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COM

 AGRICULTURA
DA
ABUNDÂNCIA 
AGROFLORESTA | AGRICULTURA SINTRÓPICA

10 PASSOS PARA A
AGRICULTURA DA ABUNDÂNCIA
CONTEÚDO

INTRODUÇÃO PASSO 1 PASSO 2


PG. - 04 AGROFLORESTA E O ESTÁGIOS E MECANISMOS
AGRICULTOR UM MESMO DA FLORESTA.
ORGANISMO PG - 08
PG. - 06

PASSO 3 PASSO 4 PASSO 5


ESTRATIFICAÇÃO E EFEITO FOCO PRINCIPAL DA DIAGNÓSTICO AMBIENTAL
PROPULSOR DA FLORESTA AGROFLORESTA PG. - 15
PG. - 12 PG. - 14

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CONTEÚDO

PASSO 6 PASSO 7 PASSO 8


CULTURAS PRINCIPAIS CULTURAS SECUNDÁRIAS DENSIDADE E ESPAÇAMENTO
DA AGROFLORESTA DA AGROFLORESTA DAS CULTURAS
PG. - 16 PG. - 17 PG. - 20

PASSO 9 PASSO 10 CONSIDERAÇÕES


PARÂMETROS ECONÔMICOS INICIANDO A PG. - 25
PG. - 21 AGRICULTURA DA
ABUNDÂNCIA
PG. - 23
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INTRODUÇÃO

Chegou a hora da Abundância,


Um novo caminho que renova sua esperança,
Alta produção que brota do chão,
Basta ter no coração,
A vontade da renovação,
Com muito trabalho e emoção,
Começamos essa missão.
(José Kubitschek)

INTRODUÇÃO

Em busca da Abundância econômica, a Agricultura convencional


moderna resulta em escassez em diferentes âmbitos. Através dos
desequilíbrios gerados não consegue estruturar e manter de forma
sustentável essa abundância almejada, por não ter elementos sólidos
que possam manter e estruturar essa abundância.

O principal fator é o ambiental, pois como a agricultura necessita da


natureza para gerar abundância econômica, se houver a sua
degradação essa abundância não irá se sustentar por muito tempo,
necessitando assim, de aportes externos para manter a produtividade e
gerar a abundância financeira. Dessa forma o custo de produção eleva
e o retorno financeiro esperado diminui consequentemente.

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Nesse e-book vou te passar os 10 primeiros passos para a
Agricultura da Abundância, que ao invés de aumentar o custo de
produção ao longo do tempo diminui, e a receita aumenta, por que
essa agricultura tem como premissa a produção agrícola de forma
conjunta com a natureza, não havendo assim a erosão do solo que é
o bem mais precioso na agricultura.

Assim, a cada cultivo os recursos naturais são potencializados,


gerando abundância não só para o Agricultor mas também para toda
a sociedade, por melhorar as condições orgânicas e físico químicas
do solo e a absorção da água no solo, dando condições para o
equilíbrio da natureza, não gerando poluição para a natureza e nem
enfermidades a saúde dos produtores e consumidores, gerando assim,
abundância e prosperidade para todo o planeta de forma sistêmica.

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PASSO 1

O homem e Agrofloresta,
É um mesmo organismo,
Com esse compromisso,
Entender essa missão,
Viver em comunhão,
Com a vida em evolução,
Abundância e gratidão,
Para começar essa missão,
Tem que ser pelo coração.
(José Kubitschek)

AGROFLORESTA E O
AGRICULTOR: UM MESMO
ORGANISMO!
O primeiro passo para iniciar a Agricultura da Abundância antes
mesmo de saber a área para o plantio, o planejamento dos consórcios e
insumos a serem utilizados, é entender o que é Agrofloresta.

Utilizando a terminologia da Agrofloresta é fácil chegar no seu sentido


literal da palavra, que é a junção do Agro com Floresta. Ou seja,
produção agrícola consorciada com a produção florestal. Mas para
alcançar a Agricultura da Abundância e ter uma Agrofloresta de
Sucesso esse significado tem que ir muito mais além do que apenas o
seu sentido literal do termo.

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A principal chave para o sucesso de uma Agrofloresta é o Agricultor,
não somente porque ele irá realizar os plantios, manejos e colheitas,
mas porque é ele quem irá orquestrar todo o desenvolvimento da
Agrofloresta. Assim, deve saber o seu real papel no sistema, no qual
deve estar alinhado com os mesmos princípios da natureza.

O Agricultor deve ter em seu íntimo que ele é um ser vivo como todas
as outras formas de vida existentes nesse planeta, assim como as
plantas, os animais, os fungos as bactérias, as formigas, os pulgões, as
lagartas, os vírus.Todos devem trabalhar juntos em prol de toda a
natureza, movidos pelo prazer interno de poder cumprir com sua
missão e auxiliar todas as formas de vida do planeta, gerando o bem
comum.

Deve saber também que a junção de todas essas formas distintas de


vida são como se fossem as células do Planeta Terra, um grande macro
organismo dividido em diversos sistemas e subsistemas, assim como
nos seres humanos somos um organismo, formados através de vários
sistemas como, sistema digestivo, sistema respiratório, sistema
endócrino, sistema nervoso, dentre outros, que são formados por
diferentes tecidos, diferentes e inúmeras células e que todas trabalham
instintivamente para o bom funcionamento do nosso corpo.

Dessa forma, o Agricultor deve entender que ele faz parte da natureza
e é um elemento potencializador desse macro organismo, no qual ele
deve trabalhar com toda forma de vida existente, afim de melhorar e
aumentar os habitats presentes no sistema, dando condições cada vez
maiores e melhores para o aumento da capacidade de suporte desse
local, aumentando a complexidade de vida consolidada na sua
Agrofloresta, assim como em todo o macro organismo.

Assim, o Agricultor deve saber a sua função e as relações que deve ter
no sistema e com as outras formas de vida. No entanto, nem sempre é
possível interiorizar esses conceitos e princípios de forma instantânea
para inicializar na Agricultura da Abundância e alcançar uma
Agrofloresta de Sucesso, mas se o agricultor estiver aberto para esses
princípios e tendo boa vontade juntamente com a prática, o processo
de interiorização dessas premissas se dará de forma fluida, pois esses
conceitos já estão contidos em nosso ser, pois todas as formas de vida
são feitas dos mesmos elementos e animadas pelo mesmo criador.
Basta apenas nos elevarmos e distanciarmos das vicissitudes da vida
moderna que por hora obscurecem a real essência do nosso ser.

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PASSO 2

Entender a natureza,
É contemplar essa beleza,
Abundância e riqueza,
Começa com na sucessão,
Primeiro vem o grão,
Depois a plantação,
Fazer a colonização,
No processo de acumulação,
Gera abundâcia de montão
para toda a nação.
(José Kubitschek)

ESTÁGIOS E MECANISMOS
DA FLORESTA
O segundo passo é conhecer os estágios e mecanismos presentes na
Floresta, para que então possam ser replicados na Agricultura da
Abundância, pode ser abstraído tanto através do processo de
observação e imersão do Agricultor com a Natureza podendo levar um
tempo maior para essas abstrações, que será sempre contínua e nunca
chegará ao fim, mas esses mecanismos podem ser simplificados
através de estudos, cursos e capacitações.

O mecanismo presente para a Floresta alcançar um alto nível de


complexidade de vida consolidada no estágio de Abundância, como a
Floresta Amazônica, é a sucessão ecológica natural, que evolui até
alcançar o estágio de clímax.

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O mecanismo presente para a Floresta alcançar um alto nível de
complexidade de vida consolidada no estágio de Aabundância, como a
Floresta Amazônica, é a sucessão ecológica natural, que evolui até
alcançar o estágio de clímax.

A sucessão ecológica natural inicia na etapa de colonização.


Comumente, é nesse estágio que se encontram a maioria das terras
degradadas, nas quais foram consumidas toda a matéria e energia
acumulada do estágio clímax, através do desmataemento e exploração
dessas áreas naturaiz, e reduzido ao primeiro nível do estágio da
sucessão, o estágio de colonização. Na ilustração abaixo pode ser
melhor exemplificado os estágios sucessionais da floresta.

Em locais que quase não se encontram vegetações e apenas poucas


colonizadoras, que por sua maioria são gramíneas, pode-se encontrar
no estágio de desertificação no qual, esse estágio não faz parte da
sucessão ecológica natural, apenas é alcançado através da ação
humana, gerado pelo consumo de forma entrópica os recursos
disponíveis no local.

Com o sistema cada vez mais simples a capacidade de suporte para a


vida fica cada vez menor. Nesses estágios iniciais as condições do
ambiente formam um habitat favorável para as plantas colonizadoras,
que na sua maioria são plantas rústicas com baixa exigência
nutricional, elas possuem então as condições necessárias para cumprir
com a sua missão de cobrir e proteger todo o solo.

Dessa maneira, essas plantas irão iniciar o processo de restauração


ecológica, melhorando as condições biológicas e físico-químicas do
solo, protegendo contra as irradiações solares, as erosões do solo,
mantendo-o mais úmido e dando melhores condições para o
desenvolvimento da vida do solo.

A partir desse momento, em que a primeira etapa da sucessão


ecológica encontra-se consolidada, o habitat ficará favorável para o
surgimento das espécies pioneiras que também irão cumprir com a sua
função, melhorando as condições de vida no local, atraindo mais
insetos e animais, possibilitando o habitat favorável para novas formas
de vida e para plantas que necessitam de melhores condições
ambientais para o seu ótimo desenvolvimento.

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Assim, sucessivamente através dessa dinâmica com o auxílio de todas
as formas de vida presentes, as condições ecológicas vão sendo
melhoradas, evoluindo até alcançar uma floresta clímax.

Comumente na agricultura convencional moderna baseada na


monocultura, há a necessidade de um aporte constante de insumos
externos, um dos fatores que leva a essa necessidade é por não
respeitar essa dinâmica natural, interrompendo os fluxos e processos
da vida, afim de saltar os estágios sucessionais, resultando em
desequilíbrio e na dependência de insumos, gerando a degradação do
ambiente, a morte, e a quebra dos ciclos essenciais para a fluidez da
vida em abundância.

Dessa forma, a segunda etapa para o planejamento da Agricultura da


Abundância é entender como funciona essa dinâmica, pois na
implantação da Agroflorestal Sintrópica todas essas etapas devem
estar presentes, representadas pelas plantas de cada etapa da
sucessão.

Essa é uma das premissas do porque Ernst nomeou a sua agricultura


como Agricultura Sintrópica, tendo como conceito básico a evolução
do simples para complexo, que é o contrário da agricultura
convencional moderna baseada na entropia, na qual se gasta e
consome toda a energia de um ambiente complexo para produção
chegando em um ambiente simplificado, no qual se gasta mais
recursos e energia para produzir do que o resultado da produção,
sendo assim, uma agricultura entrópica, saindo do complexo para o
simples.

Ernst Götsch, o responsável por sistematizar a Agricultura Sintrópica


também classifica essa sucessão de acordo com as suas funções de
cada estágio no sistema. O primeiro é o Sistema de colonização,
responsável pelo povoamento da área, tanto de espécies vegetais, como
a de microrganismos e insetos. O segundo estágio é o Sistema de
acumulação, responsável por acumular matéria e energia em sua forma
majoritária em carbono, prevalecendo as plantas ricas em fibras e
lignina. Já no último estágio, o Sistema de Abundância, o seu nome já
demonstra suas principais características, onde há um alto nível e
complexidade de energia e vida consolidada, estágio no qual o sistema
produz bastante excedentes, capaz de comportar de forma equilibrada
a presença de animais de grande porte.

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Na Agricultura da Abundância baseada nas premissas da Agrofloresta
e Agricultura Sintrópica, através do desenvolvimento progressivo da
energia e vida consolidada no ambiente, pode ser inicializada em áreas
com diferentes níveis de desertificação ao nível de Abundância,
através da ação catalisadora do ser humano, evoluindo os estágios
sucessionais de forma harmônica e sustentável.

Dessa forma, com as diversas práticas e estudos nessa área, já foi


comprovado que através dessa metodologia pode-se reduzir os
processos de recuperação de áreas degradadas. Através de
mecanismos naturais, sem a intervenção do homem, pode levar no
mínimo 30 anos para se regenerar, já utilizando a Agrofloresta através
das metodologias da Agricultura Sintrópica em apenas 5 anos é
possível constituir todos os elementos necessários para que o ambiente
se restaure.

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PASSO 3

No processo de abundância tem que ter muita atenção,


Para ter boa produção,
Tem que ter a sincronia e exatidão,
Conhecer a estratificação,
Faz parte da solução,
Para seguir na evolução,
E ter muita produção,
Abundância e inovação,
Tem que começar na estratificação.
(José Kubitschek)

ESTRATIFICAÇÃO E EFEITO
PROPULSOR DA FLORESTA
Além das culturas de cada estágio sucessional, temos a estratificação
dentre essas culturas dentro de cada por estágio. A estratificação
remete primordialmente ao mecanismo propulsor do desenvolvimento
do sistema e o nível de incidência e absorção de luz ideal para cada
planta.

Para facilitar a interpretação para os níveis de estratificação dividimos


em 5 estratos: rasteiro, baixo, médio, alto e clímax, nos quais dentre
esses níveis existem também variações e subdivisões entre elas, que
iremos reduzir a essas para simplificar essa didática que por si já é
bastante complexa.

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Assim, as plantas Emergentes são aquelas que dentro da sua
estratificação irão ficar sempre no topo do sistema, sob todas as
culturas, por sua vez a baixo delas irão ficar as culturas de estrato alto,
médio, baixo e rasteiro. Dessa forma, a maioria das culturas irão ficar
sobre as plantas do estrato baixo. No entanto, ainda existem as plantas
do estrato rasteiro que ficam abaixo das plantas de estrato baixo.
Assim, em cada estágio sucessional do sistema ( colonização, pioneiras
secudária e clímax) temos a integração das plantas dos diferentes
estratos, rasteiro, baixo,médio, alto e clímax. Para exemplificar melhor
a estratificação e sucessão ecológica vamos ter como exemplo uma
planta utilizada quase todos os dias por grande parte da população, o
nosso querido café.

O café tem sua origem nas florestas tropicais do leste da África, em


florestas clímax de baixo do dossel das árvores de maior porte de
estrato médio ao emergente, então a sua estratificação é baixa e seu
estágio sucessional é o clímax, por estar em uma floresta dinâmica no
nível de abundância. Por esse motivo o café tem uma alta exigência
nutricional, pois no seu habitat natural ele se encontra em uma
floresta já formada, com vida consolidada e bastante energia
acumulada. Por isso, que os cafés de maior qualidade são os
sombreados, por mimetizarem o habitat natural da planta, dando as
melhores condições para o seu desenvolvimento ótimo. Para fins
didáticos e para facilitar a taxa de ocupação entre as plantas, que seria
a quantidade de plantas a serem estabelecidas no sistema de acordo
com o seu estrato, deve se ter sempre a ocupação de forma piramidal ,
para que seja possível a entrada de luz no sistema e o benefício mútuo
entre a integração de todas as culturas.

Tendo como exemplo, a taxa de ocupação das culturas emergentes


deve ser sempre menor do que as demais, convencionando assim, ter
20% da sua ocupação. há 20%. Seguindo os estratos subsequentes 40%
estrato alto, 60% estrato médio e 80% estrato baixo. Esse nível de
ocupação é apenas um exemplo, no qual pode variar de acordo com o
foco do sistema e o desenho dos consórcios na escala sucessional.

De acordo com a estratégia estipulada para a implantação da


Agrofloresta e como visto até esse passo que, o mecanismo propulsor
do sistema é a sucessão ecológica juntamente com a estratificação, o
ideal é implantar o sistema com todas as culturas dos diferentes
estágios de sucessão e estratificação. Ou seja, implantar no mesmo
momento e no mesmo local as plantas dos estratos emergentes, alto,
médio, baixo e rasteiro, para cada estágio sucessional, colonização,
pioneiras, secundárias e clímax.

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PASSO 4

Para ter eficiência,


Tem que ter foco e persistência,
Tendo esse  passo com paciência,
A natureza se encarrega dessa incumbência.
(José Kubitschek)

FOCO PRINCIPAL DA
AGROFLORESTA
Esses três primeiros passos são tidos como primordiais para se ter um
mecanismo propulsor da Agricultura da Abundância. O próximo ponto
de partida é elencar qual o foco principal da área para a implantação
do sistema, se é para fins econômicos, de recuperação de áreas
degradadas, auto consumo ou paisagístico. Mesmo com a possibilidade
da Agrofloresta contemplar essas quatro premissas, é importante
eleger uma delas para que possa ser escolhido de forma mais eficiente
as espécies a serem cultivadas.

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PASSO 5

Cada lugar é um lugar


Se você já sabe onde chegar,
Deve saber aonde está,
Para o caminho  trilhar,
Os passos certos caminhar,
E A abundância conquistar.
(José Kubitschek)

DIAGNÓSTICO
AMBIENTAL
Com o foco da Agrofloresta determinada deve-se conhecer a fundo os
fatores edafoclimáticos, que são todas as condições ambientais que
resultam nas características ambientais do local a serem
implementados, ou seja deve saber, qual o bioma, o clima, qual tipo de
solo, a topografia, índices pluviométricos. Nessa etapa deve ser feito
também a coleta de solo e sua análise laboratorial para conhecer as
propriedades do solo e suas características.

Uma boa dica para ter essas informações no geral é observar o tipo de
vegetação local, tanto na área de implantação da Agrofloresta de
Sintrópica como em toda a região. Assim, é possível identificar qual
estágio sucessional está a área, através dos indícios das plantas que
desenvolvem bem localmente.

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PASSO 6

O foco principal é fundamental,


Nortear o sistema Agrofloresta
Gerando abundância e alto astral.
Seguir esse caminho é essencial.
(José Kubitschek)

CULTURAS PRINCIPAIS
DA AGROFLORESTA
Com a identificação do estágio sucessional da área a ser implantada e
das características ambientais do local, juntamente com os princípios
elencados, chegou o momento de pensar nas culturas principais a
serem introduzidas na Agricultura da Abundância.

Com a escolha das plantas a serem cultivadas, deve-se conhecer a


origem dessas culturas e como elas se comportam no seu ambiente
natural, afim de aproximar ao máximo na sua Agrofloresta Sintrópica,
com o habitat natural dessas culturas.
Identificando essas características, será possível classificar o seu
estágio sucessional e estratificação e conhecer o ciclo de cada uma das
culturas principais a serem introduzidas no sistema.

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PASSO 7

Tudo na vida requer uma companhia,


Fazendo uma linda parceria,
Colaborando noite e dia
Para produzir em harmonia.
(José Kubitschek)

CULTURAS SECUNDÁRIAS
DA AGROFLORESTA
Escolhidas as culturas principais e identificado os seus ciclos, suas
necessidades, os posicionamentos na estratificação, e os seus estágios
na sucessão ecológica. O Agricultor deve se perguntar se as condições
locais atualmente estão propícias para o desenvolvimento dessas
culturas elegidas como as principais, ou se é preciso melhorar as
condições locais para o seu estabelecimento.

Essa etapa é muito importante para evitar o desequilíbrio do sistema,


podendo resultar em possíveis infestações que Segundo Ernst Götsch
são os agentes otimizadores dos processos de vida, chamados de praga
na agricultura convencional moderna.

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Sendo que, essas infestações são os mecanismos naturais da vida para
poder retornar ao equilíbrio, pois a planta que é agraciada por esses
seres, não estão otimizando de forma ótima os seus processos
biológicos, assim, esses agentes realizarão a sua retirada do sistema
para dar espaço para as plantas que tenham capacidade de otimizar
100% seus processos biológicos.

Ou seja, a ação dos agentes otimizadores do processo de vida, pode ter


como exemplo o sacrifício de uma planta ou animal, que estaá
passando pela mesma situação e que é visível a sua degeneração no
caminho do rompimento da sua vida.
Essas infestações podem se traduzir em um maior desgaste de tempo
dedicado do agricultor ao sistema, e em perdas econômicas por investir
recursos em uma cultura que não gerou os resultados esperados, que
por sua vez será compensada pelas outras culturas implantadas no
sistema.
A ação dos agentes otimizadores do processo de vida também pode ser
feita pelo próprio Agricultor, observando a necessidade de manejo
através da sua própria sensibilidade ao sistema, ressaltando aqui a
importância do primeiro passo da Agricultura da Abundância.

Como até esse passo já foi identificado as características locais e das


culturas, será possível saber se o local comporta essas culturas, se está
apto ou se precisa de melhorias.
Com esses resultados pode-se pensar em quais plantas poderão
acompanhar as culturas principais, para que possam auxilia-las na
formação do habitat favorável para o seu desenvolvimento ótimo.
Inserindo-as nas estratificações e sucessões ainda não contempladas
pelas culturas principais, afim de evitar o desequilíbrio e ação dos
agentes otimizadores dos processos de vida.

Deve-se eleger também as espécies que irão cumprir com a função na


qual correspondem ao estágio atual da área, caso seja o estado inicial
de colonização e pioneira, devem ter plantas para realizarem o
processo de acumulação, sendo exercido essa função com plantas que
possuem maior eficiêencia na produção de biomassa, que são as
plantas próprias para esse estágio de acumulação.
Caso o ambiente local se encontre em um estágio clímax, deve-se
conservar os mecanismos de forma estratégica para manter a ciclagem
dos nutrientes e energia presente no sistema.
Nessa etapa o agricultor pode chegar à conclusão de que as culturas
escolhidas, tanto as principais como as de foco secundário, irão possuir
uma diversidade ampla de interações no sistema.

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Mesmo com a sucessão e estratificação distintas é possível consorciá-
las e mantê-las no mesmo sistema, em partes ou em tempos diferentes.
No entanto, para realizar esses consórcios de forma mais eficiente é
preciso ter um conhecimento mais profundo sobre os Sistemas
Agroflorestais e Agricultura Sintrópica, e caso ainda não a possua,
pode ir adquirindo na prática, podendo levar um tempo mais longo e
maior gasto financeiro e um dispêndio financeiro maior. Pois as
respostas da natureza não são instantâneas e geralmente as plantas
gastam anos ou até décadas para iniciarem a sua produção.

Como já visto a imensa complexidade que é o sistema até esse sétimo


passo, o investimento em auxílio técnico com profissional
especializado, que detenha sobre tudo prática e expertise no assunto,
poderá aumentar o seu retorno financeiro de forma mais ágil e
eficiente, evitando desperdícios de tempo e dinheiro, tendo como
consequência o Sucesso na Agricultura da Abundância.

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PASSO 8

Na natureza tudo tem sua proporção,


Tendo a noção
Dos princípios da sucessão,
Junto com a estratificação,
Mais um passo para ter muita produção.
(José Kubitschek)

DENSIDADE E
ESPAÇAMENTO DAS
CULTURAS
Elegidas as culturas com o foco principal e secundário, e identificado a
sua estratificação e sucessão ecológica será possível determinar a
densidade e os espaçamentos de cada uma.

Deve-se manter as orientações dadas no terceiro passo, sendo a


proporção dos estratos superiores sempre menor do que a dos estratos
inferiores na sua fase adulta, afim de garantir a entrada de luz no
sistema suficientemente para cada cultura.

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PASSO 09

Para ser sustentável,


Tem que ser equilibrado,
Nem tudo de um lado
Mas ter um caminho sensato
Abundâcia na Agricultura
Não é só o ambiental,
Tem que render o capital
E faturamento Real.
(José Kubitschek)

PARÂMETROS ECONÔMICOS
Desenhado o sistema e estabelecido as culturas a serem introduzidas,
juntamente com as características ambientais já levantadas e as
análises laboratoriais do solo, deve ser feito o levantamento financeiro
necessário para esse investimento e contrapor com o investimento real
e o seu retorno, que sem sombra de dúvidas o retorno é muito superior
ao sistema de produção monocultural moderno, por ser um sistema
baseado em processos e não em insumos, no qual visa a independência
do Agricultor e potencialidade dos recursos naturais, reduzindo a
necessidade de insumos gradativamente, tendo também uma maior
escalabilidade produtiva, integrando várias culturas no mesmo espaço,
e podendo ser vendido no mercado com um valor prêmio por ser
orgânico, para isso o agricultor necessita ter uma certificação, que no
caso com esse sistema já vai estar dentro dos requisitos legais
exigidos.

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A partir de então, será possível eleger as estratégicas de ação para a
implementação do sistema da Agricultura da Abundância e direcionar
quais os insumos possíveis para serem utilizados, os adubos, formas de
implantação e materiais genéticos possíveis de serem utilizados, as
colheitas e o manejo necessário para manter o sistema.

Para a implantação de sistema de baixo investimento é aconselhado a


utilização de sementes, pois caso o ambiente criado no sistema for
adequado para determinada cultura, a planta poderá se desenvolver
até melhor, caso for implantado por muda, pois no plantio com muda a
planta passa por diferentes estresses podendo ter risco de
atrofiamento, dependendo dos cuidados que teve ao longo de sua vida
como muda, além de elevar o investimento inicial do sistema. Se o
ambiente estiver favorável para a cultura, o plantio via semente ganha
uma enorme propulsão garantido pelo ambiente e pela sucessão
ecológica correta.

Como esclarecido a importância do Agricultor no sistema e a sua


primordial ação, deve ter claro e planejado a capacidade de manejo,
pois o que corrobora em sua grande maioria para o Sucesso da
Agrofloresta Sintrópica é o manejo, sendo atribuído como a chave para
potencializar o sistema, estando intrinsecamente relacionado com os
fatores produtivos.

Assim, o sistema deve ser estrategicamente planejado de acordo com


as características locais, as culturas principais e secundárias, a
capacidade de manejo do Agricultor e as condições econômicas, para
que se possa garantir o máximo de eficiência na evolução do sistema
rumo a Abundância e prosperidade do Agricultor e do Planeta.

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PASSO 10

O melhor passo já chegou,


A semente germinou,
O ideal se renovou,
Os conhecimentos Aprimorou
A Abundância já começou!
(José Kubitschek)

INICIANDO A
AGRICULTURA DE
ABUNDÂNICA
Feito todos esses procedimentos e alinhado os parâmetros técnicos de
produção juntamente com parâmetros econômicos e ambientais,
chegou a hora de inicializar a implantação do sistema.

Como já observado na Agricultura da Abundância baseada nas


premissas da Agrofloresta e Agricultura Sintrópica são todas
fundamentadas na natureza e nas especificidades do local e do
agricultor, podendo ser implantada de diversas formas, diferentes
formatos com ou sem irrigação. Assim, cada Agrofloresta requerer um
planejamento específico, pois cada ambiente e cada Agricultor tem
suas peculiaridades e capacidades distintas.

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Em oposição a Agricultura convencional moderna, não existem receitas
pré estabelecidas, mas sim os princípios como norteadores. Na
Agricultura da Abundância para a sua implantação do Sistema
Agroflorestal Sintrópico depende de diferentes fatores, e quanto maior
a capacidade de alinhá-los melhor e maiores as chances de sucesso e
em menor prazo na Agricultura da Abundância. No entanto, mesmo
detendo todas essas chaves ou não, só de implementar uma
Agrofloresta já é um Sucesso, pois aplicando qualquer premissa desse
sistema, por sua vez já irá melhorar os resultados nos seus cultivos.
Visto também, a necessidade de sistemas produtivos mais sustentáveis
frente as catástrofes ambientais gerados através dos mecanismo da
natureza em busca do equilíbrio.

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CONSIDERAÇÕES

Não se engane não


A Abundância já está em seu coração
Basta prestar mais atenção
na sua respiração!
Conectada com  o seu pulmão
Está a vida do Universo em expansão.
(Paula Capone)

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Compartilho esses 10 passos, para auxiliar de forma mais assertiva a
implantação de Sistemas Agroflorestais pelo nosso planeta,
desmistificando um pouco a impressão inicial que alguns possuem da
Agrofloresta, pensando que é apenas uma muvuca de plantas sem
ordem e sem lógica aparente.

Espero que esse passo a passo possa ser útil na implantação da sua
inserção na Agricultura da Abundância e na implantação da sua
Agrofloresta Sintrópica de Sucesso. No entanto, todos esses princípios
já estão codificados em nosso ser, pois tudo que está nesse planeta
provém dos mesmos elementos, e existe apenas uma lei que os rege, a
lei da vida.

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Dessa lei podemos abstrair outra lei natural “quem planta colhe”, se
plantar em Abundância colherá em Abundância, não meça seus
esforços para alcançar aquilo que você quer , comece agora e Plante
em Abundância, Salve a sua vida e o nosso Planeta!

Um forte Abraço de Luz,

JK - José Kubitschek

O melhor passo já chegou,


A semente germinou,
O ideal se renovou,
Os conhecimentos Aprimorou
A Abundância já começou!
(José Kubitschek)

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