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EXCELENTISSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DO TRABALHO DA 08ª VARA DO TRABALHO

EXCELENTISSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DO TRABALHO DA 08ª VARA DO TRABALHO DE BELÉM-PA, TRT8ª REGIÃO.

Por dependência: nº 0000301-12.2019.5.08.0008 NEIDE ADRIANE SANTOS DA SILVA, brasileira, solteira, vendedora, portadora do RG nº 4155013, portadora do CPF nº 777.578.402-44, e-mail:

adrya.ayalla@gmail.com, residente e domiciliada na Passagem Santo Antonio, nº 23, Marambaia, CEP 66615-105, Belém-PA., vem, perante Vossa Excelência, com o devido respeito e acatamento, por intermédio de seu advogado e bastante procurador, conforme instrumento de procuração, em anexo, com escritório profissional descrito no rodapé desta, onde serão encaminhadas as intimações do feito, com lastro nos artigos 840 da CLT e 282 do CPC, propor

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RECLAMAÇÃO TRABALHISTA em face de

L A C COMERCIO DE ROUPAS LTDA (TYZY KIDS STORE), empresa privada, devidamente registrada no CNPJ de nº 27.621.115/0001-50, com estabelecimento comercial situado na Tv. Maris e Barros, nº 2321, sala 306, Marco, CEP 66080-471, Belém-PA, pelas razões fáticas e jurídicas que passa a expor:

I – DA JUSTIÇA GRATUITA

A Reclamante não possui condições de pagar as custas e despesas do processo sem prejuízo próprio ou de sua família, conforme consta da declaração de pobreza em anexo. Aproveita-se para anexar, também, contracheque, demonstrando, assim, a hipossuficiência da Reclamante. Ademais, nos termos do §3º do art. 99 do NCPC, milita em seu favor a presunção de veracidade da declaração de pobreza por ele firmada.

End.: Conjunto Valparaiso Qd. 01, nº 14, Coqueiro, CEP 67113-380 − Ananindeua/PA. E-mail: advogados.geral.ns@gmail.com Site: http://nssadvocacia.jur.adv.br/ Contatos: +55 (91) 98150-3714 / 98015-4321

Desse modo, faz jus à concessão da gratuidade de Justiça. Insta ressaltar que entender de

Desse modo, faz jus à concessão da gratuidade de Justiça.

Insta ressaltar que entender de outra forma seria impedir os mais humildes de ter acesso à

Justiça, garantia maior dos cidadãos no Estado Democrático de Direito.

“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. PEDIDO DE ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. DECLARAÇÃO DE POBREZA. PRESUNÇÃO RELATIVA. DEFERIMENTO. 1 - O entendimento desta Corte Superior de Justiça é no sentido de que é possível a concessão do benefício da assistência judiciária gratuita com a mera declaração, pelo requerente, de não poder custear a demanda sem prejuízo da sua própria manutenção e da sua família.” (SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Processo: AgRg no REsp 1244192 / SE. Relator:

Min. SIDNEI BENETI. Data do Julgamento: 26/06/2012. Órgão Julgador: TERCEIRA TURMA. Data da Publicação/Fonte: DJe 29/06/2012) (Grifos nossos).

II – DO CONTRATO DE TRABALHO

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A Reclamante foi admitida em 13 de janeiro de 2018, para

exercer a função de vendedora, com remuneração mensal inicial de R$ 1.090,00 (hum mil e

noventa reais).

Recebia comissões variáveis por mês, entretanto, por fora do

contracheque e trabalhava 06 (seis) horas por dia, de segunda a sábado, percebia somente

vale transporte.

Foi demitida sem justa causa no dia 30 de junho de 2018, sem

receber suas verbas rescisórias.

Há de ressaltar Exa, que, após a demissão, a Autora sempre

buscou a sua empregadora para que pudesse receber suas verbas no intuito de dar entrada

no seguro desemprego, pelo que nunca conseguiu dar entrada, devido as “esquivas” da sua

antiga empregadora.

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III. DO DIREITO − DAS VERBAS CONTRATUAIS E RESCISÓRIAS III.1 − DO SALDO DE SALÁRIO

III. DO DIREITO − DAS VERBAS CONTRATUAIS E RESCISÓRIAS III.1 − DO SALDO DE SALÁRIO

O último salário percebido pela Reclamante foi o

correspondente ao mês de maio/2018. Em virtude da mesma ter seu contrato de trabalho

rescindido em 30/06/2018, tem direito ao recebimento do saldo de salário correspondente

aos mês de junho/2018, o que requer.

III.2 − DO AVISO PRÉVIO INDENIZADO

Tendo em vista a inexistência de justa causa para a rescisão

do contrato de trabalho, surge para a Reclamante o direito ao Aviso Prévio indenizado,

prorrogando o término do contrato para o dia 30/07/2018, uma vez que o § 1º do art. 487 da

CLT, estabelece que a não concessão do aviso prévio pelo empregador dá direito ao

empregado o recebimento dos salários correspondentes ao prazo do aviso.

Eis o dispositivo, in verbis:

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CLT- Art. 487 - Não havendo prazo estipulado, a parte que, sem justo motivo, quiser rescindir o contrato, deverá avisar a outra da sua resolução, com a antecedência mínima de 30 dias. ( ) § 1º - A falta do aviso prévio por parte do empregador dá ao empregado o direito aos salários correspondentes ao prazo do aviso, garantida sempre a integração desse período no seu tempo de serviço.

Diante disso e consoante ao art. 1º, parágrafo único, da Lei

12.506/11 a Reclamante faz jus, portanto, ao aviso prévio indenizado proporcional ao tempo

de serviço, assim como os seus reflexos, o que requer nesta ocasião.

III.3 − DAS FÉRIAS PROPORCIONAIS + 1/3 CONSTITUCIONAL

A Reclamante tem direito a receber o período incompleto

2018, acrescido do terço constitucional, em conformidade com o Art.146, parágrafo único da

CLT e Art. 7º, inciso XVII da CRFB/88.

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Diante disso, a Reclamada deverá pagar a Reclamante férias proporcionais + 1/3, o que desde

Diante disso, a Reclamada deverá pagar a Reclamante férias

proporcionais + 1/3, o que desde já requer.

III.4 − DO 13º SALÁRIO PROPORCIONAL

As Leis 4.090/62 e 4.749/65 preceituam que o décimo

terceiro salário deverá ser pago até o dia 20 de dezembro de cada ano, sendo ainda certo que

a fração igual ou superior a 15 (quinze dias) de trabalho será havida como mês integral para

efeitos do cálculo do 13º salário.

Assim, tendo o contrato de trabalho findado em 30/07/2018 (já

com a projeção do aviso prévio), a Reclamante tem direito ao recebimento do correspondente

a 7/12 em relação a remuneração percebida, que deverá ser pago pela Reclamada

devidamente corrigidos monetariamente e acrescidos de juros.

III.5 − DOS DEPÓSITOS DO FGTS

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O Art. 15 da lei 8.036/90 estabelece que todo empregador

deverá depositar até o dia 7 de cada mês na conta vinculada do empregado a importância

correspondente a 8% de sua remuneração devida no mês anterior. in verbis:

Lei 8.036/90 - Art. 15. Para os fins previstos nesta lei, todos os empregadores ficam obrigados a depositar, até o dia 7 (sete) de cada mês, em conta bancária vinculada, a importância correspondente a 8 (oito) por cento da remuneração paga ou devida, no mês anterior, a cada trabalhador, incluídas na remuneração as parcelas de que tratam os artigos 457 e 458 da CLT e a gratificação de Natal a que se refere a lei nº 4.090/62, com as modificações da lei nº 4.749/65.

Nesse sentido, a Reclamante faz jus ao valor correspondente

aos depósitos dos meses trabalhados, o que ora requer.

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III.6 − DA MULTA DE 40% Em virtude de se tratar de uma rescisão sem

III.6 − DA MULTA DE 40%

Em virtude de se tratar de uma rescisão sem justa causa do

contrato de trabalho, deverá ser paga uma multa, em favor da Reclamante, de 40% sobre o

valor total do saldo do FGTS, o que desde já requer.

III.7 – DA INTEGRAÇÃO DAS COMISSÕES RECEBIDAS E DO PAGAMENTO DA COMISSÃO DE JUNHO.2018 E SEUS REFLEXOS.

Foi acertado com a Reclamante o pagamento de comissão, no

importe de 2% (dois por centos) sobre o que a Reclamante efetivamente vendia,

mensalmente.

A Reclamante recebeu o correspondente aos meses

trabalhados, conforme anexos, ressalte-se que sempre foram recebidos por fora do

contracheque.

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Entretanto, o mês de Junho.2018 a Reclamante não recebeu o

correspondente aos 2% sobre suas vendas, conforme tabela anexo. Pelo que requer o

pagamento da mesma, bem como a integração das comissões em suas verbas, conforme

determina a CCT anexa.

III.8 – DA INDENIZAÇÃO DO SEGURO DESEMPREGO

A Reclamante não recebeu as guias do seguro desemprego

até o presente momento, e considerando a impossibilidade haver regularização a tempo (120

dias nos termos da Resolução Nº 467/05) o pagamento indenizado mostra-se como medida

de rigor.

De acordo com a Lei 7.998/90 e suas posteriores alterações, a

Reclamante tem direito a 3 parcelas de seguro desemprego, uma vez que:

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está (ou ficou durante o período respectivo) desempregado; não recebeu seguro desemprego nos últimos 16

está (ou ficou durante o período respectivo) desempregado; não recebeu seguro desemprego nos últimos 16 meses; o desligamento do contrato ocorreu por dispensa sem justa causa;; Para 3º solicitação do seguro desemprego e demais solicitações, ter trabalhado e recebendo salário durante 6 meses imediatamente anteriores à data de dispensa

Com efeito, o pagamento indenizado é devido sempre que o

regular recebimento se tornar impossível pela falta de entrega das guias necessárias, nos

termos do que orienta a Súmula 389 do Colendo TST:

Súmula nº 389 do TST

SEGURO-DESEMPREGO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. DIREITO À INDENIZAÇÃO POR NÃO LIBERAÇÃO DE GUIAS (conversão das Orientações Jurisprudenciais nºs 210 e 211 da SBDI-1) - Res. 129/2005, DJ 20, 22 e 25.04.2005 I - Inscreve-se na competência material da Justiça do Trabalho a lide entre empregado e empregador tendo por objeto indenização pelo não-fornecimento das guias do seguro- desemprego. (ex-OJ nº 210 da SBDI-1 - inserida em 08.11.2000) II - O não-fornecimento pelo empregador da guia necessária para o recebimento do seguro-desemprego dá origem ao direito à indenização. (ex-OJ nº 211 da SBDI-1 - inserida em 08.11.2000)

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Desta forma, requer desde já o pagamento indenizado de 3

parcelas do seguro desemprego, avaliadas, cada uma, com base na média das 3 últimas

remunerações da Reclamante, conforme cálculo anexo.

III.9 − MULTA DO ARTIGO 477 DA CLT / MULTA DO ARTIGO 467 DA CLT

O art. 477, parágrafo 8º, a e b da CLT, estabelece multa

quando não ocorre o pagamento da rescisão, patente a violação do prazo legal para o

pagamento dos títulos rescisórios, deve a reclamada arcar com a devida multa, o que requer.

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A legislação consolidada determina que as verbas rescisórias incontroversas sejam pagas na primeira audiência. Se

A legislação consolidada determina que as verbas rescisórias

incontroversas sejam pagas na primeira audiência. Se a empresa não vier a satisfazer as

verbas solicitadas na presente demanda, em primeira audiência, como se trata de títulos

incontroversos, a sentença deverá observar o acréscimo de 50%, nos termos do art. 467 DA

CLT.

III.10 − DOS HONORÁRIOS SUCUBENCIAIS

A lei 13.467/17 implementou importantes e profundas

modificações na Consolidação das Leis do Trabalho, tanto de natureza material como

processual. Uma das importantes inovações contidas nesta lei, foi o disposto no artigo 791-A

da CLT, que determina o arbitramento dos honorários de sucumbência, quando do

julgamento do processo, a serem quitados pela parte vencida:

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CLT Art. 791-A. Ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de sucumbência, fixados entre o mínimo de 5% (cinco por cento) e o máximo de 15% (quinze por cento) sobre o valor que resultar da liquidação da sentença, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor

atualizado da causa. § 1º Os honorários são devidos também nas ações em face da Fazenda Pública e nas ações em que a parte estiver assistida ou substituída pelo Sindicato de sua categoria.

§ 3º Na hipótese de procedência parcial, o juízo arbitrará honorários de sucumbência recíproca, vedada a compensação entre os honorários.

§ 4º O beneficiário da justiça gratuita não sofrerá condenação em

honorários de sucumbência, desde que não tenha obtido em juízo, ainda que em outra lide, créditos capazes de suportar a despesa.

sucumbenciais

supramencionadas.

em

face

da

Desta

sorte,

reclamada,

reclama

o

pagamento

de

nos

parâmetros

determinados

honorários

lei

pela

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III.11 − DOS CÁLCULOS DE LIQUIDAÇÃO Que os cálculos foram liquidados levando em consideração a

III.11 − DOS CÁLCULOS DE LIQUIDAÇÃO

Que os cálculos foram liquidados levando em consideração a maior remuneração, ou seja, a soma do salário base, gratificação de função e vale alimentação.

III.12 − PEDIDOS

Diante do exposto, visando a reparação da lesão dos seus direitos, vêm pugnar pelo pagamento das seguintes verbas, seus reflexos e extensões, tudo pleiteado mês a mês, com atualização na forma legal:

Requer

a

Reclamante

a

condenação

da

Reclamada

ao

reconhecimento dos pedidos e ao pagamento dos seguintes títulos:

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1. A concessão da gratuidade da justiça;

2. Condenação da reclamada ao pagamento das parcelas retidas e parcelas rescisórias, monetariamente atualizados conforme lei 8.177/91, abaixo descritas:

atualizados conforme lei 8.177/91, abaixo descritas: End.: Conjunto Valparaiso Qd. 01, nº 14, Coqueiro, CEP

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III.13 − DOS REQUERIMENTOS FINAIS. Diante do exposto, requer digne-se Vossa Excelência, em mandar notificar

III.13 − DOS REQUERIMENTOS FINAIS.

Diante do exposto, requer digne-se Vossa Excelência, em mandar notificar a Reclamada, no endereço descrito no preâmbulo da Exordial, de todos os termos da presente Reclamatória, para que compareça à audiência que for designada por este MM. D. Juízo, nela apresentando, querendo, a defesa que tiver, sob pena de revelia e de serem presumidos como verdadeiros os fatos articulados pela Reclamante.

REQUER QUE, AO FINAL, SEJA A PRESENTE RECLAMATÓRIA JULGADA TOTALMENTE PROCEDENTE, CONDENANDO-SE A RECLAMADA AO PEDIDO DESCRITO AO NORTE E AO PAGAMENTO DE TODAS AS VERBAS PLEITEADAS, COM A DEVIDA ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA, JUROS, CUSTAS PROCESSUAIS, HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS E DEMAIS COMINAÇÕES LEGAIS.

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Pretende provar o alegado por todos os meios de provas em direito admitidos, especialmente, pelo depoimento pessoal da Reclamada, sob pena de confesso, oitiva de testemunhas, documentos ora anexados, juntada de novos documentos, que ficam desde já requeridas.

Atribui-se à causa, para fins de alçada, o valor de R$ 9.774,15 (nove mil, setecentos e setenta e quatro reais e quinze centavos).

São os termos em que, espera deferimento. Ananindeua-PA, 03 de abril de 2019.

Erivaldo Nazareno do Nascimento Filho Advogado OAB-PA 19.591

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