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FACULDADE DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA – ÁREA1

CURSO DE BACHARELADO EM ENGENHARIA CIVIL

RELATÓRIO PRINCÍPIOS BÁSICOS DA MECÂNICA DOS SOLOS

RAFAEL SOUZA OLIVEIRA

SALVADOR
2017
FACULDADE DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA – ÁREA1
CURSO DE BACHARELADO EM ENGENHARIA CIVIL

RELATÓRIO PRINCÍPIOS BÁSICOS DA MECÂNICA DOS SOLOS

RAFAEL SOUZA OLIVEIRA

Relatório técnico apresentado como


requisito parcial para obtenção de
aprovação na disciplina Materiais
de Construção Civil, no Curso de
Engenharia Civil, na Faculdade
Área1.
Prof. MSc. Silas de Andrade Pinto

SALVADOR
2017
RESUMO

O ensaio de sedimentação é realizado medindo−se a densidade de uma suspensão de


solo em água, no decorrer do tempo, calcula−se a percentagem de partículas que ainda
não sedimentaram e a velocidade de queda destas partículas. Com o uso da lei de
Stokes, pode inferir o diâmetro máximo das partículas ainda em suspensão, de modo
que com estes dados, a curva granulométrica é completada.
SUMÁRIO:

1.INTRODUÇÃO.......................................................................................................... 4

2.OBJETIVO................................................................................................................. 4

3. EQUIPAMENTOS..................................................................................................... 4

4.MÉTODOS................................................................................................................ 5

5.RESULTADOS........................................................................................................... 6

6.ANEXO – TABELAS E GRÁFICOS............................................................................... 6

7.NORMA................................................................................................................... 6
Ensaio de Sedimentação

1.INTRODUÇÃO

Os solos muito finos, com granulometria inferior a 0,074mm, são tratados de forma
diferenciada, através do ensaio de sedimentação desenvolvido por Arthur Casagrande.
Este ensaio se baseia na Lei de Stokes, segundo a qual a velocidade de queda V, de uma
partícula esférica, em um meio viscoso infinito, é proporcional ao quadrado do diâmetro
da partícula. Sendo assim, as menores partículas se sedimentam mais lentamente que
as partículas maiores.

2.OBJETIVO

Determinação da densidade das partículas que constituem um determinado solo.

3. EQUIPAMENTOS

Os principais equipamentos e utensílios utilizados no ensaio são:

- Água destilada;

- Solução defloculante;

- Peneiras de malhas quadradas com as seguintes aberturas (mm): 9,8 – 4,8 – 2,0 – 1,2
– 0,6 – 0,42 – 0,25 – 0,15 – 0,075;

- Balança;

- Cápsula de porcelana;

- Almofariz e mão degrau;

- Estufa;

- Aparelho de dispersão;

- Termômetro graduado em 0,1ºC;

- Densímetro 127 de bulbo simétrico, calibrado a 20ºC e com resolução de 0,001;


4. MÉTODOS

Após o peneiramento, do material passado na peneira de 2,0mm, tomou-se cerca de 120 g, no


caso de solo arenoso, ou 70g no de solo siltoso e argiloso, para peneiramento fino. Pesou-se
esse material com resolução de 0,01 g e anotou-se como Mh. Tomou-se ainda cerca de 100 g
para três determinações da umidade higroscópica (h) de acordo com a NBR 6457.

Transferiu-se o material assim obtido para um béquer de 250 cm³ e juntou-se, com o
auxílio de proveta, como defloculante, 125 cm³ de solução de hexametafosfato de sódio,
com concentração de 45,7 g do sal por 1000 cm³. Agitou-se o béquer até que todo o
material ficou imerso e deixou-se em repouso, por no mínimo, 12 horas.

Verteu-se, então a mistura do copo de dispersão, removendo-se com água destilada,


com auxílio da bisnaga, o material aderido ao béquer. Adicionou-se água destilada até
que seu nível ficou 5 cm abaixo das bordas do copo e submeteu à ação do aparelho
dispersor durante 15 minutos.

Transferiu-se a dispersão para a proveta e removeu-se com água destilada, com auxílio
da bisnaga, todo o material aderido ao copo. Juntou-se água destilada até atingir o traço
correspondente a 1000 cm³; em seguida, colocou-se a proveta no tanque para banho ou
em local com temperatura aproximadamente constante. Agitou-se frequentemente a
mistura com a bagueta de vidro para manter, tanto quanto possível, as partículas em
suspensão. Logo que a dispersão atingiu a temperatura de equilíbrio, tomou-se a
proveta e, tapando-lhe a boca com uma das mãos, executou-se, com o auxílio da outra,
movimentos enérgicos de rotação, durante 1 minuto, pelos quais a boca da proveta
passe de cima para baixo e vice-versa.

Imediatamente após terminada a agitação, colocou-se a proveta sobre uma mesa,


anotou-se a hora exata do início da sedimentação e mergulhou-se cuidadosamente o
densímetro da dispersão. Efetuaram-se as leituras do densímetro correspondentes aos
tempos de sedimentação (t) de 0,5, 1 e 2 minutos. Retirou-se lenta e cuidadosamente o
densímetro da dispersão. Fazer as leituras subsequentes a 4, 8 15 e 30 minutos, 1, 2, 3,
4, 8 e 24 horas, a contar do início da sedimentação.

Cerca de 15 a 20 segundos antes de cada leitura, mergulhou-se lenta e cuidadosamente


o densímetro na dispersão. Todas as leituras foram feitas na parte superior do menisco,
com interpolação de 0,0002, após o densímetro ter ficado em equilíbrio. Assim que cada
leitura foi efetuada, retirou-se o densímetro da dispersão e colocou-o numa proveta
com água limpa, à mesma temperatura da dispersão.

Após cada leitura, exceto as duas primeiras, mediu-se a temperatura de dispersão, com
resolução de 0,1 °C.

Realizada a última leitura, verteu-se o material da proveta na peneira de 0,075 mm,


procedeu-se a remoção com água de todo o material que estivesse aderido às suas
paredes e efetuou-se a lavagem do material na peneira mencionada, empregando-se
água potável à baixa pressão.

5.RESULTADOS

Dia Hora Tempo Leitura Tempera Correção Leitura ØDos % Da


Decorrido tura Tempo Corrigida Grãos Amostra
(mm) Com Ø
Menor

9:05 30 seg. 38,5 25 +1,0 39,5 0,060 84,1

1 min. 37,5 - 38,5 0,046 82,0

1min30s 37,0 - 38,0 0,038 80,9

2 min 36,0 - 37,0 0,033 78,8

9:09 4 min 34,5 - 35,5 0,022 75,6

9:13 8 min 33,0 - 34 0,016 72,4

9:20 15 min 31,5 - 32,5 0,011 69,2

9:35 30 min 29,5 24 +0,8 30,3 0,0081 64,5

10:05 1h 28,0 - 28,8 0,0057 61,3

11:05 2h 26,5 - 27,3 0,0041 58,1

13:05 4h 26,0 - 26,8 0,0029 57,1

17:05 8h 25,0 - 25,8 0,0029 55,0

9:05 24 h 23,0 - 23,8 0,0012 50,7

6.NORMA
NBR 6457/ABNT
Ensaio de Casagrande

1.INTRODUÇÃO
O Limite de Liquidez (wL) é definido como a umidade abaixo da qual o solo se comporta
como material plástico; é a umidade de transição entre os estados líquido e plástico do
solo. Experimentalmente corresponde ao teor de umidade com que o solo fecha certa
ranhura sob o impacto de 25 golpes do aparelho de Casagrande.
O Limite de Plasticidade (wP) é tido como o teor de umidade em que o solo deixa de ser
plástico, tornando-se quebradiço; é a umidade de transição entre os estados plástico e
semisólido do solo. Em laboratório o wP é obtido determinando-se o teor de umidade
no qual um cilindro de um solo com 3mm de diâmetro apresenta-se fissuras.
A obtenção dos limites de consistência (ou limites de Atterberg) do solo permite estimar,
através da Carta de Plasticidade, suas propriedades, principalmente no tocante a
granulometria e compressibilidade.

2.OBJETIVO
Proceder a realização dos ensaios de limites de Atterberg visando obter os valores do
wL e do wP do solo ensaiado.

3.EQUIPAMENTOS
Os principais equipamentos e utensílios utilizados nos ensaios são:
- Peneira #40 (ambos)
- Recipiente de porcelana (ambos)
- Espátula (ambos)
- Garrafa pástica com água destilada (ambos)
- Aparelho de Casagrande (wL)
- Cinzéis (wL)
- Placa de vidro esmerilhada (wP)
- Cápsulas para a determinação de umidade (ambos)
- Balança (ambos)
- Estufa (ambos)
4.PREPARAÇÂO DA AMOSTRA
Separa-se de 150 a 200 gramas de material (seco ao ar) que passa na peneira #40
(0,42mm).

5.PROCEDIMENTO EXPRIMENTAL
1.1. Limite de Liquidez
- Coloca-se parte da amostra no recipiente de porcelana e aos poucos se adiciona água
até a homogeneização da massa;
- Passa-se para a concha do aparelho de Casagrande certa quantidade dessa massa
aplainado-a com a espátula, de tal forma que a parte central fique com 1 cm de
espessura;
- Faz-se com o cinzel uma ranhura no meio da massa, no sentido do maior comprimento
do aparelho;
- Gira-se a manivela à razão de duas voltas por segundo, contando o número de golpes
até que se constate o fechamento da ranhura num comprimento de 1,2cm quando se
deve parar a operação;
- Retira-se uma pequena quantidade do material no local onde as bordas da ranhura se
tocaram para a determinação da umidade
- Transfere-se o material de volta ao recipiente de porcelana, adicionam-se mais um
pouco d’água e repete-se o processo por mais quatro vezes, no mínimo.

1.2. Limite de Plasticidade


- Coloca-se parte da amostra no recipiente de porcelana e vai-se adicionando água até
a homogeneização da massa;
- Molda-se certa quantidade da massa em forma elipsoidal rolando-a em seguida sobre
a placa de vidro, até que fissure em pequenos fragmentos quando essa atingir
dimensões de 3mm de diâmetro e 10cm de comprimento;
- Coletam-se alguns fragmentos fissurados para a determinação da umidade;
- Repete-se o processo no mínimo por mais quatro vezes.

7.RESULTADOS
- Limite de Liquidez: Com os pares de valores (número de golpes, teor de umidade)
constrói-se um gráfico relacionando teores de umidade, em escala aritmética (nas
ordenadas) com o número de golpes em escala logarítmica (nas abscissas). O teor de
umidade correspondente a 25 golpes, obtido por interpolação linear é o (wL).
- Limite de Plasticidade: A média dos valores de umidade encontrados é o (wP).
Obs: Os valores de umidade não devem diferir da média em mais de 5%.

8.NORMA
NBR-6459/ABNT - Determinação do Limite de Liquidez de Solos;
NBR-7180/ABNT - Determinação do Limite de Plasticidade de Solos.