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EXCELENTÍSSIMA SENHORA DOUTORA JUIZA DE DIREITO VARA

DO TRABALHO DE BARREIRAS — BAHIA.

Processo nº 0000766-83.2019.5.05.0661.

JOÃO MARQUES DA SILVA, brasileiro,


convivente estável, comerciante, portador do C.P.F. nº 012.044.085-72,
residente e domiciliado à rua Dr. Alberto Coimbra, nº 218, centro, na
cidade de Barreiras, Estado da Bahia, por seu advogado subassinado,
ut instrumento procuratório em anexo, com escritório na Praça da
Bandeira, n° 20, 2° andar, sala 03, centro, no município de Barreiras,
Estado da Bahia, onde receberá as intimações de estilo, vem, com a
devida vênia perante Vossa Excelência apresentar a presente

CONTESTAÇÃO

Em face da AÇÃO DE COBRANÇA DE


CONTRIBUIÇÃO SINDICAL RURAL proposta pela CONFEDERAÇÃO
DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO BRASIL - CNA e pela
FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DA BAHIA - FAEB,
ambas já qualificada nos autos, face aos fatos e fundamentos a seguir
expostos.

PRELIMINARMENTE:

a) Aplicação da Súmula 432 do


TST (Inaplicabilidade do artigo 600 da CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO
TRABALHO).

1. Diz a Súmula nº 432 do Tribunal Superior do Trabalho:

“Contribuição sindical rural - Ação de cobrança.


Penalidade por atraso no recolhimento. Inaplicabilidade
do art. 600 da CLT. Incidência do art. 2º da lei 8.022/90”.
O recolhimento a destempo da contribuição sindical rural
não acarreta a aplicação da multa progressiva prevista no
art. 600 da CLT, em decorrência da sua revogação tácita
pela lei 8.022/90".

As Requerentes, no entanto, persistem em


acrescentar em seu crédito esta multa, alegando que a
CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO prevê expressamente que
os valores principais relativos à Contribuição Sindical deverão ser
acrescidos de correção monetária, multa e juros, no caso de mora por
inadimplência, pois, segundo elas, o Contribuinte deixou de pagar no
tempo e no lugar a sua obrigação parafiscal, de caráter tributário.

No entanto, consoante diz claramente a SUMULA


432 - TST, o recolhimento fora do prazo não mais permite a cobrança do
famigerado encargo, lembrando que em virtude da inadimplência já é
remunerada esta Entidade com juros de 1% ao mês, além da
atualização monetária.

Certo é que nossos Tribunais têm reiteradamente


negado à autora esta pena, sob o fundamento de que o artigo 600 d
CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO foi revogado pelo artigo 2º
da Lei nº 8.022/90, não mais subsistindo a multa nele prevista.

CONTRIBUIÇÃO SINDICAL RURAL - ENCARGOS POR


ATRASO NO RECOLHIMENTO. INCIDÊNCIA DA LEI
8.022/90. INAPLICABILIDADE DO ART. 600 DA CLT. O
ART. 600 DA CLT FOI TACITAMENTE REVOGADO
PELO ART. 2º DA LEI Nº 8.022/90, NÃO SUBSISTINDO
A PENALIDADE LÁ PREVISTA. (RT10 (DF/TO) - Órgão
Publicador DJ/DF N° Acórdão 00019-2009-802-10-00-
Data de Publicação10/04/2009 - Data de Julgamento
10/04/2009–Relatora Maria Regina Machado Guimarães)

Ainda, para melhor ilustrar a improcedência do


pedido da multa do artigo 600 da CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO
TRABALHO, nossos Tribunais em iterativa, notória e atual
jurisprudência, com fulcro na Súmula 432 do TST, têm decido pela
impertinência desta penalidade consoante consta dos seguintes
Acórdãos:
CONTRIBUIÇÃO SINDICAL RURAL. AÇÃO DE
COBRANÇA. PENALIDADE POR ATRASO NO
RECOLHIMENTO. INAPLICABILIDADE DO ART. 600 DA
CLT. INCIDÊNCIA DO ART. 2º DA LEI Nº 8.022/1990. O
recolhimento a destempo da contribuição sindical rural
não acarreta a aplicação da multa progressiva prevista no
art. 600 da CLT, em decorrência da sua revogação tácita
pela Lei nº 8.022, de 12 de abril de 1990.

RECURSO DE EMBARGOS REGIDO PELA LEI


11.496/2007. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL RURAL.
MULTA DO ART. 600 DA CLT. SÚMULA 432 DO TST. A
matéria encontra-se pacificada com a edição da Súmula
432 do TST pelo Tribunal Pleno, em sessão extraordinária
realizada no dia 6/2/2012, com a seguinte redação: 'O
recolhimento a destempo da contribuição sindical rural
não acarreta a aplicação da multa progressiva prevista no
art. 600 da CLT, em decorrência da sua revogação tácita
pela Lei n.º 8.022, de 12 de abril de 1990-. O
entendimento adotado pela Turma de inaplicabilidade do
art. 600da CLT, para fins de cobrança da contribuição
sindical, está de acordo com a Súmula 432 do TST, não
alcançando o recurso de embargos conhecimento, na
forma do inciso II do art. 894 da CLT. Recurso de
embargos não conhecido. (E-RR-106500-
39.2007.5.24.0071, Rel. Min. Augusto César Leite de
Carvalho, Subseção I Especializada em Dissídios
Individuais, DEJT 25/05/2012).

EMBARGOS REGIDOS PELA LEI Nº 11.496/2007. CNA.


CONTRIBUIÇÃO SINDICA RURAL. MULTA DO ART. 600
DA CLT. REVOGAÇÃO TÁCITA. SÚMULA Nº 432 DO
TST. A decisão embargada encontra-se em sintonia com
o entendimento pacificado nesta Corte uniformizadora em
face da revogação tácita do artigo 600 da CLT pela Lei nº
8.022/90, referente à contribuição sindical rural,
consoante se extrai da Súmula nº 432 do TST, segundo a
qual o recolhimento a destempo da contribuição sindical
rural não acarreta a aplicação da multa progressiva
prevista no art. 600 da Consolidação das Leis do
Trabalho, em decorrência da sua revogação tácita pela
Lei nº 8.022, de 12 de abril de 1990-. Embargos não
conhecidos. (E-RR-7900900-92.2006.5.09.0892, Rel. Min.
José Roberto Freire Pimenta, Subseção I
Especializada em Dissídios Individuais,
DEJT 18/05/2012).

RECURSO DE EMBARGOS - REGÊNCIA PELA LEI Nº


11.496/2007 - CONTRIBUIÇÃO SINDICAL RURAL-
INAPLICABILIDADE DO ARTIGO 600 DA CLT- LEI Nº
8.022/90. O entendimento pacífico desta Corte é no
sentido de que a multa prevista no art. 600da CLT já não
mais subsiste no mundo jurídico, porque derrogado pela
Lei nº 8.022/90, conforme estabelece a Súmula nº 432 do
TST, verbis: - O recolhimento a destempo da contribuição
sindical rural não acarreta a aplicação da multa
progressiva prevista no art. 600da CLT, em decorrência
da sua revogação tácita pela Lei nº 8.022, de 12 de abril
de 1990. Daí a inexistência de direito da embargante,
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA,
de exigir a multa prevista no art. 600 da Consolidação das
Leis do Trabalho. Recurso de embargos não conhecido.
(E-RR-171800-59.2007.5.09.0072, Rel. Min. Luiz Philippe
Vieira de Mello Filho, Subseção I Especializada em
Dissídios Individuais, DEJT 18/05/2012)

Como se vê, as disposições relativas à multa


aplicada progressivamente conforme o artigo 600 da Consolidação das
Leis do Trabalho foram revogadas expressamente com o advento da Lei
8383/91 que passou a regular as contribuições cobradas então pela
Receita Federal, como esta em apreço.

Repassada a competência de administração à


primeira Requerente, a CNA, restou lacuna na lei que não especificou a
multa a ser aplicada no caso do pagamento a destempo.

Assim, expressamente revogado o artigo 600 da


CLT e, diante da falta de previsão legal, não pode ser imposta a
penalidade moratória pretendida.

I — DO MÉRITO

a) DA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL PATRONAL


RURAL

A Contribuição Sindical Rural encontrava sua


base legal no Decreto-Lei 1.166/1971 e na Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT), especialmente nos artigos 578 e seguintes.

Da análise desta legislação, podemos concluir


que a contribuição em tela afigurava-se como de natureza tributária, pois
decorria do exercício da competência tributária atribuída
pela Constituição Federal à União e preenchia os requisitos
determinados pelo artigo 3º do Código Tributário Nacional (CTN), que
nos dá a definição de tributo nos seguintes termos:
"Artigo. 3º. Tributo é toda prestação pecuniária
compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa
exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída
em lei e cobrada mediante atividade administrativa
plenamente vinculada".

Quer dizer, para a caracterização de um tributo é


necessário que se trate de (I) prestação pecuniária e (II) compulsória,
que (III) não constitua sanção de ato ilícito, que seja (IV) instituída por lei
e que seja (V) cobrada mediante atividade administrativa plenamente
vinculada.

Importante observar que, caso uma determinada


exação não ostente um ou mais dos requisitos do referido artigo 3º, não
poderá ser vista como tributo, pois é indispensável o preenchimento de
todos os requisitos para que a exação se encaixe no conceito legal
definido pelo Código Tributário Nacional.

Com relação à compulsoriedade cabe destacar


que esta se caracteriza pelo fato de o tributo independer da vontade do
seu contribuinte, sendo inafastável por qualquer tipo de negócio entre
particulares.

Também disto decorre a impossibilidade de que


seja atribuído por outro meio que não lei em sentido estrito, pois
conforme artigo 5º, II, da Constituição Federal, “ninguém será obrigado a
fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”.

No caso da Contribuição Sindical Rural, sua


compulsoriedade era determinada pelo artigo 579 da Consolidação das
Leis do Trabalho.

Ocorre que a Lei nº 13.467/2017, de 13 de julho


de 2017, conhecida como Reforma Trabalhista introduziu importante
modificação neste tema, tornando facultativo o recolhimento, alterando,
portanto, a natureza jurídica tributária da contribuição sindical com
reflexos em todo o sistema sindical brasileiro, que era apoiado no
financiamento público através da partição das receitas tributárias
provenientes da contribuição sindical obrigatória.

Portanto, até a entrada em vigor da


Lei 13.467/2017 não haviam dúvidas quanto ao preenchimento dos
requisitos do artigo 3º do Código Tributário Nacional pela Contribuição
Sindical Rural.

Ocorre que a referida lei alterou substancialmente


a redação do artigo 579 da Consolidação das Leis do Trabalho. Vejamos
a redação do referido artigo antes e depois da reforma:
"Artigo 579 (redação original). A contribuição sindical é
devida por todos aqueles que participarem de uma
determinada categoria econômica ou profissional, ou de
uma profissão liberal, em favor do sindicato representativo
da mesma categoria ou profissão ou, inexistindo este, na
conformidade do disposto no art. 591".

"Artigo 579 (redação dada pela Lei nº 13.467/2017). O


desconto da contribuição sindical está condicionado à
autorização prévia e expressa dos que participem de uma
determinada categoria econômica ou profissional, ou de
uma profissão liberal, em favor do sindicato representativo
da mesma categoria".

Logo se vê que após a reforma trabalhista a


Contribuição Sindical Rural não ostenta mais o requisito da
compulsoriedade, pois, de acordo com o artigo 579 da Consolidação das
Leis do Trabalho, a Contribuição Sindical Rural agora depende de
“autorização prévia e expressa” de seus contribuintes.

Assim, não havendo mais norma jurídica que


alcance compulsoriedade à Contribuição Sindical Rural, esta não
preenche mais os requisitos necessários para possuir natureza
tributária.

A Contribuição Sindical Rural agora se aproxima


da contribuição associativa, também conhecida como “taxa
confederativa”, bem como das mensalidades sindicais. Todas estas
exações têm um ponto em comum que as distancia e muito dos tributos:
exigem a concordância do sujeito passivo para sua instituição e
cobrança.

Aliás, o Supremo Tribunal Federal já decidiu que


é inconstitucional impor a contribuição assistencial a quem não for
sindicalizado, conforme entendimento recentemente reafirmado pelo
Plenário Virtual do STF, em março de 2017, no julgamento do Recurso
Extraordinário com Agravo 1.018.459, com Repercussão Geral
reconhecida e de relatoria do ministro Gilmar Mendes.

Portanto, chegamos à conclusão de que a


Contribuição Sindical Rural, apesar de prevista em lei, perdeu sua
natureza jurídica de tributo, equiparando-se aos demais mecanismos de
financiamento do sistema sindical brasileiro por não preencher mais os
requisitos do artigo 3º do Código Tributário Nacional, especificamente
quanto à compulsoriedade.

As modificações impactam no recolhimento


sindical rural, uma vez que o Decreto-Lei 1.166/1971, que dispõe sobre
enquadramento e contribuição sindical rural, remete expressamente aos
artigos da Consolidação das Leis do Trabalho, já mencionados, que
constituem a fonte da contribuição sindical rural.

Sobre os efeitos da reforma Gustavo Filipe


Barbosa Garcia pondera que:
"Com isto, a contribuição sindical prevista em lei deixou
de ter natureza tributária, por não ser mais uma prestação
compulsória (art. 3º do Código Tributário Nacional),
passando a ter natureza preponderantemente privada,
embora de certa forma atípica ou sui generis. Esclareça-
se que um tributo, ainda que anteriormente arrolado e
previsto no sistema constitucional e infraconstitucional
(art. 217, inciso I, do Código Tributário Nacional), pode, de
forma válida, deixar de existir no enquadramento jurídico,
em razão de modificação legislativa, como ocorreu no
caso, em que houve a alteração da própria natureza do
instituto1".

A alteração promovida pela Lei da Reforma se


coaduna com a garantia à ampla liberdade, estabelecidas pelo artigo 8º
da Constituição Federal, que norteia o posicionamento jurisprudencial
relativo às demais contribuições sindicais como contribuição
confederativa, contribuição assistencial e mensalidades dos sindicatos,
conforme abaixo transcrito:
Súmula Vinculante 40 STF: A contribuição confederativa
de que trata o art. 8º, IV, da Constituição Federal, só é
exigível dos filiados ao sindicato respectivo.

1 GARCIA, Gustavo Filipe Barbosa. Reforma Trabalhista. 3.ed rev. amp e atual. Salvador: Ed.
JusPODIVUM, 2018, p. 244, 245.
Súmula 666 STF: A contribuição confederativa de que
trata o art. 8º, IV, da Constituição, só é exigível dos
filiados ao sindicato respectivo.

OJ 17 SDC – TST
17. CONTRIBUIÇÕES PARA ENTIDADES SINDICAIS.
INCONSTITUCIONALIDADE DE SUA EXTENSÃO A
NÃO ASSOCIADOS. (mantida) - DEJT divulgado em
25.08.2014
As cláusulas coletivas que estabeleçam contribuição em
favor de entidade sindical, a qualquer título, obrigando
trabalhadores não sindicalizados, são ofensivas ao direito
de livre associação e sindicalização, constitucionalmente
assegurado, e, portanto, nulas, sendo passíveis de
devolução, por via própria, os respectivos valores
eventualmente descontados.

Assim, o recolhimento da contribuição sindical por


categoria econômica ou profissional tornou-se facultativa.

Observando-se os princípios que permitem a


retroatividade da lei em benefício do Requerido e tendo em vista que a
cobrança se dá após a instituição de lei nova, requer-se a Vossa
Excelência a extinção do feito e que seja extinta a presente ação de
cobrança.

b) Ausência de provas

Em observação ao elementar Princípio da


Eventualidade as Requeridas, caso prospere a Ação, apresenta a seguir
a contestação do MÉRITO, para fazê-lo no momento correto, como
segue.

Pretende as Requerentes receber, do Requerido,


valores que entende como devidos a título de Contribuição Sindical
Rural na forma que extensamente expõe na peça vestibular.

Conforme bem determinam as Leis 8.847/94,


1.166/71, a cobrança da contribuição sindical será feita juntamente com
a cobrança do Imposto Territorial Rural — ITR.

Ora, no caso em particular não se demonstra


qualquer assentimento ao recolhimento de contribuições outras ou
manifestação explícita de filiação à associação sindical por parte do
Requerido, pelo que inadmissível, assim, obrigar-se o mesmo a
contribuir para entidade à qual não é filiado, bem como a calcular tributo
acima do modulo fiscal rural pertencente ao proprietário, parcela
destinada à postulada contribuição à falta de expressa autorização.

Não demonstrado pelas Requerente, portanto,


que a contribuição não foi recolhida junto com o ITR da propriedade
rural, resultando indevida a cobrança pretendida, por contrária aos
artigos 5º, XVII e XX, e 8º, V, da Constituição de Outubro de 1988.

O Requerido comprova pelos DARF`s anexados


os pagamentos do ITR e CCIR dos respectivos períodos, provando que
sua obrigação tributária vem sendo cumprida rigorosamente.

c) Da Não Condição de Empregador Rural do


Requerido e dos Juros e Multa

Conforme se verifica e aduz da legislação


transcrita em linhas volvidas a referida contribuição sindical é cobrada
juntamente com ITR da propriedade rural, e a requerente não provou a
sua não cobrança ou mesmo arrecadação.

Excelência, conforme se pode verificar, o


Requerido não é empresa e nem tão pouco se trata de uma
empregadora rural. Comprova pelos documentos anexados os
pagamentos dos ITR`s no período vindicado.

Ressaltando que o Requerido não é


EMPREGADOR RURAL e nem EMPRESÁRIO RURAL.

Isto posto, refuta-se os pedidos em seu todo


pelos fundamentos elencados em linhas pretéritas além do amparo legal
acima exposto, e em especial os itens abaixo relacionados, tendo-os
como indevidos, acerca do seu pleito, senão vejamos:

Por cautela, os juros moratórios somente são


contados com a propositura da ação, conforme determina a lei, e ainda
a correção monetária será aplicada de forma mais benéfica ao devedor,
de forma que merecem revisões os cálculos apresentados, caso esse
MM. Juízo entenda serem devidos os valores, o que somente se admite
por dever de cautela.
Por oportuno, requer a requerida que todas as
notificações a serem publicadas sejam feitas no endereço do rodapé
desta e em nome do patrono que esta subscreve.

III — DOS PEDIDOS

Diante dos fatos e fundamentos acima expostos,


é a presente para requerer:

a) Seja deferida as matérias preliminares acima


exposta aplicando-se a Súmula 432 do TST quanto a não incidência da
multa do artigo 600 da Consolidação das Leis do Trabalho;

b) No mérito, requer seja julgada totalmente


improcedente a presente Ação de Cobrança por ser medida de direito e
de justiça;

c) Que seja as Requerentes condenadas ao


pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios a
serem fixados por Vossa Excelência.

Protesta pela produção de todos os gêneros de


prova admitidas em direito, especialmente o depoimento pessoal das
partes, juntada de novos documentos, pericial, oitiva de testemunhas e
tudo mais que for necessário para a elucidação da presente causa.

Nestes termos
Pede e espera deferimento
Barreiras, 11 de novembro de 2019.

Maximino Monteiro Junior


Advogado – OAB/BA 274-A