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1) Quais os argumentos de Otanes para defender a Democracia e criticar a

Monarquia?

Segundo Otanes, a Democracia é imune aos abusos e desregramentos da


Monarquia porque os cargos públicos seriam distribuídos por sorteio, as
decisões estão sujeitas ao voto popular e os magistrados precisam prestar contas
dos seus atos. Assim, os governantes recebem o poder do povo, escolhidos de
maneira em que todos são considerados iguais entre si (sorteio), e seus atos são
fiscalizados e julgados pelo próprio povo, o que evitaria os vícios do poder
absoluto. Na Monarquia, em contrapartida, o soberano pode fazer o que quiser e
não responde a nenhuma instância pelos seus atos. Tal concentração de poder
corromperia mesmo os homens bons, geraria prepotência e inveja, levando o
monarca a excessos e injustiças.

2) Quais os argumentos utilizados por Megabises para defender a


Aristocracia e criticar a Democracia?

Megabises concorda com Otanes na crítica à Monarquia, mas defende a


Aristocracia porque o governo exercido por homens escolhidos entre os
melhores resultaria em um governo melhor. Megabises não explica quem
seriam os melhores ou que critérios seriam usados para identificá-los,
limitando-se a mencionar que os que ali estavam participando da discussão
estariam entre os melhores. Segundo Megabises, a massa (povo) é ignorante,
incapaz de compreender qualquer coisa, e seria prepotente como um monarca
no exercício do poder, com a diferença que este cometeria abusos e desatinos de
forma consciente, enquanto o governo “de muitos” o faria da mesma maneira
por pura ignorância. Esta é sua crítica à Democracia.

3) Quais os argumentos utilizados por Dario para defender a Monarquia e


criticar a Democracia e a Aristocracia?

Dario sustenta que nada poderia ser melhor que um só homem – o melhor,
o mais preparado – para governar, portanto, a Monarquia seria a melhor opção,
consideradas as situações ideais das três formas de governo. Além disso,
argumenta que a supremacia de um governante é inevitável,
independentemente da forma de governo adotada, se Democracia, Aristocracia
ou, obviamente, Monarquia. Na Democracia, a corrupção seria inevitável, com
alianças entre mal-feitores para assaltar os cofres públicos, o que resultaria, em
algum momento, na tomada do poder por alguém, na defesa dos interesses do
povo. Este líder, admirado e apoiado pelo povo, acumularia mais poder que os
governantes. O governo de um só, portanto. Na Aristocracia ocorreriam
conflitos, porque todos querem mandar. Os conflitos levariam à formação de
facções e, consequentemente, delitos. Estes, levariam, inevitavelmente, à
concentração do poder em um indivíduo. Da mesma maneira, resultaria no
governo de um só.

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