimento estabelece a sistemática de limpeza das áreas internas e externas da
empresa, além do descarte dos resíduos gerados e o controle de pragas.
O Certificado de Aprovação para Destinação de Resíduos Industriais (CADRI) é um
documento emitido pela CETESB, que aprova o encaminhamento de resíduos de interesse
ambiental a local de reprocessamento, armazenamento, tratamento ou disposição final.
Os tipos de resíduos que exigem o CADRI encontram-se divididos em duas classes:
Resíduos Classe I – Perigosos – Apresentam risco à saúde pública ou ao ambiente, com
características, como: inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade.
Resíduos Classe II A – Não Inertes – Podem ter propriedades, tais como:
biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade em água. Não se enquadram nas
classificações de resíduos Classe I – Perigosos ou de resíduos Classe II B – Inertes.

Imagem 8 – CADRI

Fonte: Arquivo Abimade, 2017.

Esse Certificado está sendo concedido com base nas informações prestadas pelo
interessado, e não implica na obrigatoriedade da entidade de destinação final receber os resíduos
aqui indicados.
A entidade geradora deverá:
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 Manter em seus arquivos, por um período de 5 (cinco) anos, as notas fiscais de


transporte e os vistos de recebimento dos resíduos pelo responsável da destinação final;
 Solicitar nova aprovação à CETESB quando gerar novos resíduos, alterar
significativamente os atuais em termos de composição ou for substituída a entidade de
destinação final;
 Contratar somente transportadoras aptas, possuidoras de Registro Nacional de
Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) e que tenham veículos com equipamentos
compatíveis com o estado físico e o tipo de embalagem dos resíduos a serem remetidos, de
modo a garantir a integridade e estanqueidade das embalagens e evitar o espalhamento dos
resíduos durante o transporte.
No caso de destinação dos classificados como perigosos, conforme NBR-10.004, a
entidade geradora deverá ainda:
 Acondicionar os resíduos em recipientes ou contêineres construídos com
material compatível com os mesmos, com características e propriedades que garantam sua
integridade e estanqueidade.
Verificou-se que a empresa Abimade possui e segue de maneira rigorosa toda a
legislação pertinente sobre descarte de resíduos sólidos e líquidos.
Consta em seu CADRI a listagem dos resíduos a serem descartados. O sistema de Gestão
de Qualidade descreve no procedimento NPR 012-05 a maneira correta de armazenagem e
cuidados para com todo tipo de resíduo; através do manifesto do transporte pode-se confirmar
e verificar o cumprimento correto. Apesar da Abimade seguir acertadamente com a legislação,
não foi observado entre os setores da companhia uma consciência de Desenvolvimento
Sustentável; o uso de copos descartáveis, utilização de embalagens não recicláveis e separação
dos lixos são itens importantes e de extrema necessidade para a empresa desenvolver a
sustentabilidade.
Sugeriu-se à organização o uso de embalagens biodegradáveis; mostrou-se que esta é
um verdadeiro alívio na consciência de quem se preocupa com o meio ambiente. Falou-se da
sua decomposição naturalmente, ou seja, sua biodegradação realizada por microrganismos,
como: bactérias, algas e fungos, que convertem o material em biomassa, dióxido de carbono e
água.
A vantagem da embalagem biodegradável é que a sua permanência no ambiente é menor
do que a das não biodegradáveis, o que diminuem as chances de efeitos nocivos, como:
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sufocamentos, entrada na cadeia alimentar, contaminação por disruptores endócrinos, entre


outros.
Por tratar-se de uma empresa do ramo hospitalar, recomendou-se a embalagem de
plástico poliácido láctico (PLA), não contaminante de seus produtos. Ele é biodegradável e
pode ser utilizado como embalagem alimentícia, cosmética ou na produção de sacolas, garrafas,
canetas, vidros, tampas, talheres, entre outros.
Quando pequenas quantidades do PLA passam da embalagem para os alimentos e
acabam indo parar no organismo, não trazem danos à saúde, pois ele se converte em ácido
láctico, que é uma substância alimentar segura e naturalmente eliminada pelo corpo. Só foi
lembrado à empresa que se as embalagens biodegradáveis não forem descartadas corretamente,
tem-se as desvantagens do plástico PLA, que para a ocorrência de sua degradação adequada é
preciso que esta ocorra em usinas de compostagem, onde há condições adequadas de luz,
umidade, temperatura e quantidade correta de microrganismos. Infelizmente, a maior parte do
resíduo brasileiro acaba indo parar em aterros e lixões, onde não há garantias de que o material
se biodegrade 100%. E ainda pior: normalmente as condições desses locais fazem com que a
degradação seja anaeróbia, ou seja, com baixa concentração de oxigênio, gerando a liberação
de gás metano, um dos mais problemáticos para o desequilíbrio do efeito estufa.

5 CONCLUSÃO

Em Logística Integrada verificou-se as sistemáticas adotadas pela Abimade, sendo que


a companhia utiliza daquela para manter sua logística em constante desenvolvimento, fazendo
uso do (SPC). Recomendou-se, como sugestão de melhorias necessárias, a implantação de
código de barras, tecnologia aplicada para melhorar o controle de entrada e saida do material,
que facilitaria a logística da empresa e o controle dos materiais em todos os setores.
Em Saúde e Segurança do Trabalho, a Abimade mostrou cumprir as normas e tem a
conscientização da importância das NRs e da segurança de seus colaboradores, apesar das
melhorias sempre serem bem-vindas. A empresa revelou uma visão ampla sobre esse assunto.
Quanto ao Desenvolvimento Sustentável, apesar da companhia seguir corretamente as
legislações, não foi constatada nenhuma preocupação com a adoção desse modelo econômico,
utilizando-se embalagens pets e caixas de papelão, sendo que nenhuma dessas são
biodegradáveis e não há o cuidado de reciclá-las. Foi proposto à Abimade mais
responsabilidade quanto à educação da empresa em relação a esse assunto. Apesar do quadro
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funcional da organização ser pequeno, observou-se o uso excessivo de copos descartáveis e a


não separação de lixo orgânico do reciclável. Evidenciou-se que, em relação a esse tema, a
Abimade precisa capacitar-se mais para que se torne uma companhia exemplo para todos.
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6 REFERÊNCIAS

ANVISA. AGENCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Resolução da Diretoria


Colegiada – RDC nº 16, de 28 de Março de 2013. Disponível em:<
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2013/rdc0016_28_03_2013.pdf> Acesso
em:10 set. 2019.

ÁRTICO, Prof. Jair Aparecido. Logística integrada: produção e comércio. (UNIP) –


Material Didático – EAD. São Paulo: Editora Sol, 2013

BERTAGLIA, Paulo Roberto. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Abastecimento. 2.


ed. São Paulo: Saraiva, 2009.

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria 3214/78. Normas Regulamentadoras de


Segurança e Saúde dos Trabalhadores. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil,
Brasília, DF, 1978.

BRASIL. Portaria MTB nº 3.214, de 08 de junho de 1978. Aprova as Normas


Regulamentadoras -NR- do Capítulo V, Título II, da Consolidação das Leis do Trabalho
Relativas à Segurança e Medicina do Trabalho. Diário Oficial [da] República Federativa do
Brasil, Brasília, DF: Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho. Ministério do Trabalho.

CALASANS, Ricardo. Saúde e Segurança no Trabalho. (UNIP). São Paulo: Editora Sol,
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CAPARRÓS, Prof.ª Raquel. Desenvolvimento Sustentável. (UNIP) – Material Didático –


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FIGUEIREDO, Kleber Fossati; FLEURY, Paulo Fernando; WANKE, Peter F. (orgs.). Logística e
Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos: Planejamento do Fluxo de Produtos e dos Recursos.
São Paulo: Atlas, 2013.

MOREIRA, Daniel. Administração da produção e operações. 5. ed. São Paulo: Pioneira,


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SEVERO FILHO, João. Administração de Logística Integrada: Materiais, PCP e


Marketing. 2. ed. Rio de Janeiro: E-papers, 2006.

https://www.diarioinduscom.com/embalagens-biodegradaveis-empresas-se-preocupam-com-
o-meio-ambiente/

Arquivos Abimad 2019.

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